Câncer de garganta: conceito, sintomas, prevenção e tratamento


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Cancer de garganta é uma condição onde o cancer afeta as cordas vocais, caixa vocal (laringe) ou outras áreas da garganta.

O cancer afeta a unidade básica do organismo, a célula. O cancer ocorre quando as células se tornam anormais e continuam se dividindo e formando mais células anormais, sem controle ou ordem.

Muitos desses sinais e sintomas podem ser causados por outros tipos de câncer ou por doenças menos graves e benignas. Mas quanto mais cedo for feito o diagnóstico e iniciado o tratamento, maiores as chances de cura. Veja abaixo os sintomas que você deve ficar atento para prevenir um câncer de boca ou garganta:

Ferida na boca sem cicatrização (sintoma mais comum)
Dor na boca que não passa (também muito comum, mas em fases mais tardias)
Nódulo persistente ou espessamento na bochecha
Área avermelhada ou esbranquiçada nas gengivas, língua, amídala ou revestimento da boca
Irritação, dor na garganta ou sensação de que alguma coisa está presa ou entalada na garganta
Dificuldade ou dor para mastigar ou engolir
Dificuldade ou dor para mover a mandíbula ou a língua
Inchaço da mandíbula que faz com que a dentadura ou prótese perca o encaixe ou incomode
Dentes que ficam frouxos ou moles na gengiva ou dor em torno dos dentes ou mandíbula
Mudanças persistentes na voz ou respiração ruidosa
Caroços no pescoço
Perda de peso
Mau hálito persistente

Para evitá-lo, a primeira medida é desenvolver hábitos saudáveis. Quem fuma deve procurar ajuda para deixar de fumar. É ponto pacífico que o cigarro está ligado a uma série de problemas de saúde além do câncer.

Outro ponto importante: é preciso cuidar da saúde da boca. Gengivites crônicas ou  problemas dentários de qualquer espécie requerem cuidados especiais. Reabilitar a boca do ponto de vista funcional para garantir mastigação adequada, acabar com os focos de infecção e fazer boa higiene oral são medidas muito importantes.

Terceiro ponto: periodicamente, o médico ou o dentista devem ser consultados para avaliação. Qualquer alteração de voz requer a análise de um otorrino, de um especialista em cabeça e pescoço, ou de um clínico geral e a indicação de uma laringoscopia.

Em termos de política pública, é fundamental que as faculdades de medicina, de odontologia e o Ministério da Saúde desenvolvam rastreamentos populacionais dirigidos aos grupos de risco para examinar a boca dessas pessoas. Isso é muito barato de fazer. Bastam um espelhinho, um abaixador de língua e uma lanterna. No Brasil, já houve campanhas de rastreamento com resultados animadores. Uma delas, em Vitória (ES), conseguiu baixar significativamente a incidência de câncer de boca com o diagnóstico precoce. São campanhas simples e baratas com grande impacto na economia porque evitam os gastos com radioterapia e quimioterapia exigidos pelas lesões em estádio avançado.


O tratamento do câncer de cabeça e pescoço mudou um pouco nos últimos anos. Até dez ou quinze anos atrás, a base do tratamento era a cirurgia e a radioterapia. Depois, surgiram alguns protocolos chamados de preservação do órgão, segundo os quais se procurava evitar a mutilação cirúrgica, ou melhor, procurava-se preservar praticamente tudo, embora os resultados fossem discutíveis. Por exemplo, do ponto de vista anatômico, o paciente permanecia com a laringe que, às vezes, deixava de funcionar depois do tratamento, e o que aparentemente era uma vantagem, transformava-se num problema sério porque, além de engasgar quando ia engolir, ele apresentava outros problemas ligados a um órgão que perdeu a funcionalidade.

A filosofia, hoje, é tentar ser conservador quando se trata de um tumor primário para evitar a mutilação funcional, mas a agressividade do tratamento deve ser maior se os gânglios do pescoço estiverem comprometidos.


A cifose, suas causas e suas alterações


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Aliviar a dor que tem origem nas costas, mas que pode descer para as pernas ou se espalhar para os braços, é a necessidade básica de qualquer pessoa acometida por dores crônicas na coluna. Sem isso não conseguem sequer iniciar um tratamento de fortalecimento da musculatura e melhoria postural e podem ter os movimentos e atividades regulares do dia a dia limitados. As alternativas de tratamento são inúmeras, e vão desde os tradicionais RPG e pilates até a reconstrução músculo-articular, osteopatia, crochetagem, acupuntura e a técnica de rolfing.

A cifose é uma curvatura normal da coluna, localizada na parte torácica da coluna vertebral. A cifose está presente em todas as pessoas normais. Uma alteração possível nesta parte da coluna é a hipercifose, que é um aumento no grau da cifose torácica. Nesses casos, o que pode-se notar é a queda dos ombros para frente e uma posição chamada de "corcunda".

A cifose pode ocorrer em qualquer idade, embora seja rara ao nascimento. A cifose juvenil, também conhecida como doença de Scheuermann, é causada pelo acunhamento de diversos ossos da espinha (vértebras) em fileira. A causa da doença de Scheuermann é desconhecida.

Em adultos, a cifose pode ser causada por:

  • Doenças degenerativas da coluna (tais como artrite ou degeneração do disco)
  • Fraturas causadas por osteoporose (fraturas por compressão osteoporótica)
  • Lesão (trauma)
  • Deslizamento de uma vértebra em direção à outra (espondilolistese)

Outras causas de cifose incluem:

  • Determinadas doenças endócrinas
  • Distúrbios no tecido conectivo
  • Infecção (como tuberculose)
  • Distrofia muscular
  • Neurofibromatose
  • Doença de Paget
  • Poliomielite
  • Espinha bifida
  • Tumores

A cifose também pode ser observada com escoliose. Cada causa tem seus próprios fatores de risco.

O tratamento depende da causa do distúrbio:

  • A cifose congênita exige cirurgia corretiva em idade precoce.
  • A doença de Scheuermann é tratada com uma cinta e terapia física. Ocasionalmente, é necessária cirurgia para grandes curvas dolorosas (maiores que 60 graus).
  • Fraturas múltiplas por compressão causada pela osteoporose podem ser deixadas sem tratamento se não houver problemas no sistema nervoso ou dor. No entanto, a osteoporose precisa ser tratada para ajudar a evitar futuras fraturas. Para deformidade debilitante ou dor, a cirurgia é uma opção.
  • A cifose causada por infecção ou tumor precisa ser tratada de forma mais agressiva, muitas vezes com cirurgia e medicamentos.

Tratamentos para outros tipos de cifose dependem da causa. A cirurgia será necessária se sintomas neurológicos ou dor persistente se desenvolver.

Perguntas e respostas sobre a vacina da gripe


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A vacina, que imuniza contra dois tipos de influenza A e um de influenza B, é destinada a profissionais da saúde, crianças menores de 5 anos, pessoas com mais de 60 anos, grávidas, mulheres com até 45 dias após o parto, portadores de doenças crônicas não transmissíveis, presos e trabalhadores de presídios e penitenciária. Esse grupo de pessoas é considerado de risco.

O objetivo é reduzir a mortalidade, as complicações e as internações que ocorrem em consequência das infecções pelo vírus da influenza na população. Mas quem deve tomar? Quais são os efeitos colaterais? A própria vacina pode causar a gripe? Tire suas dúvidas

1. Quais são os vírus que a vacina protege?

A vacina protege contra os três subtipos do vírus da gripe que mais circularam no inverno passado que são: Influenza A (H1N1); Influenza A (H3N2) e Influenza B.

2. A vacina contra gripe imuniza contra resfriado?
Não, pois o resfriado é diferente de gripe. A vacina não imuniza contra o resfriado causado por outros vírus.

3. Há alguma contraindicação da vacina?
A vacina só não é recomendada para quem tem alergia à proteína do ovo – usada na sua fabricação.

4. A vacina contra a gripe causa algum efeito colateral?
Não. A vacina usada na campanha contra a gripe é segura e bem tolerada. Em poucos casos, podem ocorrer manifestações de dor no local da injeção ou endurecimento. Isso pode ser associado a erro técnico de aplicação. Além disso, as pessoas que não tiveram contato anterior com os antígenos – substâncias que provocam a formação de anticorpos específicos – podem apresentar mal-estar, mialgia ou febre. Todas estas ocorrências tendem a desaparecer em 48 horas.

5. Vou ficar gripado (a) após me vacinar?
Não. A vacina contra a influenza (gripe) é inativada, contendo vírus mortos, fracionados ou em subunidades não podendo, portanto, causar gripe. Quadros respiratórios simultâneos podem ocorrer sem relação causa-efeito com a vacina.

