Entenda a diferença entre planta medicinal e fitoterápico



PLANTA MEDICINAL
É aquela comprovadamente capaz de curar doenças ou aliviar sintomas e que soma longa tradição de uso como medicamento em uma população ou comunidade. De acordo com a legislação brasileira (Lei 5991/73), plantas medicinais podem ser vendidas apenas em farmácias ou herbanários. Nesses locais, devem estar corretamente embaladas e acompanhadas da classificação botânica (nome científico) no rótulo. A embalagem de uma planta medicinal não pode apresentar indicações para uso terapêutico.

FITOTERÁPICO
É o medicamento que tem a planta medicinal como materia-prima. Ele é obtido usando derivados extraídos da planta (extrato, tintura, óleo, cera, suco, etc.) que são industrializados. Esse processo evita contaminações por agrotóxicos e substâncias estranhas, garantindo a qualidade e a eficácia do uso. Todo medicamento fitoterápico deve ser produzido em laboratório autorizado e obter registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) antes de ser comercializado. Não são considerados fitoterápicos: chás, partes ou pó de plantas medicinais, homeopatia, florais, medicamentos manipulados, e própolis.

Maior local de estresse para os brasileiros é a própria casa


Um estudo recentemente realizado com mais de 100 mil pessoas indicou que a casa é o local de maior estresse da população brasileira. Realizada pelo mutirão estadual do coração promovido em 2009 pela Secretaria de Estado da Saúde e Sociedade de Cardiologia do Estado, a pesquisa confirmou que grande parte da população havia sofrido algum tipo estresse no último ano, com intensidade variando entre, pouco, moderado, intenso e exagerado.

Analisando vários locais onde as pessoas passam o dia, como trabalho, casa, locais de convívio social (clubes, bares, boates), além de considerar fatores como problemas financeiros e crenças religiosas, os pesquisadores observaram que a própria residência foi apontada como o local de maior estresse pela população, superando até o mesmo o trabalho: 23% dos participantes afirmaram ter sofrido estresse em casa, e 15% no trabalho.

E as mulheres sofrem mais com o estresse dentro de casa: mais de 28% delas revelaram estresse intenso ou exagerado. Entre os homens, esse índice combinado cai para 13%. Para os pesquisadores, esse resultado reflete o peso do papel da mulher na sociedade, que chefia famílias e cuida dos filhos.

Outro resultado interessante do estudo é que mais da metade dos participantes (51%) afirmou que o estresse é ausente no trabalho. Pouco menos de 15% consideram o trabalho pouco estressante, 19% relatam nível moderado, 10% da população têm estresse intenso e, para cerca de 5%, ele chega a ser exagerado. Na sociedade, o estresse é ausente em quase 44% dos casos; pouco para 24%; 22% o consideram moderado; 7%, intenso; e 3%, exagerado.

De acordo com a psicóloga Sandra Leal Calais, da Unesp, existem quatro níveis de estresse - alerta, resistência, quase-exaustão e exaustão - que influenciam na qualidade de vida, pois, quanto maior for o nível de estresse, maior será a deterioração física e psicológica. "Nem todo tipo de estresse é ruim. Há tipos que possuem aspectos construtivos, na medida em que estimula as pessoas a buscarem a reformulação de vida", ressalta a especialista.

A psicóloga Denise Marcon, do Portal Educação, destaca que o estresse pode ser desencadeado por vários fatores. "O ambiente doméstico envolve relacionamento conjugal, filhos, situação financeira, entre outros que, juntos, podem contribuir e desencadear situações de estresse, levando em consideração que cada pessoa tem uma maneira de reagir às atribulações do dia a dia, estando mais propenso ou não a ficar estressado", explica.

Fonte: Portal Educação.

Veja 13 sinais do que a aparência diz sobre sua saúde


O aparecimento de manchas é uma razão para procurar um médico. Foto: Getty Images

Uma aparência saudável e jovem muitas vezes é sinal de boa saúde. Logo, você fica tentado a culpar o envelhecimento e estresse como causadores das linhas faciais, unhas feias ou queda de cabelo quando, na verdade, essas falhas podem sinalizar problemas de saúde.

