3 fatores que causam dor de cabeça (e você nem imagina!)




Bom, vamos lá: você já descartou fatores comuns, como noite maldormida, estresse, TPM (Tensão pré-menstrual), gripe ou refriado, exposição excessiva ao sol ou muito barulho? Se a resposta foi sim, saiba que outras possibilidades – nada convencionais – podem provocar o problema, que simplesmente afeta 40% da população. A melhor forma de amenizar ou até mandar embora este incômodo é saber as razões que o fazem aparecer.

Procure um dentista já!
Ao mastigar alimentos (mesmo o mais molinhos), você sente algum desconforto? Acorda no meio da noite com dor na região entre a bochecha e o ouvido? Desperta com cefaleia? Alguém já disse que você faz "barulhinhos" estranhos com a boca enquanto dorme? "Pois é, todos esses são sintomas da disfunção da ATM (a sigla significa articulação temporomandibular), estrutura responsável pelos movimentos da mastigação, fala e bocejo", explica o cirurgião dentista Rodrigo Guerreiro Bueno de Moraes.

O que é: A disfunção acontece porque há algo errado, que pode ser na articulação, nos ligamentos, músculos da mastigação, ossos, dentes (ausentes, desgastados ou desalinhados). Segundo a cirurgião dentista Juliana Mestrich Motta, pode ser resultado de fechamento ruim ou defeituoso dos dentes, hábitos como morder objetos estranhos, roer unhas e mastigar muito chiclete por forçar a mandíbula. "Além de ranger os dentes ou apertá-lo, estresse, depressão ou eventos traumáticos", completa a dentista.

Resultado final: "O incômodo acontece porque há uma sobrecarga dos músculos da mastigação e aí isso acaba refletindo em dores de cabeça, olhos, pescoço e costas", alerta Juliana.

Marque uma consulta: Se sente dor de cabeça frequente junto com estalos ao abrir e fechar a boca, sensação de zumbido ou dor no ouvido, tontura, limitação na abetrura da boca, dificuldade para mastigar alimentos ou desgastes nos dentes deve suspeitar que sofre de disfunção de ATM e procurar um dentista. Ele vai fazer uma investigação dos hábitos diários e verificar se há falhas ou trincas no dentes e até solicitar exames radiográficos.

A solução: Para amenizar a dor aguda, são recomendados medicamentos anti-inflamatórios, relaxantes musculares, massagens e alongamento (para desativar os pontos de tensão da musculatura da mastigação). Juliana diz ainda, que dependendo da causa e da intensidade da dor, indica-se aparelhos ortodônticos, fisioterapia e/ou até intervenção cirúrgica para ajustar a mordida. "Mas o maior tratamento é o uso diário da placa (de acrílico ou silicone, chamada de miorrelaxante) que deve ser confeccionada em consultorio odontológico", destaca a dentista.

Atenção com a sua postura
Ficar com a coluna retinha não ajuda apenas a ter uma boa aparência ou melhorar o caimento do vestido. Ela ainda contribui para a prevenção de dores de cabeça, acredita?

Como acontece: A fisioterapeuta Adriana De Bortoli diz que quando há uma alteraç?o na postura, normalmente a cabeça se projeta para frente e a musculatura da parte superior das costas tem que realizar um trabalho extra para manter esta posição. A sobrecarga desta musculatura provoca contraturas dolorosas, fadiga local e pode causar a tão incômoda cefaleia. "As pessoas não imaginam que ficar com a coluna desconfortável e, principalmente, estática com a região do pescoço e ombros pode ser uma das principais causas de dor de cabeça", alerta o presidente da Associação Nacional de Medicina do Trabalho (Anamt), Carlos Campos.

O que fazer: Corrigir a postura, seja sentada ou deitada, vendo tevê ou lendo. "Dê uma pausa para se alongar e mudar um pouco de posição", recomenda Adriana. E, mesmo durante a prática esportiva, fique com as costas retinhas para não sobrecarregar a coluna, sentir menos dor e render mais no exercício.
* Outra dica é utilizar um travesseiro que apoie o pescoço em posição de 90º com o ombro.
* "Se fica na frente do computador, arrume o monitor em uma posição em que seu olhar fique reto em relação a tela, nem tão baixo, nem tão alto que a obrigue flexionar o pescoço", explica Carlos. Se preciso, use um apoio (feito de madeira, revistas ou plástico resistente) para conseguir a posição ideal, ainda mais se passa horas em frente à tela.

Cuidado com a visão
Agora se junto com aquela dorzinha de cabeça, você sente dificuldade para ler, assistir a um filme ou conferir um outdoor na rua, vale a pena consultar um oftamologista.

Como funciona: "Miopia, astigmatismo e especialmente hipermetropia e vista cansada são os recordistas causadores de dor de cabeça", ressalta o presidente do Hospital Oftalmológico (HOB), de Brasília, Canrobert Oliveira. O médico destaca que quem é míope costuma apertar os olhos para enxergar melhor. Já quem tem hipermetropia ou vista cansada e não procura o médico força muito os músculos do olho. Tais "efeitos colaterais", por tempo prolongado, causam fadiga, lacrimejamento, vermelhidão dos olhos e das pálpebras e, claro, dor de cabeça.

A solução: O melhor é corrigir o problema de visão com óculos, lentes de contato ou até a cirurgia, dependendo do caso. Por isso, é importante consultar o médico para exames de vista regularmente.

>>>> Um lembrete: repare nos acessórios
Pode parecer frescura, mas fique atenta se sente que a cabeça dói ao usar tiaras, arcos, presilhas ou rabo de cavalo. Trata-se da dor de cabeça por compressão externa, comum nas adeptas do uso de acessórios de cabelo, e que pode desencadear, até mesmo, uma crise de enxaqueca em quem sofre da doença.

Como cuidar: O neurologista Abouch Krymchantowski explica que isso ocorre por causa da pressão nos nervos da região por acessórios que apertam a cabeça. "A melhor maneira de evitar a dor é parar de usar ou procurar adereços mais largos. Se isso não for possível, é importante pelo menos retirar a cada tempo de uso. Já nas pessoas em que o acessório inicia uma crise de enxaqueca, é preciso tratar com medicamentos", recomenda Abouch.

Por Fernanda Iarossi

Mulheres com rugas são mais propensas a ter ossos frágeis


Quantidade e profundidade das rugas pode ser indicativo de problemas ósseos Foto: Getty Images

As rugas são sinais de que o tempo está passando e, para mulheres na menopausa também são um alerta de que os ossos podem estar enfraquecendo. Pesquisadores da Universidade de Yale apresentaram um estudo no encontro anual da Sociedade de Endocrinologia, na qual constataram que mulheres com rugas profundas apresentam menor densidade óssea e maior risco de fraturas, como divulgou o Daily Mail nesta segunda-feira (6).

A descoberta colaboraria para reduzir a quantidade de exames caros que são requeridos para checar qual o tamanho do risco de problemas ósseos nas mulheres. Lubna Pal, chefe da pesquisa destacou: "em mulheres na menopausa a aparência da pele pode oferecer uma ideia da saúde do esqueleto, uma relação que nunca foi descrita anteriormente e que pode detectar os riscos apenas ao olhar para a paciente, reduzindo custos com exames".

Durante os estudos, foram analisadas mulheres que não haviam passado por procedimentos estéticos. As profundidade e a quantidade de rugas na face e no pescoço foram estudadas e comparadas com ultrassons para checar a densidade óssea, assim como a firmeza da pele na testa e nas bochechas. Lubna Pal disse que o resultado da pesquisa explica que pele e ossos são constituídos pelos mesmos blocos de proteínas, o colágeno, e a produção destas proteínas decai com a idade.

Muitas mulheres em todo o mundo sofrem com osteoporose e fraturas no quadril e na cabeça do fêmur, que acabam tornando-as incapacitadas, sendo que alguns idosos acabam tendo fraturas consideradas fatais.

Suplementos de cálcio aumentam risco de infarto


Suplementos com cálcio podem ser prejudiciais à saúde Foto: Getty Images

Suplementos de cálcio aumentam em 86% o risco de infarto e devem ser usados "com precaução", segundo um relatório publicado nesta quarta-feira no "British Medical Journal". Uma alimentação rica em cálcio não significa "nenhum benefício cardiovascular significativo, já os suplementos de cálcio podem aumentar o risco de um ataque do coração e devem ser tomados com precaução", alertou em seu artigo a pesquisadora Sabine Rohrmann, da Universidade de Zurique, na Suíça

Os suplementos de cálcio, que costumam ser recomendados para prevenir a osteoporose em idosos e mulheres na menopausa, também aumentam o risco de apoplexias e de mortes causadas por problemas coronarianos. O estudo foi feito realizado em Heidelberg, Alemanha, com 24 mil pessoas entre 35 e 64 anos.

Durante onze anos, os pesquisadores contabilizaram 354 infartos, 260 apoplexias e 267 mortes por estas doenças. O risco de sofrer um infarto foi 86% maior entre pessoas que consumiam suplementos de cálcio regularmente.

Além disso, os participantes que tomaram mais de 1.100 miligramas diárias de cálcio não experimentaram nenhum benefício para sua saúde cardíaca e seu risco de infarto foi 31% maior em relação aos que ingeriram uma quantidade moderada, de 820 miligramas.

Os especialistas indicaram que o cálcio procedente de uma dieta equilibrada é ingerido em pequenas quantidades ao longo do dia, o que facilita sua absorção pelo organismo, enquanto os suplementos provocam aumentos bruscos dos níveis do elemento no sangue.

O pesquisador Ian Reid, da Universidade de Auckland, na Nova Zelândia, afirmou na revista que o cálcio deveria voltar a ser um mineral presente numa "dieta equilibrada e não uma panacéia barata para o problema universal da osteoporose na menopausa".

Doenças da tireoide são 8x mais comuns em mulheres



As doenças da tireoide, como hipertiroidismo ou hipotiroidismo, são oito vezes mais comuns em mulheres que em homens, segundo a Federação Internacional da Tireoide. Nesta sexta-feira, Dia Internacional da Tireoide, a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia do Rio (Sbem-RJ) alerta para alguns sinais do desequilíbro desta glândula, responsável pela produção de hormônios como a tiroxina e a triodotironina, fundamentais para o bom funcionamento de órgãos importantes, como coração, cérebro, fígado, rins e pele.

— Na infância ela regula o crescimento e o desenvolvimento, mais tarde é importante para o desenvolvimento da puberdade. E durante toda nossa vida é responsável pelo funcionamento dos nossos órgãos — explica a presidente da SBEM-RJ, Vivian Ellinger.

