Influência do álcool no organismo de pacientes diabéticos



Uma das dúvidas mais comuns no consultório quando um paciente diabético está em tratamento é sobre ingerir bebidas alcóolicas ou não. E aqui, para responder, precisamos explicar um pouco...

As bebidas alcóolicas, além do álcool, são compostas de carboidratos. No geral, falamos que as bebidas contêm calorias vazias, ou seja, que ingere bebidas alcoólicas ingere calorias mas, não ingere nutrientes, sendo portanto um alimento nutricionalmente pobre.

Para os pacientes diabéticos tipo 2, ingerir bebidas alcoólicas pode levar inicialmente ao aumento dos níveis de glicose no sangue, se a bebida for acompanhada da alimentação. Isso porque as bebidas alcoólicas são, geralmente, muito calóricas. E calorias a mais são iguais a ganho de peso.

No entanto, uma situação inversa pode acontecer. O nosso fígado tem várias tarefas essenciais ao nosso corpo. Uma delas é controlar os níveis de açúcar na corrente sanguínea. Quando um paciente diabético bebe de estômago vazio, o fígado fica muito ocupado desativando o álcool ingerido, e dessa forma não consegue regular a quantidade de açúcar no sangue de forma correta. O resultado é que as taxas de açúcar no sangue podem cair, levando ao risco de hipoglicemia.

Para os pacientes diabéticos adultos, a ingestão diária de etanol deve ser limitada a uma dose ou menos para mulheres e duas doses ou menos para homens. Isso é o equivalente a 1 dose 150 ml de Glossary Link vinho (1 taça) ou 360 ml de cerveja ou 45 ml de Glossary Link destilados, o que equivale a 15 gramas de etanol.

Aqui, nunca o paciente deve beber sem se alimentar, e recomenda-se que seja feita uma alimentação antes e também que a glicose seja controlada durante o período de ingestão do álcool. Ah, lembre-se que gestantes, crianças, adolescentes e pacientes com problemas de colesterol e fígado não devem beber!

Tenha sempre cuidado. Quantidades maiores que 30g de etanol por dia podem causar sérios danos como desidratação, aumento da insulina e da pressão. Se você não é diabético, bebidas em excesso são uma das principais causas de desenvolvimento de Diabetes tipo 2, porque estão associadas ao ganho de peso. Para terminar, mais um recado: nunca dirija depois de beber! Saúde, você só tem uma!

Autora: Dra. Andressa Heimbecher Soares - Endocrinologista.

Fonte: Sociedade Brasileira de Diabetes.

Aprenda a montar uma refeição prinicipal



Como montar um prato saudável
 

Com a correria do dia-a-dia, as pessoas estão deixando cada vez mais de se alimentar corretamente. As refeições são feitas nas ruas, com alimentos prontos, que possam ser ingeridos rapidamente, dificultando ainda mais a possibilidade de ter uma alimentação equilibrada, prejudicando até a digestão.

As refeições principais (como almoço e jantar) devem ser realizadas diariamente, nunca "puladas". Elas são muito importantes por fornecerem certos nutrientes ao organismo, nutrientes esses provenientes de alimentos típicos dessas refeições, como hortaliças, leguminosas e carnes.

Uma refeição principal, como almoço, deve conter:

  • 1 hortaliça crua: verduras de folhas (como alface, rúcula, agrião), tomate etc;
  • 1 hortaliça cozida: cenoura, chuchu, beterraba, espinafre, acelga etc;
  • 1 cereal: arroz, massa, batata etc;
  • 1 leguminosa: feijão, ervilha, grão de bico, soja etc;
  • 1 carne: ave, peixe, carne, etc;
  • 1 fruta: maçã, banana, pêra etc
  • .

Não tenha desculpas para hábitos alimentares inadequados. Pense na sua saúde e comece já a comer corretamente. Tanto em casa como fora dela. A sua saúde agradece.

7 tratamentos das entorses de tornozelo




O entorse de tornozelo é uma lesão muito comum entre atletas e esportistas, mas também pode ocorrer ao andar, correr ou saltar.

É uma lesão que ocorre pelo movimento forçado em alavanca do tornozelo para dentro em direção a linha media do corpo, ultrapassando o limite de resistência dos ligamentos, e irá resultar em danos estruturais no local.