A especialista em medicina integrativa Molly M. Roberts, do Instituto de Saúde e Cura, em São Francisco, diz que esses problemas começam sussurrando, até falar, e se você não prestar atenção, eles começam a gritar. Para evitar tais problemas, o site Health listou 13 sinais físicos que podem ajudar a perceber os sinais ocultos.

Rugas
Embora as rugas sejam inevitáveis, elas também podem ser um sinal de osteoporose. Nova pesquisa revela uma associação surpreendente entre rugas e saúde dos ossos no início da menopausa. Rugas são o resultado do envelhecimento, mas a exposição excessiva à fumaça de cigarro ou sol pode acelerar o processo.

Pés inchados
Muitas condições, incluindo entorses, distensões, lesões e infecções, podem causar pés e tornozelos inchados. Gravidez, obesidade e certos medicamentos provocam retenção de líquidos nos membros inferiores. Se você é como um dos 5 milhões de americanos com insuficiência cardíaca, pode ter retenção de líquidos por causa da ação pobre do seu coração em bombear. Inchaço nas pernas, tornozelos e pés é um sintoma clássico desta condição.

Ondulações nas unhas
Se você evita manicure, porque as unhas estão uma bagunça, talvez precise ir ao médico. Unhas onduladas, deformadas ou descoloridas (amarelo-marrom) podem apontar para muitos problemas de saúde. Alterações na região são comuns em pessoas com psoríase, doença de pele crônica, artrite psoríaca; alopecia areata, um tipo de perda de cabelo desigual.

Mãos e pés grandes
Você iria se preocupar, e com razão, se um ente querido tivesse uma mandíbula saliente, uma testa proeminente ou mãos e pés desproporcionais. Todos são sinais clássicos de acromegalia, distúrbio hormonal que ocorre em adultos quando a glândula pituitária (hipófise), também responsável pelo hormônio do crescimento, tem produção elevada. Se você notar a mudança na aparência da pessoa, fique atenta a este sinal. Trata-se de uma desordem rara, porque as alterações nos ossos e tecidos moles ocorrem lentamente ao longo do tempo e muitas vezes tal fato passa despercebido.

A boca suja
Dentes sujos e gengivas não são apenas sinais de má higiene oral. Sua boca pode revelar coisas desagradáveis sobre o seu coração e ossos. Em 2010, pesquisadores escoceses relataram no British Medical Journal que a escovação dos dentes diminui o risco de doença cardíaca. As pessoas que escovaram com menos frequência tinham um risco 70% maior de doença cardíaca ou morte por doença do coração. Perda dos dentes também pode sinalizar osteoporose.

Rubor facial
Nem sempre rubor facial é sintoma de vergonha. Vermelhidão facial com lesões de acne na pele são sintomas comuns da rosácea, uma doença de pele crônica. Embora a causa exata não seja conhecida, as pessoas com o problema ficam com o rosto vermelho, causados por eritemas, que em geral começam pela região central do rosto, podendo evoluir para complicações mais grave na pele, como pústulas.

Manchas escuras na pele
Um anel escuro na pele, na parte de trás do pescoço, pode parecer que está "pedindo" uma boa esfregada. Mas, na realidade, pode ser acanthosis nigricans, uma condição na qual a pele parece mais escura e mais espessa e até mesmo aveludada ao longo dobras do corpo. Pessoas com resistência à insulina, diabetes, obesidade ou, em casos raros, com câncer, podem desenvolver essas manchas escuras. "Embora não seja um sinal definitivo de diabetes, isso pode fazer você pensar duas vezes e realizar mais exames", diz Heather Jones, enfermeira da Oregon Health & Science University, em Portland, e membro do Dermatology Nurses Association.

Pelos no corpo
Pelos onde você não deseja é constrangedor, com certeza, mas também podem ser um sinal de problemas de saúde mais preocupante. Entre elas, está a síndrome do ovário policístico (SOP), uma causa comum de crescimento do pelos em mulheres em idade fértil, pode causar infertilidade, períodos menstruais irregulares ou ausentes. Mais de 70% das mulheres com SOP têm hirsutismo, ou o crescimento de pelos em excesso, aparecendo tipicamente na face, peito, barriga, costas, mãos ou pés.

