Estresse engorda e desencadeia doenças




Será que nosso estado emocional pode atrair ou ajudar a prevenir doenças? Um estudo realizado por Cientistas da Universidade de Carnegie Mellon, em Pittsburgh, EUA, aponta que sim. O trabalho identificou que a condição psicológica do ser humano altera a capacidade do hormônio cortisol, que possui diversas funções no nosso organismo e regula a resposta inflamatória, provocando um aumento de trabalho das glândulas suprarrenais.

E quando produzido em excesso, reação que acontece principalmente nas situações de estresse, esse hormônio provoca também a retenção de líquido e acúmulo de gordura. Como se sabe as inflamações podem provocar o surgimento e o desenvolvimento de muitas doenças como as cardiovasculares, a asma e as doenças autoimunes.

O estudo, liderado por Sheldon Cohen e publicado na prevista Proceedings of the National Academy of Sciences, ajudará a identificar quais doenças podem ser influenciadas pelo estresse e como impedir que esses males se desenvolvam.

Enquanto isso não acontece, medidas simples para baixar os níveis do hormônio cortisol podem ser adotadas: prática de exercícios, alimentação equilibrada, sono regular e diminuição de cafeína.


Mitos e verdades sobre o tipo sanguineo


Apesar de assuntos ligados à tipagem sanguínea, como a doação de sangue, sempre sendo relembrado pela mídia, ainda o que se percebe é uma falta de informação da maior parte da sociedade sobre o tema.

O problema é que a desinformação leva ao aparecimento de várias crendices que mistificam o assunto e acabam sendo tomadas como verdade, prejudicando a saúde de muita gente e resultando em atitudes inadequadas. Fique por dentro do assunto e conheça mitos e verdades sobre tipo sanguíneo.

1. O tipo de sangue é o resultado da alimentação do indivíduo

Mito. O sangue pode ser qualificado de acordo com várias classificações, sendo as mais comuns o sistema ABO e o fator Rhesus (conhecido como Rh positivo e negativo), que são herdados dos pais. Na superfície da hemácia, que é a célula sanguínea, é possível encontrar proteínas específicas, que variam de acordo com a herança genética de cada pessoa. A presença e identificação de tipos específicos dessa proteína é o que classifica o indivíduo em determinado grupo sanguíneo.

Saiba mais sobre os tipos sanguíneos.

Por exemplo, pessoas com o sangue tipo A, possuem a proteína A na superfície de suas hemácias, enquanto as do tipo B possuem a proteína B. A exceção fica por conta dos indivíduos com sangue AB, que possuem tanto a proteína A como a B na superfície de suas células sanguíneas, e os do tipo O, que não possuem nenhuma proteína. O fator Rh é mais simples de ser classificado, e é considerado positivo (+) quando o paciente possui a proteína Rhesus na superfície celular, ou negativo (-), quanto esta não é encontrada.

2. Existem outras classificações sanguíneas

Verdade. Apesar da classificação ABO e Rh serem as mais usadas, existem outras 27 classes diferentes de proteínas na superfície da hemácia que também podem ser comparadas com outros tipos sanguíneos. Acontece que, na quase totalidade dos casos, essas outras classificações não possuem nenhuma importância clínica, de forma que, apesar de serem conhecidas, acabam nem sendo testadas.

O tipo sanguíneo é uma característica herdada. (Foto: divulgação)

3. Doenças podem ser transmitidas por determinados grupos sanguíneos

Mito. As proteínas de superfície, responsáveis por caracterizar os grupos sanguíneos, são incapazes de transmitirem doenças e servem apenas como um código que identifica a célula.

4. Pessoas com tipo sanguíneo diferente podem ser incompatíveis no relacionamento

Mito. É preciso desmistificar o termo "sangue incompatível", que acaba trazendo medo para muitos casais que pensam em ter filhos. Nada impede que pessoas de tipagem sanguínea diferente se relacionem e tenham filhos, pois não existem tipos sanguíneos incompatíveis entre si numa relação amorosa.

