Hábitos que podem evitar um AVC




O cérebro controla tudo o que o corpo faz – não só os movimentos, mas também a forma de uma pessoa pensar, se comunicar, sentir. Um AVC (acidente vascular cerebral) acontece justamente quando o fornecimento de sangue para uma parte do cérebro é impedido, fazendo com que as células cerebrais fiquem danificadas e impossibilitadas de cumprir suas funções.


Existem dois tipos de AVC: o acidente vascular cerebral isquêmico e o acidente vascular cerebral hemorrágico. O isquêmico acontece quando um coágulo bloqueia a artéria que leva o sangue para o cérebro. O hemorrágico ocorre quando há ruptura de uma artéria intracraniana.

Um AVC costuma ser uma experiência muito ruim, tanto para o paciente como para a família ou pessoas que convivem com ele.

Após o AVC, pacientes podem apresentar complicações como infecções, trombose em membros inferiores e escaras (tipo especial de lesões da pele, de extensão e profundidade variáveis). Mas, todas essas complicações podem ser evitadas com um bom cuidado médico e de uma equipe multiprofissional.

Um AVC pode ser evitado?

Algumas pessoas, infelizmente, estão mais propensas a sofrer AVC devido a fatores que não podem ser alterados:

Idade: as pessoas mais velhas estão mais vulneráveis ao AVC;

Histórico familiar: a pessoa corre mais riscos se alguém da família já sofreu um AVC;

Sexo: os homens com menos de 75 anos sofrem mais AVC do que as mulheres (com menos de 75 anos).

Mas, vale destacar, o AVC não é inevitável. Existem, sim, medidas simples que podem ajudar a reduzir os riscos. Elas se resumem, basicamente, em adotar uma alimentação e hábitos de vida mais saudáveis.

11 passos que você deve seguir para evitar um AVC

1. Não fume. O fumo duplica o risco de ter AVC e, por isso, abandonar de vez o cigarro é uma das medidas mais importantes para quem quer evitá-lo.

2. Evite o consumo de álcool. Tomar um copo de cerveja ou de vinho, por exemplo, socialmente, não é um problema, mas beber muito eleva a pressão arterial, o que pode ser extremamente perigoso.

3. Coma vegetais e frutas. Uma alimentação saudável, que inclua vegetais e frutas, é fundamental para a saúde do coração e da corrente sanguínea. A recomendação geral é comer pelo menos cinco porções de frutas e vegetais por dia (mas o ideal é seguir as orientações do seu nutricionista).

4. Evite as carnes com muita gordura. Substitua, sempre que possível, as carnes vermelhas (que na maioria dos casos tem muita gordura saturada) por peixes, aves (sem pele) ou pratos vegetarianos.

5. Reduza o consumo de sal. Não acrescente muito sal a saladas e comida em geral e evite alimentos processados, pois o sal eleva a pressão sanguínea.

6. Aumente o consumo de fibras. Presentes nos cereais integrais, aveia, arroz e pães integrais etc., as fibras ajudam a controlar os níveis de gordura no sangue.

7. Não exagere na quantidade de gordura ingerida. Procure seguir uma alimentação balanceada, que contenha somente o mínimo necessário de gordura, para evitar entupir as artérias e aumentar excessivamente seu peso.

8. Controle seu peso. Siga uma alimentação saudável, se necessário, com o acompanhamento de um nutricionista, para se manter no seu peso ideal. O sobrepeso e a obesidade são fatores de risco para pressão arterial alta, doença coronária e diabetes – que aumentam o risco de AVC.

9. Exercite-se. A prática de atividades físicas frequente te ajuda a controlar o peso, a baixar a pressão arterial, cria um equilíbrio saudável das gorduras do sangue e oferece muitos outros benefícios.

10. Visite seu médico com frequência. Tratar hipertensão arterial, diabetes, dislipidemia; conhecer a presença de fatores de risco, como estreitamento das artérias cervicais e arritmias como a fibrilação atrial (batimento irregular do coração) e tratá-los adequadamente são atitudes que ajudam a reduzir o risco de AVC.

