Seis estratégias para prevenir e controlar a síndrome metabólica



Em meio à epidemia de obesidade, cresce também o número de casos de pessoas com síndrome metabólica, doença silenciosa que prejudica diversas áreas importantes do nosso corpo. O problema começa quando a insulina - produzida pelo pâncreas e que tem a função de colocar a glicose para dentro da célula - passa a ter dificuldade para executar esta ação. Quando isso acontece, diversos desequilíbrios químicos começam a afetar o organismo e, com o passar do tempo, haverá aumento progressivo de peso (Descubra seu peso ideal) , além da influência de outros fatores que podem levar ao surgimento de diversas patologias, inclusive o diabetes.

Segundo o Ministério da Saúde, existem hoje 12 milhões de pessoas portadoras de diabetes e grande parte delas a caminho do desenvolvimento da síndrome metabólica. A má notícia é que um dos principais motivos e grande fator de risco para a doença é a obesidade, que cresce a olhos vistos, principalmente entre crianças e adolescentes. A explicação para esse aumento está relacionada aos maus hábitos de vida cultivados atualmente.

Hipertensão é fator de risco para a síndrome metabólica

Como saber se tenho síndrome metabólica?

O avanço desta condição metabólica é gradual e muitas vezes seus sintomas passam desapercebidos, o que significa que essa disfunção pode avançar por anos sem ser detectada e tratada. A síndrome metabólica é considerada progressiva e os que tiverem os fatores de risco, como colesterol alto e hipertensão, devem corrigir os maus hábitos e monitorar melhor sua saúde e seu peso.

O diagnóstico deve levar em contas características clínicas, como obesidade e pressão alta, e os exames laboratoriais, que são indispensáveis na avaliação dos fatores de risco. Dois ou três fatores associados no mesmo indivíduo já caracterizam a existência da síndrome e com isso já é possível fazer o diagnóstico. Se você se classifica como um bom candidato para desenvolver resistência à insulina, aqui vão algumas dicas para prevenir e controlar esse processo que pode desencadear a síndrome metabólica:

Estratégia 1: reeduque sua alimentação

O plano alimentar é parte fundamental do tratamento, o que significa que você terá que reeducar sua alimentação, priorizando integrais, frutas, verduras, legumes e opções de baixo índice glicêmico. Também é importante diminuir o consumo de refinados, doces, gorduras, embutidos e processados.

Homens não devem ultrapassar 102 cm de barriga

Um plano alimentar feito individualmente para você, seguindo uma estratégia de tratamento dentro das suas reais necessidades e carências nutricionais o ajudará a regular melhor seu metabolismo e evitará que se alimente de forma errada e tenha picos de fome. As necessidades nutricionais de cada indivíduo devem ser respeitadas, assim como o estilo de vida.

Estratégia 2: invista em hábitos de vida saudáveis

Aquela sua barriguinha saliente é um perigo à saúde. A gordura que se deposita na barriga provoca modificações em seu metabolismo e atrapalham a ação da insulina. Homens não devem ultrapassar 102 cm de barriga e as mulheres devem ficar abaixo dos 88 cm. Orientais, por sua vez, tem uma restrição ainda maior, podendo alcançar apenas 80 cm de cintura.

Estratégia 3: mexa-se

O sedentarismo é um grande fator de risco no desenvolvimento da síndrome metabólica, portanto escolha uma atividade prazerosa e que, de preferência, ajude no controle do estresse e melhore a qualidade do sono.

Estratégia 4: coma a cada três horas

O processo digestivo demora cerca de três horas a ser feito. A partir deste momento, o organismo passa a funcionar como se estivesse em jejum, ou seja, ele desacelera para economizar energia. Por isso, não passe mais do que três horas sem comer para manter seu metabolismo sempre ativo.

Estratégia 5: hidrate-se

Um organismo com o grau correto de hidratação trabalha com eficiência superior ao desidratado. Assim, não vale usar a principal desculpa de quem está acima do peso e tomar diuréticos sem a correta orientação do seu médico.

Estratégia 6: não tenha pressa para emagrecer

Ao emagrecer e engordar diversas vezes (efeito sanfona) em um curto espaço de tempo, o metabolismo acaba sofrendo modificações e ficando cada vez mais lento e com maior dificuldade para emagrecer. Por isso, faça um plano alimentar e de exercícios para emagrecer corretamente e não correr o risco de ganhar novamente os quilos perdidos. Esqueça aquela dieta milagrosa que sua amiga está fazendo e que a fez secar!

10 mandamentos para a longevidade


Os 10 mandamentos da longevidade.