Erupção na pele
A erupção é como uma bandeira vermelha. É a maneira de seu corpo dizer que algo não está certo. Existem vários tipos de erupções, mas uma em particular se destaca. Estende-se por ambas as faces em forma de uma borboleta e tem uma aparência tipo queimadura solar. Essa mancha é um sintoma clássico de lúpus, doença do sistema imunológico que afeta a pele, articulações, sangue e rins.

Perda de cabelo
O que você deve fazer com aquela bola de cabelo no ralo do chuveiro? Estresse, gravidez, doenças, medicamentos e alterações nos hormônios podem contribuir para a queda de cabelo. Entre as mulheres, em particular, cabelos secos e falhas podem indicar sinais de problemas na tireoide. Um simples exame de sangue pode verificar se o corpo está produzindo quantidades normais de hormônio da tireoide ou não.

Lábios rachados
Seus lábios podem dizer muito sobre sua saúde. Severamente rachados, lábios secos podem ser uma reação à medicação, um risco ocupacional (se você é um músico de metal), ou um sintoma de alergia, infecção ou outras condições. Rachaduras nos cantos da boca podem ser um sintoma de Sjogren , um distúrbio do sistema imunológico. O problema causa olhos secos e boca seca, bem como dor nas articulações e pele seca. Até 4 milhões de americanos, em sua maioria mulheres, apresentam a síndrome.

Pintas
Pintas, ou sinais na pele, podem ser sinal da presença de câncer. Procure crescimentos que são assimétricos, têm uma fronteira irregular, variam em cor, possuem um diâmetro maior que 6 milímetros, ou estão mudando e evoluindo. Melanoma é a forma mais letal de câncer de pele e pode apresentar um ou mais desses sinais. Se notar alguma alteração, deve-se passar por uma consulta médica para avaliação.

Olhos amarelos
Eles são uma janela para a sua saúde, então, quando a parte branca dos olhos torna-se amarela, há razão para suspeitar de problemas. Em adultos, pode ser um sinal de doença hepática, tais como hepatite ou cirrose. Também pode significar que os ductos biliares do fígado estão bloqueados. Qualquer pessoa com amarelecimento dos olhos deve ver seu médico para avaliação.

Confira 12 dicas para evitar as crises alérgicas


A prevenção é o melhor remédio para a alergia. Foto: Getty Images


Os sinais são claros: nariz entupido, coceira nos olhos, tosse. Quem tem algum tipo de alergia sabe que apenas um desses sintomas pode ser o começo de mais uma crise. Mas será que não é possível evitar esses desconfortos? Você pode, mesmo sem saber, estar colaborando para o problema se agravar. Segundo o site da revista Health algumas atitudes ajudariam a manter as alergias sob controle. Veja abaixo quais são os maiores erros dos alérgicos.

1. Nada de deixar as janelas abertas - Adquira o hábito de manter as janelas fechadas e use o ar condicionado quando estiver na estação do pólen. Certifique-se de que o aparelho está no modo de circulação e, se não estiver quente lá fora, a dica é mantê-lo somente em modo filtro. Tirar partido do ar condicionado do seu carro pode diminuir a quantidade de pólen que você respira em até 30%.

2. Fique atento à contagem de pólen - Os alérgicos devem ficar por dentro da contagem de pólen. Existem sites que mostram exatamente quando começa a estação que prejudica a sua alergia, como o pollen.com. Você também pode usar o site para olhar para cima as previsões antecipadas de até quatro dias e se inscrever para receber alertas de alergia por e-mail.

3. Não atrase a medicação - Conforme as estações mudam, as plantas começam a liberar o pólen. Portanto, tente se antecipar tratar de si mesmo antes que isso aconteça. O mesmo vale se você sabe que vai visitar o gato amoroso de um amigo. É bem mais fácil previnir uma crise do que tratar corrígí-la depois.

4. Mude o horário dos exercícios - Se você gosta de treinar ao ar livre, evite a tarde e a manhã. Flores e árvores começam a liberar o pólen ao nascer do sol, com níveis de pico no final da manhã e início da tarde. E se a contagem de pólen estiver elevada em um determinado dia, opte por um treino menos intenso.

5. Peça ajuda ao purificador de ar - Purificadores de ar e filtros de ambientes são uma forma extremamente eficaz para remover pólen, pelos de animais, poeira e outros inimigos dos alérgicos do ar interior.

