Saiba como se faz a cirurgia de desvio de septo



Você já parou para analisar a sua respiração? Será que você respira apenas por uma narina? Isso pode ser um sinal de desvio de septo, um problema que acontece quando a deformidade do septo nasal - estrutura que separa as duas narinas - acaba obstruindo a passagem de ar, como explicou o otorrinolaringologista Marcelo Hueb no Bem Estar desta quarta-feira (15).

O médico explicou, no entanto, que praticamente todas as pessoas têm algum grau de desvio de septo, mas não necessariamente têm esse problema. O que muda é que, em alguns casos, o comprometimento da respiração pode ser imperceptível, enquanto nos outros, pode prejudicar a qualidade de vida do paciente. Nessas situações mais graves, caso os medicamentos não façam mais efeito e a obstrução do ar seja muito grande, é indicada a cirurgia.

Arte Bem Estar Respiração 2 (Foto: Arte/G1)

Geralmente, a orientação é de que o paciente opere o desvio de septo no fim da adolescência, quando o septo nasal já cresceu por completo.

No entanto, caso a criança tenha o problema e respire pela boca, ela pode acabar prejudicando seu desenvolvimento da face e do tórax e, por isso, quando não há outra alternativa, a cirurgia pode ser feita. Porém, como explicou o médico, quando corrigido na infância, o desvio pode voltar com o tempo.

Se corrigido após a adolescência, o desvio só volta caso o paciente sofra um trauma após a cirurgia ou se, durante a cicatrização, a cartilagem for "puxada" para um dos lados, voltando a entupir o nariz. Por isso, é importante que o médico fixe a cartilagem novamente no osso no fim da operação. De acordo com o otorrinolaringologista Marcelo Hueb, o paciente operado tem um resultado muito bom, mas deve saber que nunca vai respirar igualmente pelas duas narinas porque sempre haverá uma pequena obstrução em um dos lados.

Porém, muitas pessoas acabam utilizando descongestionantes nasais para desobstruir a passagem do ar e é preciso tomar muito cuidado com o excesso.

Esses medicamentos, que têm seu efeito de 2 a 8 horas, podem levar a pessoa a criar uma espécie de "vício". Além disso, o uso excessivo desses remédios pode irritar a mucosa e afetar a pressão sanguínea e até mesmo os batimentos cardíacos.

Em alguns casos, a dificuldade para respirar pode ser ainda maior porque geralmente, quem tem desvio de septo acaba tendo problemas também por causa dos cornetos nasais, estruturas ricas em vasos sanguíneos que incham e murcham o tempo todo.

Isso porque, quando uma narina fica "bloqueada", o funcionamento desses cornetos é prejudicado e eles ficam inchados o tempo todo, atrapalhando ainda mais a passagem de ar. Por isso, caso o paciente vá fazer a cirurgia do septo, o médico acaba cauterizando ou até mesmo removendo parte do corneto nasal.

No entanto, como explicou o otorrinolaringologista Marcelo Hueb, o médico precisa tomar muito cuidado durante esse procedimento para que a cauterização ou remoção não sejam muito grandes e prejudiquem as funções dos cornetos nasais de umidificação e aquecimento do ar. Se isso acontecer, o ar entra pela narina sem nenhum tipo de resistência e o paciente pode perder a sensibilidade e não sentir mais a própria respiração, ficando com a sensação de estar sempre com o nariz entupido.

Há ainda a adenoide, que muitas pessoas chamam de carne esponjosa. Localizada atrás do nariz, uma de suas funções é defender o organismo já que retém microorganismos, mas podem ocorrer dois problemas que podem atrapalhar a respiração: inflamações causadas pelas bactérias e fungos que se depositam na adenoide ou quando ela cresce demais.

Essas complicações são mais comuns em crianças e os sinais de alerta geralmente são respiração pela boca, ronco, sono agitado ou até mesmo xixi na cama. Geralmente, a adenoide diminui de tamanho com o passar da idade, mas caso isso não aconteça, ela deve ser removida com cirurgia. 


