Tire suas dúvidas sobre o exame de sangue que detecta Síndrome de Down



Acaba de chegar aos laboratórios brasileiros um exame de sangue capaz de detectar problemas cromossômicos no feto a partir da nona semana de gravidez. O exame chamado NIPT-PanoramaTM é comercializado nos Estados Unidos há mais de um ano e foi criado para diagnosticar precocemente a presença de Síndrome de Down e de outras doenças genéticas no feto. Até hoje no Brasil o exame realizado para identificar síndromes congênitas é a amniocentese, um exame no qual é inserida uma agulha no abdômen da gestante para a remoção de pequenas quantidades de líquido amniótico que são analisadas em laboratório. Segundo o ginecologista Arnaldo Cambiaghi, diretor do Instituto Paulista de Ginecologia e Obstetrícia - órgão responsável por trazer o NIPT para o Brasil - a amniocentese é um procedimento invasivo, que segundo pesquisas pode levar uma em cada 100 mulheres a abortar espontaneamente. O novo exame de sangue seria uma alternativa com menores riscos. Quer entender melhor como esse procedimento funciona? Tire suas dúvidas: 

Como é feito o novo exame?

O NIPT-PanoramaTM analisa, pelo sangue materno, a saúde cromossômica do bebê na fase inicial de gestação, demorando cerca de dez dias para apresentar o resultado. "O teste é colhido no consultório como um exame de sangue comum e vai para os EUA, onde é feita a análise do material genético do feto que fica circulando no sangue da mãe durante a gestação", explica o ginecologista Arnaldo. O exame é realizado no início da gravidez, a partir da nona semana, pois nessa fase algumas células do embrião já passaram para o sangue da mãe. O pediatra e especialista em Síndrome de Down Zan Mustacchi, responsável pelo Departamento de Genética Clínica do Hospital Infantil Darcy Vargas, explica que caso o material genético do bebê tenha três cromossomos em algum dos pares estudados (13, 18, 21, X e Y) é feito o diagnóstico para alguma das doenças cromossômicas, conforme o trio identificado. 

Ele faz o diagnóstico apenas de Síndrome de Down?

A versão mais completa do teste detecta as principais doenças cromossômicas: Síndrome de Down (Trissomia do cromossomo 21), Síndrome de Patau (Trissomia do cromossomo13), Síndrome de Edwards (Trissomia do cromossomo 18), Síndrome de Klinefelter e Monossomia do X, além do sexo do feto.

Quanto ele custa?

A análise capaz de detectar um maior número de doenças custa R$ 3.500 se feita no IPGO. Outros laboratórios brasileiros, com o Albert Einstein e o Fleury também vão comercializar exames similares, mas ainda não foram divulgados preços.

Esse exame pode prejudicar o bebê?

"O NIPT-Panorama não coloca em risco o bem-estar do bebê, pois é um simples exame de sangue da mãe", afirma o ginecologista Arnaldo. Ao contrário da amniocentese, esse exame sequer entra em contato com a bolsa amniótica, que protege e abriga o feto, evitando o risco de um aborto espontâneo.

O exame pode ser realizado no início da gravidez?

Não. O exame pode ser feito em qualquer momento a partir das nove semanas de gestação, mas a recomendação é entre 10 e 22 semanas. Para realizar o teste de triagem NIPT-Panorama são necessários dois tubos de sangue da mãe - uma amostra de DNA da mãe é utilizada como comparação com o DNA fetal, e esse paralelo que dará os resultados e estimativas de risco fetal para as doenças listadas. É necessário esperar nove semanas, pois só após esse período é que o sangue da mãe já contém células livres do DNA fetal.

O pai precisa enviar algum material genético?

