Perigos da bombinha para quem tem Asma





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Quem tem asma geralmente carrega a bombinha sempre por perto, uma importante aliada para 6,4 milhões de brasileiros que sofrem com a doença na hora das crises. No entanto, esse simples item é cercado de dúvidas e mistérios, com algumas pessoas achando que ela vicia o usuário e pode até matar. Não é para tanto! Consultamos um especialista, que tira algumas dúvidas e esclarece alguns mitos sobre a bombinha de asma.

Se engana quem acha que a bombinha, em si, tem alguma propriedade terapêutica. Na verdade, ela é apenas um inalador dosimetrado que dispara a medicação necessária para o asmático de forma eficiente. A medicação fica armazenada dentro de um recipiente pressurizado que, quando acionado, libera partículas muito pequenas que são inaladas pelo paciente.

Os inaladores podem ser usados de várias formas, com diversas substâncias ativas. Por isso, existem medicamentos voltados para a resolução de crises e outros que auxiliam, de forma mais passiva e sem efeitos imediatos, o tratamento da asma. Existem diversos tipos de dispositivos inalatórios, com diversas substâncias. Eles podem ser usados como tratamento de manutenção ou medicação de resgate.

As substâncias nas bombinhas de asma são, de maneira geral, broncodilatadoras, ou seja, ajudam a melhorar a capacidade de absorção de oxigênio nos pulmões por meio da dilatação dos vasos sanguíneos. Um dos efeitos colaterais da medicação é o aumento dos batimentos cardíacos, mas raramente isso se torna um problema maior do que a crise de asma que o paciente está tentando evitar. Assim como outras medicações, existem efeitos adversos, mas sempre devemos levar em conta o benefício e ganho de qualidade de vida que o paciente recebe com o uso da medicação. É importante também alertar o paciente para que, caso sofra algum efeito adverso, entre em contato com seu médico.

Também existem dúvidas sobre a possibilidade do paciente ficar viciado na bombinha de asma, mas as pesquisas mostram que os broncodilatadores não possuem características aditivas significativas. O que acontece, no geral, é que o paciente acaba abandonando o tratamento com remédios que não geram muitos efeitos claros e imediatos, usando apenas a bomba em tempos de crise. Com isso, acaba tendo mais crises e usando a bomba mais vezes.

Dados do Ministério da Saúde: http://www.blog.saude.gov.br/index.php/35040-asma-atinge-6-4-milhoes-de-brasileiros


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