Identificada molécula capaz de proteger cérebro dos danos do AVC



Cientistas da Johns Hopkins University, nos EUA, descobriram que uma pequena molécula conhecida por regular as células brancas do sangue também é capaz de proteger as células cerebrais dos efeitos deletérios do acidente vascular cerebral.

A pesquisa mostra que a molécula, microRNA-223, afeta o modo como as células respondem à perda temporária de fornecimento de sangue provocada pelo AVC e, portanto, a probabilidade das células de sofrerem danos permanentes.

"Nós nos preparamos para encontrar uma molécula pequena, com efeitos muito específicos no cérebro, que poderia ser alvo de um tratamento futuro contra derrame. O que descobrimos é que esta molécula envolvida na resposta imune, que também atua de forma complexa sobre o cérebro. Isso abre um conjunto de questões interessantes sobre microRNA-223, mas também representa um desafio para qualquer aplicação terapêutica", afirma a pesquisadora Valina Dawson.

O trabalho foi publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS).

O RNA é mais conhecido como um intermediário que retira a informação genética do DNA e depois ajuda a produzir proteínas com base nessa informação. No entanto, Dawson explica, há uma década os pesquisadores descobriram uma classe completamente diferente de RNA: pequenos fragmentos ágeis que regulam a produção de proteínas, os microRNAs.

Segundo os pesquisadores, em comparação com a maioria das formas de retirar informação genética, a do microRNA é muito rápida.

Levando em conta essa ação rápida, juntamente com outras propriedades, isso poderia tornar o microRNA um bom alvo para o desenvolvimento de terapias.

Dawson e sua equipe decidiram, então, procurar microRNAs que regulam a resposta das células do cérebro à privação de oxigênio.

Para isso, eles analisaram proteínas que aumentam em número em células submetidas ao estresse, e, em seguida, analisaram como a produção dessas proteínas foi regulamentada. Para muitas delas, microRNA-223 teve um papel chave.

Na maioria dos casos, as proteínas reguladas por microRNA-223 mostraram-se envolvidas na detecção e resposta ao glutamato, sinal químico que as células do cérebro usam para se comunicar umas com as outras. Lesões vasculares cerebrais podem levar a um excesso perigoso de glutamato no cérebro, assim como uma gama de doenças, incluindo Alzheimer e autismo.

"Como microRNA-223 está envolvida na regulação de tantas proteínas diferentes, e como afeta os receptores de glutamato, o alcance da molécula acabou por ser muito mais amplo do que o esperado. Antes desta experiência, não era sabido que um único microRNA poderia regular tantas proteínas", afirma a coautora Maged M. Harraz.

A pesquisa sugere que microRNA-223 pode ser um alvo para proteger contra a doença, mas somente se os pesquisadores descobrirem uma maneira de evitar os efeitos colaterais.

Nutricionista de Anderson Silva dá dicas para emagrecer


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Desde que o UFC virou sucesso na televisão brasileira, os lutadores de MMA se tornaram quase celebridades, popularizando o esporte e lotando as academias no País todo. Os atletas profissionais entendem tudo de artes marciais e, para manter a forma, seguem uma rígida rotina, já que as categorias do esporte são divididas de acordo com o peso que apresentam na balança antes das lutas.

Para garantir que esta pesagem seja exata, entra em cena o nutricionista esportivo especializado na área de alimentação saudável e emagrecimento, Miguel Vieira, que, há quatro anos, cuida dos cardápios dos campeões Anderson Silva – também conhecido como Spider – e Minotauro, ambos bem-sucedidos lutadores de MMA.

"Nos últimos três ou quatro dias que antecedem a pesagem da luta, o Anderson costuma fazer uma dieta à base de proteína, sem nenhum carboidrato para ajudar a abaixar o peso. Depois, reintroduzo o carboidrato no cardápio", explicou. No entanto, a dieta rica em proteína e sem muito carboidrato exige mudanças também na malhação. "Mas, por ele estar só ingerindo proteína, não vai ter tanta energia para treinar como se estivesse comendo carboidrato, então ele diminui o treinamento físico, não corta a atividade aeróbica, mas diminui a intensidade para não lesionar e não baixar a imunidade", ressaltou o nutricionista.

Ao contrário de Spider, o lutador Minotauro não precisa ser tão vigilante com o peso antes das lutas ou durante os treinamentos. "O Minotauro não tem essa preocupação, devido à categoria pesada de que faz parte. Por isso ele não tem muito que se privar de carboidratos. Ele pode se dar ao luxo de comer até o dia da pesagem. Já cheguei a dar arroz integral nestas ocasiões", contou Miguel.

