Depressão é principal causa de abandono ao tratamento contra o HIV



A depressão é o principal motivo que leva pacientes com HIV a abandonar o tratamento. Um estudo feito pelo Instituto de Infectologia Emílio Ribas com 201 soropositivos que interromperam a terapia mostrou que 53% falharam na adesão por estarem deprimidos.

A falta de tempo para comparecer às consultas e o medo de perder o emprego também apareceram como um fator importante: 38% alegaram esses motivos para cessar o acompanhamento médico. O levantamento envolveu pacientes que abandonaram as consultas por pelo menos seis meses sem justificativas.

A partir das conclusões do estudo, o Emílio Ribas criou um grupo de adesão semanal. Batizado de "Tá difícil de engolir?" — referência à quantidade de pílulas que alguns dos pacientes devem tomar diariamente — o projeto funciona como uma terapia em grupo, na qual cada um relata suas próprias dificuldades em relação ao tratamento.

O grupo é acompanhado por uma equipe multidisciplinar composta por assistentes sociais e psicólogos, conforme explica o assistente social Claudemir Leite de Almeida.

— O objetivo é que o paciente fale sobre sua situação para, dessa maneira, um estimular o outro. Na medida em que surge alguma dúvida, a gente interfere para explicar.

Ele observa que é bastante comum que o paciente com doença crônica, como o HIV, em determinado momento, interrompa a terapia. O grupo de adesão, segundo ele, é apenas uma das estratégias para estimular o paciente, que também deve receber recomendações nas consultas de rotina e nos grupos de acolhimento.

Além da depressão e da falta de tempo para comparecer às consultas, outros motivos que contribuem de forma importante para a falta de adesão são os efeitos colaterais do tratamento, o estigma da doença e a falta de autoestima.

Nas palavras de um dos pacientes que compareceu ao grupo na quinta-feira, e preferiu não ser identificado, "tomar o remédio não é só um ato físico, mas principalmente um ato interno: para tomar o remédio, a pessoa tem que querer o melhor para si, tem que se gostar e estar disposto a lutar".

A falta de amor próprio, alavancada pelo peso do estigma da doença, é o que o levou a interromper a medicação durante um período de sua vida. O aspecto simbólico vinculado às pílulas também está associado à dificuldade de aderir ao tratamento. Almeida observa que o remédio é a parte concreta que lembra o paciente de que ele tem um problema de saúde.

— O medicamentos têm essa carga psicológica. Fazem a pessoa entrar em contato com a doença todo dia.

Suscetibilidade

O médico Augusto Penalva, coordenador do Serviço de Neuropsiquiatria do Instituto Emílio Ribas, explica que os pacientes com HIV estão mais suscetíveis aos transtornos neuropsiquiátricos, que incluem depressão, ansiedade e problemas cognitivos.

Essa suscetibilidade ocorre por duas razões: tanto pelos aspectos psicossociais associados à doença quanto pelos fatores orgânicos. A própria doença viral ataca o sistema nervoso central, levando à ocorrência de algumas dessas doenças. São os chamados transtornos neurocognitivos associados ao HIV (Hand, na sigla em inglês).

A reação do organismo à interrupção do medicamento é muito variável, de acordo com Penalva. Ele observa que isso pode variar de acordo com a forma como se deu o tratamento inicial: soropositivos que começam a se tratar precocemente, quando interrompem a medicação, tendem a demorar mais tempo para sentir os efeitos negativos.

Os que começaram a se tratar quando a doença já estava avançada tendem a reagir à interrupção com uma rápida queda de imunidade. Para Penalva, o levantamento mostra que tratar a aids é mais complexo do que apenas disponibilizar a medicação.

— É preciso abordar o paciente de maneira mais profunda.

As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

Estresse também se reflete na pele


Getty Images
Estresse: muitas doenças de pele surgem ou são agravadas pelo cansaço e pela ansiedade

O estresse está ligado ao surgimento de diversas doenças. Fatores inerentes a essa condição, como cansaço extremo, depressão e ansiedade , aumentam a ocorrência de problemas na pele, no cabelo e nas unhas, aponta a Associação Americana de Dermatologia.

Uma das doenças de pele mais ligadas aos fatores emocionais é a psoríase , devido à liberação de substâncias que seguem até o cérebro diminuindo as quantidades de serotonina, noradrenalina e a dopamina, neurotransmissores que ajudam a equilibrar as emoções.

"Quando uma pessoa com psoríase fica estressada os sintomas cutâneos podem ser agravados, piorando o estado emocional", explica a dermatologista Karla Assed.

Outra doença intimamente ligada ao estresse é a dermatite seborreica. Entre os sintomas mais comuns estão caspa, coceira no couro cabeludo e descamação nos supercílios, nos ouvidos ou na região em volta do nariz. É bem comum em todas as fases da vida, independentemente do sexo, principalmente entre as pessoas com pele e cabelos oleosos.

O tratamento para os problemas agravados pelo estresse varia, claro, de acordo com a doença. "Cada doença dermatológica ocasionada pelo estresse tem um tratamento próprio. Além do foco na pele, pode-se, dependendo de cada caso, associar um acompanhamento psicológico, para melhorar a autoestima e aliviar o estresse. Dessa maneira, pode-se evitar o agravamento ou o reaparecimento do problema de pele", diz a dermatologista.

