Casos de lesão medular por mergulho aumentam no verão



Levantamento do Instituto de Ortopedia e Traumatologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), ligado à Secretaria de Estado da Saúde, aponta que, durante o verão, o mergulho em água rasa sofre um aumento no número de casos, passando da quarta para a segunda causa de lesão medular.

Segundo o ortopedista Alexandre Fogaça, a cada semana cerca de 10 pessoas ficam paraplégicas ou tetraplégicas em consequência desta prática recreativa em todo o país.

Saltos mal avaliados em rios, piscinas e mar são muito comuns nesta época do ano. "Geralmente este tipo de acidente está relacionado ao uso de álcool e drogas que deixam os usuários sem noção do perigo", diz Fogaça.

Entre as vítimas deste tipo de acidente 90% são jovens, na faixa etária dos 10 aos 25 anos. A queda num local raso com o alto da cabeça faz com que o pescoço se dobre e o resto do corpo continue a se mover, causando a fratura de uma ou mais vértebras.

Dos pacientes atendidos na ortopedia do HC com lesão medular causada por um mergulho mal calculado, 66% têm dano neurológico e levam sequelas para o resto da vida. "O mais alarmante, é que são jovens com uma vida pela frente", ressalta o ortopedista.

"Antes de dar um mergulho é preciso conhecer o local e a profundidade de onde se vai nadar. Procurar fazer o primeiro mergulho de pé para ter maior amortecimento do impacto, evitar brincadeiras de empurrar amigos para dentro de lagos, rios, piscinas e, principalmente, não consumir drogas ou álcool antes da recreação", orienta Fogaça.

Você sabe o que faz um nutrólogo?




O que faz um nutrólogo?
A nutrologia estuda o diagnóstico, prevenção e tratamento de doenças relacionadas ao comportamento alimentar. É importante lembrar que o nutrólogo não deve ser confundido com nutricionista. Desde 17 de setembro de 1991, a Lei n° 8.234, diz que somente um nutricionista pode prescrever uma dieta e a educação nutricional, já ao nutrólogo cabe prescrever uma nutrição parenteral (na veia) em pacientes que estejam hospitalizados. A nutrologia pesquisa e avalia os nutrientes presentes nos alimentos, na alimentação e no organismo, podendo ser tanto nas condições de saúde como de doença. Oferece nutrientes e fotoquímicos adequados ao nosso organismo, reduzindo assim o risco de doenças crônicas não-transmissíveis como a obesidade, diabetes, câncer e hipertensão. Os especialistas nesta área dão orientações sobre qual alimentação é a mais equilibrada para corrigir o peso e manter a saúde e acompanhar pessoas com necessidades mais especificas como atletas, idosos e crianças.

Mas qual a diferença entre nutrólogos e nutricionistas?
O nutrólogo avalia, por meio de exames, a carência ou o excesso de nutrientes no organismo e determina a ingestão adequada das proteínas ou vitaminas para que o paciente alcance as substâncias corretas ao seu perfil. Já o nutricionista está capacitado a fazer avaliações nutricionais e diagnosticar clinicamente deficiências alimentares. O nutricionista também pode indicar o uso de suplementos, se for necessário. Por ser formado inicialmente em medicina, o nutrólogo está apto a receitar remédios, enquanto o nutricionista trabalha com fitoterápicos cujas indicações terapêuticas estejam relacionadas ao campo da nutrição. Ambas as profissões trabalham em conjunto e são de extrema importância para uma vida saudável.


Quando procurar um nutrólogo...
· Para diagnosticar doenças nutricionais e a realização de exames diagnósticos;
· Para identificar erros e hábitos alimentares inadequados;
· Para esclarecer que doenças nutricionais podem ocasionar doeças mais simples como anemia e carência de vitaminas, até doenças mais complexas como hipertensão arterial, diabetes mellitus, anorexia nervosa e osteoporose;
· Para esclarecer quais são as substancias benéficas e maléficas nos alimentos e como utilizá-los para viver mais e melhor;
· Ele pode propor uma mudança de hábitos de vida e de hábitos dietéticos que possa prevenir doenças;
· Para fazer um acompanhamento sistemático do estado nutricional e check-ups nutrológicos;
· Para propor uma reeducação alimentar adequada;
· Quando necessitar de uma alimentação adequada na gravidez;
· Quando necessitar de controle da dislipidemia (distúrbio do colesterol). 

(Com informações da Associação Brasileira de Nutrologia)

Tuberculose extrapulmonar é comum e tem tratamento



O Dia Mundial da Tuberculose (24) é importante para difundir informações sobre prevenção, sintomas e tratamento adequado. Segundo o infectologista Marcelo Ferreira, presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia, a doença tem cura em 99% dos casos em que o tratamento é feito corretamente. "Em alguns casos, a pessoa pode ser infectada e a doença nem se manifestar", afirma. 

