Laser é capaz de localizar, mapear e destruir tumores de forma precisa



Cientistas dos Estados Unidos relatam o desenvolvimento de um laser capaz de localizar, mapear e, em seguida, destruir tumores do câncer de forma precisa e não invasiva.

Usando um "laser de femtosegundos" que pulsa na velocidades de um quadrilionésimo de segundo, o novo dispositivo "procura e destrói" se concentra em uma região específica do tecido para mapear o tumor com precisão.

A nova tecnologia é a criação de Christian Parigger e Jacqueline Johnson, da University of Tennessee Space Institute, em parceria com Robert Splinter, da Splinter Consultants.

"Utilizar pulsos ultra-curtos de luz nos dá a capacidade de se concentrar em uma região bem confinada, bem como a capacidade de radiação intensa. Isso nos permite entrar e sair de uma área específica rapidamente para que possamos diagnosticar e atacar as células tumorais de forma rápida", diz Parigger.

University of Tennessee

Uma vez que o laser localiza a área cancerosa e a tem precisamente sob mira, todo o necessário é que a intensidade da radiação seja acionada para queimar o tumor.

Os cientistas afirmam que a nova tecnologia tem potencial para ser mais exata dos que os tratamentos atuais, além de viabilizar a economia de uma quantidade considerável de dinheiro, pois o método pode ser aplicado em um procedimento ambulatorial, tornando desnecessária uma cirurgia intensiva. O novo dispositivo pode ser utilizado no tratamento da maioria dos tipos de câncer, mas segundo a equipe de cientistas, os pacientes com tumores cerebrais serão especialmente beneficiados.

A tecnologia de imagem é capaz de "ver" através de camadas finas de osso, como as do crânio, de forma não invasiva. "O dispositivo pode fazer isso bem o suficiente para ajudar a definir uma estratégia de tratamento específica contra o câncer persistente", diz a equipe.

O tratamento atual é limitado devido à possibilidade de danificar os tecidos vizinhos saudáveis

"Utilizar pulsos mais longos de laser é como deixar uma lâmpada acesa, que aquece e pode danificar o tecido saudável", explica Parigger, que continua: "o fato de a radiação de laser de femtosegundos poder ser focada com precisão espacial e temporal permite evitar o aquecimento de muitas coisas que você não quer que sejam aquecidas".

A equipe sugere que o novo dispositivo tem potencial para superar muitas dificuldades no tratamento do câncer cerebral: especialmente nos casos em que a cirurgia não pode ser uma opção se todo tecido canceroso não pode ser removido.

"Este tratamento supera dificuldades no tratamento do câncer cerebral e de outros tumores, além disso, pode ter aplicações promissoras para outras áreas", conclui Parigger.

Obesidade é questão de saúde pública, diz especialista




O aprimoramento do sistema de saúde pública em São Paulo não pode ser pensado a curto prazo, afirmam especialistas ouvidos pela reportagem. Nesse processo, defendem, é necessário investir em gestão, escolher um modelo de atendimento a ser implantado no médio e longo prazo e ter um planejamento metropolitano para a área. Além dessas questões, um outro problema começa a gerar grande preocupação nos experts do setor: a obesidade cada vez mais crescente da população.

Na avaliação do cirurgião Andrey Carlo Sousa Silva, membro do Colégio Brasileiro de Cirurgiões e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica, este é um problema de saúde pública. Andrey Carlos alerta que dentre todos os tratamentos oferecidos pela rede pública de saúde, o de obesidade tem deficiências crônicas, tanto no que diz respeito ao acesso a cirurgia quanto à difusão de informações para evitar o problema. "O Brasil tem hoje 45% da população acima do peso. Estamos muito próximo dos Estados Unidos, que apresentam índice de 53%. Além disso, a obesidade infantil aumentou em 240% nos últimos oito anos", destaca.

Para o médico, se medidas urgentes não forem adotadas, o perfil do brasileiro será o de obeso. Dentre as medidas, ele destaca os investimentos em educação. "A sala de aula é o caminho para evitarmos problemas futuros de obesidade e outras patologias decorrentes do aumento excessivo de peso. Ensinar a criança sobre alimentação, práticas esportivas, cuidados básicos da saúde, é garantir um paciente a menos quando na fase adulta", explica.

Ele adverte, contudo, que se a saúde já estiver comprometida pela obesidade, outro problema há de ser enfrentado: a falta de tratamento na rede pública e de vagas para cirurgias. "Hoje, o paciente espera entre 5 a 7 anos para ser operado. Muitas vezes, morre antes de conseguir ser atendido", comenta. "A falta de vontade política tem causado muita dor e sofrimento. Recursos existem, porém, o que falta, é um choque de gestão para atender a população obesa", destaca o especialista.

Testes contra hepatite são realizados no dia mundial de luta contra a doença



No dia 28 de julho é celebrado o Dia Mundial de Luta contra as Hepatites Virais. Para marcar a data, a Secretaria Municipal de Saúde e Defesa Civil realiza, nos dias 26 e 27 de julho, testes rápidos para o diagnóstico da hepatite C em 58 unidades de saúde em toda a cidade. Também haverá um estande no Centro Administrativo São Sebastião (CASS), sede da prefeitura, com a realização do teste para a detecção da doença.

O exame será precedido por uma palestra rápida de aconselhamento sobre o que são, como se transmitem e como podem ser evitadas as hepatites virais. As pessoas com exames positivos serão encaminhadas às unidades de saúde para confirmação dos resultados e, posteriormente, acompanhamento e tratamento da doença.

A hepatite C é uma doença crônica, de evolução lenta e silenciosa, que pode levar à cirrose e ao câncer de fígado. A maior parte dos casos da doença pode ocorrer por contaminação do sangue em transfusões realizadas antes de 1993, mas a transmissão ainda ocorre por meio de objetos contaminados com sangue, como instrumentos de manicure, em procedimentos odontológicos, realização de tatuagens, colocação de piercings, etc.

Também nos dias 26 e 27 de julho, a Fiocruz, em parceria com a SMSDC, estará realizando o Fique Sabendo, com testagem rápida para as hepatites B e C e palestras informativas para a população.

A lista com as 58 unidades que vão fornecer a testagem rápida está no site da SMSDC. Os interessados também podem se informar sobre os endereços no telefone 1746.

Campanha no HU da UFRJ
O Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (HUCFFF/UFRJ) também está promovendo uma campanha para conscientização e detecção da hepatite C nos pacientes referenciados do hospital. Entre os dias 23 e 27 de julho, das 9h às 16h, serão realizados testes rápidos de anti-HCV nos ambulatórios.

Em caso de resultado positivo, o paciente será encaminhado para tratamento no ambulatório do fígado onde realizará outros testes complementares. Com a campanha, o hospital espera realizar 3.500 exames.

Estações de metrô recebem campanha
As estações de metrô Carioca e Pavuna, do Rio de Janeiro, recebem entre 23 e 27 de julho, a campanha "Hepatite C. Quebre o silêncio". A ação integra o programa Caravana da Hepatite C, que vai realizar diversas campanhas pelo Brasil para incentivar o diagnóstico precoce da doença.

A Caravana acontecerá, simultaneamente, em São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ), Recife (PE), João Pessoa (PB), Belém (PA) e Fortaleza (CE) durante os meses de julho e agosto, para alertar sobre o impacto que as hepatites causam na saúde da população em geral. Mundialmente, mais de 500 milhões de pessoas estão infectadas com os tipos B ou C da doença - um índice dez vezes maior do que o número de portadores do HIV/Aids. No Brasil, estimativas mostram que há aproximadamente três milhões de pessoas infectadas e a doença representa a principal causa de transplantes de fígado no país.

A campanha pretende rastrear a infecção pelo vírus da hepatite C por meio de testes rápidos, promovendo o diagnóstico precoce, fator crucial para o sucesso da terapia, já que o vírus pode permanecer por mais de 20 anos no organismo sem se manifestar sintomaticamente.

Uma equipe de enfermeiros estará disponível para fazer o teste rápido de detecção da doença, com duração de aproximadamente 10 minutos, e orientar a população sobre como se prevenir e possíveis tratamentos.

O teste que será aplicado é aprovado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e seu resultado será informado de forma individual, para garantir a privacidade e sigilo da informação. Todas as pessoas com teste positivo serão aconselhadas e encaminhadas para consulta com médicos especialistas.

Entre no site para saber mais sobre a Caravana e se informar sobre os locais onde ocorrerão as ações.

Serviço:
Campanha "Hepatite C. Quebre o Silêncio" no Rio de Janeiro
Locais e datas: Estação Carioca (23 a 27/07) Estação Pavuna (30/07 a 03/08)
Horário: das 9 às 17h

Veja 7 dicas para ter mais qualidade de sono




 Foto: Getty Images

Que a cafeína corta o sono e que um quarto aconchegante melhora a qualidade dele, todo mundo sabe. Mas algumas pessoas desconhecem certos hábitos que podem sabotar uma boa noite de descanso. A falta de sono na noite deixa qualquer pessoa desconcentrada no dia seguinte. Além disso, sono insuficiente aumenta as chances de diabetes, depressão, doenças cardiovasculares e até mesmo ganho de peso. Por isso, experimente estes ajustes inesperados listados pelo site Health e acorde com uma sensação de que você realmente descansou.

