Causas da diarréia e precauções para evitá-la


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As principais características da diarreia são o aumento do número de evacuações e a perda de consistência das fezes, que se tornam aguadas.

Uma das piores complicações da diarreia é a desidratação. Adultos são mais resistentes, mas bebês, crianças e idosos desidratam-se com facilidade. Boca seca, lábios rachados, letargia, confusão mental e diminuição da urina são sintomas de desidratação que, além de diminuir as reservas de água do corpo humano constituído por cerca de 75% de água, reduzem os níveis de dois importantes minerais: sódio e potássio.

A causa mais comum da diarreia é a gastroenterite viral, uma infecção viral leve que desaparece por conta própria em alguns dias. Essa doença também é conhecida como infecção intestinal. A gastroenterite viral costuma ocorrer na forma de miniepidemias em escolas, vizinhanças ou famílias.

A infecção causada pela Campylobacter, identificada na figura ao lado, provoca cólicas, diarreia, dor abdominal e febre de 2 a 5 dias após a exposição de um indivíduo ao organismo.

A Campylobacter jejuni é uma das causas bacterianas mais comuns da diarreia. A maioria dos casos de Campylobacter jejuni resulta do contato ou ingestão de carne de ave crua ou mal cozida.

Mesmo que frangos e outras aves não sejam afetados pela bactéria, outros animais podem ser. Por esse motivo, é possível que uma pessoa adquira a infecção pelo contato com solo infectado ou com um cão ou gato doente. Esta é a aparência de organismos Campylobacter no microscópio. (Imagem cortesia dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças - Centers for Disease Control and Prevention.)

A intoxicação alimentar e a diarreia dos viajantes são outras duas causas comuns da diarreia. Ambas ocorrem como resultado da ingestão de alimentos ou água contaminados com bactérias ou parasitas.

Os medicamentos, especialmente antibióticos, os laxantes, que contêm magnésio, e a quimioterapia para o tratamento do câncer também podem causar diarreia.

As seguintes enfermidades também podem causar diarreia:

  • Doença celíaca
  • Doenças intestinais inflamatórias (Doença de Crohn e colite ulcerativa)
  • Síndrome do intestino irritável (SII)
  • Intolerância à lactose
  • Síndromes de má absorção (como a intolerância à lactose)

Outras causas menos comuns da diarreia incluem:

  • Síndrome carcinoide
  • Distúrbios nervosos como neuropatia autonômica ou neuropatia diabética
  • Remoção parcial do estômago (gastrectomia)
  • Radioterapia
  • Síndrome de Zollinger-Ellison

Cuidados em casa

  • Beba muito líquido para evitar a desidratação. Comece tomando apenas alguns goles de qualquer líquido, exceto bebidas cafeinadas. O leite pode prolongar a diarreia, mas também fornece líquidos e nutrientes necessários. Beber leite pode ser benéfico em casos de diarreia leve. Em casos de diarreia moderada e severa, as soluções de eletrólitos à venda em farmácias costumam ser a melhor solução
  • A cultura ativa de bactérias benéficas (probióticos) ajuda a diminuir a diarreia e sua duração. Os probióticos podem ser encontrados em suplementos e em iogurtes que contêm culturas ativas ou vivas
  • Alimentos como arroz, torradas e banana também podem ajudar a combater a diarreia
  • Evite medicamentos antidiarreicos de venda livre, a menos que tenham sido prescritos pelo médico. Algumas infecções também podem ser agravadas por esses medicamentos. Quando você tem diarreia, o organismo tenta se livrar da causa do problema (alimentos contaminados, vírus etc.). Os remédios podem interferir nesse processo
  • Procure descansar

Se você apresenta uma forma crônica de diarreia, como aquela causada pela síndrome do intestino irritável, tente enriquecer a dieta alimentar para dar consistência às fezes e regular os intestinos. Esse tipo de alimento inclui grãos e farelo integrais. Os produtos que contêm Psyllium, como Metamucil e semelhantes, também podem engrossar as fezes.