6. A vacina contra a gripe tem o mesmo efeito que um antigripal?
Não, a vacina previne contra a gripe e o antigripal é um medicamento para o alívio sintomático da gripe, usado para reduzir os efeitos causados pela doença.

7. Quem deve receber a vacina?
Os grupos prioritários são recomendados pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e são: pessoas com 60 anos ou mais, gestantes, mulheres no período de até 45 dias após o parto (em puerpério), crianças entre seis meses e cinco anos de idade, profissionais de saúde, indígenas, pessoas privados de liberdade, além dos doentes crônicos e transplantados.

8. Por que nem todo mundo recebe vacina gratuitamente? Quais os critérios de distribuição?
A vacina de influenza tem por objetivo evitar os casos graves e os óbitos, e não eliminar a transmissão do vírus. Por isso, o Brasil, assim como todos os países que usam essa vacina, segue a recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) de vacinar os grupos com maior vulnerabilidade para as complicações e os óbitos. Na sua grande maioria, os casos de gripe são casos leves e que se resolvem espontaneamente sem sequelas ou complicações. Entretanto, nos grupos mais vulneráveis, o caso pode se complicar e gerar outras doenças graves, como a pneumonia bacteriana.

9. Quem está dentro do grupo de doentes crônicos?
O grupo é formado por pessoas: que tenham HIV/Aids; transplantados de órgãos sólidos e medula óssea; doadores de órgãos sólidos e medula óssea devidamente cadastrados nos programas de doação; imunodeficiências congênitas; imunodepressão devido a câncer ou imunossupressão terapêutica; cardiopatias; pneumopatias; asplenia anatômica ou funcional e doenças relacionadas; diabetes mellitus; fibrose cística; trissomias; implante de cóclea; doenças neurológicas crônicas incapacitantes; usuários crônicos de ácido acetilsalicílico; nefropatia crônica/síndrome nefrótica; asma e hepatopatias crônicas.

10. Por que crianças com menos de seis meses não serão vacinadas?
A vacina disponível atualmente não é recomendada para o grupo de menores de seis meses em razão de não haver estudos que demonstrem a qualidade da resposta imunológica, ou seja, a proteção não é garantida.

11. Quanto tempo leva para a vacina fazer efeito?
Em adultos saudáveis, a detecção de anticorpos protetores se dá entre 2 a 3 semanas após a vacinação, e apresenta, geralmente, duração de 6 a 12 meses. O pico máximo de anticorpos ocorre após 4 a 6 semanas após a vacinação.

12. Onde está sendo realizada a vacinação?
Em 65 mil postos de vacinação do Sistema Único de Saúde (SUS) espalhados por todo o país. Estes postos estão situados em Unidades Básicas de Saúde (UBS). É importante que os doentes crônicos apresentem uma prescrição médica no ato da vacinação.

13. Qual é o período de vacinação?
Entre 22 de abril a 9 de maio de 2014. O horário de funcionamento é das 8 às 17 horas, podendo ser alterado conforme definição da Secretaria Municipal de Saúde de cada localidade.

14. Por quanto tempo dura a imunização pós-vacina?
Dura de 6 a 12 meses.

15. É obrigatório apresentar a caderneta de vacinação?
Não é obrigatória a apresentação da caderneta de vacinação, mas este documento é necessário para atualização de outras vacinas do calendário de vacinação.

16. Quem se vacinou no ano passado, precisa se imunizar de novo?
Sim, a imunidade dura – após a vacina – de 6 a 12 meses. A composição da vacina e produção é anual, e pode mudar conforme os vírus que circularam no ano anterior.

Obesidade mórbida: conceito, IMC e tratamento



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A Obesidade Mórbida é uma doença grave, associada a uma elevada incidência de complicações, tendo como conseqüência principal a redução significativa do limite de vida. É a segunda causa de morte evitável no mundo, perdendo apenas para os acidentes automobilísticos.

A fórmula para calcular o Índice de Massa Corporal é: IMC = peso / (altura)².

Tabela do IMC:

Classificação Valores no IMC
Abaixo do peso Abaixo de 18,5


Sobrepeso 25,0 - 29,9
Obesidade Grau I 30,0 - 34,9
Obesidade Grau II (severa) 35,0 - 39,9
Obesidade Grau III (mórbida) 40,0 e acima

Além de causar constrangimentos para a própria pessoa, o excesso de peso provoca outras doenças consideradas graves, tais como diabetes, hipertensão, problemas cardíacos, depressão, entre outras, que podem levar à deterioração da saúde e, por vezes, em casos mais graves, à morte de quem não se tratar atempadamente. Os riscos à saúde em pacientes Obesos são:

  • Desenvolver Diabetes Mellitus tipo II;
  • Problemas cardiacos;
  • Dislipidemias;
  • DA [Doença Arterial, cuja mais comum é a Coronariana(DAC)], com risco de desenvolver para IAM (Infarto Agudo do Miocárdio), ou AVE (Acidente Vascular Encefálico) isquêmico;
  • Trombose Venosa com isquemia e necrose principalmente de partes distais do corpo, como pés;
  • Hipertensão Arterial;
  • Problemas Articulares (Joelhos e Coluna Lombar); e
  • Depressão
  • Tidp

Tratamento da obesidade mórbida

Normalmente, pessoas recorrem a colocação de uma banda gástrica (uma espécie de cinto à volta do estômago) que irá reduzir a capacidade de armazenamento de comida do mesmo, levando à uma diminuição de ingestão de alimentos. Ao comer menos o corpo irá ter menos que consumir, logo irá ter tendência a não acumular gorduras. Esta operação, além de ser extremamente dolorosa e de difícil recuperação, não irá educar o paciente em sua alimentação ou exercícios.


Estima-se hoje que nosso país possua 4 milhões de Obesos Mórbidos, aproximadamente 4% da população segundo a Associação Brasileira para Estudo da Obesidade.

30% das causas de morte no Brasil estão associadas à obesidade e a doenças crônicas não transmissíveis, como diabetes, hipertensão e problemas cardíacos. Em termos de prevalência, o problema já é maior do que a fome.

Aneurisma Cerebral: causas, sintomas e tratamentos


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Um aneurisma é uma área fraca na parede de um vaso sanguíneo que faz com que o vaso sanguíneo forme uma protuberância ou inche. Quando o aneurisma ocorre em um vaso sanguíneo do cérebro, ele é denominado de aneurisma cerebral.

Causas

Os aneurismas no cérebro surgem quando há uma região enfraquecida na parede de um vaso sanguíneo. Um aneurisma pode estar presente desde o nascimento (congênito) ou pode se desenvolver mais tarde, como depois que um vaso sanguíneo é lesionado.

Existem vários tipos diferentes de aneurismas. Um aneurisma sacular pode variar no tamanho, podendo ter desde alguns milímetros até um centímetro. Os aneurismas saculares gigantes podem ter mais de 2 centímetros. Eles são mais comuns em adultos. Os aneurismas saculares múltiplos são herdados com mais frequência do que os outros tipos de aneurismas.

Outros tipos de aneurismas cerebrais consistem no alargamento de um vaso sanguíneo inteiro; ou ainda podem parecer como um "balão" na parte externa de um vaso sanguíneo. Tais aneurismas podem ocorrer em qualquer vaso sanguíneo que alimente o cérebro. Arterioesclerose, traumas e infecções, que podem lesionar a parede do vaso, podem causar esses aneurismas cerebrais. Temos então como causa:

* Predisposição familiar (15% dos portadores de aneurisma pertencem a uma família em que a incidência da enfermidade é maior);

* Hipertensão arterial (pressão alta facilita o desenvolvimento e a ruptura dos aneurismas);

* Dislipidemia (aumento dos níveis de colesterol e triglicérides);

* Diabetes;

* Cigarro;

* Álcool.

Sintomas

Aneurismas pequenos costumam ser assintomáticos. Quando crescem, podem comprimir uma estrutura cerebral e provocar sintomas que variam conforme a área do cérebro afetada.

A manifestação mais evidente dos aneurismas é a ruptura seguida de hemorragia. A intensidade dos sintomas está diretamente relacionada com o tamanho e a extensão do sangramento. Os mais comuns são dor de cabeça súbita, náuseas, vômitos, perda da consciência. Sangramentos abundantes podem ser fatais.

Tratamentos

Classicamente, há dois tipos de terapia para os aneurismas cerebrais: cirurgia aberta e embolização por meio de cateterismo. Entretanto, existem alguns pacientes que só podem ser tratados com a primeira opção. Nas operações tradicionais, é feita uma grande incisão no couro cabeludo com abertura do crânio. E, então, uma espécie de clipe isola o aneurisma, impedindo a hemorragia.