5. A mulher Rh negativa precisa ter mais cuidado durante a gestação

Verdade. O principal problema com relação à tipagem sanguínea ocorre em mulheres Rh negativas que casam com homens Rh positivos e gestam um bebê também Rh positivo. Em situações normais o sangue da mãe e do feto não se mistura, mas caso isso aconteça, a mulher desenvolve anticorpos contra o fator Rh, uma vez que o reconhece como uma substância estranha, atacando diretamente as células da criança.

Nessas situações diz-se que a mãe foi sensibilizada pelo sangue do bebê. Vale lembrar que com o acompanhamento pré-natal adequado, a sensibilização materna pode ser evitada e a gestação ocorre sem nenhuma intercorrência.

6. Seguindo uma dieta específica para meu tipo sanguíneo é possível emagrecer

Mito. A dieta do tipo sanguíneo é um dos grandes equívocos que foram considerados como verdade por muitos anos, mas que a ciência moderna desmascarou e provou ser algo sem respaldo científico.


Depois de conhecer alguns mitos e verdades sobre os tipos sanguíneos e ficar mais por dentro do assunto, será possível evitar equívocos, como dizer que as pessoas não podem se relacionar por terem sangues diferentes ou até mesmo acreditar em uma dieta baseada na classificação do sistema ABO de cada pessoa.

Pílula anticoncepcional: quando ela é um problema para a saúde?




"A pílula anticoncepcional é o medicamento mais estudado no mundo", afirma o ginecologista Hugo Miyahira, da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo). Isso porque ela é usada por milhões de mulheres anos a fio e afeta todos os órgãos com receptores hormonais. Seu uso previne não só a gravidez como ainda garante um ciclo menstrual regular.

A evolução do método atingiu seu ponto mais alto com a combinação de dois hormônios, o estrógeno e o progestágeno (a pílula combinada), em níveis baixíssimos e mais eficazes do que nunca, mas, como todo medicamento, ela possui efeitos colaterais. Por isso, hábitos de vida, condições de saúde e histórico familiar de doenças são determinantes na adoção ou não da pílula. Em caso negativo, outros métodos podem ser usados sem riscos à saúde feminina. Confira abaixo quando a pílula combinada é contraindicada:


Tabagismo

"A associação da pílula com o cigarro, especialmente por mulheres acima dos 35 anos, eleva - e muito - o risco de doenças cardiovasculares", explica o ginecologista Hugo Miyahira. Diversos estudos mostram que as substâncias do cigarro afetam diversas funções do sistema vascular arterial, mesmo quando a fumaça já não está mais no ar. Isso porque essas substâncias continuam circulando no corpo, favorecendo o acúmulo de placas de gordura e colesterol nas artérias, problema conhecido como aterosclerose. Some isso ao fato de que a pílula combinada favorece a coagulação do sangue e o resultado pode ser desastroso, levando a um AVC, infarto ou trombose.

Hipertensão

A hipertensão costuma apresentar sintomas apenas em estágio muito avançado e, por isso, é fundamental medir a pressão arterial da mulher antes de recomendar o uso de uma pílula anticoncepcional. Segundo o ginecologista e obstetra Pedro Awada, do Hospital e Maternidade Brasil, mulheres hipertensas já apresentam risco elevado de doenças cardiovasculares. Isso porque o coração fica hipertrofiado devido ao grande esforço para bombear o sangue nas artérias e, com o tempo, as artérias perdem a elasticidade, favorecendo o entupimento e rompimento das mesmas. Junto com a pílula, a probabilidade de sofrer um AVC ou outros problemas ligados aos vasos sanguíneos, como a trombose, é muito maior.

Trombose

A trombose é decorrente de três fatores principais: lesões nos vasos sanguíneos, propensão a formar coágulos e diminuição da velocidade da circulação. "Como a pílula favorece a formação de coágulos, seu uso é proibido para mulheres que já sofreram o problema ou apresentam histórico de trombose na família", explica a ginecologista e obstetra Bárbara Murayama, diretora da clínica Gergin, em São Paulo. O trombo geralmente se forma em uma veia localizada nas pernas, mas ele pode se desprender e subir para os pulmões, causando embolia pulmonar, colocando a vida da mulher em risco.

Lúpus

"O lúpus é uma doença autoimune extremamente complexa que afeta, inclusive, os vasos sanguíneos", afirma o ginecologista Hugo. Além disso, a doença também pode estar relacionada a anticorpos que favorecem a coagulação sanguínea e, portanto, a formação de trombos. A associação com a pílula combinada eleva o risco de AVC, infarto e trombose, sendo, assim, contraindicada para os pacientes de Lúpus.

