Mulheres são mais propensas a falta de ar, diz pesquisa




Mulheres são mais propensas a falta de ar, diz pesquisa

Os músculos pulmonares das mulheres precisam de trabalhar mais do que os dos homens, deixando-as sem ar com mais frequência após exercícios físicos, segundo um estudo realizado na Universidade McGill, no Canadá.


A pesquisa, publicada na revista científica Experimental Physiology, examinou a actividade do diafragma - o músculo responsável pela função pulmonar. Segundo mostrou o estudo, ele teria que trabalhar mais nas mulheres para compensar o tamanho menor dos pulmões.

Mesmo com um homem e uma mulher de tamanhos iguais, os pulmões das mulheres eram menores, e as suas vias aéreas mais estreitas.

A falta de ar pode ocorrer por causa de exercícios físicos ou ser um sintoma de alguma doença, como a bronquite.


«Tanto com saúde quanto doentes, as mulheres têm uma probabilidade maior de mostrar sinais de falta de ar após actividade física do que os homens», disse o coordenador da pesquisa, Dennis Jensen.

O estudo comparou 25 homens e 25 mulheres com idades entre 20 e 40 anos, a exercitarem-se numa bicicleta.

Os pesquisadores registaram a profundidade e a rapidez da respiração com diferentes níveis de exercícios. Eles também registaram a «motivação para respirar», os sinais eléctricos enviados para o diafragma para controlar o seu movimento.

«As mulheres têm biologicamente pulmões menores, e têm que activar mais os músculos respiratórios para movimentar uma certa quantidade de ar», disse Jensen à BBC.

Segundo ele, o estudo «dá uma noção importante sobre o porquê de mulheres com enfisema e insuficiência cardíaca terem sintomas respiratórios piores do que os dos homens».

Os cientistas pretendem agora investigar o impacto da obesidade sobre a falta de ar.



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