O que fazer quando se sente dor pelo corpo todo?


Quando tudo dói

A dor geralmente aparece nos ombros e braços, depois se espalha pelo corpo todo, chegando aos ossos, tendões, músculos e articulações. Pode se arrastar por dias, meses e até anos. Junto a esses sintomas pode vir um cansaço inexplicável, o sono que não relaxa.

Também há quem reclame de dificuldade de concentração, depressão, sensação de formigamento em braços e pernas, dores de cabeça e até de cólicas intestinais. Para se livrar do problema, o paciente costuma passar por vários especialistas, antes do diagnóstico de fibromialgia.

Essa demora em se chegar à conclusão de que as dores apontam para fibromialgia reside no fato de não haver nenhum exame laboratorial ou radiológico que comprove o diagnóstico, que é exclusivamente clínico e requer histórico e exame físico detalhados. Dessa forma, consultas médicas rápidas e baseadas em laudos de exames não trazem resultados, o que faz pacientes passarem por diversos médicos, realizarem uma série de exames sem chegarem a nenhum diagnóstico.

O importante para quem tem a síndrome é manter a qualidade de vida, uma vez que até o momento não há cura

Entre os pacientes com o problema, 90% são mulheres. A causa é atribuída ao desequilíbrio de neurotransmissores responsáveis por inibir ou gerar a dor, como a serotonina.

Pesquisas mostram três vezes mais substância P no organismo dos portadores da síndrome, além da queda na produção de serotonina. Há um excesso de agentes que enviam informações dolorosas, somado à redução nos níveis dos que suprimem a dor.

Gatilhos da dor

Acredita-se que há pessoas com predisposição genética para a fibromialgia, mas só manifestam a crise frente a desencadeantes. Os principais são: trauma físico ou emocional, doenças infecciosas (como gripe e hepatite C), perdas prolongadas de sono, grandes modificações hormonais e mudanças climáticas.

O diagnóstico do problema é complexo. Exames radiológicos ou laboratoriais não revelam a síndrome, que tem seu diagnóstico exclusivamente clínico, por meio de história e exame físico detalhados e a palpação de ‘tender points’, ou pontos de tensão. Ao todo são 18 e o critério do Colégio Americano de Reumatologia para o diagnóstico é a presença de dor generalizada pelo corpo por pelo menos 3 meses e a presença de 11 em 18 tender points.

Tratamento e prevenção

Não há vacinas ou outros métodos que possam prevenir o surgimento da doença. O que se pode fazer é adotar atitudes simples que tornem as circunstâncias menos favoráveis à fibromialgia, o que não garante estar fora de perigo.

O importante para quem tem a síndrome é manter a qualidade de vida, uma vez que até o momento não há cura. Muitos dos sintomas podem ser amenizados contando com a ajuda de medicamentos e terapias como a acupuntura, sessões de relaxamento e massagem.

  • Dieta: há expectativa com relação às fontes de triptofano, o aminoácido precursor da serotonina, que ajuda a inibir a dor. Esse aminoácido apresenta-se em quantidade insuficiente no organismo dos portadores da síndrome. O triptofano pode ser encontrado na banana, milho, arroz integral, legumes, leite e mel.

  • Exercícios físicos: músculos sem treinamento são mais vulneráveis a lesões e, por consequência, a desencadear traumas capazes de impulsionar o desenvolvimento da fibromialgia. A recomendação é a realização de exercícios físicos de caráter lento e progressivo, individualizados e sob a orientação de profissional especializado.

  • Estresse: procure afastar-se das fontes de estresse e desenvolver melhores formas de administrá-lo como técnicas de respiração, yoga, meditação e acupuntura. As pessoas estressadas sofrem mais com a dor, insônia e irritabilidade, fatores que podem desencadear a fibromialgia.

  • Sono: perder várias noites de sono pode se tornar fonte de fadiga e dor. O mais indicado é estabelecer um horário para dormir e evitar bebidas que contenham álcool e cafeína e a prática de exercícios físicos exaustivos à noite.

  • Antecedentes familiares: quem tem familiares com fibromialgia deve manter dieta balanceada, praticar exercícios e ter boas noites de sono. Se a dor aparecer, esqueça os analgésicos e procure um especialista no assunto. O tratamento precoce pode evitar a dor crônica.

Seis dicas para manter o peso e a saúde no carnaval




Durante o carnaval é comum ocorrer o abuso de bebidas alcoólicas e das comidas calóricas e gordurosas o que leva ao ganho de peso e à ressaca. Porém, mudanças simples na alimentação podem evitar esses problemas. 

Por isso, a nutricionista do programa de emagrecimento Dieta e Saúde, Priscila Riciardi, destacou seis atitudes simples que tornam possível aproveitar a folia sem engordar ou prejudicar a saúde.  

Comer mais e em menores quantidades

Comer várias vezes ao dia pode passar a sensação de excesso. Porém, é um grande passo para o emagrecimento. Assim, evita-se a sensação ruim de estufamento e a moleza após a refeição, tornando possível se divertir com mais qualidade.  

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Faça pequenas refeições a cada 3 horas e não se preocupe em ficar totalmente satisfeito e com medo de passar fome, você vai comer novamente logo mais! Para colocar o plano em ação, mesmo na rua, uma opção prática é sempre carregar frutas, castanhas e sementes na bolsa.  

Não olhe só as calorias

Vários estudos têm mostrado que dietas com a mesma quantidade de calorias, porém, compostas por diferentes tipos de alimentos, impactam de forma distinta na perda de peso. 

Por isso, a melhor forma de fazer escolhas saudáveis não é olhar a quantidade de calorias, mas os nutrientes que o compõe. Alimentos com fibras, gorduras boas, as monoinsaturadas e poli-insaturadas, vitaminas e minerais devem ser priorizados. Já aqueles com gordura saturada, açúcar e nomes estranhos na lista de ingredientes devem ser evitados.  

Nem tudo que é líquido limpa

Assim como não dá para lavar a roupa com água suja, não dá para limpar o corpo com bebida alcóolica, suco ou refrigerante, mesmo que sejam líquidos. A água é sempre a melhor opção e deve ser consumida preferencialmente entre as refeições ao longo do dia! Para facilitar a adesão deste hábito você pode fazer uso das águas aromatizadas. Deixe de molho na água gelada ingredientes como hortelã, gengibre e casca de maçã e pronto. Chás caseiros sem açúcar como os chás diuréticos de hibisco e cavalinha também são boas opções. 

Mantenha o intestino em ordem


Para limpar o organismo de verdade você precisa estar com o intestino funcionando corretamente. Caso contrário, tudo que fica ali parado passa a produzir substâncias tóxicas que podem ser reabsorvidas pelo organismo. Então, mantenha um bom consumo de fibras, sem se esquecer da água. Boas fontes são as frutas, principalmente pera, maçã e ameixa, vegetais crus e cereais integras e seus farelos como farelo de aveia, quinoa e trigo em grãos. Se você não vai ter muito controle sobre sua alimentação uma boa pedida é carregar um pouco de sementes de chia, linhaça ou a fibra psyllium que podem facilmente ser adicionados a qualquer alimento. 

Reponha as energias

Repor as energias não é necessariamente repor calorias, mas principalmente repor nutrientes. O consumo de álcool, a irregularidade no sono, e todas as mudanças de rotina que você passa no período de carnaval exigem maior quantidade de vitaminas e minerais para manter sua imunidade, seu metabolismo e seu bem estar em dia. Por isso, invista em alimentos muito rico em nutrientes, porém com menor teor de calorias. Para repor os nutrientes e antioxidantes invista em vegetais e frutas de cor verde escura, amarelos e roxos. Para completar combine com castanhas e sementes que são fontes de proteínas e gorduras boas e cereais integrais com maior valor de proteínas como a aveia, a quinoa e o amaranto. Uma boa sugestão é um suco de acerola com couve, farelo de aveia e semente de chia.  

Proteja o seu fígado

O ideal é não consumirmos álcool, mas como no carnaval fica mais difícil resistir à tentação, o melhor é ajudar o fígado a se livrar logo dele. Para começar, nos dias depois do exagero é interessante reduzir ou evitar o consumo de carnes, principalmente as vermelhas, beber muito líquido e fazer uma atividade física para ajudar na eliminação pelo suor. Não realize uma dieta líquida. É muito importante comer alimentos de alta qualidade nutricional como folhas de cor verde escura, alimentos amarelos e arroxeados e cereais integrais. Boas alternativas são as brássicas, como o brócolis, a couve flor, a couve de Bruxelas e a couve. Alcachofra, gengibre, chá verde, cúrcuma e cebola também são ótimas opções. 

Saiba tudo sobre Trombose Venosa Profunda



As artérias levam sangue rico em oxigênio do coração para os órgãos. As veias são responsáveis pelo retorno do sangue dos tecidos para o coração. Após oxigenar os tecidos, o sangue é levado pelas veias até a veia cava, que é a maior veia do corpo humano. E daí para o coração. Há três tipos de veias: superficiais, que ficam localizadas próximo à pele; profundas, localizadas nos músculos; e veias perfurantes, que conectam as veias superficiais às profundas.

A trombose venosa profunda (TVP) consiste na formação de coágulos sanguíneos no interior das veias profundas. Normalmente compromete as veias da pelve, das coxas ou das panturrilhas, mas também pode acometer o braço, o peito ou outras partes do organismo.

A TVP manifesta-se como inchaço significativo, dor, sensação de peso no membro afetado e calor, pelo aumento de temperatura da pele. Pode causar uma complicação conhecida como embolia pulmonar, em que um coágulo formado no interior das veias profundas se fragmenta, viaja através do sistema sanguíneo e se aloja nos pulmões. A embolia pulmonar é uma emergência médica: pode causar a morte em um curto espaço de tempo. No entanto, uma vez diagnosticada, pode ser tratada de forma eficaz.

No que diz respeito aos sintomas, metade dos casos de TVP são assintomáticos. Quando presentes, os sintomas podem variar bastante dependendo da localização e do tamanho do coágulo. Alguns sintomas possíveis incluem inchaço significativo, sensibilidade, dor na perna (que piora ao caminhar ou ficar em pé), e pele com aumento da temperatura e coloração azul ou vermelha.