Sintomas de hipotiroidismo, quando a falta de hormônios tiroideanos faz tudo funcionar lentamente: cansaço, ganho de peso, queda de cabelo, rosto e olhos inchados, sonolência, fraqueza muscular e cãimbra, depressão, pele e cabelos secos, intolerância ao frio e prisão de ventre, entre outros.

Sintomas de hipertiroidismo, quando o excesso do hormônio da tireóide faz o organismo funcionar de forma acelerada e exagerada: irritabilidade ou nervosismo excessivo, dificuldade de subir escadas, calor excessivo, aumento da glândula tireóide, protusão dos olhos, insônia, taquicardia, perda de peso, intestino solto e tremores nas mãos.

O diagnóstico dos dois casos pode ser feito através dos exames de sangue TSH e T4 e o tratamento pode incluir comprimidos, cirurgia ou iodoradiativo.

Tipo de arritmia cardíaca é maior causa de AVC



Você já apalpou o seu pulso para saber como estão os seus batimentos cardíacos? Esta simples medida, recomendada pela Sociedade Brasileira de Cardiologia, pode ajudar a identificar sinais de que algo vai errado quando as batidas do coração estão irregulares ou até prevenir um derrame cerebral. A fibrilação atrial — tipo de arritmia que acontece quando o átrio deixa de contrair, acumula sangue e forma coágulos — é uma das principais causas do acidente vascular cerebral (AVC), mas a população não sabe disso. É o que revela uma pesquisa, feita em abril, em capitais como São Paulo e Rio de Janeiro, com 7 mil brasileiros, com o apoio da Sociedade Brasileira de Cardiologia.

O estudo revelou que 33% acreditam que a principal causa de AVC é a pressão alta. A obesidade também foi apontada como causa por 26% dos entrevistados, seguida pelo colesterol alto, com 16%.

— A pesquisa nos mostra o quanto a população está desinformada sobre as doenças do coração — afirmou o cardiologista Jadelson Andrade, presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia.

A fibrilação atrial atinge cerca de 1,5 milhão de homens e mulheres no país. Os tratamentos vão desde o uso de anticoagulante até a intervenção cirúrgica. E a prevenção pode ser feita com idas regulares ao médico.

Os AVCs causados pela fibrilação atrial são mais graves porque este tipo de arritmia atinge grandes áreas do cérebro.

— É praticamente um chuveiro de coágulos — alerta, Jadelson Andrade, que diz que pacientes com este tipo de arritmia cardíaca têm cinco vezes mais probabilidade de ter um AVC.

A pesquisa revelou ainda que 71% não sabem o que é uma fibrilação atrial e apenas 16% souberam relacioná-la a um tipo de alteração do ritmo do batimento do coração.

Entre os fatores de risco para desenvolver a arritmia, 32% não souberam apontar nenhuma causa específica enquanto 16% relacionam à obesidade. E 15% acreditam que o fato está ligado ao sedentarismo.

O levantamento, realizado pela Bayer HealthCare, ouviu homens e mulheres em São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Porto Alegre e Distrito Federal.

- O que chama a atenção é o fato de 72% afirmarem que é possível prevenir doenças cardiovasculares, mas não sabem como tratar - comentou o médico Ricardo Pavanello, supervisor de cardiologia clínica do Hospital do Coração de São Paulo.Houve quem respondesse repouso, transfusão de sangue e até transplante de coração como tratamentos dessa arritmia.

Anticoagulantes

Apesar das diferentes estratégias de tratamento para controlar este tipo de arritmia cardíaca, um posicionamento recente da Sociedade Europeia de Cardiologia (European Society of Cardiology) mostra que a terapia com o uso de anticoagulante é ainda a mais eficaz na redução da mortalidade relacionada à fibrilação atrial. Hoje, existem os medicamentos como a varfarina e a rivaroxabana - aprovada recentemente no Brasil pela Anvisa.


Manifestações clínicas do desvio do septo nasal



O septo nasal é a estrutura que separa o lado esquerdo do lado direito do nariz. É uma estrutura firme e flexível e encontra-se coberto por uma mucosa ricamente vascularizada. Idealmente, o septo nasal deve situar-se exactamente no centro, tendo lados esquerdo e direito do nariz dimensões idênticas. No entanto, em cerca de 80% das pessoas o septo nasal está ligeiramente descentrado, embora a maior parte delas nunca chegue a notá-lo. Menos frequentemente, o septo encontra-se mais significativamente descentrado sendo esta situação denominada um desvio do septo nasal.

Nas pessoas com um desvio do septo, um dos lados do nariz apresenta-se mais amplo do que o normal, enquanto o outro é mais estreito. Isto altera o padrão do fluxo de ar no nariz e, por vezes, o lado mais estreito fica bloqueado. Em alguns casos, as aberturas dos seios perinasais podem estar obstruídas, o que pode desencadear uma infecção destas cavidades (rinosinusite) crónica (prolongada) ou que recidiva com frequência. As alterações no padrão do fluxo de ar no nariz podem fazer com que a mucosa que reveste o septo nasal se torne seca e com fissuras o que pode causar epistáxis (hemorragias nasais) frequentes.

Os sintomas de um desvio do septo nasal podem incluir:
  • Obstrução de uma ou de ambas as narinas
  • Congestão nasal (nariz entupido), por vezes apenas de um lado
  • Hemorragias nasais frequentes
  • Infecções frequentes dos seios perinasais (rinosinusites)
  • Dores na face, dores de cabeça e corrimento nasal posterior
  • Respiração ruidosa durante o sono nos bebés e nas crianças mais jovens.

Em alguns casos, uma pessoa com um desvio ligeiro do septo nasal apresenta sintomas apenas quando tem uma constipação ou outra infecção respiratória alta. Nestas pessoas, a infecção respiratória causa edema (inchaço) da mucosa nasal, o que agrava os problemas do fluxo de ar. Nestes casos mais ligeiros, quando a constipação desaparece os sintomas de desvio do septo nasal desaparecem igualmente.

Médicos ortomoleculares defendem terapias antienvelhecimento



O número de estudos científicos levados em conta para elaborar a resolução publicada ontem pela Sociedade Brasileira de Geriatria é um dos principais alvos de críticas dos adeptos da medicina antienvelhecimento e dos especialistas em ortomolecular.

"Fazer um trabalho com só 164 referências bibliográficas num mundo que tem milhões de referências é um abuso à inteligência das pessoas. Se eu entrar na internet e quiser escolher 164 referências ruins sobre tratamentos geriátricos, vou encontrar também", afirma Efrain Olszewer, clínico-geral e um dos precursores da ortomolecular no país.

O mesmo ponto foi levantado por Edson Luiz Peracchi, presidente da Academia Brasileira de Medicina Antienvelhecimento. Ele lembra que, em 2010, o Conselho Federal de Medicina publicou normas para as práticas da ortomolecular, que incluem a prescrição de suplementos de vitaminas, minerais e hormônios em caso de deficiência.

"Esse assunto já foi discutido, a normalização científica já existe. Tentar negar a importância de suplementos de vitaminas e minerais chega ao absurdo."

Para ele, a publicação dessa resolução agora é "falta de assunto". "Isso é para gerar constrangimento ao exercício profissional, assustar médicos menos avisados. É uma forma de terrorismo mental."

Olszewer, especialista em ortomolecular, diz que a geriatria tem estado "estacionada" nos últimos anos e muitos profissionais passaram a praticar a ortomolecular. "Isso cria incômodo."

Segundo ele, no entanto, o rótulo "antienvelhecimento" não é adequado e acaba usado como chamariz. "O que existe é melhorar a qualidade de vida. O único tratamento antienvelhecimento que eu conheço é morrer jovem."

Doença celíaca: siga oito cuidados além da restrição ao glúten



Uma vez que o glúten é totalmente banido da alimentação, a pessoa com doença celíaca terá uma vida saudável e livre de complicações. Parece simples, mas na prática isso nem sempre acontece. "Cerca de 30% dos celíacos que frequentam o nosso serviço afirmam que fogem da dieta algumas vezes", conta a gastroenterologista Vera Lúcia Sdepanian, coordenadora do ambulatório de celíacos da Escola Paulista de Medicina da Unifesp.

A médica também conta que há milhares de pessoas que têm algum grau de intolerância ao glúten e não sabem, por não terem sintomas muito intensos ou por não procurarem ajuda médica. A presença de glúten no organismo de quem é intolerante pode provocar desde diarreia até anemia e infertilidade. Aproveite o Dia Internacional do Celíaco, 20 de maio, e fique de olho nos principais cuidados com a saúde e passe longe das complicações listadas por especialistas. 


Paciente internado - Foto: Getty Images

Câncer e diabetes

"Quando a pessoa tem doença celíaca, o organismo reage ao glúten formando substâncias nocivas que atrofiam a mucosa intestinal", explica o gastroenterologista Eduardo Berger, do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos. Se a pessoa continuar a ingerir glúten, essa atrofia ganha tanta intensidade que pode prejudicar diversas outras funções do organismo e favorecer a ocorrência de outras doenças, como câncer, diabetes e problemas na tireoide.

"O paciente que não segue a restrição ao glúten tem três vezes mais chances de desenvolver Linfoma não-Hodgkin, câncer que afeta o sistema linfático", afirma Vera Lúcia Sdepanian. Os riscos de câncer de intestino são ainda maiores. Portanto, é importante consultar o médico sobre a necessidade de realizar colonoscopia e outros exames que possam detectar neoplasias.

Casal com problemas para engravidar - Foto: Getty Images

Infertilidade

A relação entre doença celíaca e infertilidade é comprovada por estudos. "Ainda não se sabe a causa direta disso, mas acreditamos que possa ser a ação das citocinas - substâncias químicas que podem lesionar as células - ou a falta de absorção de ácido fólico", afirma a gastroenterologista Vera Lúcia. Se a pessoa realmente excluir o glúten da dieta, não terá problemas de fertilidade. Se houver deslizes, entretanto, é importante consultar um médico para realização de exames.  

Médico examinando exame - Foto: Getty Images

Osteoporose

Vera Lúcia Sdepanian explica que a perda de massa óssea não ocorre somente pela dificuldade de absorção de cálcio. "As citocinas, que são produzidas no intestino como resposta imunológica ao glúten, podem agir nos ossos fazendo com que eles percam mais massa óssea do que produzam", explica a gastroenterologista da Unifesp. Por isso, tanto pessoas que demoraram muito para descobrir que tem doença celíaca quanto pacientes que não restringem o glúten precisam ficar atentos à ocorrência de osteoporose.