Tratamento das entorses de tornozelo é direcionado de acordo com a lesão apresentada. Entretanto, na fase aguda, é interessante realizar o protocolo abaixo:
  • Repouso: fazer movimentos apenas para as necessidades básicas diárias e evitar longas caminhada;
  • Elevação: elevar o membro afetado, colocando-o sobre um apoio, quando sentado e sobre um ou dois travesseiros, quando deitado;
  • Gelo: compressas devem ser realizadas na face anterior do tornozelo - a parte da frente - por 20 minutos, quatro vezes por dia. Deve-se envolver a bolsa de gelo com uma toalha para proteger a pele do frio excessivo;
  • Órtese: usar talas imobilizadoras ou imobilizações gessadas, conforme orientação médica. A órtese deve ser usada 24 horas por dia, retirando-as somente para a realização da compressa de gelo e para o banho;
  • Medicações: podem ser prescritos analgésicos e anti-inflamatórios, que devem ser utilizados conforme orientação médica.
  • Exames complementares: dependendo do tipo da lesão o médico pode, após realizar o exame físico do joelho, solicitar uma ressonância magnética. Esse exame deve, preferencialmente, ser realizado de forma ambulatorial. Não há indicação da realização do exame no atendimento inicial do paciente que ocorre no pronto atendimento.
  • Fisioterapia motora: é indicada para proporcionar uma reabilitação adequada e o retorno às atividades normais do paciente.

9 dicas para prevenir ataques de asma


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A asma é uma doença crônica que afeta as vias respiratórias e o pulmão. Segundo Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) do Ministério da Saúde e Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), ela atinge cerca de 6,4 milhões de brasileiros acima de 18 anos.

Desencadeadores são coisas que fazem a asma piorar ou podem provocar um ataque de asma – definidos como qualquer alteração aguda com a presença de sintomas que interrompam a rotina normal  ou requer alguma intervenção médica.

Então, veja nove dicas que podem dificultar o aparecimento desses desencadeadores:

– Cuide diariamente da higiene dos ambientes que você frequenta, principalmente o quarto, onde dormimos e passamos grande parte do tempo;

– Lembre-se de limpar lugares que às vezes passam despercebidos, como a parte superior do monitor do computador e embaixo das camas;

– Evite tapetes, carpetes e cortinas;

– Use cobertores, colchões e fronhas com materiais antialérgicos e encape-os com plásticos;

– Como as casas no país não têm um bom sistema de calefação, cuidado com aquecedores. Não os deixe ligados a noite toda enquanto dorme, pois eles ressecam o ar. Quando ligá-los, deixe no ambiente uma bacia ou toalha molhada;

– Ensaque com plástico os casacos e as roupas cujos tecidos acumulam ácaros. Antes de usá-los, tire-os do saco plástico na área de serviço, lave-os e só depois os vista;

– Deixe os animais domésticos na área de serviço;

– Evite alimentos com muito corante e condimentos, como ketchup e refrigerante. Também evite os que têm muita lactose, pois o refluxo pode irritar o sistema respiratório;

– Beba muita água.

 

O que é a Síndrome do Choque Tóxico?



Síndrome do Choque Tóxico: o que o absorvente interno tem a ver com isso


A Síndrome do Choque Tóxico é uma grave infecção bacteriana que evolui rapidamente e pode levar à morte.

A SCT é uma doença decorrente de uma infecção bacteriana estafilocócica. Essa bactéria é normalmente encontrada na pele, mas só se torna um problema quando ocorre uma proliferação intensa, gerando a toxina TSST-1 (toxyc shock syndrome toxine-1). Essas toxinas causam a doença porque são superantígenas, ou seja, são capazes de ativar um número grande de células T (as responsáveis pela defesa do organismo) de uma só vez, resultando em uma produção massiva de citocina - a substância produzida pelas células para comunicarem-se - para combatê-las.

Além do choque tóxico, a bactéria também é responsável por outras enfermidades, como a síndrome da pele escaldada e intoxicações alimentares.

Os primeiros casos de Síndrome do Choque Tóxico apareceram em 1978, nos Estados Unidos, mas eram notificados como pediátricos (ou não relacionados a menstruação). Somente nos anos 1980 é que se percebeu a ligação entre a SCT e mulheres em período menstrual, principalmente com o uso de absorventes internos de alta absorção, as novidades da época.

Quem pode ter?