Causas

A TVP é resultado de um problema no sistema de coagulação: um pequeno coágulo dá origem a uma inflamação, que por sua vez forma novos coágulos. Quando as pernas ficam imóveis por muito tempo, o fluxo sanguíneo venoso fica muito lento ou estagnado, aumentando a possibilidade de formação de coágulos e, consequentemente, o risco de TVP.

Abaixo são listadas algumas causas:

  • Cirurgia de grande porte nos quadris, joelhos, pernas, panturrilhas, abdômen, tórax e cérebro.

  • Fratura na bacia ou nas pernas

  • Viagens prolongadas (às vezes chamada de síndrome da classe econômica, em função do pouco espaço para as pernas que os assentos de aviões dessa classe apresentam; no entanto, o desenvolvimento de TVP como resultado de viagens de avião é raro)

  • Distúrbios hereditários da coagulação

  • Cateter longo e fino inserido em alguma veia do braço

  • Uso de marcapasso ou desfibrilador cardioversor implantável

  • Presença de tumor próximo a uma veia

  • Câncer

  • Realização de atividades vigorosas repetitivas com os braços (por exemplo, em atletas levantadores de peso e nadadores)

Outros fatores que podem aumentar as chances de desenvolver TVP são obesidade, doença inflamatória intestinal, história de ataque cardíaco, derrame ou insuficiência cardíaca congestiva, gravidez e uso de pílulas anticoncepcionais.

Ser submetido a uma cirurgia de grande porte é a principal causa de TVP. Abaixo são listadas algumas medidas que podem ser tomadas antes da realização de uma cirurgia para evitar o problema:

  • Tomar anticoagulantes antes e logo após a cirurgia (com prescrição médica)

  • Utilizar aparelhos de compressão pneumática ou meias de compressão elástica nos membros inferiores durante e após a cirurgia

  • Caminhar ou fazer outros exercícios com as pernas assim que possível após a cirurgia



Diagnóstico

O primeiro passo no diagnóstico da TVP é uma entrevista detalhada feita pelo médico, incluindo aspectos como saúde geral, história familiar e sintomas. Paralelamente a essa entrevista, o médico realiza um exame clínico. Na grande maioria dos casos, o diagnóstico é feito baseado na história e no exame clínico. O diagnóstico é confirmado através da realização de uma ecografia vascular com Doppler. O exame de venografia raramente é indicado na prática médica atual, exceto nos casos de confirmação diagnóstica em estudos científicos.

A ecografia vascular com Doppler é o exame padrão para confirmar o diagnóstico. É indolor, de baixo custo e permite que o médico verifique a velocidade do fluxo sanguíneo, visualize a estrutura das veias e até mesmo os coágulos.

A venografia é um exame de raio X que permite visualizar a anatomia das veias e, às vezes, os coágulos dentro das veias. O exame utiliza uma solução de contraste que torna as veias visíveis no raio X. Raramente é indicada, como já foi comentado.

Tratamento

Normalmente, o tratamento da TVP é realizado com medicamentos ou procedimentos minimamente invasivos. Casos submetidos a tratamento cirúrgico são raros. A seguir são descritos os principais tratamentos.

Tratamento medicamentoso: É o tratamento padrão. O principal medicamento utilizado em pacientes com TVP é a heparina, um anticoagulante administrado por via endovenosa ou subcutânea que evita a formação de novos coágulos e impede que coágulos já formados aumentem de tamanho (a heparina não consegue dissolver coágulos já existentes). O tratamento com heparina costuma ter a duração de 5 a 7 dias. Após esse período, o tratamento continua por mais 6 meses com um anticoagulante de administração oral. Exames de sangue são realizados periodicamente durante o tratamento, a fim de monitorar o nível de anticoagulação da circulação, já que doses muito altas podem causar hemorragia.

Trombólise: Procedimento realizado para dissolver coágulos através da injeção direta de substâncias através de um cateter. A trombólise apresenta um índice maior de complicações hemorrágicas e derrame quando comparada com a terapia anticoagulante; por outro lado, permite dissolver coágulos maiores.

Trombectomia venosa: Procedimento disponível, porém usado mais raramente, que consiste na remoção de um coágulo de veia profunda. Essa cirurgia é indicada para um tipo específico de TVP grave, chamado de flegmasia cerúlea, que não responde a outro tipo de tratamento e pode causar a morte do tecido (gangrena) e consequente amputação.

Filtro de veia cava: Esta alternativa consiste na implantação de um filtro especial de metal que oferece proteção contra a ocorrência de embolia pulmonar para pacientes com contra-indicações para o tratamento anticoagulante ou aqueles que não responderam ao tratamento medicamentoso. A veia cava é a maior veia abdominal; leva sangue de volta para o coração e os pulmões. O filtro atua capturando coágulos que se soltaram das veias das pernas e impedindo que eles cheguem até os pulmões. A colocação do filtro é feita através de um cateter inserido em uma veia da perna, do pescoço ou do braço. A indicação do implante do filtro de veia cava deve ser criteriosa e amplamente discutida com a equipe médica, já que uma série de complicações têm sido observadas após o implante inadequado desse dispositivo.

Meias de compressão elástica: Meias de compressão elástica com graduação devem ser prescritas para reduzir o inchaço das pernas e impedir que o sangue fique estagnado.

Cuidados vasculares e no pé de diabéticos para evitar a amputação


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Pacientes diabéticos apresentam um excesso de glicose (açúcar) no sangue devido à sua incapacidade de produzir insulina ou de utilizá-la de forma eficiente. A insulina transporta a glicose para as células, que por sua vez transformam glicose em energia. Os diabéticos são suscetíveis a um comprometimento mais significativo da circulação arterial do que os não-diabéticos. As complicações neurovasculares mais frequentes causadas pelo diabetes são listadas a seguir:

  • Obstruções, ou o chamado endurecimento das artérias

  • Retinopatia, ou crescimento anormal dos vasos sanguíneos da retina

  • Nefropatia, doença renal associada com diabetes

  • Neuropatia, doença nos nervos que causa perda de sensibilidade nos pés ou nos dedos dos pés

Fora essas complicações específicas, colesterol alto, hipertensão arterial e doença das coronárias (comprometimento das artérias do coração) também estão frequentemente associadas ao diabetes.

O monitoramento dos níveis de glicose é a melhor maneira de controlar ou evitar o surgimento de problemas vasculares no diabetes. A falta de controle do diabetes e a ausência de hábitos saudáveis pode causar sérios problemas de saúde, como perda de visão, doença renal, derrame, ataque cardíaco ou ferimentos nos pés. Em alguns casos, pode ocorrer morte de tecido (gangrena), que por sua vez pode levar a infecção e consequente amputação.

O descaso com o controle da glicemia é a principal causa de amputação não traumática dos membros inferiores.

Sintomas

Problemas vasculares relacionados ao diabetes podem apresentar os seguintes sintomas:

  • Visão embaralhada

  • Pontos flutuantes na visão, chamados de moscas flutuantes

  • Inchaço da face e dos membros ou aumento de peso repentino

  • Urina turva

  • Ferimentos nos pés

  • Perda de sensibilidade ou sensação de queimação nas mãos ou nos pés

  • Dor nas pernas ao caminhar

  • Pressão alta

  • Dores no peito

Pacientes diabéticos têm um risco maior de desenvolver doenças vasculares, e esse risco aumenta de forma proporcional ao tempo da doença. Outros fatores de risco relacionados são pressão alta, fumo, sedentarismo, sobrepeso e dieta rica em gordura.

A principal forma de evitar as doenças vasculares no diabetes é adotando um estilo de vida saudável. Isso inclui parar de fumar, manter uma dieta saudável e fazer exercícios regularmente. Os níveis de glicose devem ser verificados várias vezes ao longo dia, conforme indicação médica, e os pés devem ser mantidos sempre saudáveis, hidratados e protegidos contra possíveis lesões.

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Cuide melhor do seu pé

—Todo diabético deve controlar a glicemia e seguir o tratamento corretamente

— A higiene do pé diabético tem que ser diária, com sabão e água morna a 35º C

— Opte por lixar a unha e evite tirar a cutícula. Se precisar cortá-la, deixe os cantos e faça o corte reto

— Hidrate os pés com cremes, pois a pele do pé diabético tende a ficar seca e rachar

— Use meias de algodão, de preferência de cor clara, para o pé respirar melhor e evitar micose

— O calçado deve ter sola de borracha para deixar o calcanhar do pé estável. Evite sapatos com material de plástico e de pano

Cistite: causas, sintomas e tratamentos


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A cistite é uma inflamação na bexiga, normalmente causada por infecção de bactérias naturais da flora intestinal. Embora seja muitas vezes usada como sinônimo de infecção do trato urinário por leigos e até por médicos, à rigor a cistite pode ter outras causas.

Causas

A cistite é causada por germes, em geral bactérias que entram pela uretra e chegam até a bexiga. Essas bactérias podem levar a infecções, mais comumente na bexiga. A infecção pode se espalhar para os rins.

Na maioria das vezes, o corpo consegue eliminar as bactérias na urina. No entanto, às vezes as bactérias podem ficar presas na parede da uretra ou da bexiga ou crescer tão rapidamente que algumas bactérias permanecem na bexiga.

As mulheres tendem a ter mais infecções que os homens porque têm uma uretra mais curta e próximo ao ânus. Por esse motivo, as mulheres têm maior probabilidade de ter infecções depois da atividade sexual ou ao usar um diafragma como contraceptivo. A menopausa também aumenta o risco de infecções no trato urinário.

Sintomas

* Necessidade urgente de urinar com frequência;

* Escassa eliminação de urina em cada micção;

* Ardor durante a micção;

* Dores na bexiga, nas costas e no baixo ventre;

* Febre;

* Sangue na urina nos casos mais graves.

Tratamento

As cistites infecciosas são tratadas com antibióticos de acordo com o resultado da urocultura. Se uma causa for encontrada, essa deverá ser eliminada (por exemplo, um cálculo renal).

Os antibióticos orais são recomendados porque há um risco de que a infecção se propague para os rins.

