Cuidados na Gravidez e na depressão pós-parto






A gravidez é um período especial e delicado na vida de uma mulher, que requer muitos cuidados para garantir que a mãe e o bebê sigam saudáveis até o dia do parto. Mas, mesmo sendo uma fase de oscilações hormonais, desejos, alegrias e alguns desconfortos, gravidez não é doença, ainda que muita gente pense que sim. Toda a gestante deve fazer um acompanhamento adequado, frequentando as consultas periódicas e seguindo as orientações médicas. É o médico quem pode orientá-la sobre o que pode e o que não pode ser feito durante a gestação.

As principais precauções passam pela alimentação e restrições em relação ao uso de medicamentos e substâncias químicas."A alimentação deve ser dividida em várias pequenas refeições durante o dia, evitando a ingestão de gorduras, frituras e alimentos industrializados. No primeiro trimestre, alimentos leves e frios costumam ser melhor aceitos por quem enfrenta enjoo e mal-estar. Já os medicamentos só podem ser usados sob prescrição médica, para evitar o risco de má-formação nos bebês.

A gestante pode dirigir (sem esquecer do cinto de segurança), usar cosméticos e produtos de beleza (exceto tintas de cabelo à base de chumbo, escova progressiva e tratamentos químicos mais intensos), pode manter atividade sexual desde que se sinta confortável e pode fazer exercícios físicos adequados para sua condição.

Para manter o corpo saudável, muitas grávidas seguem praticando exercícios durante a gestação. Isto fortalece os músculos e pode, inclusive, ajudar na hora do parto.

A maternidade representa um momento especial para as mulheres, mas, no pós-parto, cerca de 10% delas sofrem de depressão, conforme dados do Royal College of Midwives, do Reino Unido. Pessoalmente, acho que este número pode ser maior. E, mais do que isso: muitas mulheres com filhos de menos de um ano de idade já me disseram ter sofrido de alguma maneira com esta doença.

Mas ficar um pouco triste ou nervosa é nada perto da depressão pós-parto. Ela é muito mais séria do que isso. A depressão significa dificuldades até para atender o bebê. Ou seja, o que parecia ser um prazer, aos poucos, começa a parecer um fardo, e a vida de certas mulheres chega a ficar paralisada.

E daí vem aquele enorme sentimento de ansiedade, tristeza, insegurança, sensação de que não vale a pena viver e outros sentimentos muito desagradáveis. Claro que, com tudo isso, a libido também some, o que pode potencializar ainda mais a sensação de perda e fracasso.

Os especialistas ainda não sabem exatamente por que certas mulheres ficam deprimidas e outras não. Fato é que muitas já apresentam tendências depressivas antes da gravidez ou têm histórico familiar da doença. Por isto, o pré-natal é tão importante, identificando e tratando cedo possíveis sinais da depressão.

Se você experimentar alguns destes sentimentos, não seja dura com você mesma. Você está doente e precisa de tempo e espaço para se recuperar. Afinal, a gravidez e o pós-parto representam enorme mudança na vida da mulher. Por isto, fique atenta e procure ajuda com especialista.


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