Cerca de 6% das crianças brasileiras sofrem de hipertensão


Como não existe uma cultura de medir a pressão arterial na infância e na adolescência, a doença é subdiagnosticada nesses pacientes

O Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial, celebrado nesta sexta-feira (26), será dirigido, este ano, para o público jovem. A decisão, da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) é com o fato de que de 6 a 8% das crianças brasileiras já são hipertensas. E na maioria das vezes nem sabem que têm a doença, já que não existe uma cultura de medir a pressão arterial na infância e na adolescência.

A tendência é que o índice cresca por causa da obesidade. Segundo a SBC, crianças obesas têm oito vezes mais chances de desenvolver a hipertensão.

A campanha deste ano será realizada em todos os Estados e no Distrito Federal, com atividades nas capitais e em algumas cidades do interior. A coordenação da ação é da Diretoria de Promoção de Saúde Cardiovascular da SBC, que já disponibilizou o PDF da cartilha no portal da entidade, www.cardiol.br (link: http://prevencao.cardiol.br/campanhas/img/cartilha_hipertensao2013.pdf).

"Com a cartilha eletrônica disponível, qualquer pessoa poderá imprimir e, um professor por exemplo, poderá utilizar como material didático em sala de aula", explica o diretor da SBC, Carlos Alberto Machado. Cem mil cartilhas serão impressas e distribuídas por um convênio da SBC e Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo.

A cartilha esclarece que a hipertensão não apresenta sintomas, na maioria das vezes, mas quem tem tonturas, falta de ar, palpitações, enjoos e náuseas, dor de cabeça frequente, cansaço inexplicável ou alterações na visão, deve procurar um atendimento especializado.

"O tratamento e acompanhamento da pressão alta são realizados por toda a vida. A mudança de hábitos alimentares, a prática regular de atividade física e a medicação, quando necessária, são importantes e devem ser contínuas não devendo ser abandonadas mesmo que os valores da pressão tenham sido normalizados, a não ser por orientação médica", orienta o diretor da SBC.


Manter corpo hidratado no inverno é essencial


Uma dica para se manter hidratado é apostar no consumo variado de bebidas ao longo do dia
  • Uma dica para se manter hidratado é apostar no consumo variado de bebidas ao longo do dia

Apesar de as pessoas costumarem sentir menos sede no inverno, manter o corpo bem hidratado nessa época do ano é fundamental para seu bom funcionamento e evitar doenças típicas da estação, alerta o professor e pesquisador Antonio Herbert Lancha Júnior, especialista em educação física e nutrição da Universidade de São Paulo (USP).

Em entrevista à Agência Efe, Lancha, que também foi professor visitante do Human Nutrition Research Center on Aging da Universidade Tufts, em Massachusetts (EUA), disse que no inverno as pessoas se esquecem de redobrar a atenção para a ingestão de líquidos - algo essencial, já que o corpo é composto por 60% de água e esse conteúdo tem que ser renovado permanentemente.

"A hidratação é muito mais do que tomar um copo de água. A reposição tem que ser permanente e variada. Quanto mais diversificada a fonte de hidratação, maior a possibilidade do indivíduo se manter hidratado", disse Lancha, que recomenda atenção especial para lactantes e crianças, cujos corpos têm uma porcentagem de água ainda maior.

Uma dica para se manter hidratado é apostar no consumo variado de bebidas ao longo do dia. "Todas as bebidas ajudam a manter a hidratação e, no inverno, temos várias opções além da água", sugere. Um chá ou um refrigerante também podem hidratar, assim como sucos e até mesmo café.

Lancha lembrou que o Ministério da Saúde recomenda a ingestão de um mililitro de líquido por cada caloria gasta, o que equivale a 2,5 litros por dia ou um copo por hora.

"Mas quando o gasto de calorias aumenta por algum motivo, como a prática de exercícios físicos, é necessário compensar a desidratação e elevar a ingestão", explicou.

A vulnerabilidade provocada pela falta de hidratação é maior em regiões com clima seco, nas quais a falta de água pode ressecar o corpo, especialmente as mucosas, compostas por 80% de água.

De acordo com o especialista, quando o corpo está pouco hidratado "a espessura das mucosas se reduz e o corpo fica mais vulnerável a infecções propagadas pelo ar"


Pedras na vesícula – o que são e como evitar



A vesícula biliar é uma estrutura que fica abaixo do fígado e armazena e concentra a bile produzida por ele. Às vezes, os próprios materiais da bile podem começar a se agrupar, e formar os temidos cálculos – também conhecidos como pedras.