  • Para uma infecção simples de bexiga, recomenda-se antibióticos por 3 dias para as mulheres e de 7 a 14 dias para os homens. Para uma infecção de bexiga com complicações, como gravidez ou diabetes, OU uma infecção renal branda, recomendamse antibióticos de 7 a 14 dias.
  • É importante terminar todo o tratamento com antibiótico, mesmo que você se sinta melhor. As pessoas que não tomam os antibióticos até o fim podem desenvolver uma infecção mais difícil de tratar.

As cistites não infecciosas são mais complexas no que tange ao seu tratamento. Analgésicos, anti-inflamatórios, miorelaxantes, anti-espasmódicos, anestésicos locais são recursos muito utilizados.

Medidas gerais também funcionam como calor local, alcalinizantes da urina, chás. Em situações extremas, como na cistite intersticial avançada, a bexiga é removida do paciente.

Saiba tudo sobre a Hérnia de Spiegel


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Hérnia é uma palavra derivada do latim, que significa ruptura de uma porção de uma dada estrutura. Cientes de tal definição, hérnia da parede abdominal pode ser conceituada como protrusão do conteúdo abdominal por meio de defeitos congênitos ou adquiridos de sua parede.

A hérnia de Spiegel, ou ventral lateral, é o tipo mais raro de hérnia. Muitas vezes difícil de diagnosticar, essa doença pode ter complicações graves se não for tratada.

O que causa a hérnia de Spiegel?

A hérnia de Spiegel, assim como os outros tipos, pode resultar de um defeito inato do tecido conjuntivo, levantamento de peso, atividades esportivas, obesidade, tosse, gravidez, infecção pós-operatória, fluido abdominal e dificuldade de urinar ou evacuar. A hereditariedade também é um fator na probabilidade de um indivíduo desenvolver uma hérnia de Spiegel. O quadrante inferior da parede abdominal enfraquece conforme a doença progride devido à passagem do tempo e à pressão de atividades.

Sintomas e diagnóstico

O âmbito dos sintomas ao longo da parede abdominal inferior pode incluir sensibilidade, dor e uma massa ou tecido saliente. Vômitos e náuseas são prováveis se a hérnia de tecido estiver causando uma obstrução intestinal. Uma dor persistente com uma obstrução intestinal pode ser um sinal de uma hérnia impedindo a circulação, o que reduz o fluxo de sangue para o intestino e exige uma atenção médica para evitar que ele se torne gangrenoso. Se a condição for congênita, ela torna-se mais evidente quando a criança chora ou está chateada. Geralmente, é difícil diagnosticar uma hérnia de Spiegel devido à alta ocorrência de confinamento da massa dolorosa. A principal forma de diagnóstico é pelo exame físico, que é seguido por uma ultrassonografia ou uma tomografia computadorizada. Esses testes são úteis para evitar complicações.

Tratamento

É necessária uma cirurgia para reparar uma hérnia de Spiegel, uma vez que é possível que ela impeça a circulação sanguínea. A cirurgia laparoscópica ou convencional, através da incisão, pode ser realizada para recolocar os órgãos deslocados na sua posição, depois de os conteúdos serem removidos da hérnia para sutura. A parede abdominal ferida é reforçada com uma malha cirúrgica para prevenir  a reincidência. Se a malha não for colocada no local, é mais provável de a hérnia retornar. A reparação com a malha é um procedimento básico altamente confiável. O tempo de recuperação do paciente é relativamente curto — cerca de duas semanas — e geralmente é tranquilo após qualquer método cirúrgico. O método laparoscópico é favorecido para minimizar as chances de infecção e reduzir o tempo de internação hospitalar. Um exame de acompanhamento pós cirúrgico com o médico assistente é comum para excluir qualquer complicação, para que o paciente possa retornar às suas atividades normais.

O que é paralisia cerebral, seus sintomas e causas


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A paralisia cerebral é uma lesão cerebral que acontece, em geral, quando falta oxigênio no cérebro do bebê durante a gestação, no parto ou até dois anos após o nascimento - neste caso, pode ser provocada por traumatismos, envenenamentos ou doenças graves, como sarampo ou meningite.

Dependendo do local do cérebro onde ocorre a lesão e do número de células atingidas, a paralisia danifica o funcionamento de diferentes partes do corpo. A principal característica é a espasticidade, um desequilíbrio na contenção muscular que causa tensão e inclui dificuldades de força e equilíbrio. Em outras palavras, a lesão provoca alterações no tônus muscular e o comprometimento da coordenação motora. Em alguns casos, há também problemas na fala, na visão e na audição.

Ter uma lesão cerebral não significa, necessariamente, ser acometido de danos intelectuais, mas em 75% dos casos as crianças com paralisia cerebral acabam sofrendo comprometimentos cognitivos.

Sintomas de Paralisia cerebral

Os sintomas de paralisia cerebral podem divergir muito entre as pessoas com esse conjunto de distúrbios. Os sintomas podem:

  • Ser muito brandos ou muito graves
  • Envolver somente um lado do corpo ou ambos
  • Ser mais pronunciados nos braços ou nas pernas, ou envolver tanto os braços quanto as pernas

Normalmente, os sintomas são observados antes da criança completar 2 anos de idade e, às vezes, têm início logo aos três meses. Os pais podem notar que seu filho está atrasado em sua capacidade de alcançar as coisas e nos estágios de desenvolvimento como sentar, rolar, engatinhar e andar.

Existem vários tipos diferentes de paralisia cerebral. Algumas pessoas apresentam uma mistura dos sintomas.

Os sintomas de paralisia cerebral espástica, o tipo mais comum, incluem:

  • Músculos muito rígidos e não se alongam. Eles podem ficar ainda mais rígidos com o tempo.
  • Andar (marcha) anormal: braços dobrados para os lados
  • joelhos cruzados ou se tocando
  • as pernas fazem movimentos de "tesouras"
  • andar na ponta dos pés
  • As articulações são rígidas e não abrem totalmente (denominada contratura articular)
  • Fraqueza muscular ou perda dos movimentos em um grupo de músculos (paralisia)
  • Os sintomas podem afetar um braço ou perna, um lado do corpo, as duas pernas, ou os dois braços e as duas pernas

Os sintomas a seguir podem ocorrer em outros tipos de paralisia cerebral:

  • Movimentos anormais (contorcidos, convulsivos ou retorcidos) das mãos, pés, braços ou pernas quando acordado, que pioram durante períodos de estresse
  • Tremores
  • Marcha oscilante
  • Perda de coordenação
  • Músculos flácidos, especialmente em repouso, e articulações que se movimentam muito

Outros sintomas cerebrais e no sistema nervoso:

  • É comum a diminuição da inteligência ou da capacidade de aprendizado, mas a inteligência pode ser normal
  • Problemas de fala (disartria)
  • Problemas de audição e visão
  • Convulsões
  • Dor, especialmente em adultos (pode ser difícil de controlar)

Sintomas alimentares e digestivos

  • Dificuldade para sugar ou se alimentar em bebês, ou mastigar e engolir em crianças mais velhas e adultos
  • Problemas de deglutição (em todas as idades)
  • Vômito ou constipação

Outros sintomas:

  • Aumento da baba
  • Crescimento mais lento do que o normal
  • Respiração irregular
  • Incontinência urinária

Causas da Paralisia

Desde que o médico inglês William Little, nos anos 1860s, descreveu pela primeira vez as alterações clínicas encontradas em uma criança com PC e relacionou estas alterações com hipóxia (baixa de oxigênio), se valorizou muito o papel da hipóxia perinatal e dos traumas de parto como fatores determinantes de lesões cerebrais irreversíveis. E mesmo depois de Sigmund Freud, em 1897, ter chamado a atenção para o fato de que se muitas das crianças apresentavam além das alterações motoras, outros problemas, tais como, retardo mental, convulsões e distúrbios visuais, o mais provável é que a causa pudesse estar também relacionada com agressões ocorridas em fases bem mais precoces da vida intra-uterina, a hipóxia perinatal foi considerada até recentemente como a principal causa de PC. O pensamento de Freud era que em certos casos, os problemas ao nascer seriam, na realidade, conseqüência de um desenvolvimento anormal do cérebro.

Durante anos, essas observações de Freud não foram muito valorizadas até que no final dos anos 1980s, pesquisas importantes realizadas nos Estados Unidos e na Austrália demonstraram que tanto a hipóxia quanto outros problemas neonatais não são as principais causas de PC e que na maioria das crianças com PC a causa era desconhecida. Desordens genéticas, fatores teratogênicos ou outras influências nas fases iniciais da gravidez teriam que ser mais intensamente investigadas. Com os avanços da tecnologia para diagnóstico, principalmente nas áreas da imagem e da genética, uma melhor compreensão das causas de PC vem sendo cada vez mais possível. Um número significativo de crianças que antes recebiam o diagnóstico de PC por hipóxia perinatal porque demoraram para chorar e tiveram cianose (ficaram roxinhas), hoje, depois da ressonância magnética, recebem o diagnóstico de uma malformação cerebral, e a implicação deste fato é que a causa do problema é uma desordem genética ou um fator agressivo ocorrido nas primeiras semanas ou meses de gestação.

Dentre as causas pré-natais, além das desordens genéticas, as mais importantes são infecções congênitas (citomegalia, toxoplasmose, rubéola) e hipóxia fetal decorrente de complicações maternas, como no caso das hemorragias. A exposição da mãe a substâncias tóxicas ou agentes teratogênicos tais como radiação, álcool, cocaína e certas medicações principalmente nos primeiros meses de gestação são fatores de risco que têm que ser considerados.

As causas perinatais estão relacionadas principalmente com complicações durante o parto, prematuridade e hiperbilirrubinemia.

As principais causas de paralisia cerebral pós-natal são infecções do sistema nervoso central (meningites e encefalites), traumatismo crânio-encefálico e hipóxia cerebral grave (quase afogamento, convulsões prolongadas e parada cardíaca).

Distrofia muscular: tipos, sintomas e tratamentos


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Distrofias musculares constituem um grupo de mais de 30 doenças genéticas, muitas delas ligadas ao cromossomo X, que afetam primariamente os músculos e provocam sua degeneração progressiva.