Recomendações

* Mantenha em níveis adequados a pressão arterial;

* Exerça controle efetivo sobre as taxas de colesterol e triglicérides;

* Não fume;

* Esteja atento: dor forte de cabeça, que surge repentinamente, como se você tivesse levado uma pancada, seguida de enjôos e vômitos, indica a necessidade urgente de atendimento médico-hospitalar;

* Informe seu médico sobre a ocorrência de casos de aneurisma em sua família. Isso ajuda a evitar surpresas desagradáveis.

Saiba tudo sobre o exame Papanicolau


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O teste de Papanicolau é um exame ginecológico de citologia cervical realizado como prevenção ao câncer do colo do útero. O exame deve ser realizado em todas as mulheres com vida sexual ativa ou não, pelo menos uma vez ao ano. Após três exames anuais consecutivos normais, o teste de Papanicolau pode ser realizado com menor frequencia, podendo ser, em mulheres de baixo risco, até a cada três anos, de acordo com a análise do médico, porém mulheres com pelo menos um fator de risco para câncer do colo uterino devem continuar se submetendo ao exame anual.

O exame considerado um dos mais importantes para prevenção da saúde da mulher e que não pode faltar quando se fala em rastreamento do câncer de colo de útero é o Papanicolau. Descrito pela primeira vez em 1924, pelo médico George Papanicolau, é um exame simples, rápido e barato, geralmente feito durante o exame ginecológico. O exame permite, através da análise microscópica de uma amostragem de células coletadas do colo do útero, detectar células anormais pré-malignas ou cancerosas.

O câncer de colo do útero merece uma atenção especial, pois, apesar de levar até 10 anos para se desenvolver, é a segunda neoplasia maligna mais frequente entre mulheres no mundo. O tumor em fase inicial é assintomático, por isso é fundamental que a mulher tenha a disciplina de marcar anualmente sua consulta com um ginecologista para realizar os exames preventivos.

O objetivo do exame é encontrar alterações pré-cancerosas ou o câncer propriamente dito antes mesmo de causar sintomas, pois o tamanho do tumor e sua capacidade de se espalhar são os fatores mais importantes para o prognóstico da doença.

As recomendações mínimas para a realização do exame são:

- Todas as mulheres devem fazer o Papanicolaou anualmente após o início da vida sexual.

- O intervalo entre os exames deve ser de três anos, após dois exames negativos, com intervalo anual.

 - Mulheres expostas a certos fatores de risco, como as portadoras do HIV ou com problemas de sistema imunológico, o exame citopatológico deve ser realizado após o início da atividade sexual com intervalos semestrais no primeiro ano e, se normais, manter seguimento anual enquanto se mantiver o fator de imunossupressão.

 - Os exames devem seguir até os 64 anos e podem ser interrompidos quando, após essa idade, as mulheres tiverem pelo menos dois exames negativos consecutivos nos últimos cinco anos. Para mulheres com mais de 64 anos e que nunca realizaram o exame citopatológico, deve-se realizar dois exames com intervalo de um a três anos. Se ambos forem negativos, essas mulheres podem ser dispensadas de exames adicionais.

 - Mulheres submetidas à histerectomia total por lesões benignas, sem história prévia de diagnóstico ou tratamento de lesões cervicais de alto grau, podem ser excluídas do rastreamento, desde que apresentem exames anteriores normais. 

 - As submetidas à histerectomia parcial devem continuar com os exames de rotina.

A principal causa do câncer de colo de útero é o contágio pelo Papilomavírus Humano (HPV). Entretanto, a presença do vírus não significa o desenvolvimento de um tumor. "Pelo menos 80% das mulheres podem ter contato com o vírus uma vez na vida, mas apenas 1% delas realmente desenvolve a doença", explica o especialista, que também alerta que o principal co-fator que influencia para o surgimento do tumor é o consumo de tabaco.

A prevenção começa com o uso de preservativo durante a relação sexual. Atualmente, já é recomendado tomar a vacina contra o HPV, disponível em clínicas de vacinação, antes do inicio da vida sexual. Deve-se também adotar uma alimentação saudável, praticar exercícios físicos e não fumar. E, o mais importante, realizar o rastreamento através do exame de Papanicolau.

Resultados

Se o exame acusou:

• Negativo para câncer: se esse for o primeiro resultado negativo, a mulher deverá fazer novo exame preventivo um ano depois. Se ela já tem um resultado negativo no ano anterior, deverá fazer o próximo exame preventivo daqui a três anos;
• Alteração (NIC I): repetir o exame seis meses depois;
• outras alterações (NIC II e NIC III): o médico decidirá a melhor conduta. A mulher precisará fazer outros exames, como a colposcopia (exame feito com o colposcópio: aparelho com lentes de aumento e câmera para visualizar o colo do útero, vagina, períneo);
• infecção pelo HPV: deverá repetir o exame seis meses depois;
• amostra insatisfatória: a quantidade de material não deu para fazer o exame. Ela deve repetir o exame logo que for possível.
Independente desses resultados, a mulher pode ter alguma outra infecção que será tratada. Deve seguir o tratamento corretamente e, às vezes pode ser preciso que o seu parceiro também receba tratamento. Nesses casos, é bom que ele vá ao serviço de saúde receber as orientações diretamente dos profissionais de saúde.

Pancreatite: tipos, causas e tratamento


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Pancreatite é uma inflamação do pâncreas, que pode ser aguda ou crônica. O consumo de álcool está diretamente associado à maioria dos casos da doença.O pâncreas é uma glândula grande que se localiza atrás do estômago e junto ao duodeno. O duodeno é a parte alta do intestino delgado. O pâncreas secreta enzimas digestivas para o intestino delgado através de um canal chamado de ducto pancreático. Estas enzimas ajudam na digestão das gorduras, proteínas e carboidratos dos alimentos. O pâncreas também libera os hormônios insulina e glucagon na corrente sanguínea. Estes hormônios ajudam o corpo a utilizar a glicose que ele toma da comida para transformar em energia.

Normalmente as enzimas digestivas não se tornam ativas até que elas atingem o intestino delgado, onde começam a digerir os alimentos. Mas se estas enzimas tornarem-se ativas dentro do pâncreas, elas iniciam a "digestão" do pâncreas por si próprio (auto-digestão).

A pancreatite aguda ocorre subitamente e dura por um curto período de tempo e geralmente melhora. A pancreatite crônica não melhora por si só e conduz a uma destruição gradativa do pâncreas. Qualquer uma das formas pode causar complicações sérias. Nos casos graves, podem ocorrer hemorragia, lesão tecidual e infecção. Pseudocistos, que são acúmulos de líquido e restos de tecido, também podem se desenvolver. As enzimas e toxinas podem entrar na circulação sanguínea, lesar o coração, pulmões e rins, ou outros órgãos.

Há três tipos que diferem nas causas e nos sintomas:
  • Aguda: se for o primeiro episódio.
  • Crônica: se persistir mesmo depois de sua causa ter sido removida.
  • Hereditária: se a principal causa for genética.

Existem várias possíveis causas, sendo as mais comunsas duas primeiras:
  • Pedra na Vesícula Biliar
  • Danos causados pelo Álcool
  • Hipertrigliceridemia
  • Esteroides
  • Infecção viral (como caxumba/papeira)
  • Hipotermia
  • Diuréticos
  • Autoimunidade
  • Vasculite
  • Mal formação genética
  • Problemas pós-operatórios
  • Ateroembolia
  • Colelitíase
  • Hiperlipoproteinemia
  • Hipercalcemia
  • Veneno de escorpião

Mulheres grávidas são mais sensíveis a desenvolverem problemas com o excesso de triglicerídeos. O consumo excessivo de refrigerantes e cafeína também está associado a danos ao pâncreas.

Tratamento

a) Pancreatite aguda: o tratamento é clínico, mas requer internação hospitalar, porque o doente deve ficar em jejum e receber hidratação por soro na veia. Como não existe nenhum medicamento capaz de desinflamar o pâncreas, é preciso deixá-lo em repouso até que a inflamação regrida, o que acontece em 80% dos casos. Os outros 20% evoluem para uma forma grave da doença, com lesão de órgãos, como pulmões e fígado, além do pâncreas. Esses doentes podem entrar em choque e têm de ser transferidos para a unidade de terapia intensiva. Nos casos mais graves em que ocorre infecção e necrose da glândula, o tratamento cirúrgico é indicado para a retirada do material necrótico.

b) Pancreatite crônica: inicialmente o tratamento também é clínico. Além do controle da dor, é preciso deixar o pâncreas em repouso, evitar alimentos gordurosos e adotar uma dieta à base de hidratos de carbono. Os analgésicos devem ser prescritos com cuidado. Sempre que possível, deve-se fugir do uso crônico de opioides, para afastar a possibilidade de eventual dependência da droga. Pacientes com diarreia que apresentam insuficiência exócrina devem receber, por via oral, as enzimas pancreáticas (amilase, lípase, etc.) que não produzem. Para os diabéticos, é fundamental o controle do metabolismo da glicose com dieta e, frequentemente, com a administração de medicamentos.

