Escovar dente com água quente não faz mal; confira mitos


Excesso de escovação pode ser prejudicial MITO. A escovação como ação mecânica ajuda na remoção da placa bacteriana. Ela somente se torna prejudicial dependendo da qualificação da pasta de dente. Se ela for muito abrasiva, por exemplo, pode desgastar os dentes. Foto: Shutterstock

Na hora de escovar os dentes, todo mundo tem uma mania, um truque, uma dica. Mas a boa escovação dos dentes não tem muito segredo: basta uma escova adequada, com creme dental em quantidade moderada, e limpar os dentes em todos os lados.

A cirurgiã-dentista Marcela Encinas, da Clínica Sorridents, desvendou algumas lendas ouvidas por aí. Saiba o que é verdade ou mito:

Escovar os dentes com água quente é prejudicial
MITO. O bochecho com água morna só não é recomendado se o paciente estiver em tratamento ou possuir alguma infecção que haja o risco de formação de abcesso ou pus.

Não se deve bochechar água após o enxaguatório bucal
DEPENDE da marca. Muitos produtos colocam esta dica porque em sua composição há substâncias que não devem ser removidas dos dentes.

Deve-se escovar os dentes imediatamente após as refeições
MITO. Pode-se escovar até uma hora depois. Há estudos que apontam que escovar logo após a ingestão de alimentos ou bebidas ácidas pode até ter efeito erosivo. De qualquer forma, escovar após a alimentação é totalmente indicado.

Excesso de escovação pode ser prejudicial
MITO. A escovação como ação mecânica ajuda na remoção da placa bacteriana. Ela somente se torna prejudicial dependendo da qualificação da pasta de dente. Se ela for muito abrasiva, por exemplo, pode desgastar os dentes.

Uma boa escovação não é demorada
MITO. Especialistas dizem que é preciso pelo menos dez minutos para escovar todos os lados dos dentes e passar o fio dental.

Escova não deve ser trocada periodicamente ou após infecções
MITO. A escova deve ser trocada quando as cerdas estiverem gastas ou após uma infecção bucal, pois as bactérias podem se proliferar na escova.

Para uma boa limpeza, é preciso bastante creme dental para fazer espuma
MITO. O que promove a limpeza é a ação de escovação e não a pasta de dentes. A quantidade de creme dental indicada é equivalente a um grão de ervilha.

Fio dental não precisa ser usado em toda escovação
MITO. Precisa sim. Mas como os especialistas sabem que é difícil manter este hábito várias vezes por dia, o indicado é passar pelo menos na última escovação, antes de dormir.

Limpar a língua não é tão importante quanto escovar os dentes
MITO. Não adianta caprichar na escovação e não limpar a língua. A higienização tem de ser feita para eliminar sujeiras e bactérias, e pode ser realizada com limpadores, raspadores ou com a própria escova. Na língua pode se formar a saburra lingual – uma camada esbranquiçada de bactérias que é responsável pelo mau hálito.

Qualquer escova serve para limpar os dentes
MITO. Isso vale somente para o tamanho da cabeça da escova e não para o número de cerdas e funções. Ou seja, uma pessoa com arcada menor deve utilizar uma escova menor, para que seja feita uma limpeza eficiente. Mas as cerdas, na maioria das vezes, devem ser ultramacias e em maior quantidade possível.

Gengivite: veja como prevenir este mal



Escovação correta pode evitar a gengivite / Kacso Sandor/Shutterstock 

Se sua gengiva está vermelha, inchada ou sensível é hora de procurar um dentista o mais rápido possível. Esses sintomas podem ser o começo de uma inflamação na gengiva, a chamada gengivite.

O sangramento também é outro sintoma da doença. Em casos mais severos, ele ocorre espontaneamente, deixando, por exemplo, manchas no travesseiro ao acordar.

Segundo com o cirurgião dentista Paulo Henrique Lago, "após a inflamação aguda da gengiva, ocorrem em muitos casos a retração da gengiva, deixando-as com uma aparência alongada. Também pode ocasionar a formação de bolsas entre os dentes e a gengiva, onde se acumulam restos de comida e placa".