Carne e folhas escuras - Foto: Getty Images

Anemia ferropriva

Quanto o intestino está atrofiado pelas substâncias químicas que reagem ao glúten, tem dificuldade de absorver nutrientes, incluindo ferro, podendo desencadear uma anemia. "O combate a esse problema tem que ser feito com a exclusão do glúten e com uma alimentação equilibrada e rica nesses nutrientes que faltam ao organismo, como carne vermelha e folhas escuras", afirma o gastroenterologista Celso Mirra, membro da Federação Brasileira de Gastroenterologia.  

Verduras e frutas são fontes de nutrientes - Foto: Getty Images

Falta de nutrientes

Além de cálcio, vitamina B12 e ferro, o intestino de quem tem doença celíaca e consome glúten pode ter dificuldade de absorver diversos outros nutrientes importantes, como vitamina D e K. ?Essas deficiências podem causar anemia macrocítica (deficiência da vitamina B12 e de ácido fólico), déficit de fixação de cálcio e problemas de coagulação no sangue, entre outras complicações?, alerta Celso Mirra. Em alguns casos, o gastroenterologista Eduardo comenta que é preciso entrar com suplementação além da restrição ao glúten em pessoas que demoraram a ser diagnosticadas. 

Copo de leite - Foto: Getty Images

Intolerância à lactose

De acordo com o nutrólogo Andrea Bottoni, coordenador da equipe de nutrologia do Hospital Vila Lobos, se o intestino estiver muito afetado pela reação ao glúten pode desenvolver aos poucos uma intolerância à lactose. Isso agrava os sintomas da doença celíaca, como flatulência e diarreia. "Para tratar, é preciso excluir tanto a lactose quando o glúten da dieta em um primeiro momento, podendo voltar a ingerir a lactose após a mucosa intestinal se recuperar", explica o médico.  

Mulher na farmácia verificando medicamento - Foto: Getty Images

Cuidado com medicamentos

"Há uma lei desde 2003 para que todos os medicamentos que possuem glúten apresentem no rótulo o alerta para quem tem doença celíaca", afirma a gastroenterologista Vera Lúcia. Ela explica que o glúten pode estar presente no excipiente do remédio, ou seja, na parte que ajuda dar massa ou volume à medicação. "Apesar de serem poucos os medicamentos que possuem glúten, é preciso ficar sempre de olho nos rótulos antes de ingeri-los", recomenda a especialista. 

Mulher segurando amostra de sangue para exame - Foto: Getty Images

Exames periódicos

Celso Mirra conta que é preciso fazer - pelo menos uma vez por ano - uma consulta ao médico para realizar exames rotineiros e testes sanguíneos específicos da doença celíaca. "Quando o quadro clínico e laboratorial estiver normalizado, em geral após dois anos, serão feitos os exames de endoscopia e biópsia duodenal", comenta.

O médico da Sociedade Brasileira de Gastrenterologia também recomenda o acompanhamento constante de um nutricionista e, se necessário, um psicólogo para ajudar a seguir a restrição total de glúten. "Esse tratamento rigoroso é fundamental para evitar que a doença se torne muito grave e cause as mais diversas complicações", adverte.

A dor como ela é



Quem quer pensar em algo que nos faz sofrer? Felizmente, cientistas encararam o desafio e fizeram descobertas que podem ajudar você a se sentir muito melhor
Cristina Nabuco e Nicholle Johnson

"Todo mundo é capaz de dominar uma dor, exceto quem a sente", escreveu William Shakespeare. No que se refere à saúde, a mulher brasileira parece discordar do dramaturgo inglês. Ela sente e suporta a dor — mais do que deveria. Uma pesquisa feita em 2008 pela Pfizer e pelo Ibope com 1,4 milhão de pessoas constatou que 93% das entrevistadas já tiveram cefaleias, 65% sofreram com a coluna e 56% padeceram de cólicas menstruais. A maioria das mulheres (69%) só procura o médico quando o incômodo vai de moderado a intenso. Até lá, engole uma pílula, faz compressas e lança mão de outras receitinhas da vovó.

A demora em buscar ajuda pode custar caro. "O propósito da dor é chamar sua atenção de modo que você conserte um problema", afirma Scott M. Fishman, chefe da divisão de medicina da dor da Universidade da Califórnia, nos EUA. Seja sob a forma de perfuração, queimação, compressão, seja sob a forma de choques, o incômodo tem um papel a cumprir. Trata-se de um alarme tão importante que foi alçado pela OMS à condição de quinto sinal vital — aquele que deve ser checado pelo médico para atestar a boa saúde. Por isso também caiu por terra a lenga-lenga de que é preciso engolir o choro. Ao ignorar o sintoma, corre-se o risco de deixar passar batido doenças que seriam controladas mais facilmente se apanhadas no início. Embora a ciência engatinhe para desvendar suas origens e a maneira como seus impulsos são processados no cérebro, os tratamentos evoluíram muito. Confira as últimas descobertas antes de esquentar a bolsa de água quente.

NUANCES PESSOAIS

A ciência confirma: você não está com frescura se sofre para depilar a axila, enquanto suas amigas não se importam com isso. "Imagens obtidas por ressonância magnética mostram que, se alguém diz que algo dói, de fato dói", afirma Michael S. Gold, professor de medicina da Universidade de Pittsburgh, nos EUA. Um dos responsáveis por essa diferença é o DNA. "Pesquisas em animais mostram que a carga hereditária influencia a percepção de 30 a 75%", diz Jeffrey S. Mogil, especialista em genética da dor na Universidade McGill, no Canadá. Então, se sua mãe grita ao bater o dedão no pé da mesa, é provável que você reaja do mesmo modo. Fatores psicológicos também contam. Pesquisadores da Universidade Wake Forest, nos EUA, testaram o peso da expectativa: voluntários avisados de que sentiriam um leve desconforto relataram menos sofrimento em comparação aos alertados para se prepararem para o pior. A diferença foi de 28%, semelhante ao alívio produzido por analgésicos potentes.

ALARME QUEBRADO

Uma dor é chamada de crônica se persiste por mais de três meses, como se o alarme que deveria soar só em emergências quebra e não desliga. Submetido a estímulo prolongado, o sistema se desgasta. Nervos projetados para conduzir outros impulsos sensoriais são recrutados, de modo que o tormento continua mesmo na ausência do estímulo. Em casos de martírios ininterruptos, seu corpo envia sinais reais, que, além de aumentar as chances de depressão, agridem a mente. Uma pesquisa do Journal of Neuroscience constatou que o cérebro de pessoas com sofrimento crônico nas costas tinha até 11% menos massa cinzenta em comparação aos que estavam livres do tormento. A explicação provável: os neurônios requisitados são tão exigidos que morrem mais cedo.

TOMANDO PARTIDO

Quem já cuidou de namorado gripado jura que as mulheres são mais resistentes à dor. Mas, de acordo com a Associação Internacional para o Estudo da Dor, é o contrário: o sexo feminino possui menor tolerância a esses estímulos. "Na mulher, o incômodo é mais intenso, recorrente, dura mais tempo e responde menos a analgésicos", diz a anestesista Fabíola Peixoto Minson, coordenadora da equipe de tratamento de dor do Hospital Albert Einstein, em São Paulo. Dores na face, pescoço, ombros, joelho e costas atingem 1,5 mulher para cada homem; na enxaqueca, a proporção é 2,5 para 1, e na fibromialgia, de 4 para 1. Nós representamos 72% dos sofredores crônicos. Os hormônios contribuem para a diferença entre os sexos e nós somos mais sensíveis na segunda metade do ciclo menstrual. Por isso, evite marcar o dentista e a depilação nesse período. E, quando as dores persistirem, considere procurar um centro especializado. "Às vezes, não é possível zerar a dor", diz Fabíola Minson. "Mas o incômodo pode ser aliviado." Abrir o jogo com o médico não faz de você uma covarde. Trata-se de uma estratégia inteligente de saúde para o século 21.

Desrespeitar relógio biológico causa fadiga e obesidade


A falta de sincronia entre o relógio biológico e a rotina corrida pode levar a uma síndrome chamada de jet lag social Foto: Getty Images

A falta de sincronia entre o relógio biológico e a rotina corrida pode levar a uma síndrome chamada de jet lag social, em referência à fadiga, insônia e irritação causados por viagens entre os diferentes fusos horários.

A vida fora do ritmo natural pode estar por trás de problemas do sono, da epidemia de obesidade e de maus hábitos, como fumar e beber, segundo pesquisa liderada por Till Roenneberg, da Universidade de Munique, na Alemanha. Os dados são do jornal Daily Mail.

Roenneberg explicou que o relógio interno do ser humano é regulado pela luz do dia e pela escuridão para fornecer o tempo ideal de dormir e acordar. "Na sociedade moderna, nós escutamos aqueles relógios cada vez menos devido à discrepância crescente entre o que o relógio do corpo nos diz e o que o chefe nos diz."

Para chegar a essas conclusões, a equipe contou com um vasto banco de dados e pretende gerar um mapa mundial do sono. Entre as dicas que colaboram na luta contra a síndrome estão passar mais tempo ao ar livre ou, pelo menos, sentar em locais próximos a janelas. Quem não investe nas medidas acaba enfrentando cansaço durante o dia e dificuldade para adormecer à noite.

"Acordar com um despertador é uma faceta relativamente nova de nossas vidas", afirmou Roenneberg. "Isso significa que não temos dormido o suficiente e essa é a razão pela qual estamos cronicamente cansados. Ter uma boa noite de sono e dormir o suficiente não são desperdício de tempo, mas garantia de melhor desempenho no trabalho e mais diversão com os amigos e familiares durante as folgas", acrescentou.

Investimento brasileiro em saúde fica abaixo da média mundial, diz OMS



Um relatório publicado nesta quarta-feira (16) pela Organização Mundial da Saúde (OMS) revelou, entre outros aspectos, que o investimento em saúde cresceu na última década em todo o mundo, inclusive no Brasil.

Os investimentos do governo por habitante praticamente triplicaram no período. O dinheiro gasto pelos cofres públicos no setor para cada brasileiro saltou de US$ 107 (R$ 214, na conversão atual) por ano, em 2000, para US$ 320 (R$ 640), em 2009.

No mundo todo, o investimento estatal quase dobrou. Em 2000, os governos gastavam, por ano, em média US$ 280 (R$ 560), e em 2009, destinavam US$ 549 (R$ 1.098) por habitante.

Portanto, os investimentos do governo no Brasil cresceram mais rápido que no mundo como um todo, mas ainda não atingiram a média global.