Bronquite: fatores, exames, prevenção e tratamento


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A bronquite alérgica, ou bronquite crônica, é causada por uma inflamação muito intensa nos brônquios; e esta inflamação torna o organismo mais sensível, principalmente a agentes externos, como poeira ou mudanças repentinas de temperatura. E quando um destes agentes externos, mais conhecidos como alérgenos, chega aos pulmões, acaba desencadeando uma reação alérgica que deixa o paciente com muita tosse e até falta de ar, pois o organismo tenta expelir o agente causador da irritação.

Fatores da Crise de Bronquite Alérgica

Estes são alguns fatores que podem desencadear uma crise de bronquite alérgica:

• Poeira;
• Ácaros;
• Mofo;
• Pelos de animais;
• Viroses;
• Sinutise;
• Mudanças repentinas do tempo;
• Esforço físico muito intenso;
• Alguns fatores emocionais;
• Alguns tipos de medicamentos;
• Refluxo gastroesofágico, entre outros.

Exames

O médico vai auscultar seus pulmões através do estetoscópio. Sons anormais nos pulmões chamados de estertores ou outros ruídos respiratórios anormais podem ser ouvidos.

Os exames para o diagnóstico da bronquite incluem:

  • Raio X torácico
  • Testes de funcionamento dos pulmões fornecem informações úteis para o diagnóstico e o resultado do tratamento
  • Oximetria do pulso auxilia a determinar a quantidade de oxigênio no sangue. Esse exame rápido e indolor é feito com um aparelho que é posto na ponta do dedo. O gás do sangue arterial é quase de mesma medida dos níveis de oxigênio e dióxido de carbono, mas requer uma agulha e é mais doloroso
  • Amostras de expectoração podem ser extraídas para verificar sinais de inflamação ou infecção bacteriana.

Prevenção

Não são necessários antibióticos para a bronquite aguda causada por um vírus. A infecção costuma desaparecer sozinha depois de uma semana. Siga os seguintes passos para ter algum alívio:

  • Não fume
  • Beba bastante líquido
  • Repouse
  • Tome ácido acetilsalicílico ou acetaminofeno em caso de febre. Não dê ácido acetilsalicílico a crianças
  • Use um umidificador ou vaporizador no banheiro

Tratamento

Se os sintomas da bronquite não desaparecerem, seu médico pode prescrever a você um inalador para abrir as vias respiratórias, caso você esteja com chiado no peito. Antibióticos podem ser receitados se houver suspeita de uma infecção bacteriana secundária. Na maioria das vezes, os antibióticos não são necessários nem recomendados.

Para qualquer tipo de bronquite, o passo mais importante a ser tomado é parar de fumar. Se a bronquite for diagnosticada cedo o suficiente, é possível evitar danos aos pulmões.


Conheça mais a Arteriosclerose


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A Arteriosclerose, principal causa de morte no mundo ocidental, consiste na perda da elasticidade da parede das artérias. Este processo ocorre de forma gradual e é causado, principalmente, por acúmulo de placas de gordura no interior destas. Essas placas, denominadas ateromas, comprometem a elasticidade por enrijecer as paredes das artérias, além de diminuir seus calibres. Tal tipo de arteriosclerose é denominado aterosclerose.

A arteriosclerose não tem cura, mas sua progressão pode ser diminuída ou detida. Esta doença exige constante acompanhamento médico e mudanças no estilo de vida (remédios para diminuir o colesterol, modificação da dieta, perda de peso, abandonar o cigarro e aumento da atividade física).

O risco de desenvolver esta doença aumenta com pressão alta, tabagismo, diabetes, obesidade, altos níveis de colesterol LDL (colesterol ruim), baixos níveis de colesterol HDL (colesterol bom), sedentarismo e antecedentes familiares da doença. São consideradas parte do grupo de risco pessoas do sexo masculino, de idade entre 50 e 70 anos, indivíduos com taxas elevadas de colesterol, obesos, fumantes, hipertensos, sedentários e pessoas com histórico familiar propenso à doença.

A arteriosclerose pode ocorrer em qualquer região do corpo, sendo mais grave quando acomete as carótidas, coronárias e região das pernas. No primeiro caso, pode provocar derrame cerebral e no segundo, fortes dores no peito e enfarte do miocárdio. Nas pernas, além de dor, pode bloquear o fluxo sanguíneo desta região, podendo ser necessária a amputação do membro. Este tipo de arteriosclerose é denominado arteriosclerose obliterante (ASO) e metade das pessoas afetadas por ela sofrem de outro problema cardíaco.

Artrite reumatóide: conceito, sintomas e diagnóstico


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A artrite reumatóide é uma doença auto-imune em que se inflamam simetricamente as articulações, incluindo habitualmente as das mãos e pés, originando inchaço, dor e muitas vezes levando à destruição definitiva do interior da articulação.

Ela pode desencadear uma variedade de sintomas em todo o corpo. Desconhece-se a sua causa exata, embora sejam muitos os vários fatores (inclusive a predisposição genética) que podem influir na reação auto-imune.

Cerca de 1 % da população sofre desta doença, que afecta as mulheres duas ou três vezes mais frequentemente que os homens. A artrite reumatóide apresenta-se em primeiro lugar em indivíduos entre os 25 e os 50 anos de idade, mas pode fazê-lo em qualquer idade. Em alguns casos, a doença resolve-se de forma espontânea e o tratamento alivia sintomas em três de cada quatro pessoas. Contudo, pelo menos 1 em cada 10 pessoas fica incapacitada.

O sistema imunológico ataca o próprio tecido que reveste e protege as articulações. Finalmente, a cartilagem, o osso e os ligamentos da articulação deterioram-se, provocando a formação de cicatrizes dentro da articulação, que se deteriora a um ritmo muito variável.

Sintomas

A artrite reumatóide pode iniciar-se de forma súbita com a inflamação de muitas articulações ao mesmo tempo, mas, com maior frequência, começa de forma subtil, afectando diversas articulações gradualmente. A inflamação é em geral simétrica, quer dizer, quando afecta uma articulação de um lado do corpo, a correspondente do outro lado também é afectada. As pequenas articulações dos dedos das mãos, dos pés, dos pulsos, dos cotovelos e dos tornozelos costumam inflamar-se em primeiro lugar. As articulações inflamadas são em geral dolorosas e ficam com frequência rígidas, sobretudo logo depois de se levantar ou depois de um período de inactividade prolongado. Algumas pessoas sentem-se cansadas e fracas, especialmente durante as primeiras horas da tarde.

As articulações afetadas aumentam e podem deformar-se rapidamente. Também podem ficar rígidas numa posição (contraturas), o que impede que se estendam ou abram por completo. Os dedos tendem a dobrar-se em direcção ao dedo mindinho em cada mão, causando a deslocação dos tendões dos dedos. Os pulsos inchados podem dar lugar à síndroma do canal cárpico. Os quistos que se desenvolvem por trás dos joelhos afectados podem rebentar, causando dor e edema nas pernas. Cerca de 30 % a 40 % das pessoas que sofrem de artrite reumatóide apresenta tumefacções duras (nódulos) debaixo da pele, com frequência perto das zonas doentes.

A artrite reumatóide pode causar um pouco de febre e, em algumas ocasiões, uma inflamação dos vasos sanguíneos (vasculite), que provoca lesões dos nervos ou chagas nas pernas (úlceras). A inflamação das membranas que envolvem os pulmões (pleurisia) ou do invólucro do coração (pericardite), ou então a inflamação e as cicatrizes dos pulmões podem provocar dor torácica, dificuldade em respirar e uma função cardíaca anormal. Algumas pessoas desenvolvem gânglios linfáticos inflamados, a síndroma de Sjögren ou uma inflamação ocular.

A doença de Still é uma variante da artrite reumatóide em que aparecem em primeiro lugar febre alta e outros sintomas generalizados.

Diagnóstico

Pode ser difícil distinguir a artrite reumatóide das muitas outras doenças que podem causar artrite. As doenças que se parecem em alguns aspectos com a artrite reumatóide são: a febre reumática aguda, a artrite causada por gonococos, a doença de Lyme, a síndroma de Reiter, a artrite psoriática, a espondilite anquilosante, a gota, a pseudogota e a artrose.

A artrite reumatóide pode produzir sintomas muito característicos. Contudo, pode ser necessária uma análise do líquido que se extrai da articulação com uma agulha ou então uma biopsia (extracção de uma amostra de tecido que se examina ao microscópio) dos nódulos para estabelecer o diagnóstico. As mudanças características nas articulações podem ser detectadas nas radiografias.

