Índice de Envelhecimento e a prescrição de exercícios para Idosos






Os benefícios do exercício ao longo da vida são muitas vezes apontados. Mas é seguro para idosos com mais de 65 anos exercitar-se?

Para uma efetiva prescrição de exercícios para o público idoso, temos que levar em consideração que o envelhecimento é um processo particular e que cada pessoa envelhece de forma diferente. Esse processo é chamado de Índice de Envelhecimento. O índice de envelhecimento mostra as individualidades de cada pessoa no processo. Por exemplo: duas pessoas com a mesma idade podem envelhecer de formas diferentes (um indivíduo de 60 anos pode ter as articulações preservadas, enquanto que outro da mesma idade pode apresentar quadros de artrose avançados), ou ainda, uma pessoa, em relação a ela mesma, pode apresentar processos de envelhecimento diferentes em sistemas diferentes do organismo (uma pessoa de 60 anos pode não apresentar cabelos brancos, mas pode ter problemas de equilíbrio).

Ao avaliarmos o indivíduo idoso, devemos ter claro quais são suas perdas principais e como elas afetam sua qualidade de vida. Lembrando que a função principal do nosso trabalho é permitir que a pessoa faça e continue fazendo aquilo que é importante para ela mesma em termos de funcionalidade e independência.

Uma vez que o indivíduo é avaliado e são determinadas quais as perdas, o programa deve ter como objetivo:
1 – prevenir ou retardar a progressão de alguma doença crônica;
2- manter ou aprimorar os níveis de aptidão cardiorrespiratória (capacidade funcional);
3- prevenir as limitações e incapacitações funcionais (flexibilidade, força, coordenação, equilíbrio).

De posse dessas informações, um programa de exercício físicos para essa população deve ser global – exercícios resistidos, aeróbios, equilíbrio, flexibilidade – levando em consideração o índice de envelhecimento. Caso haja alguma necessidade específica resultante do processo de envelhecimento, você pode dar maior ênfase a um determinado tipo de treinamento, mas sem deixar de trabalhar outros componentes.

Vale ressaltar também que o processo de envelhecimento não é sinônimo de doença.

No processo de envelhecimento, temos duas distinções: a senescência, que seria o "somatório de alterações orgânicas, funcionais e psicológicas do envelhecimento normal" e a senilidade, "afecções que frequentemente acometem a pessoa idosa". Os exercícios nos dois casos vêm como atividades que podem prevenir a ocorrência do aumento de alterações funcionais e estruturais do envelhecimento normal, como perda da mobilidade articular, diminuição da força, mas também nas condições patológicas como a obesidade, hipertensão, diabetes, dentre outras. Além disso, oferecem benefícios sociais relevantes como o aumento das relações sociais, diminuindo o risco de depressão, ansiedade, tristeza pela solidão e também proporcionando a manutenção da autoestima e bem-estar.

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