O que são antibióticos e como eles agem


Os antibióticos  (do grego anti=contra e bio=vida) são fármacos empregados no tratamento de infecções. Algumas destas substâncias são totalmente artificiais, mas existem aquelas produzidas a partir de organismos vivos, tais como fungos e bactérias. Estes medicamentos têm o poder de destruir ou controlar o crescimento de organismos infecciosos do corpo. O primeiro antibiótico criado foi a Penicilina, em 1928 pelo médico escocês Alexander Fleming.

Existe um grande número de classificações dos antibióticos, a mais habitual os agrupa em função de seu mecanismo de ação perante os agentes causadores de infecção, quer dizer, alguns lesionam a parede da célula, outros alteram a membrana celular. A maior parte deles inibe a síntese de ácidos nucléicos, os polímeros constituintes da célula bacteriana. Outra classificação agrupa os antibióticos em função das bactérias contra as quais são eficazes: estafilococos, estreptococos  e escherichia, por exemplo. Também podem ser classificados em função de sua estrutura química, diferenciando, desta forma, as tetraciclinas, penicilinas, macrólidos, cefalosporinas, sulfamidas, lincosamidas e outros.

O antibiótico deve ser o mais tóxico possível para o micro-organismo infectante, da mesma forma que deve ser extremamente seguro para as células humanas, ou seja, foram feitos para produzir uma toxidade seletiva. Produzir este tipo de substância é relativamente simples, visto que as células humanas são muito diferentes das dos fungos e bactérias.

Os antibióticos devem ser prescritos somente por um médico ou cirurgião dentista e unicamente quando há evidências clínicas de que o problema é causado por bactérias. Algumas das infecções mais comuns ocorrem na garganta, ouvido, vias urinárias, nariz, vias respiratórias e estômago. A aplicação de antibióticos pode ser local (unguentos, cremes ou pó), oral (cápsulas) ou parenteral (intravenosa ou intramuscular).

Alguns antibióticos podem causar efeitos secundários tais como: alergias (em pessoas predispostas podem causar erupções cutâneas, febre e artrite); disbacteriose (pode produzir dor, coceira na boca e língua, diarréia, devido ao desequilíbrio da flora intestinal); resistência (as bactérias têm a capacidade de se tornar resistentes rapidamente à ação bactericida, ou seja, o uso contínuo deste tipo de medicamento favorece a resistência das bactérias); toxidade (podem danificar órgãos como os rins, o fígado, o sistema nervoso, bem como produzir toda sorte de alterações nos glóbulos sanguíneos).


Antibióticos matam as bactérias sem afetar as células do corpo

Certas bactérias produzem compostos químicos que danificam ou debilitam partes dos nossos corpos. Em uma otite média, por exemplo, as bactérias já entraram no nosso ouvido. O corpo, como resposta, age com o objetivo de matar as bactérias, mas o próprio sistema imunológico acaba produzindo uma inflamação. A solução então é tomarmos um antibiótico para matar as bactérias e eliminar a inflamação.

O antibiótico é um veneno seletivo, que foi escolhido porque irá matar a bactéria desejada sem afetar as células do nosso corpo. Cada tipo diferente de antibiótico afeta bactérias diferentes de maneiras diferentes. Por exemplo, um antibiótico pode inibir a capacidade de uma bactéria específica de transformar glicose em energia ou de construir sua parede celular. E quando isso acontece, a bactéria morre em vez de se reproduzir. Ao mesmo tempo, felizmente, o antibiótico age apenas sobre o mecanismo de construção da parede celular da bactéria, deixando as células humanas intactas.

Já no caso dos vírus, os antibióticos não têm uso nenhum, já que não conseguem matar os vírus. Uma bactéria é uma forma de vida viva e que se reproduz. O vírus, para se reproduzir, injeta seu DNA ou RNA dentro de uma célula viva e faz com que essa célula reproduza mais unidades do DNA viral. Embora os antibióticos não consigam matar os vírus, foram descobertos nos últimos anos vários medicamentos antivirais que permitem o tratamento de doenças como a Aids.


Saiba mais sobre a Micose


A micose é uma doença contagiosa. "Normalmente, o contágio acontece pelo uso de objetos pessoais de outras pessoas, materiais não esterilizados, contato prolongado com água, terra ou ambientes úmidos e, muitas vezes, pelo abafamento prolongado de roupas ou calçados, que podem ocasionar a proliferação de fungos", explica o dermatologista. 