Como o resultado do exame é uma comparação entre a genética da mãe e do feto, o material genético do pai não costuma ser necessário. Em alguns casos não é possível coletar material suficiente apenas com a amostra de sangue da mãe, sendo necessária uma segunda coleta. "Uma amostra do pai obtida por meio de coleta de células da mucosa bucal com uma haste flexível pode ajudar a reduzir essa necessidade, mas não é uma regra para o sucesso do exame" explica Arnaldo, diretor do IPGO.

Qualquer gestante pode fazer?

O ginecologista Arnaldo afirma que o teste não pode ser realizado em gestações de bebês múltiplos, em gestações que usaram um óvulo de doadora ou em gestações em que a mãe teve um transplante de medula óssea antes. "Isso porque essas condições podem causar uma confusão do material genético, impedindo o diagnóstico preciso", diz Arnaldo Cambiaghi. Salvo as exceções, o exame é indicado para gestações com idade materna avançada; alterações de outros marcadores no sangue materno; história pessoal ou familiar de alterações cromossômicas (aneuploidia); ultrassom anormal; ou desejo do casal que se preocupa com estas doenças. Outras situações serão avaliadas pela equipe médica que acompanha a gestação.

Por que o diagnóstico precoce é importante?

Se o resultado for positivo, o casal terá tempo para se preparar, se informar sobre a síndrome congênita em questão e criar um ambiente ideal para receber a criança. O pediatra Zan afirma que medidas tomadas durante a gestação podem ser decisivas para o pleno desenvolvimento da criança com Síndrome de Down, por exemplo. "O primeiro passo é controlar o ganho de peso e ter acompanhamento nutricional, dando preferência a alimentos que tenham nutrientes de atuação neurológica (favorecem o intelecto), como peixes e vegetais verde-escuros", diz o especialista. Ele explica que essas medidas são fundamentais para reduzir o comprometimento intelectual da criança.

Outra medida importante é acompanhar o desenvolvimento do coração do bebê, já que crianças com Síndrome de Down apresentam um risco 50% maior de sofrer uma cardiopatia - nesse caso, é a má formação do coração, que não se desenvolve por completo. "Identificar uma cardiopatia prematuramente pode evitar complicações durante a gestação e parto, que nesse caso deve ser cesariana e com uma equipe médica preparada", diz Zan Mustacchi.


Dormir mal prejudica a imunidade; veja como se prevenir do resfriado



Quantas vezes você já saiu de casa com frio e precisou tirar a blusa porque o sol apareceu à tarde? Mesmo no verão, o clima costuma ser inconstante e, sem dúvida, o corpo sofre para se adaptar a essas mudanças. Muitas vezes, isso pode prejudicar a imunidade e deixa o organismo mais suscetível a contrair gripes e resfriados. Por isso, o site Huffington Post listou oito maneiras de ficar longe de tosses e espirros. Confira a seguir.

Lavar bem as mãos: não há melhor maneira de evitar a gripe do que lavar bem as mãos. Oitenta por cento das infecções são transmitidas por contato com superfícies e objetos em que as pessoas tossiram ou espirraram. "Quando você toca olhos, boca e nariz, leva o vírus para dentro do corpo", explica Philip M. Tierno, professor clínico de microbiologia e patologia no NYU Langone Medical Center. Por isso, o ideal é lavar as mãos antes de comer, beber e encostar no rosto.

Dormir: enquanto você dorme, seu corpo "cuida" de algumas células para se recuperar do desgaste do dia a dia. Assim, se o seu sono durar entre sete e nove horas, seu corpo terá tempo suficiente para combater infecções. De acordo com um estudo recente, a falta de sono é tão prejudicial para a imunidade quanto o estresse.

Exercícios: praticar exercícios aumenta a atividade dos glóbulos brancos, que ajudam a atacar os vírus. Tire uma hora por dia e torne sua rotina menos sedentária. "Mesmo que seja andar pelo escritório, subir escadas e ir a pé para o trabalho, a atividade tem que ser contínua", disse Tierno.