Algumas características típicas da artrite reumatóide podem observar-se nos resultados dos exames laboratoriais. Por exemplo, 9 de cada 10 pessoas que sofrem de artrite reumatóide apresentam uma velocidade de sedimentação dos glóbulos vermelhos elevada. A maioria tem uma anemia ligeira. Em raras ocasiões, o valor dos glóbulos brancos é anormalmente baixo. Neste último caso, se o indivíduo também apresenta um baço grande e sofre de artrite reumatóide, diz-se que sofre da doença denominada de Flety.

A maioria das pessoas com artrite reumatóide tem anticorpos característicos no sangue. Sete em cada dez indivíduos têm um anticorpo chamado factor reumatóide. Este factor também se apresenta noutras doenças (como em doenças crónicas do fígado e algumas infecções), embora em alguns casos este factor apareça sem qualquer outra evidência de doença.

Em geral, quanto mais alto é o valor do factor reumatóide no sangue, mais grave será a artrite reumatóide e pior o prognóstico. O valor do fator reumatóide pode diminuir quando as articulações estão menos inflamadas e aumentar ao verificar-se o surto inflamatório.

Tratamento

Existem vários tratamentos, desde as medidas clássicas e simples como o repouso e a nutrição adequada, até aos medicamentos e a cirurgia. O tratamento inicia-se com as medidas menos agressivas, evoluindo até às mais agressivas caso seja necessário.

Um princípio básico do tratamento é o repouso da articulação afectada, dado que usá-la piora a inflamação. Os períodos regulares de repouso servem para aliviar a dor. Por vezes, um breve repouso absoluto na cama ajuda a aliviar um surto grave na sua etapa mais activa e dolorosa. Podem usar-se talas para imobilizar e proporcionar descanso a uma ou várias articulações, mas serão necessários alguns movimentos sistemáticos das mesmas para prevenir a rigidez.

É aconselhável seguir uma dieta regular e saudável. O aumento dos sintomas aparece em alguns casos depois do consumo de certos alimentos. Uma dieta rica em peixe e óleos vegetais, mas pobre em carne vermelha, pode ter leves efeitos benéficos sobre a inflamação.

As principais categorias de medicamentos usados para tratar a artrite reumatóide são os anti-inflamatórios não esteróides (AINE), os medicamentos de acção retardada, os corticosteróides e os medicamentos imunossupressores. Em geral, quanto mais forte é o medicamento, maiores são os seus efeitos secundários potenciais. Por isso exige-se um acompanhamento muito rigoroso.

Dorsalgia: conceito, sintomas e recomendações



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Dorsalgia  é a dor sentida nas costas que pode ser proveniente dos músculos, ossos, nervos, articulações ou outras estruturas da coluna vertebral. Esta dor pode ser tanto constante como intermitente, bem como permanecer num lugar ou deslocar-se ou espalhar-se para/por outras regiões. Em sua anatomia, encontramos 12 vértebras torácicas e 12 pares de costelas em cada lado, formando um gradil costal, que protege o coração e os pulmões.

Apesar de a curvatura torácica ser a mais estável dentre as demais curvaturas, é também uma das mais complexas devido ao número de articulações que interagem entre elas. São 33 articulações na coluna cervical, 84 articulações na coluna torácica, e 18 articulações na coluna lombar.

Posturas inadequadas, traumas, envelhecimento, desordens emocionais, e disfunções respiratórias são as principais causas de disfunções de movimento nas articulações da coluna torácica, desenvolvendo quadros tensionais nas musculaturas seguidas de inflamação e dor, caracterizando então, o termo Dorsalgia (dor na região dorsal).

A dor é sempre um sinal de que algo está errado e quando o corpo percebe esta mensagem, reage com maior rigidez como tentativa de defender aquela estrutura, que neste caso, infelizmente, provocam agravamento da funcionalidade mecânica do corpo e dando continuidade ao ciclo vicioso.

Estima-se que entre 65% e 80% da população mundial desenvolvam a dorsalgia em alguma fase das suas vidas. Porém, a dorsalgia não costuma ser incapacitante, e mais da metade dos que padecem dela costumam recuperar-se em até uma semana. Os sintomas podem variar como uma dor leve e localizada em pontos específicos que não se agravam com o movimento ou respiração; como podem chegar a dores incapacitantes, que podem ou não se agravar na inspiração, e impossibilitam o paciente realizar qualquer tipo de movimento com o tronco.

Existe uma grande variedade de tratamentos para dores nas costas, que incluem aplicações de bolsas térmicas geladas ou de água quente nas regiões doloridas, medicações, injeções, exercícios físicos, etc. Somente uma minoria (estimados entre 1% e 10% dos casos) necessita de cirurgia. Com exceção das desordens infecciosas e neoplásicas (tumor maligno), a Massoterapia com Massagem Terapêutica e a Quiropraxia com os ajustes de coluna apresenta excelentes resultados no tratamento de dorsalgia.

Nos processos inflamatórios da coluna torácica é muito comum encontrarmos uma sequência de outras disfunções que se agravam com o decorrer do tempo e formam um ciclo vicioso onde notamos as seguintes situações: Quando uma articulação passa a não exercer a sua função normal, os músculos envolvidos contraem, exigindo das estruturas estabilizadoras da coluna vertebral que inflamarão e provocarão os sintomas da dor ou desconforto.

Boa parte dos problemas de dor nas costas pode ser resolvida por atitudes simples, como dormir em colchão duro ou sentar-se, preferencialmente em cadeiras de encosto reto. Pesos só devem ser erguidos a partir de uma postura agachada, mantendo-se as costas retas. Da mesma forma, pessoas que passam longo tempo sentadas (como motoristas e trabalhadores administrativos) devem mudar de posição ou erguer-se de vez em quando para descontrair e exercitar os músculos. Além disso, caminhar com as costas retas e mantendo o peito ligeiramente elevado, contribui para uma melhoria da postura física e da própria aparência pessoal.

A prevenção no Dia Mundial da Saúde


Dia Mundial da Saúde 

O Dia Mundial da Saúde é comemorado no dia 7 de abril, com o objetivo das pessoas se conscientizarem sobre a importância da saúde nas suas vidas e no dia-a-dia, além de descobrirem formas de se cuidarem.
O Dia Mundial da Saúde foi criado pela Organização Mundial de Saúde (OMS), em 1948, devido a preocupação de seus integrantes em manter o bom estado de saúde das pessoas em todo o mundo, e também alertar a todos sobre os principais problemas que podem atingir a população mundial.
Dia 7 de abril é Dia Mundial da Saúde, todo mundo quer viver muitos anos, não é mesmo? Por isso mesmo, um estudo da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, divulgado no Journal of American Medical Association (JAMA) em 2013 elencou uma série de fatores que podem aumentar as chances de morte nos próximos 10 anos. Listamos aqui quais são eles, explicando sua relação e o que dá para fazer para prevenir esses problemas. Confira!

Idade, ela pesa

Infelizmente, essa não dá para evitar, o tempo traz mudanças implacáveis no nosso organismo. O envelhecimento é um fato, as células envelhecem, elas são datadas a viver 120 anos no máximo. O processo de envelhecimento celular ajuda a desencadear diversos problemas, afinal as artérias e o cérebro, entre outras estruturas, também ficam mais velhos e perdem funções.

Além disso, as deficiências que o nosso corpo vai adquirindo com a idade, como reparação dos tecidos e de combate a infecções e câncer, podem mascarar outros problemas de saúde. 

Os homens correm mais riscos

Esse quesito dá dois pontos aos homens, o que no caso é negativo, já que quanto mais elevada a pontuação, maiores os riscos de morte nos próximo 10 anos. Isso porque é comprovado que as mulheres vivem mais do que os homens. Até a menopausa, elas têm o hormônio estrogênio que protege o sistema vascular. Como se não bastasse, a mulher vai ao médico com mais frequência fazer check-up e relatar suas queixas, o que lhe dá a vantagem de diagnosticar doenças mais cedo.

Tabagismo

Pois é, o cigarro não poderia faltar nessa lista. O tabagismo é fator de risco para doenças como infarto, derrame, câncer, entre outras. Fumar cria problemas (a inflamação e divisão celular) que, para serem resolvidos, exigem um consumo de energia. Isso demanda um movimento ativo do seu corpo, que não vai sobrar depois.

Tanto que os danos do cigarro para a saúde só são realmente zerados se o indivíduo parar antes dos 30 anos. "Após isso, existe sempre prejuízo em relação aos que nunca fumaram, mas é menor do que se a pessoa continuar a fumar. Sempre fica algum dano nos pulmões ou no coração, causados pelo mau-hábito, e por mais que a genética influencie na saúde também, 80% das causas de doenças são creditadas ao estilo de vida que a pessoa cria para si mesma.