1º. TENHA UMA ATITUDE POSITIVA NA VIDA E EM RELAÇÃO À IDADE: não considere sua idade uma limitação. A maneira como uma pessoa se posiciona com relação ao envelhecimento é a chave para a sua capacidade de desenvolver-se. Freqüentemente, pessoas mais velhas têm oportunidades e possibilidades vantajosas que podem não ter tido quando mais jovens.

2º. CONHEÇA E UTILIZE BEM O SEU POTENCIAL GENÉTICO: a grande maioria das pessoas têm genes que lhes permitem viver pelo menos 85 anos. Tire vantagens desses genes, não os frustre. Práticas de boa saúde o ajudarão a compensar pelo menos algumas das diferenças genéticas entre você e os centenários e a maximizar a porção da sua vida sem doença.

3º MEXA-SE; SEU CORPO PRECISA DE EXERCÍCIOS: coloque como prioridade manter o peso adequado e um bom preparo físico. A longo prazo é a estratégia mais eficaz para quem quer se tornar um centenário. Para todas as idades, o treinamento de resistência se torna cada vez mais importante na manutenção da força e dos músculos. Além disso, o tecido muscular aumenta a queima de gordura. A prática de exercício reduz o risco de doenças do coração e aumenta acentuadamente o bem-estar.

4º. USE SEU CÉREBRO: Crie novos desafios. Mantenha sua mente em funcionamento, com novas e diferentes atividades para exercitar as diversas partes do cérebro. Tire vantagem de oportunidades e possibilidades que podem não ter existido antes, tais como uma segunda carreira, atividades voluntárias, instrução musical, cursos variados, escrever ou viajar.

5º. TENHA UMA ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL: enfatize as frutas e vegetais (legumes, verduras e grãos) na sua alimentação e diminua o consumo de carne, gorduras saturadas e hidrogenadas e doces. Coma moderadamente para evitar a obesidade. Se necessário, suplemente sua alimentação com os anti-oxidantes vitamina E e selênio.

6º. LIVRE-SE DO ESTRESSE: aprenda a lidar com ele. A vivacidade do seu cérebro e sua longevidade vão depender de quão bem você administra suas tensões. Aprenda a relaxar e a viver em paz. Bom humor, meditação, tai chi, ioga, exercícios, dança, contato com a natureza e otimismo são algumas das maneiras de minimizar o estresse.

7º. ELEVE-SE FAZENDO ALGO DE BOM PARA OS OUTROS: dedique-se a dar uma contribuição à sociedade. Sinta que está fazendo algo positivo para a coletividade em alguma atividade sua.

8º. NUNCA SE APOSENTE: mude de carreira, faça alguma coisa diferente, "curta" a vida, mas nunca se aposente. Continue a fazer planos e a se empenhar para realizá-los. Não abra mão de seus sonhos. Se necessário modifique-os, adaptando-os a uma nova realidade, mas não desista deles.

9º. MANTENHA VIVA A SUA ESPIRITUALIDADE: a conexão com o Espiritual faz parte da essência humana. As pesquisas têm demonstrado que vive mais e melhor quem ora, quem tem uma religião ou vive uma vida orientada pelo sentimento de que existe algo que transcende a vida.

10°. APRENDA A PERDOAR: aprenda a ser tolerante para com o próximo. Todos temos defeitos, problemas e dificuldades. Abra seu coração para o amor, para as pessoas e para a vida. Lembre-se o amor é que é o destino verdadeiro... mais vale quem a amar madruga do que quem outro verbo conjuga.
 

Evite sete hábitos que aumentam o risco de depressão



A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que a depressão se torne a doença mais comum do mundo nos próximos 20 anos. Atualmente, ela afeta mais 350 milhões de pessoas de todas as idades e é causa de mais de 850 mil suicídios por ano. Diante de números tão altos, especialistas da área de saúde reforçam a necessidade de estar atento aos principais fatores que podem desencadear o problema.

"A depressão é uma doença causada por uma combinação de fatores genéticos, ambientais, psicológicos e sociológicos", afirma a psiquiatra Renata Bataglin, do Hospital e Maternidade São Luiz. Se você tem histórico familiar de depressão, deve ter ainda mais cuidado com alguns hábitos diários que interferem na sua saúde. Descubra os principais deles a seguir. 


Sedentarismo - Getty Images

Sedentarismo

Quem vive com a sensação de que está cansado e não tem tempo para praticar exercícios precisa saber que a atividade física é uma ótima forma de melhorar a disposição. "A prática regular aumenta os níveis de endorfina no organismo, que é um neurotransmissor que promove a sensação relaxante de bem-estar", explica a psiquiatra Renata.