Zinco: receber quantidade adequada de nutrientes e minerais deixa o corpo preparado para lutar e se defender de doenças. Isso envolve a substituição de doces e alimentos gordurosos por legumes, frutas e proteínas magras. Uma das substâncias mais indicadas para a imunidade é o zinco, encontrado em ostras. "Ele interfere no vírus e tem acesso completo às nossas células", justifica Tierno.

Alho: com propriedades que combatem infecções, o alho é um aliado na hora de lutar contra vírus e bactérias. Isso acontece por conta da substância alicina, presente no alimento.

Beber água: principalmente para quem fica muito tempo em ambientes com ar condicionado, beber muita água é importante para hidratar o organismo e ajudar as células do sistema imunológico. Com isso, é mais fácil sobreviver às mudanças de temperatura sem um resfriado.

Sem happy hour: o álcool prejudica o sistema imunológico e, claro, deixa o sistema mais propenso a contrair doenças. Que tal optar por água ou suco?

Mais sorrisos: ser otimista é o segredo para a longevidade. Além disso, durante a vida, ter atitudes positivas e distribuir sorrisos pode ajudá-lo e ficar longe de gripes e resfriados. A felicidade é aliada da imunidade!


Cérebros expostos a sensações traumáticas na infância têm marcas físicas na fase adulta



  Scan do cérebro mostra anatomia do órgão em humanos; estudo com ratos ajuda a entender como cérebro se modifica depois de experiências traumáticas na infância  Foto: Terceiro / Agência O Globo

Scan do cérebro mostra anatomia do órgão em humanos; estudo com ratos ajuda a entender como cérebro se modifica depois de experiências traumáticas na infância Terceiro / Agência O Globo

LAUSSANE, Suíça - É senso comum que adultos violentos geralmente tiveram algum trauma psicológico na infância. Alguns deles têm inclusive alterações físicas em uma parte do cérebro chamada de córtex órbito-frontal. Mas até então, a relação entre as mudanças físicas do órgão e o trauma nunca havia sido bem definida.

Um estudo liderado por Carmen Sandi, do Laboratório de Genética Comportamental da Escola Politécnica Federal de Laussane, na Suíça, demonstrou pela primeira vez uma correlação entre traumas psicológicos em ratos pré-adolescentes e mudanças no cérebro semelhantes aos encontrados em humanos de comportamento violento.

— A pesquisa mostra que pessoas expostas a traumas na infância não sofrem apenas psicologicamente, mas têm o cérebro alterado —explica, Carmen, diretora do Instituto Brain Mind, cuja pesquisa foi publicada este mês na revista científica "Translational Psychiatry". — A descoberta acrescenta mais uma dimensão às consequências do abuso (contra infância).

Os pesquisadores foram capazes de desvendar os fundamentos biológicos da violência através de um grupo de ratos machos expostos a situações estressantes psicologicamente quando jovem. Depois de observar que essas experiências levou a um comportamento agressivo quando os ratos atingiram a idade adulta, eles examinaram o que estava acontecendo no cérebro dos animais para ver se o período traumático deixou uma marca duradoura.

Numa situação desafiante socialmente, o córtex órbito-frontal de uma pessoa saudável é ativada de modo a inibir impulsos agressivos e manter reações normais. Mas nos ratos pesquisados, informa Carmen, foi notado que havia apenas uma pequena ativação desta região do cérebro. Esta ativação insuficiente do córtex órbito-frontal é acompanhada de uma superativação da amígdala cerebelosa, região responsável pelas reações emotivas. A pesquisadora concluiu que tal associação entre o funcionamento das duas regiões do cérebro é marcante e acima do que esperava para o estudo.