Não beba tarde
Beber café ou chá logo antes de ir para a cama não é um favor para o seu sono. Além disso, alguns chás e refrigerantes também podem conter cafeína. Verifique os rótulos de suas bebidas favoritas e, se possível, pare de beber duas horas antes de dormir.

Escolha comidas que ajudam no sono
Embora seja importante para evitar uma refeição grande e pesada antes de dormir, alguns alimentos podem realmente te ajudar. Se você teve algumas noites de sono agitadas, faça um prato de macarrão integral light com vegetais frescos, um peito de frango pequeno picado, molho de tomate e uma pitada de queijo parmesão para o jantar. Esta refeição contém uma combinação com proteína e triptofano, um aminoácido que converte a serotonina no corpo. Se o seu estômago está roncando à noite, tente uma pequena tigela de queijo cottage com fatias de banana, outro prato que com triptofano. Outros combos de carboidratos e proteínas saudáveis, como leite e iogurte, também podem ajudar.

Beba o vinho mais cedo
Mesmo que ajude você a relaxar e adormecer mais rápido, o vinho vai fazer com que a segunda metade do seu ciclo de sono fique agitada. O álcool diminui o sono profundo, por isso, se você gosta de um copo de vinho à noite, tome-o por volta das 18h.

Evite o banho quente
Surpreendentemente, um banho quente antes de dormir pode tornar tudo mais difícil. Fazer qualquer coisa que aumenta a sua temperatura corporal perto da hora de dormir pode realmente impedi-lo de cair no sono. Tudo isso porque seu corpo precisa esfriar até uma determinada temperatura até que o sono chegue. Isso não significa que você não pode mergulhar em uma banheira após um dia pesado. Mas faça isso assim que chegar em casa.

Estique-se
Praticar ioga antes de deitar pode deixar sua mente mais tranquila, acertar sua respiração e reduzir a tensão muscular sem acelerar seu coração. Deite de costas, com as solas dos seus pés juntas, os joelhos dobrados e caindo em direção ao chão. Coloque seus braços e palmas da mão para cima, mantendo os ombros para trás e peito aberto. Feche os olhos e inspire pelo nariz, conte lentamente até quatro. Depois expire e repita o processo por 10 minutos.

Entre no clima
Manter o seu quarto escuro enquanto você dorme é um grande começo, mas trazer as luzes antes de dormir também é importante. A penumbra sinaliza o relógio biológico que é hora de relaxar, enquanto a luz brilhante diz que você está "durante o dia". Troque as lâmpadas brilhantes do seu quarto para modelos mais baixos ou instale um interruptor para ajudar a fazer isso.

Proíba o celular
Precisa mandar um último e-mail antes de você "oficialmente" se entregar? Não faça isso. Digitar na cama pode te atrapalhar. Quanto mais tarde desligar o aparelho, mais difícil adormecer. Até mesmo a vibração de um celular pode perturbar o sono, por isso, para garantir a qualidade da noite, desligue-o uma hora antes de dormir e o coloque-o longe de seu alcance. Além disso, invista em um despertador real, evitando apertar o botão da "soneca".

Dietas restritas em carboidratos ou proteínas podem fazer mal à saúde



Restringir a alimentação a carboidratos ou proteínas pode ser um problema. A opção por um e exclusão do outro pode causar danos à saúde e o preço pode aparecer a longo prazo.

Segundo o endocrinologista Alfredo Halpern e a nutricionista Mônica Beyruti, todos os elementos da alimentação são fundamentais para o organismo e cada um deles funciona para algo diferente no corpo humano.

Em uma dieta diária de 2 mil calorias, recomenda-se que sejam 50% de carboidratos (mil calorias), 35% de gorduras (700 calorias) e 15% de proteínas (300 calorias). O Ministério da Saúde indica que sejam consumidas diariamente seis porções de cereais, raízes, batata e massas, três de frutas e sucos, três de leites e derivados, três de legumes e verduras, uma de feijão e sementes, uma de açúcar e doces, uma de carne e ovos e uma de óleo e gordura.

Arte equilíbrio na mesa Bem Estar (Foto: Arte/G1)

O que as pessoas não sabem é que o carboidrato, após ser processado e digerido pelo corpo humano, se transforma em açúcar.

A nutricionista  Mônica Beyruti mostra que ingerir quatro colheres de arroz branco é o mesmo que ingerir seis colheres pequenas de açúcar.

Algumas pesquisas, inclusive, apontam que o excesso de carboidratos também pode ser prejudicial à saúde e aumentar as chances de diabetes. Mas o problema da dieta dos carboidratos não é apenas o excesso, mas também a falta dos outros elementos, como a gordura e a proteína.

Alguns estudos associam o excesso de carboidratos ao aumento de frutose, açúcar presente em doces, frutas e massas. Se essa substância aumenta, elevam-se também os triglicérides, gordura que se acumula no sangue. Quando os triglicérides estão acima do limite, sobem consideravelmente as chances de problemas de circulação e coração. Mas isso não é uma regra e pode não acontecer com algumas pessoas.

É importante, no entanto, ressaltar que o carboidrato é a principal fonte de energia da alimentação e é essencial para o organismo porque dá energia para o cérebro e músculos.

No caso das proteínas, a dieta em excesso é adotada por vários atletas, para ganhar mais músculos. Por isso, eles abusam das carnes, ovos e outras proteínas de baixo valor calórico. Apesar de a dieta parecer funcionar a curto prazo, os riscos com o passar do tempo ainda não foram estudados.

Uma pesquisa recente aponta que dietas com muita proteína e pouco carboidrato podem fazer mal para o coração das mulheres. O estudo ouviu 43.396 mulheres de 30 a 49 anos e descobriu que esse tipo de dieta desequilibrada aumenta em até 60% as chances de problemas cardiovasculares. Ou seja, por mais que essa dieta diminua o peso rápido, traz prejuízos sérios à saúde no médio e longo prazos.

Os alimentos ricos em proteína, como carnes, por exemplo, são digeridos pelo suco gástrico, que quebra as moléculas em pedaços menores dentro do estômago.

Quando passam para o intestino, esses pedaços de carne se quebram novamente, formando aminoácidos. Depois, eles são absorvidos pelo sangue, seguem para os rins, que têm o trabalho de processar e filtrar as pequenas moléculas. Se o volume de moléculas for muito grande, prejudica os néfrons (células que formam o rim), podendo causar insuficiência renal.

Outro problema é que, ao comer carnes em excesso, as pessoas acabam ingerindo uma quantidade muito grande de gordura, o que faz aumentar o colesterol total e o LDL colesterol (ruim). A porção diária indicada de carne é de cerca de 100 gramas (70 gramas de proteína), equivalente ao tamanho da palma da sua mão.

Para colocar um "verdinho" no prato, é importante ver que há várias opções de verduras e legumes. As fibras das verduras fazem o intestino funcionar e evitam a prisão de ventre.

Também contribuem para reduzir a glicemia e o colesterol no sangue. Já os legumes são ricos em minerais e vitaminas, substâncias essenciais para o organismo.

Os médicos destacaram também a gordura como uma importante fonte de energia. Segundo o endocrinologista Alfredo Halpern, a substância é fundamental para a formação das membranas celulares, já que a capa que envolve todas as células do corpo é feita de gordura. Mas a quantidade na alimentação deve ser controlada.

Na hora da sobremesa, a dica é trocar os doces pelas frutas.

Teste ergométrico: um ato exclusivo do médico


Alberto F. Piccolotto Naccarato, coordenador da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (SOCESP).
Alberto F. Piccolotto Naccarato, coordenador da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (SOCESP).

Alberto F. Piccolotto Naccarato, coordenador da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (SOCESP).

O teste ergométrico está saindo de moda. Esta é a conclusão de cardiologistas de todo o país ao colocarem na ponta do lápis todos os custos envolvidos no examee os baixos valores pagos pela saúde suplementar, ou seja, os convênios.

Além do local para a realização do teste e dos custos a ele atrelados, são necessários uma esteira ergométrica elétrica, de custo aproximado de R$ 16 mil, um sistema de computação com um software específico, que não sai por menos de R$ 10 mil, e um desfibrilador para a cardioversão elétrica no caso de ocorrência de arritmia grave. Esse equipamento é vendido hoje, em média, a R$ 6 mil. Há, ainda, outras despesas menores, como o jogo de eletrodos. Sem falar na equipe envolvida no atendimento e no preparo do paciente, e no médico cardiologista, que deve obrigatoriamente acompanhar o exame.

O teste, em si, dura 8 minutos em média, mas deve ser considerado também o tempo necessário até o paciente ser preparado, e mais alguns minutos após o exame, para que a frequência cardíaca volte ao normal. Ao final de todo o processo, transcorre, no mínimo, meia hora. E por tudo isso, os planos e as seguradoras nos remuneram em pouco mais de R$ 50. Nem o médico é pago adequadamente, muito menos o investimento em todos os equipamentos é recuperado.

Assim, existe desestímulo em boa parte da especialidade, o que leva outros profissionais a avançarem em uma área de atuação que é de atribuição privativa do médico. A distorção de competências certamente é um risco à saúde do paciente. Por isso, antes de realizar um teste ergométrico, recomendo que a pessoa se certifique na recepção da clínica que o exame será realizado por um cardiologista.