É essa endorfina que ajuda a combater depressão em pessoas com predisposição. Uma pesquisa publicada no Journal of Clinical Psychiatry mostrou que a atividade física é tão eficiente que pode funcionar até como um tratamento paralelo à medicação de depressão. Os pesquisadores analisaram voluntários com depressão que tinham entre 18 e 70 anos. Em um primeiro momento, todos não responderam bem aos medicamentos. Ao serem submetidos a 12 semanas de exercícios físicos - junto ao tratamento com medicação -, cerca de 30% dos pacientes em ambos os grupos atingiram uma remissão completa da depressão e outros 20% tiveram uma melhora significativa. 

Estresse - Getty Images

Estresse

Esse companheiro indesejável da rotina corrida pode deixar o corpo de portas abertas para a depressão em pessoas que já tem tendência. "Parte das causas de depressão vem de pressões ambientais, jornada de trabalho muito extensa ou insatisfação com o emprego, congestionamento no trânsito, problemas financeiros, falta de emprego, cobranças pessoais e frustração", exemplifica a psicanalista Priscila Gasparini, da USP.

Um estudo que comprova a relação foi publicado na revista científica PLoS ONE, feito por pesquisadores do Finnish Institute of Occupational Health, na Finlândia, e da University College London, na Inglaterra. Eles acompanharam 1.626 homens e 497 mulheres durante cinco anos. Nos resultados, as pessoas analisadas que trabalhavam 11 horas ou mais por dia tinham um risco até 2,5 maior de ter depressão do que aquelas que tinham um expediente de oito horas diárias. Um dos fatores que podem ter influenciado esse número é o estresse de passar grande parte do dia trabalhando.  

Má alimentação - Getty Images

Má alimentação

Um estudo realizado pela University College London, na Inglaterra, fez a análise de 3,5 mil funcionários públicos britânicos por cinco anos. O resultado, publicado na revista British Journal of Psychiatry, mostrou que as pessoas que mantêm uma dieta rica em alimentos industrializados têm um risco 58% maior de ter depressão. O ideal seria manter uma alimentação balanceada, com todos os nutrientes na proporção certa e com ingestão moderada de alimentos ricos em açúcares, gorduras e conservantes.

Segundo a psiquiatra Renata, os dois extremos não são bons: comer muito ou ficar muito tempo em jejum. "Esses dois hábitos alteram os níveis de glicose no sangue e podem deixar a pessoa mais predisposta a ter depressão", explica. Ela recomenda se alimentar de três em três horas e incluir no cardápio alimentos fontes de triptofano, um tipo de aminoácido que ajuda na produção de serotonina. "Como a depressão está relacionada à baixa serotonina, o ideal é a pessoa ingerir maiores quantidades de triptofano, presente em frutas como banana, melancia, mamão e abacate", afirma a médica do Hospital São Luiz.  

Vício em internet - Getty Images

Vício em internet

Você pode até manter muitos contatos pela internet, mas eles nunca vão substituir as amizades fora do mundo virtual, segundo Renata Bataglin. "É muito fácil a gente ficar mais tempo do que o planejado usando a internet e, ao gastar o seu tempo com isso, você deixa de fazer outras atividades, como dormir direito, praticar exercícios ou interagir com outras pessoas no dia a dia", diz a psiquiatra.

Um estudo feito pelo Departamento de Psicologia da Universidade de Leeds, no norte da Inglaterra, reforça o que Renata afirma: acompanhando um total de 1.319 de casos de pessoas entre 16 e 51 anos, os psicólogos perceberam que aqueles que ficavam horas e horas na frente de um computador tinham cinco vezes mais chances de ter depressão do que os que utilizavam a internet normalmente. Os especialistas lembram, entretanto, que não somente a internet - mas qualquer vício que isole a pessoa de outras atividades cotidianas - pode ser um fator que aumenta a predisposição à doença, como se enterrar em livros ou fazer muitas compras. 

Sono de má qualidade - Getty Images

Sono de má qualidade

Um estudo publicado na revista científica Sleep teve a análise de mais de dez mil pessoas com idade média de 52 anos. Os pesquisadores - da Cleveland Clinic Sleep Disordes Center (EUA) - observaram que as pessoas com sono considerado normal (de seis a nove horas por noite) tiveram índices bem mais altos de qualidade de vida e níveis mais baixos de depressão, quando comparadas às pessoas que dormiam muito ou pouco.

Uma possível explicação para isso é de que o corpo precisa descansar direito para permanecer em equilíbrio. O sono inadequado é tanto causa quanto consequência da depressão. "Há um índice muito alto de pacientes com depressão e distúrbios do sono, como ter dificuldade para iniciar o sono, despertar durante a noite ou acordar mais cedo do que a hora certa", explica a psiquiatra Renata. Se a pessoa apresentar uma melhora da depressão, mas continuar mantendo o sono ruim, terá um risco muito grande de desenvolver um novo episódio depressivo. Por isso, dormir bem faz toda a diferença na prevenção e no tratamento.  