Conheça as principais doenças de pele agravadas pelo estresse:

Psoríase – é uma doença inflamatória crônica que causa o aparecimento de manchas vermelhas e descamativas na pele. Afeta aproximadamente 3% da população mundial e é bastante frequente entre homens e mulheres, principalmente na faixa etária entre 20 e 40 anos. Até hoje não se sabe com exatidão a origem da doença, mas pesquisas científicas vêm mostrando que em 30% dos casos o fator genético está envolvido. No entanto, estresse emocional, traumas ou irritações na pele, infecções na garganta, baixa umidade do ar ou alguns medicamentos podem aumentar ou iniciar os surtos a doença. 

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Manchas do vitiligo: doença pode ser agravada pelo estresse

Vitiligo – doença não contagiosa que causa a perda da pigmentação natural da pele. Aparece em formas de manchas brancas de diversos tamanhos e formatos. 

Dermatite de contato alérgica –  algumas substâncias, quando em contato com a pele, podem causar lesões avermelhadas que coçam e produzem gotas d´água no local. Essas são as características de uma dermatite de contato alérgica, e o contato com essas substâncias deve ser evitado. 

Dermatite seborreica – doença crônica que se manifesta em partes do corpo onde existe maior produção de óleo pelas glândulas sebáceas ou a presença de fungos. Ela se manifesta sob a forma de lesões avermelhadas que descamam e coçam principalmente no couro cabeludo, sobrancelhas, barba, região próxima do nariz, atrás e dentro das orelhas, no peito, nas costas e nas dobras de pele (axilas, virilhas e abaixo dos seios). 

Acne – ela se manifesta pelo aparecimento de cravos e espinhas causados pelo aumento da secreção sebácea e obstrução dos poros. Face e costas são as áreas mais afetadas.  .

Herpes – infecção causada por um vírus. Gera feridas doloridas que desaparecem e voltam em períodos alternados, geralmente quando a imunidade está muito baixa. 

Hiperidrose – disfunção do sistema nervoso que leva a pessoa a eliminar suor excessivamente em determinadas regiões do corpo como pés, mãos e virilha. 

Estresse também se reflete na pele



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Estresse: muitas doenças de pele surgem ou são agravadas pelo cansaço e pela ansiedade

O estresse está ligado ao surgimento de diversas doenças. Fatores inerentes a essa condição, como cansaço extremo, depressão e ansiedade , aumentam a ocorrência de problemas na pele, no cabelo e nas unhas, aponta a Associação Americana de Dermatologia.

Uma das doenças de pele mais ligadas aos fatores emocionais é a psoríase , devido à liberação de substâncias que seguem até o cérebro diminuindo as quantidades de serotonina, noradrenalina e a dopamina, neurotransmissores que ajudam a equilibrar as emoções.

"Quando uma pessoa com psoríase fica estressada os sintomas cutâneos podem ser agravados, piorando o estado emocional", explica a dermatologista Karla Assed.

Outra doença intimamente ligada ao estresse é a dermatite seborreica. Entre os sintomas mais comuns estão caspa, coceira no couro cabeludo e descamação nos supercílios, nos ouvidos ou na região em volta do nariz. É bem comum em todas as fases da vida, independentemente do sexo, principalmente entre as pessoas com pele e cabelos oleosos.

O tratamento para os problemas agravados pelo estresse varia, claro, de acordo com a doença. "Cada doença dermatológica ocasionada pelo estresse tem um tratamento próprio. Além do foco na pele, pode-se, dependendo de cada caso, associar um acompanhamento psicológico, para melhorar a autoestima e aliviar o estresse. Dessa maneira, pode-se evitar o agravamento ou o reaparecimento do problema de pele", diz a dermatologista.

Conheça as principais doenças de pele agravadas pelo estresse:

Psoríase – é uma doença inflamatória crônica que causa o aparecimento de manchas vermelhas e descamativas na pele. Afeta aproximadamente 3% da população mundial e é bastante frequente entre homens e mulheres, principalmente na faixa etária entre 20 e 40 anos. Até hoje não se sabe com exatidão a origem da doença, mas pesquisas científicas vêm mostrando que em 30% dos casos o fator genético está envolvido. No entanto, estresse emocional, traumas ou irritações na pele, infecções na garganta, baixa umidade do ar ou alguns medicamentos podem aumentar ou iniciar os surtos a doença. 

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Manchas do vitiligo: doença pode ser agravada pelo estresse

Vitiligo – doença não contagiosa que causa a perda da pigmentação natural da pele. Aparece em formas de manchas brancas de diversos tamanhos e formatos. 

Dermatite de contato alérgica –  algumas substâncias, quando em contato com a pele, podem causar lesões avermelhadas que coçam e produzem gotas d´água no local. Essas são as características de uma dermatite de contato alérgica, e o contato com essas substâncias deve ser evitado. 

Dermatite seborreica – doença crônica que se manifesta em partes do corpo onde existe maior produção de óleo pelas glândulas sebáceas ou a presença de fungos. Ela se manifesta sob a forma de lesões avermelhadas que descamam e coçam principalmente no couro cabeludo, sobrancelhas, barba, região próxima do nariz, atrás e dentro das orelhas, no peito, nas costas e nas dobras de pele (axilas, virilhas e abaixo dos seios). 

Acne – ela se manifesta pelo aparecimento de cravos e espinhas causados pelo aumento da secreção sebácea e obstrução dos poros. Face e costas são as áreas mais afetadas.  .

Herpes – infecção causada por um vírus. Gera feridas doloridas que desaparecem e voltam em períodos alternados, geralmente quando a imunidade está muito baixa. 

Hiperidrose – disfunção do sistema nervoso que leva a pessoa a eliminar suor excessivamente em determinadas regiões do corpo como pés, mãos e virilha. 