Mas você sabia que nem sempre a tuberculose afeta apenas os pulmões? Embora o único meio de contaminação seja por meio das vias aéreas, a bactéria que causa a doença pode sair dos pulmões e entrar na corrente sanguínea, infectando outros órgãos. Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS),  8 milhões desenvolvem a doença e cerca de 1,7 milhão morrem a cada ano. Só no Brasil, de acordo com o Ministério da Saúde, são notificados anualmente 85 mil casos novos de tuberculose, sendo que mais de 10% dessas ocorrências envolvem infecções extrapulmonares. Aproveite a data para conhecer melhor a tuberculose extrapulmonar e tire dúvidas sobre sintomas e tratamentos. 

Tuberculose pode afetar qualquer órgão?

Sim. Quando uma pessoa é infectada, o bacilo pode se alojar em qualquer área do corpo por meio da corrente sanguínea. "A bactéria fica concentrada em alguma região do organismo e pode ou não se manifestar, dependendo do sistema imunológico do indivíduo", diz Marcelo Ferreira. A tuberculose extrapulmonar atinge com mais frequência pacientes com dificuldade em conter a infecção, como recém-nascidos, pacientes com AIDS e pessoas com imunodeficiência. 

Quais são os tipos mais comuns de tuberculose extrapulmonar?

Segundo a infectologista Sumire Sakabe, do Hospital 9 de Julho, uma das formas mais frequentes de tuberculose fora do pulmão é a ganglionar, que acomete principalmente os linfonodos - órgãos do sistema linfático - próximos ao pescoço. "Quando acometidos pela doença, eles aumentam de tamanho e, em alguns casos, podem formar pus", explica. Outros órgãos comumente acometidos pela tuberculose são ossos, olhos, pele, sistema nervoso central e sistemas urinário e reprodutor. 

Os sintomas são iguais aos da tuberculose pulmonar?

Existem alguns sintomas que são comuns em todas as manifestações de tuberculose, como febre no final da tarde, sudorese noturna, perda de apetite e cansaço. Os demais sinais irão variar conforme o órgão afetado. Por isso, é importante procurar um médico sempre que a pessoa perceber os sintomas típicos da doença associados a qualquer outra alteração no seu organismo. 

"Uma pessoa com tuberculose no sistema nervoso poderá ter convulsões, paralisia de algum membro ou até entrar em coma", exemplifica o infectologista Marcelo Mendonça, chefe do departamento de Infectologia do Hospital Santa Paula. "Já alguém com tuberculose renal poderá urinar sangue e ter dor na região lombar."

Como é feito o diagnóstico?

Quando há suspeita de tuberculose extrapulmonar, o médico faz uma biópsia do local, que consiste na retirada de uma parte do tecido doente para análise das células. "Isso mostrará danos no tecido que podem levar ao diagnóstico da doença ou descartar essa possibilidade", diz a infectologista Sumire. 

Feita a coleta do tecido, o médico usará um microscópio para procurar o bacilo da tuberculose e, caso não encontre em um primeiro momento, irá cultivar o tecido em meio propício para o desenvolvimento da bactéria, a fim de que ela se multiplique e seja possível identificá-la. 

Segundo dados do Ministério da Saúde, mais de 10% dos casos de tuberculose envolvem infecções extrapulmonares

Marcelo Ferreira conta que também podem ser usados testes moleculares, que possibilitam detectar o DNA do bacilo da tuberculose na mucosa e na urina. "Utilizamos ainda exames de imagem (RX, tomografia, ressonância), que podem ajudar o médico a fazer o diagnóstico", diz. Esses últimos exames, porém, ajudam a identificar com mais propriedade apenas alguns tipos de tuberculose, como a renal e a cerebral. O infectologista afirma que a biópsia é o melhor método e o que dá mais garantia de identificação da doença. 

O tratamento é igual para todos os tipos de tuberculose?

No geral, a doença é combatida em fases e exige o mesmo o tratamento em todas as suas formas, que dura seis meses. Durante os três primeiros meses, o paciente ingere uma combinação de quatro drogas, seguidos de mais quatro meses usando apenas duas destas drogas. Para formas graves, como tuberculose no sistema nervoso, o período de recuperação pode ser mais longo, durando até nove meses. 

Esse tratamento é fornecido gratuitamente pelo SUS. "Ele deve ser diário e regular para que a doença seja completamente eliminada", diz Sumire Sakabe. Segundo a infectologista, quando o tratamento é interrompido, o bacilo cria resistência ao medicamento, o que dificulta a cura e agrava a situação do paciente. 


Corpo humano sendo infectado pela bactéria da tuberculose

Uma pessoa pode ter mais de um tipo de tuberculose?

Sim, qualquer pessoa pode ser infectada mais de uma vez e pode, inclusive, ter a doença em diversas partes do corpo simultaneamente. Segundo Marcelo Ferreira, esse tipo de infecção se chama tuberculose miliar e acontece quando o bacilo viaja para diferentes partes do corpo por meio do sangue. Nesses casos, o tratamento é prolongado e requer cuidados mais específicos, como fortalecimento da imunidade e outras medidas tópicas para cada órgão afetado. "A tuberculose também pode reaparecer em um indivíduo que já teve a doença, seja por não ter sido tratada adequadamente ou por uma nova infecção", acrescenta. 