Viver sozinho - Getty Images

Viver sozinho

O ser humano não consegue viver sozinho, sem se relacionar com outros - isso é indicado em diversos estudos. Um deles, desenvolvido pelo Finnish Institute of Occupational Health, na Finlândia, selecionou 3.741 homens e mulheres com idade média de 44 anos que foram acompanhados por oito anos. Os resultados mostraram que os indivíduos que moravam sozinhos tinham até 80% mais chance de ter depressão do que aqueles que viviam com uma ou mais pessoas, tanto amigos quanto parentes. A solidão deve ser evitada em pessoas com tendência a ter depressão. 

Muita reclamação - Getty Images

Muita reclamação

Lamentar a vida e achar que nada vai dar certo pode virar uma mania a ponto de interferir na sua saúde. A depressão está muito relacionada ao pessimismo e à autoestima baixa. "Ter mais autoconfiança e manter uma postura mais pró-ativa com a própria vida ajuda muito", diz Renata Bataglin.

Um estudo publicado na revista científica Psychological Science, da Association for Psychological Science mostra que parte da razão pela qual as pessoas desenvolvem a depressão a partir de um evento negativo (como divórcio ou morte de um parente) está na memória de trabalho - também chamada de memória de curto prazo - que insiste em ruminar pensamentos negativos e não permite que o depressivo volte a sua atenção para outra coisa. Os pesquisadores da University of Miami e Stanford University, Estados Unidos, fizeram os participantes memorizar palavras diversas. Eles observaram que as pessoas com depressão tiveram mais problemas em reordenar as palavras em sua cabeça, principalmente quando elas tinham conotação negativa, como "morte" ou "tristeza". 

Dor de cabeça e até cãibra podem incomodar nos dias de calor intenso



O tempo ensolarado é motivo de animação para muita gente, mas o calor intenso pode ser sinônimo de moleza, dores e mau-humor. Mas antes de ser uma questão de gosto, dias muito quentes podem sim interferir no funcionamento do organismo, causando uma série de sintomas. "A principal mudança do corpo e que pode ser a percussora de todas as alterações é a desidratação", afirma o fisioterapeuta especializado em fisiologia Felipe Gambetta Carmona, do Hospital Albert Einstein, em São Paulo. Conheça os sintomas mais comuns nos dias de calor excessivo e veja como evitar essas mudanças: 

Dores de cabeça

Segundo o fisioterapeuta Felipe, sentir dor de cabeça no verão ou dias de calor é um sinal de que o corpo está exposto a altas temperaturas de forma exagerada. "A dor acontece porque o organismo fica sobrecarregado na intenção de manter a temperatura do corpo estável", diz. A melhor forma de evitar essa situação é resfriar o corpo, ingerindo bastante líquido (água ou suco de frutas) e tomando um banho de morno para frio. "Se a dor persistir por longos períodos, o ideal é procurar um serviço médico."

aparelho de aferir a pressão - Foto: Getty Images

Queda na pressão

"O aumento da temperatura leva a uma maior dilatação do sistema circulatório, e essa dilatação diminui a pressão dos vasos sanguíneos", explica Felipe Carmona. Por conta disso, é comum pessoas mais sensíveis ao calor se sentirem cansadas ou indispostas. O especialista afirma que a melhor maneira de evitar isso é aumentar a ingestão de líquidos e alimentar-se corretamente, de preferência com alimentos ricos em água, como fruta e legumes.  

homem com um ventilador na cara - Foto: Getty Images

Transpiração em excesso

Atire a primeira pedra quem não sofre com o suor nos dias quentes. "Para que nosso corpo mantenha sua temperatura normal mesmo no calor, ele aumenta a produção de líquidos secretados pelas glândulas sudoríparas", diz o fisioterapeuta especializado em fisiologia Felipe Gambetta Carmona, do Hospital Albert Einstein. Junto do suor, nossa pele também produz mais oleosidade, graças às glândulas sebáceas. Segundo o especialista, o suor e o sebo por si não trazem nenhum malefício, desde que a pele e roupas estejam sempre higienizadas - para não acumular bactérias causadoras do mau cheiro. A higiene das axilas para afastar os micro-organismos é essencial. Durante o banho, higienize as axilas e seque bem antes de passar o desodorante. Repasse o produto durante o dia quantas vezes sentir necessidade. Nos dias de muito calor, prefira vestir peças de algodão. Os tecidos sintéticos, como o elastano e a elanca, retêm o suor, abafam a pele e favorecem a transpiração. Durante o dia, privilegie roupas de cores claras e que não apertem as axilas. Outro ponto é manter o corpo hidratado para repor o líquido que é perdido com o suor. 

