Fatores de risco para a Osteoartrite





Etnia

Alguns estudos obtiveram um número maior de acometimento do quadril em homens negros, enquanto outros estudos não obtiveram nenhuma diferença entre a raça branca e negra. Percebe-se que os negros desenvolvem alterações radiológicas mais graves do que os brancos.

Hormônios e Densidade Óssea

Considera-se atualmente que o estrógeno tenha algum papel na proteção para a osteoartrite, pois alguns estudos perceberam uma menor incidência naquelas mulheres pós-menopausa que usaram reposição hormonal. Isso ainda não é certo pois pode haver outros fatores que não o estrógeno, que estejam protegendo tal população. O estrógeno, por sua vez, pode retardar a evolução das alterações ósseas na doença já presente.

Tem sido observada uma relação inversa entre osteoporose e osteoartrite. Aquelas mulheres com osteoartrite têm uma densidade mineral óssea mais elevada. Entretanto, uma vez instalada a doença, aquelas mulheres com uma densidade mineral óssea menor têm uma evolução mais rápida da doença.

Fatores Nutricionais

A exposição a várias substâncias oxidantes contribui para desenvolvimento de muitas anormalidades da terceira idade, incluindo a osteoartrite. O uso de vitamina C mostrou uma melhora na evolução da doença, enquanto a vitamina E não se mostrou importante. Outra vitamina que se mostrou importante tanto na evolução da doença quanto no seu surgimento, foi a vitamina D, substância essa, muito importante para o remodelamento ósseo.

Fatores Genéticos

A osteoartrite, em todas as suas formas, parece ter uma determinação genética significativa. Tais fatores são responsáveis por pelo menos 50% dos casos nas mãos e quadris.

Marcadores Bioquímicos

Existem substâncias já pesquisadas que podem ser medidas no líquido articular para se prever a rapidez da evolução da doença ou a predisposição da pessoa para a mesma. Poderão também ser utilizados para a avaliação do tratamento.

Fatores Biomecânicos

A obesidade além de favorecer o aparecimento da doença, também aumenta sua progressão. O tipo mais relacionado com esse fator é a osteoartrite dos joelhos. Estudos demonstraram que a perda de peso diminui o risco da doença. A osteoartrite do quadril não mostrou uma relação com a obesidade, somente nos casos de acometimento bilateral.

Alterações na posição dos ossos (tíbia e fêmur) em relação ao joelho pode predispor a osteoartrite assim como alterações na sensibilidade motora e posicional (propriocepção) dos joelhos.

Lesões congênitas (displasias), traumatismos articulares como fraturas, trauma dos meniscos e ligamentos, precedem o desenvolvimento de osteoartrite em uma grande porcentagem de pessoas. Tais alterações aumentam o estresse articular o que leva a degeneração das superfícies articulares e das estruturas que as envolvem.

Profissões em que os trabalhadores utilizam certas articulações e grupos musculares com repetição, levam ao aumento do risco de osteoartrite. Trabalhos que exigem o carregamento de grandes pesos estão relacionados com um risco maior de osteoartrite dos joelhos e quadris.

A participação em alguns esportes competitivos aumenta o risco de osteoartrite. Esses esportes são aqueles que demandam impactos diretos e de alta intensidade contra o chão ou outros participantes ou equipamentos. Por exemplo, futebol e futebol americano. Torções repetitivas também podem levar à doença como é o caso do baseball.

A fraqueza muscular, principalmente dos músculos da coxa (quadríceps), está relacionada com o desenvolvimento da osteoartrite do joelho. Isso é um fato novo, pois sempre se pensou que tal fraqueza era resultante das alterações articulares. De fato, estudos demonstraram que pacientes com massa muscular normal, mas com menos força, tiveram um maior índice de osteoartrite. Também ficou comprovado que o aumento da força muscular nesses músculos leva a uma diminuição do risco para a doença.


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