Confira 8 alimentos que devem ser consumidos após os 40 anos


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Com o passar do tempo, o corpo mostra que já não é mais o mesmo de 20 anos atrás. Por isso, é importante cuidar da dieta, incluindo alimentos que podem ajudar a manter a saúde em dia. Pensando nas pessoas que já passaram dos 40 anos, o site Daily Mail listou 8 alimentos que não podem faltar no cardápio. Veja:

Aveia
A aveia contém beta-glucanos, uma fibra solúvel que ajuda a reduzir o nível do colestero ruim. Também conta com antioxidantes exclusivos, que protegem contra a aterosclerose (acúmulo de placas nas paredes das artérias). Pesquisadores defendem que consumir apenas 3 g do grão por dia já auxilia na redução do colesterol total em 5 a 10%, o que transforma o alimento em obrigatório para pessoas com mais de 50 anos, quando o risco de doenças cardíacas cresce ainda mais. Adcionar uma colher de sopa cheia de aveia ao iogurte natural é uma boa opção para consumir o alimento. 

 
Cereja
Fonte rica em antioxidantes e antocianina, a fruta ajuda a combater doenças comuns na meia idade, como gota e artrite. A gota, mais comum em homens, está ligada ao aumento dos níveis de ácido úrico, que formam pequenos cristais dentro das articulações. E, de acordo com pesquisas, 200 g de cerejas podem ajudar o organismo a excretar o ácido úrico em até 60%. Para incorporar a fruta ao cardápio, basta beber um corpo de suco sem açúcar três ou quatro vezes por semana.
 
Amêndoa
As amêndoas ajudam a reduzir os níveis de açúcar no sangue e também a diminuir o colesterol. Um estudo contou com 20 adultos que comeram 60 g de amêndoas por dia por quatro semanas e apresentaram uma redução de 9% nos níveis de açúcar no sangue, provando que o alimento pode ajudar a evitar doenças do coração e diabetes. Outra pesquisa teve a participação de 22 adultos, que tiveram um terço de suas fontes de gordura substituída por amêndoas. Após seis semanas, estes participantes apresentaram uma redução de 6% no colesterol ruim e aumento de 6% no colesterol bom. Para obter esses benefícios, escolha os tipos mais simples, já que os mais elaborados podem ter quantidades excessivas de sal. 
 
Peixe
O ômega 3 presente no óleo do peixe pode ajudar a diminuir a pressão arterial e a reduzir o risco de arritmia cardíaca. As maiores fontes do nutriente são salmão, atum e sardinha. Uma pesquisa também revelou que mulheres que consomem peixe regularmente podem ter os riscos de AVC reduzidos. Uma boa opção de consumo é o sashimi que, por ser cru, manterá os níveis de ômega 3 intactos. 
 
Soja
A isoflavona presente na soja já foi relacionada à redução do colesterol, ao aumento da densidade óssea em mulheres após a menopausa e à melhora da fertilidade masculina. Para acrescentar a soja ao cardápio, você pode optar por feijão edamame duas ou três vezes por semana.
 
Tomate
Tomates são ótimas fontes de licopeno, um antioxidante capaz de inibir a formação de células cancerígenas, assim como proteger as paredes das artérias da formação de placas. Uma pesquisa mostrou que beber 150 ml de suco de tomate após 20 minutos de exercícios pode ajudar a prevenir contra câncer de próstata, pulmão e estômago. 
 
Leite integral
O leite integral pode ajudar a combater a perda de massa muscular associada à idade. Um estudo de 2006 concluiu que beber leite integral depois da atividade física colabora para a formação da massa muscular. O leite integral contém 118 mg de cálcio, essencial para a saúde óssea, a cada 100 ml. A quantidade recomendada por dia é 1000 mg para homens e 1200 mg para mulheres. 
 
Frango
Grande fonte de proteína, o frango é ótimo na tarefa de manter o peso ideal e construir músculos saudáveis. A melhor opção é a região do peito que, sem a pele, tem apenas 2% de gorduras.

Higiene demais pode resultar em alergias



Getty Images Pessoas saudáveis devem lavar as mãos com água e sabão, sem necessidade de usar sabonetes antibacterianos

Álcool em gel e sabonetes antibacterianos são muito usados para eliminar as bactérias e afastar o risco de contaminação. No entanto, o Dr. Leonard Bielory, professor da Universidade Rutgers e médico da Robert Wood Johnson University Hospital, garante que usar estes produtos de higiene nas primeiras fases da vida pode resultar em alergias. As informações são do site da rádio 101.5 de New Jersey.

— O sistema imunológico precisa ser exposto às bactérias para que possa aprender a combatê-las. Se o ambiente for estéril, nada estimulará a resposta imune do organismo e, consequentemente, ele estará mais suscetível às alergias.

Isso significa, segundo o Dr. Bielory, que um ambiente estéril, pode não ser tão saudável quanto as pessoas imaginam.

— É claro que um ambiente ultralimpo é importante para uma criança com algum tipo de imunodeficiência, mas no caso de crianças saudáveis seu sistema imunológico precisa ser estimulado para combater infecções. Essa é uma das razões que damos vacinas.

Para o especialista, uma criança no início da vida exposta a um ambiente "sujo" tem menos chances de desenvolver alergias graves na fase adulta. Mas, ele ressalta que isso não se aplica quando os pequenos estão doentes.

— Quando a criança está resfriada, por exemplo, é fundamental higienizar as mãos para diminuir a chance de transmissão da doença. Caso contrário, não é necessário usar álcool em gel ou sabonetes antibacterianos.

O médico acrescenta que a regra de ouro é ao tossir cobrir a boca com o braço ou um lenço em vez das mãos e lavá-las regularmente quando se está doente. Caso contrário, a recomendação é usar água e sabão.