A síndrome não está ligada, necessariamente, apenas à menstruação. 50% dos casos relatados são entre crianças e adultos (homens e mulheres) que não estão em fase menstrual. Nesses indivíduos a doença pode ter diferentes origens: infecções de cicatrizes cirúrgicas ou de pós-parto, sinusite, osteomielite (infecção óssea), artrite bacteriana, queimaduras, lesões na pele (principalmente nas extremidades, região perianal e nas axilas), infecções respiratórias seguidas de gripe e enterocolite (infecção intestinal). Isso acontece quando a bactéria que está na pele (ou é decorrente de infecções hospitalares) cai na corrente sanguínea e gera a reação intensa do corpo contra a toxina, o chamado choque tóxico.

Quando está relacionada ao ciclo, não se sabe exatamente o motivo da proliferação estafilocócica em algumas mulheres e em outras não. De acordo com um estudo da Universidade de Illinois, nos EUA, publicado no Yale Journal of Biology and Medicine, aproximadamente 20% da população geral carrega a bactéria na pele e muitos mais carregam no nariz. O que se sabe é que o absorvente interno tem uma participação, atuando como o meio ideal para a rápida reprodução da bactéria. "24 horas de uso inadequado do absorvente pode levar à síndrome, com aparecimento dos sintomas. O quadro é muito grave e a piora é progressiva", alerta a ginecologista Erica Mantelli. Ainda assim, desde 1986 o número de casos diminuiu de 9 em 100 mil mulheres para 1 em 100 mil, como aparece documentado no artigo da Universidade de Duke (EUA).

Quais são os sintomas?

Quando as toxinas caem na corrente sanguínea todos os sistemas do corpo sofrem. Isso significa que múltiplos órgãos se manifestam ao mesmo tempo. Fique atenta aos sinais:

  • febre acima de 38.9 °C;
  • hipotensão arterial (pressão baixa)
  • reações na pele (vermelhidão no corpo todo que lembra queimadura de sol)
  • calafrios;
  • mal-estar;
  • dor de cabeça;
  • dor de garganta;
  • dor muscular (mialgias);
  • fadiga;
  • vômitos/diarreia;
  • dor abdominal;
  • tontura e desmaios;

Tem tratamento?

A síndrome é uma doença grave que evolui rapidamente, com risco de levar à morte. Ao perceber alguns sintomas indicados, mesmo que se pareçam com gripe ou outras enfermidades, corra para um hospital. A ginecologista enfatiza: "Internação imediata. O médico deve avaliar o caso e o paciente receberá cuidados intensivos no hospital".

Como afeta vários sistemas, a medicamentação conta com antibióticos e reposição de fluidos para fazer o sangue chegar aos órgãos e vice-versa, já que a hipotensão dificulta a circulação. Intervenções cirúrgicas podem ser necessárias para drenar o foco infeccioso, retirando o pus do local para a penetração da medicação. Normalmente o tratamento dura de 10 a 14 dias.

Algumas pessoas têm uma grande produção de citocina durante a infecção e por isso não conseguem produzir anticorpos suficientes para criar uma "memória" contra a toxina.

Dá para evitar?

Como a relação da presença de estafilococos no corpo e a subsequente proliferação e produção de exotoxinas não é clara, difícil prever uma maneira de evitar a doença. Cuidados básicos com a higiene (inclusive a íntima) e não usar absorventes internos durante muitas horas ajudam a reduzir os riscos. Outras opções, como o coletor menstrual e o absorvente biodegradável, também apresentam chances menores de infecção.

O que o absorvente tem a ver com essa história?

Após a epidemia nos Estados Unidos nos anos 1980, o absorvente interno se tornou o "vilão" da SCT. Na época os novos produtos disponíveis no mercado contavam com uma tecnologia de alta absorção e substituíram o algodão por materiais sintéticos, como o poliacrilato-rayon, um derivado da polpa da madeira.

A grande questão desse tipo de substância é que ela cria um ambiente propício para a proliferação dos estafilococos quando o absorvente é utilizado por períodos prolongados, pois imita o ágar-ágar utilizado nas placas de Petri para fazer as bactérias se repoduzirem mais rapidamente. "O material utilizado no absorvente pode reagir com bactérias locais e produzir toxinas, que caem na corrente sanguínea e atingem o organismo todo", explica a ginecologista e obstetra Erica Mantelli. A recomendação é trocar a cada 4 ou 6 horas no máximo.

O pH vaginal também influencia a criação do meio, como apontado no estudo do Dr. Sharra L. Vostral, da Universidade de Illinois: o pH durante a menstruação passa de 4,2 para 7,4, ou seja, de ácido para básico – e tudo o que a bactéria precisa é de um meio neutro (pH 7).