Apesar da pressão que antecede a luta, o trabalho árduo começa bem antes. "Quando o Anderson está sem lutar, ele pesa 100 quilos. E, então, ele tem três meses antes da luta para ficar com 84 quilos", comentou. "Neste período, a dieta do Anderson é balanceada. Ele costuma ingerir frutas, verduras, legumes e iogurtes, além de aveia até duas vezes por dia, para ajudar no trânsito intestinal e aumentar a saciedade".

Aveia dá saciedade
Não só para os atletas de MMA, mas para qualquer pessoa que queira ganhar massa muscular ou perder peso, a aveia é um dos segredos. "É uma excelente fonte de fibra, um alimento riquíssimo". O consumo dos flocos melhora a função intestinal e, para o nutricionista, isso "reflete um indivíduo saudável".

Ele disse também que misturar duas colheres de sopa de aveia com frutas, iogurtes e sucos no café da manhã ou no lanche da tarde aumenta a sensação de saciedade, facilitando a tarefa de se manter na linha e garantir uma dieta mais saudável e equilibrada. "Em um indivíduo obeso que tem compulsão por comida, acrescento uma fruta, proteína e aveia. Isso ajuda a segurar muito mais a fome até a próxima refeição. Para os indivíduos com níveis de colesterol altíssimo e que comem errado, introduzo aveia e aí começa a baixar o nível de colesterol. Em exame de sangue vejo a diferença", informou.

Fruta é essencial
Além da aveia, a busca pelo equilíbrio no consumo dos ingredientes é fundamental para uma vida saudável. O nutricionista informou que a divisão correta seria de 15 a 20% dos alimentos como gordura, 50% de carboidrato e 30% de proteína. "Cada indivíduo tem uma quantidade de calorias que pode ser ingerida por dia, costumo calcular isso e distribuir ao longo de seis refeições diárias, sempre comendo de três em três horas". Ele ressaltou ainda o consumo das frutas. "Fruta é essencial na vida", comentou.

Jantar é importante
Miguel Vieira considera o café da manhã, almoço e janta como as principais refeições e defende o fato de consumir carne e verduras no jantar, costume que os brasileiros não aderem totalmente, pois preferem substitui-los por lanches. "O brasileiro tem hábito de não jantar comida e só fazer um lanche. Eu sou da linha que comida não é substituída por lanche. Tem que ter alimentos integrais e cereais nos jantares".

Para quem está tentando enxurgar uns quilinhos, se controlar durante a noite é fundamental, por isso, é preciso ter cuidado com o cardápio. "Para quem quer perder peso, seguro o carboidrato à noite. Na parte da manhã, de um modo geral, gosto de utilizar salada de fruta com aveia".

Atletas de carteirinha
Os atletas de carteirinha devem também ficar atentos à alimentação para não exigir demais do corpo. O nutricionista comentou que os praticantes de iron man e triatlo devem consumir carboidrato durante os treinos e provas. "O objetivo é retardar a fadiga muscular". O mesmo vale para os lutadores de jiu jitsu e judô, que fazem uma dieta balanceada antes das competições e, no intervalo das lutas, devem comer uma banana ou maçã.

Uma pessoa comum que pratica musculação como esporte deve ter uma dieta balanceada com o consumo de proteína, carboidrato e fruta antes e depois dos exercícios. Para os atletas das piscinas, a recomendação é consumir carboidrato antes e depois dos treinos de natação.


Amputação do pé amedronta diabéticos; entenda



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O descaso com o controle da glicemia é a principal causa de amputação não traumática dos membros inferiores. Segundo a SBD (Sociedade Brasileira de Diabetes), 85% desses casos decorrem de ulcerações (feridas) nos pés. A OMS (Organização Mundial da Saúde) estima que a cada 30 segundos ocorra uma amputação decorrente da neuropatia diabética — patologia que acomete os nervos causando falta de sensibilidade.

No entanto, a pessoa com diabetes que apresenta problemas nos pés não irá, necessariamente, amputá-lo, conforme explica o endocrinologista Dr. Domingos Malerbi, diretor da SBD.

— O diabético que não trata a doença pode desenvolver a neuropatia, especialmente nos membros inferiores. O paciente que não sente os pés corre mais risco de desenvolver feridas, muitas vezes, não cicatrizadas pelo descontrole glicêmico.