Índice de Massa Corporal (IMC)

Ter o IMC acima de 25, ou seja, com sobrepeso, resulta em mais um ponto na estatística. E alguém pode até pensar, mas qual a diferença de alguns quilinhos a mais? A gordura produz substâncias chamadas adipocinas, que são tóxicas. Elas aumentam as chances de se apresentar hipertensão, diabetes, problemas cardíacos e câncer, entre outros. Mas aqui os especialistas pedem cautela, já que o IMC nem sempre leva tanto em consideração onde está concentrada essa gordura.

Inclusive, na contramão dessa pesquisa, alguns estudos demonstram que pessoas com sobrepeso têm mostrado uma maior expectativa de vida. Em conclusão, mais que o peso ou IMC, é o percentual de gordura corporal que reflete os riscos para a saúde. A gordura localizada, principalmente na região do abdômen, é considerada a mais nociva, pois promove um quadro inflamatório que agride nossos vasos sanguíneos, propiciando infarto e AVC. Também sobrecarrega de gordura o fígado, que em alguns casos evolui para cirrose, e o pâncreas, levando ao diabetes. 

Diabetes

Nesse quadro há alta taxa de açúcar no sangue, já que a insulina, hormônio que leva a glicose para dentro das células, está em falta ou não funciona mais tão bem. Isso danifica o corpo todo. O excesso de glicose eleva a parede da artéria e produz os chamados produtos avançados glicosilados, que são tóxicos e enrijecem as artérias e favorecem o aparecimento de placas de colesterol.

Doenças cardiovasculares

Já as doenças cardiovasculares, que podem ser consequentes da diabetes ou não, representam a maior causa de mortes no Brasil, cerca de 800 mil pessoas ao ano. A doença cardiovascular promove obstrução da parede dos vasos, que, quando mais severa, leva a falta de circulação e morte das células que são irrigadas por esta artéria.

Câncer

O câncer também drena energia do corpo, que poderia estar sendo enviada para outros processos metabólicos. O tumor promove perda importante de massa muscular e óssea, ainda que determinada a cura. Além disso, libera substâncias na circulação que inibem o apetite, agravando o estado de desnutrição. O tratamento também é arriscado, afinal a quimio ou a radioterapia acabam afetando não só as células cancerígenas, como também as normais.

Doença pulmonar

A doença crônica mais comum dos pulmões é o DPOC, que pode se apresentar como bronquite crônica, causando uma inflamação nos brônquios, ou como enfisema pulmonar, que resulta em destruição dos pulmões ao longo do tempo. Em ambos os casos, a passagem de ar para os pulmões, e consequentemente a entrega de oxigênio para o corpo, é comprometida. E isso causa ainda outros problemas, além da redução de energia que é fornecida ao corpo. Toda inflamação crônica acarreta a liberação de substâncias denominadas citoquinas, que agridem as células, como a das paredes arteriais e dos rins. Além disso, a falta crônica de oxigênio leva à geração de radicais livres que atacam o DNA das células, acelerando assim o envelhecimento precoce.

Dificuldades ao lidar com as finanças

Depois de tantos problemas de saúde, parece estranho ver um fator do dia a dia nessa lista. Mas se uma pessoa que lidava bem com seu dinheiro começa a ter dificuldades nessa tarefa, ainda mais com o passar do tempo, isso só pode significar algum problema cognitivo, que tende a se agravar no futuro e até se manifestar na forma de doenças como o Alzheimer. Esse é um sinal, uma ponta de iceberg. Ao aplicar um teste cognitivo numa dessas pessoas, percebe-se muitos outros aspectos, como falhas de memória, que a pessoa consegue disfarçar no dia a dia.

Esses males da mente podem se relacionar de diversas formas a comprometimento da expectativa de vida. Pessoas com distúrbios cognitivos e de comportamento estão mais sujeitas a acidentes de toda espécie. Em alguns casos elas se tornam muito dependentes dos familiares, que se não tiverem boa estrutura psicológica acabam abandonando o idoso, que fica mais sujeito a desidratação, desnutrição e piora de seu cuidado higiênico.

Dificuldades de locomoção, banho e manuseio de objetos

São itens que representam o mesmo problema para a expectativa de vida. Em primeiro lugar, essas dificuldades com atividades motoras representam dependência e podem aparecer em decorrência de alguma limitação físicas ou de doenças como AVC, paralisia ou Alzheimer. São pessoas que se tornam dependentes de outras para cuidados básicos, como alimentação, higiene, lazer, e nem sempre podem estar sendo bem atendidas. Além disso, normalmente esses problemas estão ligados a uma redução da massa muscular também. Ela é nosso reservatório de proteínas em casos de desnutrição, por exemplo. Portanto, quem tem maior reserva muscular tem maior capacidade para enfrentar doenças que exijam mais proteínas, lembrando também que os anticorpos são proteicos, ou seja, a capacidade de se defenderem de infecções fica reduzida.

O que é Nevralgia do trigêmeo?


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A neuralgia do trigêmeo é um distúrbio nervoso que causa uma dor aguda ou semelhante a um choque elétrico em partes do rosto.

A dor da neuralgia do trigêmeo vem do nervo trigêmeo. Esse nervo transmite dor, sensibilidade e outras sensações do cérebro à pele do rosto. Pode afetar parte ou todo o rosto e a superfície dos olhos.

A doença em geral afeta adultos mais velhos, mas pode afetar pessoas de todas as idades. A neuralgia do trigêmeo pode ser parte normal do processo de envelhecimento.

A neuralgia do trigêmeo pode ser causada por:

  • Esclerose múltipla
  • Pressão no nervo trigêmeo por um vaso sanguíneo inchado ou um tumor

Frequentemente, nenhuma causa específica é encontrada.

Os médicos têm maior probabilidade de encontrar uma causa em pacientes com menos de 40 anos.

Geralmente, o exame neurológico é normal.

Os testes que podem ser feitos para detectar a causa do problema incluem:

  • Exames de sangue
  • Ressonância magnética da cabeça
  • Teste de reflexo do trigêmeo

Sintomas de Nevralgia do trigêmeo
  • Espasmos muito dolorosos similares a choques elétricos agudos que geralmente duram alguns segundos ou minutos, mas podem se tornar constantes
  • A dor geralmente é de um só lado do rosto, muitas vezes ao redor do olho, bochecha e parte inferior do rosto.
  • A dor pode ser desencadeada pelo toque ou por sons
  • Escovar os dentes
  • Mastigar
  • Beber
  • Comer
  • Tocar a face suavemente
  • Fazer a barba
Tratamento de Nevralgia do trigêmeo

Seu clínico geral, um neurologista e um especialista em dor podem estar envolvidos no tratamento.

Certos medicamentos às vezes ajudam a reduzir a dor e a frequência dos ataques. Esses medicamentos incluem:

  • Drogas anticonvulsivas (carbamazepina, gabapentina, lamotrigina, fenitoína, valproato e pregabalina)
  • Relaxantes musculares (baclofeno, clonazepam)
  • Antidepressivos tricíclicos (amitriptilina, nortriptilina ou carbamazepina)

Alguns pacientes podem necessitar de cirurgia para aliviar a pressão no nervo. Entre as técnicas estão:

  • Cortar ou destruir parte do nervo trigêmeo
  • Cirurgia estereotáxica
  • Cirurgia para remover um vaso sanguíneo ou tumor que esteja pressionando o nervo trigêmeo
Expectativas

O seu estado depende da causa do problema. Se não houver nenhuma doença subjacente, algumas pessoas consideram que o tratamento oferece ao menos um alívio parcial.

Porém, a dor pode se tornar constante e severa em alguns pacientes.

7 ameaças ao coração que você nem imagina




1. Pastilhas efervescentes

Você sabe o que o sal de cozinha e um analgésico que borbulha dentro de um copo d'água têm em comum? Ambos estão repletos de sódio, mineral que, ingerido em excesso, promove o maior aperto nos vasos sanguíneos. "Os laboratórios costumam utilizar bicarbonato de sódio para tornar o medicamento mais solúvel", explica o farmacologista Jacob George, da Universidade de Dundee, no Reino Unido.

No fim do ano passado, sua equipe publicou uma pesquisa acusando um elo entre o uso contínuo desse tipo de remédio e a maior incidência de infartos. George comparou dados de mais de 1 milhão de britânicos durante 23 anos, dividindo-os em dois grupos: os que tomavam medicamentos efervescentes e os que ingeriam drogas isentas de sódio. "Descobrimos que o aumento de eventos cardiovasculares foi de 16% na parcela que usava os analgésicos borbulhantes", conta.