Segundo o Departamento de Ergometria e Reabilitação Cardiovascular da Sociedade Brasileira de Cardiologia (DERC/SBC), embora apresente morbi-mortalidademínima, o teste ergométrico não é isento de riscos. Por responsabilidade legal, não apenas a solicitação, mas também a realização e a conclusão com o relatório devem ser exclusivamente do profissional médico.

Outro complicador é a substituição do teste ergométrico pela cintilografia, solução adotada por algumas clínicas. Mesmo sob o risco de isquemia, o exame vem sendo indicado em lugar do teste de esforço, que está sendo abolido em virtude dos custos. A cintilografia do miocárdio, procedimento no qual é utilizada substância radioativa, não deixa de ser um risco para o paciente, mas virou opção equivocadamente, pois é mais bem remunerada.

A consequência desses desvios são exames de pouquíssima qualidade técnica, metodologias inadequadas e laudos mal elaborados. Em muitos casos, o clínico se vê obrigado a solicitar exames complementares, como a cintilografia de perfusão miocárdica ou a angiotomografia de coronárias, aumentando os custos do processo diagnóstico e onerando o sistema de saúde.

Em suma, uma melhor remuneração do teste ergométrico é fundamental para cardiologistas e pacientes.

Veja o que fazer antes e depois de beber e evite a ressaca


A única forma de não ter ressaca é não beber demais, mas quem exagerou pode usar medidas simples para diminuir o desconforto Foto: Getty Images

Pode não ser época de Carnaval nem de festas de final de ano, mas mesmo assim é possível escorregar e exagerar na bebida. Uma dose a mais e no dia seguinte lá está ela. Dor de cabeça, náuseas, vômitos, sede, tontura, indisposição e diarreia são alguns dos sintomas da ressaca. "Isso acontece porque o álcool, quando ingerido em excesso, é uma substância tóxica para o organismo", explica o clínico geral Alex Botsaris.

Dificilmente todos os sintomas aparecem de uma vez, mas é raro alguém exagerar na bebida e não sentir nada no dia seguinte. "O álcool causa uma inflamação aguda no estômago e agride o fígado, gerando enjoo, vômito e mal estar. O sistema nervoso também é afetado, então surge a dor de cabeça", conta Alfredo Salim Helito, clínico geral do Hospital Sírio-Libanês. A única forma de não ter nenhuma ressaca é não beber grandes quantidades, porém algumas medidas simples podem ajudar a melhorar os sintomas. Confira as dicas dos especialistas.

Invista em alimentos integrais
O álcool é corrosivo para a mucosa do estômago, por isso esse órgão precisa de uma atenção extra. "Arroz e pão integrais ajudam a proteger o estômago. Então, é ideal que sejam consumidos com frequência. Esses alimentos também ajudam a acelerar a recuperação depois que a pessoa bebeu", defende o médico do Hospital São Camilo Sidney Federmann, especialista em alimentos funcionais.

Beba com estilo
A primeira orientação é fugir das bebidas de má qualidade, especialmente se forem destiladas. De acordo com Botsaris, os álcoois de cadeia média e aldeídos presentes nesse tipo de bebida aumentam muito a toxidade do álcool e causam mais danos ao fígado, cérebro e outros órgãos. "Nas bebidas de qualidade a parte inicial e final da destilação são separadas e descartadas. Quando uma pessoa ingere uma bebida mal destilada, ingere substâncias tóxicas que causam uma ressaca muito mais severa", explica ele. Então, quando se trata de produtos má qualidade, os sintomas podem aparecer mesmo quando você ingere poucas quantidades.

Não misture
Essa máxima vale de verdade! Cada bebida alcoólica tem um processo de fermentação e utiliza substâncias diferentes. "Ao beber diversos tipos de bebidas você também está misturando esse tipo de substância", afirma Helito.  Segundo Botsaris, isso pode potencializar o efeito negativo da bebida, mesmo quando a quantidade foi pequena. "Geralmente a toxidade é proporcional ao número de substâncias que a pessoa ingere. Por isso, quem mistura bebidas costuma passar mais mal e se recuperar mais lentamente", justifica ele.

Invista em hidratação
A água é sua melhor amiga no combate à ressaca. "As moléculas de água formam complexos chamados de azeotropos com o álcool, que resulta num efeito como se as moléculas de álcool fossem sequestradas", diz Botsaris. Outro benefício é que ela ajuda na eliminação do álcool pela urina. Segundo ele, o ideal é beber de 4 a 6 copos de água enquanto está consumindo quantidades de álcool maiores que as habituais. Consumir água imediatamente antes ou depois de beber também auxilia na redução da toxicidade do álcool. Isso significa que não adianta beber um litro de água antes de dormir. Se você não se hidratou durante a noite, a ressaca vai aparecer no dia seguinte.

Lembre-se que saco vazio não para em pé
"O que mais ajuda antes do primeiro gole é comer, em especial uma comida rica em amido e vegetais", atesta Botsaris. Segundo Helito, quanto menos comida haver no organismo mais rápida e mais eficiente será a absorção de álcool, aumentando o mal estar. Em seguida é a vez de o fígado ser agredido. "O ideal é se alimentar também enquanto ingere álcool, especialmente alimentos com glicose. Além disso, é recomendável revezar a bebida alcóolica com outros líquidos como água ou refrigerante. Assim, a pessoa protege o organismo, elimina o etanol mais rapidamente e acaba bebendo menos", recomenda Helito. Por isso, nunca beba de barriga vazia!

Atenção aos remédios
Alguns medicamentos são vendidos com a promessa de evitar a ressaca. Porém, isso não funciona bem assim. "Geralmente eles são remédios analgésicos, mas trabalham apenas para diminuir alguns sintomas, eles não evitam a agressão ao organismo", explica Federmann. Os medicamentos com aspirina também não são uma boa, já que irritam o estômago e o intestino. "Além disso, a duração do efeito da aspirina é de quatro horas, assim quando a pessoa precisa do efeito analgésico, ela já cessou", complementa Botsaris. Outro alerta feito por Helito é em relação aos produtos que prometem proteger o fígado quando ingeridos no dia seguinte à bebedeira, pois eles também são capazes apenas de diminuir sintomas.

Agora, quando o assunto é a dor de cabeça no dia seguinte alguns medicamentos podem ajudar. Porém, isso também exige cuidados, já que esses remédios agridem o estômago e fígado. "A dipirona associada à cafeína é a melhor opção para a dor de cabeça da ressaca, em minha opinião, desde que a pessoa não esteja com vômitos ou dor abdominal", afirma Botsaris. Para Helito, o ideal é descobrir maneiras mais naturais para se sentir melhor. "Se você tomar um remédio para dor de cabeça, um protetor gástrico e um para enjoo vai se sentir melhor, mas isso não é muito positivo para seu organismo", defende ele.

Cuidado com o vinho
Sabe aquela história de que vinho dá dor de cabeça no dia seguinte? É verdade, em partes. Segundo Botsaris, muitos vinhos, especialmente os de má qualidade, usam nitratos como conservantes. "Eles se transformam em óxido nítrico no corpo, que potencializa os efeitos do álcool sobre o sistema nervoso e aumenta a dilatação dos vasos das meninges (membranas que envolvem o cérebro). Isso explica porque esse tipo de bebida causa muita dor de cabeça", diz.

Evite gordura e ingira doces
Como a bebida agride o estômago ele deverá estar mais sensível no dia seguinte. Por isso, o médico aconselha que se evite alimentos pesados, gordurosos e com tempero forte. Segundo Federmann, também é aconselhável ficar longe de bebidas e alimentos ácidos, como suco de laranja, que podem piorar ainda mais a queimação e o enjoo. Já a dica de alimentação logo depois da bebedeira é comer doces (carboidratos simples). "Quando a pessoa bebe a glicemia abaixa, e essa é uma das causas da ressaca e do mal estar. Esse tipo de carboidrato restaura a glicose no sangue e recupera o glicogênio do fígado, assim a recuperação fica mais rápida", garante Botsaris.

Descanse
Um dos sintomas da ressaca é moleza e para evitá-la é preciso dormir adequadamente. "Repouso é fundamental para se recuperar de qualquer condição que comprometa sua saúde", defende Botsaris. Então, procure descansar em um lugar escuro para que seu sono seja reparador de fato.

Tome um bom chá
Caso não tenha seguido nenhuma das recomendações para evitar a ressaca, ainda há uma forma de aliviar seus sintomas. Várias plantas medicinais são conhecidas por ajudar a combater esse mal estar, basta escolher o chá certo para você. Segundo Botsaris, algumas ervas atuam no fígado e ajudam na eliminação do álcool pela urina. "As principais são o boldo falso (Plectrantus barbatus) e a carqueja (Bacharis trimera). Ambas podem ser usadas preventivamente, para reduzir os efeitos da ressaca, e curativamente, para ajudar na recuperação rápida. Em geral, uma colher de sopa da planta seca para 150 ml de água fervente são suficientes para fazer o chá", ensina ele.