O médico acrescenta que se a neuropatia não for tratada adequadamente, o paciente pode até amputar o membro. Por isso, a prevenção primária, com aplicação de insulina e controle da glicemia, é fundamental.

— Esses e outros problemas só têm cura quando são detectados antes mesmo de os sintomas aparecerem. Tudo vai depender do controle da glicose.

Como identificar e tratar o problema

Ao contrário do que muitos pensam, nem todo o diabético terá problemas nos pés. O endocrinologista garante que esse quadro só será desenvolvido se o paciente não seguir o tratamento.

— Para que o diabético não desenvolva essas complicações, é necessário fazer um rigoroso controle da glicemia por meio de medicação, exercícios e alimentação saudável.

O pé diabético, também conhecido como pé neuroisquêmico, pode ser caracterizado por um leve problema até uma infecção, que pode atingir o osso e causar até uma necrose (gangrena). O diagnóstico é feito a partir de exames específicos, como testes de sensibilidade e circulação. Segundo o médico, a cura só ocorrerá quando o problema for detectado precocemente.

— A neuropatia dolorosa pode ser tratada à base de analgésicos. Mas se for somente a falta de sensibilidade, há medicamentos que auxiliam no aumento da oxigenação do nervo. Agora, se o problema for circulatório, a pessoa pode passar por procedimentos cirúrgicos, como o enxerto, que ajuda a levar o sangue à região onde ele não está chegando. Para deformidades, o melhor tratamento é o uso de calçados adequados, palmilhas ou até mesmo cirurgias corretivas.

Cuide melhor do seu pé

Confira as dicas do endocrinologista Dr. Domingos Malerbi e previna as complicações:

—Todo diabético deve controlar a glicemia e seguir o tratamento corretamente

— A higiene do pé diabético tem que ser diária, com sabão e água morna a 35º C

— Opte por lixar a unha e evite tirar a cutícula. Se precisar cortá-la, deixe os cantos e faça o corte reto

— Hidrate os pés com cremes, pois a pele do pé diabético tende a ficar seca e rachar

— Use meias de algodão, de preferência de cor clara, para o pé respirar melhor e evitar micose

— O calçado deve ter sola de borracha para deixar o calcanhar do pé estável. Evite sapatos com material de plástico e de pano

Hipoglicemia provoca tontura, visão embaçada e se resolve com açúcar



Sentir tontura, fraqueza, coração acelerando e a visão embaçada, muitas vezes, pode significar queda de pressão. Por isso, algumas pessoas logo recorrem ao sal  para aliviar a crise, mas logo percebem que não adianta.

Caso isso aconteça, pode ser que esses sintomas sejam de hipoglicemia, uma diminuição do nível de açúcar no sangue, que causa também dor de cabeça, tremores, zumbido no ouvido e pode até levar ao coma.

Para distinguir a hipoglicemia da pressão baixa, é só avaliar se o que resolve a crise é o sal ou o açúcar. No caso da hipoglicemia, ingerir glicose aumenta o nível no sangue e alivia os incômodos, como explicaram os endocrinologistas Alfredo Halpern e Márcia Nery no Bem Estar desta quarta-feira (14).

Pré-diabetes supervalendo (Foto: Arte/G1)

Ao sentir os sintomas da hipoglicemia, a pessoa pode ingerir um copo de suco de laranja ou refrigerante normal, uma colher de sopa rasa de açúcar ou mel, três balas de caramelo ou o que tiver mais próximo, como biscoitos e outros doces.

Segundo o endocrinologista Alfredo Halpern, não existe um consenso do nível de açúcar no sangue que pode ser considerado hipoglicemia, mas normalmente a taxa de glicose abaixo de 60mg/dl ou 70mg/dl já pode desencadear uma crise. O risco é maior em diabéticos, pessoas muito magras, idosos e crianças com até 7 anos de idade.

Algumas pessoas, inclusive, acreditam que ter hipoglicemia aumenta a chance de desenvolver a diabetes, mas ela pode indicar o estágio inicial da doença, como explicou o endocrinologista Alfredo Halpern. Uma pessoa com predisposição genética, por exemplo, pode ter crises de hipoglicemia porque o pâncreas trabalha lentamente; a partir daí, ela pode ou não desenvolver a diabetes.