Inicialmente estudada por Guillaume Duchenne em 1868, quando passa a ser conhecida por Distrofia pseudo-hipertrófica ou distrofia muscular de Duchenne, foi anteriormente pesquisada pelo cirurgião escocês Charles Bell e pelo médico inglês Edward Meryon, época em que eram dados os primeiros passos na direção de compreender as suas causas.

Em 1879, o neurologista inglês William Gowers descreveu, a partir de observações, que meninos portadores de distrofia muscular de Duchenne apresentavam o que se passou a chamar de sinal de Gowers, que são movimentos e apoios particularmente característicos dos portadores da doença ao levantarem-se do chão.

A alteração em certos genes é responsável pela falta ou baixa produção de proteínas essenciais para o desenvolvimento da musculatura. As mulheres são portadoras assintomáticas, mas os homens manifestam a doença que pode ocorrer por herança genética recessiva, por mutação nova e espontânea do gene, ou por um erro genético durante a formação da criança.

Tipos

Distrofia muscular de Duchenne e distrofia muscular de Becker são os tipos mais conhecidos e frequentes das distrofias musculares, mas existem outros classificados de acordo com a produção anormal de determinadas proteínas musculares.

Existem formas leves de distrofia muscular de evolução lenta que só se manifestam na vida adulta. Um exemplo é a distrofia fácio-escápulo-umeral que afeta os músculos da face e da cintura escapular, região do organismo relacionada com o funcionamento e a mobilidade do membro superior.

Os diferentes tipos de distrofia muscular são classificadas de acordo com a forma pela qual são herdadas e pela parte do corpo que acometem. Algumas começam na infância, outras na idade adulta, algumas afetam ambos os sexos, e existe uma grande diferença na gravidade dentre as distrofias.

As distrofias musculares mais frequentes são a distrofia muscular de Duchenne, a distrofia muscular de Becker, a distrofia muscular das cinturas (também chamada de Erb), a distrofia muscular miotônica (ou de Steinert), e a distrofia fascio-escapulo-humeral (ou de Landouzy-Dejerine)

Sintomas

O quadro clínico é extremamente variável. A mutação de um gene que determina a ausência de determinada proteína pode gerar uma doença mais leve ou mais grave. Entre os sintomas principais destacam-se:

* Atrofia e fraqueza muscular progressiva;

* Retardo e comprometimento da ambulação;

* Déficit muscular progressivo e generalizado;

* Comprometimento da musculatura respiratória e cardíaca.

Diagnóstico

O exame de sangue para análise do DNA e a biópsia do músculo são de extrema importância para estabelecer o tipo de distrofia muscular.

Tratamento

O uso de corticoides (prednisona e deflazocort) revigora um pouco a força muscular e a função respiratória. A esperança, porém, está na terapia genética, talvez a única forma de tratamento possível e eficaz para cura dessas doenças que, nas formas graves e nas formas congênitas, impedem que a criança viva por muito tempo.

Recomendações

* O objetivo das pesquisas com células-tronco é poder tratar de doenças como as distrofias musculares, que levam à degeneração progressiva dos músculos, por falta de uma proteína específica. Por enquanto, elas são incuráveis;

* Manter criteriosamente o tratamento prescrito pelos médicos e as sessões de fisioterapia são formas de controlar um pouco a evolução dessas enfermidades;

* Não perca a esperança. Talvez mais cedo do que se prevê, as pesquisas indiquem o caminho que tornará possível recompor a integridade do músculo.

Mulheres negras têm mais dificuldade em perder peso, diz estudo



Mulheres negras têm mais dificuldade em perder peso, diz estudo
A idade, o metabolismo e até mesmo os genes podem levar a culpa pela falta de sucesso ao tentar emagrecer. No entanto, de acordo com uma nova pesquisa realizada pela University of Pittsburgh School of Medicine, a etnia também pode influenciar no processo da perda de peso. As informações são do Daily Mail. Segundo os estudiosos, as mulheres afro-americanas precisam comer menos calorias e fazer mais exercícios para eliminar a mesma quantidade de peso que as caucasianas, e os cientistas acreditam que isso acontece porque elas têm um metabolismo mais lento. Pesquisas anteriores já apontavam que as negras não perdiam tantos quilos quanto as brancas durante uma dieta, no entanto, com este novo estudo, os pesquisadores afirmam que as afro-americanas eliminam, em média, 3 quilos a menos do que as caucasianas, mesmo seguindo o mesmo regime.
 
Para chegar a este resultado, os cientistas analisaram a oscilação de peso, o gasto de energia, as atividades físicas e a ingestão de calorias de 39 afro-americanas e 66 caucasianas, todas obesas e participantes de um programa de perda de peso com duração de seis meses. As negras seguiram as regras da dieta à risca, mas foi constatado que perderam, em média, 3 quilos a menos do que as brancas. “Nós prescrevemos quantas calorias são permitidas e quanta atividade física é necessária durante uma intervenção de perda de peso baseados na premissa de que as pessoas do mesmo peso têm ritmos de metabolismo semelhantes”, explicou James DeLany, professor da divisão de endocrinologia e metabolismo da Pitt School of Medicine. “Mas, se levarmos em consideração que o ritmo do metabolismo das afro-americanas é mais lento, elas deveriam reduzir o número de calorias que comem ou se exercitar mais para perder a mesma quantidade de quilos que as caucasianas”, concluiu.

Com informações do Portal Terra.

Saiba mais sobre a Cirrose



Cirrose é o nome dado à patologia que afeta um órgão, transformando o tecido formado pelas suas células originais em tecido fibroso, por um processo habitualmente chamado fibrose ou esclerose. Geralmente o termo cirrose é utilizado para designar a fibrose no fígado.

Causas:
  • Hepatite autoimune
  • Lesão hepática induzida por drogas ou toxinas
  • Lesão hepática induzida pelo álcool
  • Hepatites virais B, C e D
  • Doenças metabólicas
    • Deficiência de alfa-1-antitripsina
    • Doença de Wilson
    • Hemocromatose
  • Distúrbios vasculares
    • Insuficiência cardíaca direita crônica
    • Síndrome de Budd-Chiari
  • Cirrose biliar
    • Cirrose biliar primária
    • Cirrose biliar secundária a obstrução crônica
    • Colangite esclerosante primária
  • Atresia biliar
  • Insuficiência congênita de ductos intra-hepáticos (Síndrome de Alagille)
  • Cirrose criptogênica (causa desconhecida)

Fatores de Risco

  • Sexo: Homens: acima de 55 anos estão mais sujeitos a cirrose, doenças biliares e neoplasias hepatobiliares. Mulheres são mais sujeitas a hepatite autoimune quando jovens e na meia-idade, ou cirrose biliar primária acima dos 40 anos (a última é 9 vezes mais freqüente em mulheres do que em homens).

  • História familiar: A hemocromatose envolve mais homens que mulheres e é associada a diabetes, cardiopatia e pigmentação de pele. A deficiência de alfa-1 antitripsina é associada a doença pulmonar e aparecimento em pacientes mais jovens. A doença de Wilson é sugerida pela coincidência de anormalidades neurológicas e faixa etária mais jovem.


Fígado cirrótico em paciente com hemocromatose

  • Hábitos pessoais e exposições: dentre todos os fatores, o etilismo merece ênfase especial devido à sua prevalência. Em homens, estima-se que o consumo de 60-80 gramas de álcool por dia por 10 anos estabelece risco para o desenvolvimento de cirrose (em mulheres, 40-60 g).

  • Antecedentes pessoais: episódios pregressos de hepatite, uso de drogas endovenosas, icterícia ou transfusões sangüíneas aumentam o risco de hepatites virais. Episódios prévios de pancreatite ou hepatite alcoólicas indicam consumo suficiente de álcool para desenvolver cirrose alcoólica. Colecistectomia e cirurgia biliar prévias representam maior risco para desenvolvimento de estenoses biliares e cirrose biliar secundária.

Tratamento

 Não há um tratamento específico para a cirrose. Como conseqüência de diversas patologias diferentes, o tratamento visa interromper a progressão dessas doenças que, em alguns casos, pode levar também a reversão parcial do grau de cirrose e hipertensão portal.

 Além do tratamento da doença de base, o portador de cirrose pode apresentar diversas complicações comuns que devem ser investigadas e tratadas adequadamente, entre elas a hemorragia por varizes esofágicas, a ascite (e peritonite bacteriana espontânea), a desnutrição, a encefalopatia hepática e o hepatocarcinoma.

 Diversos tratamento já foram tentados para reverter especificamente o grau de fibrose na cirrose, mas nenhum com real eficácia até o momento. Atualmente, o campo mais promissor é o estudo das células esteladas do fígado, que estão envolvidas no processo de cicatrização e que poderiam reverter as mesmas. Estudos também estão sendo realizados para o uso de células-tronco, que poderiam se diferenciar em hepatócitos e melhorar o funcionamento do fígado, mas os resultados ainda não são animadores e este tipo de tratamento não é realizado fora de pesquisas.

 O único tratamento definitivo para a cirrose hepática é o transplante de fígado, onde o fígado cirrótico é subtituído (por um fígado inteiro, no caso de doador cadáver, ou de parte dele, no caso de transplante intervivos). Este tratamento (agora regulamentado por nova portaria), tem uma taxa de sucesso cada vez maior com o aprimoramento da técnica cirúrgica e medicamentos envolvidos.

Saiba tudo sobre Epicondilite


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Epicondilite é o nome da inflamação, dor ou sensibilidade na região do epicôndilo lateral ou medial do úmero, o osso do braço.

Sintomas da epicondilite?
- Dor face lateral Cotovelo
- Piora da dor aos esforços
- Limitação dos movimentos de preensão na mão
  Dificuldade para segurar objetos.

Exame Físico

A palpação inicia-se pela identificação dos epicôndilos lateral, medial e ponta do olécrano. Na face lateral palpa-se a origem da musculatura extensora do punho e dedos, complexo ligamentar lateral e cabeça do rádio. A dor localizada no epicôndilo lateral e na origem da musculatura extensora do punho é sugestiva de epicondilite lateral ou síndrome do túnel radial. O exame deverá continuar com a palpação da cabeça do rádio em uma depressão logo abaixo da musculatura extensora do punho. Esta será realizada durante a pronossupinação, em graus variáveis de flexoextensão, avaliando-se seu contorno e integridade. O teste clínico específico para a epicondilite lateral tem o objetivo de reproduzir a dor experimentada pelo paciente. O teste conhecido como de Cozen é realizado com o cotovelo em 90º de flexão e com o antebraço em pronação. Pede-se ao paciente que realize a extensão ativa do punho contra a resistência que será imposta pelo examinador. O teste será positivo quando o paciente referir dor no epicôndilo lateral, origem da musculatura extensora do punho e dedos.