Alcoolismo é mais fatal para mulheres



O vício no consumo do álcool causa danos sérios a todos, mas ele pode ser mais maléfico para mulheres. De acordo com uma nova pesquisa, o alcoolismo é mais fatal para elas do que para os homens.

Uma nova pesquisa desenvolvida na Alemanha acompanhou pessoas enfrentando o alcoolismo por 14 anos. As mulheres participantes que enfrentavam esse problema tinham chances cinco vezes maiores de morrerem durante esse período do que mulheres que não tinham o vício. Entre os homens, a diferença foi mais baixa. Alcoólatras do gênero masculino tinham riscos dobrados de morrerem.

A pesquisa também mostra que pessoas que passam por programas de tratamento do vício não têm mais chances de sobreviverem à doença do que alcoólatras que não tiveram a mesma atitude. "O sistema de tratamento não é adaptado para aumentar o tempo de sobrevivência", explica o pesquisador Ulrich John, da Universidade de Greifswald.

As pessoas que têm maiores probabilidades de morrerem são aquelas que sofrem de alcoolismo severo, por sofrerem de problemas de saúde relacionados ao vício. Isso explicaria o porquê de programas de desintoxicação terem taxas mais altas de mortalidade. Os participantes desses programas normalmente são pacientes que sofrem de estágios avançados de problemas de saúde.

A pesquisa foi publicada no periódico Alcoholism: Clinical & Experimental Research.

Fonte: Live Science, 16 de outubro de 2012

Hiperatividade na infância pode prejudicar desempenho em adultos



A hiperatividade e o déficit de atenção durante a infância podem afetar o desempenho no emprego quando a criança fica adulta.

De acordo com um novo estudo, homens que foram diagnosticados com essas condições obtiveram níveis mais baixos de educação e tinham salários mais baixos ao atingirem os 41 anos do que homens que não enfrentaram esses problemas.

Os dados encontrados mostram também que indivíduos que sofriam desses distúrbios tinham mais chances de serem divorciados, abusarem de substâncias e terem estado na prisão.

Anteriormente acreditava-se que os sintomas da hiperatividade e do déficit de atenção desapareciam durante a adolescência, mas novos estudos mostram que isso não acontece em todos os casos. Porém, são necessárias mais pesquisas na área.

Cerca de 4% das crianças em idade escolar nos Estados Unidos sofrem dessas condições, enfrentando problemas com atenção, agitação e impulsividade que não são normais para suas idades.

A pesquisa foi desenvolvida na New York University e publicada no periódico Archives of General Psyquiatry.

Fonte: Live Science, 15 de outubro de 2012


Saiba como prevenir os efeitos do clima seco



Da Redação vivabem@band.com.br

Diversas regiões brasileiras estão em estado de alerta devido ao tempo seco - quando a umidade relativa ao ar fica abaixo de 30%. Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), a porcentagem ideal desse índice está em torno de 60%.

Para evitar doenças respiratórias, como asma, bronquite e rinite, em periódos de estiagem prolongada, a atenção deve ser redobrada. O clima seco ainda pode causar sangramento nasal, olhos vermelhos, tontura, desmaios e até infarto.

Para se cuidar nessa época do ano, quatro dicas são fundamentais. Confira:

Hidrate-se

Sintomas como pele e boca secas, lábios ressecados e ardências no olhos podem ser  aliviados com a hidratação. Tome bastante líquido, passe hidratante na pele e nos lábios e use colírio ou soro fisiológico nos olhos. Evite banhos muito quentes.

Tenha uma alimentação saudável

Manter uma dieta equilibrada também é essencial. Priorize alimentos frescos, como frutas e legumes, e evite alimentos fritos ou muito gordurosos.

Cuidade bem de seus aposentos

Manter a casa limpa e arejada e dormir em locais umidificados, com boa ventilação, também podem ajudar a evitar os males que o clima seco provoca.

Umidifique o ar

Usar umidificadores de ar, principalmente nos quartos, é uma boa maneira de garantir uma noite de sono tranquila. O aparelho aumenta e controla os níveis de umidade do ambiente e alguns deles, como o Ultra Air da Electrolux, é capaz de eliminar as bactérias do ambiente.

Outra opção é mais caseira. Você pode colocar uma bacia de água ou uma toalha molhada no ambiente para deixar o ar menos seco.

Tire 10 dúvidas sobre o Joanete


 Foto: Getty Images

Se você é apaixonada por salto alto e não se incomoda em usar um sapato de bico fino no dia a dia, é hora dar mais atenção para os seus pés. Não há como negar esse tipo de calçado deixa as mulheres mais elegantes, mas até que ponto vale a pena lidar com alguns calos e desconfortos para não sair do salto? Nâo à toa, 90% dos casos de joanete aparecem em mulheres, de acordo com especialistas.

Confira a seguir:

O que é o joanete?
O joanete é uma deformidade gerada por uma mudança na angulação dos ossos que atinge o dedão do pé. De acordo com o ortopedista Miguel, o dedão fica torto e é desviado em direção ao segundo dedo e as laterais dos pés ganham a carga destinada ao dedão. Por causa da pressão, surge uma bolsa cheia de líquido que, na maioria das vezes, é dolorosa.

O problema aparece normalmente na fase adulta, entre os 20 e 30 anos. Mas também pode surgir precocemente, durante a adolescência, em casos mais raros.

Por que forma o joanete?
Há dois principais motivos que podem causar o joanete: predisposição e uso de calçados inadequados. "No geral, o joanete se forma por fatores intrínsecos que envolvem genética e hereditariedade e os extrínsecos, como o uso de sapato de bico fino, que ajudam a formar ou acentuar o problema", explica o André.