6. Não deixe seu EpiPen expirar - Se você precisar carregar um EpiPen (autoinjetor de adrenalina) é porque você tem alto risco de uma reação alérgica grave. Sendo assim, é bom verificar a data de validade periodicamente e não guardá-lo, por exemplo, no carro, onde ele pode ser exposto a temperaturas extremas que o tornam menos eficaz. Certifique-se também de aprender a usá-lo corretamente.

7.Deixe os bichos de pelúcia longe - Animais de pelúcia são fofinhos e, infelizmente, grandes ímãs para o pó, um gatilho para a alergia comum. Se seu filho um monte deles, é melhor você guardá-los ou mantê-los a distância.

8. Não ignore os sintomas - Os adultos podem tornar-se alérgicos mesmo sem ter tido dar um único espirro ao longo da vida. Se você precisar de antibióticos para sinusite a cada primavera, pode ser um sinal de alergia. 9. Troque de travesseiro - Apesar de confortáveis, os travesseiros de penas só agravam as alergias, à medida que elas envelhecem. Os modelos feito com enchimento sintético, como o poliéster, é uma escolha melhor.

10. Não durma com seu animal de estimação - Pode parecer inofensivo dormir com o seu cachorro ou gatinho à noite, mas não é uma ótima ideia, se você tem alergia.Eles podem trazer pólen, poeira, mofo e outros ácaros do ar livre. Pela mesma razão, é melhor pisos frios no quarto, ou apenas um tapete que possa ser lavado periodicamente.

11. Nenhum animal de estimação é hipoalergênico - Não há sinais na evolução que comprovem que exista um animal de estimação verdadeiramente anti-alérgico.Enquanto algumas raças são considerados menos críticas do que outras, especialistas dizem que qualquer animal peludo pode causar os sintomas. Mesmo os gatos sem pêlos e cães são alérgicos, não é a pele que faz espirro de pessoas, mas as proteínas encontradas na saliva dos animais. 12. Os pássaros também podem agravar os problemas - As pessoas podem ser alérgicas aos pássaros. Um único passarinho pode causar uma série de problemas para as pessoas, que muitas vezes não percebem isso porque a alergia pode levar um tempo para se desenvolver.

Saiba o que fazer para evitar gripes e resfriados no outono



O aumento da poluição, a estiagem e as diversas alterações de temperatura durante o dia e aglomerações em lugares fechados colaboram para que o organismo seja vítima de vírus, inflamações e alergias comuns no outono. E o Instituto de Infectologia Emílio Ribas, unidade da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, faz um alerta para o risco de gripes, alergias e resfriados durante esta época do ano.

O importante é estar atento aos sintomas e procurar ajuda profissional para tratar a patologia da maneira correta.

Segundo o infectologista Ralcyon Teixeira, do Emílio Ribas, apesar de apresentar sintomas semelhantes, o resfriado e a gripe são provocados por vírus distintos e devem receber atenções diferentes.

— O resfriado tem sintomas mais leves, como corisa e leves dores no corpo. O vírus do resfriado permanece no organismo por apenas três dias. Já a gripe exige mais atenção, pois ela aparece de maneira mais agressiva, manifestando-se por febre, fortes dores no corpo, tosse seca e falta de ar. Neste caso, o ideal é procurar ajuda médica.

Além da gripe e do resfriado, é preciso estar atento às infecções de garganta, como, por exemplo, a laringite, que é provocada por vírus ou bactérias e causa inflamação da laringe, apresentando sintomas de febre, dor de garganta, tosse seca e rouquidão.

Outra patologia oportunista da estação são as doenças respiratórias, como a asma brônquica e alergias. A asma brônquica, popularmente conhecida como bronquite, doença pulmonar que provoca chiados e dificuldades para respirar, é incidente no outono e em temperaturas frias, bem como em exposição à poluição, fumaça e pólen. Pode se tornar extremamente grave caso não seja acompanhada e tratada desde os primeiros sintomas.

A alergia mais comum nesta época do ano são as rinites, inflamações das vias respiratórias provocada pelas variações climáticas bruscas e o contato com o pó e poluentes.