Um dos principais fatores para o aparecimento da gengivite é a má escovação dental. Porém, sua causa direta é a placa bacteriana, película viscosa, bastante aderente e sem cor. Quando não é removida, essa placa produz toxinas que resultam na doença.

Em seu estágio inicial, quando o osso e o tecido conjuntivo que segura os dentes no lugar ainda não foram atingidos, os danos podem ser revertidos.

A prevenção vem com o hábito da escovação diária - no mínimo 3 vezes ao dia -, passando sempre fio dental, enxaguante bucal e creme dental.

De acordo com o especialista, se não tratada, a doença pode evoluir para uma periodontite e causar danos permanentes aos dentes e mandíbula/maxilar. Neste caso, os prejuízos não ficam somente à gengiva. Os ossos que revestem a raiz dental também são afetados levando a um quadro de reabsorção óssea e mobilidade dos dentes.


Funcionamento da tireóide influencia atividade física


O exercício físico tem como característica alterar diversas funções do organismo humano por atuar no sistema endócrino estimulando ou inibindo a secreção hormonal. A tireóide é uma glândula que participa da regulação do metabolismo energético e é dependente de iodo e tirosina para a produção hormonal de T3, TSH e T4. Esses hormônios são essenciais para a síntese protéica e enzimática, aumentando o tamanho e número de mitocôndrias na maioria das células, promovendo a absorção rápida da glicose e a mobilização de lipídeos, ou seja, em acelerar o metabolismo.

Segundo pesquisas uma atividade física de endurance ou de leve a moderada por longos períodos resulta em uma forma não patológica de hipotireoidismo que dura por até três dias. Eles acreditam na hipótese de que isso ocorra, pois o exercício libera fatores inibidores da tireóide. Essa inibição temporária não ocasiona problemas, mas se isso perdura por muito tempo, ou seja, em uma atividade física muito extenuante e de longo período, prejuízos como fadiga e queda na performance são observados.

Essa adequação dos níveis de tireóide pós-treino servem de parâmetro para analisar se está ocorrendo um excesso de treino onde cada pessoa tem um período de recuperação diferente da outra.

Agência Estado

Clareamento dental sem supervisão pode causar até câncer



Clareamento dental sem supervisão pode causar até câncer

O uso de kits clareadores de forma exagerada ou sem orientação profissional pode causar danos à saúde oral do usuário, inclusive, lesões cancerígenas Foto: Shutterstock

O clareamento dos dentes, procedimento cada vez mais procurado pelos pacientes insatisfeitos com as manchas, pode trazer desconfortos muito maiores para quem o faz de maneira inadequada. O uso de kits clareadores de forma exagerada ou sem orientação profissional pode causar danos à saúde oral do usuário, inclusive, lesões cancerígenas.

O clareamento nunca é feito de uma só vez. Como se trata de um procedimento repetitivo, pode irritar a mucosa e causar lesões que podem vir a se desenvolver como tumor. Isso porque há a proliferação inadequada de células, por um estímulo externo ao organismo. Isso faz com que haja uma desorganização da composição celular.

Por isso, a importância do acompanhamento profissional se dá no momento em que é imprescindível prevenir o contato da mucosa com os produtos. Em geral, nos consultórios, é aplicada uma camada de resina que protege a gengiva e mantém o material somente nos dentes. Cabe ao dentista avaliar o progresso após o procedimento e se houve lesões. 

O consultor científico da Associação Brasileira de Odontologia (ABO), Mauro Piragibe, destaca que o clareamento feito de forma indiscriminada pode causar ulcerações nas mucosas como lábios e bochecha, na língua e na gengiva, além de hipersensibilidade nos dentes e até mesmo reabsorções na raiz. "Pode haver danos como queimaduras que, dependendo do grau, podem virar pequenas aftas, ulcerações maiores e até perda de tecido gengival", diz.

