Obesidade: Excesso de gordura gera diversos riscos à saúde



Até pouco tempo atrás, acreditava-se que um bebê gordinho era um bebê saudável e que uma criança magrinha estava necessariamente doente, pois isso não seria normal. Na verdade, essas crenças é que estavam completamente equivocadas: nem toda pessoa gorda é saudável e nem toda pessoa magra é doente.

Hoje em dia, ao contrário, gordura e obesidade são um assunto que assusta muita gente e com toda a razão. Na verdade, no ritmo em que as coisas caminham, logo deverão ser realizados grandes investimentos no ramo de saúde pública para se evitar este problema que afeta e muito o bem estar físico, mental e social de qualquer indivíduo. Mas vamos por partes: primeiro, o que significa obesidade?

Ser uma pessoa obesa significa estar acima do peso ideal, a ponto de ter dificuldades em realizar determinadas tarefas, sentir limitações ao se locomover e correr sérios riscos relacionados à própria saúde e qualidade de vida. Sem falar na discriminação social que os obesos também acabam sofrendo.

Células adiposas

Mas o que faz ocorrer a obesidade? Em primeiro lugar, a obesidade parece estar diretamente ligada à infância, pois, por volta dos dois anos de idade, é que adquirimos a maior parte das células adiposas, responsáveis pelo armazenamento de gordura em nosso corpo. Essas células são muito elásticas e, quando nos alimentamos em excesso, são estimuladas a armazenar gordura podendo adquirir até 10 vezes o seu tamanho normal. Quando chegam a esse limite, dividem-se ao meio, dando origem a nova célula, também capaz de armazenar mais reservas adiposas.

Essas células adquiridas na infância nos acompanham durante toda a nossa existência, mas a partir da adolescência elas perdem o poder de duplicação. O processo de engordar e emagrecer, a conhecida "tendência a engordar", ocorre devido à produção de células adiposas na infância.

Fatores ambientais

Outros fatores que favorecem a obesidade são sociais e ambientais. Estão associados, principalmente aos hábitos dos familiares; se comem diariamente em "fast-foods", por exemplo, ou se apresentam ou não uma dieta equilibrada (consumindo, na quantidade certa, carboidratos, proteínas, fibras, legumes, verduras e frutas), se praticam alguma atividade física ou se são sedentários.

É conveniente esclarecer que uma dieta equilibrada não significa abolir totalmente o consumo de gordura, pois esta também é essencial para a manutenção da boa qualidade de vida. As gorduras ou lipídeos realizam várias funções diferentes, como, por exemplo, estão relacionadas ao crescimento, ajudam a dissolver vitaminas (vitaminas lipossolúveis: A, D, E e K), agem no processo de espermatogênese (produção de espermatozóides) e também atuam como uma reserva de energia.

Colesterol e prevenção

Ao se falar em problemas relacionados à gordura, convém não esquecer o colesterol. Este é um tipo de gordura enviada para o sangue, que se encarrega de distribuí-la para todo o corpo. Existe um colesterol ruim, o LDL, que pode formar pequenos trombos, isto é, pequenos aglomerados de células gordurosas, impedindo a passagem do sangue pelos vasos sanguíneos e ocasionando doenças cardiovasculares. Mas existe também um colesterol bom, o HDL, que impede o LDL de circular na corrente sanguínea.

As implicações da obesidade são o aumento dos riscos de desenvolver diabetes, hipertensão arterial (pressão alta) e arteriosclerose. Segundo uma pesquisa publicada na revista "Health Affairs", nos Estados Unidos, entre 1987 e 2002, os gastos privados em problemas médicos associados à obesidade aumentaram de 3,6 bilhões de dólares para 36,5 bilhões de dólares, ou 11,6 por cento dos gastos médicos no país. No Brasil essas proporções também não são muito diferentes.

Apesar de informações genéticas herdadas estarem vinculadas ao problema, atualmente, acredita-se que a melhor maneira de evitá-lo é a prevenção, pois a partir do momento que este já se encontre instalado e incorporado, os danos são difíceis de serem sanados. Para isso, é necessário uma dieta equilibrada e a prática de exercícios físicos.

Cristina Faganelli Braun Seixas é bióloga e professora no Colégio Núcleo Educacional da Granja Viana, em Cotia (São Paulo).

Videogame para auxiliar mobilidade de pessoas cegas



Uma equipe de pesquisadores internacionais desenvolveu um novo videogame para as pessoas cegas que pode ajudá-las a aprender sobre um novo espaço utilizando apenas sinais de áudio.

O novo sistema chamado Audiobased Environment Simulator e trabalha usando sugestões fornecidas por meio do áudio para permitir que os usuários cegos consigam aprender sobre o ' layout' de um espaço anteriormente desconhecido.

A equipe de pesquisa, liderada por Lotfi Merabet da Harvard Medical School, nos EUA, e Sánchez Jaime da Universidade do Chile, testou o equipamento com pacientes cegos.

Os resultados mostraram que após testarem os jogos, os participantes foram mais capazes de navegar em uma versão real do espaço explorado no ambiente de realidade virtual.

Segundo os coordenadores, o estudo confirma que a informação espacial aprendida no jogo foi precisa e intransferível.

"Aprender através de tais jogos interativos representa uma forma inovadora e motivadora para melhorar as competências cruciais que permitem que indivíduos cegos tenham mais mobilidade e permaneçam funcionalmente independentes", concluem os responsáveis pelo novo sistema.

Como atenuar crises de alergia



A alergia é uma resposta exagerada do sistema imunológico a uma ou mais substâncias estranhas ao organismo. Simples de entender, não? Quem sofre com crises constantes, no entanto, sabe que a resolução deste problema pode ser bem mais complicada.

Sabe-se que a herança genética tem um papel importante nas alergias – a chance de uma pessoa desenvolver asma ou rinite quando os pais têm alergia é de 40%. Já os fatores que desencadeiam as crises, outra questão determinante, variam de pessoa para pessoa. É justamente aí que começa o problema.

Entre as causas mais comuns de alergia estão pólen, pelos de animais e, principalmente, ácaros. No Brasil, cerca de 90% dos quadros de alergia respiratória estão ligados a estes micro-organismos, que se desenvolvem em ambientes úmidos e escuros e estão comumente presentes em colchões, tapetes, almofadas, sofás, bonecos de pelúcia e roupas de camas.