— As pessoas que sofrem tanto pela bronquite como pela rinite devem estar atentas ao retirar roupas guardadas há muito tempo no armário, pois elas podem reter pó e odores nocivos para as alergias.

O infectologista salienta, ainda, a importância de se ater aos sintomas e procurar o médico.

— Aos primeiros sintomas, o ideal é procurar auxílio profissional imediato para evitar que um simples resfriado possa se tornar uma pneumonia ou algo mais grave.

Termogênico emagrece? Veja como eles agem no organismo


Os suplementos termogênicos podem prejudicar o coração, fígado, pulmões e rins. Foto: Getty Images

Algumas pessoas frequentam academias, praticam esportes ou correm em parques durante a semana mas, ao chegar o final do mês o resultado na balança é quase nulo. Então, aparecem anúncios de produtos milagrosos que ajudam a queimar mais calorias durante os exercícios e na perda de vários quilos em um curto período de tempo: os termogênicos. Este público se apoia nestas substâncias que, além de não serem milagrosas, podem trazer riscos graves à saúde.

"A amiga chega, diz que tomou comprimidos e emagreceu tantos quilos, aí a outra compra e começa a tomar. Só que a amiga malhou como louca, por isso perdeu e a outra não", exemplificou o endocrinologista Tércio Rocha. Segundo ele, os produtos termogênicos vendem promessas que não podem cumprir, como, por exemplo, a eliminação de gordura localizada. "O termogênico aumenta a capacidade de desprender calorias e eleva a temperatura interna do corpo", definiu o profissional.

O problema começa quando, durante o uso do produto, o resultado não é obtido. "Sem exercícios, o termogênico não ajuda em nada", ressaltou Rocha. Então, a pessoa aumenta a dose e fica sujeita à taquicardia, pressão alta, acidentes vasculares cerebrais, alteração de humor, insônia, ansiedade, falta de ar, problemas no fígado e rins, complicações nos pulmões e insuficiência cardíaca, segundo o endocrinologista.

A principal substância termogênica é a efedrina - proibida no Brasil e nos EUA -, de acordo com a presidente do departamento de obesidade da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, Rosana Radominski. No Brasil, os suplementos são feitos à base de cafeína, disse ela. Porém, diferente da efedrina e da anfetamina - que têm efeito mais agressivo - o corpo se adapta facilmente à cafeína, por isso ela deixa de aumentar o gasto calórico no organismo.

Ação no organismo
Os termogênicos aumentam a temperatura corporal e os batimentos cardíacos, o que dá mais disposição e energia para praticar atividades físicas. "A pessoa fica agitada", explicou Rosana. O sangue circula em velocidade mais elevada pelo organismo e ocorre a dilatação das veias. No entanto, Rosana afirmou que a quantidade de substâncias termogênicas nos suplementos regularizados é inferior à necessária para emagrecer.

"A efedrina ajudaria a perder peso se ingerida em altas doses, mas aí vêm os riscos", disse ela. Com isso, o efeito destes produtos é como o de um placebo, afirmou a endocrinologista. O mesmo acontece com suplementos a base de L-Carnitina e Taurina - aminoácidos já produzidos pelo organismo. "Eles também não aumentam o gasto de energia e não ajudam a emagrecer", disse Rosana.

De acordo com o personal trainer Bruno Franco, os termogênicos à base de efedrina e anfetaminas tinham um efeito mais rápido, no entanto, os vendidos hoje, feitos com substâncias legais, não surtem tanto efeito. "As doses de taurina e cafeína são baixas, por isso os termogênicos aumentam muito pouco o gasto calórico", disse ele. Aumentar a dosagem para compensar a concentração da substância é um risco alto à saúde, alertou ele.

Os termogênicos não causam dependência, pois ao invés de "agradar" o cérebro, causam irritação, explicou a endocrinologista. "A pessoa pode apenas se sentir cansada se parar de tomar", disse ela. A profissional lembrou que "não existe medicamento sem efeitos colaterais". Para ela, deve-se considerar os riscos contra os benefícios. No caso dos termogênicos, "a perda de 2kg não supera tudo o que a substância por causar no organismo".