Em comparação com os demais países de renda médio-alta, o governo brasileiro investe acima da média. Nesse grupo, do qual o Brasil faz parte, o investimento médio anual do governo por habitante passou de US$ 55 (R$ 110) em 2000 para US$ 177 (R$ 354) em 2009.

Considerando todos os gastos com a saúde, não apenas os governamentais, cada brasileiro tem US$ 734 (R$ 1.468) por anos para tratar a saúde. No mundo, a média anual é de US$ 900 (R$ 1.800).

Isso quer dizer que os gastos do governo brasileiro correspondiam a apenas 43,6% do dinheiro gasto com saúde em 2009. Na média mundial, esse número é de 59,1%.

A OMS considera impossível assegurar o acesso de todos aos cuidados mínimos de saúde com menos de US$ 44 (R$ 88) por habitante ao longo de um ano, independentemente da origem do dinheiro. Em 2009, 29 países estavam abaixo desse número. Em Luxemburgo, país com maior investimento, o gasto anual por habitante é foi de US$ 8.292 (R$ 16.584).

Tecnoestresse causa ansiedade e depressão em jovens



Pesquisar no Google, mandar um torpedo pelo celular, atualizar o Twitter e postar fotos no Facebook são algumas atividades que crianças e adolescentes são capazes de executar --todas praticamente ao mesmo tempo.

Até aí, nada de surpreendente, afinal estamos falando dos nativos da "geração digital" para quem o e-mail já é uma antiguidade. Mas nem mesmo esses seres multitarefa passam incólumes por tanta conectividade e tanta informação.

O impacto dessa avalanche se reflete não apenas em aumento de riscos para a segurança dos jovens, temidos pelos pais, como também pode afetar seu desenvolvimento social e psicológico.

Ao lado de ameaças que são velhas conhecidas, como pedofilia e obesidade, surgem outras: ciberbullying, "sexting", "grooming" e tecnoestresse (veja no infográfico o significado das expressões).

O tal do tecnoestresse é causado pelo uso excessivo da tecnologia e provoca dificuldade de concentração e ansiedade. O jovem tecnoestressado também pode tornar-se agressivo ao ficar longe do computador.

Segundo o neurologista pediátrico Eduardo Jorge, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro, pesquisas já associam overdose de tecnologia com problemas neurológicos e psiquiátricos.

"Estão aumentando os casos de doenças relacionadas ao isolamento. A depressão é a que mais cresce."

O neurologista também diz que há uma incidência maior do transtorno de deficit de atenção entre adolescentes aficionados por computador.

"Não é fácil de diagnosticar. Os pais não acham que o filho tem dificuldade de concentração porque ele fica parado no computador."

Outro risco é a enxaqueca. "Essas novas telas de LED são um espetáculo, mas têm um brilho e uma luminosidade que fazem com que aumentem tanto o número de crises de enxaqueca como a intensidade delas", alerta.

IMPACTO SOCIAL

Para o pediatra americano Michael Rich, professor da Universidade Harvard, o impacto das mídias digitais tem efeitos de ordem física e social. "Do ponto de vista da saúde, o principal risco é o da obesidade; do social, o fato é que, quanto mais conectados, mais isolados os jovens ficam no sentido das relações pessoais. É comum ver casais de mãos dadas e falando ao celular com outras pessoas."

Opinião parecida tem o psicólogo Cristiano Nabuco, do Instituto de Psiquiatria da USP. Segundo ele, a tecnologia invadiu tanto o cotidiano que as pessoas se perdem no seu uso. "É mais preocupante em crianças e adolescentes, porque nessa faixa etária o cérebro ainda não atingiu sua maturidade, não exerce plenamente a função de controle de impulsos", diz.

A internet arrebata ainda mais dependentes quando se torna móvel: estatísticas internacionais apontam que 20% da população mundial de usuários de smartphones não consegue exercer um uso equilibrado da internet, de acordo com Nabuco.

Mas é claro que nem tudo são pedras no mundo virtual, como explica Eduardo Jorge. "Pesquisas também mostram que crianças usuárias de tecnologias da informação são mais ágeis, mais inventivas e têm uma capacidade maior de raciocínio em alguns testes de QI. A tecnologia não é um bicho de sete cabeças do qual elas tenham que ficar afastadas", afirma. "Devem ser estimuladas a fazer bom uso, com limites."

Rich considera que os próprios pais são os principais responsáveis por este quadro "cibercaótico". Segundo ele, por falta de intimidade com as novas mídias, os adultos deixam de preparar as crianças para o mundo virtual.

"Muitas vezes, eles apenas dão o laptop e pensam que, desde que os filhos estejam no quarto, não vão se meter em confusão, o que é um erro", afirma. "Os adultos precisam se tornar aprendizes dos jovens na parte técnica para que possam ser seus professores na parte humana."

LADO BOM

Ninguém ousa negar que a tecnologia abriu portas, expandiu horizontes intelectuais e proporcionou oportunidades antes impossíveis para crianças e jovens.

"Quando usada corretamente, a internet educa pessoas em locais isolados, promove a comunicação ao redor do mundo, cria novos mercados e aumenta a conscientização dos jovens sobre questões globais, forçando-os a considerar problemas maiores do que os seus próprios", enumera Cajetan Luna, diretor do Center for Health Justice de Los Angeles.

Outro ponto positivo das novas tecnologias é o fato de serem um elemento agregador entre os jovens.

Para Rodrigo Nejm, psicólogo e diretor da Safernet (organização que protege e promove os direitos humanos na rede), a internet também ajuda o adolescente a descobrir sua sexualidade.

"Temos que evitar o pânico e não julgar se agora é pior ou melhor do que antes. A questão é que hoje é diferente. Precisamos entender essa mudança e pesar os prós e contras que toda inovação tem", pondera.

Segundo Nejm, o grande problema é que os adultos não fazem a mediação do acesso das crianças à internet, definida por ele como "uma praça pública frequentada por 2 bilhões de pessoas, onde há todo tipo de gente e de conteúdo, dos melhores aos mais perigosos".

O psicólogo defende que é preciso ensinar aos jovens que o acesso à rede exige cidadania, cuidado, ética e responsabilidade.

Para Luna, o envolvimento dos pais tem que ser feito de forma aberta e honesta. "A solução não é censurar ou proibir, nunca funciona, mas explicar as coisas para que os jovens possam reconhecer o que é bom e o que não é."

Para Tito de Morais, que apresenta o programa "Miúdos Seguros na NET", em Portugal, a chave é acompanhar. "Temos a obrigação de ser pais on-line e off-line, e isso implica usar as tecnologias com eles desde pequenos, preparando-os para irem ganhando autonomia."

Na opinião de Morais, a segurança dos jovens na rede deve incluir quatro abordagens diferentes: regulamentares, educacionais, parentais e tecnológicas. "Se abordarmos só de uma forma, pode ter certeza que alguma coisa vai falhar."

Em casa, para garantir que crianças e adolescentes usufruam do que as mídias digitais oferecem com segurança, ele recomenda que elas sejam usadas em um espaço comum que permita a integração da família.

Saiba por que o inverno favorece doenças e como se proteger delas



Junto com o frio dos últimos dias, chegam também as doenças respiratórias. Resfriados, gripes, rinites e tantas outras "ites" atacam mais no inverno.

O organismo geralmente combate sozinho todos esses problemas respiratórios. Em cinco a sete dias, elimina os vírus ou bactérias, com a ajuda de muita hidratação, alimentação balanceada e repouso.

Um sinal de que as doenças podem ter se agravado é apresentar secreções espessas, amareladas ou esverdeadas no nariz ou no ouvido, ou ainda pontos de pus na garganta, o que exige procurar um médico logo. Febre alta e prolongada também precisa de atenção.

Como o corpo é atacado
Todo o nosso sistema respiratório é coberto por uma mucosa com cílios. O frio paralisa esses pelinhos, cuja função é varrer os invasores para fora.

Com os cílios paralisados, os micro-organismos entram no corpo humano e, dependendo de onde se instalam, causam um tipo diferente de infecção. Assim, em uma mesma casa, um vírus pode se alojar no ouvido de uma criança (causando otite) e na faringe da mãe (provocando faringite).

Lugares abertos e ventilados são mais indicados nos dias frios, porque evitam a concentração de vírus e bactérias. Portanto, evite locais fechados e sem ventilação. Abra as janelas do ônibus, não deixe as crianças confinadas e ponha a casa para arejar. É melhor se agasalhar e ficar ao ar livre do que protegido e mais exposto a doenças.

Além dessas medidas, retire o excesso de água do cabelo antes de sair no frio. Cerca de 80% do calor é eliminado pela cabeça. Com o cabelo molhado, você perde calor muito rápido. Ocorre, então, uma vasoconstrição e o sangue foge das mucosas, dificultando o trabalho dos cílios que varrem os vírus e bactérias.

Dicas para evitar doenças
- Lave o nariz com soro ou com água e sal à noite, para retirar a poluição e eventuais invasores
- Use um umidificador para combater o ar seco
- Para evitar infecções, beba mais água, até o xixi ficar bem clarinho


1 em cada 3 adultos sofre hipertensão e 1 em cada 10 é diabético


Em alguns países africanos,por exemplo, metade da população adulta sofra hipertensão Foto: Getty Images

Um de cada três adultos sofre hipertensão, uma condição que causa cerca de metade de todas as mortes por derrame e problemas cardíacos no mundo, enquanto um de cada dez tem diabetes, destacou nesta quarta-feira a Organização Mundial da Saúde (OMS) em seu relatório anual sobre estatísticas sanitárias. "Este relatório oferece uma evidência a mais do dramático aumento das condições que desencadeiam os problemas de coração e outras doenças crônicas, particularmente nos países pobres e em desenvolvimento", disse a diretora geral da OMS, Margaret Chan.

Margaret ressaltou o preocupante fato de que "em alguns países africanos, metade da população adulta sofra hipertensão", razão pela qual a OMS quer chamar a atenção para "o crescente impacto das doenças não contagiosas". Pela primeira vez o estudo estatístico da OMS inclui informação de 194 países sobre os altos níveis em homens e mulheres da pressão sanguínea e da taxa de glicose no sangue, que revela, entre outras coisas, que os diagnósticos e os tratamentos baratos destas dolências reduziram o problema nos países desenvolvidos.

A inquietação da organização é que em lugares como a África, onde não são aplicadas estas medidas preventivas, a maior parte das pessoas com estas doenças não sabem que correm um "alto risco de morte e incapacidade por um ataque no coração ou um derrame". Pela primeira vez o documento contém também informação sobre níveis de glicose no sangue, que indica que enquanto a prevalência média global está em torno de 10%, até um terço da população em alguns países do Pacífico sofre esta dolência. A OMS lembra que, se não for tratado, o diabetes pode causar doenças cardiovasculares, cegueira e falha renal.