A doença se caracteriza pelo acúmulo de açúcar no sangue, por causa da falta de produção de insulina pelo pâncreas. A insulina é o hormônio que leva o açúcar para dentro das células e, caso ele não seja produzido, o sangue fica com o excesso.

Cerca de 90% dos casos são de diabetes tipo 2. Já o tipo 1 costuma surgir na infância ou na adolescência e é caracterizado por uma falha no sistema de defesa do corpo, que leva à destruição das células que produzem a insulina no pâncreas. Esses pacientes dependem da injeção de insulina pelo resto da vida.

A doença tem carga genética, mas geralmente está ligada à obesidade e ao sedentarismo, e aparece na fase adulta. Ela pode ser controlada com remédios e dieta, e injeções de insulina são usadas apenas em alguns casos.

Outro mito desvendado pelos médicos no Bem Estar desta quarta-feira (14) foi o fato de que comer muito açúcar pode levar à diabetes. Segundo a endocrinologista Márcia Nery, o excesso de glicose aumenta o peso, mas não provoca a doença, de imediato. O que acontece é que esse consumo pode levar à obesidade que, então, causa a diabetes.

No caso do diabético, a alimentação é essencial no controle da doença. Os carboidratos são os que mais afetam os valores de glicose no sangue após a alimentação, que pode levar à necessidade ou não do uso da insulina. Portanto, alimentos como pão, macarrão, arroz e batata são alguns "vilões" da dieta de quem tem diabetes, ou seja, essas pessoas têm que equilibrar a ingestão deles como maneira de se proteger.


AVC matou 62 mil jovens em dez anos



Doença que mais mata no País e que costuma ser associada a pacientes idosos, o acidente vascular cerebral (AVC) também atinge jovens. Levantamento feito pelo Ministério da Saúde mostra que 62.270 pessoas com menos de 45 anos morreram no País, entre os anos 2000 e 2010.

Do início da década até setembro deste ano, 200 mil pacientes nessa faixa etária foram internados em hospitais do Sistema Único de Saúde (SUS) — não entram na conta as internações na rede particular. A questão não é preocupante apenas no Brasil.

Estudo da Universidade de Cincinnati, publicado em outubro no periódico da Academia Americana de Neurologia, mostrou que, nos anos de 1993 e 1994, 13% das pessoas que sofreram derrame tinham menos de 55 anos. Em 2005, essa porcentagem alcançou 19%.

O trabalho analisou pacientes da região metropolitana Cincinnati/Northern Kentucky. O secretário de Atenção à Saúde do ministério Helvécio Miranda Magalhães, afirma:

— Essa é uma tendência mundial, que vem com o aumento dos chamados fatores de risco — obesidade, hipertensão, diabetes e sedentarismo. Com tecnologia e melhores serviços, a mortalidade cai.

A tecnologia mais recente adotada pelo Ministério da Saúde é o medicamento alteplase, único aprovado para o tratamento de AVC isquêmico (quando não há hemorragia; tipo que responde a 80% dos derrames).

O remédio passou a ser fornecido pelo SUS em abril. Se for ministrado até 4h30 depois dos primeiros sintomas, reduz as sequelas do derrame. Em abril, o ministério também divulgou os critérios para a habilitação de hospitais que serão referência para o atendimento de pacientes com AVC — até agora, dois assinaram convênio com o governo: o Hospital de Clínicas de Porto Alegre e o Hospital Geral de Emergência de Fortaleza.

— Queremos criar centros de referência regionais. Identificamos duzentos hospitais que têm potencial maior para esse tipo de atendimento.

O AVC pode ser isquêmico, quando há entupimento dos vasos que levam sangue ao cérebro. Ou hemorrágico, quando esses vasos se rompem. Em idosos, a causa principal é a aterosclerose, processo de inflamação que leva à obstrução das artérias por placas de gordura, explica o vice-presidente da Associação Brasileira de Neurologia (Abneuro) Rubens José Gagliardi.

— Nos jovens, as causas são diferentes, como malformações cardíacas ou nas artérias, uso de drogas e de anorexígenos, como femproporex e anfepramona (anfetamínicos), remédios já proibidos.

Ele cita ainda o uso de anticoncepcionais associado ao tabagismo, além da gravidez. Antonio Carlos Worms Till, fundador do Vita Check-Up Center, lembra que as malformações não são maiores hoje.

— O que mudou foi o estilo de vida, com a epidemia de obesidade, mais estresse, mais crises hipertensivas.