Escolha a bebida certa para seu sintoma
Além de ingerir cerca de um litro e maio de água no dia seguinte, você ainda pode contar com outros tipos de líquidos para ajuda-lo a se recompor. Segundo Botsaris, o leite frio, por exemplo, pode ajudar a aliviar dores de estômago causadas pelo álcool. Já o café e refrigerantes com cafeína têm poder estimulante, reduzindo a sensação de fadiga e também auxilia na diminuição da dor de cabeça. "Essas bebidas podem ajudar, mas depende da pessoa, pois às vezes podem piorar a gastrite", ressalta Helito. Como o álcool é diurético é normal que no dia seguinte você se sinta desidratado. "Bebidas isotônicas e a água de coco podem ajudar, pois possuem potássio, glicose e minerais", diz Helito.

Fique longe do cigarro
Geralmente os fumantes costumam aumentar ainda mais o consumo de cigarros quando estão bebendo. Segundo Federmann, isso ocorre porque a bebida alcóolica pode deprimir a pessoa, enquanto o cigarro tem efeito estimulante. No entanto, esse hábito pode reforçar sintomas da ressaca, já que você está intoxicando seu corpo duas vezes. "Essa mistura é muito perigosa, pois é uma das principais causas de câncer de esôfago", alerta Federmann.

Esqueça a dose do dia seguinte
Já ouviu falar que a melhor coisa para curar a ressaca é uma dose no dia seguinte? Cuidado! "Se isso de fato funcionar é sinal de que a pessoa está se tornando um alcoólatra. Quem cura ressaca bebendo é porque precisa disso para reduzir o mal estar da abstinência", justifica Botsaris.

Hipertensão atinge mais mulheres do que homens no Brasil



Um estudo divulgado pelo Ministério da Saúde concluiu que a hipertensão atinge 22,7% da população adulta do Brasil.

No entanto, as que mais sofrem com a doença são as mulheres: 25,4%. Já a pressão alta é registrada em 19,5% dos homens. Caracterizada pelo aumento da pressão nas artérias, a hipertensão pode provocar doenças como acidente vascular cerebral (AVC), insuficiência cardíaca, infartos do miocárdio e até lesões nos rins.

Os que mais colaboram para o seu surgimento são o tabagismo, o consumo exagerado de bebida alcoólica. Para evitar controlar a hipertensão, os médicos aconselham uma dieta equilibrada e a prática de exercícios, principalmente o aeróbico.

Exercícios como a corrida, bicicleta e natação proporcionam benefícios a quem sofre de pressão alta devido ao efeito de diminuir a pressão observada após os exercícios.

Coo previnir as tromboses


488154 depilacao pernas Trombose: como prevenir

O problema é mais frequente do que se pensa: a coagulação anormal que acarreta a trombose, pode aparecer após cirurgias, no tratamento de tumores ou inclusive em retornos a longas viagens. Indícios como inchaço, dores e vermelhidão nas pernas advertem que é preciso ajuda médica imediatamente. Por isso é imprescindível saber se você possui predisposição a ele. Alterações genéticas, problemas no pós-parto, cirurgias e longas viagens podem desenvolver a doença ao comprometer a estrutura de coagulação sanguínea.

Tomar medicação que reduza o desenvolvimento dos coágulos, conservar as pernas em repouso numa altura mais alta do que o corpo e usar meias de compreensão são algumas das medidas preventivas adotadas por quem sofre de trombose. No entanto, só isso não é suficiente para afastar os riscos.


Pessoas mais suscetíveis à trombose

Pessoas obesas, em tratamento de tumores, que tiveram um derrame ou traumatismo graves e indivíduos com histórico familiar de trombose, são mais predispostas a desenvolver a doença. Mulheres que tomam anticoncepcionais orais ou realizam reposição hormonal, assim como os fumantes, igualmente estão mais suscetíveis.

Risco à saúde

O risco mais grave da doença é a chamada embolia pulmonar. A condição ocorre quando pequenos coágulos desenvolvidos nas veias se desatam e pela circulação seguem até os pulmões, entupindo os vasos pulmonares e atrapalhando o fluxo de oxigênio no organismo.

No caso de trombose venosa aguda, o descanso com as pernas elevadas é imprescindível. (Foto: Divulgação)

Mais frequente nas pernas

Embora possa ocorrer em outras partes do corpo, cerca de 85% dos quadros, a trombose ocorre nas veias das pernas. Isso acontece devido à pressão venosa ser maior nas veias nas pernas do que em outras veias do corpo por causa da ação da gravidade.

Sintomas mais comuns

Os indícios mais usuais da doença são inchaço, dor, vermelhidão, endurecimento de uma veia e rigidez da musculatura da perna. Os coágulos formam-se inesperadamente, em segundos. Sua proliferação pode demorar horas ou dias se o tratamento não for realizado imediatamente.

Massagem

Os pacientes sem precedentes e sem fatores de risco não se beneficiam de massagens ou costumes como dormir com as pernas elevadas. No caso de trombose venosa aguda, o descanso com as pernas elevadas é imprescindível. O tratamento mais recomendado é feito com anticoagulantes.

Tratamento

O tratamento preventivo é realizado com remédios anticoagulantes, que evitam o desenvolvimento de coágulos. Pouco tempo foi lançado em alguns países, um novo anticoagulante oral, que previne o desenvolvimento de coágulos.

Esse novo remédio sobrepõe uma importante ferramenta no tratamento, já que, com ele não há necessidade de realizar diversas análises para conter a coagulação sanguínea. No entanto, o medicamento só é indicado para pacientes com predisposição ou com fatores de risco e que vão ser submetidos a cirurgias ou realiar longas viagens.

Autoestima em baixa pode afetar a saúde


Pessoas com uma autoestima elevada conseguem se relacionar melhor com outras e lidar com problemas

Quando você se olha no espelho, gosta do que vê? Se a resposta for afirmativa – mesmo que você queria fazer algumas mudanças em sua aparência ou personalidade – então você está bem com sua autoestima. Mas se a resposta for negativa, então, ela está muito baixa. E isso pode acabar afetando sua saúde.

Pessoas com uma imagem positiva de si mesmas (autoestima elevada) conseguem se relacionar melhor com outras, têm mais facilidade de fazer amizades e enfrentar desafios e, portanto, conseguem lidar melhor com situações estressantes.

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Por outro lado, pessoas com uma imagem negativa de si mesmas (autoestima baixa) tendem a ter mais dificuldades para se relacionar e para lidar com desafios, sentem-se menos capazes de resolver problemas, além de menos confiantes e seguras. Logo, sofrem mais com o estresse e podem até mesmo apresentar sintomas físicos e psicológicos.

"Essa percepção negativa de si mesmo pode desencadear sintomas como pressão arterial alta, problemas gastrointestinais, sentimentos de raiva, culpa e até depressão", aponta Ana Maria Rossi, presidente do Isma-BR, associação brasileira integrante da International Stress Management-ISMA, voltada à pesquisa e ao desenvolvimento da prevenção e do tratamento de estresse no mundo.

Um estudo realizado pelo Centro Internacional para Saúde e Sociedade, de Londres, liderado pelo pesquisador Michael Marmot, enfatiza essa ligação direta entre autoestima e saúde. De acordo com a pesquisa, publicada no British Medical Journal em 2003, pessoas com autoestima muito baixa têm uma diminuição da atividade do sistema imunológico e, consequentemente, um risco maior de desenvolver doenças como infartos, acidentes vasculares cerebrais (AVC), doenças respiratórias e gastrointestinais.

Marmot também afirma que essas pessoas, além de sofrerem mais com estresse e depressão têm menor disposição para fazer exercícios físicos ou manter uma dieta saudável. Sem contar uma tendência maior a abusar de bebidas alcóolicas, drogas e medicamentos que funcionam como desibinidores e calmantes.

Por outro lado, ter a autoestima num nível adequado contribui para a manutenção da saúde. "A pessoa que tem uma boa autoestima se cuida, se preocupa com sua saúde física e mental e apresenta atitudes que trazem benefícios para a vida", explica Lara Luiza Soares de Souza, psicóloga do Hospital Albert Einstein.

10 Dicas para melhorar a autoestima

Busque a autoestima dentro de você. Banho de loja ou carro novo pode ser momentaneamente prazeroso, mas não recuperam a autoestima.
Procure o autoconhecimento. Quais são as suas qualidades? Seus pontos fortes? Quais são seus limites? Como isso o preocupa e o que faz diante desses limites?
Transforme os lamentos em ação. Estabeleça metas viáveis e vá atrás. Persevere e não se compare com ninguém.
Não tente atingir a perfeição e foque-se antes em atingir objetivo. Há quem fique paralisado na busca da perfeição.
Encare os erros como oportunidades para aprender. Aceite os seus erros como normais, porque fazem parte da experiência do humano, todo mundo os comete. Errar faz parte da aprendizagem e do crescimento pessoal.
Cultive a assertividade. A capacidade de expressar seus direitos, sentimentos e emoções sem hostilidade e levando em conta o direito do outro.
Desenvolva a empatia. Procure se colocar no lugar do outro.
Pare de ter pensamentos negativos acerca de si. Comece a pensar nas suas qualidades e nos aspectos positivos que ultrapassam as partes negativas. Quando der por si pensando negativamente, substitua esse pensamento por algo positivo sobre si.
Experimente novas atividades e novas abordagens para enfrentar os problemas.
Caso essas dicas lhe pareçam difíceis, não se envergonhe! Procure ajuda psicoterápica.
Fonte: Lara Luiza Soares de Souza, psicóloga do Hospital Albert Einstein

Hostilidade ou passividade

Uma pessoa com uma autoestima baixa se sente inadequada para enfrentar os desafios da vida, insegura para tomar decisões e com medo de não ser aprovada social e profissionalmente. Além disso, tende a levar "para o lado pessoal" críticas, sugestões, ou mesmo situações cotidianas, o que faz com que se sinta culpada e "azarada" (aquela sensação de "nada dá certo pra mim").