A terceira grande preocupação é o excesso de peso, já que "em todas as regiões do mundo, o número de obesos dobrou entre 1980 e 2008", declarou Ties Boerma, diretor do Departamento de Estatísticas Sanitárias e Sistemas da Informação da OMS. "Hoje, cerca de 500 milhões de pessoas (12% da população mundial) são consideradas obesas", segundo Boerma. O nível mais alto de obesidade foi registrado na região das Américas (26% dos adultos) e o mais baixo no Sudeste Asiático (3% dos adultos), sendo maior a proporção de mulheres obesas que a de homens, com o impacto que isto representa quanto ao risco de diabetes, problemas de coração e câncer.

A conclusão é que as doenças não contagiosas são atualmente a causa de dois terços das mortes no mundo, e por isso a OMS trabalha em um marco de acompanhamento e uma série de metas voluntárias para prevenir e controlar o problema. O relatório será um dos assuntos abordados na próxima Assembleia Mundial sobre a Saúde da OMS em Genebra (entre os dias 21 e 26 de maio), que também informará os avanços conquistados. Segundo a OMS, desde que há mais de uma década se estabeleceram os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) da ONU, "foi possível um progresso substancial na redução da mortalidade infantil e maternal, em relação ao HIV, à tuberculose e à malária".

Pessoas acima do peso sentem mais dores no corpo



Um estudo realizado nos Estados Unidos comprovou que pessoas que estão acima do peso são as que mais sentem dores no corpo. Os cientistas chegaram a essa conclusão depois de analisarem mais de 1 milhão de pessoas.

A conclusão do estudo é que a obesidade provoca doenças que originam a dor. Mas para os cientistas o próprio sobrepeso contribui para o surgimento de dores.

Ainda segundo os pesquisadores, com o passar do tempo, essas pessoas obesas quando chegam à velhice, têm a sua dor aumentada.

A explicação para esse fenômeno é o fato da gordura desencadear processos fisiológicos que geram inflamação e dor. O surgimento de artrite nos idosos também colabora para o aparecimento da dor nos obesos.

Diminua o consumo de gorduras e açúcar com alguns ajustes no cardápio



Muitos dos hábitos alimentares dos brasileiros representam uma ameaça à saúde. Segundo o estudo de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) de 2011, promovido pelo Ministério da Saúde, a população brasileira consome gordura saturada e açúcar em excesso: 34,6% não dispensam a carne gordurosa, mais da metade (56,9%) bebe leite integral regularmente e 29,8% dos brasileiros tomam refrigerante no mínimo cinco vezes por semana.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) alerta que esses costumes podem provocar um aumento das taxas de colesterol e triglicérides, que são responsáveis por 18% das doenças cerebrovasculares e 56% das doenças isquêmicas do coração, determinando 4,4 milhões de mortes no mundo por ano. Para ficar longe desses problemas, anote as recomendações de nutricionistas sobre como diminuir o consumo de gorduras e açúcar dos alimentos mais típicos do nosso cardápio.  

homem fazendo churrasco - Foto Getty Images

Churrasco mais leve
Quem não gosta do cheirinho de carne na grelha? Muito comum entre os brasileiros, o churrasco pode, sim, ser saudável. "É preciso evitar as carnes com gordura aparente, além de optar por cortes magros, como lagarto e maminha", explica a nutricionista biomolecular Juliana Paz, da BeLight Estar Bem, em Minas Gerais. Já cortes como cupim e fraldinha devem ser evitados, por causa do alto teor de gordura. Também vale a pena investir em carnes brancas, como frango e peixe, que são mais leves e ricas em nutrientes. Lembre-se, porém, de não exagerar nos acompanhamentos - prefira arroz e pães integrais, abuse das saladas e escolha beber sucos. 

duas mulheres bebendo café - Foto Getty Images

Café sem prejuízos
Seja logo de manhã, no meio da tarde ou para receber uma visita, o famoso cafezinho está presente na rotina da maioria dos brasileiros. A bebida pode diminuir os níveis de colesterol, ajuda a tratar problemas no fígado e contribui na prevenção de depressão, Alzheimer e outras doenças. É preciso tomar cuidado, entretanto, com a adição de açúcar à bebida. Além de acrescentar calorias, o consumo excessivo de açúcar refinado pode levar a problemas de saúde como diabetes, elevação do triglicérides, alterações no fígado e hipertensão arterial.

Para aqueles que não gostam de tomar o café puro, o melhor a fazer é adoçá-lo com produtos à base de sucralose ou stévia, que possuem poucas calorias e apresentam efeitos mínimos à saúde. "A stévia é um produto natural, extraído de uma planta indiana, e não causa alterações na glicemia", explica a nutricionista Paula Castilho, da Sabor Integral Consultoria em Nutrição, de São Paulo. 

copo de leite - Foto Getty Images

Leite integral é furada!
É comum algumas pessoas beberem leite integral alegando que ele é mais gostoso e mais encorpado. No entanto, essa versão possui muita gordura e pode aumentar os níveis de colesterol, devendo ser consumida apenas até os dez anos de idade, de acordo com a nutricionista Juliana. "Na verdade, devido ao aumento dos casos de obesidade infantil, esse tipo de leite tem sido cada vez menos usado até mesmo pelo público infantil", explica a profissional.

Para quem não dispensa um café com leite, fica a recomendação da nutricionista: "Algumas substâncias presentes no café reduzem a absorção do cálcio presente no leite, de forma que o melhor seria consumi-los separados". Caso você não queira abrir mão do café com leite, o ideal é ingerir outras fontes de cálcio - ou mesmo o próprio leite - em outros momentos do dia. 

fatias de pão na chapa - Foto Getty Images

Vai um pão na chapa?
Até mesmo um simples pão na chapa pode apresentar riscos à saúde. Isso porque a manteiga possui gorduras saturadas que, em excesso, podem provocar obesidade e elevação da pressão arterial e do colesterol ruim. "Utilizar pão integral e recheá-lo com queijos magros ou requeijão light são opções para tornar o prato mais magro", diz Juliana Paz. 

dois copos de refrigerante - Foto Getty Images

Alerta para os refrigerantes
Considerado uma caloria vazia, o refrigerante não acrescenta nutrientes importantes à dieta. "Ele possui uma grande quantidade de açúcar refinado, adoçantes sintéticos e aromatizantes que podem levar a problemas articulares, retenção de liquido e aumento de peso", afirma o nutricionista biomolecular Victor Caixeta, da Belight. De acordo com ele, o ideal é tomar sempre sucos naturais, que são ricos em vitaminas essenciais para controlar o peso e manter-se saudável. "Mas evite os sucos industrializados, já que algumas marcas também possuem açúcares e conservantes, além de apresentarem menos nutrientes do que a bebida natural", recomenda.  

feijoada - Foto Getty Images

Feijão na medida
Seja feijão preto, branco, carioca ou de corda, essa delícia está presente em todas as regiões do Brasil. Com altos níveis de proteína e de fibras, o feijão é importante para a construção muscular e tem o poder de controlar o apetite, pois sua digestão é lenta. Segundo a nutricionista Paula, o feijão é muito saudável, mas pode se tornar uma armadilha para a saúde se forem adicionados a ele carnes gordurosas. "Complementos como carne de porco contêm muito sódio e gordura saturada, que são os vilões do colesterol alto e da hipertensão", afirma. Caso você não resista a uma feijoada ou mesmo a um feijão com linguiça, uma forma de equilibrar o prato é acrescentar fibras como verduras e legumes, diminuindo o apetite e a absorção da gordura em excesso. 

dois copos de caldo de cana - Foto Getty Images

Garapa é uma delícia, mas pede atenção
Caldo de cana e melado são iguarias tradicionais do Brasil, feitas com a cana de açúcar. Esses alimentos não passam de açúcar não refinado, que eleva o índice glicêmico e aumenta o ganho de gordura no corpo. "O consumo deve ser eventual e moderado, já que é uma opção de doce como qualquer outra sobremesa cheia de açúcar", diz Victor Caixeta.  

mulher comendo salada - Foto Getty Images

Coma mais frutas, legumes e verduras
Segundo a pesquisa do Ministério da Saúde, o consumo de frutas e hortaliças no Brasil é baixo - apenas 20,2% dos brasileiros ingerem a quantidade recomendada pela Organização Mundial de Saúde (OMS), que é de cinco ou mais porções ao dia. Para facilitar, vale ingerir frutas nos lanches intermediários ou como sobremesa para as refeições, optar pelas frutas desidratadas e secas - que têm menos água e concentram o sabor doce - e incluir os vegetais em sucos ou tortas.

Vitamina D protege o corpo contra diabetes, câncer e artrite



Aquela ida à praia até as 10h é um banho de saúde para o organismo. Um estudo divulgado na revista Genome Research concluiu que a vitamina D produzida no corpo pela exposição aos raios solares protege contra várias doenças. Segundo o estudo, a vitamina D pode proteger o corpo contra o câncer, diabetes, artrite e até a esclerose múltipla.

Riquíssima para a saúde, a vitamina D já era conhecida pelo seu potencial no combate ao raquitismo. Agora se descobriu outra qualidade. A falta da vitamina D em mulheres grávidas é muito séria.

Ela pode provocar contrações pélvicas, aumentando o risco de morte da mãe e do bebê.

A partir deste estudo, os cientistas concluíram que a vitamina D exerce um papel crucial na saúde do ser humano.

O que a sua aparência fala sobre sua saúde




Já ouviu falar esta frase: boa aparência, boa saúde? Pois realmente existe uma relação entre as duas.

Rugas, unhas quebradiças, queda de cabelo, entre outros podem até ser pequenos problemas isolados, mas se não for assim? E se existe algum problema maior por trás deles?

Pequenos sinais no inicio podem disparar o alarme de alguma outra coisa pior acontecendo debaixo da sua pele!

Aqui vamos citar 10 sinais físicos que podem significar outro problema maior para sua saúde:

1.    Queda de cabelo

Qual é a causa daquela bola de pêlos deixada no banheiro? Existe vários motivos: estresse, doenças imunológicas, gravidez, medicamentos e alterações nos hormônios da tireóide podem contribuir para a perda de cabelo.

Entre as mulheres, em especial, a queda de cabelo pode ser sinal de alterações dos hormônios da tireóide. Um simples exame de sangue pode tirar suas dúvidas sobre isso.