Uma pessoa com tuberculose extrapulmonar pode transmitir a doença?

Não. A doença só pode ser transmitida pelas vias aéreas, seja pelo ar ou por contato com mucosas infectadas. Uma pessoa que não tenha o bacilo alojado em seu pulmão não poderá expeli-lo na tosse, saliva ou muco. "Um paciente que não tenha tuberculose pulmonar sequer apresentará tosse ou qualquer outro sintoma relacionado ao sistema respiratório", explica Marcelo Mendonça. De acordo com ele, a tuberculose na laringe também tem chance de ser transmitida, mas em casos isolados. 

Novas descobertas sobre as doenças autoimunes



Diante de incertezas e acasos, o ser humano tenta encontrar uma explicação para fatos à primeira vista inexplicáveis. E um deles é a existência de doenças autoimunes. Os cientistas ainda tateiam em busca de motivos pelos quais nossas próprias defesas passariam a encarar o organismo como um adversário em um campo de batalha. A herança genética, é quase certo, tem parcela de culpa nesse desatino do sistema imunológico. Até aí, não há mesmo o que fazer. O curioso é que muita gente, apesar da predisposição, passa a vida toda sem experimentar essa reação masoquista dos guardiões do corpo. "Isso é o maior sinal de que fatores ambientais atuariam como estopins importantes para a autoagressão", opina o reumatologista Luis Eduardo Andrade, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Pesquisadores dos quatro cantos do globo querem decifrar quais seriam esses gatilhos. Um grupo do National Institute of Environmental Health Sciences, nos Estados Unidos, investigou o impacto dos raios ultravioleta do sol nos autoataques do corpo. Eles analisaram 380 pacientes diagnosticados com uma doença autoimune que acomete a pele, a dermatomiosite. Colheram amostras de sangue e verificaram a presença de um anticorpo específico, associado à exposição excessiva ao sol. "Confirmamos que a radiação altera o DNA das células cutâneas, o que aumenta, sobretudo nas mulheres, o risco de o organismo enxergá-las como estranhas, desencadeando o problema", revela Frederick Miller, o autor do estudo.

Outra descoberta vem da Universidade da Califórnia, também nos Estados Unidos. Ali, os investigadores alteraram ratos, retirando de seus macrófagos — integrantes do sistema imune — uma proteína chamada TLR4. Depois, alimentaram os animais com uma dieta gordurosa, até que atingissem a faixa do sobrepeso. Ao contrário das cobaias normais, as modificadas não apresentaram inflamações nem resistência à insulina — reações esperadas quando se engorda demais. Ou seja, seria a tal proteína que ativaria a resposta imune à gordura. "Esse resultado é instigante, mas precisamos de mais estudos", diz a reumatologista Maria Helena Kiss, do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo.

Recentemente na Suíça, na última reunião da Liga Europeia contra o Reumatismo — mal também causado pelas defesas do corpo —, os especialistas identificaram outras faíscas que fariam o sistema imunológico pegar fogo. "Parece que o cigarro e o consumo excessivo de café são capazes de tirá-lo do prumo", revela a reumatologista Evelyn Goldenberg, da Unifesp. O estresse, as infecções sucessivas e até as pílulas anticoncepcionais completam a lista de suspeitos.

Quanto mais cedo forem detectados o reumatismo e outras encrencas autoimunes, menores os riscos de complicação grave. "Febre, sensação de fadiga, manchas avermelhadas na pele e dor nas articulações nunca devem ser subestimados", avisa Maria Helena Kiss. Infelizmente, ainda não existe uma cura definitiva para esses males. O que se consegue, com os recursos modernos, é minimizar seus estragos e proporcionar maior bem-estar. Conheça, a seguir, o que é possível fazer nas principais enfermidades provocadas pelo sistema imunológico.

Lúpus eritematoso sistêmico
Entre todos os problemas autoimunes, é a disfunção mais temida porque, não raro, atinge órgãos vitais, como os rins, os pulmões, o cérebro e o coração, além da pele. "Acreditamos que a alta exposição aos raios ultravioleta e o uso de contraceptivos orais tornem o indivíduo mais suscetível ao lúpus", avisa a imunologista Myrtes Toledo Barros, do Hospital das Clínicas de São Paulo. Por isso, protetor solar nunca é demais. E por isso também mulheres com histórico familiar da doença devem fazer uso de anticoncepcionais de baixa dosagem.

A opção mais branda para contornar o lúpus são os anti-inflamatórios. Para as crises mais intensas, são prescritos corticoides, que, embora sejam mais eficazes contra a inflamação, provocam efeitos colaterais como obesidade e diabete. "Quando necessário, apelamos para drogas como o metrotexato e a cloroquina, que modulam a resposta imunológica, e para os imunossupressores, que, como o próprio nome sugere, reduzem a atividade do sistema de defesa", explica Myrtes Barros. A questão é que esses últimos medicamentos baixam a guarda do organismo, deixando-o à mercê de infecções oportunistas. Quando nada disso resolve, ainda é possível lançar mão de uma classe de remédios classificados como anticorpos monoclonais. "Eles agem em alvos específicos, reduzindo reações indesejáveis. No caso do lúpus, o objetivo é bloquear o TNF-alfa, substância inflamatória produzida pelas células imunes", ensina Luis Eduardo Andrade.