11. Tente evitar o estresse. Nem sempre é fácil, mas é importante evitar situações que te deixem nervosa, triste. O estresse e a depressão, se não tratados, podem provocar problemas de saúde a longo prazo. Procure estar entre sua família e pessoas que são, de fato, importantes para você e te fazem bem.

Os principais sinais do AVC

Sintomas do acidente vascular cerebral:

- Paralisia de um lado do corpo;
- Perda de sensibilidade de um lado do corpo;
- Perda de visão súbita (em um campo visual);
- Visão dupla;
- Dificuldade súbita para falar ou compreender a linguagem;
- Cefaleia intensa.

Diante desses sinais, é preciso procurar rapidamente um serviço médico capacitado em atender pacientes com doenças neurológicas agudas

Então, lembre-se: hábitos simples – como melhorar sua alimentação, se exercitar, evitar o álcool e o cigarro, etc. – fazem toda a diferença e podem prevenir um AVC. Cuide-se sempre!

Exames para diagnosticar a hipertensão


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O diagnóstico é baseado na medida da pressão arterial com um aparelho chamado esfigmomanômetro, usado em hospitais, ambulatórios e consultórios, que pode ser analógico, digital ou de coluna de mercúrio. Embora a medida isolada da pressão possa sofrer influência de vários fatores, é um procedimento simples e, na maioria das vezes, suficiente para confirmar ou afastar o diagnóstico de hipertensão arterial. Quando os valores são pouco alterados ou limítrofes, recomenda-se repetir a medida em outras ocasiões. Atualmente, há recursos adicionais para diagnosticar a hipertensão.

Um deles é o teste ergométrico, ou teste de esforço, no qual a pressão arterial do indivíduo é medida antes, durante e após o esforço físico e pode evidenciar se ele possui risco de desenvolver hipertensão. Outro recurso é a monitorização ambulatorial da pressão arterial (MAPA), que registra a pressão arterial do paciente por 24 horas, ao longo de suas atividades diárias e do sono, fornecendo dados relevantes para o médico. No entanto, nenhum desses recursos substitui a avaliação clínica do paciente e a medida da pressão arterial no c​onsultório.

O perigo de úlceras no estômago e no duodeno



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As úlceras no estômago e no duodeno podem, na verdade, trazer sérios riscos para a saúde, podendo até mesmo levar à morte por sangramentos excessivos e perfurações desses órgãos.

Um dos principais sintomas que se manifestam é a dor abdominal, geralmente na parte superior central, logo abaixo do osso esterno. Costuma ser uma dor que vai e vem, e que melhora quando o indivíduo usa antiácidos. Pode piorar após a refeição, e esse incômodo pode chegar a despertá-lo do sono pela forte intensidade. O portador de úlcera gástrica ou duodenal também pode ter mal-estar, sensação de desconforto digestivo, impressão de ficar muito cheio após as refeições, gases, náuseas e salivação excessiva.

Os sintomas são variáveis e não há como diferenciar úlceras de indigestões inocentes apenas pelo padrão deles. Portanto, um médico deve ser sempre consultado.

O que causa as feridas é um desequilíbrio na ação do ácido gástrico, que normalmente auxilia na digestão dos alimentos e combate bactérias. Os fatores mais comuns que levam a isso são infecção pela Helicobacter Pylori, que responde por cerca de 85% dos casos, e uso de anti-inflamatórios não-esteroidais.

O diagnóstico é feito pela endoscopia digestiva, exame em que o médico consegue visualizar o esôfago, o estômago e o duodeno com um aparelho de fibra ótica. O teste ainda permite a realização de uma biópsia, para quando há dúvidas.

A prevenção das úlceras não é exatamente fácil, já que elas podem estar ligadas a fatores genéticos. A alimentação influencia pouco. No passado, enfatizava-se muito a necessidade de controle cuidadoso da dieta, evitando itens apimentados, gordurosos e ácidos. Mas hoje sabemos que os hábitos alimentares são pouco relevantes na evolução dos sintomas.