2.    Excesso de pelos no corpo

Muitos pelos no corpo pode ser embaraçoso às vezes, mas também poderia significar um problema de saúde mais preocupante.

A Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) é uma causa comum de crescimento excessivo de pelos no corpo em mulheres em idade fértil, podendo causar infertilidade. Mais de 70% das mulheres com SOP tem hirsutismo (crescimento de pêlos em excesso) aparecendo tipicamente na face, peito, costas, barriga, mãos ou pés.

3.    Rugas

Mesmo que chegando certo tempo as rugas aparecem inevitavelmente, mas elas podem ser também um sinal de osteoporose. Novas pesquisas revelam uma associação entre as rugas e a saúde óssea em inicio da menopausa http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/22007360

A maioria das rugas é resultado do envelhecimento, mas as exposições ao sol e fumaça de cigarro aceleram este processo.

4.    Lábios rachados

Seus lábios podem falar muito sobre sua saúde. Lábios severamente rachados ou secos podem ser reação a medicação, um risco ocupacional (se você for músico que toca instrumento de bronze) ou um sintoma de alergia ou infecção. Rachaduras nos cantos da boca pode ser Síndrome de Sjogren (um distúrbio do sistema imunológico). Sjogren causa olhos secos e boca seca (diminuição de secreção salivar e lacrimal), bem como dor articular e pele ressecada. No Brasil, aproximadamente existem 30.000 a 80.000 casos desta doença (em especial mulheres).

 

5.    Olhos amarelos

Se a esclera (a parte branca dos olhos) estiver de um tom amarelado deve se preocupar com isso! Esta condição chamada icterícia (*) é um sinal que existe um problema de saúde por trás! Nos adultos, pode ser um sinal de doença hepática (fígado) tais como hepatite, cirrose ou ductos biliares obstruídos.

Qualquer pessoa com olhos amarelos deverá visitar o médico para uma avaliação mais profunda.

 

6.    Rash cutâneo

O rash é como uma mancha vermelha na pele. Há muitos tipos, mas uma em particular se destaca. Estendem-se através de ambas as partes do rosto (pômulos) em forma de uma borboleta e tem aparência de uma queimadura solar. Esta erupção na pele é um sintoma clássico de lúpus, uma doença do sistema imunológico que afeta a pele, articulações, sangue e rins.

7.    Boca suja

Dentes e gengivas descuidadas não são apenas sinais de má higiene oral. Sua boca está dizendo coisas desagradáveis sobre o seu coração e ossos.

Pesquisas em 2010 (British Medical Journal) concluíram que a escovação dos dentes diminui o risco de doença cardíaca. As pessoas que escovavam os dentes com menos freqüência tinham um risco 70% maior de doença cardíaca ou morte por doença cardíaca. A perda de dentes também pode sinalizar osteoporose.

Quer mais saúde? Escove seus dentes!

 

8.    Unhas

Se você estiver evitando a manicure porque as unhas são uma bagunça, talvez você precise ver um médico. Unhas que estão esburacadas, deformadas ou descoloridas (amarelo-marrom) e outras alterações, pode apontar para muitos problemas de saúde.

Alterações nas unhas são comuns em pessoas com psoríase, uma doença crônica de pele, artrite psoriática (uma condição relacionada), e alopecia areata (uma causa de perda de cabelo).

Unhas desgastadas têm sido relatadas em pacientes com Síndrome de Reiter (um tipo de artrite). Não esquecer também das micoses! (onicomicoses).

9.    Pés inchados

Seus sapatos estão incomodando? Muitas condições, incluindo entorses, distensões, lesões e infecções podem causar pés inchados. Gravidez, obesidade e medicamentos podem causar retenção de líquidos nos membros inferiores.

Pode ser várias doenças as causas disto, e se você é uma pessoa com Insuficiência Cardíaca (são 500.000 casos/internações  por ano no Brasil) pode ser retenção de líquidos por causa da pouca ação de bombeamento do seu coração. Inchaço nas pernas, tornozelos e pés é um sintoma clássico desta condição.

 

10.    Mãos e pés grandes

Você iria se preocupar, e com razão, se um ente querido desenvolveu uma mandíbula saliente, uma testa proeminente, e mãos e pés fora de proporção. Todos são sinais clássicos de acromegalia, um distúrbio hormonal que ocorre em adultos quando a glândula pituitária produz hormônio do crescimento em excesso. Mas isto são modificações que demoram em aparecer.


Leia mais: http://total-saude.webnode.com/news/o-que-a-sua-apar%c3%aancia-fala-sobre-sua-saude/

Por que as dietas falham?


Demorou mas saiu um post novo aqui no blog! E nada melhor que o ele para um fim de feriado prolongado. Vai cair como uma luva pra quem está de querendo começar uma dieta. Nele falaremos de algo que sempre acontece com pessoas que iniciam um regime e falham e até com quem obtêm sucesso. Já aconteceu com todos, não adianta negar! Se você nunca falhou em uma dieta, você nunca começou uma! Então, para evitar que isso ocorra com você novamente, atente-se às seguintes dicas:

Falta de refeições: Não deixe seu corpo sem alimento por mais de 3 horas (aquela velha dica de sempre), fazendo isso você vai evitar a perda excessiva de energia. Atenção, não esqueça do café da manhã!

Falta de organização das refeições: Sim, cair na rotina nesses casos vai bem! Como fazer isso? É simples! Comece definindo o número de refeições que você precisa fazer (lembre-se de que você necessita comer a cada 3 horas), em seguida especifique os alimentos de cada refeição (dar uma variada é o melhor conselho que podemos dar para essa etapa).

Falta de proteína: Não comer proteína suficiente é algo muito comum em quem começa uma dieta e não tem informações básicas e essenciais sobre alimentação. Sem ela você perderá massa muscular (o que não é o desejável) além de baixar o metabolismo.

Falta de gordura: Ao começar uma dieta, a primeira coisa que uma pessoa busca evitar é a gordura. Os lipídeos são os nutrientes com alto teor calórico, aumentam nosso colesterol, nosso peso, etc. Mas nem todas as gorduras são ruins. Existem lipídeos como o omega 3 e o 6 que são considerados essenciais. Eles possuem funções anti-inflamatórias, anti várias outras coisas e também ajudam a melhorar nossa tolerância à insulina. Podemos facilmente encontrá-los em peixes como salmão, cavala, sardinha, arenque, no óleo de linhaça entre outros inúmeros alimentos.

Muitos alimentos processados: Alimentos como pões com fibras, iogurtes light, entre outros alimentos sejam eles refinados ou processados, fazem-nos acreditar que são bons para nossa dieta. Não se iluda!

Falta de variações de alimentos: Comer sempre a mesma coisa, todo dia é algo totalmente frustrante. O ideal é variar sempre, principalmente os legumes. Ora cozidos, ora frasco e por aí vai. Procure também colorir as refeições. Alimentos coloridos são mais ricos em substâncias antioxidantes que combatem o stress.

Cultive hábitos de higiene nas crianças desde cedo. A saúde delas agradece!



higiene 300x237 Cultive hábitos de higiene nas crianças desde cedo. A saúde delas agradece!


É, mamãe, nem sempre prevenir problemas de saúde nas crianças significa fazê-las engolir grandes pratos de comida ou enchê-las de mil e uma vitaminas. Sem estresse, simples hábitos de higiene no dia a dia são bastante eficientes para deixar os filhos longe de vírus e bactérias. Por exemplo: você ensina sobre a importância de lavar as mãozinhas cada vez que chegam da rua?

"A exposição é necessária para desenvolver e fortalecer o sistema imunológico das crianças. No entanto, cultivar hábitos de higiene desde cedo só traz benefícios à saúde", diz o biomédico e professor Dr. Renato Marcos Endrizzi Sabbatini.

Veja só algumas dicas que ele traz:

1 – Dentes sempre limpinhos: assim que surge o primeiro dentinho, cabe aos pais ensinar o filho a fazer a higiene bucal regularmente. E lembre-se: dar exemplo é fundamental, afinal os pequenos estão sempre copiando os pais. Por isso, a criança deve acostumar-se a escovar os dentes após as refeições, quando acorda e antes de se deitar. Escolher uma escova adequada também é imprescindível: cabeça pequena e cerdas macias.

2 – Água + sabonete = dupla necessária. Brincar é a principal tarefa na infância. Correr, pular, se sujar tudo isso faz parte. Porém, é importante ensinar aos pequenos que, antes de qualquer refeição, eles devem lavar bem as mãos, pois bactérias, vírus e vermes – todos invisíveis a olho nu – se alojam entre os dedos. E isso pode tornar-se um problema quando são levados à boca. Eles podem provocar infecções, gripes e diarreias. Cultivar o hábito de lavar as mãos sempre é uma das melhores maneiras de evitar doenças.

3 – Praticar esportes: por meio de jogos e brincadeiras, a criança aprende a se integrar e sociabilizar. Além disso, é uma maneira muita saudável de fazê-los gastar energia. A prática esportiva ajuda no desenvolvimento físico e social capacitando a criança para lidar com suas necessidades e expectativas.

4 – Unha bem cortada: essa é a melhor maneira de se livrar de bactérias. Afinal, criança coloca a mão na terra, na tinta, na massinha de modelar e sujeira é um ambiente propício para as bactérias. E ao levar o dedinho à boca, já era! Por isso, as unhas devem estar sempre bem cortadas e limpinhas. E atenção mamães: nada cutucar os cantinhos!

5 – Lanchinho saudável: alimentação balanceada também é fundamental para prevenir doenças. Por isso, desde cedo procure riscar do cardápio frituras, açúcares e refrigerantes. Um lanche saudável deve ser composto por uma fonte de carboidrato (pão, biscoito ou barra de cereais), uma fonte de proteína e cálcio (queijos, achocolatados, requeijões ou iogurtes) e uma fruta ou suco de frutas (que fornecem fibras, vitaminas e minerais).

É sempre bom lembrar de ensinar as crianças a lavarem bem as frutas antes de ingeri-las!

Conheça dez verdades sobre o ômega-3


Estudos sugerem que o ômega-3 ajudam a diminuir os riscos de doenças cardíacas, protegem contra sintomas de depressão, demência, câncer e artrite e são encontrados no salmão, em diversos tipos de nozes e folhas verdes, entre outros. Conheça as doenças que podem ser evitadas:

1. FONTES. Os ácidos graxos do ômega-3 têm mais de uma forma. Os tipos encontrados em peixes, chamados DHA e EPA, têm fortes benefícios à saúde. Outra forma conhecida como ALA é encontrado em óleos vegetais, semente de linhaça, nozes e vegetais de folha verde escura, como o espinafre. O corpo converte uma pequena quantidade de ALA em EPA e DHA e o ALA também tem seus próprios benefícios.

