Hepatite C - sintomas, diagnóstico e formas de contágio





A hepatite C é uma doença infecciosa causada pelo vírus da hepatite C (VHC) e que afecta sobretudo o fígado. A infecção é muitas vezes assintomática, embora a infecção crónica possa levar à fibrose do fígado e por fim à cirrose, que normalmente só se manifesta passados vários anos. Em alguns casos, os indivíduos com cirrose contraem Insuficiência hepática ou cancro do fígado, podendo haver ainda complicações que representam risco imediato de vida, como varizes esofágicas ou gástricas.

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O contágio com VHC é feito através de contacto sanguíneo, associado sobretudo ao uso de seringas, material médico mal esterilizado e transfusões sanguíneas. Estima-se que em todo o mundo sejam afectadas pela hepatite C 130 a 170 milhões de pessoas. A existência da hepatite C foi proposta durante a década de 1970 e demonstrada em 1989.2 A doença afecta apenas o ser humano e os chimpamzés. Pessoas que podem estar em risco de contrair hepatite C são aquelas que:
  • Estiveram em diálise renal por longo tempo
  • Têm contato regular com sangue no trabalho (por exemplo, profissionais da área de saúde)
  • Têm contato sexual sem proteção com uma pessoa que tem hepatite C (isso é menos comum, mas o risco é maior para aqueles que têm muitos parceiros sexuais, já têm doença sexualmente transmissível ou estão infectados com HIV)
  • Injetam drogas ilícitas ou compartilham uma agulha com alguém que tem hepatite C
  • Receberam transfusão de sangue antes de julho de 1992
  • Fizeram uma tatuagem ou acupuntura com instrumentos contaminados (o risco é muito baixo em estabelecimentos comerciais licenciados)
  • Receberam sangue, derivados do sangue ou órgãos sólidos de um doador que tem hepatite C
  • Compartilham itens pessoais, como escovas de dente e barbeadores com alguém que tem hepatite C (menos comum)
  • Nasceram de uma mãe infectada com hepatite C (isso ocorre em 1 a cada 20 bebês nascidas de mães com o HCV, o que é menos comum do que com hepatite B)

A hepatite C tem formas aguda e crônica. A maioria das pessoas que está infectada com o vírus desenvolve hepatite C crônica. A maioria das pessoas infectadas com hepatite C recentemente não tem sintomas. Cerca de 10% têm icterícia que desaparece.

Se a infecção esteve presente por vários anos, o fígado pode estar permanentemente cicatrizado, uma condição chamada cirrose. Em muitos casos, pode não haver sintomas da doença até a cirrose ter se desenvolvido.

Os seguintes sintomas podem ocorrer com a infecção por hepatite C:

  • Dor abdominal (quadrante superior direito do abdome)
  • Inchaço abdominal (devido ao acúmulo de fluidos)
  • Sangramento no esôfago ou no estômago (devido a veias dilatadas no esôfago ou no estômago chamadas varizes
  • Urina escura
  • Fadiga
  • Febre
  • Coceira
  • Icterícia
  • Perda de apetite
  • Náusea
  • Fezes pálidas ou com cor de argila
  • Vômitos

Estão disponíveis vários testes de diagnóstico de hepatite C, entre eles a detecção do anticorpo do VHC através do ELISA, o Western blot, e a análise quantitativa da reacção em cadeia da polimerase (RCP) do ARN do VHC.O ARN do vírus consegue ser detectado pela RCP normalmente entre uma a duas semanas depois da infecção, enquanto que métodos com base na detecção de anticorpos só possam ser feitos passado muito mais tempo, uma vez que os anticorpos demoram comparativamente muito mais tempo a ser formados.

Define-se como hepatite C crónica qualquer infecção em que o VHC persista por mais de seis meses, tendo como base a presença ou não do seu ARN. As infecções crónicas são geralmenet assintomáticas durante as primeiras décadas, e descobertas frequentemente através da investigação de altos níveis de enzimas hepáticas ou durante exames de rotina em grupos de alto risco. Os exames não conseguem distinguir entre infecções agudas ou crónicas.

Previna-se

Evitar contato com sangue ou derivados do sangue sempre que possível. Profissionais da área de saúde devem seguir precauções quando lidarem com sangue e líquidos corporais.

Não use drogas ilícitas injetáveis e, especialmente, não compartilhe agulhas com ninguém. Seja cuidadoso quando fizer tatuagens e piercings.

A transmissão sexual é baixa entre casais monogâmicos estáveis. Seu parceiro deve passar por exames para hepatite C. Se os resultados forem negativos, as recomendações atuais são para não fazer nenhuma mudança nas práticas sexuais.

Pessoas que fazem sexo fora de uma relação monogâmica devem ter comportamentos sexuais mais seguros para evitar hepatite C, assim como doenças transmitidas sexualmente, inclusive HIV e hepatite B.

Atualmente não existe vacina contra a hepatite C.




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