Emagrecimento saudável
Um estudo desenvolvido pelas faculdades norte-americanas Ucla, Stanford e Harvard descobriu que por meio de um exame na saliva é possível traçar os exercícios e dieta ideais para determinado indivíduo. Conhecido como Pathway Fit, "o exame faz uma análise do genótipo e mostra o caminho certo para melhor condicionamento físico", disse o endocrinologista Tércio Rocha.

Segundo ele, pesquisas mostram que a dieta feita com base no resultado do Pathway Fit proporciona uma perda de peso 3,2 vezes mais intensa do que a comum (sem base em informações genéticas). A análise também indica os exercícios mais adequados e, de acordo com Rocha, é possível ganho de 1,8 vezes mais músculos com as atividades certas. No Brasil, o exame é chamado de panorama genômico e é feito nos principais laboratórios do País. "O resultado fica pronto em 30 dias e a pessoa o leva para um nutricionista e um personal trainer", completou o profissional.

Apesar de os suplementos termogênicos não serem recomendados, café, guaraná, chá branco, canela, gengibre - todos termogênicos - podem ser benéficos quando consumidos em doses equilibradas. Os alimentos citados não garantem o emagrecimento, mas fornecem energias para a prática de exercícios, de acordo com o endocrinologista Tércio Rocha.

A dica do personal trainer Bruno Franco é a alimentação em intervalos curtos durante o dia. "Quando você fica muito tempo sem comer, o corpo entra em um estágio de economia de calorias. Se a pessoa se alimenta a cada duas horas, o organismo libera mais calorias, pois sabe que logo elas serão repostas", explicou. O método ajuda a acelerar o metabolismo.

Varizes: saiba como prevenir e tratar




Peso nas pernas, dor e a presença de veias azuladas e pronunciadas podem ser indício de que as varizes resolveram se instalar. O histórico familiar é um dos fatores relacionados ao seu surgimento, mas, com medidas simples, você pode evitar o problema. A seguir, saiba como prevenir e tratar as varizes:


Causas
Além da hereditariedade, outros fatores combinados podem aumentar – e muito – o risco de desenvolver varizes. Angiologista e cirurgião vascular, Eduardo Fávero explica que as mulheres já são mais propensas a desenvolver o problema do que os homens. "O uso de pílula anticoncepcional, excesso de peso, sedentarismo, fumo e profissões que exijam permanecer em pé por longos períodos estão entre os principais fatores de risco", diz o médico.


Sintomas
Não se assuste se você tem pele branca e suas veias são perceptíveis sob a pele. "As veias preocupantes causam dor, peso e cansaço excessivo nas pernas", explica Eduardo Fávero. O médico diz que não tratar varizes também pode levar a outros problemas de saúde: "Há risco de desenvolver trombose, flebite (formação de coágulos sanguíneos), processo infeccioso nas pernas e feridas de difícil cicatrização, conhecidas como úlceras varicosas". Ele diz que pessoas com varizes tendem a apresentar vasinhos nas pernas com mais frequência.


Prevenção
Se você já possui casos de varizes na família, é preciso redobrar a atenção com os outros fatores. Para prevenir seu surgimento, a Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular recomenda evitar ganhar peso e permanecer muito tempo em pé ou sentado, manter uma dieta rica em fibras, a fim de ficar longe do intestino preso, praticar caminhadas e exercícios físicos regulares, não fumar, e utilizar meias elásticas de compressão, principalmente durante a gravidez. Quem pratica musculação deve seguir os exercícios propostos pelo professor, evitando aumentar a carga por conta própria. Para o fisioterapeuta Bruno Andrade, do Zahra Spa & Estética, "a prática de exercícios físicos regulares é essencial. Caminhadas e atividades que melhoram a irrigação sanguínea das pernas, como o pilates, podem evitar inchaço e varizes".


Tratamento
Segundo o angiologista Eduardo Fávero, "o tratamento para as varizes inclui medicamentos orais, uso de meias de compressão elástica e escleroterapia (aplicação de injeções com substâncias que secam o vaso com problemas). Casos mais graves necessitam de cirurgias a laser ou procedimentos cirúrgicos convencionais. Não há um mais eficiente, já que as veias doentes podem responder de forma diferente aos tratamentos. Em geral, o paciente é submetido a mais de um método para tratar o problema". A Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular também recomenda a elevação das pernas ao final do dia, para aliviar as dores e a sensação de peso e cansaço.

