A deficiência de vitamina K




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A vitamina K é necessária para a coagulação normal do sangue. No recém-nascido, a manifestação principal da sua deficiência é a doença hemorrágica do recém-nascido.

Esta doença manifesta-se por diversos factores: por a placenta não transmitir adequadamente as gorduras, incluindo a vitamina K lipossolúvel; por o fígado do recém-nascido não estar suficientemente desenvolvido para produzir a protrombina necessária (um dos factores coagulantes do sangue, que requer vitamina K); por o leite materno ter uma escassa quantidade desta vitamina, pois contém apenas entre 1 e 3 microgramas por litro, quando o leite de vaca contém entre 5 e 10 microgramas por litro; finalmente, por as bactérias que produzem vitamina K no intestino não estarem presentes durante os primeiros dias de vida.

A doença hemorrágica do recém-nascido normalmente manifesta-se entre o 1.º e o 7.º dia posteriores ao nascimento. Os sintomas são o sangramento da pele, do estômago ou do peito. Nos casos mais graves, a hemorragia pode apresentar-se no cérebro.

A doença hemorrágica tardia manifesta-se entre 1 e 3 meses depois do nascimento e produz os mesmos sintomas que a doença hemorrágica do recém-nascido. Normalmente é associada à má absorção ou a uma doença hepática. A incidência de ambos os tipos de doença hemorrágica é aumentada nos filhos de mulheres que tomaram anticonvulsionantes de hidantoína, como a fenitoína, antibióticos com cefalosporina ou anticoagulantes cumarínicos, como a varfarina, durante a gravidez.

É aconselhável aplicar uma injeção intramuscular de vitamina K durante a primeira hora de vida para prevenir a doença hemorrágica do recém-nascido. Não é aconselhável a administração da vitamina K por via oral porque a absorção é variável e a retenção é imprevisível.



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