Artrite reumatoide
Essa doença inflamatória crônica geralmente acomete as cartilagens e ossos das pequenas e médias articulações, como mãos e punhos. "Mais raramente, pode prejudicar outros órgãos, como os pulmões", alerta Evelyn Goldenberg. Outra forte razão para não negligenciar o problema acaba de ser discutida na Liga Europeia contra o Reumatismo. "Quando não controlada, a inflamação pode afetar as artérias, aumentando o risco de doença cardiovascular", conta Evelyn.

Além dos anti-inflamatórios, dos corticoides e dos imunossupressores, os médicos têm observado excelentes resultados com as drogas biológicas influxumabe e etarnecept, que impedem a ação nociva do TNF-alfa nas articulações.

Tireoidite de hashimoto
Aqui o alvo é a tireoide, glândula responsável por produzir hormônios fundamentais para o bom funcionamento do organismo. "No caso, os linfócitos produzem anticorpos contra as células tireoidianas e as destroem aos poucos", explica o endocrinologista Filippo Pedrinola, de São Paulo. "A vítima, então, começa a enfrentar ressecamento da pele e dos cabelos, depressão, fadiga, ganho de peso, constipação intestinal e, no caso das mulheres, alterações do ciclo menstrual", continua.

Hoje, o foco do tratamento não é conter a agressão à tireoide. "O principal é fazer a reposição do hormônio levotiroxina, que ela deixa de produzir naturalmente", diz Pedrinola.

Diabete tipo 1
Ele ocorre quando os anticorpos se voltam contra as chamadas células beta do pâncreas, as responsáveis por fabricar insulina, aquele hormônio que converte açúcar em energia.

"Sede e urina excessivas, mal-estar geral, perda de peso e fadiga são algumas manifestações do problema", lista Filippo Pedrinola. A única saída é a reposição de insulina sintética.

"No futuro, a esperança é o implante de células do pâncreas no fígado do paciente, método que ainda está em fase experimental", antecipa.

Psoríase
As vítimas dessa doença são as proteínas das células da epiderme e da derme — duas camadas mais superficiais da pele. "A lesão se manifesta em forma de manchas vermelhas e descamativas, que normalmente acometem as áreas articulares, como joelho e cotovelo, e o couro cabeludo. Para amenizar o incômodo, o metrotexato, os corticoides tópicos e imunossupressores costumam ser bastante utilizados. Os bloqueadores de TNF-alfa também são uma opção interessante, já que essa substância inflamatória é característica da doença. "Curiosamente, ao contrário do lúpus, o sol costuma ser benéfico no quadro de psoríase", afirma Maria Helena Kiss.

Doença celíaca
"Em vez de mirar em um tecido do corpo, aqui o sistema imunológico descontrolado reage contra a gliadina, uma proteína presente no trigo, no centeio e na cevada", descreve Myrtes Barros. Ou seja, basta comer um pãozinho para que a intolerância dê as caras, levando a diarreia, vômito, mal-estar e, consequentemente, a anemia e lesão da mucosa intestinal. O jeito é eliminar os causadores da reação do cardápio e optar por derivados de milho e mandioca. Boa notícia: vacinas e medicamentos para controlar a sensibilidade no intestino estão sendo testados no exterior.

Gordinho e saudável: isso é possível?



Diz o senso comum que o corredor ideal tem um corpo "esbelto, alto e gracioso". Mas eis que, em uma prova de 5 km, alguém que não tem nenhuma dessas características (pelo contrário, não é muito alto e até ostenta uma barriguinha...) passa correndo por nós a toda velocidade e faz com que perguntemos: será que existe mesmo uma só aparência para quem está em boa forma? Pois alguns estudos mostram que pessoas que estão acima do peso e praticam exercícios podem ser saudáveis, do ponto de vista cardiovascular, e mesmo viver mais quando comparadas a "magrelos" sedentários.

Pedimos a opinião de dois especialistas norte-americanos sobre esse assunto. Glenn Gaesser, diretor do Healthy Lifestyles Research Center (centro de pesquisas de estilo de vida saudável), na Arizona State University, afirma que é possível estar em forma e acima do peso ao mesmo tempo. Mas a Dra. Amy Weinstein, mestre em Saúde Pública e professora-adjunta na Harvard Medical School, que estuda os impactos da obesidade e dos exercícios sobre as doenças, discorda. Saiba o porquê nas respostas abaixo. Os "sim" são de Glenn. Os "não", de Amy.