Ele ressalta a importância de exames de rotina, como a dosagem de sangue, que permite controlar glicemia e colesterol.

— Sem essa ferramenta tão simples, o diagnóstico vem depois do AVC, quando a pessoa terá sequelas motoras, alteração de fala, perda de força. A recuperação para a vida social é extremamente cara sob vários aspectos - psicológico, emocional e financeiro.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.


Pneumonia é a doença que mais mata crianças menores de cinco anos



A pneumonia figura entre as doenças que mais matam no mundo. Responsável por 18% dos óbitos infantis, a doença é o primeiro agente de morte entre as crianças menores de cinco anos. No Brasil, as pneumonias são a maior causa de internações, com números que chegam a 900 mil por ano. As vítimas são principalmente crianças e idosos. Para alertar sobre a doença, o Dia Mundial da Pneumonia será lembrado nesta segunda-feira (12).

Ocasionadas por bactérias, fungos ou vírus que penetram o interior dos pulmões, as pneumonias são infecções que costumam se desenvolver após quadros de gripe ou resfriados, explica o diretor da Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia (SPPT), Mauro Gomes.

Tosse, expectoração, mal-estar e febre de rápida evolução são alguns dos sintomas ocasionados pela doença. De acordo com o especialista, alguns casos de pneumonia podem apresentar evolução mais demorada, mesmo que isso não seja o comum.

Esses casos são chamados de evolução atípica. Levam entre duas ou três semanas para se desenvolver e costumam acarretar falta de ar, tosse seca e dores musculares no paciente?.

Prevenir para não remediar

O diagnóstico clínico da doença depende da avaliação dos sintomas, mas a confirmação do diagnóstico só vem após a realização de uma radiografia do tórax. Apenas os casos mais graves necessitam de realização de exames específicos.

Segundo o especialista, não existe uma forma totalmente eficaz para prevenir a pneumonia, mas alguns cuidados básicos podem contribuir para afastar o risco da doença.

A manutenção das condições de saúde através de boa alimentação, atividade física e repouso adequado são fundamentais para um bom equilíbrio do sistema imunológico e por sua vez afastam as chances de desenvolver a doença?.

Mas o pneumologista alerta: ?A forma mais adequada de prevenção contra o risco de morte por pneumonia é a vacinação anual contra a gripe?.

Resultado em números

De acordo com Mauro Gomes, em idosos, a vacinação contra a gripe reduz cerca 50% a mortalidade por doenças respiratórias quando comparados aos não vacinados. Já em portadores de Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), bronquite crônica ou enfisema pulmonar, a redução da mortalidade chega a 70% com a imunização.

Além da vacina contra influenza, outra alternativa para quem deseja se proteger é a vacina específica contra pneumococo. Mas atenção! A vacina contra pneumococo tem eficácia limitada e deve ser administrada somente a pessoas com alto risco de adoecimento pela bactéria, como os idosos, diabéticos, alcoolistas, pessoas com doença renal, pulmonar ou doença cardíaca crônica e, ainda, naqueles que precisaram remover o baço por algum motivo.

Outro alerta importante feito pelo médico diz respeito à periodicidade da vacinação. Mauro explica que a vacina contra a gripe deve ser tomada indispensavelmente todos os anos.

"No Brasil, a aplicação costuma ocorrer entre os meses de março a junho. Isso é recomendado porque a vacina precisa de 30 a 45 dias para que a máxima proteção seja alcançada. Como o inverno é período de maior circulação do vírus, tomando a vacina no outono o paciente recebe máxima proteção contra o vírus influenza durante os meses mais frios", diz.



Conheça os exercícios mais indicados para amenizar a artrite



Para quem pratica exercícios, as dores nas articulações podem tornar o treino muito menos prazeroso e muitas vezes impraticável. Por isso, pessoas que sofrem com artrite deixam uma rotina saudável de atividades físicas por não suportar o incômodo. "Acontece que a artrite pode favorecer o aparecimento de outros problemas. Como as articulações ficam mais doloridas, os indivíduos ficam mais propensos ao sedentarismo, que pode causar obesidade, problemas cardíacos e ortopédicos", explica o fisiologista do esporte Raul Santo de Oliveira, da Unifesp.

É importante exercitar-se para manter as articulações saudáveis. Quando o corpo está ativo, as articulações ficam mais flexíveis e tem suas funções motoras preservadas, mesmo com a artrite. Além disso, músculos mais fortes evitam que as juntas se deformem. 