Diante deste quadro, ela pode se tornar uma pessoa agressiva, que se sente ameaçada pelos outros e reage com um comportamento hostil, ou então passiva, que deixa de lado suas próprias necessidades e passa a viver segundo a expectativa dos outros, para conseguir aprovação alheia.

De acordo com Rossi: "Quando uma pessoa não se gosta, não se valoriza, ela pode ter um comportamento hostil, agressivo, justamente para se afirmar, ou então um comportamento passivo, pois não se julga merecedora de carinho e atenção, nem se acredita capaz de realizar determinadas tarefas". Em casos extremos, a pessoa com autoestima muito baixa pode evitar o contato social e até se isolar.

Porém, pessoas com autoestima elevada também podem "balançar". Este é o caso daquelas com autoestima adequada que ficam desempregadas e, na busca por um novo emprego, acabam se deparando com muitas recusas. O fracasso contínuo pode fazer com que comece a duvidar de si mesmo e da sua capacidade.

"Autoestima adequada não garante ausência de problemas, mas maior resistência ao insucesso. A pessoa tem melhores condições de lidar com ele, maior capacidade de resiliência, perseverança e enfrentamento", diz Souza.

Elevando a estima

Segundo estudiosos, a autoestima é formada na infância, até os sete anos de idade. "As crianças formam sua autoestima a partir da maneira como são tratadas por pessoas importantes para elas, tais como pais, amigos e professores. A autoavaliação vai sendo construída de acordo com o valor que os outros lhe atribuem, expresso em afeto, elogios e atenção", explica Souza.

Se a criança é sempre tratada como capaz pelo adulto, recebendo críticas positivas e podendo se expressar e dar sua opinião, então ela terá uma autoestima adequada. "Mas se a criança apenas recebe críticas negativas, não é ouvida ou consultada, não pode tomar decisões, é comparada constantemente com outras crianças, ressaltando suas imperfeições, então sua autoestima vai ficar muito prejudicada", alerta Rossi.

Mas isso não significa que esse quadro seja permanente. É possível elevar a autoestima, mesmo em casos extremos. Segundo Souza, o primeiro passo é o autoconhecimento, buscando identificar as limitações reais e aquelas que a pessoa acabou criando, e procurando evidenciar pontos fortes e qualidades. "Redescobrir a autoestima é um processo longo, mas vale a pena", afirma.

Para conseguir elevar a autoestima, ajuda muito ter um "grupo de apoio", ou seja, amigos ou familares com quem a pessoa possa se sentir aceita e segura, e que lhe dê suporte para melhorar sua autoestima. Além disso, é possível buscar orientação em livros de autoajuda ou em terapias.  O importante é querer – e acreditar que pode – mudar.

Crianças sofrem com doenças respiratórias no inverno



No inverno, sintomas como peito chiando, falta de ar, fadiga e tosse seca ou com secreção são alguns sintomas que podem ser observados em bebês e crianças com problemas respiratórios.

As doenças que mais atingem os bebês e crianças são a bronquiolite e a pneumonia. A primeira é mais comum em bebês prematuros e crianças entre um e dois anos. Isso ocorre porque nessa fase da vida o aparelho respiratório é muito pequeno, o que facilita a chegada do vírus aos pulmões, além de impedir a passagem de ar, aumentando as chances da doença se manifestar.

A bronquiolite é uma infecção causada por várias classes de vírus, o que a torna extremamente contagiosa. Já a pneumonia infantil é uma infecção que inflama os pulmões causando aumento de secreções mucosas. A respiração torna-se rápida ou difícil e a criança pode ter febre, dor no peito e muita tosse. Existem diferente tipos de pneumonia viral ou bacteriana, em crianças, a mais comum é a bacteriana.

É possível prevenir doenças respiratórias mantendo o quarto do bebê ou da criança sempre limpo, sem umidade, mofo, poeira e cheiros ou odores fortes, pois estes fatores podem irritar as vias respiratórias dos pequenos. Fumar perto de crianças deve ser evitado, pois a fumaça de cigarro é uma das principais responsáveis pelo desenvolvimento de doenças respiratórias. Além disso, essas medidas ajudam, também, no tratamento dessas doenças.

Fonte: MKY House, 11 de julho de 2012


5 nutrientes que turbinam a saúde




Que tipo de alimento ou bebida você consome quando quer ganhar mais saúde? Em uma enquete feita no site da SHAPE, as leitoras elegeram frutas e verduras. Depois, foram apontados a linhaça, a soja e o chá verde. Será que estes itens blindam mesmo o nosso organismo? Fomos atrás de especialistas que escolheram 5 nutrientes power, que ajudam a cuidar do seu bem-estar. Além de conhecer os principais benefícios deles, saiba também onde encontrá-los. E inclua no seu cardápio.

1 - Selênio
Ação: a nutricionista e farmacêutica Claudia Torquato, diretora científica da rede OligoFlora, explica que é um antioxidante importante, que protege as células contra os efeitos dos radicais livres, o que faz dele um aliado na prevenção do envelhecimento dos tecidos. "É um mineral essencial que o organismo necessita, mas que não consegue produzir sozinho. Por isso, deve ser ingerido por meio de dieta ou suplemento. É fundamental também contra o estresse e a regulação dos hormônios da tireoide", completa a especialista em Nutrição Ortomolecular da Pharma Nostra, a farmacêutica Camila Estopa.

Onde encontrar: castanha-do-pará, castanha de caju.

2 - Magnésio
Ação: ajuda no controle da tensão pré-menstrual (TPM), porque participa da formação de serotonina (neurotransmissor responsável pelas reações de prazer e bem-estar), regulando sintomas como ansiedade, irritabilidade, nervosismo, depressão, insônia e hiperatividade. "Também combate a má circulação e auxilia na cicatrização de hematomas, já que promove a vasodilatação (aumento do calibre dos vasos sanguíneos), facilitando a circulação do sangue, oxigenação dos tecidos e a nutrição celular", diz a nutricionista Ingrid Bigotto, da OligoFlora.

Onde encontrar: verduras de folhas verde-escuras, soja, feijão, nozes, amêndoas, castanha de caju, grãos integrais, damascos secos, caju, abacate, acelga, alcachofra, espinafre, quiabo e tofu.

3 - Boro
Ação: é um mineral aliado na guerra contra a celulite, pois contribui na renovação celular e na manutenção do alinhamento das fibras elásticas da pele. "Ajuda também na absorção da vitamina D, prevenindo a osteoporose, já que evita a perda de cálcio", destaca Claudia.

Onde encontrar: frutas secas, amêndoas, folhas verde-escuras, suco de uva, feijões, maçãs e peras.

4 - Silício
Ação: tem ação regeneradora na pele, além de remineralizar os ossos. É considerado um agente contra o envelhecimento natural para os cabelos e a pele. "Como silício é um componente do colágeno, sem ele no organismo não é possível formar a proteína responsável pela firmeza cutânea", diz Ingrid.

Onde encontrar: aveia, milho-miúdo, arroz, trigo, cavalinha.

5 - Zinco
Ação: a nutricionista Paula Castilho, diretora da Sabor Integral Consultoria Nutricional, explica que o zinco age na manutenção do sistema imunológico, porque é responsável por diferenciar os linfócitos (células de defesa do organismo) das células invasoras que causam doenças. Com isso, atacam e eliminam as que fazem mal ao nosso corpo. A deficiência deste nutriente pode nos deixar mais vulnerável a infecções virais. Também ajuda no processo de eliminação e prevenção da acne, queimaduras, cicatrização de feridas e irritações na pele, pois tem ação antioxidante (que combate a danificação de células pelos radicais livres, substâncias tóxicas que provocam o envelhecimento). "É um nutriente necessário para a cicatrização e produção de colágeno, proteína que dá sustentação à pele, e está relacionado à manutenção de uma pele saudável", explica.

Onde encontrar: grão-de-bico; leguminosas, como ervilha, lentilha e feijão; semente de abóbora e cereais integrais, como arroz e aveia; oleaginosas, como a castanha de caju, amêndoas e gergelim; frutas como abacate, abacaxi, ameixa, banana, figo, framboesa, maçã, manga, melão e morango; legumes como abóbora, acelga, alface, agrião, batata, batata-doce, beterraba, brócolis, cebola, cenoura, cogumelo, couve e couve-flor; carne, fígado, peixe e ovos.

Mais dicas de saúde, acesse aqui www.revistashape.com.br

Saiba como proteger a saúde dos efeitos da baixa umidade


A umidade diminui e logo os sintomas aparecem: a garganta resseca, o nariz sangra e o desconforto aumenta. Para os alérgicos é ainda pior, já que o ar seco permite que vírus, bactérias e agentes infecciosos fiquem suspensos no ar irritando as mucosas, quadro que é agravado pela poluição das grandes cidades, segundo o pneumologista Arthur Vianna, da Clínica São Vicente.

