Anestésico Odontológico: como eles atuam no corpo?





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Se você já realizou algum procedimento cirúrgico, deve se lembrar de tomar a anestesia e só acordar depois que toda a cirurgia já havia sido realizada. Em outras palavras, você não possui nenhuma recordação da operação, pois estava inconsciente durante todo o tempo após a aplicação da substância.

Assim como na medicina, a odontologia também utiliza anestésicos, denominados de anestésicos odontológicos, para realizar a maioria de seus procedimentos operatórios. E sim, a palavra anestesia está no plural porque não se trata de apenas uma substância, mas de várias que podem ser utilizadas a critério do dentista, de acordo com a cirurgia e com o perfil e histórico clínico do paciente.

Para entender mais sobre o assunto, vamos explicar um pouco mais de como funciona uma anestesia, e por que ela faz uma pessoa quase que literalmente "desligar" na mesa cirúrgica.

COMO FUNCIONA A ANESTESIA?

Muitas pessoas costumam comparar a anestesia com o sono, mas estar anestesiado é algo mais complexo que apenas estar dormindo. O fato é que a compreensão exata de como as anestesias atuam no corpo ainda é objeto de estudo da ciência, mas é possível entender o mecanismo.

Os primeiros relatos de usos de anestesia foram encontrados no Egito, Ásia e Oriente Médio e remetem a milhares de anos. Eles descrevem processos anestésicos primitivos, utilizando substâncias com efeito analgésico como papoula, mandrágora e o próprio álcool.

Atualmente, os anestesistas combinam alguns tipos de substâncias, sejam agentes locais, inalatórios ou intravenosos, para elaborar uma anestesia ideal para o paciente.

A anestesia local funciona bloqueando os sinais de dor de uma região específica do corpo - a qual será realizada a cirurgia -, não deixando que esses sinais cheguem ao cérebro. Ela se liga às proteínas nas membranas celulares dos neurônios, que deixam partículas carregadas entrarem e saírem, mas impedem partículas de carga positiva de entrar.

Um exemplo de composto que atua desta forma é a cocaína. Seus efeitos analgésicos foram descobertos por acidente em um laboratório e, atualmente, muitas das anestesias locais comumente utilizadas têm uma estrutura química muito semelhante à da droga e funcionam da mesma maneira.

Em casos de cirurgias maiores, onde há a necessidade do paciente estar inconsciente, entra em cena as anestesias inalatórias, que atuam no sistema nervoso. O éter etílico foi a primeira substância utilizada na medicina e odontologia  moderna para este propósito, na década de 1840. A partir de 1850, o óxido nitroso também passou a ser utilizado.

A anestesia intravenosa começou a ser utilizada em conjunto com a anestesia inalatória a partir de 1870. Entre os agentes intravenosos mais utilizados estão os sedativos como propofol e os opióides, como o fentanil.

Esses anestésicos funcionam interferindo nos sinais elétricos do sistema nervoso, reduzindo esses sinais. No entanto, há muito ainda o que não se sabe com exatidão sobre as anestesias. Atualmente, sabe-se que muitos anestésicos se ligam ao receptor GABA-A nos neurônios do cérebro criando uma barreira para os sinais de dor.

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