Um dos maiores problemas dessa condição é a falta de sintomas no seu início. O paciente só percebe que há algo errado quando começa a sentir dores, que podem vir acompanhadas de náuseas e vômitos. Quando ocorre uma infecção secundária o paciente pode ainda sofrer febre e calafrios, e sua urina pode ficar mais escura.

O diagnóstico é feito a partir do relato do paciente e de exames, sendo que a ultrassonografia permite a visualização dos cálculos. O tratamento mais recorrente é a cirurgia de remoção da vesícula biliar. O uso de medicamentos é feito apenas em casos em que o paciente não pode se submeter a uma cirurgia.

As pedras na vesícula podem ser causadas por diversos fatores. Veja abaixo outras questões que facilitam sua formação:

- Predisposição genética
- Alto consumo de gorduras e carboidratos
- Sedentarismo
- Diabetes
- Obesidade
- Hipertensão
- Tabagismo
- Uso prolongado de anticoncepcionais
- Avanço da idade

Pessoas que estejam em grupos de risco devem conversar com seus médicos sobre formas de prevenção e também devem estar atentas aos sinais dados pelo corpo. As dores causadas pelas pedras normalmente acontecem do lado direito do corpo, abaixo da costela e podem migrar para as costas.

Entenda o que é o câncer de mama e métodos de prevenção


O que é?
O câncer de mama é o carcinoma mais comum em mulheres, respondendo por 22% do total de casos novos a cada ano no Brasil, segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca). Estimativa do instituto aponta que o país registrou 52.680 novos casos da doença apenas em 2012.

Os dados mais recentes de óbitos divulgados pelo instituto apontam que, em 2010, morreram no Brasil 12.852 pessoas devido ao câncer de mama, sendo 147 homens e 12.705 mulheres.

Quais são os fatores de risco?
São considerados fatores de risco, tanto para homens, quanto para mulheres, histórico familiar, obesidade, sedentarismo e antecedente de patologias mamárias. Além disso,  ginecomastia ou crescimento de mamas nos homens (isso pode ocorrer com aplicações de hormônio), hiperestrogerismo, doença testicular, doença hepática, fratura óssea acima de 45 anos e a síndrome de Klinefelter podem também ser perigosos.

Estima-se que por meio da alimentação, nutrição e atividade física é possível reduzir em até 28% o risco de a mulher desenvolver câncer de mama.

Nascer com os genes BRCA1 ou BRCA2 significa que vou ter câncer no futuro?
Não. Segundo a geneticistista Lygia da Veiga Pereira, chefe do laboratório nacional de células-tronco embrionárias da Universidade de São Paulo, apenas quem nasce com mutações em um desses genes ou desenvolve esta mutação ao longo da vida passa a ter risco de desenvolver algum tipo de câncer.

Ela explica que a probabilidade de uma mulher com saúde normal desenvolver câncer de mama até os 90 anos é de 10%. No entanto, se ela tem uma mutação nos genes BRCA1 ou BRCA2, a chance de desenvolver o câncer é de 87%. Mutações nos genes BRCA são responsáveis por cerca de 10% dos casos de câncer de mama nos EUA, tanto em mulheres como em homens.

Apenas os genes BRCA1 ou BRCA2 causam o desenvolvimento de câncer?
Não. Segundo o médico mastologista João Carlos Sampaio Góes, diretor científico do Instituto Brasileiro do Controle do Câncer, existem outros genes ainda não identificados que também são relacionados à pré-disposição do câncer de mama. Ele também acrescenta que casos de reposição hormonal também podem causar o desenvolvimento da doença

Casos de câncer na família significam que também terei algum carcinoma no futuro?
Não. Segundo a geneticista, 90% dos cânceres não são hereditários (genéticos). Ela explica que o carcinoma ocorre devido a algum defeito genético, que pode aparecer anos após o nascimento de uma pessoa, devido ao seus hábitos de vida.

Realizar exame de sequenciamento genético pode ser uma alternativa de prevenção?
Sim. No entanto, segundo Lygia da Veiga, é um exame feito com menos frequência e, em grande parte na pequena parcela da população que tem maior pré-disposição ao desenvolvimento de câncer hereditário, quando genes defeituosos são transmitidos da mãe ou pai para os filhos.

