Câncer de cólon: conceito, prevenção e diagnóstico




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O câncer de cólon abrange tumores que acometem um segmento do intestino grosso (o cólon) e o reto, sendo um dos tipos de câncer mais incidentes no mundo. Grande parte desses tumores se inicia a partir de pólipos (lesões benignas que podem crescer na parede interna do intestino grosso). Uma maneira de prevenir o aparecimento dos tumores seria a detecção e a remoção dos pólipos antes de eles se tornarem malignos. 

É  uma doença que a prevenção ajuda demais porque o tumor pode levar até 15 anos para se desenvolver e se manifestar. Quando se manifesta, geralmente, vem com um sangramento intestinal. O organismo muda, com o  intestino fica mais lento, constipado e depois de alguns dias nota-se diarreia. Também há o aparecimento de cólicas. Essas alterações podem ser sinais de alerta – não que seja necessariamente câncer, mas há algo errado: doenças comuns como síndrome do cólon irritável.

O simples fato de olhar as fezes antes de dar a descarga e perceber se há sangue pode denunciar que algo está errado. A precisão do diagnóstico é encontrada em exames como a colonoscopia que, embora seja utilizada para detectar um possível problema no cólon, também pode verificar o reto, localizado no fim do intestino grosso. O exame, além de localizar o pólipo ou tumor, pode retirá-lo, no mesmo momento, para biópsia.

O paciente também pode se valer de um exame alternativo, que é a pesquisa de sangue oculto nas fezes. Ele deve adotar uma dieta específica e evitar ingerir alguns alimentos, como a carne ou os que contenham vitamina C, pois podem interferir nos resultados, se forem consumidos entre três e cinco dias antes da coleta. São colhidas três amostras que serão submetidas à análise laboratorial.

Um resultado mais abrangente requer ainda outro exame junto com a análise das fezes. Deve ser feita a retossigmoidoscopia, que visualiza o fim do intestino grosso, o reto e o ânus. Esse exame é capaz de identificar hemorróidas, doenças inflamatórias crônicas e eventualmente algum pólipo ou tumor.

O câncer de reto pode ser percebido mais facilmente com o exame de toque, mas há também os exames radiológicos com contraste, como o bário – em que é possível levantar suspeitas acerca do tumor. Ainda assim, seria necessário submeter-se à colonoscopia, devido à sua exatidão.

O indicado é que a pessoa, a partir dos 50 anos, se submeta aos exames de rotina. Se não houver nada de suspeito, o paciente passa por novos exames, apenas depois de dez anos. Caso tenha histórico familiar da doença, o ideal é fazer as contas a partir da idade do parente. Por exemplo, caso ele tenha apresentado o câncer aos 40 anos, é necessário submeter-se ao exame com 35 anos. Ou seja: conte sempre cinco anos a menos. Além disso, o paciente que tem familiares com câncer de cólon ou de reto deve repetir o exame a cada três ou cinco anos, mesmo que os anteriores não tenham detectado nada de errado.

Esse tipo e câncer é tratável e curável na maioria dos casos, ao ser detectado precocemente, o índice de sucesso no tratamento é muito alto.




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