O teste alternativo, conhecido como de Mill, é realizado com o paciente com a mão fechada, o punho em dorsiflexão e o cotovelo em extensão. O examinador, então, forçará o punho em flexão e o paciente é orientado a resistir ao movimento. Em caso positivo, o paciente sentirá dor no epicôndilo lateral.

Tratamento

O tratamento da epicondilite geralmente é conservador, sendo cirúrgico apenas se não houver remissão (total ou parcial progressiva) com o tratamento medicamentoso e fisioterápico em um período de 3 meses. A primeira medida sempre será procurar retirar ou minimizar a causa da afecção: o esforço repetitivo ou a sobrecarga local. Em conjunto emprega-se tratamento medicamentoso com antiinflamatório e fisioterapia local. Estes tratamentos variam de caso a caso.

Estomatite Infantil: sintomas e tratamento


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A estomatite é uma infecção viral bastante comum em crianças que provoca várias aftas na boca e garganta, causando muitas vezes grande desconforto e dor. Apesar disto, geralmente não há motivos para maior preocupação.

Apesar de atingir pessoas de ambos os sexos e de qualquer idade, é na criança que seus sintomas são mais sentidos, porque causam febre, irritabilidade e falta de apetite, gerando enormes preocupações em seus pais.

Dois a cinco dias após o contato (periodo de incubação) com outro alguém com esse quadro (através de pele ou mucosas), começam alguns sintomas gerais como:

• Mal estar;

• Falta de apetite;

• Dificuldade ou dor para engolir sólidos e até líquidos

• Febre. (até 40 graus Celsius)

As feridas são pequenas (de 1 a 5 milímetros de diâmetro), acinzentadas ou amareladas no centro e avermelhadas por fora. Sua gravidade e localização depende muito do tipo de vírus que está provocando a estomatite.

As lesões podem aparecer na gengiva, na parte interna das bochechas, no fundo da boca, nas amígdalas, na língua ou no céu da boca. As gengivas podem ficar ainda inflamadas e sangrar facilmente.

Como essas aftas costumam ser doloridas, seu filho possivelmente ficará irritado, vai babar mais que o de costume e perderá o apetite e até a sede (dói para engolir). Mau hálito e febre (de até 40 graus Celsius) também podem aparecer, e os gânglios do pescoço tendem a ficar inchados e sensíveis.

Como são as lesões?

As feridas são pequenas (de 1 a 5 milímetros de diâmetro), acinzentadas ou amareladas no centro e avermelhadas por fora. Sua gravidade e localização depende muito do tipo de vírus que está provocando a estomatite.

As lesões podem aparecer na gengiva, na parte interna das bochechas, no fundo da boca, nas amígdalas, na língua ou no céu da boca. As gengivas podem ficar ainda inflamadas e sangrar facilmente.

Como essas aftas costumam ser doloridas, seu filho possivelmente ficará irritado, vai babar mais que o de costume e perderá o apetite e até a sede (dói para engolir). Mau hálito também pode aparecer, e os gânglios do pescoço tendem a ficar inchados e sensíveis.

Esse quadro pode levar de uma semana até 10 dias para sua total recuperação, se não houver complicações. Não é raro, esse quadro se repetir algumas vezes durante a vida de quem teve essa primeira infecção.

Tratamento

O tratamento da estomatite deve levar em conta os sintomas gerais

A primeira coisa para lembrar é que, como é uma infecção causada por vírus, antibióticos não fazem efeito nenhum.

Analgésicos e antitérmicos podem ajudar a diminuir a dor e a febre. Neste caso, procure seu Pediatra para orientá-la. NUNCA medique seu filho sem orientação médica.

A limpeza da boca, mesmo com sangramentos, pode e deve ser tentada. Se não for aquela tradicional com escovação e pasta de dente, pelo menos alguma tentativa para manter o ambiente bucal menos propício para o desenvolvimento de infecções com agravação do quadro inicial.

 

Dicas

Embora a criança não tenha vontade de beber nada por causa da dor ao engolir, é importantíssimo mantê-la hidratada. Tente oferecer bebidas mais frias, não ácidas e não gasosas -- água, milk shakes ou sucos diluídos (de maçã, por exemplo) são boas opções. A desidratação pode aparecer rapidamente em crianças pequenas.

Procure dar alimentos mais frios também, como sorvete e iogurte, e comidas menos temperadas, como macarrão só na manteiga ou com azeite e purê de batata ou mandioquinha.

Evite alimentos ácidos (laranja, abacaxi, tomate, morango, kiwi, limão) ou muito temperados (sal, pimenta, alho).

 

Existe prevenção?

É difícil impedir as estomatites, já que o vírus está no corpo de tantos adultos e crianças e é facilmente transmitido (assim como o coxsackie) através do contato normal entre pessoas. O que é possível fazer é não deixar as crianças perto de alguém que esteja com uma infecção por herpes ativa ou qualquer lesão na boca (e isso incluí você também).

Para proteger os outros, não mande seu filho para a escolinha enquanto estiver doente. Isso vale tanto  para evitar que outras crianças adoeçam também pelo contágio.

Se as feridinhas na boca forem causadas pelo herpes, o vírus ficará no corpo para sempre. A boa notícia, no entanto, é que o primeiro surto de estomatite costuma ser o pior, e o problema não necessariamente se repetirá a toda hora.

Prevenção e Tratamento da Embolia Pulmonar


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A embolia pulmonar é a obstrução repentina de uma artéria pulmonar causada por um êmbolo.

De modo geral, as artérias não obstruídas podem enviar sangue suficiente até à zona afectada do pulmão para impedir a morte do tecido. No entanto, em caso de obstrução dos grandes vasos sanguíneos ou quando se sofre de uma doença pulmonar preexistente, pode ser insuficiente o volume de sangue fornecido para evitar a morte do tecido, o que pode acontecer em 10 % das pessoas com embolia pulmonar; é a situação conhecida como enfarte pulmonar.

Prevenção

Utilizam-se vários meios para impedir a formação de coágulos nas veias das pessoas com risco de embolia pulmonar. Para os doentes em período pós-operatório, especialmente se já são de idade, recomenda-se o uso de meias elásticas, exercícios para as pernas, deixar a cama e recomeçar a actividade o mais cedo possível.

Desta maneira, diminui o risco de formação de coágulos. As meias de compressão para as pernas, concebidas para activar a circulação do sangue, reduzem a formação de coágulos na barriga da perna e, por conseguinte, diminuem a frequência de embolia pulmonar.

A heparina (um anticoagulante) é o tratamento mais amplamente utilizado, depois da cirurgia, para diminuir as probabilidades de formação de coágulos nas veias da barriga das pernas.

Injecta-se em doses baixas, por debaixo da pele, imediatamente antes da intervenção e durante os 7 dias seguintes. A heparina pode causar hemorragias e atrasar a cura, daí que a sua administração seja reservada a doentes com alto risco de desenvolver coágulos e aos que sofrem de insuficiência cardíaca, choque ou uma doença pulmonar crónica.

Habitualmente, trata-se de pessoas obesas com antecedentes de coágulos. A heparina não se utiliza nas operações relacionadas com a coluna vertebral ou o cérebro, dado que o risco de hemorragias nestas zonas é muito elevado.

Podem administrar-se doses baixas de heparina a pessoas hospitalizadas com alto risco de desenvolver embolia pulmonar, mesmo que não se submetam a cirurgia.

O dextrano, que se administra por via endovenosa, também ajuda a prevenir os coágulos mas, assim como a heparina, pode causar hemorragias.

A varfarina pode administrar-se por via oral em algumas intervenções cirúrgicas particularmente propensas a causar coágulos, como a reparação da fractura da anca ou a substituição desta articulação. A terapia com varfarina pode prolongar-se durante várias semanas ou meses.

Tratamento

Inicia-se o tratamento da embolia pulmonar com a administração de oxigénio e, se for necessário, de analgésicos. Os anticoagulantes, como a heparina, administram-se para evitar o aumento de volume dos coágulos sanguíneos existentes e para prevenir a formação de novos coágulos. A heparina administra-se por via endovenosa para obter um efeito rápido, devendo regular-se cuidadosamente a dose. Em seguida administra-se a varfarina, que também inibe a coagulação mas necessita de mais tempo para actuar.

Dado que a varfarina se pode tomar por via oral, é o fármaco aconselhável para um uso prolongado. A heparina e a varfarina administram-se conjuntamente durante 5 a 7 dias, até que as análises ao sangue demonstrem que a varfarina já previne os coágulos de modo efectivo.

A duração do tratamento anticoagulante depende da situação do doente. Quando a embolia pulmonar é consequência de um factor de predisposição temporário, como a cirurgia, o tratamento mantém-se durante 2 ou 3 meses. Se a causa é um processo de longa duração, o tratamento continua, geralmente, durante 3 ou 6 meses, mas algumas vezes deve prosseguir durante um tempo indefinido. O doente deve fazer análises periódicas ao sangue enquanto durar a terapia com varfarina para determinar se a dose deve ser modificada.

Existem duas formas de tratamento que podem ser úteis em pessoas cuja vida corra perigo por causa da embolia pulmonar: a terapia trombolítica e a cirurgia.

Os fármacos trombolíticos (substâncias que dissolvem o coágulo) como a estreptoquinase, a uroquinase ou o activador do plasminógeno tecidular, podem ser eficazes. No entanto, estes fármacos não se podem utilizar em pessoas que tenham sido operadas nos dez dias precedentes, em grávidas ou em pessoas que tenham sofrido um icto, nem naquelas propensas a hemorragias excessivas. Pode recorrer-se à cirurgia para salvar a vida de uma pessoa com uma embolia grave. A embolectomia pulmonar (extracção do êmbolo da artéria pulmonar) pode evitar um desenlace mortal.