Origem periférica do Mal de Parkinson


Cientistas da Universidade de São Paulo (USP) estão dando uma importante contribuição para os estudos sobre o Mal de Parkinson. Por meio de um experimento com modelos genéticos, eles descobriram alguns sinais de que essa doença pode ter origem periférica, ou seja, no sistema nervoso autônomo (SNA) e não apenas no cérebro. O SNA é a parte do sistema nervoso que está relacionada ao controle da vida vegetativa, ou seja, controla funções como a respiração, circulação do sangue, controle de temperatura, digestão e etc. 

Esse estudo vem se somar aos já realizados por outros grupos de pesquisadores, como por exemplo, o de norte-americanos, que mostrou o caso de um paciente com diagnóstico da doença aos 56 anos, mas que já apresentava os sintomas periféricos e redução de dopamina no coração. O artigo com os resultados pode ser encontrado na edição de fevereiro de 2010 da revista Cleveland Clinic Journal of Medicine. Na Alemanha e no Japão, cientistas estão buscando entender o papel do SNA na origem da doença.

Para investigar a possível origem da doença no SNA, os cientistas brasileiros, coordenados pelo esteorologista e professor associado do Departamento de Cirurgia da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ) da USP, Antonio Augusto Coppi, utilizaram 20 camundongos geneticamente modificados, de modo a expressarem o gene alfa-sinucleína - o primeiro gene identificado como causador da mutação que acarreta o Mal de Parkinson.

Os animais usados nos experimentos tinham um mês de idade, mas as análises foram feitas aos três e seis meses com o objetivo de observar o surgimento e a cronologia de evolução da doença. De acordo com as informações passadas pelo estudioso brasileiro à Agência FAPESP, a origem do Parkinson em órgãos periféricos foi confirmada em todos os animais, mas só vindo a atingir o cérebro posteriormente.

Como resultado dos experimentos, os pesquisadores constataram que os animais doentes com seis meses mostravam alterações periféricas muito maiores, quando comparadas às dos animais com três meses. A novidade nesse estudo foi a utilização da estereologia – também chamada de morfometria, é um conjunto de métodos de quantificação de estruturas morfológicas e que permite a contagem minuciosa de partículas em 3-D e 4-D.

O uso dessa técnica possibilitou a visualização do coração dos animais em quatro dimensões e a partir daí, observar com grande precisão as alterações na estrutura do miocárdio, do plexo nervoso e do sistema excito - condutor cardíaco.

De acordo com Coppi, o modelo genético, utilizado no estudo atual, se mostrou mais eficiente e confiável do que o químico, no qual foram injetadas drogas nos animais, afim de simular a doença. Apesar dos resultados terem sido satisfatórios, não se sabe ao certo se os sintomas nos animais ocorreram devido ao Parkinson ou a alguma neurointoxicação pela droga.

Os pesquisadores acreditam que os neurônios do sistema nervoso autônomo periférico, que inervam os diferentes órgãos, sofrem degeneração pela doença, afetando-os de forma a provocar sintomas periféricos inespecíficos, ou seja, uma fase da doença muitas vezes imperceptível. Esse processo tem como conseqüência diversas alterações no funcionamento dos órgãos, contexto que foi relatado nos experimentos dos pesquisadores brasileiros e que coincide com os resultados da pesquisa dos cientistas norte-americanos.

As informações obtidas até o momento, a partir dos experimentos realizados por cientistas de diferentes países, podem ser muito úteis na identificação de uma nova rota de origem do Mal Parkinson.

Síndrome metabólica pode causar doenças renais


Pessoas com problemas metabólicos têm um maior risco de desenvolver doença renal, revela um estudo que será publicado no periódico científico Journal of the American Society Nephrology.

A síndrome metabólica é caracterizada por um grupo de fatores que predispõem às doenças cardiovasculares, ao diabetes e – quando as doenças ocorrem associadamente – à morte prematura. Para ser diagnosticado com síndrome metabólica, o paciente deve se enquadrar em três ou mais das seguintes características: hipertensão, açúcar elevado no sangue, excesso de gordura abdominal, baixo nível de bom colesterol e índices elevados de ácidos graxos.