Mesmo sem causar alergias respiratórias, agentes ambientais irritantes (produtos de limpeza, inseticidas, perfumes, fumaça e até variações de temperatura) podem agravar os sintomas e desencadear crises.

"Quando o alérgico entra em contato com determinados agentes ambientais, substâncias que causam pouca ou nenhuma irritação em pessoas sem alergia, o organismo reage de forma exacerbada, provocando sintomas como coceira, dificuldade para respirar e até choque anafilático", explica Maria Teresinha Malheiros, alergista do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos, de São Paulo.

É importante destacar que a reação é individual, ou seja, nem todos os alérgicos são sensíveis às mesmas coisas. Por isso às vezes é tão difícil identificar o fator causador. E tem mais: no frio, a dificuldade em identificar o fator causador da alergia ganha um complicador extra, que é diferenciar a crise alérgica de uma gripe ou resfriado , condições de saúde típicas do inverno.

Os sintomas clássicos de uma crise alérgica respiratória são muito semelhantes àquelas de uma gripe: obstrução nasal, coriza, espirros e coceira no nariz, nos ouvidos, nos olhos e na garganta, que ocorrem por mais de dois dias consecutivos e por mais de uma hora na maior parte dos dias. Pode haver ainda tosse seca associada a pigarro, devido à descida de secreção do nariz até a garganta. Nos casos crônicos ou mais graves, há inclusive a possibilidade de perda de olfato e paladar.

É hora de procurar um médico quando a pessoa tem sua qualidade de vida afetada pelos sintomas (como faltas frequentes ao trabalho, redução da qualidade do sono e fadiga ao longo do dia com redução da produtividade) ou quando apresenta outros sinais sugestivos de complicações, orienta Natália Raye Maciel, otorrinolaringologista do Hospital Israelita Albert Sabin, do Rio de Janeiro, e membro da Sociedade Brasileira de Otorrinolaringologia.

Apesar de os fatores desencadeadores de uma crise alérgica serem diversos e entrarem em contato com a pessoa tanto por via respiratória quanto gastrointestinal ou pele, a solução para o problema é invariável: uma vez identificado o causador da crise alérgica, deve-se evitar o contato ou realizar um tratamento para redução da sensibilidade do organismo a ele para determinar os agentes causadores da alergia é importante relatar ao seu médico com qual frequência e em quais momentos surgem as crises;;

Quando os agentes não forem encontrados, podem ser determinados por meio de testes cutâneos com estimulação direta. Neles, o alergista expõe pequenas áreas da pele a diversas substâncias e avalia a reação posterior do corpo. Após o diagnóstico, é possível fazer tratamento mais direcionado com vacinas a fim de reduzir a frequência ou intensidade das crises.

Podendo surgir em qualquer etapa da vida e sem aviso prévio, as alergias não têm cura – e a demora em procurar tratamento pode agravar o quadro e dificultar o controle das crises.

"As mudanças bruscas de temperatura e o tempo seco característicos do inverno brasileiro são fatores desencadeantes das crises de alergia respiratória. Já a chuva, a umidade e a baixa insolação ajudam a criar um ambiente favorável para o desenvolvimento de ácaros" diz Maria Teresinha.

Além disso, no inverno as pessoas deixam a casa mais fechada e usam edredons, cobertores e agasalhos sem arejá-los. Tudo isso cria um ambiente favorável para o acúmulo de pó e o desenvolvimento de ácaros.

Para quem sofre com as crises, a boa notícia é que é possível controlar os sintomas de maneira significativa. O tratamento consiste em diminuir a ação dos fatores alérgicos e irritantes nos ambientes mais frequentados pelo paciente e no uso de medicamentos.

"No caso da rinite alérgica são usados medicamentos que diminuem o processo inflamatório, antialérgicos e descongestionantes. Para asma, são usados broncodilatadores e corticoides inalatórios. É importante lembrar que a automedicação pode levar a um agravamento dos quadros, por isso é imprescindível buscar atendimento médico" alerta a alergista.

Conheça os principais tipos de alergia

Respiratória: uma característica constante nesse tipo de alergia é a coceira constante nos olhos, no nariz e na garganta. A rinite alérgica causa obstrução e prurido nasal, "ataques" de espirro e secreção nasal clara constante. Já a asma gera falta de ar, respiração acelerada, ofegante e com chiado. Os fatores causadores e desencadeantes de ambas são os mesmos.  

Atópica: as alergias atópicas ou da pele são caracterizadas por quadros de inflamação, coceira e esfoliação da pele, mas podem envolver muitos outros sintomas. Às vezes, é difícil descobrir o agente causador da crise. Ao perceber uma reação a um produto, ele deve ser tirado completamente do cotidiano do alérgico sempre que possível. Quem tem esse tipo de alergia deve usar produtos específicos para alérgicos.  

Alimentar: estas podem causar inúmeros sintomas, como coceira no corpo, urticária, vermelhão na pele e até crises respiratórias. Alguns alimentos causam reações características – com o camarão, por exemplo, a reação é imediata e pode chegar a choque anafilático. Quando a alergia surge na vida adulta e não causa uma reação exacerbada, é muito difícil identificar o agente causador. Um diário alimentar pode ajudar o médico a restringir o diagnóstico, mas podem ser necessários exames de laboratório. 

Evite crises alérgicas em casa:

  • Mantenha os ambientes em que se circula sempre limpos, iluminados e arejados
  • Limpe a casa com pano úmido em vez de varrer com vassoura
  • Retire do quarto elementos que acumulam poeira, como cortinas, bichos de pelúcia e tapetes
  • Limpe semanalmente o filtro do ar condicionado e as pás do ventilador
  • Troque a roupa de cama uma vez por semana
  • Não permita a entrada de animais de estimação nos quartos
  • Evite produtos químicos com cheiro, perfumes, etc.
  • Prefira roupas de algodão às roupas de tecidos sintéticos
  • Não use amaciante e enxague bem roupas, toalhas e lençóis, para retirar completamente os produtos de limpeza
  • Se não puder deixar de comprar os alimentos que causam alergia, separe-os em uma área específica do armário e da geladeira, para evitar consumi-los por engano

Analgésicos podem provocar dor de cabeça, em vez de curá-la



Quase 1 milhão de pessoas na Grã-Bretanha sofrem intensas dores de cabeça "completamente evitáveis", causadas pela ingestão de analgésicos em excesso, informam médicos do Instituto Nacional de Excelência Clínica e de Saúde (Nice, na sigla em inglês).