Existe alguma regulamentação sobre absorventes no Brasil?

Os absorventes descartáveis não precisam de registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), mas são submetidos a testes que comprovem que não existem substância tóxicas no sentido de gerar irritação na pele ou alergia, além de checar se o produto está livre de germes, como o estafilococo. No entanto, não há nenhuma obrigação de informar a possibilidade de Síndrome do Choque Tóxico, ainda que algumas marcas tenham um panfleto com a nota.

Medicamentos genéricos e similares


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Uma das grande duvidas em relação a remédio que a maioria da população tem é sobre o uso ou não de remédios genéricos.

Os medicamentos genéricos e similares podem ser considerados "cópias" do medicamento de referência. A substituição de um de referência por um similar ou genérico, inclusive no meio do tratamento, não traz prejuízos. Entretanto, é preciso prestar atenção para não mudar a concentração do remédio para não alterar a dose.

Os similares têm o mesmo princípio ativo, mas com um nome comercial, uma marca. Uma resolução da Anvisa exige que os fabricantes de similares façam testes para comprovar que eles são equivalentes aos de referência – são os similares intercambiáveis. Ou seja, o similar intercambiável pode ser oferecido pelo farmacêutico como uma opção ao medicamento de referência prescrito pelo médico.

Um medicamento só é registrado como genérico se passar por todos os testes. Ele tem que ser idêntico ao outro medicamento e vai funcionar da mesma forma.


Saiba mais sobre o aconselhamento genético



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Cada vez tem mais gente falando sobre aconselhamento genético.

O aconselhamento genético ajuda a prevenir e combater doenças que já surgiram na família e que talvez a pessoa tenha mais chance de desenvolver. É importante o médico saber se existem casos de câncer, problemas no coração, hipertensão na família, já que algumas doenças são hereditárias. Com as informações, o profissional monta um mapa da família, com todas as doenças. Depois disso, são feitos exames, caso necessário.

A herança genética nunca é a única causa do câncer, ela corresponde a 10% dos casos. Muitas vezes, outros fatores podem interagir com o fator genético, como o ambiente, os alimentos, medicamentos e o estilo de vida. Quem fuma e bebe, por exemplo, tem mais chance de desenvolver câncer.

O aconselhamento genético possui algumas etapas. Primeiramente, o paciente ou o casal será submetido a uma série de perguntas a fim de averiguar os reais riscos de alguma doença genética e/ou hereditária. Essas perguntas serão fundamentais para se conhecer o histórico familiar de cada um. Normalmente é uma fase muito demorada, pois uma grande quantidade de informação deve ser colhida. Após esse momento, serão realizados exames físicos. Por fim, serão feitos alguns exames complementares, como o de cariótipo.

Após o diagnóstico, iniciam-se os esclarecimentos sobre as probabilidades e como deverá ser feita a prevenção, quando possível. O casal e/ou o portador deve estar ciente de todos os riscos e consequências, por isso a necessidade do acompanhamento por profissionais competentes. O principal ponto é mostrar ao paciente como será sua vida a partir desse momento, pois uma doença genética gera riscos e limitações psicológicas e até mesmo econômicas.

A realização de exames que permitem verificar a presença ou não de um gene defeituoso é uma questão bastante complicada. O diagnóstico precoce pode ser de fundamental importância em certas doenças, entretanto, algumas ainda permanecem sem cura e, por isso, algumas pessoas optam por não realizarem esse tipo de exame.

Outro ponto bastante difícil diz respeito ao diagnóstico de doenças no bebê ainda durante a gestação. Em alguns casos, o diagnóstico pode ser muito doloroso e traumático. Afinal, muitas vezes, o melhor é interromper a gestação, decisão extremamente difícil.  Por isso, a melhor opção é realizar um aconselhamento antes mesmo de uma gestação. Em casos de aborto de repetição e infertilidade, também é fundamental o aconselhamento.

Normalmente o aconselhamento genético é indicado para pessoas com histórico de câncer ou doenças degenerativas em parentes próximos. Para quem pretende ter filhos, é indicado para casais com idade avançada, portadores de alguma doença genética ou com filhos que possuem malformações e/ou anomalias.  Também é importante que casais que apresentam laços familiares, como primos, realizem exames.

Em virtude da complexidade de um acompanhamento genético, é necessária a atuação de uma equipe multiprofissional, com conhecimento em genética médica. Além disso, acompanhamento psicológico é fundamental.