— A taxa de umidade relativa do ar em torno de 45% traz mais conforto. Em algumas cidades brasileiras já foram registradas taxas de 20%, como em São Paulo em 2010 — explica o médico, que avisa que o Ministério da Ciência e Tecnologia publica diariamente as taxas de umidade das cidades brasileiras através do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais.

Para os alérgicos, índices abaixo de 50% já começam a incomodar, segundo o presidente da Associação Brasileira de Alergia e Imunopatologia (Asbai), João Negreiros Tebyriçá:

— Alérgicos têm hiper responsividade respiratória, ou seja: respondem mais a qualquer estímulo nasal ou dos brônquios. Gases, cheiros fortes, fumaça e a umidade relativa do ar afetam mais ocasionando tosse e bronquite — explica Tebyriçá, que calcula um aumento de 50% nos consultórios nesta época do ano.

— Estamos vivendo dias secos e quentes com noites mais frescas. Essa diferença de temperatura já afeta o alérgico. Quando entra a frente fria então...

Veja abaixo algumas dicas para alérgicos durante este período:

1. Em dias mais secos, use umidificador ou vapor frio.

2. Se ligar o ar condicionado, coloque uma bacia de água no quarto.

3. A limpeza pode ser feita com pano úmido em vez de vassoura ou aspirador de pó para não levantar partículas que carreiam ácaros no ar.

4. A casa do alérgico deve ter o menor número possível de tapetes, cortinas e acessórios que retenham poeira.

5. Cigarros e poluentes são extremamente nocivos.


12 maneiras de combater a depressão e ter mais qualidade de vida



Esse organismo tão especial tem que fabricar sua energia, por isso use o corpo de forma moderada e equilibrada. A depressão é decorrência de um organismo ultrajado, vilipendiado e agredido, de tal forma, que ele desiste da vida.

A depressão é a imagem da antivida. É quase um curto circuito nas engrenagens que desenvolvem a vida.

Confira 12 dicas para evitar a depressão de forma natural

1. Traga mais equilíbrio para a sua vida. Curta mais cada momento, como se fazia antigamente, onde o trabalho manual obrigava uma constante atenção no que se fazia e como se fazia. Sua cabeça deve estar, onde o seu corpo está.

2. É necessário fazer paradas durante o trabalho para respirar profundamente e relaxar. Espreguice! Boceje! Não subtraia demais sua energia, senão você entra em débito de vida. Correr na vida que nem tonto traz depressão.

3. Alimente-se de forma saudável e moderada. A alimentação em excesso ao ser metabolizada, provoca um maior gasto de energia do que o que foi ingerido.

4. Antes de uma depressão, existe uma quantidade enorme de avisos de que seu sistema não está aguentando o ritmo da sua vida. A dor e o mal-estar são nossos maiores amigos, pois nos alertam, para prestar atenção no corpo. Cansaço e estresse são sinais para você ficar atento. Perceba os sinais que o corpo transmite ou oferece e mude o ritmo de vida e de trabalho.

5. A sauna semanal, de preferência a úmida, é um relaxamento.

6. Caminhe ou corra. Você terá um ótimo efeito catártico. Corrida é uma meditação ativa e, caminhar na praça, é anti-estresse.

7. Mantenha um contato com a natureza, tome um banho de mar a cada 15 dias. Ou uma vez por semana vá à piscina, pois a água é um fator anti-estresse. Tome banho, se possível, mais vezes do que o habitual. A água tem um efeito relaxante. Banho não é para ficar limpo, mas para relaxar.

8. Fique atento com o uso da sua energia, que não deverá baixar. Energia baixa causa depressão. Não brigue, não fique nervoso e agitado, pois isto consome energia.

9. Tome sol, pois é anti-estresse. Vinte a quinze minutos de sol te dará uma energia sideral. Tome sol nas costas e no peito.

10. O sono reparador é um precioso alimento que trabalha no caminho oposto ao da depressão.

11. Recolha-se no seu interior, busque o autoconhecimento. Isto evitará o desalento e a consequente desorganização orgânica.

12. O melhor remédio para a depressão é a prevenção feita de forma natural, cuidando de si com qualidade de vida.

Alergia alimentar: conheça os principais causadores



A repetição de determinados sintomas após uma refeição - que vão desde problemas gastrointestinais até dificuldades respiratórias - levam à suspeita de uma alergia alimentar. A hipersensibilidade a determinados alimentos é uma reação do corpo que pode afetar em cheio a sua imunidade. A solução? Excluir o desencadeante da dieta.

Segundo a alergista Ana Paula Castro, diretora da Associação Brasileira de Alergia e Imunopatologia (ASBAI), 85% das reações se dão por leite, ovo, amendoim, crustáceos e peixes. "Mas praticamente todo alimento pode desencadear uma alergia alimentar", complementa. No Dia Mundial da Alergia, marcado para 8 de julho, conheça melhor os principais alimentos alérgenos e saiba como a sua exclusão afeta a dieta.

Leite

"A alergia ao leite é especialmente comum em crianças, o que pode ser bastante complicado entre os bebês menores de um ano que consomem somente este alimento", aponta o alergista Daniel Strozzi, professor da Unidade de Alergia e Imunologia da PUC de Goiás. Segundo a nutricionista funcional Ana Flávia Marçal, do Centro de Alergia e Imunologia Ymune, em Goiânia, o leite possui mais de 20 proteínas sensibilizantes.

A grande preocupação de quem precisa excluí-lo da dieta deve ser o cálcio, fundamental para a saúde dos ossos. Para suprir a deficiência, recomenda-se o consumo de produtos fortificados com cálcio, além de legumes verdes, cereais e peixes. Se for necessário, o médico que está acompanhando o caso pode indicar suplementação.

Fique atento a: biscoitos, bolachas, bolos, pães, chantilly, chocolate, coalhada, pudim, manjar, iogurtes, molho branco, molho nechamel, pão de queijo e sorvete.

Em receitas, substitua o leite por: leites vegetais - como o de coco, amêndoas, arroz, quinoa e girassol -, água e suco de frutas.

Ovo

 O ovo é o segundo maior causador de alergias alimentares. Tirá-lo da alimentação pode levar à deficiência de ferro no organismo. Por isso, o nutrólogo Carlos Alberto Nogueira de Almeida, da Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN), sugere investir na tradicional combinação de arroz com feijão. "O feijão é rico em ferro, enquanto o arroz fornece aminoácidos que o feijão não possui e, assim, eles se complementam, formando uma refeição de alto valor biológico", explica.

Fique atento a: maionese, chantilly, marshmallow, merengue, molho holandês e molho bernaise ? alimentos que levam ovo na receita.

Em receitas, substitua por: linhaça, polvilho ou vinagre de maçã.

Trigo

O glúten, presente no trigo, na aveia, no centeio, na cevada e no malte é uma proteína de difícil digestão. "Ela é responsável pela elasticidade e plasticidade das massas, fazendo com que elas cresçam macias", diz a nutricionista Ana Flávia. Diferente da intolerância ao glúten, o alérgico não pode ingerir qualquer quantia de alimentos com essa proteína. A principal dificuldade, portanto, não está relacionada a deficiências nutricionais, mas sim à difícil tarefa de manter uma dieta sem glúten, já que grande parte do que consumimos contém esse nutriente. Por isso, o acompanhamento de um nutricionista é fundamental.

Fique atento a: macarrão, pão, tabule, bolos e chocolates.

Em receitas, substitua por: produtos sem glúten, farinha de arroz, creme de arroz, polvilho e fécula de batata.

Peixes

De acordo com o nutrólogo Carlos, não é porque você tem alergia a determinado peixe que terá alergia a todos os peixes. Por isso, sob orientação profissional, vale experimentar outros tipos. Mas, imaginando que eles seriam excluídos da dieta ou consumidos com menor frequência, o paciente deveria buscar outras fontes de ômega-3. "Exemplos são óleo de canola, óleo de soja, azeite de oliva, rúcula e espinafre", diz.

Crustáceos

A alergia a camarão, lagosta e outros crustáceos pode ser um problema em regiões do Brasil próximas ao litoral, em pessoas que se alimentam principalmente desse tipo de alimento. Entre os nutrientes mais relevantes desses alimentos está o zinco, o selênio e o iodo. Como nosso sal é iodado, é raro apresentar deficiência desse nutriente. Os demais podem ser obtidos em nozes, castanhas, milho, carne bovina, frango, arroz integral, feijão e leite.

Corantes

"Alergia a corantes não é comum, pois eles são incansavelmente testados antes de irem para o mercado", afirma o nutrólogo Carlos. Entretanto, Ana Paula Castro aponta que o vermelho carmin pode atuar como alérgeno. "Neste caso, verifique nos rótulos dos produtos a presença desse componente e evite o alimento", recomenda a alergista.

Milho

Como todo cereal, o milho é rico em carboidratos. Além disso, ele fornece boas quantias de vitaminas do completo B, vitamina E e fibras. Alimentos integrais, ovo, brócolis, fígado e verduras verde escuro podem fornecer esses nutrientes.