De acordo com as orientações da organização, muitas pessoas encontram-se em estado de dependência, após cederem a um "ciclo vicioso" de alívio da dor , o que acaba causando ainda mais dores de cabeça.

"Pessoas que ingerem medicamentos regularmente, como aspirina, paracetamol e triptan, podem estar causando mais dor do que alívio a si mesmos", diz documento elaborado pelo painel.

"Enquanto tratamentos de farmácia são eficientes para aliviar dores de cabeça ocasionais, acredita-se que 1 em cada 50 pessoas sofra dores causadas pelo excesso de medicação, e a incidência é cinco vezes maior entre as mulheres."

Não há dados específicos na Grã-Bretanha sobre a incidência do problema, mas estudos em outros países sugerem que entre 1% e 2% da população é afetada por dores de cabeça.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) cita estatísticas que apontam que, em alguns grupos pesquisados, a incidência chega a 5% da população.

Para Martin Underwood, da Escola de Medicina de Warwick, que liderou a pesquisa do Nice, "(a ingestão de analgésicos) pode acabar em um ciclo vicioso no qual a dor de cabeça fica cada vez pior, então você toma mais analgésicos, sua dor de cabeça fica pior, e pior e pior. E é uma coisa tão fácil de prevenir".

As novas orientações para os médicos na Inglaterra e no País de Gales são: alertar os pacientes para que suspendam imediatamente o uso dos analgésicos. Entretanto, isso pode levar a aproximadamente um mês de agonia, até que os sintomas eventualmente melhorem.

Os especialistas disseram ainda que devem ser considerados outras opções de tratamentos profiláticos e preventivos – em alguns casos, por exemplo, recomenda-se a acupuntura.

Efeito

A forma como os analgésicos atuam no cérebro não é totalmente compreendida pelos médicos. Acredita-se que a maior parte das pessoas afetadas tenha começado a ter dores de cabeça comuns diárias ou enxaquecas; o problema foi se agravando à medida que essas pessoas passaram a recorrer à automedicação frequente.

Manjit Matharu, neurologista consultor do Hospital Nacional de Neurologia e Neurocirurgia, disse que, em geral, a automedicação se torna um problema sério quando os pacientes começam a ingerir analgésicos por dez a 15 dias todo mês.

BBC
Analgésico: ele pode piorar a dor de cabeça, alerta pesquisa britânica

"Isso é um grande problema para a população. O número de pessoas com excesso de uso de remédios para dor de cabeça já é de um a cada 50. Isso representa aproximadamente 1 milhão de pessoas que têm dor de cabeça diariamente ou quase diariamente devido ao uso de analgésicos", diz Matharu.

As pessoas com um histórico familiar de dores de cabeça tensionais ou enxaqueca também podem ter uma vulnerabilidade genética ao excesso de medicação para dor de cabeça. Elas podem ser mais suscetíveis aos anlagésicos, mesmo que estes não sejam específicos para dor de cabeça.

'Diagnóstico mais preciso'

O Nice sugere que os médicos recomendem acupuntura para pacientes suscetíveis a enxaquecas e dores de cabeça tensionais.

"Podemos esperar que isso leve mais pessoas a procurarem acupuntura. Levando em conta que há evidências de que a prática é eficaz para a prevenção de enxaquecas e dores de cabeça tensionais, isso é algo positivo", diz Martin Underwood.

A chefe da Fundação Enxaqueca da Grã-Bretanha, Wendy Thomas, disse que as orientações deverão ajudar o trabalho dos médicos.

"As medidas vão colaborar para um diagnóstico mais preciso, recomendações apropriadas e informações baseadas em evidências para aqueles com dores de cabeça perturbadoras. Também vão conscientizar sobre os excessos de automedicação, que podem ser um problema sério para aqueles com dores de cabeça graves."

Fayyaz Ahmed, director da Associação Britânica para o Estudo de Enxaqueca, também vê as orientações com bons olhos.

"A dor de cabeça é a doença mais frequente, e uma em cada sete pessoas na Grã-Bretanha sofre de enxaqueca. O problema coloca um peso enorme sobre os recursos do sistema de saúde e a economia de forma geral", avalia.

No Brasil, estudos de 2009 apontam a incidência de enxaqueca em cerca de 15% da população.

Sete tratamentos para disfunção erétil que melhoram sua vida sexual


Pouco se fala sobre a disfunção erétil, mas, recentemente, o assunto ganhou destaque graças à divulgação de um procedimento cirúrgico peniano pouco conhecido ao qual o jornalista esportivo Jorge Kajuru se submeteu. Nos mais jovens, a principal causa da impotência costuma ser a ansiedade, enquanto doenças crônicas como diabetes, colesterol descontrolado, hipertensão, obesidade, sedentarismo e tabagismo estão relacionados a episódios de impotência nos homens com mais idade. "A disfunção erétil atinge quase 50% dos brasileiros com idades entre 40 e 80 anos", afirma o urologista Geraldo de Faria, diretor do Departamento de Sexualidade Humana da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU).

Diante da alta incidência do problema, entretanto, a busca por ajuda médica ainda é bastante tímida. Constrangidos com a situação, homens esperam de três a cinco anos para agendar uma consulta com um especialista, de acordo com o urologista. Segundo ele, esperar é perder tempo. "A medicina avançou muito nesta área, sendo possível afirmar que, hoje em dia, só tem disfunção erétil quem quer", afirma. A seguir, listamos sete tratamentos para a impotência.