Tratamento

Podem ser usadas medicações antifúngicas locais sob a forma de cremes, loções e talcos ou até medicações via oral, mas isso vai depender da intensidade do quadro.

Cuidados para evitar a micose

- Secar-se muito bem após o banho, principalmente as dobras como axilas, virilhas e entre os dedos dos pés.

- Evitar ficar muito tempo com roupas molhadas.

- Evitar usar objetos pessoais de outras pessoas.

- Evitar mexer com terra sem usar luvas.

- Ficar atenta aos materiais utilizados na manicure. Todos devem estar esterilizados

- Evitar o uso de calçados fechados ao máximo.

- Evitar roupas muito justas. Para prevenir, prefira tecidos leves como o algodão.

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Frieira: tratamento e dicas de prevenção


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Frieira é a mais comum infecção de pele por fungos. Caracteriza-se pelo aparecimento de bolhas e rachaduras especialmente na pele entre os dedos dos pés e muita coceira e ardor na região afetada.

O contágio da frieira é comum em hábitos que podem favorecer o desencadeamento do quadro, como o uso prolongado de calçados fechados, a sudorese excessiva e o contato com ambientes ou utensílios coletivos. "Se não tratada, a doença pode ser a 'porta de entrada' para bactérias oportunistas, ou evoluir para um quadro chamado erisipela, uma infecção grave de difícil tratamento", completa Freitas.

Tratamento

A frieira deve ser tratada com medicamentos antifúngicos de forma local ou via oral dependendo do grau de acometimento.

Frieiras são transmitidas facilmente por contato direto com a pessoa infectada ou com superfícies contaminadas como pisos de banheiros e vestiários, praias e piscinas.

Recomendações

* Grande parte dos casos de frieiras podem ser evitados ou tratados com algumas medidas básicas de higiene:

* Enxugue bem os pés, especialmente entre os dedos, depois de lavá-los. Use, se necessário, um secador de cabelo ou outra toalha limpa e seca. Em certos casos, colocar algodão entre os dedos dos pés ajuda a mantê-los secos. Esse algodão deve ser trocado com frequência;

* Não use meias de tecido sintético que não absorvem o suor e mantêm a pele úmida;

* Troque as meias frequentemente, deixando os pés tomarem um pouco de ar durante a troca;

* Evite usar tênis muito fechados e com pouca ventilação que aumentam a sudorese nos pés;

* Use calçados bem ventilados. Se possível, use sandálias ou calçados com abertura para os dedos;

* Calce chinelos quando for utilizar banheiros e vestiários de clubes ou escolas para não se reinfectar nem passar a infecção para outros;

* Observe as unhas dos dedos dos pés. Se estiverem grossas, esbranquiçadas ou descoloridas, podem ter sido infectadas pelo fungo o que requer cuidados médicos especiais;

* Não aplique talcos ou cremes antifúngicos por conta própria. Alguns desses produtos não surtem o efeito que prometem. Procure um dermatologista para orientar o tratamento.

Glaucoma: conceito, tipos e sintomas


Adam

O glaucoma é uma doença causada pela lesão do NERVO ÓPTICO relacionada a pressão ocular alta. Pode ser crônico ou agudo. Quando crônico é caracterizado pela perda da VISÃO PERIFÉRICA (visão que permite perceber objetos ao nosso redor), devido a lesão das fibras dos nervos que se originam na RETINA e formam o nervo óptico. O principal fator relacionado a esta lesão é a pressão interna do olho alta, porém existem outros fatores ainda em estudo. Quando agudo, se dá porque a pressão interna do olho torna-se extremamente alta e causa perda súbita e grave da visão (a média da pressão é 16 mmg porém varia entre 12 até 23 mmg sem no entanto causar problemas na maioria das pessoas).

O glaucoma raramente apresenta sintomas. Os sinais da doença só vão surgir nos glaucomas agudos, quando o paciente sofre fortes DORES DE CABEÇA, FOTOFOBIA, enjôo e DOR OCULAR intensa.

