Como evitar a morte súbita na Epilepsia




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A epilepsia é uma desordem neurológica marcada por uma desregulação no sistema elétrico do cérebro. Durante a crise, as células nervosas começam a se comportar de forma anormal e exagerada, o que leva à perda de consciência, movimentos involuntários dos músculos, náuseas e vômitos.

Felizmente, as medicações disponíveis são capazes de manter a enfermidade sob controle em pelo menos dois terços dos casos. É vital obedecer as recomendações do médico e não abandonar o tratamento.

Mas as crises podem acontecer na hora do sono. Geralmente, o portador tem uma vida normal, vai dormir e, no outro dia, é encontrado morto em sua cama Isso geralmente acontece em decorrência de uma crise convulsiva generalizada, que toma todo o cérebro e surge ao longo das horas de sono.

Ter mais de três episódios convulsivos durante um ano já eleva o risco de morte súbita em mais de 50%. Nos momentos seguintes ao quadro, regiões neurais que regulam a respiração não funcionam direito e a falta de oxigênio leva ao óbito.

Então, o que fazer?

Esse cenário terrível mantém muitas pessoas com o transtorno num eterno estado de tensão. Mas é possível minimizar esse perigo ao colocar em prática algumas recomendações. A regra número um é reduzir o máximo possível os episódios de convulsão por meio da terapia medicamentosa mais indicada para aquele paciente.

Manter um membro da família de sobreaviso é outra atitude inteligente. Se esse parente não dormir no mesmo quarto, é possível instalar nos dois cômodos aquelas babás eletrônicas, comumente utilizadas para monitorar recém-nascidos. Caso algum barulho estranho soe nos aparelhos de comunicação, vale checar se está tudo bem.

Muitas vezes, um pequeno chacoalhão ou um toque nos ombros da pessoa logo após a crise já ajuda a despertar e voltar às funções normais. Converse também com o médico que acompanha o caso sobre a possibilidade de deixar um tubo de oxigênio por perto para alguma eventualidade.

Mãozinha da tecnologia

Uma novidade na área são dispositivos vestíveis que ajudam a detectar a crise epiléptica em seus estágios iniciais. Eles estão aprovados nos Estados Unidos desde o ano passado e monitoram os movimentos, a contração dos músculos e as alterações em condutores que temos na pele. A invenção se comunica com algum familiar ou amigo e emite o alerta de que algo está errado.

Apesar de já ser possível importar alguns desses produtos, há gente aqui no Brasil também estamos desenvolvendo aparelhos deste tipo aqui no Brasil. Entao, em breve, as versões internacionais e nacionais devem estar a venda em nosso país.


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