É verdade que o problema é mais comum entre as mulheres? Por quê?
Sim, 90% dos casos de joanetes são em mulheres e apenas 10% atingem os homens. A explicação mais plausível para isso é que as mulheres usam sapatos de bicos muito finos que ajudam a formar ou acentuar o problema. "Com salto alto, a tendência do pé é escorregar pra frente. Com o bico fino, a tendência é empurrar o dedão em direção ao segundo dedo. A maioria das mulheres une o salto alto e o bico fino e isso piora muito a deformidade", afirma o ortopedista do Hospital São Camilo.

Quais problemas o joanete pode causar?
O joanete pode causar uma série de problemas, entre eles dores, calosidade, bursite e tendinite. "No primeiro momento, a dor é mais por causa do atrito, conforme o tempo for passando e o joanete for progredindo, pode levar um desequilíbrio de toda a região posterior do pé. Quando acontece isso, o dedão fica insuficiente para lidar com o peso do corpo e começa a jogar mais peso para o segundo e terceiro dedo", disse Miguel.

Qual a diferença entre joanete e calo?
O calo, muitas vezes, é uma consequência do joanete. "O calo é uma reação que a pele faz, um tipo de proteção, pelo atrito de alguma saliência do pé. Já o joanete, é uma alteração na modalidade do osso que afeta a estrutura do pé", explica o ortopedista especialista em pé e tornozelo.

É possível evitar?
De acordo com os especialistas, a única maneira de evitar os joanetes é usar sapatos confortáveis, modelos que tenham a parte da frente larga e o solado mais rígido. "Com o tempo, a mulher vai percebendo os calçados que dão mais dores e são piores para o pé dela. E normalmente, os piores são os que a indústria da moda mais fabrica. O ideal é que, mesmo que exista alguma ocasião em que ela necessite usar um calçado desse –e isso sempre vai existir -, a dica é fazer um uso racional de saltos. Eventualmente pode ser usado, mas o problema é usar no dia a dia", recomenda Miguel.

Tem tratamento?
Infelizmente, o joanete é um problema progressivo que não tem tratamento. "Afastadores e protetores de silicone só ajudam a aliviar a dor e diminuir o atrito, mas não resolvem o problema. O paciente pode tratar os sintomas com anti-inflamatórios e gelo, mas só é possível corrigir a deformidade com a cirurgia", explica André. Por isso, o ideal é tentar evitar que o problema apareça.

Como é feita a cirurgia?
Existem várias técnicas cirúrgicas para correção do joanete. Na mais comum, chamada de osteopomia, é feito um corte no osso para realinhar sua angulação no pé. O procedimento é feito em média de 1h. Para fixar, são usados micro-parafuso que não precisam ser retirados posteriormente. 

"A cirurgia do joanete tem um conceito muito ruim que ficou do passado. Antigamente, com as técnicas cirúrgicas utilizadas, o paciente tinha grandes riscos de que o problema reaparecesse. Fazia cirurgia e tinha 80% certeza de que iria voltar. Hoje, esse risco diminui para 5%", disse André.

A cirurgia é indicada em todos os casos?
De acordo com Miguel, essa resposta pode variar de um cirurgião para o outro, mas o ideal é operar quando tiver dor crônica acima dos 18 anos. "Eu não indico a cirurgia só para corrigir a parte estética. Tem paciente que não tem dor, mas acha feio e quer operar. Mas essa é uma cirurgia que envolve em mexer em todo equilíbrio na parte da frente do pé. Se não tem dor, tento convencer a fazer um tratamento só com usar calçados mais confortáveis".

Como é o pós-operatório?
Como a cirurgia mexe com a parte óssea do pé, o pós-operatório pode ser um pouco doloroso. Mas um dia após a operação, o paciente fica livre para andar com Sandália de Barouk, um calçado especial que substitui a muleta. Os pontos são retirados após 15 dias e é possível caminhas com um sapato baixo entre 45 e 60 dias após a cirurgia.


População ainda tem pouco conhecimento sobre os sintomas do AVC



Apesar do acidente vascular cerebral (AVC) estar entre as principais causas de internação e morte no país, as pessoas ainda têm pouco conhecimento sobre os sintomas da doença e demoram na busca por atendimento hospitalar. A conclusão foi apresentada hoje (13) pelo neurologista João José Carvalho ao participar do 8° Congresso Mundial de AVC, em Brasília.

O neurologistas coordena a unidade de AVC do Hospital Geral de Fortaleza e fez uma pesquisa sobre a doença em 19 hospitais da rede pública e privada de Fortaleza (CE).

— As pessoas não estão educadas para prevenir e também para identificar rapidamente os sintomas do AVC. Há pouca informação sobre a doença.

Entre os sintomas do AVC estão alterações motoras, de fala, dormência e formigamento. A WSO (Organização Mundial de AVC) recomenda que diante de suspeita de um caso sejam feito alguns testes como pedir que a pessoa sorria e observar se o sorriso está torto. Em seguida, verificar se ela consegue levantar os dois braços e verificar se há alguma diferença na fala, se está arrastada ou enrolada.

A hipertensão foi identificada no estudo do neurologista João José Carvalho como o principal fator de risco comum às pessoas que sofreram AVC no universo pesquisado. O diabetes, o histórico familiar e o fumo também apareceram como elementos de risco importantes.

A Associação Brasil de AVC sugere a adoção de um estilo de vida saudável para diminuir o risco de um primeiro AVC ou de um evento recorrente. Dados da associação apontam que, em cinco anos, a recorrência da doença pode chegar a 24% em mulheres e 42% em homens. Entre as medidas de prevenção sugeridas está o controle da pressão arterial, dos níveis de colesterol e do consumo de álcool.