Medicamentos orais

Medicamentos orais são sempre a primeira opção de tratamento da disfunção erétil, desde que o paciente não apresente lesões nas artérias do pênis ou alguma contraindicação quanto às substâncias presentes nas fórmulas. "Eles melhoram o fluxo sanguíneo para o pênis, o que favorece a ereção", afirma o urologista Conrado Alvarenga, do Grupo de Disfunção Sexual do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP. Eles devem ser ingeridos com estômago não muito cheio, por volta de uma a duas horas antes da relação sexual e variam quanto ao tempo de ação e potência máxima.

Medicamentos de ação prolongada, por exemplo, podem agir por até 36 horas. Isso não significa que o homem terá uma ereção de 36 horas, mas que durante esse período ele conseguirá ter ereções se for estimulado sexualmente. A obrigação de tomar o remédio antes de ter a relação, entretanto, incomoda alguns homens por atrapalhar a espontaneidade do momento. Nestes casos, o profissional pode receitar uma dosagem diária do medicamento, como se fosse um tratamento contínuo. Os principais efeitos colaterais são dor de cabeça, rubor, sensação de nariz entupido e taquicardia. Ao sinal desses ou de quaisquer outros sintomas, o médico deverá ser informado.

Seringa - Foto Getty Images

Injeção intra-cavernosa

Se os medicamentos via oral não surtirem efeito ou forem contraindicados, o especialista partirá para a segunda opção de tratamento: injeção intra-cavernosa. A vantagem do método é o fato de o medicamento agir cerca de quinze minutos depois da aplicação. Além disso, neste caso não é necessário qualquer estímulo para que o homem tenha a ereção. "A substância injetada estimula a circulação e promove a dilatação das artérias no local, o que aumenta o fluxo sanguíneo no pênis levando à ereção", afirma o urologista Geraldo. O tempo de duração da ereção varia de acordo com a dose injetada, o que é estabelecido na consulta com o médico.

Embora eficaz, o tratamento nem sempre é bem aceito pelos pacientes. "Algumas pessoas têm pavor de agulha", afirma o urologista Geraldo. "Imagine, então, se ela precisar ser introduzida no pênis". O especialista ressalta ainda que indivíduos com dificuldade de visualizar o pênis ou doenças que gerem tremores nas mãos devem solicitar auxílio do parceiro para a aplicação. Os efeitos colaterais da injeção intra-cavernosa se restringem a alergias a alguma das substâncias presentes no medicamento.

Médicos fazendo cirurgia - Foto Getty Images

Prótese peniana maleável

Próteses penianas são intervenções cirúrgicas e, portanto, tratamentos mais complexos do que a ingestão de medicamentos ou injeções. Assim, eles ocupam o terceiro lugar na escala de opções para o paciente com disfunção erétil. O tipo maleável é o mais simples e mais em conta (cerca de três mil reais). "O médico introduz uma haste metálica envolvida em silicone no pênis do paciente, o que faz com que ele fique rijo o suficiente para a penetração 100% do tempo", explica o urologista Geraldo. Na hora da relação, basta elevar o pênis.

A cirurgia de prótese peniana maleável dura cerca de uma hora e ele já pode sair do hospital 24 horas após a intervenção com um curativo compressor para evitar hematomas e para manter o pênis para baixo, facilitando a ida ao banheiro, por exemplo. Nos dias que se seguem, há um incômodo natural da cirurgia, mas nenhuma dor aguda.

A vida sexual, por sua vez, pode ser retomada 30 dias depois da alta. Vale reforçar que esta é uma ereção completamente artificial. Mas, segundo o urologista, costuma proporcionar maior satisfação ao paciente do que os medicamentos ou a injeção. O único cuidado do homem é na hora de "acomodar" o pênis. Já que ele está ereto o tempo inteiro, ele pode precisar de cuecas especiais para disfarçar o volume.

Homem no consultório médico - Foto Getty Images

Prótese peniana inflável

Diferente da prótese peniana maleável, a prótese inflável permite que o pênis volte ao estado de flacidez após o ato sexual. O método inclui a introdução de cilindros infláveis no pênis conectados a uma bombinha com líquido, que simularia o sangue, implantada na região escrotal, como se fosse um terceiro testículo. Para promover a ereção, basta acionar a bombinha que drenará esse líquido para o cilindro. Após a relação, o pênis deve ser levemente pressionado para baixo para que o líquido volte para a bombinha e ele fique novamente flácido.

A cirurgia dura cerca de duas horas e o paciente precisa ficar hospitalizado durante um dia, aproximadamente. Assim como na prótese maleável, atividade sexual pode ser retomada cerca de 30 dias depois do procedimento e nenhuma atividade do dia a dia é prejudicada. Dos dois tipos, este é o que consegue deixar o pênis mais ereto. As vantagens, entretanto, têm seu custo. Segundo o urologista Conrado, a prótese custa em torno de 40 mil reais.

Homem fazendo terapia - Foto Getty Images

Terapia

"Em muitos casos, a disfunção erétil têm como origem fatores psicológicos", afirma o urologista Conrado. Para esses pacientes, nenhum dos tratamentos anteriores é indicado. O melhor é consultar um terapeuta com formação em sexologia que poderá ajudar a acabar com esse bloqueio. O problema pode começar num dia qualquer em que, por causa da ansiedade, o homem não conseguiu ter a ereção. Se não controlar o medo de sofrer impotência nas próximas oportunidades, a cobrança se torna cada vez maior, o que atrapalha ainda mais seu desempenho.

Segundo o urologista Geraldo, é comum que homens com disfunção erétil peçam indicação de um medicamento para um colega em vez de consultar um especialista. Isso pode não só mascarar o problema, como ainda trazer sérios problemas de saúde, caso ele não tenha o perfil adequado para aquele medicamento.

Médicos fazendo cirurgia - Foto Getty Images

Revascularização

A revascularização é um procedimento indicado para um público com disfunção erétil bastante restrito. "Ela é feita quando o paciente tem problemas nas artérias que irrigam o pênis", explica o urologista Geraldo. O caso, entretanto, deve ser muito bem avaliado. Fazer uma ponte de safena no coração, por exemplo, é fundamental já que o órgão funciona 24 horas por dia. O pênis, por sua vez, passa a maior parte do tempo inativo. Melhorar sua vascularização, portanto, pode levar à obstrução de veias, já que o fluxo sanguíneo diminui muito quando ele está flácido.