Quando os êmbolos se repetem apesar de todos os tratamentos de prevenção ou se os anticoagulantes causam hemorragias significativas, pode colocar-se, através de cirurgia, um filtro ao nível da veia cava que recolhe a circulação da parte inferior do corpo (incluindo as pernas e a pélvis) e que desemboca no lado direito do coração. Os coágulos orginam-se geralmente nas pernas ou na pélvis e este filtro impede que cheguem à artéria pulmonar.

Causas que predispõem à coagulação

É possível que não se conheça a causa da coagulação do sangue nas veias, mas muitas vezes existem certos factores óbvios de predisposição. Esses fatores consistem em:

  • Cirurgia
  • Repouso prolongado na cama ou inactividade (como estar sentado durante muito tempo num automóvel ou a viajar de avião)
  • Icto (enfarte cerebral)
  • Ataque cardíaco
  • Obesidade
  • Fratura da bacia ou da perna
  • Aumento da tendência coagulante do sangue (por exemplo, devido a certas formas de cancro, ao uso de anticoncepcionais orais e por causa de uma deficiência hereditária de um inibidor da coagulação do sangue)

O que é a Debilidade Muscular?


A debilidade muscular é um problema corrente com diversos significados para pessoas diferentes. Para algumas, é simplesmente uma sensação de cansaço ou de esgotamento.

No entanto, se existir uma verdadeira debilidade muscular, um grande esforço não gera uma força normal e a debilidade pode afectar todo o corpo ou então estar limitada a um braço, a uma perna ou inclusive a uma mão ou a um dedo. Apesar de a debilidade costumar ser consequência de problemas nos músculos, nos tendões, nos ossos ou nas articulações, habitualmente a debilidade muscular é causada por alterações no sistema nervoso. Alguns casos de debilidade ocorrem sempre após um período de doença, aparecendo frequentemente nas pessoas de idade avançada (sarcopenia).

Diagnóstico

Na valorização da debilidade muscular os médicos procuram sinais que lhes permitam identificar a causa do problema e depois tentam localizar quais são os músculos débeis e quantificar o grau dessa debilidade. Os músculos examinam-se de forma sistemática, começando geralmente pela cara e pelo pescoço, em seguida os braços e, finalmente, as pernas. Em condições normais, a pessoa deverá ser capaz de manter os braços estendidos durante alguns minutos sem que nestes se verifique oscilação ou tremor. A incapacidade de manter os braços nessa posição pode ser um sintoma de debilidade. A força dos grupos musculares contra resistência avalia-se empurrando ou puxando enquanto o médico faz o mesmo em sentido contrário.

As provas funcionais podem proporcionar informação sobre a debilidade muscular; para isso a pessoa efectuará diversas manobras enquanto o médico toma nota de qualquer deficiência que exista nos grupos musculares implicados. Por exemplo, pode verificar a capacidade da pessoa para se levantar da cadeira sem a ajuda dos braços, para se levantar estando de cócoras, para se manter sobre as pontas dos dedos dos pés ou sobre os calcanhares e para segurar um objecto com a mão.

Os médicos procuram indícios de desgaste muscular (atrofia), que pode ser consequência de lesões no próprio músculo ou nos seus nervos, embora também possa dever-se a uma atrofia por falta de uso, como acontece após um período prolongado na cama. O aumento da musculatura (hipertrofia) produz-se normalmente com exercícios como o levantamento de pesos, mas, às vezes, a hipertrofia é consequência do trabalho excessivo de um músculo em particular para compensar a debilidade de outro. Os músculos também podem aumentar de volume quando o tecido muscular normal é substituído por um tecido anormal, como acontece na amiloidose e em certas perturbações musculares hereditárias, como a miotonia congénita.

Durante o exame, o médico, ao palpar os músculos, procura descobrir a presença da dor e a consistência dos mesmos. A musculatura em geral é consistente, mas não dura, e lisa, sem protuberâncias. Também é possível efectuar um exame para detectar movimentos anormais. Se se observarem tremores breves, ligeiros e irregulares por baixo da pele (fasciculações), estes costumam indicar uma doença dos nervos, embora, às vezes, apareçam também em pessoas saudáveis (especialmente as que estão nervosas ou têm frio) e sejam habituais nos músculos das barrigas das pernas dos idosos. A miotonia (incapacidade do músculo para se relaxar) habitualmente denota um problema mais muscular do que dos nervos.

O exame neurológico é útil para identificar anomalias da sensibilidade, coordenação, mobilidade motora e reflexos.  Os estudos neurológicos (como a medição da condução nervosa) são úteis para determinar a normalidade do funcionamento da inervação dos músculos.

A electromiografia é uma prova que regista os impulsos eléctricos do músculo e serve para determinar a sua normalidade. Se houver alguma alteração dos músculos, a electromiografia pode ajudar a diferenciar se se trata de uma anomalia do nervo ou do músculo.

Se o problema residir no próprio músculo, o médico pode efectuar uma biopsia muscular (obtenção de um pequeno fragmento de tecido muscular para o seu exame ao microscópio). As análises de sangue podem medir a velocidade de sedimentação dos glóbulos vermelhos (em caso de inflamação poderá ser elevada) e a concentração de creatinafosfoquinase (um enzima muscular normal que pode sair do músculo e passar para o sangue quando existe uma lesão muscular).




Causas da debilidade muscular
Problema subjacente Exemplo Consequências principais
Lesão do cérebro Icto ou tumor cerebral. Debilidade ou paralisia do lado do corpo oposto à lesão cerebral. A articulação da linguagem, a deglutição, a personalidade e os processos do pensamento podem ser afectados.
Lesão da medula espinhal Traumatismo do pescoço ou das costas, tumores da medula espinhal, estreitamento do canal espinhal, esclerose múltipla, mielite transversa, défice de vitamina B12. Debilidade ou paralisia dos braços ou das pernas abaixo do nível da lesão, perda progressiva de sensibilidade abaixo do nível da lesão, dor de costas. As funções intestinais, da bexiga urinária e sexuais podem encontrar-se afectadas.
Degenerescência dos nervos da medula espinhal Esclerose lateral amiotrófica. Perda progressiva de massa e de força musculares, mas sem perda da sensibilidade.
Lesões das raízes nervosas espinais Hérnia discal no pescoço ou na parte baixa da coluna. Dor no pescoço e debilidade ou torpor num braço, dor lombar com irradiação para uma perna (ciática) e debilidade ou torpor numa perna.
Lesão de um só nervo (mononeuropatia) Neuropatia diabética, compressão local. Debilidade ou paralisia muscular e perda de sensibilidade na área inervada pelo nervo lesionado.
Lesão de vários nervos (polineuropatia) Diabetes, síndroma de Guillain-Barré, défice de ácido fólico e outras doenças do metabolismo. Debilidade ou paralisia dos músculos e perda de sensibilidade nas áreas dependentes dos nervos afectados.
Doença da junção neuromuscular Miastenia grave, toxicidade por curare, síndroma de Eaton-Lambert, intoxicação por insecticidas. Paralisia ou debilidade de muitos músculos.
Doença muscular Doença de Duchenne (distrofia muscular). Infecções ou perturbações inflamatórias (miosite viral aguda, polimiosite). Debilidade muscular progressiva por todo o corpo.
Dor e debilidade nos músculos.
Problemas psicológicos Depressão, sintomas imaginários, histeria (reacção de conversão), fibromialgia. Queixas acerca da debilidade em todo o corpo, paralisia sem evidência de lesões nervosas.

 

Aproximação ao conhecimento da debilidade muscular
Problemas nos nervos Problemas nos músculos
Os músculos podem deteriorar-se, mas na realidade ser mais fortes do que parecem. Os músculos podem estar mais débeis do que parecem.
Produzem-se pequenas contracções musculares por baixo da pele. Não se produzem pequenas contracções musculares por baixo da pele.
Os reflexos podem estar inesperadamente diminuídos ou completamente ausentes. Os reflexos podem estar presentes embora os músculos estejam muito debilitados.
Pode existir perda da sensibilidade em toda a área da debilidade muscular. A sensibilidade (como a do tacto e a percepção de calor) é normal, mas os músculos podem doer com a pressão.

Entenda o que é o traumatismo craniano


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O traumatismo craniano é um tipo de contusão ou ainda lesão na cabeça, pode ocorrer imediatamente ou se desenvolver lentamente no decorrer de várias horas, podendo ainda constituir-se num traumatismo cranioencefálico.

A maior parte das lesões cranianas são de menor importância pois o crânio propicia uma considerável proteção ao cérebro contra lesões. A maioria das lesões na cabeça é considerada leve, mas pode ser um problema grave.

As causas mais comuns das lesões na cabeça incluem os acidentes de trânsito, acidentes de trabalho, quedas, violência física e acidentes em casa.

Se uma criança começa a brincar ou a correr imediatamente após um golpe na cabeça, é provável que não haja uma lesão grave. No entanto, ainda assim, deve-se observar atentamente a criança no dia seguinte, pois algumas vezes os sintomas de uma lesão podem ser retardados.

Mesmo que o crânio não esteja fraturado, o cérebro pode bater contra a parte interna do crânio e ser danificado. Se houver sangramento dentro do crânio, poderão surgir complicações posteriores. Desta forma deve-se sempre procurar um médico.

As consequências podem variar, desde uma recuperação completa até morte.

O traumatismo cranioencefálico é uma constante no mundo de hoje, mundo esse cada vez mais industrializado e motorizado. Os números estatísticos dessa doença são no mínimo desanimadores: 10 milhões de casos somente nos EUA anualmente dos quais 20% são sérios o bastante para causar lesão cerebral.

Como não bastasse, grande parte dos acidentados estão no ápice de atividade vital, sendo que dentre os homens abaixo de 35 anos, a maior causa de morte é o acidente de trânsito dos quais 70% envolvem traumatismo craniano e medular.

As principais maneiras de diminuição da morbidade e mortalidade dessa doença têm sido conseguidas através de programas nacionais de prevenção aos acidentes de trânsito e pela maior capacitação de pessoal especializado no resgate de acidentados, visando diminuir ao máximo as lesões devidas ao transporte inapropriado o que muitas vezes é o responsável por transformar uma lesão reversível em irreversível.