Para o estudo, os pesquisadores da Clínica Cleveland combinaram os dados de 11 estudos que examinavam a relação entre a síndrome metabólica e a doença renal. No total, foram considerados 30.416 pacientes de vários grupos étnicos.

Segundo os resultados, pessoas com síndrome metabólica têm 55% mais chances de desenvolver problemas renais, principalmente em relação à diminuição da função renal. Além disso, eles concluíram que o risco de ter problemas nos rins aumenta à medida que os componentes da síndrome metabólica crescem.

"Os clínicos gerais deveriam passar a considerar pessoas que sofrem de síndrome metabólica como pacientes com riscos potenciais de ter problemas renais", disse Sankar Navaneethan, autor do estudo.

A prevenção da síndrome metabólica se dá a partir da adoção de hábitos saudáveis, como dieta balanceada e a prática de atividades físicas. Estudos sugerem que com a perda de excesso de peso, aumento dos níveis de colesterol bom no sangue e controle do açúcar, é possível diminuir os riscos de desenvolver a doença renal. Porém, segundo os pesquisadores, mais estudos são necessários para confirmar essa relação.

Fonte: Site Veja

Falta de alongamento e uso de salto alto em excesso comprometem os tendões



O uso excessivo de salto alto e a prática da corrida em superfícies duras e com aclive, podem ser muito prejudiciais ao tendão calcâneo ou tendão de Aquiles.

Apesar de ser resistente e conseguir suportar até 450 kg, a região merece cuidados. Se essa região não for tratada com a atenção que exige, a corrida em terrenos acidentados e o uso de salto alto podem causar tendinite.

O primeiro sintoma da inflamação no tendão é dor na parte posterior da perna principalmente durante os primeiros passos da manhã.

Para evitar o incômodo, é importante não descuidar do alongamento antes e depois do treino e também fazer exercícios de fortalecimento na região. Massagens também ajudam a relaxar os tendões.

Outra recomendação é escolher o tênis certo para a corrida. É preciso conhecer o formato do pé, se ele é normal, cavo ou chato, e se a pisada é supinada, pronada ou neutra.

Também é importante analisar a possibilidade do uso de palmilhas ortopédicas que ajudam a evitar a sobrecarga nos tendões.

Combata as varizes e dores nas pernas


Nas estações mais quentes, é comum sermos acometidos por inchaços nos pés e nas pernas. Isso ocorre pois, com as altas temperaturas, existe uma maior dilatação nos vasos sanguíneos, mais permeabilidade dos capilares e consequentemente, mais retenção hídrica. É normal percebermos que nossas pernas estão mais finas pela manhã do que no final da tarde, por exemplo.
 
Quando existe um inchaço corporal relacionado à retenção de líquidos, a circulação  de sangue piora. Para combater o problema, deve-se tomar bastante líquido (cerca de dois litros por dia, uma vez que pouco líquido faz a retenção piorar); evitar a ingestão de sal; não se manter em pé ou sentado por muitas horas seguidas e manter o hábito de fazer atividades físicas. Andar a pé estimula a circulação. Já a dieta deve ser equilibrada. O uso de meias elásticas de compressão pode ajudar.  Alguns chás, como o verde e o amarelo, ajudam a combater a retenção hídrica.
 
As temidas varizes costumam aparecer na gravidez ou na melhor idade, por conta de problemas na circulação do sangue. É mais comum nas mulheres. Em casos severos, pode haver necessidade de se fazer cirurgia. Tratamentos possíveis são a escleroterapia química, que são injeções que desobstruem as veias, laser endovenoso e a escleroterapia com espuma.
 
Desconfortos nas pernas e pés podem estar relacionados a doenças como insuficiência cardíaca renal e das veias periféricas (varizes), além de hiper ou hipotiroidismo, menopausa e uso de remédios como anticoncepcionais e anti-hipertensivos. O médico seve ser sempre consultado em caso de inchaços que ocorrem sem relação com o calor.
 
Em casos graves, problemas circulatórios podem até levar à trombose. Ela pode ocorrer quando se fica em uma mesma posição por muito tempo. Por isso, ninguém deve ficar numa mesma posição por muitas horas, sem dar uma caminhada, mesmo que mínima.
        
Por: AgComunicado