O principal suspeito por trás dessa associação é justamente o sódio oculto. Altas cargas do mineral disparam a pressão arterial, abrindo caminho para o ataque cardíaco - sobretudo se já há outros fatores de risco na história. Para prevenir essa ameaça, a Organização Mundial da Saúde recomenda o consumo de, no máximo, 2 mil miligramas de sódio por dia.

Para ter uma ideia, um sanduíche de presunto e queijo abriga cerca de 800 miligramas, enquanto uma pastilha de analgésico efervescente carrega por volta de 400 a 500 miligramas. Se usada com frequência, ela se torna uma minibomba para os vasos.



2. Dores nas juntas

Os médicos sabem de cor as manifestações da artrite reumatoide - dores, sensação de rigidez e até deformações nas articulações -, mas agora voltam os olhos para outro perigo deflagrado pelo distúrbio autoimune.

E esse não tem nada a ver com dedos, punhos, joelhos... A doença também aumenta o risco cardíaco, aponta um levantamento da Clínica Mayo, instituição americana que atende meio milhão de pacientes por ano. "Acreditamos que o motivo dessa ligação é a grande quantidade de moléculas inflamatórias que circulam no corpo dos portadores de artrite", diz o reumatologista Eric Matteson, autor do trabalho.

As complicações adicionais no peito nem sempre tardam a aparecer. Por isso, assim que se faz o diagnóstico, é preciso acompanhar com rigor a saúde cardiovascular. "Quando a artrite se torna aparente, geralmente o corpo já vinha passando por alterações que aumentariam a probabilidade de um infarto", alerta Matteson. A inflamação facilita o entupimento dos vasos e a ruptura de possíveis placas ali dentro - o estopim para um susto no músculo cardíaco.

"E isso fica ainda mais evidente agora, se considerarmos que subiu a expectativa de vida das pessoas com o problema nas juntas", observa o cardiologista Marcus Malachias, professor da Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais. Aí, a inflamação nas articulações se soma a outros perrengues típicos da idade, caso do colesterol alto e da hipertensão.



3. Mudanças temperatura

Especialistas do Instituto Universitário de Medicina Social e Prevenção, em Lausanne, na Suíça, observaram que a mortalidade por infarto entre pessoas acima de 65 anos tende a crescer quando o ponteiro do termômetro cai. "O clima mais gelado provoca vasoconstrição, o que resulta no aumento da pressão arterial", esclarece o doutor em clínica médica Pedro Marques-Vidal, líder da investigação. "Além disso, as atividades rotineiras exigem mais do organismo no frio, o que é ruim especialmente para os indivíduos mais velhos", completa.

Mas não pense que é porque no Brasil atravessamos uma temporada de calor que dá para se despreocupar. A ameaça maior parece estar na variação brusca de temperatura, segundo um estudo belga apresentado no último congresso da Sociedade Europeia de Cardiologia.

Uma queda de 10 °C seria suficiente para elevar significativamente o risco de uma pane cardíaca. Portanto, em tempos de clima maluco, vale ficar atento inclusive no verão. "Já temos algumas evidências de que mudanças de temperatura nessa estação contribuem para a formação de trombos e o entupimento das artérias", aponta Antonella Zanobetti, cientista do Departamento de Saúde Ambiental da Universidade Harvard, nos Estados Unidos, que se dedica aos efeitos do sobe e desce dos termômetros das cidades sobre o corpo humano.


4. Crises socioambientais

Em 2008, temporais arrasaram o Vale do Itajaí, em Santa Catarina, afetando 80 mil pessoas - 135 delas vítimas fatais. No início deste ano, a história de terror se repetiu no Espírito Santo e em Minas Gerais. Segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), os danos desse tipo de catástrofe se fazem notar, também, na saúde de quem passou por elas.

A entidade analisou informações médicas dos catarinenses antes, durante e depois dos tristes eventos e percebeu que o número de mortes súbitas mais que dobrou no semestre posterior às chuvas. A incidência de infartos em si aumentou duas vezes e meia. O motivo para esse efeito rebote no coração está no forte estresse gerado pelas circunstâncias. "O indivíduo tem uma perda social importante, pela destruição dos locais que frequentava, alteração na rotina, danos na casa ou morte de parentes e conhecidos", lista Sergio Timerman, cardiologista da SBC. E esse cenário traz um agravante. "Muitos hipertensos que realizam tratamento deixam de tomar a medicação corretamente, voltam a fumar, relaxam na dieta...", nota o médico.

Já que não há como evitar por completo acontecimentos dessa natureza, é imprescindível que haja um acompanhamento cardiológico das vítimas. O ideal, segundo a SBC, é que equipes interdisciplinares atuem quanto antes nos locais para impedir que a tragédia tenha maiores proporções.



5. Misturas terríveis

A edição de novembro de 2013 da Nature, uma das publicações mais prestigiadas no mundo científico, deu destaque para o drugable.com, um site que cataloga os princípios ativos de todos os medicamentos e busca mapear onde e como atuam no organismo.

As informações que o portal reúne - ainda apenas em inglês - são uma nova ferramenta para ajudar os médicos a prevenir um velho problema, as interações medicamentosas. Segundo o FDA, órgão americano que regula os fármacos por lá, as combinações equivocadas causam mais de 160 mil mortes por ano naquele país.

O coração, em especial, sai bem prejudicado, sobretudo quando já se toma um remédio para resguardá-lo. "Metade dos hipertensos brasileiros também toma estatinas para baixar o colesterol. Ao interagir com outras drogas, seu efeito estabilizador sobre as placas de gordura é reduzido", exemplifica Malachias. O dado pesa ainda mais se levarmos em conta que, no Brasil, pelo menos 20% da população tem pressão alta. "Antifúngicos, antibióticos e antidepressivos são processados pela mesma via no organismo, o que interfere no efeito de vários fármacos protetores do coração", acrescenta o médico.

Por essas e outras, é fundamental contar ao seu clínico quais remédios você está tomando - e relatar inclusive se faz uso de ervas e chás. Ah, você sabe, mas não custa repetir: nada de automedicação!


6. Vírus e bactérias

Vacinar-se contra o vírus da gripe já é praxe para evitar que o coração sofra. Mas, agora, outras infecções estão na mira dos cardiologistas. É o caso das bactérias causadoras da pneumonia.

Em 2013, a Associação Americana do Coração passou a recomendar, aos sujeitos de maior risco cardíaco, a imunização contra o pneumococo, micro-organismo que agride os pulmões e, indiretamente, aterroriza o órgão que bombeia o sangue para o corpo. Isso porque as pneumonias não raro desencadeiam um déficit no fornecimento de oxigênio para o coração - sem contar que as bactérias ainda podem viajar e aprontar ali.

"Alguns estudos vêm registrando paradas cardíacas logo após a infecção, antes das complicações que já conhecíamos", conta a médica Mara Figueiredo, da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia. "Em tese, todo mecanismo inflamatório, como o disparado por uma infecção, predispõe problemas cardiovasculares", pontua o professor Malachias.

Assim, mais do que a possibilidade de um vírus ou bactéria migrar para o coração, é a própria reação do sistema imune que pode sabotar, sem querer, as artérias. Substâncias inflamatórias, como as citocinas, são liberadas nesse processo e capazes de desestabilizar placas de gordura preexistentes no interior dos vasos. Se isso acontece na artéria que irriga o coração, é perigo na certa.



7. Poluição sonora

Ao avaliar o histórico de 3,6 milhões de ingleses, um time do Imperial College de Londres chegou a um dado surpreendente: comparando moradores de bairros tranquilos a pessoas que residiam perto do maior aeroporto do país, o número de internações por problemas cardíacos foi 20% maior entre quem convivia com o ruído das turbinas dos aviões. Na turma dos idosos, o risco de morrer aumentava 3,5% a cada 10 decibéis a mais nos ouvidos. Como a barulheira dos céus ou do trânsito nas ruas financia confusões cardiovasculares?

A resposta se encontra de novo nele... o estresse. "A exposição a sons muito altos gera picos de pressão alta. Se isso acontece frequentemente, uma hora a pressão não volta mais ao normal", explica Anna Hansel, uma das autoras do trabalho.

"O estresse é uma reação natural, mas se torna uma ameaça quando vira estímulo constante", corrobora o cardiologista Carlos Alberto Pastore, do Instituto do Coração, em São Paulo. A tensão contínua atrapalha a vida dos vasos porque dispara a carga de adrenalina e cortisol na corrente sanguínea. Enquanto a primeira acelera os batimentos cardíacos, o segundo estimula processos inflamatórios - duas condições propícias para infartos.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, ruídos acima de 55 decibéis já são considerados nocivos. Em uma rua movimentada, por exemplo, o barulho chega fácil a 70 decibéis.

