Poluição aumenta risco de doenças cardíacas



  Partículas poluentes e barulho do trânsito aumentam riscos cardíacos  Foto: William de Moura

Partículas poluentes e barulho do trânsito aumentam riscos cardíacos William de Moura

Em 2012 um grande grupo de estudo dinamarquês mostrou que o barulho dos veículos estava bastante associado ao risco de ataque cardíaco - para cada 10 decibéis havia um aumento de risco de 12%, no momento da exposição ou até cinco anos depois. Agora, um estudo apresentado no congresso EuroPRevent 2013, em Roma, mostra que a exposição a longo prazo ao material particulado fino do ar, em parte derivado do trânsito, está associada à aterosclerose, independente do barulho.

Segundo o médico Hagen Kälsch, do West-German Heart Center em Essen, na Alemanha, o estudo tem como objetivo estabelecer se a responsabilidade pelo aumento de risco cardíaco está associado ao trânsito, seja pelo barulho, por partículas poluentes, ou ambos.

O estudo foi baseado em dados do Estudo Alemão Heinz Nixdorf Recall, com um grupo populacional de 4814 participantes com média de idade de 60 anos. A proximidade deste grupo com estradas de alto volume de tráfego foi calculada com mapas de ruas oficiais, e a exposição a longo prazo a partículas poluentes foi avaliada com um modelo de transporte químico; o barulho da rua foi gravado e validado. O nível de aterosclerose dos participantes foi avaliado em tomografia computadorizada por medidas de calcificação vascular da aorta torácica, um marcador comum de aterosclerose subclínica.

Os resultados mostraram que em 4238 indivíduos incluídos no estudo, pequeno material particulado e a proximidade com as estradas foram ambos associados ao aumento dos níveis de calcificação da aorta - para cada aumento no volume de partículas de até 2,4 micrômetros, o nível de calcificação aumentava em 20,7% e para cada cem metros de proximidade com o tráfego pesado de veículos, aumentava em 10%.

Veja 3 maneiras simples e naturais de amenizar a dor de cabeça



Dor de cabeça é um mal que atinge grande parte da população Foto: Getty Images Dor de cabeça é um mal que atinge grande parte da população Foto: Getty Images

É muito raro encontrar alguém que não sinta dores de cabeça constantemente. Por isso, o site FitSugar listou três maneiras fáceis e naturais de amenizar o inconveniente. Veja:

1. Ajuste a dieta: se a dor de cabeça aparecer, considere consumir determinados alimentos em vez de tomar um remédio. A batata, por exemplo, tem o poder de aliviar a dor de cabeça porque tem alto nível de potássio. Já a banana, rica em magnésio, possuem efeito calmante. Se a desidratação pode ser a razão da dor, experimente uma fatia de melancia ou pepino.

2. Amenize qualquer tensão muscular: as dores de cabeça são, muitas vezes, resultado do estresse e podem ser causadas por músculos contraídos na parte superior do corpo. Se esta parece uma razão provável para o seu incômodo, uma sessão de alongamento pode ajudar. Uma massagem seria o ideal para benefícios a curto e médio-prazo. 

3. Priorize a hidratação: é sabido que a maioria das pessoas não se hidrata como deveria e essa pode ser uma das razões principais das dores de cabeça. Se este pode ser o seu caso, beba bastante água durante o dia para manter o organismo em pleno funcionamento. Se precisar de uma hidratação express, aposte na água de coco.


Confira exames preventivos que devem ser feitos a partir dos 30 anos



De uma forma geral, recomendamos que, na ausência de problemas de saúde que exijam atenção médica periódica e específica, os 30 anos são a idade apontada como a mais razoável para a realização do primeiro check-up, que é uma avaliação médica ampla, que pressupõe a abordagem pelo especialista de diversos aspectos da saúde mental e física do paciente nas diferentes etapas da vida — afirma a médica Roberta Carvalho, do Lâmina Medicina Diagnóstica.

A especialista preparou uma lista de exames de imagem sugeridos para check-up de acordo com a idade do paciente. Confira:

:::: Colonoscopia
Exame indicado a partir dos 50 anos, mas que deve ser feito antes se houver casos de câncer na família. Dependendo do resultado do primeiro exame, fundamental para a prevenção do câncer de cólon, a repetição ocorre a cada cinco anos. O exame é feito com um tubo flexível dotado de uma câmera na extremidade. Permite detectar lesões e doenças inflamatórias.

:::: Densitometria óssea
Recomendado a mulheres com mais de 65 anos, deve ser realizado antes se houver menopausa precoce ou osteoporose na família. Verifica a densidade e a integridade de ossos, como a bacia e o fêmur, diagnosticando a perda de massa óssea e a osteoporose.

