Você sabe a maneira correta de descartar medicamentos?




http://www.upira.com.br/site/wp-content/uploads/2016/05/medicamentos_217.jpg


 

Sempre bate aquela dúvida sobre a destinação correta de embalagens e medicamentos que passaram do prazo de validade. O Brasil ser o sétimo país do mundo em venda de medicamentos e pode chegar à quinta colocação até 2020.

 

A Política Nacional de Resíduos Sólidos, Lei nº 12.305 de 2010, estabeleceu regras de logística reversa para setores como o de agrotóxicos, pilhas, baterias e pneus, instituindo a responsabilidade compartilhada entre fabricantes, importadores, distribuidores, comerciantes, cidadãos e empresas responsáveis pelo recolhimento dos resíduos sólidos urbanos e embalagens pós-consumo. No entanto, não há legislação específica que regulamente o descarte de remédios vencidos ou sem uso pelos consumidores.

 

O descarte de medicamentos vencidos no lixo comum (seco ou orgânico), na pia ou no vaso sanitário oferecem riscos ao meio ambiente, podendo contaminar a água e o solo, além de representar um risco às pessoas que manuseiam resíduos em aterros sanitários.

 

Para os seres humanos, a principal preocupação é em relação aos antibióticos, estrogênios (hormônios que controlam a ovulação das mulheres), e substâncias usadas em tratamentos de quimioterapia. O maior risco é o desenvolvimento de bactérias resistentes aos antibióticos, já que eles ficam expostos no ambiente quando há descarte irregular dos mesmos. As substâncias quimioterápicas trazem a possibilidade de produzir mutações genéticas e os estrogênios usados em pílulas anticoncepcionais são apontados por estudos internacionais como a causa da mudança de sexo em peixes, colocando em risco a existência dos peixes machos.

 

Segundo o especialista em farmácia Marcelo Rodrigues, colaborador do Instituto de Medicina, Estudos e Desenvolvimento, a solução ainda é incinerar as substâncias químicas. A recomendação é que o cidadão comum leve tais medicamentos onde há pontos de coleta, geralmente eles são disponibilizados em determinados postos de saúde, Unidades Básicas de Saúde e farmácias.

"Algumas farmácias e instituições têm parcerias com as empresas responsáveis pela incineração destes resíduos e possuem uma cota que disponibilizam para coletar essas substâncias químicas dos consumidores que vivem comunidade local", explica.

 

Mesmo que haja estações de tratamento de água e saneamento básico na sua cidade, comprimidos e soluções despejados no vaso sanitário, quando não vão para a rede de esgoto, infiltram-se no solo. Já as substâncias jogadas na pia, ainda que cheguem às estações de tratamento de água, estas não dão conta de eliminar todos os componentes, que podem acabar sendo despejados no mar. E os que vão parar no lixo comum contaminam os lençóis freáticos.

Outras medidas podem ser importantes no sentido de evitar o desperdício:

 

- Compre medicamentos apenas quando necessário;

- Procure comprar a quantidade exata, ou a que for amais próxima possível, do tratamento prescrito;

- Antes das consultas, verifique quais medicamentos você já possui em casa;

- Não interrompa o tratamento por conta própria.

 

Vale lembrar que as embalagens secas e as bulas podem ser recicladas. Em São Paulo, o programa Descarte Consciente permite que os remédios sejam coletados em farmácias parceiras. Veja aqui os pontos de coleta mais próximos de você.


Comente:

Nenhum comentário