Obesidade

A mulher com obesidade tem um risco maior de sofrer eventos cardíacos e, em geral, ainda é vítima de problemas como colesterol alto e hipertensão, aponta o ginecologista Hugo. Segundo o especialista, o tecido adiposo em excesso produz mais de 15 substâncias que interferem no funcionamento do organismo como um todo, inclusive nos níveis hormonais. Assim, o caso precisa ser bem avaliado para determinar o custo benefício do uso desse método anticoncepcional. Em alguns casos, apenas a exclusão do estrogênio, que exerce maior influência na coagulação, pode ser eficaz.

Doenças hepáticas

"Todo medicamento utilizado via oral é metabolizado no fígado", explica a ginecologista Bárbara. Por isso, se a pessoa apresenta lesões hepáticas, como hepatite e cirrose, o uso da pílula pode ser contraindicado por sobrecarregar o órgão. Além disso, mesmo com o uso do contraceptivo é possível que aconteçam irregularidades menstruais. "O hormônio não metabolizado não inibe a produção de hormônios pelo ovário, o que não diminui a efetividade do medicamento, mas pode desregular os níveis hormonais do corpo", complementa o ginecologista Hugo.

Tumores hormônio-dependentes

Alguns cânceres, como o câncer de mama de mama, têm receptores hormonais. Em outras palavras, eles são hormônio-sensíveis, podendo ter seu desenvolvimento estimulado pelos níveis hormonais no organismo. "Isso significa que indicar o uso de uma pílula pode agravar a situação do tumor", explica o ginecologista Pedro. Como tumores costumam apresentar sintomas apenas em estágio avançado, exames de detecção preventivos são fundamentais para não deixar que o problema se agrave.

Varizes

"Varizes por si só já denunciam uma mulher com problemas de circulação sanguínea", alerta a ginecologista Bárbara. Dilatadas e deformadas, as veias indicam que o sangue não está conseguindo seguir seu curso normal, favorecendo, assim, a formação de coágulos. Durante a consulta, portanto, deve ser avaliado se o problema é isolado ou se ainda está associado a outros fatores de risco para problemas cardiovasculares, como a obesidade. Por isso, o uso da pílula combinada nem sempre é seguro.

Fator V de Leiden

"O Fator V de Leiden é uma mutação genética que pode aumentar em até 100% o risco de a mulher sofrer um evento cardiovascular", explica a ginecologista Bárbara. A variação interfere diretamente na coagulação do sangue e pode ser identificada pelos laboratórios em mais uma etapa do teste de papanicolau. De acordo com a especialista, a ação do Fator V de Leiden se dá junto às plaquetas, que podem aglutinar e formar um trombo. Identificado o problema, devem ser pensados outros métodos contraceptivos.

Misturar álcool com energéticos pode afetar saúde, diz pesquisa


Misturar álcool com bebidas do tipo energéticos causam podem causar palpitações cardíacas e distúrbios do sono  Foto: Getty Images

O que muitos devem ter sentido na prática agora foi confirmado por uma pesquisa realizada pela Universidade da Tasmania: que misturar álcool com bebidas do tipo energéticos causam podem causar palpitações cardíacas e distúrbios do sono. As informações são do jornal britânico Daily Mail.

Segundo o estudo, realizado com 400 homens e mulheres, entre 18 e 35 anos, e publicado pelo jornal Alcoholism: Clinical & Experimental Research, os que consomem a mistura têm seis vezes mais chances de sentir o coração acelerado do que os que tomam bebida alcoólica.

Esses consumidores também apresentam quatro vezes mais problemas para dormir, bem como tremores, irritabilidade e momentos de exaustão, após o pico de energia sentido pelo corpo.

A substância que provoca os sintomas é a cafeína, já que as bebidas do tipo energético contêm cerca de 80mg da mesma, quantidade encontrada em duas latas de refrigerante tipo Cola e uma xícara de café instantâneo.
 