Homem olhando dentro da calça - Foto Getty Images

Bomba de vácuo

De acordo com o urologista Conrado, as bombas de vácuo ficaram esquecidas como parte do arsenal de tratamentos da disfunção erétil, mas vem novamente ganhando força entre pacientes operados por câncer de próstata, funcionando como auxiliares na reabilitação peniana. Hoje, elas são vendidas apenas em sex shops, já que aumentam o volume do pênis. Ele consiste em um cilindro dentro do qual o pênis é introduzido. "Por meio de um sistema de sucção, então, o ar é retirado do cilindro, diminuindo a pressão interna", afirma. Essa pressão negativa favorece o fluxo de sangue para dentro do pênis, o que favorece a ereção.

A bomba de vácuo é usada no meio médico apenas em pacientes que precisaram remover a prótese peniana por infecções ou rejeição. Durante o período que eles precisarão esperar para fazer outra intervenção, a bomba pode ser útil impedindo que as cicatrizes deformem o órgão.

Fonte: Minha Vida

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Dificuldade para dormir pode ser sintoma inicial de Alzheimer


Segundo a pesquisa, um componente chave da doença pode ser responsável pela formação de placas de proteína no cérebro. Foto: Getty Images

Dormir mal pode ser uma indicação inicial de Alzheimer, aponta um estudo realizado em camundongos na universidade de Washington.

Acredita-se que um componente chave da doença seja a formação de placas de proteína no cérebro.

No estudo divulgado na publicação científica Science Translational Medicine, os pesquisadores mostraram que os camundongos têm o sono interrompido quando essas placas começam a ser formadas.

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Especialistas dizem que se a relação entre esses dois fatores for comprovada, a informação pode ser uma importante ferramenta para o tratamento da doença.

É consenso na literatura médica de que quanto mais cedo se descobrem os sinais de Alzheimer, mais efetivo tende a ser o tratamento contra a doença.

Portadores da enfermidade não apresentam problemas de memória ou clareza de pensamento até estágios mais avançados e, quando isso ocorre, partes do cérebro já foram destruídas, dificultando ou mesmo impossibilitando o tratamento.

Os níveis de proteína amilóide oscilam naturalmente, tanto em camundongos quanto pessoas, ao longo de um período de 24 horas. Mas, com o Alzheimer, tais placas são formadas permanentemente.

Na pesquisa conduzida em Washington, os pesquisadores afirmaram que camundongos de hábitos noturnos costumam dormir 40 minutos a cada hora, mas tão logo as placas começam a ser formadas, o período de sono é reduzido para 30 minutos.

"Se estas anormalidades começam cedo assim no desenvolvimento do Alzheimer humano, elas podem nos fornecer um sintoma facilmente perceptível (da doença)", disse um dos pesquisadores, David Holtzman.

Mas descobertas em camundongos nem sempre são aplicáveis a humanos e podem existir outros motivos para a interrupção do sono.

Especialistas dizem que são necessários mais estudos para que se tenha uma visão mais clara do problema.


Sobrepeso aumenta risco de gota



Já se sabe que a gota, um tipo doloroso de artrite causada pelo acúmulo de ácido úrico no sangue, costuma se desenvolver em pessoas com diabetes, doenças renais e obesidade. Agora, um estudo publicado no Arthritis Care & Research mostrou que a doença ameaça até mesmo quem está apenas um pouco acima do peso. A descoberta alerta para o perigo do sobrepeso muito antes de ele se tornar uma condição crônica.

Usando dados de um levantamento feito pelo governo com 28 mil pessoas, pesquisadores liderados por um especialista da John Hopkins University School of Medicine, nos Estados Unidos, concluíram que entre 1988 e 1994, 2.6% dos adultos norte-americanos tiveram gota. Isso corresponde a 4.7 milhões de pessoas. Entre 2007 e 2010, a porcentagem chegou a 3.8% ou cerca de 8.1 milhões de adultos.

Os resultados da análise apontaram que quase 5.5% dos adultos próximos à obesidade desenvolveram gota em comparação a 1.6% dos com peso normal e 3.4% daqueles com sobrepeso. Emborao maior risco da doença seja entre os portadores da obesidade, com uma probabilidade 5.5% maior, os números mostraram que o problema também é comum entre pessoas com alguns quilinhos a mais. Os autores do estudo reforçam ainda que a gota não é um problema exclusivamente masculino, embora esse seja o publico mais afetado.

Alguns dos principais sintomas da gota são articulações periodicamente inchadas, vermelhas e quentes. As regiões mais afetadas costumam ser o dedão do pé, o joelho e o tornozelo, mas mãos e pulsos também podem ser alvo do problema. Relatos de pacientes mostram que a gota costuma despertar no período noturno com dores latejantes.

Seu peso virou problema?

Os quilinhos a mais são uma briga constante da maior parte das pessoas, mas, em geral, por motivos estéticos. Entretanto, especialistas apontam que o sobrepeso pode ser fator de risco para o desenvolvimento de diversas doenças. Veja alguns sinais de alerta que seu corpo dá:

1. Acúmulo de gordura no abdômen
Gordura concentrada na região do abdômen é fator de riso para diversas doenças crônicas, como o diabetes. Nessa região, a gordura estimula a produção de substâncias que favorecem o aumento da taxa de glicose, da pressão arterial e do colesterol ruim. A gordura subcutânea, por outro lado, promove o efeito contrário, equilibrando esses níveis.

2. Perda de roupas
As roupas podem servir de parâmetro para saber se você está ou não ganhando peso. Como não existe um peso ideal para todo mundo, já que esse valor varia de acordo com a altura, a estrutura corporal e outras características pessoais, use seu próprio guarda-roupa como juiz.

3. Novos desafios
Assim como a idade, o peso também pode impor novas limitações ao seu dia a dia. Não conseguir percorrer determinada distância, ter sua mobilidade reduzida ou ficar excessivamente cansado com pequenas tarefas podem ser sinal de que os quilinhos a mais se tornaram um problema.

4. Baixa autoestima
Para muitas pessoas, o peso é antes de tudo uma limitação social. Muitos deixam de fazer o que gostam, preferem não frequentar determinados lugares e evitam situações cotidianas devido à baixa autoestima.