Segundo a geneticista da USP, essa taxa é de 10%. Ela afirma ainda que o sequenciamento pode ser recomendado para casos de desenvolvimento da doença em pessoas da mesma família que têm câncer muito cedo. Exemplo são mulheres que desenvolvem câncer de mama com idades que variam entre 20 e 40 anos.

Realizar uma mastectomia (retirada dos seios) é a única solução para prevenir o câncer de mama?
Não. A retirada dos seios, após a descoberta do gene defeituoso e da chance de desenvolver câncer de mama, pode reduzir o risco de desenvolver o carcinoma. De acordo com o médico mastologista João Carlos Sampaio Góes, esse tipo de procedimento, seguido da reconstrução das mamas, já é bastante aplicado do país, inclusive quando há detecção do câncer de mama na fase inicial.

No entanto, há outras alternativas de prevenção. Uma delas é o acompanhamento médico com maior frequência e realização de exames de mamografia. A outra é o tratamento com a substância tamoxifeno, considerado um antihormônio, e que reduz em 50% o risco do câncer de mama.

Porém, essa medicação pode ser tomada por pouco tempo (entre 5 e 10 anos), pois tem efeitos colaterais como a elevação do risco de trombose, problemas de visão e desenvolvimento de câncer de endométrio (camada de células que reveste o útero).

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Arte Bem estar Mamografia (Foto: Arte/G1)

Saiba quais são as diferenças dos sintomas de resfriado, gripe e dengue


Com a chegada do outono e a proximidade do inverno, é comum surgirem sintomas como febre, dor de cabeça, dor muscular e cansaço. Esses sinais são ainda mais frequentes entre pessoas que passam muito tempo em ambientes fechados, como escritórios e o transporte público. Aí vem a dúvida: "Será que o que eu tenho é resfriado, gripe ou dengue?"

Para diferenciar os principais sinais de cada uma dessas doenças, que muitas vezes podem se confundir, oouviu médicos especialistas no assunto.

Segundo o clínico geral e infectologista Paulo Olzon, da Escola Paulista de Medicina/Unifesp, o resfriado atinge principalmente as vias aéreas superiores (nariz, faringe e laringe) e raramente dá febre – quando há, é baixa. Já a gripe pode acometer as vias aéreas inferiores (traqueia e pulmões, onde ficam os brônquios, bronquíolos e alvéolos). A dengue, por sua vez, manifesta sintomas pelo corpo todo, mas não há comprometimento respiratório, como tosse, dor de garganta, coriza e catarro.

Outros sintomas dessas três doenças podem ser mais ou menos severos, dependendo da imunidade da pessoa, da idade e da exposição prévia ao vírus – no caso da dengue, se o paciente já teve contato com o tipo 1, pode apresentar sintomas mais fortes ao pegar algum dos outros três. Durante os meses mais frios, porém, o número de vítimas da dengue costuma diminuir, pois o mosquito transmissor Aedes aegypti precisa de calor e umidade para se proliferar.

Já o resfriado é causado pelos rinovírus e outros cinco grupos principais, enquanto a gripe é transmitida pelos vírus influenza A, B ou C. A cada vez que um indivíduo é exposto a um tipo de vírus, fica imunizado, mas o problema é que esses micro-organismos sofrem mutações muito rapidamente, o que pode fazer com que uma pessoa tenha gripe ou resfriado centenas de vezes ao longo da vida.

De forma geral, os sintomas comuns ao resfriado, à gripe e à dengue aparecem de forma menos intensa no primeiro, moderada no segundo e severa no terceiro, de acordo com o infectologista Caio Rosenthal, do Hospital do Servidor Público Estadual de São Paulo e do Instituto de Infectologia Emílio Ribas.

Além disso, segundo o médico, é difícil diferenciar os sintomas da gripe comum e da suína, a A (H1N1). Rosenthal destaca que elas são provocadas por diferentes subtipos de influenza, mas os sinais são muito parecidos e se confundem. Atualmente, a melhor forma de se prevenir contra a gripe é tomar a vacina anual, que protege contra os três tipos de influenza que mais circularam no ano anterior: desta vez, são o A (H1N1), o A (H3N2) e o B.