Fique atento a: pamonha, curau, bebidas alcoólicas e corantes amarelos.

Amendoim

A retirada do amendoim  da dieta não causa qualquer prejuízo, mas, de acordo com a nutricionista Ana Flávia, é possível ser alérgico ao amendoim e não apresentar qualquer reação a outros alimentos da mesma família que ele, como a castanha de caju.

Fique atento a: bombons de chocolate, confeitos, marzipã, nougat, paçoca e nozes.

10 profissões que mais engordam


Você está sentindo suas calças mais apertadas do que o habitual? Cuidado! Algumas profissões contribuem mais para o ganho dos quilos extras. É o que revela o estudo elaborado pelo site norte-americano CareerCast.

O levantamento, feito com mais de 5.700 trabalhadores, aponta que 44% dos profissionais disseram que ganharam peso em seu trabalho atual. Uma fatia de 26% dos trabalhadores aumentou mais de 10 quilos, outros 14% ganharam mais de 20 quilos. Apenas 16% disseram que perderam peso.

Algumas profissões tiveram maior incidência de trabalhadores relatando ganho de peso, levando em consideração os seguintes motivos para engodar:

Almoçar em frente ao computador (56%)

Passar o dia sentado (54%)

Comer para aliviar estresse (37%)

Almoçar fora com freqüência (23%)

Pular refeições por falta de tempo (19%)

As 10 profissões mais estressantes em 2011

No topo de ranking, com o título da profissão que mais engorda, está o cargo de agente de viagens. Em seguida, aparece advogados e juízes. Com a medalha de bronze estão os assistentes sociais.

 A seguir veja o ranking completo:

 1° Agentes de viagens

  2° Advogados e juízes

 3° Assistentes Sociais

 4° Professores

 5° Artistas, Designers e Arquitetos

 6° Assistentes Administrativos

 7° Médicos

 8° Policiais e Bombeiros

 9° Marketing e Relações Públicas

 10° Profissionais de Tecnologia da Informação

 E você, concorda com esta lista? Acha que tem outras profissões que também engordam? Deixe aqui sua opinião, seu comentário.

Fonte: Click Carreira

Como funciona a mente das pessoas deprimidas


 
Imagine uma situação desfavorável, como chegar atrasado a uma reunião de trabalho e levar uma bronca do chefe. No cérebro de uma pessoa normal a reação é ruim. No cérebro de uma pessoa deprimida ou vulnerável à depressão, este é o gatilho para pensamentos extremos, como "faço tudo errado" ou "sou um fracasso". Um novo estudo publicado no "Archives of General Psychiatry", chegou à assinatura no cérebro que demarca esse mecanismo de culpa.

— Há duas regiões importantes que têm funcionamento anormal em indivíduos que têm ou tiveram depressão: o córtex temporal anterior, que representa conceitos sociais e o córtex subgenual, que responde a um cenário de culpa. Nas pessoas deprimidas essas duas regiões se comunicam de forma ineficiente — explica o neurocientista Jorge Moll, do Instituto D'Or, um dos autores do estudo.

Numa situação de culpa, segundo ele, o cérebro dispara o alarme mas não comunica direito e o córtex anterior ativa conceitos sociais negativos, daí o pensamento extremo que leva o deprimido a se autoflagelar.

O estudo de imagem funcional envolveu 25 pacientes em remissão de depressão e 22 controles de mesmo sexo, idade e nível de escolaridade. Ao entrar no aparelho de ressonância magnética, os pacientes eram apresentados a várias frases sobre conceitos sociais e isso já gerava uma resposta no cérebro que resultava em imagens coletadas e processadas em formas de mapas de ativação e conectividade cerebral do quanto uma região estava relacionada à outra.


Maconha reduz espasticidade e sintomas de esclerose múltipla


Um estudo da Escola de Medicina de San Diego, da Universidade da Califórnia, com 30 pacientes adultos de esclerose múltipla, mostrou que fumar maconha pode ser eficiente contra a espasticidade, sintoma comum dessa doença neurológica, caracterizado pela rigidez muscular.

O grupo de controle que usou placebo também relatou percepção reduzida da dor, além de, a curto prazo, efeitos adversos cognitivos e aumento da fadiga. O estudo foi publicado nesta segunda-feira no "Canadian Medical Association Journal".

O grupo de pesquisadores coordenado pelo professor de neurociências Jody Corey-Bloom, diretor do Centro de Esclerose Múltipla da universidade, convidou aleatoriamente pessoas para participar do grupo de intervenção (que fumou maconha uma vez por dia durante três dias) e do grupo de controle (que fumou um placebo idêntico pelo mesmo período). Após um intervalo de 11 dias, os participantes trocaram de grupo.

—Achamos que os resultados da maconha foram melhores que do placebo para reduzir dor em pacientes em tratamento para espasticidade ou excessivas contrações musculares — disse Corey-Bloom.

Estudos anteriores sugerem que compostos ativos da maconha foram eficazes para tratar doenças neurológicas, mas a maioria desses estudos relatava a administração oral de canabinoides. Este estudo, no entanto, usou uma medição mais objetiva, uma modificação da escala de Ashford que gradua a intensidade de tônus muscular através de fatores como resistência motora e rigidez, por exemplo. Já a dor foi medida por uma escala visual análoga. Os pesquisadores também observaram a performance física e cognitiva.

Esclerose Múltipla atinge até quatro vezes mais as mulheres



A esclerose múltipla atinge cerca de 2,5 milhões de pessoas no mundo, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), sendo de três a quatro vezes mais mulheres. A atriz Cláudia Rodrigues, 38, integra esse grupo. A doença, diagnosticada há dez anos, fez com que interrompesse as gravações do programa global A Diarista, que voltaria às telinhas no primeiro semestre deste ano.

Outras celebridades acometidas são o ator americano Richard Pryor, que morreu em 2005 e fez o filme Cegos, Surdos e Loucos, e o inglês Clive Burr, ex-baterista da banda Iron Maiden. Alguns biógrafos de Santos Dumont acreditam que o pai da aviação também teve a patologia.

No Dia Mundial da Esclerose Múltipla (27 de maio), saiba 15 detalhes sobre ela, listados pelo neurologista Fernando Coronetti Gomes da Rocha, professor da Universidade Estadual Paulista (Unesp)/Botucatu. Confira:

1) A esclerose múltipla é uma doença inflamatória, degenerativa e sem cura, que compromete áreas do cérebro, nervo óptico ou medula espinhal. Há o aparecimento de diversos pontos de inflamação, que cicatrizam e ficam com consistência endurecida (esclerose = endurecimento), e perda da mielina (revestimento dos neurônios);

2) Os sintomas são variados, o que torna o diagnóstico difícil. Entre eles estão embaçamento da visão com dor ocular, visão dupla, vertigem (tontura giratória), neuralgia do trigêmeo (sensação de choque no rosto), fraqueza ou adormecimento em um ou mais membros, falta de coordenação nos movimentos, fadiga intensa, incontinência urinária, disfunção erétil, raciocínio lento;

3) Na forma mais comum da patologia (cerca de 85% dos casos), a remitente-recorrente, os sintomas neurológicos surgem e desaparecem em dias ou semanas espontaneamente ou com uso de corticoide. Ao longo do tempo, habitualmente após mais de dez anos, muitos pacientes não apresentam melhora completa após um surto, permanecendo com alguma sequela (forma secundariamente progressiva).

4) A enfermidade primariamente progressiva (10% a 15%) consiste em um déficit neurológico lentamente progressivo desde o início, como dificuldade para vagar, sem que haja surto. A manifestação mais rara é a progressiva com surtos. A pessoa tem uma lenta evolução dos problemas e, eventualmente, uma piora rápida ou um novo sintoma, sem recuperação completa do estado clínico anterior;

5) A esclerose múltipla, especialmente nas formas progressivas, evoluem de maneira que a pessoa possa apresentar dificuldade para andar, precisando de apoios (bengala, muletas ou andador). Uma situação de excesso de contração muscular, denominada espasticidade, também prejudica os atos de sair da cama, levantar-se ou caminhar. Alguns casos persistem com alterações da coordenação ou fraqueza, o que dificulta o dia a dia. Parte dos pacientes não consegue esvaziar adequadamente a bexiga, facilitando as infecções urinárias;

6) A ansiedade e a depressão têm sido cada vez mais observadas, não só como efeitos das lesões cerebrais, mas também secundárias à situação vivenciada pelo doente;

7) Ao que tudo indica, a patologia tem causas multifatoriais. Pessoas geneticamente suscetíveis apresentam um desequilíbrio no sistema imunológico, passando a formar anticorpos contra componentes do sistema nervoso central, especialmente a mielina. Vale ressaltar que tendência genética não significa que a doença seja hereditária. São raros os casos de repetição em uma mesma família. A esclerose múltipla é mais observada em alguns grupos (como descendentes europeus) e menos em outros (afro-descendentes);

8) É possível que fatores ambientais influenciem o seu desencadeamento. Sabe-se que crianças com menor exposição solar até os 15 anos mostram maior tendência de desenvolver a esclerose múltipla. Isso está relacionado à maturação do sistema imunológico por meio das radiações solares benéficas (sol do início da manhã ou final da tarde);