Os cientistas também mediram mudanças na expressividade de certos genes cerebrais. Eles deram foco aos genes responsáveis pelo comportamento agressivo . Foi descoberto que o gene MAOA foi mais ativado no córtex pré-frontal. Por fim, os investigadores testaram a eficácia de um inibidor do gene MAOA, neste caso, um antidepressivo, para ver se ela poderia inverter o aumento da agressividade induzida pelo stress juvenil, o que ocorreu de fato. Daqui para frente, a equipe vai explorar tratamentos para reverter mudanças físicas no cérebro, e mais além, tentar esclarecer se algumas pessoas são mais vulneráveis a determinado trauma com base em sua composição genética.


Anvisa diz que regulação barateia preço de remédios



A regulação econômica permitiu que os medicamentos chegassem às mãos dos brasileiros com preços, em média, 35% mais baratos do que os pleiteados pelas indústrias farmacêuticas. A conclusão é de estudo divulgado hoje (15) pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

Foram analisados os preços máximos estabelecidos pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (Cmed) entre março de 2004 e dezembro de 2011. A avaliação chegou a 1.115 apresentações de 433 remédios.

Segundo a Anvisa, na maior parte das vezes, as empresas solicitam preços em valores superiores aos que acabam autorizados pelo governo.

No caso de remédios com moléculas inovadoras, patente no Brasil e comprovação de ganho terapêutico, em relação aos utilizados para a mesma indicação terapêutica (categoria I), os preços máximos estabelecidos foram 19% mais baratos do que os solicitados pela indústria.

Entre os medicamentos novos sem patente ou sem comprovação de ganho terapêutico (categoria II), a redução foi de 37%.

Novas associações de princípios ativos existentes no Brasil e remédios em novas formas farmacêuticas (categoria V) registraram uma diferença de 38% entre o preço fixado e o pleiteado pelas empresas.

Entre os medicamentos classificados na categoria "caso omisso" e os que não puderam ser enquadrados em nenhuma das categorias estabelecidas pela legislação, a redução dos preços foi de 35% e de 45% respectivamente.

Desde 2003, a Cmed regulamenta o controle do preço dos medicamentos comercializados no Brasil baseada em um modelo de teto de preços. O preço fábrica é o teto pelo qual um medicamento pode ser comercializado, no atacado, pelas distribuidoras e empresas produtoras. O preço máximo ao consumidor é o teto pelo qual o medicamento é vendido nas farmácias e drogarias.


Especialista condena automedicação para pacientes com dor crônica



 

A automedicação de pacientes com dor crônica é uma prática que deve ser evitada pelos riscos que acarreta, ressaltou em entrevista à Agência Brasil o médico Dr. José Ribamar Moreno, especialista em dor e coordenador do Centro de Tratamento Intensivo da Dor (CTIDor), no Rio de Janeiro. A dor crônica prolonga-se no tempo. Se ela ultrapassa seis meses, o tratamento não deve ser baseado somente em medicação, quanto mais aquela feita de forma aleatória.

O ideal, segundo Moreno, é que a medicação para esses pacientes seja usada dentro de um tratamento mais  completo.

— Porque as causas da dor crônica, em geral, são multifatoriais. Elas envolvem aspectos da própria doença, como hérnia de disco, no caso de dor na coluna, bem como aspectos da reabilitação, ligados à redução da qualidade de vida provocada pela falta de exercícios e sobrepeso. Uma série de coisas que têm de ser corrigidas.

Se a pessoa usar a medicação como única forma de tratamento, pode acabar tendo efeitos colaterais. E o tratamento será ineficiente.

— A medicação usada sem orientação apresenta risco muito alto.

No caso da dor de cabeça (cefaleia), que é uma das dores crônicas mais frequentes, Moreno disse que a automedicação pode acabar piorando o quadro e transformar uma doença primária em cefaleia relacionada aos medicamentos.

Segundo o especialista, anti-inflamatórios usados sem o controle adequado e em doses incorretas podem provocar gastrite, sangramento digestivo, doenças no intestino, insuficiência renal, principalmente em idosos. Alguns analgésicos podem provocar hepatopatias, isto é, doenças no fígado. Os pacientes podem apresentar tonteiras, desequilíbrio, náuseas, desidratação, relatou.