Veja abaixo a tabela com os sintomas de cada doença:

Características Resfriado Gripe (comum e H1N1) Dengue
Febre (Foto: Arte/G1)
Não chega a 38º C Costuma ser alta, acima de 38º C Alta, de início súbito
Dor de cabeça (Foto: Arte/G1)
Fraca Intensidade média Forte
Dor muscular (Foto: Arte/G1)
Fraca Intensidade média Forte. Também causa dor nos ossos e nas articulações, razão pela qual também é conhecida como "doença quebra-ossos"
Dor de garganta (Foto: Arte/G1)
Pode haver Pode haver Não
Tosse (Foto: Arte/G1)
Fraca Geralmente forte Não
Espirros (Foto: Arte/G1)
Sim Sim Não
Mal-estar (Foto: Arte/G1)
Sim Sim Sim, com tontura e moleza
Cansaço (Foto: Arte/G1)
Fraco Médio Intenso
Secreção nasal (Foto: Arte/G1)
Intensa Intensa Não
Muco (catarro) (Foto: Arte/G1)
Intenso Intenso Não
Diarreia (Foto: Arte/G1)
Não Pode haver Pode haver
Dor nos olhos (Foto: Arte/G1)
Apenas quando há conjuntivite associada Apenas quando há conjuntivite associada Sim, e piora com o movimento dos olhos
Manchas vermelhas (Foto: Arte/G1)
Não Não Sim, principalmente no tórax e nos braços. É mais comnum na dengue hemorrágica ou na fase final do tipo clássico
Calafrios (Foto: Arte/G1)
Não Sim, associados à febre Sim, associados à febre
Perda de apetite (Foto: Arte/G1)

 

Comum e associado à perda do paladar e do olfato Comum e associado à perda do paladar e do olfato Comum e associado à perda do paladar
Complicações (Foto: Arte/G1)
Geralmente não há, mas pode evoluir para uma sinusite Pneumonia, broncopneumonia, otite, bronquite, sinusite e insuficiência respiratória Ocorrem nos casos mais graves, como o tipo hemorrágico. Pode haver sangramento, insuficiência circulatória e choque, entre outros problemas, sendo capaz de levar à morte
Duração (Foto: Arte/G1)
De dois a quatro dias. Em fumantes, pode chegar a uma semana Uma semana De 10 a 12 dias

Excesso de bebida no fim de semana pode causar danos duradouros ao fígado



Pesquisadores estudaram os efeitos do consumo excessivo de álcool quando combinado com o consumo crônico de álcool
Pesquisadores estudaram os efeitos do consumo excessivo de álcool quando combinado com o consumo crônico de álcool

Consumo excessivo de bebida alcoólica no fim de semana pode causar danos duradouros ao fígado, de acordo com pesquisadores da Universidade de Missouri, nos EUA.

A pesquisa revelou uma ligação única entre o consumo excessivo de álcool e o risco de desenvolver doença hepática alcoólica e uma variedade de outros problemas de saúde.

"Em nossa pesquisa, descobrimos que o consumo excessivo de álcool tem um efeito profundo sobre o fígado em vários modos de exposição ao álcool. Não podemos mais considerar o consumo crônico de álcool como o único fator no desenvolvimento de doença hepática alcoólica", afirma o autor correspondente Shivendra Shukla.

Os pesquisadores estudaram os efeitos do consumo excessivo de álcool quando combinado com o consumo crônico de álcool e também em casos isolados de bebedeira não associados ao consumo crônico de bebida.

O Instituto Nacional de Abuso do Álcool e Alcoolismo (NIAAA) define consumo excessivo de álcool para as mulheres como quatro ou mais doses em duas horas, para os homens, cinco ou mais doses em duas horas.

Através do estudo da exposição ao álcool em ratos, os pesquisadores descobriram que a bebedeira amplificou a lesão no fígado quando havia pré-exposição ao consumo crônico de álcool.

Como o local principal para o metabolismo do corpo, o fígado afeta muitos sistemas do corpo, incluindo o metabolismo e a distribuição de nutrientes e medicamentos, bem como a produção de vários agentes que são necessários para o funcionamento adequado do coração, rim, vasos sanguíneos e cérebro.