Existem quatro tipos de glaucoma. O glaucoma de ângulo aberto (crônico) é o tipo mais comum de glaucoma.
  • A causa é desconhecida Um aumento na pressão ocular desenvolvese lentamente com o passar do tempo. A pressão empurra o nervo óptico e a retina para trás do olho
  • O glaucoma de ângulo aberto tende a ser hereditário. Os riscos à predisposição aumentam caso haja um pai ou avó com este tipo de glaucoma. Afro-descendentes têm maior predisposição para a doença

O glaucoma de ângulo fechado (agudo) ocorre quando a saída do humor aquoso é subitamente bloqueada. Isso origina um aumento rápido, doloroso e grave na pressão intraocular.

  • O glaucoma de ângulo fechado é uma emergência. Isso é bem diferente do glaucoma de ângulo aberto, que de forma lenta e indolor vai danificando a visão
  • Se você já teve glaucoma agudo em um olho, há um grande risco de que o outro olho seja afetado, e o médico provavelmente recomendará tratamento preventivo
  • O uso de midiátricos e de certos medicamentos pode provocar um ataque de glaucoma agudo

O glaucoma congênito é hereditário.

  • É presente no nascimento
  • Resulta de um desenvolvimento anormal dos canais de circulação do humor aquoso no olho

O glaucoma secundário é causado por:

  • Drogas, tais como os corticosteroides
  • Doenças oculares, tais como uveíte
  • Doenças sistêmicas

Para o diagnóstico do glaucoma alguns EXAMES devem ser realizados, como: TONOMETRIA DE APLANAÇÃO (exame para a tomada da pressão intraocular), FUNDO DE OLHO (exame para avaliar se existe lesão do nervo óptico provocado pelo glaucoma), GONIOSCOPIA (exame para classificar o tipo de glaucoma) e CAMPO VISUAL (exame para avaliar se há perda do campo visual). O diagnóstico precoce do glaucoma só é feito em um exame oftalmológico de rotina e a medida anual da pressão intraocular é a forma mais sensata de se preservar a VISÃO.

Sintomas dos tipos de Glaucoma.

Glaucoma de ângulo aberto

  • Muitas pessoas NÃO apresentam sintomas até o início da perda da visão
  • Perda gradual da visão periférica (lateral, também denominada visão de túnel)

Glaucoma de ângulo fechado

  • Os sintomas podem ser intermitentes no início ou piorarem prontamente
  • Dor grave e súbita em um olho
  • Visão diminuída ou embaçada
  • Náusea e vômito
  • Halos coloridos ao redor das luzes
  • Olhos vermelhos
  • Olhos de aparência inchada

Glaucoma congênito

  • Os sintomas costumam ser notados quando a criança tem alguns meses de vida
  • Nebulosidade na parte frontal do olho
  • Aumento de um olho ou de ambos os olhos
  • Olho vermelho
  • Sensibilidade à luz
  • Lacrimação

A CIRURGIA tem apenas o objetivo de controle da pressão interna do olho, para evitar a rápida progressão da lesão do glaucoma. Portanto não melhora a VISÃO já afetada pela lesão do NERVO ÓPTICO, pelo glaucoma.

De acordo com as estatísticas1% a 2% da população acima de 40 anos é portadora de algum tipo de glaucoma. Filhos de glaucomatosos precisam verificar com mais freqüência sua pressão intraocular. Deve se ter atenção a certos MEDICAMENTOS que podem provocar o aumento da pressão intraocular.

Como lidar melhor com a Menopausa


Climatério é o período de transição em que a mulher passa da fase reprodutiva para a fase de pós-menopausa. Dessa forma, a menopausa (última menstruação) é um fato que ocorre durante o climatério.

No climatério há uma diminuição das funções ovarianas, fazendo com que os ciclos menstruais se tornem irregulares, até cessarem por completo. Estatisticamente, a menopausa ocorre, em média, aos 50 anos. O climatério tem início por volta dos 40 anos e se estende até os 65 anos.

O diagnóstico da menopausa só é feito após o período de 12 meses sem menstruação.

Nessa fase, a mulher deixa de produzir um óvulo mensal, não tem mais sangramento e não é mais capaz de gerar um bebê. Em média, isso acontece por volta dos 50 anos de idade.