O estudo também investigou outros efeitos dos energéticos, como o fato de cortarem alguns efeitos do álcool no organismo, como os sedativos, deixando os consumidores mais alertas, e evitando a fala arrastada, por exemplo.

A pesquisa mostrou ainda que as pessoas que consomem as duas bebidas juntas tendem a abusar menos do álcool.

Estresse e depressão podem encolher cérebro


O estresse e a depressão afetam no sistema que garante o bom funcionamento mental Foto: Getty Images

A depressão grave e o estresse crônico podem encolher o cérebro, bloqueando a formação de novas conexões nervosas. Isso foi o que apontou um estudo americano divulgado no jornal Daily Mail. Segundo a pesquisa, esses problemas interrompem circuitos associados com o funcionamento mental e emotivo.

Isso poderia explicar porque pessoas com grande transtorno depressivo sofrem de perda de concentração e memória e têm suas respostas emocionais prejudicadas. De acordo com os cientistas, esses pacientes apresentam vários genes envolvidos na construção das sinapses, pontos de conexão entre as células cerebrais, suprimidos. Esse processo contribuiria para a retração do córtex pré-frontal do cérebro.

Os pesquisadores analisaram o tecido cerebral de pacientes que morreram após serem diagnosticados com grande transtorno depressivo. Eles descobriram sinais moleculares de atividade reduzida em genes necessários para a função e estrutura das sinapses no cérebro. As evidências apontam para o envolvimento de um único "interruptor" genético, ou fator de transcrição, uma proteína chamada GATA1.

"Nós queríamos testar a ideia de que o estresse provoca uma perda de sinapses cerebrais em humanos. Então, mostramos que os circuitos normalmente envolvidos na cognição são interrompidos quando este fator de transcrição único é ativado", afirmou Ronald Duman, professor da Universidade de Yale e líder do estudo. A pesquisa foi publicada na última edição da revista Nature Medicine.

Outros estudos em ratos mostraram que quando GATA1 foi ligada, os roedores mostraram sinais de depressão. Isso sugere que a perda de sinapses no cérebro pode estar ligada a sintomas depressivos, bem como perturbações mentais. "Esperamos que através do reforço de conexões sinápticas, seja com medicamentos novos ou terapia comportamental, poderemos desenvolver terapias antidepressivas mais eficazes", acrescentou Duman.

Dicas de nutricionistas para acabar com a gripe



A gripe é uma doença viral  comum que afeta a saúde das pessoas, atacando principalmente o sistema respiratório. Normalmente quem está gripado desenvolve sintomas típicos, como febre alta, tosse seca, dor de garganta e dor muscular. Estas reações da gripe podem ser controladas através de medicamentos indicados por um médico.

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Embora a gripe seja um mal que afeta crianças, jovens e adultos, alguns cuidados podem tornar o organismo mais resistente ao vírus causador da doença. Os segredos para prevenir ou acabar de vez com a gripe estão relacionados, principalmente, a nutrição do indivíduo.

Segredos contra a gripe

Uma dieta variada e saudável fortalece o sistema imunológico do corpo e impede que o indivíduo fique gripado com tanta facilidade. Veja a seguir os segredos dos nutricionistas para acabar com a gripe:

1. Consuma alimentos com vitaminas
A vitamina C, encontrada em frutas como laranja, limão, acerola, kiwi e morango, é considerada uma das principais substâncias antigripe, além do que ela atua na produção de glóbulos brancos no organismo.

2. Inclua proteínas na dieta
Estes nutrientes ajudam o organismo a produzir anticorpos e estão presentes em alimentos de origem animal, como é o caso das carnes magras e do leite. Alguns grãos também são ricos em proteínas, como por exemplo, a soja.

3. Acrescente alho e cebola às refeições
O alho é um poderoso antioxidante, sendo assim capaz de destruir alguns vírus da gripe. A cebola também possui substâncias que ajudam a melhorar o desempenho do sistema imune.

4. Mostarda e pimenta contra a gripe
Estes condimentos ajudam a aliviar sintomas da gripe, afinal, possuem propriedades que dissolvem as secreções e com isso descongestionam as vias áreas.

5. Tome canja de galinha
Este prato ajuda a aliviar as dores de garganta e também combina uma diversidade de nutrientes que fortalecem os mecanismos de defesa do corpo.

