Novos sintomas da Covid-19 desafiam médicos e reforçam gravidade da doença





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Nas últimas semanas, diversas instituições de saúde acrescentaram novos sintomas à lista da infecção pelo novo coronavírus. Dores lombares, desorientação, cansaço extremo e falta de oxigenação no sangue se juntam à febre, tosse e as outras já conhecidas manifestações. O aparecimento de novos sintomas dificulta o tratamento da doença e reforçam a gravidade da Covid-19.

Ao contrário do que se pode imaginar, esses novos sintomas não mostram uma mutação do vírus, mas sim que, com a dimensão que a pandemia atingiu, apresentam um quadro mais completo da doença. "Não é apenas uma pneumonia. É algo que nunca vimos antes", destacou o médico cardiologista suíço Frank Ruschitzka para a revista médica "Lancet".

"Vejo a Covid-19 como uma doença viral de evolução completamente inesperada", afirmou a médica Patricia Rocco, chefe do Laboratório de Investigação Pulmonar da UFRJ. Para a médica, um paciente com suspeita e confirmação de coronavírus precisa passar por uma série de exames para detectar alterações vasculares e inflamatórias.

Daniel Tabak, hematologista e oncologista da Academia Nacional de Medicina, destaca que "o que era visto como uma doença respiratória se mostrou uma síndrome preponderantemente vascular". Uma das hipóteses que explicam essa mudança é que os receptores usados pelo vírus para invadir as células estão principalmente nos vasos sanguíneos, mas também nos pulmões, intestinos, rins e coração.

A doença, assim como seu vírus causador, continuam sendo incertezas. Para Tabak, as dores lombares poderiam ser causadas por microtrombos ou inflamações, mas também podem ser sinais de uma pneumonia silenciosa. As primeiras autópsias não invasivas, porém, mostraram danos diretos nos músculos. As confusões mentais podem ser causadas por encefalite, inflamação do parênquima do encéfalo, enquanto o distúrbio no nervo olfativo explica a perda do sentido.

"A cada dia aprendemos com novos casos e temos uma urgência que jamais tivemos, pois as pessoas estão morrendo como nunca", finaliza Patricia Rocco.


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