2. CORAÇÃO. Os ômega-3 parecem ter um efeito estabilizador no coração: podem diminuir a frequência cardíaca de pessoas com risco de arritmia ou ritmo anormal de batimentos cardíacos. Estudos mostram redução em ataques cardíacos e morte súbita em quem aumenta o consumo de ômega-3, seja na dieta tradicional, seja na ingestão de suplementos alimentares à base de óleo de peixe.

3. TRIGLICERÍDEOS E COLESTEROL. O nível de triglicerídeos também pode baixar com o consumo de ômega-3, mas o colesterol aumenta _ o bom (HDL) e o ruim (LDL).

4. HIPERTENSÃO. Há fortes evidências de que o ômega-3 seja responsável pela diminuição da pressão sanguínea. O efeito é pequeno, mas para quem tem pressão alta comer peixe pode ajudar, junto com medicamentos e outras mudanças na dieta, é claro. Uma estratégia é substituir carne vermelha por peixe nas refeições, mas é melhor evitar as versões mais salgadas, como salmão defumado.

5. ARTRITE REUMATOIDE. Estudos sugerem que o ômega-3 reduz sintomas como dor nas articulações e rigidez em pessoas com artrite reumatoide. Uma dieta rica em ômega-3 também pode aumentar os efeitos de anti-inflamatórios.

6. HUMOR. Os ômega-3 podem ajudar em casos de distúrbios de humor e tornar os antidepressivos mais eficazes. Alguns estudos mostram que países com altos níveis de ômega-3 na dieta registram baixos índices de depressão.

7. TRANSTORNO DE DÉFICIT DE ATENÇÃO. Estudos indicam que suplementos de ômega-3 diminuem os sintomas de TDA e já se sabe que esses ácidos graxos são importantes para o desenvolvimento e funcionamento do cérebro.

8. ALZHEIMER. Há evidências de que o ômega-3 proteja o cérebro de demência e melhore as funções cerebrais. Em um estudo recente, idosos com dieta rica em ômega-3 tiveram diminuição do risco de desenvolvimento do Alzheimer.

9. CÂNCER. Câncer de mama e de próstata podem ser evitados com uma dieta rica em peixe e suplementos alimentares, segundo a Sociedade Americana de Câncer.

10. CRIANÇAS. Os ômega-3 têm poder de melhorar o cérebro das crianças, tanto que a Academia Americana de Pediatria recomenda a ingestão de mais peixe, desde que não seja frito ou empanado, com cuidados com os ricos em mercúrio, como peixe-espada e tubarão

Conheça dez maneiras de prevenir o diabetes tipo 2



A taxa de diabéticos nas capitais brasileiras em 2011 foi de 5,6% da população, ficando em 5,2% entre os homens e 6% entre as mulheres, segundo dados da pesquisa Vigitel 2011 divulgados nesta quarta-feira pelo Ministério da Saúde. Entre os principais fatores de risco para a doença estão o excesso de peso e a obesidade, que cresceu 28% entre 2006 e 2011 no país.É de responsabilidade de cada um cuidar da própria saúde, com exames regulares, atenção à alimentação e pelo menos 30 minutos diários de caminhada. A população tem que entender que o diabetes tipo 2 começa na prateleira do supermercado com as compras do mês — diz o endocrinologista Tércio Rocha, que acredita em um futuro ainda pior: — Em cinco anos estes números podem triplicar e a doença vem acompanhada de infarto agudo, AVC e hipertensão.

Veja abaixo algumas dicas do endocrinologista para prevenir o diabetes tipo 2:

1. Procurar o médico e fazer os exames de sangue e urina.

2. Medir o perímetro abdominal: homens devem ter menos que 90cm, mulheres devem ter menos que 88cm.

3. Diminuir em 1/3 a ingestão de carboidratos simples com alto índice glicêmico como pães, doces, chocolates e frituras, por exemplo.

4. Aumentar a ingestão de verduras e legumes para que as fibras façam um filtro físico para outros alimentos.

5. Mastigar mais os alimentos para aumentar a saciedade.

6. Comer em mais de 15 minutos porque em menos que isso não dá tempo de o estômago enviar para o cérebro a mensagem de saciedade.

7. Tomar dois copos de água antes das refeições para não confundir sede com fome; beber água também estimula rins e intestino a varrer toxinas do organismo, o que diminui a fome.

8. Optar por água gelada: é melhor porque provoca a vasoconstricção e, com isso, o reflexo vagal, no qual o cérebro para de ser tentado com a vontade de comer, que é diferente da fome.

9. Caminhar pelo menos 30 minutos por dia.

10. Procurar especialistas como nutricionistas e endocrinologistas para cuidar da compulsão.


O glaucoma é uma das principais causas de cegueira


O glaucoma é uma das principais causas de cegueira. Pode-se padecer da doença durante anos sem notar sintoma algum. O problema fundamental do glaucoma .... Foto: EFE

O glaucoma se deve a uma falta de regulação da pressão intra-ocular. O aumento da pressão vai danificando o nervo ótico. Devido a isso, se perde a visão periférica do olho de maneira paulatina. No entanto, a visão central pode ser conservada durante muito tempo, por isso a doença passa despercebida para o afetado.

De fato, o problema fundamental do glaucoma é sua falta de sintomas. "Quando a elevação da pressão intra-ocular não é muito acusada, podem passar mais de dez anos. Mas, às vezes, é possível que transcorram até 18 anos antes de o paciente notar que algo vai mal e decidir ir ao médico", explica Julián García Sánchez, catedrático de Oftalmologia da Universidade Complutense de Madri e acadêmico da Real Academia Nacional de Medicina da Espanha.

A população, em geral, tem cerca de 2% de probabilidade de padecer de glaucoma, aponta o especialista. No entanto, as pessoas cujo pai, mãe ou irmãos tenham glaucoma "multiplicam por cinco esse risco", assinala.

A herança genética é um fator destacado no caso do glaucoma, mas existem outros grupos de risco. Um deles é o das pessoas de idade avançada. "Antes dos 50 anos, a probabilidade de padecer de glaucoma não chega a 0,5%. No entanto, superados os 70, sem antecedentes de nenhuma classe, aumenta até superar 5%", aponta o médico.

O risco de glaucoma também é elevado entre os míopes. No entanto, García precisa que este grupo não preocupa tanto os especialistas, já que se trata de pacientes "que costumam submeter-se a revisões periódicas, pelo que é mais fácil descobrir a doença".

Além disso, o glaucoma aparece com frequência entre diabéticos e cardiopatas. Com todas estas pessoas se deve "extremar a vigilância", adverte o oftalmologista.

Tratamentos para o glaucoma
Se a doença for diagnostica em uma fase precoce, "os tratamentos com colírios costumam ser muito eficazes. Controlam a maior parte dos casos, o que quer dizer que o glaucoma não continua progredindo. No entanto, não se pode recuperar a visão já perdida", esclarece o médico.

Quando o paciente não responde ao tratamento com colírio, se pode recorrer ao laser ou à cirurgia. O tratamento com laser oferece melhores resultados em idosos, enquanto a intervenção cirúrgica é indicada para pacientes jovens.

"O problema de todas as operações contra o glaucoma é a cicatrização. Quanto pior é a cicatrização, melhor é o resultado", ressalta o oftalmologista. Em pacientes jovens, o efeito do laser enfrenta resistência muito rapidamente. Deste modo, "o laser, abaixo dos 50 anos, praticamente não serve para nada", acrescenta.

O êxito dos tratamentos depende em grande medida da detecção precoce. Os especialistas da Clínica Universidade de Navarra ressaltam que o aumento da pressão ocular só pode ser diagnosticado se medido por um oftalmologista.

Atendendo às recomendações da Organização Mundial da Saúde, García afirma que as pessoas com antecedentes familiares ou outros fatores de risco devem controlar a pressão intra-ocular pelo menos uma vez ao ano. Além disso, aconselha as pessoas sem nenhum tipo de antecedente que, a partir dos 50 anos, vigiem a pressão intra-ocular anualmente.

O glaucoma avança de maneira sigilosa. Há pessoas que não visitam nunca o oftalmologista porque aparentemente têm boa visão. Mas no dia em que, enfim, decidem marcar uma consulta, podem descobrir que já é tarde demais para prevenir a cegueira, aponta o especialista.

8 ideias para aliviar a dor de garganta


Própolis: também tem ação antibacteriana e anestésica. Ele tira a sensibilidade da região, deixando-a amortecida durante a ação da substância. A própolis para uso oral deve ser preparada sempre por laboratório e apresenta-se usualmente na forma de extratos, spray bucal, pastilhas, balas, suspensão, xaropes, comprimidos e em gotas. A substância jamais deve ser manipulada em casa.

Gengibre

Gengibre: com ação antibacteriana, a planta alivia a coceira na garganta e deixa um ardor refrescante. Aproveite para mastigar pedacinhos ou beber o chá desta raiz forte. O preparo do chá: deixe raízes, cascas ou talos de molho por cerca de 30 minutos e, após esse período, acrescente água. Lever o gengibre ao fogo por mais de 30 minutos. Depois, é só beber.

água

Tomar muita água: a água é a melhor amiga da garganta e do organismo. Deixa as cordas vocais hidratadas e impede que elas fiquem expostas ao ressecamento. Consuma, mesmo se não estiver com muita sede.

Chá de alho

Chá de alho: ele fortalece o sistema imunológico, favorecendo na recuperação da infecção.

Sucos cítricos

Sucos cítricos: os sucos de laranja e limão removem as impurezas do trato vocal, aliviando tosses e coceiras.

Maça

Maçã: é um dos remédios naturais mais eficientes para limpar a garganta e aliviar o incômodo. Ela limpa as cordas vocais, agindo como uma borrachinha que retira as impurezas da garganta.

Menta

Menta: ela causa frescor e aparente alívio da respiração. É muito refrescante e deixa a respiração e a garganta livres e sem irritações, porém, o efeito é passageiro. Se for uma bala, por exemplo, o efeito dura poucos minutos, após ela dissolver na boca.

Gargarejo

Gargarejo de água morna, sal e vinagre: o calor da água dilata os vasos e facilita a circulação do sangue na região, contribuindo assim para diminuir a inflamação. Além disso, juntos, eles têm ação antisséptico.


Fonte: Minha vida

Dicas para aliviar as irritações das alergias



Poluição, poeira e até os alimentos que você come podem trazer reações alérgicas bastante desconfortáveis, por isso, é importante saber o que fazer para aliviar os sintomas.