:::: Ecocardiograma
É a ultrassonografia do coração. Deve ser indicado por cardiologista em casos de suspeitas de alterações cardíacas. O método permite avaliar a capacidade de contração do músculo cardíaco, alertando para possíveis disfunções.

:::: Eletrocardiograma e teste ergométrico
Podem ser solicitados ainda na casa dos 20 anos e se tornam obrigatórios após os 40, quando devem ser feitos anualmente. Ambos se valem de eletrodos sobre o peito para apurar o risco cardiovascular. O primeiro é feito com o paciente deitado e o segundo durante esforço físico programado e individualizado. O teste ergométrico, ou teste de exercício, avalia a capacidade funcional e condição aeróbica da pessoa. Também serve para detectar eventuais problemas como isquemia miocárdica, arritmias cardíacas e distúrbios hemodinâmicos induzidos pelo exercício, entre outras.

:::: Mamografia
Deve ser feita anualmente a partir dos 40 anos. Se houver casos de câncer na família, a investigação começa mais cedo. A mulher é examinada em um aparelho que comprime as mamas e permite averiguar alterações na região. O exame é essencial para a detecção precoce do câncer de mama, um dos mais comuns no sexo feminino.

:::: Ultrassonografias
Cada vez mais elas fazem parte do arsenal de exames preventivos prescritos pelo médico, mais comumente para examinar mamas, em complemento à mamografia, mas também são importantes para exames da tireóide e abdome.

Segundo Roberta Carvalho, tomógrafos e aparelhos de ressonância magnética modernos têm resultado em novos exames preventivos. São eles, principalmente, a angiotomografia coronariana, que permite avaliar o risco cardíaco do paciente, e a colonoscopia virtual, que não requer sedação e é um exame rápido e eficaz para avaliar o cólon, embora não substitua a colonoscopia.

A ressonância de mamas, por sua vez, é cada vez mais é usada na prevenção do câncer de mama também, em especial em pacientes com alto risco para neoplasia mamária, como aquelas com parente de primeiro grau com câncer de mama ou com algumas mutações genéticas que predispõem ao câncer, sendo também o exame de escolha para pacientes que possuem próteses mamárias.

A especialista informa que há também os check-ups de investigação, nome dado a exames que avaliam uma condição específica. Um bom exemplo é a endoscopia, prescrita diante de reclamações como queimação e dores de estômago e que rastreia gastrites e refluxos.

Depressão pode diminuir benefícios de hábitos saudáveis



Além dos efeitos diretos da depressão na saúde, a doença ainda diminui os benefícios da prática de exercícios físicos, por exemplo Foto: Getty Images

Pessoas com depressão podem não ser beneficiadas por alguns hábitos saudáveis, de acordo com novo estudo divulgado pela revista Health.

Os efeitos antiinflamatórios já conhecidos da prática de exercícios físicos ou o consumo moderado de álcool, por exemplo, não são tão eficientes em pacientes depressivos. A pesquisa, realizada pela Duke Medicine, no Estados Unidos, afirma que essa descoberta sugere um novo potencial perigo da depressão, doença que afeta um em cada 10 norte-americanos.

Para o estudo, os pesquisadores analisaram os hábitos de exercícios e consumo de álcool de mais de 200 adultos, não fumantes e sem histórico de doença mental. Os testes revelaram, no entanto, que 4,5% deles se encaixavam em critérios para depressão.

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Os pesquisadores também analisaram os níveis de proteína C-reativa (PCR) em amostras de sangue coletadas dos participantes. A PCR é utilizada para prever o risco futuro de doenças cardíacas e inflamatórias crônicas e pode participar da formação de placas que se acumulam nas artérias.

Pesquisas anteriores já haviam mostrado que o exercício e o consumo moderado de álcool - definido como uma dose por dia para mulheres e duas para os homens - podem reduzir inflamações e diminuir o risco de doenças cardíacas e de diabetes tipo 2.

Os participantes do estudo que eram fisicamente ativos geralmente tinham níveis mais baixos de PCR, com exceção daqueles com depressão. Os pesquisadores também descobriram que o consumo moderado de álcool foi associado com baixos níveis de PCR em homens que não estavam deprimidos, mas não nas mulheres com depressão.

Segundo o estudo publicado na revista Brain, Behavior, and Immunity, entre as mulheres, a depressão não teve muito efeito sobre os níveis de PCR em pessoas que não bebem, bebiam ocasionalmente ou moderadamente. "Nossas descobertas sugerem que a depressão não apenas afeta diretamente a saúde física e mental de um indivíduo, mas também pode diminuir os benefícios da prática de atividade física e consumo moderado de álcool. Isso parece ser específico para casos de inflamação, que aumentam o risco de doenças cardíacas, fazendo com que a depressão se torne um fator de risco", explicou o líder da pesquisa, Edward Suarez.