Saiba tudo sobre o exame Papanicolau




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O teste de Papanicolau é um exame ginecológico de citologia cervical realizado como prevenção ao câncer do colo do útero. O exame deve ser realizado em todas as mulheres com vida sexual ativa ou não, pelo menos uma vez ao ano. Após três exames anuais consecutivos normais, o teste de Papanicolau pode ser realizado com menor frequencia, podendo ser, em mulheres de baixo risco, até a cada três anos, de acordo com a análise do médico, porém mulheres com pelo menos um fator de risco para câncer do colo uterino devem continuar se submetendo ao exame anual.

O exame considerado um dos mais importantes para prevenção da saúde da mulher e que não pode faltar quando se fala em rastreamento do câncer de colo de útero é o Papanicolau. Descrito pela primeira vez em 1924, pelo médico George Papanicolau, é um exame simples, rápido e barato, geralmente feito durante o exame ginecológico. O exame permite, através da análise microscópica de uma amostragem de células coletadas do colo do útero, detectar células anormais pré-malignas ou cancerosas.

O câncer de colo do útero merece uma atenção especial, pois, apesar de levar até 10 anos para se desenvolver, é a segunda neoplasia maligna mais frequente entre mulheres no mundo. O tumor em fase inicial é assintomático, por isso é fundamental que a mulher tenha a disciplina de marcar anualmente sua consulta com um ginecologista para realizar os exames preventivos.

O objetivo do exame é encontrar alterações pré-cancerosas ou o câncer propriamente dito antes mesmo de causar sintomas, pois o tamanho do tumor e sua capacidade de se espalhar são os fatores mais importantes para o prognóstico da doença.

As recomendações mínimas para a realização do exame são:

- Todas as mulheres devem fazer o Papanicolaou anualmente após o início da vida sexual.

- O intervalo entre os exames deve ser de três anos, após dois exames negativos, com intervalo anual.

 - Mulheres expostas a certos fatores de risco, como as portadoras do HIV ou com problemas de sistema imunológico, o exame citopatológico deve ser realizado após o início da atividade sexual com intervalos semestrais no primeiro ano e, se normais, manter seguimento anual enquanto se mantiver o fator de imunossupressão.

 - Os exames devem seguir até os 64 anos e podem ser interrompidos quando, após essa idade, as mulheres tiverem pelo menos dois exames negativos consecutivos nos últimos cinco anos. Para mulheres com mais de 64 anos e que nunca realizaram o exame citopatológico, deve-se realizar dois exames com intervalo de um a três anos. Se ambos forem negativos, essas mulheres podem ser dispensadas de exames adicionais.

 - Mulheres submetidas à histerectomia total por lesões benignas, sem história prévia de diagnóstico ou tratamento de lesões cervicais de alto grau, podem ser excluídas do rastreamento, desde que apresentem exames anteriores normais. 

 - As submetidas à histerectomia parcial devem continuar com os exames de rotina.

A principal causa do câncer de colo de útero é o contágio pelo Papilomavírus Humano (HPV). Entretanto, a presença do vírus não significa o desenvolvimento de um tumor. "Pelo menos 80% das mulheres podem ter contato com o vírus uma vez na vida, mas apenas 1% delas realmente desenvolve a doença", explica o especialista, que também alerta que o principal co-fator que influencia para o surgimento do tumor é o consumo de tabaco.

A prevenção começa com o uso de preservativo durante a relação sexual. Atualmente, já é recomendado tomar a vacina contra o HPV, disponível em clínicas de vacinação, antes do inicio da vida sexual. Deve-se também adotar uma alimentação saudável, praticar exercícios físicos e não fumar. E, o mais importante, realizar o rastreamento através do exame de Papanicolau.

Resultados

Se o exame acusou:

• Negativo para câncer: se esse for o primeiro resultado negativo, a mulher deverá fazer novo exame preventivo um ano depois. Se ela já tem um resultado negativo no ano anterior, deverá fazer o próximo exame preventivo daqui a três anos;
• Alteração (NIC I): repetir o exame seis meses depois;
• outras alterações (NIC II e NIC III): o médico decidirá a melhor conduta. A mulher precisará fazer outros exames, como a colposcopia (exame feito com o colposcópio: aparelho com lentes de aumento e câmera para visualizar o colo do útero, vagina, períneo);
• infecção pelo HPV: deverá repetir o exame seis meses depois;
• amostra insatisfatória: a quantidade de material não deu para fazer o exame. Ela deve repetir o exame logo que for possível.
Independente desses resultados, a mulher pode ter alguma outra infecção que será tratada. Deve seguir o tratamento corretamente e, às vezes pode ser preciso que o seu parceiro também receba tratamento. Nesses casos, é bom que ele vá ao serviço de saúde receber as orientações diretamente dos profissionais de saúde.



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