Estresse em baixos níveis também pode aumentar risco de ataque cardíaco e AVC



Mesmo pessoas que apresentam sintomas iniciais de estresse, ansiedade e depressão correm mais risco de sofrer derrames e ataques cardíacos. É o que afirmam estudiosos do da Universidade de Edimburgo, na Escócia. Os resultados foram publicados no British Medical Journal.

Os pesquisadores analisaram dados de mais de 68 mil pessoas com 35 anos em média, todas participantes de uma Pesquisa em Saúde para a Inglaterra. Foram calculados os níveis de estresse e ansiedade de todos os participantes e, durante dez anos, os autores relacionaram essas taxas com todas as causas de mortes que acometeram integrantes do grupo, como doenças cardíacas, câncer e fatores externos.

Após analisar os resultados, os estudiosos concluíram que as pessoas que apresentavam sintomas de estresse, ansiedade e depressão em níveis mais baixos eram cerca de 20% mais propensas a morrer em decorrência de um AVC (acidente vascular cerebral, também chamado de AVE) ou ataque cardíaco. Aquelas que já tinham sintomas graves de estresse e ansiedade corriam até o dobro do risco.

Segundo os pesquisadores, esses resultados mostram que até mesmo as pessoas com sintomas iniciais, que provavelmente ainda não descobriram a doença e não estão fazendo tratamento médico, correm riscos. No entanto, eles afirmam que ainda não é possível estabelecer uma relação de causa e efeito entre problemas psicológicos e ataques cardíacos. 

Invista nessa rotina e afaste o estresse

De acordo com o psicólogo Lucio Novais, clínico do Centro Psicológico de Controle do Estresse e diretor da Associação Brasileira de Estresse, o estresse é uma reação do organismo com componentes psicológicos, físicos, mentais e hormonais, que ocorre quando surge a necessidade de uma adaptação a um evento ou situação de grande relevância. Mesmo que isso pareça um bicho de sete cabeças, é muito fácil fugir do estresse comum do dia a dia - basta adotar alguns simples hábitos. 

Na hora do estresse, pense positivo!

O pior que se pode fazer em um momento de estresse é tentar ignorá-lo. O psicólogo Lucio Novais recomenda pensar em algo que o acalme. "Esses pensamentos já devem ser planejados anteriormente, para que a pessoa possa utilizá-los sem ter que ficar procurando o que pensar", afirma. Diga para si mesmo coisas como "se conseguir mudar meus pensamentos e relaxar, começarei a me sentir melhor" ou "eu posso controlar meu estresse". 

Trânsito mais tranquilo

Para quem sofre com o estresse no trânsito, o melhor é fazer exercícios de respiração profunda e alongamentos leves sempre que o carro estiver parado ou aproveitar o tempo para ouvir áudio-livros, suas músicas favoritas ou exercitar um idioma. 

Durante o trabalho

De acordo com o psicólogo, se algo o incomoda, procure falar sobre o assunto de uma maneira calma e assertiva. Não assuma mais responsabilidades do que pode dar conta, aprenda a dizer "não" e entenda que todo problema tem fim, pois nada ruim dura para sempre. No trabalho, você também pode investir em ginástica laboral para relaxar. 

Hora do almoço

Fazer uma caminhada até o restaurante para almoçar, além de ser benéfico para a saúde, contribui para a diminuição do estresse. Além disso, quando você toma sol, ocorre a liberação de alguns hormônios, como cortisol, que contribui para o alívio do estresse e da ansiedade. 

Final do dia

Para não sofrer os efeitos das situações estressantes do dia inteiro, acumuladas no fim do dia, o ideal é se ocupar: vá ao cinema, teatro ou shopping e visite ou receba os amigos em casa. "Essas situações contribuem para combater o estresse, que, inclusive, pode refletir na família", conta o psicólogo Lucio Novais. Além disso, procure ver a família como um refúgio, em vez de um lugar para descontar os problemas. 

Hora de dormir

Ao deitar na cama para dormir, é vital: evitar luzes acesas e barulhos que alternem entre altos e baixos, como o da televisão; manter a temperatura do quarto estável; escolher um travesseiro que tenha entre cinco e 10 centímetros de altura, de forma que a coluna fique reta ao deitar; ter um colchão confortável; evitar dormir com animais de estimação e não usar produtos ou materiais sintéticos em mobília e roupa de cama. 

Estresse no trabalho pode dobrar chances de diabetes em mulheres



Um estudo realizado no Canadá com mais de 7.500 participantes, que foram acompanhados durante nove anos, provou que existe uma relação entre o grau de estresse no trabalho e a incidência de diabetes tipo 2 em mulheres. A pesquisa foi desenvolvida pelo Instituto de Pesquisas sobre Trabalho e Saúde, em parceria com o Instituto de Ciência Clínica Avaliativa, e os resultados foram divulgados hoje no periódico Occupational Medicine.

Após avaliar homens e mulheres, os cientistas descobriram que 19% das mulheres desenvolveram diabetes como consequência dos seus hábitos de trabalho, fato que não foi identificado em nenhum dos homens no estudo. A proporção de casos de diabetes relacionado ao trabalho chega a ser maior do que a incidência ligada a fatores como tabagismo, abuso de álcool, sedentarismo ou com o nível de consumo de frutas e verduras, mas ainda é menor que o risco representado pela obesidade.

Além disso, mulheres que ocupam cargos de baixa hierarquia e sofrem com estresse correm um risco duas vezes maior de desenvolver diabetes do que as que não sofrem pressão profissional.

De acordo com os autores, as mulheres costumam reagir ao estresse comendo mais produtos com açúcar e gorduras, o que somado ao sedentarismo eleva o risco da doença. Além disso, os pesquisadores explicam que a doença é favorecida por perturbações geradas no sistema neuroendocrinológico e no sistema imunológico das mulheres sob estresse, que provocam maior produção de hormônios como o cortisol e a adrenalina.

Espante o estresse no trabalho em poucos minutos

Quem tem uma rotina profissional corrida sabe que não é fácil lidar com o estresse no trabalho. Mas há como buscar alternativas bem práticas para conseguir relaxar durante o expediente. Confira abaixo algumas dicas para controlar os hormônios do estresse em até cinco minutos.