6. Sal, com moderação, faz bem
O sal, usado para deixar a comida mais saborosa, evita uma possível desidratação causada por causa da febre.

7. Mel contra a tosse
Com a garganta irritada, as tosses se tornam frequentes. Para aliviar este sintoma, experimente tomar 1 ou 2 colheres de mel antes de dormir.

8. Beba muita água
Para que os sintomas da gripe não se agravem, o corpo precisa estar bem hidratado, por isso é importante consumir pelo menos dois litros de água por dia.

9. Aproveite os poderes das ervas e plantas
Ingredientes como salsa, malva, eucalipto, gengibre e guaco são perfeitos para preparar chás contra a gripe. As infusões aliviam os principais sintomas da doença, como nariz entupido, inflamação de garganta e tosse.

10. Consuma pólen de abelha
O pólen de abelha apresenta mais proteínas do que a carne vermelha, além de muitas vitaminas e minerais. Por causa de sua riqueza de nutrientes, ele deve ser consumido para aliviar os sintomas da gripe (recomenda-se duas colheres de chá por dia).

Remédio usado para emagrecer pode cegar; saiba mais


Medicamento pode causar glaucoma de ângulo fechado Foto: Getty Images

De acordo com um relatório do FDA (Food and Drugs Administration), agência americana similar à ANVISA, o topiramato, anticonvulsivante usado por quem quer perder peso, aumenta as chances de contrair miopia aguda e glaucoma secundário de ângulo fechado, uma das maiores causas de cegueira definitiva. 

De acordo com o oftalmologista Leôncio Queiroz Neto, do Instituto Penido Burnier, esse efeito colateral não é tão comum, mas ele mesmo já atendeu uma paciente que, com menos de um mês de uso da droga, chegou ao consultório com os sintomas do glaucoma de ângulo fechado. 
 
Queiroz Neto ainda destaca que, de acordo com o relatório, as mulheres são mais vulneráveis a esse efeito colateral. Segundo o documento, de 49 pacientes que contraíram a doença devido ao uso da droga, 68% eram do sexo feminino. O motivo é que as mulheres têm a câmara anterior dos olhos mais estreita e o topiramato diminui ainda mais esse espaço. Portadores de hipermetropia também correm risco maior, pela mesma razão. 
 
De acordo com a Sindusfarma, Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos do Estado de São Paulo, o consumo do anticonvulsivante topiramato aumentou em 62% em 2011.

Combata a depressão com 7 dicas



A depressão é um estado que afeta a mente e as emoções de muita gente. Mas nem sempre é fácil identifica-la, uma vez que ela costuma se confundir com sentimentos que todos temos diariamente. Veja alguns dos sintomas mais comuns de quem tem esse quadro depressivo: 

  • Sensação de tristeza maior
  • Angustia, "aperto no peito", vazio
  • Como se houvesse perdido o "rumo", a direção da vida
  • O que antes era interessante e motivador, agora parece sem graça
  • Dificuldade de sentir prazer e alegria
  • Problemas na concentração
  • Alteração do sono
  • Irritação e falta de paciência.

Mas se você se identificou com alguns dos itens acima, não significa que tenha depressão. Porém, é importante que esteja atento ao seu humor. Por isso, tenha carinho e atenção redobrada para com seu estado emocional.  

Mais à frente, para curar a depressão, são indicados psicoterapia e, em alguns casos, o acompanhamento com um psiquiatra, que pode receitar medicamentos. Consulte um especialista para que você tenha um diagnóstico adequado ao invés de optar por se tratar por conta própria.  

No meu livro "O Segredo Para Vencer a Depressão" explico não só o que é a depressão, mas também os diferentes tipos de tratamento e ainda dou dicas de atividades que você pode fazer sozinho para melhor seu estado emocional. Confira algumas delas a seguir: 

Hipnose

Esta técnica é muito útil no tratamento de depressão. É um estado de concentração da mente em que você foca seus pensamentos, diferentemente do nosso estado comum de atenção. Muitos dizem que é um estado alterado da consciência. A hipnose é natural, não há nada perigoso se bem feito. Você pode buscar um especialista ou mesmo aprender o método de auto hipnose, programando sua mente para uma melhora na qualidade da sua vida. Mas não se engane com a hipnose de palco! A técnica verdadeira não é um show, tampouco um espetáculo. 