Mas, ao contrário do que muitos pensam, não é tão simples ignorar a dor e entrar em uma rotina saudável. Isso, na maioria das vezes, é até desaconselhado. "Manter uma região inflamada em constante movimento ou contato, impede que o organismo consiga se recuperar. Fazer exercícios que forçam as articulações durante um processo inflamatório é o mesmo que ficar tirando a casquinha de um machucado. A lesão nunca irá cicatrizar e o desconforto só irá piorar", explica o fisioterapeuta do esporte e de ortopedia, Evaldo Bósio, diretor clínico da Prime, fisioterapia especializada.

Existem vários tipos de artrite, mas os mais comuns são a piogênica aguda e a artrite reumatoide. Para continuar com o corpo em movimento é preciso adaptar a rotina de exercícios de acordo com o tipo de inflamação nas articulações. Tanto o fisiologista quanto o fisioterapeuta ressaltam que é importante o aval de um médico antes de começar a fazer qualquer tipo de atividade, principalmente se a artrite faz parte da sua vida.  

Artrite aguda

Quando a artrite é causada por um trauma ou uma lesão, ela é chamada de artrite aguda ou piogênica. As regiões mais afetadas por esse problema são o joelho e o tornozelo. Nessa situação, os exercícios podem esperar até que a inflamação esteja sobre controle. "Depois que o processo inflamatório nas articulações se apresenta em uma fase já assintomática, exercícios que trabalham a musculatura e protegem as articulações já podem ser feitos", explica o fisioterapeuta.

Para manter a musculatura apta a repetir os movimentos do dia a dia, muitos dos exercícios repetem os esforços feitos no cotidiano. "Os exercícios para quem sofre com artrite normalmente não envolvem pesos ou são feitos com carga muito reduzida. É comum treinos que imitam movimento de acelerar um carro ou subir uma escada, por exemplo, para fortalecer os músculos mais usados", diz Evaldo Bósio.  

"Quando o corpo está ativo, as articulações ficam mais flexíveis e tem suas funções motoras preservadas"

Artrite reumatoide

 Nesse caso, o acompanhamento de um médico é ainda mais importante, já que as dores e inflamações são crônicas e causadas por fatores genéticos. "O exercício físico é um coadjuvante no tratamento com remédios. O médico, ao analisar o estado das inflamações nas articulações, pode diagnosticar alguns exercícios que ajudam a diminuir o avanço dos sintomas da doença", explica Raul Santo de Oliveira.

"Por causa das dores comuns na artrite reumatoide, muitos indivíduos deixam de praticar esportes, o que pode trazer malefícios à musculatura a as próprias articulações", diz o fisiologista. É por isso que muitos médicos indicam os exercícios como coadjuvante no tratamento à base de remédios para a artrite.

Entre na piscina

A natação é um ótimo jeito de aumentar o condicionamento das juntas de todo o corpo. "Ela é uma boa escolha, já que trabalha com o fortalecimento de grandes grupos musculares sem causar tensão nas articulações, além de condicionar o sistema cardiovascular", explica o fisiologista Raul Santo.

A hidroginástica também provoca os mesmos benefícios. Como a água amortece os impactos dos pés com o chão, e oferece maior resistência que o ar, a ginástica feita dentro da piscina traz um maior gasto calórico sem prejudicar as articulações.

Exercícios isométricos

Quando os exercícios tradicionais se tornam muito difíceis de serem feitos, os exercícios isométricos são uma maneira alternativa de fortalecer os músculos e proteger as juntas corporais. Esse tipo de exercício consiste em forçar os músculos sem provocar um movimento ou mudança de ângulo nas articulações mais afetadas pela artrite reumatoide. "Eles podem ser feitos com várias intensidades, que é estabelecida de acordo com as limitações e necessidades de cada pessoa", explica o fisiologista Raul Santo.

Um exercício bastante simples, que pode ser feito em casa, se encaixa nessa categoria. "Como a artrite na mão e nos dedos é bastante comum em mulheres, fortalecer os músculos dessa área previne contra dores e até a perda gradual dos movimentos dos dedos. Amarrar os dedos das mãos com um elástico de escritório comum, e fazer força para tentar forçá-lo para fora, trabalha os músculos das mãos e protege as articulações", diz Evaldo Bósio.  

