Estilo de vida influencia tratamento da doença de Alzheimer







 A Doença de Alzheimer (DA) é um transtorno neurodegenerativo progressivo e fatal que se manifesta por deterioração cognitiva e da memória, comprometimento progressivo das atividades de vida diária e uma variedade de sintomas neuropsiquiátricos e de alterações comportamentais.

A doença se instala, em geral, de modo insidioso e se desenvolve lenta e continuamente por vários anos.

Ao pensar no estilo de vida para portadores do Alzheimer, um crescente e cada vez mais forte corpo de evidências científicas sobre o impacto benéfico de fatores associados ao estilo de vida na redução do risco e, até mesmo, na prevenção do declínio cognitivo e da demência. Por exemplo, no Congresso Internacional da Associação de Alzheimer, em julho deste ano, ouvimos os resultados preliminares do Sprint Mind, o primeiro ensaio clínico randomizado que demonstra que o tratamento de hipertensão reduz novos casos de comprometimento cognitivo leve (MCI). Isso mostra que a futura terapia de Alzheimer deverá ser uma combinação de remédios e intervenções nos fatores de risco modificáveis, o que fazemos agora com as doenças cardiovasculares.

Um estilo de vida fisicamente ativo é viável e pode desempenhar um papel importante em retardar o desenvolvimento e a progressão do Alzheimer. Indivíduos com risco genético para demência devem, portanto, ser aconselhados a buscar uma vida mais ativa.


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