A menopausa é uma fase normal da vida e do ciclo biológico da mulher e, por isso, ela não deve ser encarada como uma vergonha. Na maioria das vezes, não é preciso fazer nenhum tratamento, exceto quando há sintomas que prejudiquem a qualidade de vida. Esses sintomas, no entanto, não são iguais para todas as mulheres e nem ocorrem todos ao mesmo tempo. Entre os mais comuns, estão calor repentino, suor noturno que pode levar à insônia, secura vaginal (cerca de 30% das mulheres têm, o que pode reduzir a libido e causar dor na relação sexual) e alterações de humor . O uso da pílula anticoncepcional, com orientação médica, também pode ajudar a minimizar os sintomas.

Algumas medidas podem contribuir para a melhoria da qualidade de vida e prevenção de doenças como câncer de mama, osteoporose, entre outras.O climatério e a menopausa não são doenças! São ocorrências naturais do ciclo de vida das mulheres e nem todas apresentarão sintomas no decorrer desse período.

Estas medidas vão contribuir para a melhoria da qualidade de vida e prevenção de doenças como câncer de mama, osteoporose, entre outras.O climatério e a menopausa não são doenças! São ocorrências naturais do ciclo de vida das mulheres e nem todas apresentarão sintomas no decorrer desse período.

Veja as medidas: 

  • beba bastante água
  • principalmente após exercícios físicos
  • use roupas leves e procure ambiente fresco e ventilado
  • pratique exercícios leves regularmente. Caminhada, natação e dança ajudam a fortalecer os músculos
  • evite fumo, álcool ou outras drogas
  • faça refeições mais leves e mais frequentemente
  • tome sol.

 

Como tratar adequadamente as feridas na pele


Saiba como tratar adequadamente as feridas na pele Ver Descrição/Ver Descrição

Todo mundo já teve e ainda vai ter algum tipo de ferida. Por definição, as feridas são uma interrupção na continuidade da pele. Elas podem ser causadas por traumas, acidentes, cirurgias ou desencadeadas por alguma doença. Podem ser agudas, consideradas mais recentes, superficiais ou de simples tratamento, ou crônicas, com maior dificuldade de cicatrização e reincidência.

Veja algumas perguntas e respostas para não se ter erro no tratamento

As feridas podem ser prevenidas?

Depende do tipo de ferida. O tabagismo é exemplo de um fator de risco de feridas que pode ser prevenido, assim como o estado geral do paciente e a desnutrição. Em outros casos, é preciso tratar a doença primária, como diabetes e obesidade. Mas também há as feridas acidentais, causadas por fatores que fogem ao controle.

Posso lavar as feridas?

Sim, as feridas podem ser lavadas. Inclusive, a higienização com água e sabão é o primeiro passo para tratamento de lesões acidentais, como cortes e “ralados”. Entretanto, as feridas crônicas não devem ser lavadas durante o banho. No banho, a água fica contaminada com a sujeira do nosso corpo e resquícios da pele, o que pode levar à contaminação. O uso da água ou do soro aquecidos para a limpeza da ferida é recomendado em locais de clima frio (menos em casos de queimaduras). Isso porque o organismo trabalha em temperatura corpórea de 36 graus para manutenção e restabelecimento da integridade da pele. Quando a ferida é resfriada durante o processo de limpeza, o corpo demora mais para entrar na temperatura adequada, retardando as reações químicas relacionadas à cicatrização.

Por que devo usar um curativo?

O curativo, como função básica, evita a contaminação da ferida e absorve a secreção. Curativos mais tecnológicos podem ter outras funções como possibilidade de trocas gasosas e drenagem das secreções, promover uma rápida regeneração da pele e manter a área da lesão úmida para proteger terminações nervosas e proporcionar o alívio imediato da dor.

Qual o melhor tipo de curativo?

Isso vai ser determinado com o tipo da ferida. Nas mais simples, podem ser feitos curativos com gaze. Para as mais complexas, é necessário consultar um profissional da área da saúde que irá indicar o curativo mais adequado, como também a frequência de troca, os cuidados básicos etc.

Como saber se a ferida está curando?

A dor diminui, o tamanho da lesão reduz e você começa a perceber a cicatrização pelo aparecimento do tecido de granulação, que é aquela pele mais dura e avermelhada que se forma na área. Para “sarar”, a ferida passa por três processos: o inflamatório - que é quando se tem a sensação de dor, calor e rubor. Depois, acontece a fase de granulação - no qual acontece a formação do tecido base para a cicatrização e, então, o processo de maturação, que irá reconstituir a pele.