Exercícios de baixo impacto

Nesse grupo de atividades físicas estão a caminhada, a dança, subir escadas e pilates. Essa turma de exercícios controla a pressão sanguínea, o colesterol, fortalece o sistema cardiovascular e ainda queimam calorias. Tais benefícios são importantes porque pessoas com artrite reumatoide estão mais propensas a desenvolver doenças cardíacas. Além disso, são exercícios que ajudam a retardar a perda de massa óssea causada pela artrite, diminuindo as chances de osteoporose no futuro.

Essa técnica oriental pode ajudar os pacientes com artrite a aumentar o alcance de seus movimentos, ficar com mais flexibilidade, tonificar mais os músculos, principalmente das pernas, e proporcionar um melhor equilíbrio corporal. Além disso, ao focar na respiração e na concentração, o Tai Chi ajuda a relaxar e esquecer as dores causadas pela doença.

Saiba dosar o treino

Para todos os esportistas, fica a dica: não adianta exigir mais do que o seu corpo é capaz de suportar. Para quem sofre com a artrite, esse conselho é ainda mais importante. Manter o corpo sempre em atividade impede a recuperação de microlesões que acontecem durante o treino. "O educador físico é a melhor pessoa para dosar o ritmo dos exercícios e as pausas entre eles para atingir um equilíbrio ideal, chamado de supercompensação. Por isso, esse profissional deve saber a gravidade do problema nas articulações para montar um treino que deixem as articulações ativas sem trazer malefícios", diz Raul Santo.

Confira 5 alimentos que combatem resfriados


 Foto: Getty Images

Quer evitar resfriados ou combater o que já o atingiu? Nada melhor que ficar de olho na dieta. Confira cinco alimentos que ajudam a fortalecer o sistema imunológico, segundo o site FitSugar:

Cereais integrais
Os cereais integrais são repletos de vitaminas que impulsionam o sistema imunológico e que ajudam  a acalmar um resfriado forte. Que tal adicionar cevada ou arroz selvagem em sua sopa favorita?

Frutas cítricas
Ricas em vitamina C, as furtas cítricas são famosas por ajudar a conter gripes e resfriados.

Batata doce
Contém vitamina A, que auxiliar a aumentar a imunidade, e antioxidantes anti-inflamatórios.

Cogumelo shiitake
Apresenta lentinan, que ajuda a construir um sistema imunológico forte para combater infecções.

Iogurte
Invista em iogurte com culturas vivas acrescenta bactérias boas para o intestino, o que ajuda o corpo a combater infecções.


Profissionais dão dicas de saúde e beleza para encarar o próximo verão



Movimento em academias aumentam durante o verão (Foto: Reprodução EPTV / Marcelo Rodrigues)

Sol, calor, verão, praia e corpo bonito. É nessa época do ano que as pessoas mais procuram as academias, nutricionistas e centros de estética em busca de um só objetivo: corpo esbelto. Mas a busca pelo físico perfeito nem sempre é cercada dos cuidados necessários e para saber como deve ser essa maratona pré-verão, o G1 conversou com alguns dos profissionais que ajudam essas pessoas a ficar mais bonitas e com uma das clientes de uma clínica de beleza de Campos dos Goytacazes.

A digitadora Michele Siqueira, 34 anos, tem uma filha de seis anos e é bastante vaidosa. Há dois anos ela frequenta clínicas de estética por, no mínimo, duas vezes na semana, desde que fez uma lipoaspiração. Carboxiterapia, drenagem linfática, endermologia e lipocavitação estão entre os tratamentos preferidos dela para manter um corpo escultural.

— Já fiz lipoaspiração no abdomem e nos flancos e, após a cirurgia, precisei fazer sessões de drenagem e não parei mais — disse Michele.

Perguntada se passaria por outra lipoaspiração, ela foi enfática. "Faria sim. Apesar de ser bem dolorida, o resultado é maravilhoso e é muito bom estar bem consigo mesma. Apesar de muitos acharem que é desnecessário encarar um centro cirúrgico em prol da beleza, muitas pessoas, assim como eu, querem estar de bem com a vida. Depois da lipo tudo mudou, até mesmo o meu casamento e a minha relação com os amigos.

Tratamentos de beleza podem trazer riscos para pacientes

Assim como Michele, milhares de pessoas buscam nos tratamentos estéticos a solução para as indesejáveis gordurinhas e imperfeições do corpo. Mas para a presidente da Distrital Norte Fluminense da Sociedade Brasileira de Dermatologia, doutora Ana Maria Pellegrini, todos os tratamentos estéticos têm restrições e precisam de supervisão de um profissional capacitado.