RUNNER'S WORLD

É possível estar acima do peso e ser saudável?
SIM: Praticamente todos os problemas de saúde relacionados ao peso podem melhorar muito ou até alcançar a cura com a prática moderada de exercícios, mesmo no caso de pessoas que estão acima do peso. A quantidade de exercícios necessária para se alcançar um nível de condicionamento físico que reduza significativamente o risco de doenças e de mortalidade é equivalente a uma caminhada rápida de 30 minutos por dia, cinco vezes por semana, ou uma corrida de 20 a 30 minutos por dia, três vezes por semana.

NÃO: Com base em pesquisas que eu acompanhei e estudos que realizei, a atividade física parece não reverter completamente os efeitos maléficos do excesso de peso sobre o diabetes e as doenças cardiovasculares. O motivo disso não é claro, mas pode ser devido a hormônios e proteínas que regulam o peso e têm efeito sobre doenças crônicas, e que não podem ser revertidos pela atividade física.

RW

Mas uma "bola de gordura" é realmente capaz de correr mais do que uma "máquina esguia"?
SIM: É possível que uma pessoa mais pesada seja mais rápida que um corredor mais magro se o corredor pesado tiver os ingredientes necessários para se ter uma resistência melhor, ou seja, VO2 máx mais alto, limiar de lactato mais elevado e melhor economia de corrida. Além disso, os genes desempenham um papel muito importante nesse aspecto, assim como a experiência.

NÃO: Bem, é claro que isso não é impossível. Mas uma pessoa que esteja acima do peso seria mais rápida se emagrecesse. A perda de cerca de 900 gramas teoricamente aumenta a velocidade em cerca de 1 metro por minuto de corrida. Então, se um corredor corre 5 km em 20 minutos, se ele emagrecesse 900 gramas, ele seria 5 segundos mais rápido, no geral.

RW

Os corredores pesados se machucam com a mesma frequência que os corredores magros?

NÃO: O sobrepeso aumenta o risco de artrite. Pesquisas mostram que pessoas obesas têm risco quase três vezes maior de apresentar artrite nos joelhos. Então, faz sentido dizer que os corredores pesados têm maior risco de lesões nas articulações.

RW

Os corredores deveriam desconsiderar o ganho de peso relacionado à idade?
SIM: Para controlar o peso, nosso corpo desacelera o metabolismo, então, provavelmente seria necessário fazer duas vezes mais exercícios. Depois dos 40 anos, teríamos de correr cerca de 3 km a mais por semana, para cada ano, para manter nosso peso. Então, se corremos 40 km por semana aos 40 anos, teríamos de correr 43 km por semana aos 41, 46 km aos 42 e assim por diante. E isso pode ser mais do que a maioria das pessoas está disposta a fazer. É por isso que eu promovo atividades físicas direcionadas para a saúde e não para perder peso, uma vez que emagrecer exige muito esforço. Se seu peso estiver aumentando, mas seu nível de colesterol e sua pressão arterial continuam dentro dos limites saudáveis, se eu fosse você, eu não me preocuparia.

NÃO: Conforme ganhamos peso, maior é o risco de termos todo o tipo de doenças crônicas. Então, eu digo aos pacientes cujo peso possa estar subindo constantemente para não se concentrarem em perder peso. Em vez disso, é melhor interromper o ganho de peso, no primeiro momento — mesmo que o emagrecimento seja de apenas 450 gramas por ano, pois isso significa 9 quilos em 20 anos, e esse é um número importante.

RW

Consumir menos calorias é a melhor maneira de emagrecer?

SIM: Aqui, ambos os especialistas concordam. Se quisermos perder peso, restringir o consumo de calorias é o caminho certo, mas também seria mais saudável fazer exercícios. Em um grande estudo publicado em 2010, pesquisadores analisaram um grupo de pessoas que fez dieta isolada e um grupo que fez dieta combinada a exercícios. Ambos os grupos mantiveram exatamente o mesmo déficit de caloria a cada dia e, portanto, perderam a mesma quantidade de peso. Mas o grupo que fez dieta e exercícios apresentou mudanças muito melhores em alguns marcadores de saúde. Além disso, os exercícios de resistência podem aumentar a massa muscular e o fato de se ter mais músculos pode ajudar a queimar mais calorias, mesmo quando se está em repouso. Fazer exercícios também é muito bom para ajudar a evitar o ganho de peso depois do emagrecimento. Então, para as pessoas que têm uma determinação inabalável em tentar perder peso, a mensagem é que elas podem perder alguns quilos fazendo dieta, mas para ficar livre deles será preciso fazer exercícios. E, com isso, elas terão também mais saúde.

RW

Os benefícios dos exercícios são mais importantes que perder peso?
SIM: A atividade física pode diminuir o risco de doenças cardiovasculares, independentemente do peso. Podemos pensar em aumentar o colesterol bom, o HDL, ou diminuir o ruim, o LDL, ou diminuir a pressão arterial, e assim por diante; todos esses aspectos podem melhorar com a prática de exercícios, mesmo que a pessoa não emagreça, o que resulta em menor risco de doenças cardiovasculares. A atividade física parece ter um efeito importante sobre os riscos de mortalidade gerais e, novamente, isso independe do peso.