Atividade Física

Atividade física também produz benefícios à saúde mental. É comprovado que a prática de exercício físico regular contribui para o bem-estar corporal e mental. Também ajuda a desviar a atenção dos problemas emocionais e, com isso, proporciona alivio mental, além de reduzir os sentimentos de ansiedade e depressão.

Os relacionamentos são fundamentais para o bem-estar do indivíduo. Ficar isolado não é útil a ninguém.

Interação social e contato com outras pessoas

Os relacionamentos são fundamentais para o bem-estar do indivíduo. Ficar isolado não é útil a ninguém. Cuide primeiramente de ser uma boa companhia, tanto para você mesmo quanto para os demais.  

Tenha uma rotina

O sentimento de sucesso ao final do dia é bem importante e acontece quando conseguimos cumprir nossas metas. Com isso, você deve estar atento para se organizar e evitar não cumprir o prometido, pois esse desencontro de agenda e ação pode levar ao sentimento de fracasso, o que não ajuda em nada. Faça a sua agenda com bom senso, afinal, não adianta colocar muitas coisas no dia se você não esta se sentindo bem para realizar todas elas.  

Respire

A respiração ajuda a tranquilizar a mente e o corpo. Utilize essa técnica, respirando profundamente e soltando todo ar, quando sentir mais tensão. 

Cuide da qualidade do seu sono

Dormir bem é muito importante para o  funcionamento adequado da mente e do corpo.  

Cuide dos pensamentos

É tudo o que você tem. Pensar demais no passado não faz bem pra ninguém, já que não podemos mudar o que ficou para trás. Porém, podemos escolher novas ações daqui para frente.  

Não esteja distraído da sua vida, para as coisas belas ao seu redor. Muita coisa boa pode acontecer quando se está aberto para o novo. Sucesso e tudo de bom!

Sinais e sintomas que ajudam a identificar o hipotireoidismo


O hipotireoidismo é o conjunto de sintomas e sinais clínicos resultantes da secreção insuficiente dos hormônios tireóideos para suprir as necessidades do organismo. Pode, também, ser decorrente da falha da ação dos hormônios produzidos pela glândula tireoide. A deficiência hormonal é potencialmente séria e, frequentemente, pode passar despercebida. Em contrapartida, é de fácil diagnóstico e tratamento.

Várias doenças podem provocar o hipotireoidismo, contudo, a Tireoidite Crônica Autoimune - também chamada de Tireoidite de Hashimoto - é a mais frequentemente responsável pelo seu aparecimento. Ela ocorre mais comumente em áreas geográficas onde a dieta é insuficiente em iodo, tais como o Brasil. Nesse tipo de tireoidite são produzidas reações imunes contra as próprias estruturas do corpo humano. Em outras palavras, o organismo passa a atacar e destruir suas próprias células. Neste caso, as da glândula tireoide.

Há algumas condições que podem predispor as pessoas a um maior risco de desenvolver hipotireodismo - tais como o histórico familiar de Tireoidite de Hashimoto na família-, quem foi submetido à radioterapia da região cervical ou à cirurgia do pescoço, quem têm outras doenças autoimunes (lúpus, vitiligo, artrite reumatoide etc.) e as mulheres no período pós-parto.

 As manifestações clínicas do hipotireoidismo são muitas, incluem vários aparelhos e sistemas orgânicos e dependem da intensidade da carência de hormônios tireóideos. O diagnóstico é baseado nas manifestações clínicas e nos testes laboratoriais. As principais manifestações clínicas do hipotireoidismo são:
  • Aumento de peso
  • Bradicardia (redução da frequência de batimentos cardíacos por minuto)
  • Cabelos secos e frágeis
  • Cãibra
  • Cansaço
  • Constipação intestinal
  • Depressão
  • Derrame pleural
  • Diminuição da memória
  • Dispneia (sensação de falta de ar)
  • Alterações do ciclo e do fluxo menstrual
  • Dor muscular
  • Edema de face, especialmente das pálpebras
  • Edema de mãos, pernas (que não deprime após a compressão) e pés
  • Fraqueza
  • Aumento do colesterol total e incremento do LDL colesterol
  • Intolerância ao frio
  • Mãos e pés frios
  • Parestesias (formigamentos)
  • Pele seca, delgada, pálida ou amarelada (excesso de caroteno - carotenose)

Fatores de risco e diagnóstico

É claro que esses sintomas e sinas são comumente encontrados em pessoas sem hipotireoidismo, uma vez que podem ser provocados por muitas razões. Dessa maneira, tais manifestações clínicas têm maior probabilidade de indicar hipotireoidismo quando estão combinadas e seu aparecimento é recente. 