E se ela estiver infeccionada, quais os sintomas?

Aumento da dor, calor e rubor ao redor da ferida. Embora sejam sintomas comuns ao processo de cicatrização, se forem excessivos podem ser sinal de infecção. A presença de pus na ferida e a febre também indicam que algo não vai bem.

Feridas podem ser sinal de alguma doença?

Sim, diversas doenças podem desencadear feridas na pele, como câncer de pele, diabetes, hanseníase, entre outras.

A alimentação e a hidratação do corpo estão relacionadas com as feridas e a cicatrização?

Sim, possuem relação direta. Um organismo saudável e equilibrado se recupera mais rápido. Além disso, a proteína é a responsável pela reconstrução da pele e a vitamina C atua ajudando na formação do colágeno. Dependendo da ferida, exige-se, inclusive, suplementação alimentar.

Boca Seca: conceito, causas e sintomas


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Boca seca (xerostomia) significa que você não produz saliva o suficiente para manter sua boca úmida. Todos podemos ter a boca seca, vez ou outra, especialmente se estamos apreensivos, tristes ou sob estresse. Mas se você tem a boca seca sempre ou a maior parte do tempo, isto pode ser desconfortável, causando problemas de saúde mais sérios ou ainda indicar a existência de uma doença mais grave. Isto porque a saliva faz mais do que simplesmente manter a boca úmida - ela ajuda a digerir o alimento, proteger os dentes das cáries, prevenir infecções ao controlar as bactérias da boca e tornar possível a mastigação e a deglutição.

A boca seca pode ocorrer como resultado do uso de medicamentos vendidos com receita médica como anti-histamínicos, anticonvulsivantes, antidepressivos, drogas cardiovasculares, antieméticos, antipsicóticos, sedativos e descongestionantes, entre outros. O uso prolongado de medicamentos de venda livre também pode causar boca seca. As pessoas que se submetem a cirurgia, radioterapia e quimioterapia podem sentir a boca seca. A terapia de radiação, quando aplicada na região da cabeça e pescoço, tem efeitos mais significativos relacionados com a boca seca, em comparação com cirurgia e quimioterapia. Após terapia de radiação aplicada na região da cabeça e do pescoço, as glândulas salivares irradiadas produzem pouca ou nenhuma secreção salivar e a boca seca pode tornar-se um grande desconforto para os pacientes com câncer oral e da faringe. 
 
Outros exemplos de pessoas susceptíveis à xerosotomia são aquelas que sofrem de doenças auto-imunes como a síndrome de Sjögren, caracterizada por olhos secos, boca seca e doenças do tecido conjuntivo (artrite reumatóide, lúpus eritematoso sistêmico, esclerose sistêmica, polimiosite ou doença mista do tecido conectivo). As pessoas que têm diabetes tipo I, esclerose múltipla, esclerodermia, psoríase e doença inflamatória intestinal, fibrose cística também podem apresentar a boca seca.
 
A boca seca pode também decorrer de deficiências nutricionais, como a falta de vitamina A e a riboflavina (vitamina B2).
 
Há vários sintomas presentes na ocorrência da boca seca:
 
- Secura na boca e na garganta
- Saliva mais viscosa
- Aumento de infecções bucais e da faringe.
- Crescimento da placa bacteriana
- Mau hálito
- Úlceras na boca
- Alteração do paladar
- Aparecimento ou evolução da doença cárie
- Desenvolvimento de doença gengival e/ou periodontal
- Dificuldade na fala e deglutição
- Tratamento da boca seca 
 
Se a sua boca seca for causada por remédios vendidos sob receita, seu médico pode reavaliar o tipo de medicamento que você está tomando e eliminar ou ajustar a dosagem daqueles que causam o problema. Os sprays de saliva artificial podem ser usados para ajudar a umedecer a boca e aumentar o fluxo de saliva. Seu médico também pode prescrever pilocarpina, um medicamento que ajuda a estimular a produção de saliva. Você também pode decidir simplesmente beber mais água para matar a sede decorrente da boca seca. Antissépticos orais na forma de enxaguatórios também são indicados como anti-microbianos para controlar a placa bacteriana ou auxiliar no tratamento de infecções bucais. 
 