NÃO: Os exercícios podem melhorar a saúde, mas podemos listar mais 50 problemas de saúde – de diabetes a artrite, refluxo ácido, apneia do sono e alguns tipos de câncer – que resultam de complicações decorrentes do excesso de peso. Mesmo emagrecer apenas de 2 a 4,5 quilos já ajuda a diminuir o risco de ter esses problemas.

RW

Então é mais importante fazer exercícios que perder peso?
SIM: Foi observado que aproximadamente duas vezes mais pessoas alcançam suas metas de exercícios, comparado às metas de redução de peso. Mas a prática de exercícios pode ou não levar à redução do peso. Nos últimos 30 anos, milhões de norte-americanos vêm tentando perder peso e, ainda assim, eles estão mais pesados agora do que nunca. Portanto, alguma coisa não está dando certo. Então, em vez de enfatizar a perda de peso, é melhor se concentrar em conseguir um bom condicionamento físico. Em vez de pensar em perder 13 quilos, que tal pensar em caminhar durante 30 minutos?

NÃO: Eu gostaria que os exercícios — juntamente com uma dieta saudável — fossem promovidos como uma forma de se resolver a epidemia de obesidade. Eu coordeno um programa clínico de controle do peso e venho tentando fazer com que meus pacientes percam peso. Descobri que, na verdade, não é tão difícil mudar o comportamento das pessoas, nesse caso dieta e atividades físicas. Os norte-americanos simplesmente precisam fazer mais exercícios e emagrecer.

Por Adam Bean | Revista Runners

Suar não emagrece




No calor e durante uma atividade física, o corpo sua mais, principalmente na cabeça, nas axilas, mãos, virilha e pés, que são ambientes mais úmidos, fechados e quentes.

Com a transpiração, perdemos 95% de água e 5% de eletrólitos, substâncias como sódio, potássio, cálcio e magnésio, que reagem com a água e fazem a condutividade elétrica no sangue.

O mau cheiro decorrente do suor não vem do líquido, mas das bactérias presentes na pele que se alimentam dele. É o resultado dessa digestão que tem um odor forte e característico.

Suor (Foto: Arte/G1)

Segundo o cirurgião do tórax José Ribas Milanez, do Hospital das Clínicas em São Paulo e do Hospital Albert Einstein, a transpiração é o principal mecanismo para resfriar o organismo, que funciona bem a uma temperatura aproximada de 36,5° C. Se esse termômetro passar dos 38° C, há algo errado.

Elevações de até 3° C geralmente não causam nenhum prejuízo, mas variações de 5° C já podem provocar disfunções no sistema nervoso central, como náusea, tontura e redução na taxa de transpiração. Aumentos maiores, de até 8° C, podem levar a lesões permanentes nas células e no cérebro e chegar à morte.

Os termoreceptores da pele percebem que a temperatura ambiente ou corporal está alta e avisam o cérebro, que ativa o sistema nervoso simpático, responsável por emitir um sinal às glândulas sudoríparas. São essas células que começam a produzir suor.

Atividade física
A quantidade de suor liberada por uma pessoa depende se ela está fazendo atividade, se está ao ar livre, sob o sol. Dependendo da idade, do sexo, do peso, da duração e intensidade do exercício, da roupa e da temperatura ambiente, um indivíduo pode perder de 4,5 a 7,5 litros de suor por dia. Em repouso, o valor diário costuma ficar entre 600 ml e 1,5 litro.

De acordo com o preparador físico José Rubens D'Elia, caminhar rápido, correr e pedalar são atividades que provocam muita transpiração, porque a maior parte do trabalho muscular (cerca de 70%) é transformada em calor. Só os 30% restantes são convertidos em movimento.

O suor não é responsável pela perda de gordura, mas pela eliminação de líquidos. Quando transpiramos, perdemos o peso da água, mas a maior parte dela é reposta rapidamente com a hidratação.

O exercício é importante para emagrecer porque, além do suor, a pessoa queima gordura e glicose para produzir a energia necessária à prática.

Quem tem sobrepeso ou é obeso costuma transpirar mais porque a gordura funciona como um isolante térmico, que dificulta a passagem do calor de dentro para fora do corpo.

A umidade do ar também interfere no suor, pois a evaporação é mais eficiente em climas secos. No ar úmido, quem faz exercício transpira mais, mas o suor evapora pouco, o que gera desconforto.

As roupas mais indicadas para se exercitar são as leves e claras, que em dias quentes ajudam o corpo a não reter calor, por facilitarem a troca de temperatura com o ambiente.

Dicas
- Ingira líquidos antes, durante e após atividades físicas para manter o corpo hidratado. Tome água, água de coco, isotônicos, sucos, chás e caldos leves. Além disso, coma saladas e frutas, que também contêm sais minerais.

- Durante o verão, prefira exercícios em locais abertos

Hiperidrose
Quando o suor é excessivo e vai além das necessidades de controle da temperatura corporal, é sinal de hiperidrose, doença que atinge aproximadamente 1% da população.