Um traumatismo craniano pode ser relativamente inofensivo, mas também pode ser fatal. A medicina divide a gravidade da lesão em diferentes níveis. O primeiro e mais leve nível de um traumatismo craniano é conhecido como concussão. Caso as funções do cérebro sejam afetadas, elas retornam após cerca de quatro dias. Numa tomografia computadorizada, não é visto dano algum no cérebro.

No trauma moderado, a vítima fica inconsciente por algum tempo − 15 minutos ou mais. Geralmente, quanto maior for a perda de consciência, maior é o risco de dano físico e mental permanente. Na forma moderada de um traumatismo craniano, paralisias geralmente desaparecem após cerca de quatro semanas. Outros distúrbios, como problemas de concentração, dores de cabeça ou tontura, podem durar anos, no entanto.

Trauma grave

Os pacientes com traumatismo craniano grave ficam inconscientes por mais de uma hora. Os distúrbios neurológicos são geralmente grandes. Um paciente com uma lesão grave na cabeça sofre convulsões, paralisias e alterações de personalidade. Os danos são muitas vezes irreparáveis.

A tomografia computadorizada pode dar uma visão clara da gravidade do traumatismo craniano. Nela, os médicos conseguem reconhecer sangramentos, hematomas e inchaços (edemas).

Pacientes que sofrem um trauma moderado ou grave devem ser tratados na UTI. Muitas vezes, é necessária uma operação de emergência para reduzir a pressão intracraniana – como a feita por Schumacher. Pois, ao contrário de uma lesão no tornozelo, por exemplo, o inchaço no cérebro não pode se expandir para fora, porque é impedido pelo crânio. Por isso, o médico perfura pequenos orifícios no crânio, pelos quais pode liberar uma hemorragia ou hematomas. A pressão intracraniana deve ser verificada constantemente. Medicamentos também podem ajudar a reduzir a pressão.

No que diz respeito ao tratamento das lesões propriamente ditas e aos processos de reabilitação, há, no momento, várias formas e protocolos utilizados pelos diversos serviços ao longo do globo, entretanto, não há um consenso sobre qual deles oferece a melhor terapêutica. Caso se conseguisse uma melhor revisão desses métodos de tratamento, avaliando seus benefícios e malefícios, uma melhor conduta terapêutica poderia ser escolhida e assim, milhares de pessoas em todo mundo poderiam se beneficiar.

Entorses - causas e mecanismos


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Entorse é a perda momentânea da congruência articular (cápsula articular e/ou ligamentos) de uma articulação. Também pode ser definida como uma lesão traumática de uma articulação, com alongamento, arrancamento ou rotura de um ou mais ligamentos, sem deslocamento das superfícies articulares.

Elas podem ser definidas como lesões articulares, pois atingem as articulações de forma quase sempre brusca, portanto de forma traumática, decorrentes de movimentos articulares inadequados, onde o mecanismo mais comum é o exagero da amplitude de uma determinada articulação.

As entorses se originam de movimentos bruscos, traumatismos, má colocação do pé ou de um simples tropeçar que force a articulação a um movimento para o qual ela não está preparada. Pode igualmente acontecer de uma intensa tração, a que o ligamento seja submetido, provocar o seu estiramento ou ruptura e que isso chegue a arrancar um pequeno fragmento ósseo.

Uma causa comum da entorse do tornozelo é o fato de “torcer o pé” em um buraco do chão ou em um “passo em falso” qualquer. As entorses de joelhos e dedos geralmente são relacionadas a acidentes desportivos.

Exemplo bem conhecido é o movimento de dorsiflexão do tornozelo, visto que a articulação do tornozelo é responsável por este movimento dos pés, se for executado de forma acentuada, dizemos que uma torção por dorsiflexão ocorreu no tornozelo,logo , a articulação é afetada em seus movimentos de forma a impedir que eles sejam executados de forma normal.

A consequência é a dor local, edema, vermelhidão, dificuldade ao caminhar, ( e não se aconselha a caminhar antes de um diagnóstico feito por um profissional competente!!), devido ao mecanismo mecânico, que acabou forçando a articulação a executar um movimento fora de sua amplitude fisiológica.

Este mecanismo acaba por afetar os LIGAMENTOS,que são estruturas com capacidade elástica bem acentuada, e formam entre outras estruturas anatômicas, AS ARTICULAÇÕES, então pode-se dizer que LIGAMENTOS SÃO COMPONENTES DAS ARTICULAÇÕES.

Os ligamentos portanto, são  as estruturas anatômicas afetadas nos mecanismos de ENTORSES, porém podemos classificar o grau de comprometimento ligamentar em 3 tipos, dependendo da força exercida sobre eles e da resistência do organismo aos impactos físicos, visto que uma pessoa que possui uma musculatura mais desenvolvida na região afetada tem maiores chances de sofrer lesões ligamentares menos acentuadas.


Incontinência Urinária - Causas e tipos


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A incontinência urinária é a perda involuntária da urina afeta pessoas de ambos os sexos em diferentesfaixas etárias. A incidência aumenta progressivamente com a idade, sendo queum em casa três indivíduos idosos apresenta algum problema de controle coma bexiga.

Causas:
  • Problemas anatômicos
  • Bloqueio
  • Problemas cerebrais ou nervosos
  • Distúrbios musculares ou nervosos (distúrbios neuromusculares)
  • Demência ou outros problemas psicológicos que afetam a capacidade de reconhecer ou responder à necessidade de urinar

A incontinência pode ser de caráter repentino e temporário ou constante e de longo prazo. As causas da incontinência repentina ou temporária incluem:

  • Convalescência por exemplo, durante a recuperação de uma cirurgia
  • Alguns medicamentos (como diuréticos, antidepressivos, tranquilizantes e alguns remédios para tosse e resfriado e anti-histamínicos para alergias)
  • Confusão mental
  • Gravidez
  • Infecção ou inflamação na próstata
  • Acúmulo fecal causado por forte constipação, causando pressão sobre a bexiga
  • Infecção do trato urinário (ou inflamação)
  • Ganho de peso

Possíveis causas da incontinência de longo prazo:

  • Mal de Alzheimer
  • Câncer de bexiga
  • Espasmos da bexiga
  • Depressão
  • Próstatas grandes
  • Problemas neurológicos, como esclerose múltipla ou derrame
  • Danos aos nervos ou aos músculos após radioterapia pélvica
  • Prolapso pélvico em mulheres - queda ou deslocamento da bexiga, uretra ou reto para a área vaginal, muitas vezes relacionado a várias gestações ou partos
  • Problemas na estrutura do trato urinário
  • Lesões na coluna
  • Fraqueza do esfíncter
  • o músculo circular da bexiga responsável por abri-la e fechá-la. Isso pode acontecer após uma cirurgia vaginal ou na próstata

Tipos de Incontinência Urinária

Tipos de Incontinência Descrição Fluxo de Urina
Incontinência por esforço Escape de urina, habitualmente em pequenos jatos, causado pelo aumento da pressão abdominal, o qual ocorre quando o indivíduo tosse, ri, faz força, espirra ou levanta um objeto pesado. Leve a Moderado
Incontinência de urgência Incapacidade de postergar a micção por mais que alguns minutos após sentir a necessidade de urinar Leve a Moderado
Incontinência por transbordamento Acúmulo de urina na bexiga que se torna muito grande para que o esfíncter urinário consiga reter. A urina escapa intermitentemente, freqüentemente sem sensação da bexiga cheia. Intenso
Incontinência total Escape contínuo, pois o esfíncter urinário não fecha Intenso
Incontinência mista Combinação de mais de um tipo de incontinência Leve a Moderado

Fraturas - Conceito, Tratamento e Primeiros Socorros


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A fratura é a ruptura dos ossos, ou seja, quando acontece uma perda da continuidade óssea. Após um traumatismo, o osso se divide em dois ou mais fragmentos. Há vários tipos de fratura, as que melhoram antes de serem diagnosticada e as que precisam de emergência médica. A fratura exposta é a mais perigosa. Quando a fratura exposta não é bem tratada pode provocar uma infecção.

O que caracteriza uma fratura?

1) Incapacidade total ou parcial de movimentos
2) Dificuldade e dor aos movimentos
3) Observação de inchaço na área atingida
4) Posição anormal do membro atingido
5) Traumatismos

Classificação das fraturas

Podem ser classificadas da seguinte forma:

1) de acordo com a direção da linha da fratura
2) conforme a localização anatômica
3) de acordo com a forma linear ou cominutiva

Quanto ao tipo, podem ser:

1) Múltiplas
2) Por encurtamento e torção
3) Completa e incompleta (quando a estrutura óssea é lesionada na sua totalidade ou apenas em parte).
4) De impacto, oblíquas, epifisárias, penetrantes
5) Por fadiga (stress, comum em atletas)
6) Fechadas ou abertas (Não expostas ou expostas)

Chamamos de fraturas “expostas ou abertas”, quando rompem-se a pele e tecidos expondo o osso ao ambiente exterior. E são denominadas “fechadas ou não expostas” quando sente-se que o osso está apenas “desnivelado” mas não rompeu a pele.

Existem ainda os tipos de fraturas por fadiga ou esforço, quando o indivíduo submete-se à esforços além de sua capacidade, fatigando a estrutura óssea podendo assim ocorrer o rompimento. E as fraturas ditas patológicas, causadas por patologias pré-existentes, as quais poderão enfraquecer um osso que teria condições normais.