Entre os recursos que podem ser utilizados em casa para combater a boca seca estão a escovação dos dentes pelo menos duas vezes ao dia com um creme dental com flúor, o uso diário de fio dental, a ingestão de água ou líquidos não açucarados nas refeições e o uso de balas ou gomas de mascar sem açúcar para estimular o fluxo salivar. Procure não respirar pela boca, pois isso aumenta o efeito da boca seca.
 
Consulte o seu médico e dentista se estiver sofrendo desse problema e monitore os medicamentos que você toma e o que você come ou bebe.
 

Prisão de ventre aguda e crônica


Prisão de ventre e intestino preso são os nomes populares pelos quais é conhecida a constipação (ou obstipação) intestinal, um distúrbio comum caracterizado pela dificuldade persistente para evacuar. É preciso considerar, entretanto, que não existe um padrão rígido para classificar a frequência normal de funcionamento dos intestinos, que pode variar de 3 a 12 vezes por semana. Só se considera um quadro típico de constipação, quando ocorrem duas ou menos evacuações por semana e/ou o esforço para evacuar é grande demais e pouco produtivo.

O problema ocasional: prisão de ventre aguda

A prisão de ventre aguda é temporária, ocorre repentinamente e costuma ser uma reação a um acontecimento particular.

O intestino grosso é um órgão muito sensível e pode reagir a diversas influências externas reduzindo ou parando seu movimento peristáltico normal. Isso pode acontecer quando nossa rotina é alterada – como por exemplo uma viagem ou mudança de emprego, e também pode acontecer ao administrarmos um novo medicamento: alguns medicamentos podem causar, como efeito colateral, a prisão de ventre. O intestino grosso pode também reagir aos próprios hormônios do organismo, assim como as mulheres sofrem com a prisão de ventre durante a menstruação ou a menopausa. A prisão de ventre também pode acontecer por conta de alguma obstrução em nossos intestinos cuja gravidade variável exige pronta atenção médica.

Ao sentir a necessidade de fazer com que seu intestino grosso volte a seu ritmo normal, Dulcolax® faz com que o alívio da prisão de ventre seja previsível e efetivo.

No caso de dores estomacais ou sangue nas fezes, consulte seu médico imediatamente.

O problema persistente: prisão de ventre crônica

Em algumas pessoas, o intestino grosso não funciona corretamente, prejudicando sua tarefa de absorção de água, sais minerais e outros nutrientes e eliminar o boloo fecal. Esse problema pode ocorrer por uma série de fatores. Algumas doenças podem causar a prisão de ventre crônica, por necessitarem de tratamento contínuo, que podem alterar as funções naturais do intestino. Algumas vezes, porém, esse problema pode ser causado pelo estilo de vida de cada um: indivíduos que trabalham bastante, por exemplo, não encontram tempo para praticar exercícios físicos, além de ingerir pouca água e fibras, seu intestino grosso pode sofrer com as conseqüências disso.

Se a prisão de ventre persistir por mais uma a duas semanas, ou retornar mesmo depois de restabelecida, visite seu médico. É importante entender por que seu intestino grosso pode não estar funcionando corretamente, e encontrar o melhor tratamento.



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Dani Souto


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Síndrome do ovário policístico


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A síndrome do ovário policístico (SOP), também conhecida como Síndrome de Stein-Leventhal, é uma das endocrinopatias mais comuns entre as mulheres afetando 7% com uma forma leve e 3% com a forma do mundo. É caracterizada por menstruação irregular, ovulação múltipla ou não ovulação, excesso de hormônios masculinos e ovários largos com vários cistos.1

Os ovários são dois órgãos, um de cada lado do útero, responsáveis pela produção dos hormônios sexuais femininos e por acolher os óvulos que a mulher traz consigo desde o ventre materno. Entre 20% e 30% das mulheres podem desenvolver cistos nos ovários, isto é, pequenas bolsas que contêm material líquido ou semi-sólido. São os ovários policísticos, que normalmente não têm importância fisiológica, mas que em torno de 10% estão associados a alguns sintomas. Os outros casos são assintomáticos.