Geralmente, ocorre nas mãos, pés e axilas, mas pode ainda se manifestar no rosto ou couro cabeludo. Embora não se conheça exatamente as causas do problema, em algumas pessoas o suor intenso se torna incontrolável e é recomendada cirurgia.

Sete maneiras de amenizar os sintomas da TPM



calendario menstrual Fabio Heizenreder


1. Aroma anti-TPM
Se você sofre com a tensão pré-menstrual, que tal experimentar um método alternativo para combater os sintomas? O óleo essencial de gerânio atua como regulador hormonal, o que favorece o equilíbrio emocional, e estimula o sistema linfático, diminuindo o inchaço. Para potencializar o efeito, você pode misturá-lo ao seu hidratante ou óleo de amêndoas e massagear pernas, braços, costas e barriga com a misturinha. Um estudo da universidade de Eulki, na Coreia do Sul, comprovou que essa massagem ameniza a tristeza e o desconforto físico, características da oscilação hormonal. Outra alternativa é adicionar duas gotas do óleo essencial de gerânio em 1 litro de água morna e jogar no corpo depois do banho ou fazer um escalda-pés por 15 minutos. O óleo pode ser encontrado em lojas de produtos naturais.

2. Malhação combate cólica
Ninguém pode negar que grande parte da culpa pela oscilação de humor durante a TPM é dos hormônios. No entanto, é verdade também que uma cólica forte pode acabar com o alto astral de qualquer uma. Boa notícia: a atividade física é uma ótima aliada para quem quer combater a cólica sem recorrer aos remédios. "Exercícios físicos liberam endorfinas, que têm ação analgésica, e ativam a circulação, tirando o foco do útero e ovários. Além disso, mulheres que malham têm fluxo menstrual menor do que as sedentárias, por isso, menos risco de ter cólica", explica o ginecologista Aléssio Calil Mathias, de São Paulo. Se você não quiser saber de movimentos pesados, faça atividades mais relaxantes, como ioga, alongamento ou caminhada.

3. Driblando o mau humor
Durante a TPM, você pode ficar mais carente, irritada e triste, pois a fase intensifica esse tipo de características. Você também pode se sentir mais afetiva e maternal, com disposição para ouvir e entender. Mas também precisará de colo e atenção, por isso, avise o marido que você prefere assistir a um filminho no sofá, com direito a cafuné, do que uma noite quente de sexo. Sua produtividade também não estará a mil, portanto, se puder, é melhor fugir dos grandes projetos. Por fim, os pequenos problemas podem se transformar em grandes tragédias. Então, antes de explodir com alguém, pergunte-se se a reação é necessária.

4. Adote novos hábitos
Não é novidade que adotar novos hábitos pode melhorar - e muito - sua qualidade de vida. No entanto, isso vale também para amenizar os sintomas da TPM. Quem trabalha mais de dez horas por dia, se alimenta apenas de sanduíche e não faz atividade física tende a perceber os sintomas de modo acentuado. Então, que tal fazer um balanço dos seus hábitos para descobrir o que pode estar fora do lugar? Uma vida mais tranquila e saudável pode ajudar você a driblar os efeitos da TPM!

5. Ioga para TPM
Nós já sabemos que as atividades físicas podem ajudar a driblar os sintomas da tensão pré-menstrual. Mas sabia que existe um movimento específico que é perfeito para amenizar os efeitos da TPM? A postura promete aliviar a cólica e até mesmo o stress. 

6. Chi Kung para aliviar a dor
A técnica do Chi Kung também pode ajudar você a combater os sintomas da TPM. 

7. Alimentos que controlam a TPM
Amenizar os sintomas da tensão pré-menstrual já é ótimo. Imagina poder prevenir os incômodos dessa fase do ciclo menstrual? A nutricionista Andréia Naves conta quais são os alimentos que podem ajudar você nessa batalha.

Jogos, leitura e descanso melhoram o funcionamento da memória



Esquecer a chave de casa, não lembrar onde estacionou o carro e perder objetos pela casa é bastante comum com a vida agitada que as pessoas levam.

Para memorizar, é preciso passar por quatro etapas: atenção, compreensão, armazenamento e resgate. No estúdio, o neurologista Tarso Adoni e a neurocientista Suzana Herculano explicaram como funcionam essas quatro fases da memória. A falta de atenção é a principal culpada e motivo de queixa de memória das pessoas jovens.

Para ter uma boa atenção, é preciso concentrar-se na atividade que exige de você uma boa memória. Livrar-se da poluição sonora e visual é o primeiro passo para harmonizar o ambiente e potencializar a capacidade de estar atento a alguma informação. Para quem estuda ou trabalha em casa, é fundamental ter um espaço isolado de barulhos externos e informações visuais que possam tirar a concentração.

No caso da compreensão, não basta apenas entender o que é dito. Compreender é muito mais difícil que decorar, por isso a compreensão precisa ser exercitada. Vale lembrar também que o cérebro não é infinito e os 86 bilhões de neurônios são o melhor sinal de que há um limite para o trânsito de informações dentro de nosso corpo. Por isso armazenar as informações é importante.

