Sífilis congênita, se não tratada, pode provocar a morte de bebês




O não uso de preservativos nas relações sexuais provou uma epidemia de sífilis no Brasil. De acordo com dados do Boletim Epidemiológico 2017 sobre a doença, foram registados 87.593 de sífilis adquirida, 37.436 casos de sífilis em gestantes e 20.474 casos de sífilis congênita (quando a doença passa da mãe para o bebê) em 2016. O Rio lidera o ranking nacional nas taxas de mortes de menores de 1 ano de idade por causa de sífilis congênita (18,1 óbitos a cada 100 mil nascidos vivo) e fica em segundo lugar nas taxas de sífilis congênita (11,8 casos em mil nascidos vivos).

Para evitar que a sífilis afete o bebê, o indicado é que as gestantes realizem um pré-natal adequado, que inclui três exames para sífilis: um no início da gestação, um no terceiro trimestre e outro logo antes do parto. Parceiros de grávidas e mulheres que estão tentando engravidar também devem realizar o exame.

A sífilis é uma doença infecciosa causada pela bactéria Treponema pallidum que pode ser transmitida em qualquer relação sexual sem proteção. Ela é classificada em quatro estágios, de acordo com o tempo de infecção: primária, secundária, latente e terciária. A forma congênita pode trazer graves problemas às crianças, principalmente quando não diagnosticadas durante a gestação ou logo após o nascimento.

Os perigos da sífilis congênita para o bebê são enormes. Desde alterações que podem se apresentar mais precocemente, como nascimento prematuro, baixo peso ao nascer, lesões na pele e problemas respiratórios, até riscos numa forma mais tardia, como alterações de face e ósseas, surdez neurológica, déficit cognitivo, entre outros.

Tratamento é simples e de curta duração

Tanto a sífilis adquirida quando a congênita têm cura. O tratamento é rápido, feito com penicilina injetável.

As doses e duração do tratamento variam de acordo com o risco de infecção do bebê, sendo que o tratamento mais longo dura até 14 dias.


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