— A medicação, principalmente no tratamento da dor crônica, tem que ser feita de forma bem orientada, por um profissional que acompanhe o paciente, se responsabilize e possa tomar medidas contra os efeitos colaterais.

São medidas preventivas para que os efeitos colaterais não aconteçam, o que não é possível na automedicação.

— Daí que a gente desaconselha de forma veemente [o uso] de medicação aleatória para o tratamento da dor crônica.

O tratamento para a dor crônica é muito diferente do que se pratica na medicina convencional, ou biomédica, para outros tipod de doença. No caso da dor crônica, é necessário interferir em várias áreas ou dimensões do ser humano.

— Porque o grande problema da dor crônica é o impacto que ela tem na qualidade de vida do paciente. Então, o que a gente faz é tratar o ser humano por inteiro.

Esse modelo de tratamento é chamado biopsicossocial, porque além de tratar o corpo, a mente e o ambiente também são tratados.

— O tratamento de especialidade não funciona para a dor crônica. Por isso, a maioria dos centros no mundo inteiro faz o tratamento multidisciplinar. Ou seja, em uma única clínica o paciente tem a abordagem para todos os problemas, de maneira planejada, de forma a ter a otimização do tempo, redução de custo e maior resultado.

Moreno destacou a importância da reabilitação de pacientes com dor crônica, paralelamente ao tratamento com medicação, uma vez que parte da dor decorre de uma deficiência que o paciente desenvolve. A transformação na vida e no comportamento do paciente contribui para que ele restaure essa função cerebral conhecida como neuro-modulação, que acaba ficando precária em função da dor.

Uma vida mais ativa, somada à melhoria do sono, à redução do nível de estresse, a uma dieta com proteção intestinal e a técnicas que melhorem a qualidade do pensamento, são elementos que podem minimizar os efeitos da dor crônica, disse o especialista.


Psicóloga dá dicas de como abandonar o cigarro


Cigarro

Para quem já faz plano de abandonar de parar de fumar em 2013 é importante repensar a rotina e quebrar as associações que existem entre o fumo e a tarefas diárias

São Paulo - A maioria dos fumantes no Brasil pensa em parar de fumar, mas não conseguem; abandonar o cigarro é difícil, mas para quem deseja mudar este hábito, há tratamentos que auxiliam o fumante

Quem nunca elaborou uma lista de metas a serem cumpridas no próximo ano? E quantas pessoas chegaram ao término do ano com todos os planos alcançados? Com a chegada de 2013, muitos almejam uma nova colocação profissional, aquisição de bens, um novo amor, viagens, crescimento pessoal e profissional. Muitas vezes parar de fumar é o líder desse ranking de metas.

A responsável pelo Serviço de Psicologia do HCor – Hospital do Coração em São Paulo e coordenadora do Programa de Cuidado Integral ao Fumante, a psicóloga Silvia Cury Ismael explica que para parar de fumar a pessoa precisa primeiro estar consciente de que o cigarro faz mal e ter o desejo de abandonar esta dependência química.

Depois precisa se programar para fazer isto já em uma época não tumultuada. Final de ano não é a melhor data para parar, pois há muitas festas, muita bebida, que tira a pessoa do seu ritmo normal, e pode ser frustrante a recaída, tirando a coragem de começar de novo. Portanto, é melhor o fumante se programar para o ano que vem sabendo o que, como e quando fará esta parada. Desta forma terá mais chances de conseguir a cessação do tabagismo.

Segundo a psicóloga não basta apenas querer acabar com esta dependência no próximo ano, se o desejo não for plausível, pensado de forma objetiva e realizado por etapa.