Fonte: Revista Saúde

Causas e como tratar a coceira insuportável



Cabeça e couro cabeludo

Conhecida como caspa, a dermatite seborreica é a causa mais comum para o incômodo na região. Ela se manifesta onde há maior produção de óleo pelas glândulas. Resultado: couro cabeludo, sobrancelhas, cantinhos do nariz e até as orelhas coçam. "Alterações hormonais, presença de fungo, estresse, clima seco, frio e mudanças de temperatura agravam o quadro". Outras possíveis causas para coceira na cabeça são pediculose (piolho), micose e foliculite.

Como tratar
Não existe cura definitiva para a caspa. "Remédios à base de anti-fúngicos, corticoides, ácido salicílico e enxofre controlam os sintomas", afirma a médica. Já a foliculite, infecção dos folículos capilares por bactérias, pode exigir o uso de antibiótico. Loções e xampus específicos combatem o piolho.

 

Partes íntimas

A causa mais comum é a candidíase, infecção provocada por fungos que produz corrimento e geralmente está associada à queda da imunidade, ao uso de antibióticos, anticoncepcionais e corticoides, à gravidez e ao diabetes. A coceira pode ainda ser alérgica, pelo uso de produtos de higiene, ou um sintoma de doenças sexualmente transmissíveis, como HPV, gonorreia ou clamídia.

Como tratar
O tratamento da candidíase varia de acordo com a causa e só um médico poderá indicá-lo. A gonorreia e a clamídia são tratadas com antibióticos. Já a infecção pelo vírus HPV exige cauterização se houver lesão no colo do útero.

 

Pés

Coceira nos dedos dos pés? Deve ser micose. Bem comum, a popular frieira é transmitida por contato (se compartilhou objetos de manicure, pode estar aí a origem do seu problema). Entre os sintomas, estão manchas avermelhadas e descamação nas bordas (que aumentam de tamanho). Outra causa comum é bicho-geográfico, parasita presente nas fezes de cães e gatos, que penetra na pele e faz um caminho como se fosse um "mapa".  Como tratar: Para combater a frieira, usa-se antifúngico.

Como tratar
O processo é longo: "Pode levar até seis meses. Já para curar o bicho-geográfico, usam-se pomadas específicas ou vermífugos. Uma dica preventiva: seque bem os pés e evite usar calçados e meias por mais de um dia.

 Olhos

Bem, aqui, há grandes chances de ser conjuntivite, que vem acompanhada de vermelhidão, inchaço e secreção. Ela pode ser viral, bacteriana ou alérgica. Vale dizer que só a causada por bactéria é contagiosa. Dermatite de contato alérgica (por conta do uso de uma maquiagem, por exemplo) e doenças que levam a olhos secos, como a síndrome de Sjogren, a artrite reumatoide e o lúpus são outras causas.

Como tratar
Em geral, usam-se colírios e antibióticos para o tratamento da conjuntivite, mas só um oftalmologista pode indicá-los, ok? Já para melhorar olho seco são indicados lubrificantes oculares, em colírio ou pomada.

 Nos bastidores da coceira é que mora o perigo

Se a coceira não acaba nunca, é melhor buscar ajuda. Isso porque um quadro de coça-coça crônico pode ser sintoma inicial de uma doença mais séria, como hepatites B e C, alguns tipos de câncer, caso do linfoma e do trato digestivo e infecções por HIV. "Às vezes, o diagnóstico dessas doenças é feito por um médico dermatologista, justamente por causa da coceira", diz Vivian Bueno.

Cuidando dos efeitos colaterais da Quimioterapia


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Quimioterapia é um tratamento que utiliza radiações do tipo ionizantes para destruir ou inibir o crescimento de células anormais que formam um tumor ou um processo inflamatório numa determinada região do corpo.

Como a quimioterapia é um tratamento destinado a eliminar células de rápido crescimento, ela também acaba afetando células saudáveis. Entre essas células, estão aquelas responsáveis pelas ações no trato digestivo, no sangue e as células que fazem o cabelo crescer. Como reação, a quimioterapia pode acabar gerando queda de cabelo, ferida nas bocas, perda de cabelo, náusea, dores e vomito.
 
Quem realiza a quimioterapia pode passar por muitos efeitos colaterais, alguns ou nenhum – tudo depende da quantidade de quimioterápicos e como seu corpo reage ao tratamento. Antes de você começar a quimioterapia, converse com sua equipe médica sobre esses efeitos colaterais.
 
Os efeitos colaterais também costumam a durar de acordo com o tipo de quimioterapia que você recebe. Muitos efeitos colaterais acabam junto com o ciclo da quimioterapia, mas em alguns casos, podem levar meses ou até anos, para encerrar.
 
Alguns tipos de quimioterapias podem causar efeitos colaterais permanentes a seu corpo, podendo causar problemas ao seu coração, ao fígado, pulmões, nervos e até os órgãos reprodutivos. Alguns tipos de quimioterapia podem até gerar algum segundo tipo de câncer, anos depois. Sempre pergunte ao seu médico qual a chance de ter um efeito colateral como esse.
  
Há uma série de formas de prevenir ou ajudar a tratar os efeitos da quimioterapia após cada sessão. Sempre converse com seu médico ou enfermeira para saber quais efeitos esperar, o que fazer e mantenha sempre a equipe médica informada.

Tratamento e diagnóstico da Esclerose Múltipla



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Esclerose múltipla (MS) é um distúrbio neurológico que ataca o sistema nervoso central (SNC). Esta doença não é contagiosa e, enquanto não há nenhuma cura para a doença, ele não encurtar a expectativa de vida de uma pessoa com o transtorno. Existem medicações que pode levar uma pessoa com MS que podem ajudá-los a lidar com os sintomas da doença e reduzir ou retardar sua progressão.

O que é esclerose múltipla

Esclerose múltipla não é uma doença de cortador de biscoito no sentido de que todos que tem ele vão experimentar as coisas da mesma maneira. Algumas pessoas pode ser assintomático por um longo período de tempo e então ter uma chama curta enquanto outros terão um longo período de sintomas e uma curta pausa. Em seguida, há outros que simplesmente terão uma progressão estável da doença.

Muitos pesquisadores acreditam MS para ser uma doença auto-imune, porque os glóbulos brancos, aqueles que se destinam a atacar a infecção, acabam atacando o isolamento de proteção, a mielina, no SNC causando inflamação e danificando os nervos. Estas inflamações, que são conhecidas como “placas” ou “lesões”, mudam no tamanho, número e localização e podem determinar quão severa será os sintomas para o paciente de MS.

Sintomas da esclerose múltipla e como é diagnosticado

Existem vários sintomas da MS: formigamento, dor, dormência, fadiga, problemas com o equilíbrio ou andar, alterações na visão, depressão, pensamento prejudicado ou compreensão, coordenação muscular pobre, problemas sexuais, fala arrastada ou gagueira e problemas de bexiga ou dos intestinos. Estes sintomas vem como resultado de uma ruptura entre o SNC e o resto do corpo devido danos a mielina, o revestimento protetor ao redor das células nervosas.

Diagnóstico de esclerose múltipla é muito complexa e requer exames médicos. O médico irá perguntar sobre as condições médicas passadas e tomar um histórico médico familiar. Em seguida, o médico irá completar um exame físico, procurando por movimentos oculares irregular, alterações no discurso, falta de coordenação, uma perturbação em sentidos do paciente, uma mudança de reflexos e fraqueza nos braços e pernas.

O teste mais comum no diagnóstico de esclerose múltipla, no entanto, é um teste de ressonância da imagem latente magnética (MRI). A RM pode detectar lesões no SNC, que dá seu nome-MS. Às vezes, depois de analisar todos os dados acima mencionados, existem outros testes que precisam ser feitas, como sangue e torneiras funcionam para confirmar o diagnóstico.

Tratamento da esclerose múltipla

É importante começar o tratamento imediatamente depois que um diagnóstico positivo de MS é feito. Dano permanente pode começar até mesmo nos primeiros estágios da doença, assim que o paciente deve montar uma equipe de saúde que ele ou ela se sente confortável com e começar o tratamento imediatamente.

Também é importante para os pacientes recém-diagnosticados MS lembrar que eles não estão sozinhos, então se juntar a um grupo de advocacia ou um grupo de apoio pode ser útil. Se houver necessidade de fisioterapia ou terapia ocupacional, aproveite-se dos avanços na tecnologia e o equipamento assistencial diferente que está disponível lá fora. Há, também, conselheiros e terapeutas disponíveis para ajudar as pessoas a lidar com o aspecto emocional da doença.

Esclerose múltipla é uma doença que ataca o sistema nervoso central e faz com que o corpo lentamente perder o controle. Mesmo que é assustador, as pessoas que o têm não tem que passar por isso sozinho. Existem grupos de apoio e conselheiros lá fora que estão dispostos a ajudar quem precisar de um pouco de apoio e encorajamento.