A diferença entre cisto no ovário e ovário policístico está no tamanho e no número de cistos.

A síndrome acomete principalmente mulheres entre 30 e 40 anos e o diagnóstico tornou-se mais preciso com a popularização do exame de ultra-som.

Sintomas

* Alterações menstruais – As menstruações são espaçadas. Em geral, mulher menstrua apenas poucas vezes por ano;

* Hirsutismo – Aumento dos pêlos no rosto, seios e abdômen;

* Obesidade –Ganho significativo de peso piora a síndrome;

* Acne – Em virtude da maior produção de material oleoso pelas glândulas sebáceas;

* Infertilidade.

Causas

Não foi estabelecida ainda a causa específica da síndrome dos ovários policísticos. Sabe-se que 50% das mulheres com essa síndrome têm hiperinsulinismo e o restante apresenta problemas no hipotálamo, na hipófise, nas supra-renais e produz maior quantidade de hormônios masculinos.

Tratamento

Como se trata de uma doença crônica, o tratamento é sintomático.

Mocinhas de 15 ou 16 anos, obesas, com pelos no rosto e no corpo e acne precisam emagrecer. Às vezes, só a perda de peso ajuda a reverter o quadro. Se não forem obesas, a atenção se volta para o controle da produção de hormônios masculinos, o que se consegue por meio de pílulas anticoncepcionais. Essa medicação atua também na unidade pilossebácea reduzindo a produção de sebo e o crescimento dos pelos.

Os casos de infertilidade respondem bem ao clomifeno, um indutor da ovulação. Se isso não acontecer, pode-se estimular os ovários com gonadotrofinas. Atualmente, é possível, ainda, fazer a cauterização por laparoscopia.

Recomendações

* Consulte regularmente seu ginecologista. Não deixe de fazer o exame ginecológico e outros que ele possa indicar;

* Não se descuide. Mulheres com ovário policístico correm maior risco de desenvolver problemas cardiovasculares na menopausa;

* Controle seu peso. A obesidade agrava os sintomas da síndrome do ovário policístico.

Sintomas e as reações do corpo após o consumo de álcool


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O dia seguinte de uma bebedeira nunca é divertido. Além da ressaca moral, o corpo sofre com as consequências fisiológicas. “O etanol, molécula do álcool, é muito tóxico, principalmente para o cérebro e o aparelho digestório”, conta Sérgio Barrichello, clínico geral da clínica Healthme (SP). Depois de ingerida, a bebida passa do estômago e do intestino para o sangue. De lá, segue como se fosse um tsunâmi, estragando o que estiver pela frente. Quando alcança o fígado, é transformada em acetaldeído, substância ainda mais tóxica. “A exposição prolongada das células do corpo a ela provoca uma série de inflamações no organismo”, completa o médico.

Falta de atenção

As inflamações causadas pela bebida comprometem o funcionamento de algumas áreas do cérebro.

Xixi em excesso

Ao chegar ao cérebro, o álcool inibe a produção de ADH, um hormônio antidiurético. Aí, a pessoa sente vontade de urinar o tempo todo. “O suor também aumenta, levando à perda não apenas de água, mas também de minerais, como potássio e magnésio”, explica Marcos Dias de Almeida, coordenador da equipe de transplante hepático do Hospital Israelita Albert Einstein (SP). Esse combo resulta em sede e mal-estar generalizado.

Tremores e cansaço

Resultam da queda do açúcar no sangue.

Dor de cabeça

Devido à desidratação, há uma diminuição do fluxo de sangue para o cérebro, que faz que os vasos da região se dilatem, causando a temida dor.

Fotossensibilidade

intoxicação por álcool afeta todo o sistema nervoso, deixando-o mais debilitado. Como a retina é um prolongamento do nervo óptico, fica mais sensível.

Sem apetite

Uma resposta inflamatória do sistema imunológico ao álcool afeta a vontade de comer.

Náusea, vômito, e dor de estômago

álcool aumenta a produção dos ácidos estomacais e diminui a velocidade com que oórgão se esvazia.

Dores no corpo

Com a perda de água, o organismo elimina sódio e potássio. Esses sais minerais são muito importantes para os músculosSem eles, a massa muscular fica pra lá de vulnerável dolorida.