mulher no banheiro - Foto: Getty Images

Menos idas ao banheiro

Se você notou que no calor costuma ter menos vontade de fazer xixi, saiba que é normal. Isso acontece porque a produção de urina diminui nas estações mais quentes, pois grande parte dos líquidos é eliminada pelo suor. "O corpo precisa manter a temperatura no calor, e o suor tem essa função, diferente da urina, que apenas elimina as toxinas do corpo", diz o fisiologista do esporte Daniel Portella, da Secretaria de Esportes de São Caetano do Sul. Mesmo assim não deixe de consumir bastante líquido ao logo do dia para evitar uma desidratação. 

mulher com cãibra - Foto: Getty Images

Cãibras

Outro drama que pode ser mais recorrente no calor é a câimbra. O fisioterapeuta Felipe explica que a relação direta entre calor e o aparecimento de cãibras não é bem determinada, mas uma das explicações é a desidratação. "Como sabemos, no calor aumentamos a produção de suor e perdemos mais líquidos e sais mineirais, o que pode aumentar o aparecimento das cãibras", afirma. "Exercícios de alongamento e uma boa hidratação podem evitar o aparecimento das dores."

mulher cansada no trabalho - Foto: Getty Images

Cansaço

No esforço para manter a temperatura corporal, o organismo aumenta a frequência cardíaca e a circulação periférica (veias logo abaixo da epiderme), o que leva a um gasto maior de energia, podendo causar a sensação de cansaço principalmente após o esforço físico. "Entretanto, o cansaço pode ser um sintoma de insolação, que está relacionada à exposição prolongada ao sol e pode causar sérios prejuízos ao corpo", alerta Felipe Carmona. O uso de roupas confortáveis e leves, a ingestão de líquidos frequente e banhos frios podem reduzir esse sintoma. 

mulher não conseguindo vestir a calça - Foto: Getty Images

Inchaço

O edema ou inchaço pode acontecer em dias muito quentes como uma resposta ao aumento do fluxo sanguíneo, principalmente nas extremidades do corpo ? como mãos, pernas e pés - e pela queda da pressão arterial. "Esses fatores aumentam a concentração de líquido nessas áreas do corpo, devido a dificuldade do retorno venoso", diz o fisioterapeuta e fisiologista Felipe. Exercícios metabólicos (de movimentação dos membros superiores e inferiores), e alongamento são uma ótima opção para evitar o inchaço. "Em casos mais extremos, o uso de meias compressivas também são uma opção, mas com a orientação de um médico." 

Pule carnaval sem esquecer da saúde



Não importa onde será sua folia: na praia, no interior ou na cidade, antes de vestir o abadá vale seguir algumas dicas para não estragar seu Carnaval.

Cuidado com a hidratação nos dias de muito calor e excesso de atividade física - Wilson Pedrosa/AE
Wilson Pedrosa/AE
Cuidado com a hidratação nos dias de muito calor e excesso de atividade física

Evite a desidratação

Nestes dias de muito calor e muita atividade física, é preciso atenção redobrada à hidratação. Beba muita água e bebidas como água de coco e sucos de frutas, para repor a perda de líquido. "Nessa época, até os isotônicos industrializados estão liberados", indica a nutricionista Mariana Del Bosco. É bom lembrar que, fora do Carnaval, essas bebidas esportivas não devem ser consumidas com frequência, já que o alto teor de sódio pode ocasionar aumento da pressão arterial.

Outra dica: evite os refrigerantes e outras opções gasosas. "Esse tipo de bebida aumenta a irritação no estômago", explica o clínico geral Paulo Olzon, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). "Prefira os sucos naturais", recomenda.

Atenção ao que você come

Evite longos períodos sem se alimentar. "Você corre o risco ter uma queda de pressão e passar mal", alerta a nutricionista Mariana Del Bosco. Nesta época, casos de hipoglicemia por falta de comida são bem comuns. "Tenha sempre algo por perto, como uma bolachinha, para conseguir repor os nutrientes perdidos no suor", diz ela.

Mas preste atenção na hora de escolher onde comer, tanto no tipo de alimento, quanto na limpeza do local. Em dias de festa, principalmente na praia e em cidades menores, é fácil encontrar várias barracas e quiosques que oferecem lanches e pratos rápidos e práticos. A falta de higiene pode causar intoxicação alimentar, que leva a diarreia e vômitos. Deixe de lado os ingredientes que estragam facilmente, como a maionese.