Recomenda-se também parar de fumar, fazer atividade física regularmente e consumir alimentos com baixo teor de sal e gordura.

Dados do Ministério da Saúde apontam que o AVC está entre as principais causas de morte no país e, em 2010, mais de 33 mil pessoas morreram em decorrência da doença na faixa etária até 70 anos.

Veja 5 alimentos que não são saudáveis como parecem



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Na busca pelo corpo em forma e cheio de saúde, é normal apostar em versões mais saudáveis dos alimentos. No entanto, nem todas trazem tantos benefícios quanto parece. O site da revista Cosmopolitan listou cinco destes alimentos. Veja:

Adoçantes: o adoçante é "mais doce" do que o açúcar e, por isso, pode fazer com que seu paladar deseje mais alimentos açucarados. Além disso, aqueles que limitam o uso de adoçantes relatam ter mais energia. 

Margarina: a maioria acredita que a margarina é uma opção mais saudável do que a manteiga. No entanto, o produto tem maior carga de gordura trans, que aumenta os níveis de colesterol. Em termos de calorias, margarina e manteiga são semelhantes, mas você tende a consumir mais a primeira, já que, em tese, ela é mais saudável. A solução é se limitar a pequenas quantidades de manteiga. 

Proteína de soja isolada: a proteína isolada, uma espécie de versão refinada da soja, aparece em produtos à base de soja e assemelha-se ao estrogênio, que já foi associado ao aumento do risco de câncer e infertilidade em mulheres. Se você é vegetariano ou pensa em aderir ao estilo de vida, opte por hambúrgueres com quinua, grão de bico ou feijão preto como base, além de consumir barras de proteínas feitas de nozes e sementes. 

Alimentos diet: infelizmente, os termos "diet" ou "baixo teor de gordura" não significam baixas calorias. Alimentos diet, como iogurtes, costumam ter mais açúcar, sal e cargas insalubres que dão sabor, mas não fazem tão bem à saúde. Para piorar, ainda costumamos comer doses maiores, já que não ficamos satisfeitos ou achamos que não há problema, já que o alimento é saudável. 

Congelados: os congelados são práticos e até gostosos, mas, muitas vezes, são altamente processados e cheios de gordura e sal. Então, em vez de lotar a geladeira com esse tipo de produto, aproveite um tempo livre, cozinhe e congele as porções. Frutas e legumes congelados, no entanto, são boas opções, desde que sem adição de molhos ou sal.


Tem esses sinais? Você precisa dormir mais!



Existem sinais óbvios, como bocejar o dia inteiro e se sentir cansado todo o tempo, que denunciam que você está precisando de horas a mais de sono. No entanto, seu corpo pode demonstrar o cansaço de outras formas mais desconhecidas e que podem ser uma verdadeira surpresa para você. O site Huffington Post reuniu seis delas, confira:

Fome o tempo todo: sentir fome o dia inteiro, mesmo quando acabou de fazer uma bela refeição, pode ser um sinal de que seu corpo precisa de mais horas de sono. Uma pesquisa apresentada em 2010 associou a má qualidade do sono aos altos níveis do hormônio ghrelin, que provoca a fome. O resultado, além de mais lanchinhos em horários inapropriados, é uma dieta rica em calorias e carboidratos, o que, segundo um estudo de 2004, pode ser um dos fatores responsáveis pelo aumento da obesidade. 
 
Sensibilidade à flor da pele: você já se viu emocionado com um simples comercial de televisão? As mulheres podem culpar a TPM, mas esse pode ser um dos sintomas da falta de horas de sono. Um estudo de 2007 descobriu que o cérebro de pessoas mais cansadas é 60% mais suscetível a imagens negativas e chocantes. 
 
Sem foco e sem memória: você pode culpar a idade ou o estresse pela falta de foco, mas a privação do sono também pode resultar neste sintoma. Poucas horas de descanso podem trazer vários problemas de ordem cognitiva, como dificuldade de se concentrar e prestar atenção, confusão, falta de memória e dificuldade de aprendizado. 
 
Resfriado insistente: se você não consegue se livrar de um insistente resfriado, saiba que a culpa pode ser da sua falta de sono. Um estudo de 2009 descobriu que pessoas que dormem menos do que sete horas por noite tem três vezes mais riscos de pegar um resfriado do que pessoas que descansam por, pelo menos, oito horas.
 
Mais desastrado que o normal: a ciência ainda não sabe explicar exatamente o porquê, mas pessoas que dormem menos parecem ter a coordenação motora mais lenta e menos precisa. 
 
Menos sexo: se você não tem tido muita vontade de fazer sexo, pode ser que esteja precisando passar mais tempo debaixo dos lençóis - dormindo. De acordo com estudos sobre o assunto, a falta de descanso pode elevar os níveis de cortisol, o hormônio que aumenta o estresse e, consequentemente, diminui o tesão.

Brasileiro se preocupa, mas não age por saúde do coração


Os brasileiros estão preocupados com a saúde do coração, estão dispostos a mudar para ter um estilo de vida mais saudável, mas ainda não alteraram seus hábitos, segundo pesquisa do Instituto Ibope encomendada pela Pfizer Consumer HealthCare.

O levantamento mostrou que 85% dos 2,2 mil entrevistados no país se preocupam com a saúde cardíaca, 87% se dispõem a adquirir dieta mais saudável e 79% a praticar mais exercícios recomendáveis para o coração.

No entanto, somente 24% dos entrevistados consomem seis porções de frutas e verduras todos os dias e apenas 32% fazem 30 minutos de exercícios diários cinco vezes por semana.