— Até uma simples drenagem linfática ou limpeza de pele podem ter uma contraindicação. 

É sempre importante procurar um profissional capacitado para indicar ou contraindicar o tratamento, porque o bom resultado vai depender de uma boa indicação. Não é qualquer profissional que está habilitado pra isso — disse a médica.

Os tratamentos mais procurados na clínica da Doutora Pellegrini são as técnicas de rejuvenescimento da pele e tratamentos contra celulite. "As pessoas querem passar o fim de ano com a aparência melhor, sem rugas", finalizou.

Academias chegam a ter movimento dobrado antes do verão

Na busca pela beleza e saúde, ainda têm aqueles que preferem os exercícios físicos aos tratamentos estéticos. Segundo o professor de educação física e personal trainer, João Paulo Azevedo, que trabalha na área há quase dez anos, é também antes do verão que o movimento nas academias chega a ser 50% maior do que nos outros períodos do ano. Para o personal, esses são os já conhecidos 'alunos de verão'.

 Nesses casos, o cuidado com a hidratação, alimentação e duração dos exercícios físicos devem ser a principal preocupação dos praticantes dessas atividades. Segundo o personal, é preciso tomar os suplementos adequados, manter uma boa alimentação, ingerir muita água e procurar um profissional gabaritado para orientar os exercícios.

— Uma má orientação na hora de fazer exercícios pode até causar uma lesão na pessoa. É preciso tomar cuidados para que esse aluno tenha o tipo de massa desejado e o principal deles é procurar uma academia séria. O indicado é malhar por, no máximo, duas horas por dia.  

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VEJA AS DICAS:

* Beba muita água
* Evite alimentos gordurosos 
* Abuse do protetor solar
* Procure um bom profissional
* Faça exercícios físicos
* Coma alimentos folhosos 

Cuidados com boa alimentação são indispensáveis

Tratamentos de beleza e exercícios em academias são boas opções para quer quem ficar mais bonito, mas para que os resultados sejam ainda mais eficientes, é necessário uma alimentação controlada. Assim como as clínicas de estética e as academias, a procura por nutricionistas também é maior antes da estação mais quente do ano.

— As pessoas querem ficar mais magras e usar roupas mais ousadas no verão e começam a nos procurar com o objetivo de emagrecer. Vale ressaltar a importância da ingestão de alimentos mais leves e de acompanhamento médico para quem quer emagrecer. Muitas pessoas seguem dietas malucas, o que está errado, pois cada um tem um metabolismo diferente —, disse a nutricionista Sandra Hisse que enfatiza o emagrecimento sadio.

Então, fica a dica, na hora de se preparar para o verão é essencial buscar profissionais gabaritados e ter equilíbrio na alimentação.

Bocejos podem ajudar a regular temperatura do cérebro


Bocejo é meio de refrescar o cérebro Foto: Getty Images

O bocejo pode ser ligado ao tédio e também ao sono, mas pesquisadores da Universidade de Princeton (EUA) descobriram que bocejar também pode ser uma resposta do organismo para regular a temperatura do cérebro, evitando seu aquecimento, segundo divulgou o jornal britânico Daily Mail desta terça-feira (20).

Os cientistas pediram a 80 pedestres, escolhidos aleatoriamente, que observassem fotos de pessoas bocejando e marcassem com qual eles faziam o mesmo. O teste foi realizado tanto no inverno quanto no verão e constatou que o bocejo é uma das maneiras do corpo refrescar o cérebro, trocando calor com o ar fresco que entra no organismo durante o ato.

Todavia, em dias muito quentes o bocejo não é eficaz. "Bocejar se torna contra produtivo em temperaturas ambientes maiores que a do organismo, porque a inalação do ar ambiente não promoveria a refrescância", explicou o professor Andrew Gallup, que conduziu a pesquisa, citando que há uma ¿janela térmica¿ que desencadeia o bocejo em um limite de temperatura.

O estudo constatou que no verão as pessoas bocejam menos do que no inverno, mostrando que a frequência do bocejo varia segundo a sazonalidade, o que explicaria porque as pessoas se tornam confusas e desorientadas quando submetidas ao calor extremo, já que o cérebro tem meios limitados de se refrescar. A pesquisa vem para somar conhecimento e ajudar na compreensão de doenças neuromotoras ou na epilepsia, que têm o bocejo como uma das características mais comuns.