9) Outro possível gatilho que tem sido estudado é o contato com alguns vírus, provavelmente ao Epstein-Barr. Alguns autores levantaram a hipótese de que o excesso de limpeza e pouca exposição a antígenos ambientais (parasitas intestinais, por exemplo) também poderia facilitar o surgimento da enfermidade em quem tivesse propensão genética;

10) O diagnóstico é realizado por um neurologista, que procura descartar outras causas para os sintomas. Tem como auxílio exames, tais como de sangue e ressonância magnética do encéfalo e medula;

11) O tratamento dos surtos é normalmente realizado com corticoide intravenoso durante três a cinco dias, que proporciona uma recuperação mais rápida com retorno às atividades cotidianas. Há medicamentos para reduzir a frequência e a intensidade dos surtos, além de retardar a progressão da doença e aliviar incômodos (como fadiga, depressão, alterações urinárias e sexuais). A terapia com células-tronco ainda é experimental. É possível investir em fisioterapia, fonoaudiologia, terapia ocupacional;

12) Não existe cura, mas o acompanhamento adequado faz com que muitos consigam se manter ativos, sem restrições significativas;

13) Raramente, a esclerose múltipla é fatal. O que os médicos observam é que o paciente pode morrer por complicações secundárias (infecção urinária ou respiratória grave);

14) A esclerose múltipla costuma se manifestar dos 15 aos 60 anos. Alguns estudos demonstram que crianças com o problema costumam ter uma evolução mais intensa, por fatores desconhecidos;

15) Atinge três a quatro vezes mais mulheres que homens. Os motivos ainda não foram determinados.

Hipermobilidade articular podem causar sérios problemas de saúde



Você conhece alguém que tenha uma habilidade exemplar quando o assunto é flexibilidade? Essa pessoa pode fazer parte dos 30% da população que possuem a hipermobilidade articular.

Larissa Biazzi, 12 anos, possui enorme facilidade para se esticar e inclinar, mas o que ela não sabia era que esta habilidade poderia lhe trazer graves problemas de saúde. Desde pequena a menina sente fortes dores no joelho, pernas e articulações. A dona de casa Liana Biazzi, mãe da garota, procurou inúmeros médicos, de diversas especialidades e nenhum deles encontrou a solução para o problema. Seis anos depois de muita procura, a criança descobriu que suas dores estavam ligadas a hipermobilidade dos seus membros.

Larissa é vítima de um defeito genético dos tecidos moles, tais como tendões e ligamentos, que pode desencadear muitos outros problemas de saúde, como tendinites e bursites, lesões de ligamentos, desvio de coluna e até mesmo a incontinência urinária.

A fisioterapeuta Neuseli Marino Lamari, professora da Faculdade de Medicina de Rio Preto (Famerp) e autora de artigos sobre a hipermobilidade, explica que tal capacidade não é uma doença, mas um defeito genético dos tecidos que desencadeia a frouxidão das articulações corporais. Em uma pesquisa sobre o assunto, Neuseli levantou que grande parte das queixas de dores na coluna, no ombro, no joelho e muitas outras, entre trabalhadores de indústrias, são identificados casos de portadores de hipermobilidade. "Há muitas pessoas que procuram os consultórios reclamando de dores no corpo e o diagnóstico de hipermobilidade nunca foi feito. O ideal seria que em toda rotina de exame físico se incluísse o teste para detectar o portador. Mas este teste ainda é desconhecido pela maioria dos profissionais da saúde", disse a fisioterapeuta.

Para o diagnóstico é realizado um procedimento físico rápido e sem custo. O mais utilizado é o Método de Beighton, um exame simples e sem a necessidade de equipamentos, que vai apontar quais os pontos de elasticidade no corpo do paciente.

A hipermobilidade não tem cura. O paciente, portanto, deve tomar alguns cuidados para evitar complicações como não realizar tarefas com repetitividade, reeducar-se quanto à sua postura, evitar esportes de impacto e realizar exercícios especiais. As mulheres devem realizar, além das atividades tradicionais, exercícios para o fortalecimento da musculatura que sustenta a bexiga e o intestino.

Não há um consenso para quais os níveis ideais de flexibilidade para a saúde de um indivíduo. "O que podemos afirmar é que movimentos como tocar as mãos nos pés ao flexionar o corpo para a frente não é uma tarefa considerada normal. O esperado é que não se consiga", disse Neuseli.

Tratamento

O tratamento para a hipermobilidade corporal é rápido e fácil. Porém, deve ser iniciado na infância, antes do surgimento dos problemas. Neuseli explica que o diagnóstico precoce é uma das chaves para a solução. A fisioterapia auxilia o paciente na reeducação postural. "Nas primeiras sessões o paciente sai da clínica como se estivesse andando de joelhos. Mas, depois, com a continuação do trabalho, ele vai perceber o alinhamento correto", disse.

Brasileiros desconhecem que AVC é principal causa de morte no país




 Os brasileiros não têm consciência de que o AVC (Acidente Vascular Cerebral, também conhecido como AVE) é a principal causa de morte no Brasil, segundo uma pesquisa realizada pela Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) e a farmacêutica Bayer HealthCare. Os médicos, entretanto, alertam que é muito importante estar atento aos sintomas para receber tratamento o quanto antes e evitar grandes sequelas ou mesmo o óbito.

A pesquisa foi feita com sete mil participantes acima de 18 anos, em oito capitais (São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Belo Horizonte, Recife, Brasília, Curitiba e Porto Alegre). Segundo o levantamento, 72% dos entrevistados atribuem as principais causas de mortalidade no Brasil ao câncer, tabagismo ou acidentes de trânsito. Apenas 13% relacionam o AVC como principal causa de mortes no país.

Quando questionados sobre as principais causas de um derrame cerebral, a pressão alta liderou a opinião dos entrevistados, somando 33%. A obesidade também foi apontada como causa por 26% deles. O colesterol alto e a síndrome metabólica também foram bastante citados, com 16% e 10% respectivamente. Especialistas da Sociedade Brasileira de Cardiologia alertam que o resultado da pesquisa demonstra uma necessidade urgente de maior conscientização da população sobre a saúde cardiovascular e seus riscos.

Saiba se prevenir de um AVC

"Popularmente conhecido como derrame, o acidente vascular cerebral é uma alteração do fluxo de sangue no cérebro, que ocorre por falta ou extravasamento de sangue em alguma região do corpo", explica o neurologista André Lima, do Hospital Barra D'or, especialista em prevenção dessa doença.  

Especialistas explicam que é possível se prevenir de um AVC, já que a maioria dos fatores de risco para o quadro clínico pode ser evitada. "Quanto mais idade a pessoa tiver, maiores são as chances de derrame e, por isso, os cuidados devem ser redobrados", alerta o neurologista Maurício Hoshino, do Hospital das Clínicas e Santa Catarina. Conheça esses fatores e fique atento aos sintomas.

Especialistas explicam que é possível se prevenir de um AVC, já que a maioria dos fatores de risco para o quadro clínico pode ser evitada. "Quanto mais idade a pessoa tiver, maiores são as chances de derrame e, por isso, os cuidados devem ser redobrados", alerta o neurologista Maurício Hoshino, do Hospital das Clínicas e Santa Catarina. Conheça esses fatores e fique atento aos sintomas.

Pressão alta
A pressão alta ocupa o topo do ranking de maiores causas de acidente vascular cerebral. O neurologista André Lima explica que as paredes internas das artérias sofrem traumas por causa do fluxo do sangue mais forte. "Esses traumas formam pequenos ferimentos nas paredes, que podem obstruir a passagem do sangue (AVC isquêmico) ou romper a parede da artéria (AVC hemorrágico)", explica.  

Tabagismo
Substâncias do cigarro fazem com que a coagulação do sangue aumente. Com isso, o sangue fica mais grosso e fluxo nas artérias, por sua vez, fica prejudicado, aumentando as chances de um derrame. "Pessoas que fumam e usam contraceptivos orais têm riscos maiores ainda, pois os hormônios dos anticoncepcionais também interferem na coagulação sanguínea", explica André Lima.  

Diabetes
O excesso de glicose no sangue - característica do diabetes - aumenta a coagulação do sangue e o deixa mais viscoso. "Isso diminui o fluxo de sangue das artérias e pode levar a um AVC", conta André Lima.  

Colesterol alto
O excesso de colesterol no sangue aumenta o espessamento e endurecimento das artérias. "Placas de colesterol e conteúdos gordurosos se depositam lentamente na artéria, fazendo com que ela se feche aos poucos e impeça a passagem de fluxo sanguíneo", explica Maurício Hoshino. Esse processo provoca arteriosclerose - endurecimento das artérias - e prejudica a oxigenação do cérebro, aumentando o risco de AVC.  

Conheça os sintomas

Quem sofrer um AVC do tipo isquêmico (com incidência três vezes maior que o tipo hemorrágico) tem até quatro horas e meia para ser socorrido e reduzir o risco de sequelas ou risco de morte, como explica o neurologista Maurício Hoshino. "É possível perceber os sintomas através da sigla SAMU, que significa dar um Sorriso, para verificar desvios na boca; tentar dar um Abraço, para ver se há dificuldade de levantar os braços e tentar cantar uma Música, para ver se há dificuldade de fala e processamento do cérebro", conta.