Várias doenças podem provocar o hipotireoidismo, contudo, a Tireoidite Crônica Autoimune - também chamada de Tireoidite de Hashimoto - é a mais frequentemente responsável pelo seu aparecimento.

Diante de uma suspeita clínica, a dosagem sérica de tireotropina (o TSH, hormônio produzido pela hipófise que tem a função de estimular a fabricação dos hormônios tireóideos) e tetraiodotironina livre (T4 livre, um dos hormônios produzidos pela tireoide) é, na maioria das vezes, suficiente para estabelecer o diagnóstico do hipotireoidismo. As determinações das concentrações de anticorpos antitireoideos no sangue (anticorpos produzidos pelo sistema imune de um indivíduo contra substâncias de sua própria tireoide) são importantes para estabelecer a causa da doença, que é mais comumente associada à Tireoidite de Hashimoto. 

 Adultos com hipotireoidismo sintomático têm, frequentemente, os níveis sanguíneos de TSH acima de 10 mU/L, associadas às de T4 total ou livre abaixo dos valores de referência. Outros adultos apresentam hipotireoidismo menos intenso, com os níveis sanguíneos de TSH, habitualmente, entre 5 mU/L e 10 mU/L, mas as de T4 total e/ou livre encontram-se dentro dos valores de referência. Tal condição nomeia-se hipotireoidismo subclínico.

Acompanhamento

Uma vez estabelecido o diagnóstico de hipotireoidismo, é indicado o início da terapia de reposição com hormônio tireóideo (levotiroxina). A finalidade é normalizar as concentrações dos hormônios tireóideos e do TSH. 

Vale lembrar que o acompanhamento constante dos pacientes com hipotireoidismo é muito importante. Eles devem ser avaliados sistematicamente e não, simplesmente, tomar a levotiroxina e esquecer completamente da tireoide. Isso porque as doses necessárias de levotiroxina podem variar periodicamente. Uma situação comum e, infelizmente, pior, é a descontinuação do tratamento por parte de alguns pacientes. Além de provocar sintomas e sinais de hipotireoidismo, isso também pode aumentar o risco de doenças cardiovasculares, por exemplo. 

É particularmente preocupante quando as mulheres em idade fértil suspendem seu tratamento, pois, se engravidarem, a falta de hormônio tireóideo pode levar a sérios problemas de desenvolvimento do sistema nervoso do feto. Entretanto, todos esses inconvenientes podem ser facilmente prevenidos quando se faz um monitoramento adequado com um especialista.

Comer menos é o segredo para viver mais


De acordo com cientista, uma dieta com até 600 kcal  diárias é a única maneira de prolongar a vida Foto: Getty Images

Longe de exercícios, dietas da moda ou pílulas milagrosas, o segredo para uma vida longa está na alimentação. Isso porque, de acordo com o cientista Michael Mosley, para viver mais é preciso comer menos ou fazer jejum com intervalos. As informações são do jornal inglês Daily Mail.

Ele mostra que a taxa metabólica – quantidade de energia que o corpo usa  para manter suas funções normais – é um fator de risco para a morte precoce. Por isso, segundo Mosley, uma dieta com até 600 kcal  diárias, com três refeições, é a única maneira de prolongar a vida.

"O envelhecimento acontece devido uma elevada taxa metabólica, que aumenta o número de radicais livres.  Se você insistir em uma dieta de restrição calórica ou jejum, isso vai fazer com que seu organismo se adapte e tenha o metabolismo baixo", explicou.

Uma pesquisa realizada pelo Instituto de Saúde Envelhecimento do University College de Londres também mostrou que se as pessoas comessem  40% menos poderiam viver até 20 anos a mais.