Se você não abre mão da comidinha caseira, cuidado com a quentinha também. "Há riscos de contaminação, já que os alimentos estarão fora da geladeira e não poderão ser armazenados corretamente", explica Mariana. Por isso, prefira barras de cereal, frutas, biscoitos integrais e  frutas secas, como castanhas e nozes.

Outra opção é consumir picolés de fruta, que espantam o calor e hidratam o organismo.

Álcool, o velho vilão

Ninguém aqui vai proibir uma cervejinha. O problema, como sempre, é o abuso. Além de garantir uma bela ressaca, o excesso de álcool provoca desidratação. "Por isso é sempre bom tomar água entre uma bebida e outra", indica Paulo Olzon.

Quer tomar vários tipos de bebida? "Não há comprovação científica de que misturar diferentes bebidas faz mal à saúde. O que conta mesmo é a quantidade ingerida", frisa ele. Outra vez: evite o excesso.

Merecido descanso

A maior parte das pessoas dorme pouco, e mal, durante os dias de folia - e se esquece que isso é vital para manter o pique. "Respeite seus limites e descanse. Esse é o melhor remédio para curar a estafa e também a ressaca", ensina Paulo Olzon. Um repouso de 6 a 8 horas é suficiente para recuperar as energias gastas na folia.

E nada de abusar de estimulantes como café e o famoso pó de guaraná. "Muitas doses de bebidas estimulantes com cafeína podem ocasionar aceleração cardíaca", alerta Paulo Olzon.

Cuidado com a audição

No carnaval, a música é tocada a altos brados na avenida, em festas e principalmente nos trios elétricos. Apesar de divertido, o ambiente muito ruidoso pode ser prejudicial. Quanto expostos a uma intensidade muita alta de som, cerca de 110 a 120 decibéis, podemos perder audição em questão de minutos. "A pessoa não necessariamente vai ficar surda de uma vez, mas pode sim perder um pouco da audição devido ao som muito alto", alerta Ektor Onishi, otorrinolaringologista da Unifesp.

Segundo o especialista, o primeiro sinal de abuso é sentir um zumbido forte nos ouvidos. "Em geral, a lesão ocorrida é pequena, mas irreversível. O ideal é não se expor novamente, pois, ainda que não seja notada logo, essa perda de audição vai aparecer no futuro", diz.

A dica é evitar ficar perto das caixas de som e, se possível, tentar ir para longe do ambiente com ruído a cada meia hora. Isso também vale para quem é frequentador assíduo de baladas e festas. Já no carnaval, outra opção é usar protetores auriculares para proteger os ouvidos.

Sexo seguro

Todo mundo está careca de ouvir - mas tem gente que ainda esquece o velho conselho: use camisinha. Não à toa nesta época sempre crescem os casos de DSTs - as doenças sexualmente transmissíveis.

E aqui não se trata só de evitar a aids, a mais temida delas. "Muita gente se arrisca porque não sabe a gravidade de doenças como gonorreia, sífilis e HPV, além da aids, claro", lembra Paulo Olzon.

11 dicas para evitar ou espantar a ressaca



Depois de exagerar na bebida, é comum sofrer com os desprazeres da indesejada ressaca do dia seguinte. Realmente, quem passa do ponto não está livre deste desconforto. Os sinais são clássicos: a cabeça parece que vai explodir, o enjoo, a tontura, a fraqueza e uma sede de matar fazem você desejar nunca ter esvaziado um copo antes. Não é à toa que seu corpo está debilitado. Funciona assim: o organismo gasta glicose para metabolizar o álcool. Glicose é açúcar, açúcar é energia. Resultado: ficamos enfraquecidos. O excesso de álcool também ataca o sistema nervoso central e provoca sono e irritação; corrompe mecanismos químicos cerebrais, ocasionando dor de cabeça; irrita as mucosas do aparelho digestivo, causando náuseas, vômito e diarreia; e inibe a ação do hormônio antidiurético, levando a sede e boca seca. A zonzeira não para aí.

A ingestão excessiva de álcool pode trazer diversos prejuízos à saúde como o ganho de peso e acúmulo de gordura, principalmente na região abdominal. "O consumo crônico pode causar lesões cerebrais, diabetes tipo 2, úlceras e inflamações no estômago e intestino, hepatite, depressão, lesão nos rins, na bexiga, próstata e pâncreas, entre outras doenças" , alerta a nutricionista Fabiana Honda, da consultoria nutricional Patrícia Bertolucci.