"Nesse período, as pessoas sentem necessidade de evoluir e conquistar metas como emagrecer, aderir à prática de exercícios, mudar o visual e parar de fumar. A maioria dos fumantes no Brasil pensa em parar de fumar, mas não conseguem. Sabemos que abandonar o cigarro é difícil, mas para quem deseja mudar este hábito, há tratamentos que auxiliam o fumante", afirma.

Para quem já faz plano de abandonar de parar de fumar em 2013 é importante repensar a rotina e quebrar as associações que existem entre o fumo e a tarefas diárias. É necessário planejar atividades para colocar "no lugar do cigarro". Sendo assim é importante mudar a rotina e buscar atividades diferentes que ofereçam prazer e lazer sem o cigarro.

"O fumante fica dependente da nicotina, considerada uma droga. É uma substância poderosa, pois atinge o cérebro em poucos minutos. É normal, portanto, que os primeiros dias sem cigarro sejam os mais difíceis. Ao parar de fumar você pode se sentir ansioso, com dificuldade de concentração, irritado, ter dores de cabeça e sentir aquela vontade intensa de fumar. Cada pessoa tem uma experiência diferente. Uns sentem mais desconforto e outros não sentem nada. Mas não desanime, tudo isso vai desaparecer em algumas semanas", acrescenta a Dra. Silvia Cury Ismael.

Dicas para parar de fumar:

  • Escolha um dia para parar de fumar de uma vez só;
  • Tome água quando tiver vontade de fumar;
  • Procure ler, caminhar e praticar atividades que distraiam a mente;
  • Modifique sua rotina o máximo possível;
  • Faça exercícios regularmente;
  • Procure não substituir o cigarro pela comida;
  • Escove os dentes logo após as refeições;
  • Pratique relaxamento e exercícios de respiração;
  • Tenha sempre em mente que o cigarro é um inimigo da saúde;
  • Procure ajuda de especialistas se não conseguir parar sozinho.

Saiba como usar aplicativos em favor da saúde



Na evolução humana é natural esperar que as inovações e os avanços tecnológicos venham desempenhar papel fundamental na busca de soluções de um dia a dia com mais facilidades. Vemos hoje essa evolução tecnológica no universo da medicina como uma grande aliada da saúde e do bem-estar e com tendências que irão permitir o monitoramento dos pacientes pela classe médica de maneira mais personalizada e constante.

Existem diversos aplicativos disponíveis atualmente com a promessa de rastrear seu consumo calórico, monitorar o seu sono, incentivar a prática de exercícios físicos, diminuir o estresse e até ajudar na ingestão de água. Esses aplicativos, que acompanham a dieta e incentivam a prática da atividade física, por exemplo, podem ser um excelente pontapé inicial para quem deseja dedicar mais tempo à saúde.

Mas atenção! Qualquer aplicativo só irá ajudar a alcançar resultados duradouros em relação a sua qualidade de vida e em sua saúde se forem desenvolvidos de maneira individualizada, levando em conta diversos fatores clínicos, hormonais, nutricionais e físicos. Do contrário, esses aplicativos podem induzir ao erro e acabar prejudicando o indivíduo.

Se bem orientados, entretanto, os usuários desses apps se beneficiam da precisão e rapidez desses produtos, fornecendo ainda resultados compreensíveis para a classe médica, de educadores físicos, de fisioterapeutas, entre outras classes profissionais.

De acordo com um estudo realizado pela Global Mobile Health Market Report e publicado pela IDG News Services, cerca de 0,5 bilhão de pessoas usarão apps de saúde até 2015. Dá para lutar contra?

Dicas para usar melhor apps de saúde

1. Consulte um especialista antes de iniciar qualquer restrição alimentar ou praticar qualquer atividade física. Somente um profissional capacitado será capaz de lhe informar quais os prós e os contras e qual o melhor método para seu biótipo.

2. Os apps funcionam se você inserir corretamente os dados e fizer escolhas corretas. Emagrecer ou tornear seu corpo mesmo com toda a tecnologia disponível só será possível adotando um estilo de vida saudável.