A maioria das pessoas (73%) ouvidas na pesquisa não conhece sua taxa de colesterol. A pesquisa foi realizada em todas as regiões do país em agosto de 2012, com homens e mulheres com idade a partir de 24 anos, de todas as classes sociais em capitais e no interior.

O estudo abordou alguns fatores de risco para saúde cardiovascular como o hábito de fumar, diabetes e hipertensão. Do total dos entrevistados, 29% declararam um desses fatores de risco.

Na opinião do nutrólogo e professor do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP de Ribeirão Preto José Ernesto dos Santos, o brasileiro tem dificuldade em alterar seus hábitos porque tem adotado estilo de vida não recomendável que é semelhante ao dos americanos

O que você come melhora seu humor e sua disposição



A sua alimentação pode te ajudar a melhorar seu humor. Pesquisadores estão analisando a relação que alimentos têm com os sentimentos, avaliando evidências de que mudanças na dieta afetam o metabolismo e a química cerebral. Essas questões podem interferir nos seus níveis de energia e no seu humor.

Os alimentos dão mais disposição ao fornecerem calorias ou a incentivarem o corpo a queimar calorias de uma forma mais eficiente. Certos alimentos tdão mais energia por conterem cafeína. O humor é afetado de forma benéfica por comidas que ajudam o corpo a manter níveis estáveis de açúcar no sangue. Conheça abaixo alguns alimentos que têm esses efeitos benéficos no organismo.

Carboidratos: os carboidratos podem ser vistos como inimigos de quem está tentando perder peso, mas eles são essenciais para a energia e o bom humor. Para colher os benefícios, sem perder o esforço da dieta, escolha alimentos integrais, que permitem que seu corpo absorva os grãos vagarosamente e mantenha o nível de açúcar no sangue estável.

Nozes e castanhas: ricas em proteína e magnésio, elas ajudam na conversão do açúcar em energia. Algumas delas, como a Castanha do Pará, contém ainda o selênio, que é um estimulante natural de humor.

Carnes magras: essas carnes são fontes de proteína, que possuem a tirosinase. Essa substância aumenta os níveis de dopamina e norepinefrina no cérebro, ajudando na concentração. Além disso, carnes possuem a vitamina B-12, que ajuda no alívio da depressão e da insônia.

Salmão: esse peixe é rico em ômega-3, que protege contra depressão e ainda beneficiam a saúde cardíaca.

Água: a hidratação ajuda o corpo a evitar o cansaço. Estudos mostram que desidratação pode deixar o metabolismo mais lento e tirar a energia do organismo. Para lidar com o problema, beba muita água ou bebidas que não possuam açúcar.

Fonte: WebMD, 28 de julho de 2012


Aspirina pode moderar deterioração do cérebro em mulheres idosas




Uma pequena dose diária de aspirina poderia moderar a deterioração do cérebro em mulheres idosas e com risco de sofrer infarto, informou nesta quinta-feira a revista médica "British Medical Journal" (BMJ).

O estudo, realizado por uma equipe da Universidade de Gotemburgo (Suécia) e liderado pelo neurologista Silke Kern, chegou a essa conclusão após analisar 681 mulheres suecas entre 70 e 92 anos.

Praticamente todas as voluntárias tinham mais de 10% de risco de sofrer uma doença cardiovascular ou um infarto e, por isso, tomavam pequenas doses diárias de aspirina para ajudar sua prevenção.

A pesquisa consistiu em uma exaustiva enquete sobre a saúde física e a capacidade cognitiva destas mulheres, sendo que, neste caso, o objetivo dos cientistas era medir aspectos como fluência verbal e velocidade de memorização.

Durante os cinco anos que durou o estudo, 129 das mulheres tomaram doses diárias de aspirina, entre 75 e 160 miligramas.

No final deste período, os especialistas comprovaram que o declínio cognitivo era "consideravelmente menor" entre estas mulheres do que entre aquelas que não tomaram a medicação, detalhou hoje a revista britânica em sua versão online.

Segundo os responsáveis pela pesquisa, esse fato se deve à capacidade do ácido acetilsalicílico para reduzir inflamação, um fator que influencia nas doenças cardiovasculares e que também poderia estar implicado na deterioração do cérebro e no declínio cognitivo.

Segundo Kern, o mecanismo deste efeito protetor da aspirina ainda não é totalmente compreensível, mas poderia estar ligado a sua capacidade de facilitar a circulação sanguínea no cérebro.


Beber leite integral ajuda a perder gordura da barriga


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Na hora de fazer dieta, é comum que algumas pessoas substituam o leite integral pelo desnatado, mas acredite, essa troca não vale a pena. Isso porque, de acordo com especialistas, a bebida integral possui substâncias que ajudam a perder a gordurinha abdominal.

Uma pesquisa da Faculdade de Engenharia de Alimentos (FEA), da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), mostrou que o leite integral é mais eficiente do que o desnatado para reduzir os centímetros da barriga. Isso porque ele tem uma maior concentração de ácidos graxos insaturados e alguns saturados, conhecidos como "gorduras boas".

Para conseguir os resultados desejados, porém, é preciso consumi-lo com moderação. Segundo a equipe de nutrição do Oba Hortifruti, o leite pode auxiliar na dieta se for ingerido na quantidade indicada. O ideal é de duas a três porções por dia, dividindo entre leite e seus derivados. Por exemplo, tomar um copo de leite no café da manhã, uma fatia de queijo no lanche e um copo de leite antes de dormir.

Além de proteínas e minerais, o leite também tem vitamina A, que mantém a normalidade da visão e da pele, e a D, que ajuda na absorção do cálcio e influencia no fortalecimento dos ossos.