Assista a um vídeo divertido na internet

Os níveis dos hormônios cortisol e adrenalina (relacionados ao estresse) diminuem muito quando você dá umas boas risadas, afirma um estudo realizado pela Loma Linda University, que analisou a resposta hormonal dos participantes ao assistir um vídeo engraçado e constatou que os efeitos podem durar de 12 a 24 horas. Por isso, aproveite as ferramentas que tiver na mão para dar aquela gargalhada.

Cante uma música ou recite um poema

A endocrinologista Alessandra Rascovski, da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, explica que o cortisol está muito relacionado à resposta de cognição, ou seja, com o pensamento. Manter o foco longe das preocupações ajuda a reestabelecer os níveis normais de hormônio.

Coma um alimento doce e saudável

O chocolate pode até dar uma sensação de prazer, mas ela passa rapidinho. Isso porque os níveis de glicose que sobem ao comer esse alimento sofrem uma queda brusca logo depois. "A solução é comer um alimento que aumente a glicemia no sangue e a deixe constante, como uma fruta fresca ou desidratada", aconselha Alessandra Rascovski.

Controle a respiração

"Respirar profundamente pelo menos 15 vezes, enchendo a barriga e deixando todo o ar sair dos pulmões, desacelera o coração e faz com que a ansiedade diminua", explica o médico acupunturista Alexandre Yoshizumi, coordenador do ambulatório de acupuntura do Hospital do Servidor Público Estadual, Alexandre Yoshizumi.

Solte o verbo

Um estudo realizado pela University of East Anglia observou que funcionários que falam mais palavrão têm menores níveis de estresse em comparação com quem evita essas expressões. Os pesquisadores recomendam: o ideal é achar o meio termo, já que xingamentos muito feios podem ser ofensivos e minar o clima do trabalho. Vá ao banheiro ou, então, espere até entrar no carro para proferir poucas e boas.

Estresse é tão perigoso quanto o cigarro para a saúde



Pessoas estressadas com atitudes agressivas têm duas vezes mais chances de sofrer um derrame que pessoas controladas. Isso é o que defende um estudo feito pela Universidade de São Carlos, em Madri, Espanha. As informações são do Daily Mail.

Os cientistas espanhóis compararam 150 adultos que passaram por um acidente vascular cerebral. Constatou-se que ter uma personalidade marcada por comportamentos agressivos, incluindo hostilidade, impaciência e um temperamento explosivo poderia aumentar o risco de acidente vascular cerebral, tanto quanto fumar.

Os fatores de risco, como diabetes, pressão alta e colesterol alto foram avaliados para o estudo, bem como os fatores de estilo de vida, como a cafeína eo consumo de álcool, tabagismo e se o participante tinha um parceiro e trabalho.

"Enfrentar a influência de fatores psicofísicos, como o estresse no curso poderá constituir uma linha terapêutico adicional na prevenção do AVC", diz José Antônio Egido, um dos líderes da pesquisa.

Temperamento agressivo duplica risco de acidente vascular cerebral



Pessoas com temperamento agressivo têm duas vezes mais probabilidade de sofrer acidente vascular cerebral, de acordo com pesquisadores da Universidade Complutense de Madrid, na Espanha.

A pesquisa revela que pessoas que se encaixam na "personalidade tipo A", caracterizada por comportamentos de hostilidade, agressão e impaciência, podem ter tanto risco de AVC quanto um fumante.

A equipe coletou dados de 150 adultos que tinham sido internados com AVC com idades entre 54 anos que foram compararam com um grupo aleatoriamente selecionado de 300 pessoas da mesma idade sem a condição.

Os pesquisadores avaliaram o estresse crônico, que persiste por mais de seis meses, combinando notas de quatro escalas. Eles avaliaram grandes acontecimentos da vida e sintomas que estão associados com o estresse, como ansiedade e depressão, bem como padrões de comportamento observados em pessoas com vários tipos de personalidade.

Pessoas com personalidade tipo A são ambiciosas, extremamente organizadas, muitas vezes sensíveis, se preocupam com os outros, verdadeiras e altamente conscientes. Segundo os pesquisadores, esse tipo de personalidade também apresenta padrões de comportamento como impaciência, agressividade e hostilidade.

Outros fatores de risco como diabetes, pressão alta, colesterol alto, e questões relacionadas ao estilo de vida, como ingestão de álcool, cafeína, cigarro foram igualmente avaliados.

Os resultados mostraram que a chance de sofrer derrame pode ser até quatro vezes maior para pessoas que viveram um evento traumático, como luto, nos 12 meses anteriores.

Segundo a equipe, relacionar a influência de fatores psicossociais, como o estresse, às causas do derrame, pode levar à adição de terapias preventivas contra esta doença nas classes de pessoas que correm mais riscos.

Problemas bucais podem indicar diabetes


A visita ao dentista também pode ajudar a detectar a diabetes. Os portadores podem apresentar, entre outros sinais, hálito de acetona, inflamações das gengivas e perda óssea ao redor dos dentes, feridas bucais e boca seca Foto: Shutterstock

Perda de peso, aumento de apetite, urinar e ter sede em excesso são alguns dos sintomas mais comuns da diabetes. O que muita gente não sabe é que a visita ao dentista também pode ajudar a detectar a doença. Diabéticos podem apresentar, entre outros sinais, hálito de "acetona", inflamações das gengivas e perda óssea ao redor dos dentes, feridas bucais e boca seca. 

O cirurgião-dentista Rodrigo Guerreiro Bueno de Moraes, do blog Adoro Sorrir, diz que, ao ficar atento a esses detalhes, é possível avaliar se é necessária uma investigação para confirmar a existência da diabete. 
 
Os portadores da doença têm, aproximadamente, quatro vezes mais chances de ter inflamações das gengivas e de perdas do suporte ósseo dos dentes.  O agravamento desses quadros também pode se relacionar com complicações da diabetes. "Dessa forma, diabéticos devem cuidar rigorosamente da higiene da boca e das visitas regulares ao dentista para evitar complicações", afirma o especialista.
 