Coma bem
Alimentar-se antes de beber é a regra de ouro contra a ressaca. "Quando bebemos de estômago cheio, os alimentos diminuem a difusão do álcool pelas paredes do estômago e retardam a passagem do álcool para o intestino, onde ele é rapidamente absorvido", explica Fabiana. Dessa forma, o álcool entra gradualmente na corrente sanguínea e demora mais tempo para chegar ao cérebro.

pão francês com azeite - Foto: Getty Images

Atenção com o fígado
Procure ingerir alimentos que irão proteger o seu fígado. É ele que fabrica a enzima que digere o álcool e, quando sobrecarregado, produz uma toxina que causa dor de cabeça. Dias antes, encare um suco de beterraba e alho para turbinar o órgão. Inclua na sua refeição alimentos com gordura poli-insaturada, encontrada em peixes e no azeite de oliva extravirgem. Ou então, pegue a sua colher de azeite, despeje-a num prato, adicione sal e mergulhe pedaços de pão na mistura.

homem enchendo uma taça de vinho- Foto: Getty Images

Beba moderadamente
A nutricionista Fabiana Honda aconselha intercalar a bebida com quitutes e copos de água. Dessa forma, o álcool não fica sozinho no estômago e, claro, você bebe menos, já que a barriga cheia reduz o espaço para as bebidinhas. "Os petiscos com carboidrato e/ou gordura retardam a absorção do álcool, por exemplo, uma torradinha com patê ou um pedaço de queijo", recomenda. Dê preferência aos queijos, ricos em gordura, e às carnes, fontes de proteína, que facilitam a digestão do álcool. Castanha, amendoim, queijo e, para extrapolar, salaminho são bem-vindos. O sal e a gordura estimulam a secreção de substâncias estomacais que protegem o estômago do álcool. Mas evite petiscos muito salgados, que aumentam a sede a não ser que você opte por água.

caipirinha com gelo - Foto: Getty Images

Não beba apenas álcool
Outra dica é colocar gelo ou água no drinque para diluí-lo ou intercalar bebidas não-alcoólicas e alcoólicas. Trocar a água por suco ou refrigerante também pode. Essas bebidas são ricas em carboidratos, que ajudam a metabolizar o álcool.

duas mulheres bebendo e fumando em um bar - Foto: Getty Images

Não piore a situação
Embora a ressaca seja inevitável se você ingerir muito álcool, ela pode ser ainda pior: destilados, como batidas, licores e uísque, geram mais desconforto por causa da concentração e da mistura de substâncias. Álcool e fumo formam uma dupla nefasta para o organismo. Quanto mais nicotina, menos oxigênio no sangue e mais rápido se dá o processo de intoxicação.

homem bebendo um copo d'água - Foto: Getty Images

Hidrate-se
A principal causa da ressaca é a desidratação provocada pelo álcool, um potente diurético que estimula a perda de líquido do corpo. Vá de água antes, durante e, principalmente, depois da bebedeira. Antes de dormir, ingira bastante água. Essa tática ajuda seu organismo a metabolizar o álcool enquanto você descansa. Se acordar para fazer xixi, tome mais água. Além de hidratar seu corpo, ela ajuda a eliminar o álcool e livrar-se das toxinas. Suco de acerola, limão e laranja também ajudam, porque bombeiam antioxidantes protetores e vitamina C no seu corpo. Beba isotônicos, para repor os sais minerais perdidos e abuse da água de coco, rica em potássio.

caneca com grãos de café dentro - Foto: Getty Images

Longe do café
Evite o famoso cafezinho amargo, muitas vezes recomendado para diminuir a dor de cabeça. A bebida também tem propriedades diuréticas, ou seja, desidrata ainda mais o seu corpo. 

biscoitos - Foto: Getty Images

Alimentação leve
Consuma alimentos de fácil digestão para não estressar ainda mais o organismo, já detonado pelo esforço de processar o álcool. "Para amenizar os efeitos da ressaca, deve-se ter uma alimentação leve, pobre em gorduras, rica em frutas, vegetais e líquidos", ensina Fabiana Honda. Inclua no cardápio os carboidratos complexos, como pão e biscoito de água e sal. O álcool aumenta a acidez e irrita a mucosa estomacal. Os alimentos secos e salgados desaceleram a produção de ácido. Essas comidas também dão energia para o fígado na hora de processar as toxinas e o excesso de bebida. Deixe de lado molho branco, queijos amarelos e fritura.

mulher segurando várias cartelas de remédio - Foto: Getty Images

Não exagere nos remédios
Embora alguns medicamentos ajudem a minimizar os estragos produzidos pelo álcool, como aqueles que unem analgésico (contra dor de cabeça), antiácido (contra a queimação no estômago) e antiemético (contra enjoos), nenhum é capaz de resolver tudo de uma só vez.