Confira mitos e verdades sobre a terceira idade


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Não adianta negar, todo mundo vai envelhecer. O processo, que começa perto dos 30 anos com a queda da capacidade pulmonar e cardíaca máxima e com a diminuição na produção de colágeno, é inevitável. Saiba mais sobre os mitos e verdades que acontecem com o corpo quando você alcança a casa dos 60.   

Quando ficamos velhos, ficamos mais esquecidos
Mito. "Quando falamos de envelhecimento, temos alterações em todos os sistemas orgânicos. Do ponto de vista neurológico, existem modificações sim, porém, nem sempre elas comprometem a função cerebral do indivíduo", explica Roberto Dischinger Miranda, geriatra e cardiologista do Instituto Longevità, de São Paulo. Algumas mudanças no estilo de vida fazem com que o idoso fique menos atento ou participativo. As pessoas mais jovens estão mais ligadas aos fatos que acontecem ao seu redor. À medida que a pessoa fica mais tranquila, tende a diminuir o poder de assimilação dos fatos. "A nossa memória está relacionada à atenção. Pelo próprio estilo de vida que levamos, implica em menor registro, menor foco de memória. Nem sempre lapsos de memória sinalizam doença", explica o médico. Para evitar que eles apareçam, invista em atividades prazerosas para evitar que o cérebro fique acomodado. Aprender uma nova língua, um instrumento musical ou até mesmo usar o computador pode ser uma ótima maneira de estimular o funcionamento cerebral.

Quando ficamos mais velhos precisamos nos exercitar menos
Verdade. As alterações no organismo próprias do envelhecimento começam aos 30 anos e com elas vem a diminuição das capacidades pulmonar e cardíaca máximas. A repercussão dessas mudanças na vida cotidiana é pequena, porém, a queda de desempenho pode ser facilmente sentida durante os exercícios físicos. "Os exercícios devem ter uma intensidade diferente daquele praticado quando a pessoa era jovem. Mas, em qualquer idade, a atividade física é importante. E a performance ao se exercitar dependerá de cada um, é uma capacidade individual", comenta o geriatra.

As dores são inevitáveis, principalmente as causadas pela artrite
Mito. Osteoartrose é uma das doenças mais comuns no envelhecimento e provoca dor. "Apesar das dores ocasionadas pela degeneração da cartilagem serem consideras comuns, não podemos considerá-las normais. O paciente deve ir ao médico para fazer um tratamento, fisioterapia e controlar o peso", explica o médico.

O desejo sexual diminui com a idade
Verdade. Segundo Roberto Dischinger Miranda, o desejo sexual tende a diminuir com a idade, por ser próprio do envelhecimento humano. Nas mulheres, a menopausa faz com que a lubrificação diminua, o que causa dores durante a penetração. No homem, é comum a disfunção erétil. Porém, muitas vezes isso não impede a vida sexual do casal. É importante que os dois estejam bem com a prática, seja uma vez ao dia ou uma vez ao mês.  

Acima de 60 anos devo procurar um geriatra
Mito. O geriatra é nada menos que um médico generalista com especialização em doenças mais comuns da terceira idade. Como o processo de envelhecimento começa quando somos jovens, é possível ir ao geriatra para acompanhar o avanço da idade, de maneira preventiva. "Não há nada que impeça a pessoa de envelhecer, o importante é manter a capacidade funcional, motora, física e mental", explica o médico.

Pessoas com mais de 60 anos sentem menos sede
Mito. A estrutura fisiológica em si não causa essa alteração. "Muitas vezes, o que acontece é que o idoso perde bastante água por um quadro de incontinência urinária ou devido aos remédios diuréticos. Com isso, eles tendem a diminuir a ingestão de água – conscientemente ou não", diz a nutricionista especializada em gerontologia Maristela Strufaldi. O quadro pode levar à desidratação, tontura, problemas intestinais e prejudicar a pele. "Por mais que o corpo não exija, deve-se tomar a mesma quantidade de água que antes", defende Maristela.

Os idosos sentem menos sono
Mito. Algumas teorias defendem que o que acontece na verdade é uma mudança na arquitetura do sono. "Muitas vezes, o idoso tem a sensação de que dorme menos ou de que não dormiu bem. Mas nem sempre isso é real", comenta Miranda. Quando a atividade do corpo é menor durante o dia, é natural que as horas de sono diminuam. Porém, nem sempre é preciso tratar com medicamentos. Primeiramente, é preciso investigar as causas dessa mudança e, se possível, tratá-las.  

O paladar muda com a chegada da idade
Verdade. Assim como os outros músculos, as papilas gustativas, que ficam na língua, tendem a atrofiar. Isso influencia na percepção do paladar. "Para compensar essa perda, os idosos tendem a buscar alimentos ora muito doces, ora muito salgados", elucida Maristela.

Os músculos desaparecem com o passar do tempo
Verdade. Segundo a nutricionista, a queda funcional do corpo faz com que aumente a quantidade de gordura, diminua a quantidade de massa magra e ocasione a queda no colágeno. O quadro, normal com o envelhecimento, acontece devido à morte celular e à atrofia muscular. O problema pode ser levemente corrigido com atividade física e alimentação balanceada.

Existem doenças consideradas normais na 3ª idade (diabetes, hipertensão)
Mito. Tudo que é considerado doença não pode ser chamado de normal. Pressão alta, diabetes, catarata são comuns, porém, jamais devem ser consideradas normais, uma vez que comprometem a vida do indivíduo. "O ideal é envelhecer com saúde e bem-estar", completa o geriatra.