Controvérsias

Para o oncologista Ricardo Caponero, da Clinonco, o desenvolvimento de doenças a partir do contato da água oxigenada com a mucosa não está comprovado. "A água oxigenada é rapidamente degradada e libera oxigênio em forma de gás e água. Mesmo sendo um radical livre altamente reativo, usado sobre a pele, o oxigênio é liberado na atmosfera, sem nenhum efeito lesivo conhecido", pontua.


AVC: Indício de outras doenças


Em pessoas que já sofreram um Acidente Vascular Cerebral há a possibilidade de existirem outras artérias, de diferentes partes do organismo, com coágulos e predisposição ao entupimento. Por isso elas possuem maiores chances de desenvolverem outros problemas de saúde. Essa é uma das conclusões do registro observacional REACH, que vem sendo conduzido em mais de 68 mil pacientes, em 44 países do mundo, inclusive no Brasil, para avaliar o perfil de risco de pacientes com alto risco de sofrer eventos aterotrombóticos, como infarto agudo do miocárdio, AVC e doença arterial periférica.

O registro mostrou que dos 19 mil pacientes avaliados que sofreram derrame, 40% também tiveram problemas em outras regiões vasculares, como no coração e nos pulmões. Um levantamento feito pela International Stroke Society (ISS) aponta para a mesma direção. Em torno de 15% dos pacientes que tiveram um AVC poderão falecer ou ser hospitalizados em decorrência de problemas nas artérias, como infarto ou um novo AVC, num período de um ano.

Fatores de risco

A maioria dos fatores de risco para AVC são passíveis de intervenção, portanto é possível se fazer um tratamento preventivo. A chamada prevenção primária.

Entre os fatores de risco que podem ser modificados destacam-se:

  • Hipertensão;
  • Diabetes;
  • Tabagismo;
  • Consumo freqüente de álcool e drogas;
  • Estresse;
  • Colesterol elevado;
  • Doenças cardiovasculares, sobretudo as que produzem arritmias;
  • Sedentarismo;
  • Doenças hematológicas.

Existem contudo fatores que podem facilitar o desencadeamento de um Acidente Vascular Cerebral e que são inerentes à vida humana, como o envelhecimento. Pessoas com mais de 55 anos possuem maior propensão a desenvolver o AVC. Características genéticas, como pertencer a raça negra, e história familiar de doenças cardiovasculares também aumentam a chance de AVC.

Esses indivíduos portanto devem ter mais atenção e fazer avaliações médicas mais frequentes.

Reabilitação

Parte importante do tratamento, o processo de reabilitação muitas vezes começa no próprio hospital, afim de que o paciente se adeque mais facilmente a sua nova situação e restabeleça sua mobilidade, habilidades funcionais e independência física e psíquica. Esse processo ocorre quando a pressão arterial, o pulso e a respiração estabilizam, muitas vezes um ou dois dias após o episódio de Acidente Vascular Cerebral.

Um dos focos iniciais é evitar a espasticidade, rigidez nos músculos que pode provocar deformações que impedem o paciente de executar alguns movimentos. Essas deformidades formam-se a partir do permanecimento em posturas erradas devido à dificuldade de movimento..

O processo de reaprendizagem exige paciência e obstinação do paciente e, também, do seu cuidador que tem uma função extremamente importante durante toda a reabilitação. Ele é fundamental e o responsável e por dar os remédios nas horas corretas, em vista da possibilidade de esquecimento decorrente de alterações na memória.

Baseado na plasticidade cerebral, capacidade do cérebro de destacar células nervosas sadias para realizar funções de células danificadas, muitas técnicas utilizadas durante a reabilitação. Com isso, é possível grande recuperação dos membros lesionados.

Outro aspecto de considerável importância é a reintrodução no indivíduo no convívio social, seja por meio de leves passeios, compras em lojas ou quaisquer atividades comuns à rotina normal do paciente.  Essa orientação é fornecida pelo Terapeuta Ocupacional outro profissional muito importante na reabilitação do paciente.