Como agir:

- Faça um primeiro diagnóstico observando o que aconteceu. Normalmente a pessoa que sofreu uma fratura sentirá muita dor no local, ao apalpá-lo ou movimentá-lo
- Chame socorro imediatamente ou, se a pessoa estiver em condições de ser transportada de carro, leve-a um hospital
- Imobilize o membro fraturado segurando a área com firmeza ou com a ajuda de um papelão, dobrando-o em três (como se fosse uma calha). É possível ainda usar um pedaço de madeira, uma atadura e um lençol (sem apertar muito). A imobilização vai diminuir a dor
- A fratura que não é devidamente tratada pode causar uma deformação no osso, dor, artrose e problemas de movimentação
- Em caso de fratura exposta imobilize o membro como está e não tente colocar o osso no lugar. Cubra o local com um pano esterilizado ou bem limpo, para evitar o contato com o ambiente
- Se o socorro demorar, lave o local com água corrente abundante ou com soro fisiológico e seque com o pano limpo. Não coloque nenhuma outra substância
- Se houver um sangramento muito intenso, faça a compressão firme do local, segurando o membro na posição oposta ao fluxo do sangue. Exemplo: se a fratura for no pulso, faça a compressão no antebraço

Tratamento

Inicialmente cabe aqui dizer, que o sucesso do tratamento em casos de fraturas independente do tipo dependerá de forma intensificada da colaboração do acidentado. Serão necessários exames radiográficos combinados com a avaliação médica, para confirmar-se uma fratura,e classificar-se o tipo, recomendando-se em seguida o imediato tratamento.

Para cada caso, existem soluções e métodos diferentes, tais como: Braces, Fixação externa, Tração, Imobilização gessada, etc. Muito importante lembrar que fatores como localização, gravidade, tipo de fratura, condições físicas do acidentado e avaliação conjunta entre médico e paciente, farão com que se busque a melhor opção de tratamento e conseqüentemente um melhor restabelecimento da saúde.

Hepatite C - sintomas, diagnóstico e formas de contágio



A hepatite C é uma doença infecciosa causada pelo vírus da hepatite C (VHC) e que afecta sobretudo o fígado. A infecção é muitas vezes assintomática, embora a infecção crónica possa levar à fibrose do fígado e por fim à cirrose, que normalmente só se manifesta passados vários anos. Em alguns casos, os indivíduos com cirrose contraem Insuficiência hepática ou cancro do fígado, podendo haver ainda complicações que representam risco imediato de vida, como varizes esofágicas ou gástricas.

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O contágio com VHC é feito através de contacto sanguíneo, associado sobretudo ao uso de seringas, material médico mal esterilizado e transfusões sanguíneas. Estima-se que em todo o mundo sejam afectadas pela hepatite C 130 a 170 milhões de pessoas. A existência da hepatite C foi proposta durante a década de 1970 e demonstrada em 1989.2 A doença afecta apenas o ser humano e os chimpamzés. Pessoas que podem estar em risco de contrair hepatite C são aquelas que:
  • Estiveram em diálise renal por longo tempo
  • Têm contato regular com sangue no trabalho (por exemplo, profissionais da área de saúde)
  • Têm contato sexual sem proteção com uma pessoa que tem hepatite C (isso é menos comum, mas o risco é maior para aqueles que têm muitos parceiros sexuais, já têm doença sexualmente transmissível ou estão infectados com HIV)
  • Injetam drogas ilícitas ou compartilham uma agulha com alguém que tem hepatite C
  • Receberam transfusão de sangue antes de julho de 1992
  • Fizeram uma tatuagem ou acupuntura com instrumentos contaminados (o risco é muito baixo em estabelecimentos comerciais licenciados)
  • Receberam sangue, derivados do sangue ou órgãos sólidos de um doador que tem hepatite C
  • Compartilham itens pessoais, como escovas de dente e barbeadores com alguém que tem hepatite C (menos comum)
  • Nasceram de uma mãe infectada com hepatite C (isso ocorre em 1 a cada 20 bebês nascidas de mães com o HCV, o que é menos comum do que com hepatite B)

A hepatite C tem formas aguda e crônica. A maioria das pessoas que está infectada com o vírus desenvolve hepatite C crônica. A maioria das pessoas infectadas com hepatite C recentemente não tem sintomas. Cerca de 10% têm icterícia que desaparece.

Se a infecção esteve presente por vários anos, o fígado pode estar permanentemente cicatrizado, uma condição chamada cirrose. Em muitos casos, pode não haver sintomas da doença até a cirrose ter se desenvolvido.

Os seguintes sintomas podem ocorrer com a infecção por hepatite C:

  • Dor abdominal (quadrante superior direito do abdome)
  • Inchaço abdominal (devido ao acúmulo de fluidos)
  • Sangramento no esôfago ou no estômago (devido a veias dilatadas no esôfago ou no estômago chamadas varizes
  • Urina escura
  • Fadiga
  • Febre
  • Coceira
  • Icterícia
  • Perda de apetite
  • Náusea
  • Fezes pálidas ou com cor de argila
  • Vômitos

Estão disponíveis vários testes de diagnóstico de hepatite C, entre eles a detecção do anticorpo do VHC através do ELISA, o Western blot, e a análise quantitativa da reacção em cadeia da polimerase (RCP) do ARN do VHC.O ARN do vírus consegue ser detectado pela RCP normalmente entre uma a duas semanas depois da infecção, enquanto que métodos com base na detecção de anticorpos só possam ser feitos passado muito mais tempo, uma vez que os anticorpos demoram comparativamente muito mais tempo a ser formados.

Define-se como hepatite C crónica qualquer infecção em que o VHC persista por mais de seis meses, tendo como base a presença ou não do seu ARN. As infecções crónicas são geralmenet assintomáticas durante as primeiras décadas, e descobertas frequentemente através da investigação de altos níveis de enzimas hepáticas ou durante exames de rotina em grupos de alto risco. Os exames não conseguem distinguir entre infecções agudas ou crónicas.

Previna-se

Evitar contato com sangue ou derivados do sangue sempre que possível. Profissionais da área de saúde devem seguir precauções quando lidarem com sangue e líquidos corporais.

Não use drogas ilícitas injetáveis e, especialmente, não compartilhe agulhas com ninguém. Seja cuidadoso quando fizer tatuagens e piercings.

A transmissão sexual é baixa entre casais monogâmicos estáveis. Seu parceiro deve passar por exames para hepatite C. Se os resultados forem negativos, as recomendações atuais são para não fazer nenhuma mudança nas práticas sexuais.

Pessoas que fazem sexo fora de uma relação monogâmica devem ter comportamentos sexuais mais seguros para evitar hepatite C, assim como doenças transmitidas sexualmente, inclusive HIV e hepatite B.

Atualmente não existe vacina contra a hepatite C.


Lombalgia - sintomas e prevenção


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Lombalgia é o conjunto de sintomas que levam a dores na região baixa da coluna, na parte lombar.  As lombalgias podem ser associadas ou não com dores ciáticas (lombociatalgia) – dores irradiadas para glúteo, coxa, perna e/ou pé. Segundo a OMS cerca de 80% da população tem ou terá em algum momento da vida esse tipo de dor. No Brasil, 50 milhões de brasileiros por ano apresentam tal queixa.

Os sintomas e sinais de lombalgia vão desde ligeiros desconfortos, dores,
queimações, crises com “travamentos” e até incapacidade de ficar com o corpo ereto para ficar de pé e andar. Cada caso de lombalgia pode ser diferente do outro, com causas e diagnósticos totalmente diferentes.

A região lombar é uma área importantíssima da coluna vertebral, responsável por dar apoio estrutural (suporta grande parte do peso corporal) e flexibilidade ao corpo humano. Ela é constituída por cinco vértebras maiores e entre elas localizam-se os discos de fibrocartilagem, chamados de discos intervertebrais, que impedem que as vértebras se encostem e que também protegem a medula espinhal.

Um dos maiores causadores de dor lombar baixa é a degeneração dos
elementos da coluna. Além disso, a
s dores da lombalgia se manifestam devido a vários fatores como a obesidade (excesso de peso), sedentarismo, postura corporal incorreta, levantamento de peso excessivo, traumatismo na região lombar e pode ser ocasionada por várias doenças tais como as doenças virais, doenças articulares degenerativas, pielonefrite, metástases tumorais, leucemia, anemia, inflamações pélvicas, artrose, osteoporose, espondilolistese, entre outras. Indivíduos na terceira idade possuem lombalgia com mais frequência, pois os discos intervertebrais tendem a diminuir de tamanho devido ao envelhecimento e consequentemente causar o esfregamento das vértebras, gerando as dores na região lombar.

Tipos de Lombalgia

A lombalgia pode ser dividida em lombalgia aguda ou crônica de acordo com a intensidade e manifestação das dores na região lombar. A lombalgia aguda é caracterizada por causar dores de início súbito em um período de até três meses e geralmente utiliza-se como tratamento o repouso e o uso de medicamentos antiflamatórios (Paracetamol) e analgésicos simples (Dipirona). Já a crônica as dores aparecem imprevisivelmente com períodos de melhora e piora, que podem durar mais de três meses. Neste caso o tratamento requer acompanhamento médico (fisioterapeuta), uso de medicamentos antiflamatórios e analgésicos, e em casos extremos requer cirurgia. Acupuntura e massagem têm sido formas eficazes também de tratamento para lombalgia crônica.

Diagnóstico

Nem sempre é preciso fazer exames como a ressonância magnética. Em mais de 90% das vezes, o diagnóstico e a causa são estabelecidos com uma boa conversa com o paciente e com um exame físico bem feito. Em caso de dúvida, o passo seguinte é a radiografia simples.

Prevenção

Muitos fatores são importantes para evitar que uma lombalgia aguda se torne crônica. A correção postural, principalmente na maneira de se sentar no trabalho e na escola é essencial. Na fase aguda, a ginástica não é indicada, porém, após o final da crise, a prática regular de exercícios físicos apropriados é importante. Quando fizer exercício com pesos na ginástica, proteja a coluna deitando ou sentando com apoio nas costas. Sempre evitar carregar peso. Não permanecer curvado por muito tempo. Quando se abaixar no chão, dobrar os joelhos e não dobrar a coluna. Evitar usar colchão mole demais ou excessivamente duro, principalmente se o indivíduo é muito magro.

É muito importante manter um peso corporal saudável, que esteja dentro do IMC (índice de Massa Corpórea), fazer atividades físicas moderadas corretamente se policiando para evitar movimentos errados e se alongando antes, evitar o levantamento de excesso de peso e manter uma postura correta ao sentar e deitar. Em viagens de longa duração é aconselhável levantar a cada duas horas para se alongar e evitar dores indesejadas. E após um dia longo em pé ou de atividades mais intensas, recomenda-se deitar com as pernas para cima, apoiadas em cima de um travesseiro, para relaxar a coluna.