De toda forma, ela recomenda cuidar da qualidade de vida para manter a saúde em dia. É importante alimentar-se em horários regulares e em quantidades moderadas, não se automedicar e não usar anti-inflamatórios abusivamente, evitar cigarro e bebidas alcoólicas, controlar o estresse e realizar consultas médicas periódicas.

Indivíduos com dor abdominal de fortíssima intensidade, vômito com sangue e fezes negras e fétidas devem procurar o serviço de emergência. A necessidade de ir a um gastroenterologista é ainda maior se a pessoa tiver mais de 40 anos, souber de antecedentes de casos de infecção pela bactéria Helicobacter Pyori, úlcera ou câncer de estômago na família ou estiver usando remédios que afetem o sistema digestivo e a coagulação

Tratamento da encefalite



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A encefalite é uma inflamação e infecção do cérebro desencadeada geralmente por um vírus e que pode ser fatal.

Quando essa inflamação é uma reação desencadeada por um agente infeccioso em outra parte do corpo, até mesmo alguns dias antes da eclosão dos sintomas, ela é chamada de encefalite imunoalérgica.
Tanto a presença direta do microrganismo quanto a reação à sua presença em outra parte do corpo podem levar à inflamação do cérebro, que se manifesta por alteração da consciência – confusão mental, sonolência, etc. -, associados a sinais de fraqueza em alguma parte do corpo e crises convulsivas.
A encefalite pode ocorrer em qualquer idade e por diferentes agentes infecciosos, mas ela é mais frequente em indivíduos que apresentem deficiência imunológica. O número de mortes causadas por encefalite tem caído ao longo dos anos.
Tratamento e prevenções
A conduta do médico depende do agente envolvido. Para combater alguns vírus que causam a doença, como o Herpes simplex, existem medicamentos antivirais específicos. Já em outras encefalites virais, a terapia é apenas sintomática, voltada a controlar as conseqüências da inflamação, como o inchaço no cérebro. Se forem bactérias as causadoras da infecção, será necessário prescrever antibióticos. Em todos os casos, porém, o tratamento costuma ser feito em ambiente hospitalar, em vista dos cuidados que a infecção demanda e da necessidade de acompanhamento próximo.
A maior parte das encefalites ocorre de forma esporádica e não necessita de nenhum mecanismo especial de contenção para evitar sua disseminação. Existem poucas formas de encefalite que são preveníveis por meio de vacina, e elas não ocorrem no Brasil: são elas a encefalite japonesa e a encefalite do carrapato. A administração destas vacinas está indicada apenas para quem vai viajar para regiões onde elas são endêmicas

A deficiência de vitamina K


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A vitamina K é necessária para a coagulação normal do sangue. No recém-nascido, a manifestação principal da sua deficiência é a doença hemorrágica do recém-nascido.

Esta doença manifesta-se por diversos factores: por a placenta não transmitir adequadamente as gorduras, incluindo a vitamina K lipossolúvel; por o fígado do recém-nascido não estar suficientemente desenvolvido para produzir a protrombina necessária (um dos factores coagulantes do sangue, que requer vitamina K); por o leite materno ter uma escassa quantidade desta vitamina, pois contém apenas entre 1 e 3 microgramas por litro, quando o leite de vaca contém entre 5 e 10 microgramas por litro; finalmente, por as bactérias que produzem vitamina K no intestino não estarem presentes durante os primeiros dias de vida.

A doença hemorrágica do recém-nascido normalmente manifesta-se entre o 1.º e o 7.º dia posteriores ao nascimento. Os sintomas são o sangramento da pele, do estômago ou do peito. Nos casos mais graves, a hemorragia pode apresentar-se no cérebro.