homem sentado no sofá - Foto: Getty Images

Descanse no dia seguinte
Por onde passa, o álcool causa baderna. Dentro da cabeça ele age nos neurônios daí a desinibição e a tonteira. Cerca de cinco horas depois da bebedeira as células cerebrais começam a se recuperar, mas ficam ultrassensíveis. É por isso que a luz e o barulho incomodam tanto. No dia seguinte, os danos ainda são sentidos e é praticamente impossível se concentrar. Repouse. Mantenha a luz apagada, cortinas fechadas e fique deitado. Nesse momento o que o corpo mais pede é descanso. 

chá de hortelã - Foto: Getty Images

Invista nos chás
Algumas ervas ajudam a renovar as células hepáticas e, assim, acelerar o processo de purificação das toxinas do álcool que estão no corpo. Chás de salsaparrilha, erva-picão, macela e erva-cidreira são excelentes desintoxicantes. Depois das refeições, o chá verde e o de hortelã facilitam a digestão. E, para uma limpeza mais completa do organismo, selecionamos três receitas de sucos poderosos, elaborados pela consultoria nutricional Patrícia Bertolucci.


Veja os tipos de gordura abdominal



Existem basicamente dois tipos de gordura abdominal. "A visceral, que, como o nome diz, esconde-se entre as vísceras e é a mais perigosa.

Já a subcutânea fica sob a pele e está menos entranhada entre os órgãos.

É fácil diferenciar uma da outra: se você deitar e sua barriga esparramar para os lados, é subcutânea. Se ficar rígida feito uma bolinha é víscera. As duas devem ser combatidas.

A conta para saber se a gordura abdominal está comprometendo a sua saúde é a seguinte: meça a região que fica entre a última costela e a crista ilíaca, exatamente a cintura. Para as mulheres, se a medida ultrapassar 80 centímetros, e para os homens 94, já há um risco moderado de desenvolver os males relacionados a esse tipo de gordura. Mas o sinal de alerta toca mesmo se a medida ultrapassar 102 centímetros para os homens e 88 para as mulheres. Em qualquer um desses casos é preciso realizar mudanças que façam com que essa gordura desapareça ou diminua.

Alguns alimentos contribuem para a redução da gordura abdominal: frutas cítricas, vegetais crucíferos, amêndoas, cereais integrais, peixe, clara cozida, aveia e cevada.

O que é uma doença não transmissível



Uma doença não-transmissível ou DNT; doenças não infecciosas; doenças crônicas não transmissíveis; doenças crônico degenerativas são terminologias usadas para definir grupos de patologias caracterizadas pela ausência de microrganismos, ou seja é uma doença não infecciosa, como também pelo longo curso clínico e irreversibilidade.

Czeresnia, utilizando o conceito de Fabre sobre a transmissão de doenças que orienta a formulação de um discurso preventivo assim como a constituição de normas e leis que buscam definir direitos, deveres e argumentos em oposição a atitudes hostis e irracionais contra os doentes e grupos sociais mais atingidos, a exemplo da hanseníase (lepra) no passado e SIDA e tuberculose em nossos dias. Considera que este, ao definir as formas específicas em que um agente etiológico da doença passa de um indivíduo para outro, construiu uma racionalidade capaz de romper com o medo difuso associado à velha noção de contágio incorporando progressivamente as conquistas da epidemiologia, sobre a susceptibilidade dos hospedeiros e constituição epidêmica.

Em recente encontro realizado no México experts da OMS e OPAS consideraram que para desenvolver uma estratégia abrangente de abordagem das Doenças Não Transmissíveis é necessário o desenvolvimento de evidências sobre o impacto sócio-econômico destas sobre os sistemas de saúde avaliando concomitantemente a eficácia das diferentes formas de intervenção com o objetivo de definir prioridades locais e justificar as políticas públicas para essas patologias que somente na região das Américas atinge aproximadamente 250.000.000 (milhões) de pessoas

Companheirismo contra a dor





Um acidente ou mesmo doenças como o diabete podem causar a chamada neuropatia periférica - lesões em nervos que às vezes provocam dores crônicas. O neurocientista Adam Hinzey, da americana Universidade do Estado de Ohio, separou ratos com um quadro similar em duas turmas. Metade convivia com um parceiro, enquanto o restante ficava só.

A solidão promoveu inflamações e uma maior sensibilidade ao toque no segundo grupo", afirma Hinzey. "Já a presença de um companheiro protegeu em parte os outros bichos contra os incômodos", complementa. Embora seja apenas uma hipótese, é possível que uma vida repleta de contatos sociais atenue inclusive outros tipos de dor crônica.