Algumas alergias podem incomodar muito devido a fatores ambientais.

A poeira pode ser um grande inimigo no controle destes sintomas.Tapetes e carpetes podem acumular muita poeira, mas não são os únicos que podem desencadear a rinite ou a asma.

Quando o nariz escorre é comum o lavarmos para eliminar o muco. Mas esta atitude pode ser prejudicial. Tem que ter bom senso.

Pele seca também é sinal de alergia, esse ressecamento gera coceira, o que causa muito mais incômodo ao alérgico. O uso de hidratantes é importante duas vezes ao dia, mas  não pode ser qualquer creme.

Beber água também ajuda a hidratar o corpo, o que pode amenizar os sintomas de alergia

10 pistas que anunciam um derrame



O jogo que iremos propor a você nestas páginas tem consequências reais sobre a sua qualidade de vida e oferece como recompensa a chance de escapar, no futuro, de um dos maiores assassinos da humanidade. Popularmente chamado de derrame, o acidente vascular cerebral, ou AVC, é a causa de morte número 1 no Brasil — são mais de 90 mil por ano. Quando não concede um ponto final à existência de alguém, ele se vinga e deixa sequelas. Para formar uma rede de proteção contra a ameaça, cientistas do mundo inteiro avaliaram 6 mil pessoas — metade saudável e o restante vítima de um AVC — e apuraram os indícios que antecedem o ataque.

O resultado desse trabalho, batizado de Interstroke e publicado na revista científica The Lancet, são pistas preciosas que estão ligadas a uma probabilidade 90% maior de um derrame, seja ele isquêmico, seja hemorrágico. "O estudo reforça, com dados de populações de origens diferentes, quais são os fatores de risco para o problema", analisa o neurologista Jefferson Fernandes, do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, em São Paulo. Agora, é a sua vez de entrar no jogo, identificando e corrigindo os erros que permitem ao bandido continuar à solta.

1 Pressão alta
A hipertensão é o tipo de pista impossível de ver a olho nu e que fica na surdina durante anos. É o principal fator de risco para o derrame. Patrocina a versão isquêmica, marcada pelo entupimento de uma pequena artéria, e ainda mais a hemorrágica, quando o vaso estoura e o sangue extravasa. "A pressão alta tem um impacto maior sobre o cérebro do que sobre o coração", alerta Jefferson Fernandes. "Os vasos finos que irrigam a massa cinzenta têm uma menor resistência e, assim, são mais comprometidos", afirma o cardiologista Fernando Nobre, presidente da Sociedade Brasileira de Hipertensão. Como a doença é silenciosa, precisa ser flagrada antes de soar o alarme. "É recomendável medir a pressão pelo menos uma vez por ano", diz Nobre. Além disso, praticar atividade física e não ingerir mais do que 5 gramas de sal por dia ajuda a controlá-la.

2 Cigarro
Eis um velho criminoso que serve de combustível para uma autêntica pane cerebral. "O fumo tem cerca de 4 mil substâncias nocivas à saúde e favorece o aumento da pressão e dos níveis de colesterol", alerta o neurologista Alexandre Maulaz, do Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre. "Ele ainda ataca o endotélio, a camada mais íntima do vaso, contribuindo com a sua obstrução." Esses estragos explicam por que as baforadas sopram a favor de um bloqueio na passagem do sangue pela artéria. "O estudo mostra, porém, que mesmo após alguns meses sem o cigarro há uma diminuição do risco de derrame", conta o neurologista Gabriel Rodriguez de Freitas, coordenador do Departamento de Doenças Cerebrovasculares da Academia Brasileira de Neurologia. O clichê recebe o carimbo da ciência: nunca é tarde para abandonar o vício.

3 Falta de atividade física
É preciso correr atrás dessa pista, quer dizer, correr contra esse fator de risco, o sedentarismo. Também vale caminhar, nadar ou exibir seus dotes de atleta. O importante é sair de casa e se movimentar no parque ou na academia, realizando um exercício aeróbico entre três e cinco vezes por semana. Seu cérebro irá agradecer tanto suor por dois motivos. O primeiro é fechar o cerco à obesidade. "O excesso de peso colabora com a hipertensão e o aparecimento do derrame", alerta Alexandre Maulaz. O segundo item diz respeito aos serviços prestados diretamente aos vasos. A corrida e a caminhada derrubam as taxas de colesterol ruim, o LDL, e ajudam a alavancar a fração do bem, o HDL. As artérias cerebrais ganham pontos, ainda, nos quesitos integridade e elasticidade, tornando-se mais imunes às condições propícias aos AVCs.

4 Níveis elevados de certas proteínas
Segundo o Interstroke, moléculas de nome estranho — as apolipoproteínas — requerem cada vez mais atenção. As do tipo A1 e B podem ser dosadas em uma amostra de sangue para indicar maior ou menor propensão a um infarto ou derrame. Não são tão famosas quanto o colesterol, mas ganham espaço entre os marcadores de risco à medida que seu papel é decifrado. Elas ajudariam a delatar se as tubulações por onde trafega o sangue estão sujeitas a entupimentos. "O problema é que ainda não sabemos o que fazer com as apolipoproteínas", diz Gabriel de Freitas. "Por enquanto, não há um remédio capaz de controlá-las", acrescenta Jefferson Fernandes. É diferente do colesterol, que pode ser baixado com um comprimido e a prática de atividade física. De qualquer forma, se um teste acusá-las, aumente a vigilância.

5 Gordura abdominal
Dá para comparar a barriga a um tanque de guerra, que, quando dispara, atinge o alvo a uma distância considerável. O alvo, no caso, é a cabeça. A pesquisa realizada em escala global prova a conexão entre a pança e a maior incidência de AVCs. Tudo culpa da gordura que se acumula abdômen adentro. Ela funciona, com o perdão de outra comparação, como uma usina. "Esse tecido fabrica substâncias inflamatórias", aponta Freitas. Elas, por sua vez, têm acesso livre à circulação e, assim, estimulam a formação das placas que sufocam as artérias. Imagine se um vaso um pouco mais grosso do que um fio de cabelo fica refém do incêndio... É derrame na certa. Medir a circunferência do ventre fornece o valor exato dessa pista, que, cá entre nós, pode ser vista de longe. Os homens não devem ultrapassar a marca dos 102 centímetros. Entre as mulheres, o limite para a silhueta é 88 centímentros.

6 Diabete
A sobrecarga de açúcar no sangue também enferruja a rede de encanamento que vasculariza os quatro cantos do corpo. Por essas e outras, diabéticos enfrentam mais problemas circulatórios, que afetam os pés, os olhos, o coração e... sempre ele, o cérebro. "O distúrbio danifica tanto as artérias maiores quanto as menores", afirma Maulaz. Com relação às carótidas, vasos de grande calibre situados no pescoço, níveis elevados de glicose fomentam a construção das temíveis placas de gordura, boicotando o abastecimento cerebral. "No caso das artérias minúsculas, ocorrem lesões na camada de células que reveste o interior dos vasos", completa o neurologista. Assim, os vasinhos que regam a massa cinzenta deixam de fornecer oxigênio e nutrientes e os neurônios ficam à mercê da sorte.

7 Dieta desequilibrada
Tudo passa pelo prato, inclusive a longevidade do cérebro. Um cardápio desregrado alimenta as alterações vasculares que semeiam o derrame. "A primeira recomendação é maneirar no sódio e investir no cálcio dos derivados do leite e nos vegetais ricos em potássio para ajudar a regular a pressão", já adianta a nutricionista Isabela Pimentel Mota, do Hospital do Coração, em São Paulo. Além de recorrer ao leite e ao queijo magro, à couve e à banana, convide à mesa fontes de ômega-3, como o salmão, a sardinha, o atum e a linhaça, que garantem flexibilidade às artérias. "Já a aveia e a soja têm componentes que auxiliam a evitar as placas de gordura", diz Isabela. Redutos de antioxidantes, o café e o chocolate amargo reduzem o processo oxidativo que dá pontapé inicial ao arruinamento do vaso. "Também é importante maneirar nas gorduras saturada, presente na carne vermelha, e trans, dos produtos industrializados", orienta Isabela.

8 Doenças do coração
Em termos de fatores de risco, o órgão que bombeia o sangue é praticamente um irmão gêmeo do cérebro. E quando o músculo cardíaco não funciona direito ou já pifou alguma vez a massa cinzenta pode sofrer retaliações. "Alguns tipos de arritmia ocasionam a formação de coágulos que podem chegar até a cabeça e obstruir uma artéria, provocando um AVC", conta Fernandes. Indivíduos que já tiveram um infarto carecem igualmente de mais atenção. Neles, uma área do coração costuma deixar de se contrair a contento e o sangue estaciona ali, financiando coágulos que viajam até a cachola. Por isso, é crucial passar por checkups cardiológicos anuais e, se já tiver um problema cardíaco, seguir o tratamento aliado a um estilo de vida saudável.

9 Álcool em excesso
Meu bem, meu mal: podemos pegar o refrão emprestado na hora de rotular a bebida alcoólica em matéria de saúde cardiovascular. Há uma porção de pesquisas indicando o efeito protetor de uma ou duas doses etílicas — o vinho, por também ostentar substâncias antioxidantes, recebe a maior parte das honrarias. No entanto, o abuso demole as vantagens e ainda prejudica as artérias. No estudo Interstroke, pessoas que consumiam mais de 30 drinques por mês ou protagonizavam bebedeiras frequentes estiveram na linha de frente dos derrames. "O risco aumenta ainda mais para o AVC hemorrágico", destaca Gabriel de Freitas. Seria um efeito rebote? Ainda não há explicações exatas, mas uma das hipóteses é a de que álcool em demasia faça a pressão subir.

10 Estresse e depressão
Um comandante equilibrado organiza melhor as suas tropas e evita um ataque-surpresa. Com o cérebro não é diferente. O trabalho intercontinental atesta o elo entre AVCs, estresse e depressão. Sabe-se que a tensão diária empurra a pressão arterial para cima. "Já os deprimidos não tratados acabam se cuidando menos e praticando pouca atividade física", pontua Freitas. Suspeita-se também que um organismo sob estresse ou depressão fique mais sujeito a processos inflamatórios. A ordem é balancear a tensão, distraindo-se com algo prazeroso, e procurar um médico quando o desânimo não some. Além de fresca, a cuca deve permanecer ativa. "Quem treina os sentidos e o intelecto e, mesmo assim, sofre um derrame se recupera melhor", diz Pinto. Agora que você conhece as regras do jogo, sabe o que fazer para seu cérebro sair como vencedor.