A doença hemorrágica tardia manifesta-se entre 1 e 3 meses depois do nascimento e produz os mesmos sintomas que a doença hemorrágica do recém-nascido. Normalmente é associada à má absorção ou a uma doença hepática. A incidência de ambos os tipos de doença hemorrágica é aumentada nos filhos de mulheres que tomaram anticonvulsionantes de hidantoína, como a fenitoína, antibióticos com cefalosporina ou anticoagulantes cumarínicos, como a varfarina, durante a gravidez.

É aconselhável aplicar uma injeção intramuscular de vitamina K durante a primeira hora de vida para prevenir a doença hemorrágica do recém-nascido. Não é aconselhável a administração da vitamina K por via oral porque a absorção é variável e a retenção é imprevisível.

Desnutrição e suas consequências


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Desnutrição é o nome que se dá à doença causada pela baixa ingestão de proteínas, carboidratos, vitaminas, lipídios e sais minerais de modo geral. Também pode ser causada pela incapacidade do organismo de absorver corretamente os nutrientes dos alimentos que ingere (anorexia, por exemplo). Normalmente a desnutrição atinge pessoas de baixa renda e, sobretudo, crianças dos países mais pobres. Os países em desenvolvimento respondem por 95% do total de desnutridos do planeta.

Falta de acesso a alimentos com alto valor nutritivo é uma causa comum de desnutrição. Hábitos alimentares pobres, tais como amamentação inadequada, ingestão de alimentos pouco nutritivos e a falta de instrução sobre o valor nutricional dos alimentos contribuem para a desnutrição. Infecções frequentes ou persistentes, como diarreia, pneumonia e malária também são determinantes para o aparecimento da desnutrição.

Os nutrientes com maiores índices de deficiência são:

Ferro
Zinco
Cálcio
Vitamina A
Vitamina E
Vitamina C
Ácidos graxos essenciais
Vitamina D.

Quando há casos de desnutrição não grave o paciente deve ser tratado em casa (principalmente no caso de crianças), visto que o ambiente hospitalar propicia, através de contágio, o aparecimento de doenças em organismos debilitados. Quando, porém, o quadro do paciente é crônico ou ele habita um lugar com condições deploráveis de vida, ele deve ser imediatamente hospitalizado, neste caso, a pessoa pode apresentar sintomas como: hipotermia, hipoglicemia, anemia grave, taquicardia, tendências hemorrágicas, pneumonia, desidratação, sarampo, icterícia (aspecto amarelado da pele) e sinais de colapso circulatório (mãos e pés frios, pulso fraco e consciência diminuída).

Sabendo mais sobre o parto humanizado


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A Humanização do parto é um processo e não um produto que nos é entregue pronto. Por isso, não significa mais uma nova técnica ou mais conhecimento, mas, sim, o respeito à fisiologia do parto e à mulher.

Humanizar o parto é dar liberdade às escolhas da mulher, prestar um atendimento focado em suas necessidades, e não em crenças e mitos.  É a mulher que deve escolher onde ter o bebê, qual acompanhante quer ao seu lado na hora do trabalho de parto e no parto, liberdade de movimentação antes do parto e em que posição é melhor na hora do nascimento, direito de ser bem atendida e amamentar na primeira meia hora de vida do bebê.

Cabe a obstetrícia apenas acompanhar o processo e não interferir buscando 'aperfeiçoá-lo'.

  • Humanizar é acreditar na fisiologia da gestação e do parto.
  • Humanizar é respeitar esta fisiologia, e apenas acompanhá-la.
  • Humanizar é perceber, refletir e respeitar os diversos aspectos culturais, individuais, psíquicos e emocionais da mulher e de sua família.
  • Humanizar é devolver o protagonismo do parto à mulher.
O médico deve mostrar todas as opções que a mulher tem de escolha baseado na história do pré-natal e desenvolvimento fetal e acompanhar essas escolhas, intervindo o menos possível.
O Parto Humanizado significa direcionar toda atenção às necessidades da mulher e dar-lhe o controle da situação na hora do nascimento, mostrando as opções de escolha baseados na ciência e nos direitos que tem.
* Imagem do Google Imagens