3. Escolha programas reais. Nada de apelar para dietas muito restritivas. Emagrecer rápido nem sempre é sinônimo de sucesso e a quantidade ingerida de carboidratos, proteínas e gorduras deve ser equilibrada para você não se desnutrir e voltar a engordar.

4. Esforçar-se para atingir metas e estabelecer novos desafios são um grande elo na conquista da longevidade e peso saudável, mas é preciso ficar atento para não usar o programa de forma muito restritiva.

Conheça os sintomas do infarto



Dores no peito, formigamento no braço e aperto na garganta são alguns dos sintomas de um dos problemas de saúde mais comuns no Brasil, hoje em dia: cerca de 300 mil pessoas sofrem um infarto, anualmente, segundo dados da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo. O problema surge quando existe uma artéria contraída ou obstruída, parcial ou totalmente. Como o músculo cardíaco requer um constante abastecimento de sangue rico em oxigênio para se nutrir, as artérias coronarianas proporcionam ao coração essa fonte de abastecimento. Se algo dá errado, o infarto (ou ataque do coração) acontece.

Os riscos são grandes e aproximadamente 50% dos casos terminam em morte súbita. Conhecer os sintomas de um infarto e procurar ajuda é muito importante para garantir sucesso no tratamento e evitar a morte súbita afirma a cardiologista do Hospital Israelita Albert Einstein, Denise Hachul.

O problema está em separar esses sintomas para não entrar em pânico à toa. Os verdadeiros sintomas de infarto são dor ou aperto no peito; irradiação para pescoço ou dorso; sensação de sufocação ou aperto na garganta; dor, peso ou formigamento no braço especialmente esquerdo; náuseas, sudorese e, menos freqüentemente, palpitações, tontura e desmaio. São eles que precisam ser levados a sério , diz a cardiologista.

 Mas nada de desespero, a cardiologista também explica que nem tudo que sentimos, mesmo que ligados aos verdadeiros sintomas do infarto, representa um risco para saúde. Nem toda dor no peito acontece por conta do infarto do miocárdio. No entanto, se o indivíduo for portador de fatores de risco como hipertensão, diabetes, tabagismo e colesterol desequilibrado, ele deve permanecer alerta aos sintomas".

Se houver fatores de risco, qualquer sinal deve ser levado em consideração. No caso de dores no peito desencadeadas durante esforços ou emoções ou acordar à noite com um dos sintomas descritos acima, o indivíduo deve imediatamente procurar ajuda médica para realizar exames .

É importante ressaltar que os sintomas só podem ser realmente diagnosticados quando existem exames específicos para isso. Pacientes saudáveis que não apresentam fatores de risco às vezes podem ter dor no peito, que pode ser provocada por alterações osteo-articulares ou musculares, esofágicas ou gástricas, sem nenhuma correlação com o coração. Mas somente avaliação médica com eletrocardiograma e exames laboratoriais pode identificar a causa das dores ou das insuficiências .

O ideal é se precaver desse mal, e para isso, basta alguns cuidados bem simples, como deixar o sedentarismo e o tabagismo bem longe de você. Mas, mesmo tomando esses cuidados, busque ajuda sempre que sentir necessidade. A rapidez no atendimento faz toda a diferença em reação ao sucesso do tratamento , diz a cardiologista do hospital Israelita Albert Einstein Denise Hachul.

Porque isso acontece?
Os sintomas são um sinal do corpo que avisam que algo não vai bem e isso acontece em diversas ocasiões. No caso do infarto do miocárdio, as dores surgem pela falta de oxigênio no coração. A dores que caracterizam o infarto acontecem pela interrupção do sangue, que não consegue chegar de maneira adequada ao coração, isso ataca alguns pontos nervosos do corpo. É a irradiação da própria dor que causa os principais sintomas, como o formigamento ou peso nos braços, a dor no peito e o aperto na garganta , diz a cardiologista.