Também é preciso saber que a diabetes dificulta o tratamento das doenças periodontais que, ao mesmo tempo, agravam ainda mais a diabetes. Isso mesmo, é uma via de mão dupla em que uma doença pode afetar o curso da outra. Médicos e dentistas estão bastante atentos a esse tema e alertam seus pacientes sobre os tipos de interação entre elas. "Prevenir, especialmente as infecções de boca, é o melhor remédio", diz Rodrigo.  
 
A boa notícia é que é possível restabelecer a saúde bucal depois que as doenças periodontais se instalam. O primeiro passo é se informar sobre a diabetes e, principalmente, como controlá-la. Em seguida, fazer um tratamento bucal sério, além de ter cuidado diário com a boca, conforme a instrução do dentista. Para Rodrigo, a diabete não é mais desculpa para a ter problemas bucais. "Pacientes com bons hábitos de higiene bucal, visitas regulares ao dentista e providos de cuidados no controle do diabete podem ter vida normal e reabilitar-se em termos de qualidade de vida".
 
Cuidados
 
- Rigorosa prática de higiene
- Usar escovas qualificadas: existem escovas recomendadas para diabéticos – no padrão sueco – que já estão disponíveis no mercado nacional
- Usar escovas interdentais, fio dental, limpadores de língua e cremes dentais – de duas a três vezes ao dia 
- Evite a ingestão de açúcar 
- Visitas periódicas ao dentista (preferencialmente a cada 3 a 4 meses)

Rotina com hábitos irregulares pode causar obesidade


 Foto: Getty Images

Quando o cientista Thomas Edison testou a primeira lâmpada, em 1879, não imaginou que a invenção poderia um dia contribuir para uma epidemia global de obesidade. Ao longo dos séculos, a luz elétrica nos permitiu trabalhar, estudar e se divertir a qualquer hora do dia ou da noite e, segundo um artigo publicado no Bioessays, estes hábitos irregulares podem ter consequências para a saúde.

O ritmo diário do corpo, que inclui o ciclo entre dormir e acordar e também os hormônios, é controlado por um relógio molecular presente em cada célula do organismo. Este relógio humano está de acordo com o ritmo de 24 horas da rotação da Terra. Mas esta simetria perfeita entre a saúde do corpo e a rotação do planeta foi interrompida pelas luzes artificiais, pelos horários irregulares de refeições, trabalho e sono. Este descompasso entre o ritmo natural do corpo e o do meio ambiente é chamado de "dessincronização circadiana".

O estudo feito pela Dra. Cathy Wyse, da Universidade de Aberdeen, focou na luta do relógio biológico para se adaptar às irregularidades das programações diárias que têm as refeições, sono e trabalho e, como isto influencia a saúde, podendo até ausar obesidade.

"A luz elétrica deu aos humanos uma dessincronização entre o ritmo do relógio biológico e do meio ambiente e, no último século, os tempos certos e equilibrados de comer, dormir e trabalhar desapareceram de nossas vidas", diz Wyse. "O ritmo biológico luta para se manter estável mesmo com a vida irregular. Acredito que isto cause problemas de saúde e metabólicos e nos torne mais propensos à obesidade", completou a estudiosa.

"Estudos em micróbios, plantas e animais mostraram que o sincronismo entre o relógio biológico e o ritmo externo do meio ambiente são importantes para a saúde e a sobrevivência e esta informação também é verdade para os humanos", comentou.

O controle do ritmo biológico é feito pelos genes, por isso a pesquisa sugere ainda que algumas pessoas estão mais suscetíveis aos efeitos da "dessincronização circadiana" do que outras. Por exemplo, habitantes da região equatorial do planeta têm os relógios do corpo mais regulares e podem ser, portanto, mais sensíveis às influências destes descompassos.

Turnos de trabalho, luz artificial e estilo de vida de 24 horas fizeram com que esta diferença que se abriu entre o ritmo biológico e o do planeta se tornasse uma característica inevitável do século 21. No entanto, é possível driblar estes resultados com uma rotina de horários regulares de alimentação, noites ininterruptas de sono em ambientes totalmente escuros e exposição à luz do sol durante algumas horas.

Dra. Wyse acredita que a falta de regulação entre estes sistemas atrapalha o metabolismo podendo causar obesidade e diabetes. "A razão para o aumento considerável dos casos de obesidade parece ser mais complicado do que simplesmente dieta e falta de exercício físico. Entre estes outros fatores, a 'dessincronização circadiana', merece uma atenção especial".

 

Uso de maconha por adolescentes leva a declínio cognitivo



  Maconha pode trazer danos irreversíveis para o cérebro de jovens  Foto: Jeff Chiu / AP

Maconha pode trazer danos irreversíveis para o cérebro de jovens Jeff Chiu / AP

Um estudo sobre o efeito do uso de drogas por longo prazo mostra que aqueles que começaram a utilizar maconha quando adolescentes podem chegar à meia-idade com uma deficiência de oito pontos no QI (quociente de inteligência) se comparado aos não usuários.

A pesquisadora Madeline Meier, da Universidade Duke, nos Estados Unidos, utilizou como base um estudo que acompanhou mil pessoas em Dunedin, Nova Zelândia, desde o nascimento até os 38 anos de idade. Os dados permitiram comparar os teste de QI feitos com os participantes na idade dos 13 — antes do uso de maconha — com os testes de QI quando adultos; em alguns casos, depois de anos de uso da droga.

O estudo mostrou que aqueles que desenvolveram uma dependência da droga apresentaram maior declínio de QI, perdendo seis pontos na média, independentemente do quão cedo o hábito começou. Dentro desse grupo, aqueles que começaram a usar a droga antes de seu aniversário de 18 anos apresentaram um declínio subsequente de 8 pontos em média no QI.

Além disso, amigos e parentes próximos dos usuários de maconha informaram que eles tiveram problemas cada vez mais frequentes de memória e de atenção. Segundo os pesquisadores, o dano não parece ser reversível depois de os usuários deixarem o hábito. Mas eles afirmam que quando o uso da maconha começa após o 18º aniversário, os danos são menores.

— Este estudo é o primeiro a oferecer evidências de que a maconha provoca, de facto, efeitos neurotóxicos em cérebros jovens — diz Meier.