A última fase da memorização é a recuperação. É comum não se lembrar de algo quando você precisava, mas se lembrar depois, quando alguém te diz algo ou você tem alguma pista de onde estava a informação. O nosso cérebro funciona melhor com associações e tem muito mais poder de recuperação quando uma informação tem cara, cor, cheiro, som, nome ou jeito.

Arte Memória Bem Estar (Foto: Arte/G1)

Há três tipos de memória: a visual, a auditiva e a sinestésica. As pessoas acabam percebendo isso por experiência própria. Por exemplo, se você costuma se lembrar bem de conversas que teve, assuntos, frases que as pessoas disseram, você tende a ter um canal da memória auditiva mais sobressalente.

Se você se lembra com mais facilidade de imagens, rostos, cores, roupas, de "fotografias" que seu cérebro tira das situações, você tem uma memória mais visual. A memória sinestésica é mais difícil de compreender, mais ligada a uma capacidade de associar fatos a imagens e sensações, lembrar-se bem de cheiros, gostos e texturas, por exemplo, ligada a outros sentidos que não a audição e nem a visão.

Diariamente, milhares de informações circulam pelo cérebro, mas só uma pequena parte fica, o que é normal e necessário. No caso da doença de Alzheimer, as informações não conseguem ser retidas no cérebro pois há disfunções em conexões nervosas e outras regiões.

Ao longo da vida, as pessoas constroem uma série caminhos com informações. Toda vez que fazemos algo que ativa nosso cérebro, estamos construindo estes caminhos, diversas rotas que ligam o nosso momento presente com a nossa memória.

Conforme a idade chega, estes caminhos vão se perdendo. Só que, se a pessoa tiver construído muitos caminhos, chegar até a memória não vai ser um problema. A dica para fazer a manutenção destas estradas é manter-se intelectualmente ativo, trabalhando, estudando e lendo. Veja mais algumas dicas:

Leitura: atores, atrizes, professores e professoras são profissões em que se lê muito. Estudos apontam que estas profissões conseguem conservar por muito mais tempo uma boa memória. Ler é fundamental para garantir o bom funcionamento da memória.

Bom descanso: uma das piores coisas para a memória é a privação de sono. Se a pessoa deixa de dormir, a memória pode falhar. O cérebro é como qualquer outra parte do corpo: ele precisa descansar e o sono atua para "assentar" a memória e ajuda a assimilar as informações.

Jogos: jogos de palavras, números, tabuleiro e cartas funcionam como exercícios para o cérebro porque exigem de você o raciocínio lógico e atenção.

Conversa: o contato social é fundamental para uma boa memória. Vale todo tipo de contato, desde uma conversa pessoalmente até uma ligação pelo telefone ou simplesmente a troca de mensagens. Quando você entra em contato com alguém, você exercita e estimula sua memória.

Alimentação adequada: o neurônio precisa de glicose e oxigênio para funcionar, por isso é importante uma dieta bem balanceada, que fornece os nutrientes nas quantidades adequadas. É o caso da "dieta do mediterrâneo", por exemplo, que promove um bom equilíbrio de proteínas, gorduras, açúcares, vitaminas e antioxidantes. Existe uma vitamina que é fundamental para o funcionamento do nosso cérebro e da memória, que é a vitamina B12, proveniente dos derivados de animais e encontrada em alimentos como carne, leite, ovos, queijo e iogurte.

Atividade física: o exercício físico faz nascerem neurônios no hipocampo, uma região do cérebro responsável pela memória. É como se ele aumentasse o tamanho da nossa "gaveta" de armazenar informações. Além disso, quem faz exercício melhora a capacidade vascular e a irrigação sanguínea do cérebro, prevenindo AVC's, por exemplo.

O exercício também faz o corpo liberar prolactina, um hormônio que tem ação calmante, e endorfinas, que colaboram para o aumento do prazer. Ao usar os músculos, as atividades físicas reduzem a tensão e o corpo relaxa - o que faz bem para o cérebro. O exercício também aumenta a atividade do sistema nervoso parassimpático, que promove a digestão e o crescimento e age como freio contra o estresse.

Alvo do cérebro
Mesmo que você faça várias coisas ao mesmo tempo, como conversar ao telefone, lavar a louça, administrar a comida no fogão e cuidar das crianças, o seu cérebro vai escolher apenas uma atividade por vez para ser a prioridade. É o alvo do cérebro naquele momento. Por isso, para memorizar é importante que a atividade que você quer armazenar seja o alvo daquele momento. A dica para isso funcionar é, enquanto você estiver fazendo algo que seja importante, não tentar fazer outras coisas ao mesmo tempo.

Alzheimer
A doença de Alzheimer acontece quando os neurônios se degeneram e a pessoa começa a ter problemas para se lembrar dos fatos recentes. Isso acontece em geral com pessoas mais velhas, como característica de uma doença degenerativa. A memória que costuma ficar prejudicada nas pessoas que sofrem Alzheimer é a memória de "curto prazo", usada para assimilar informações mais recentes.

Conforme a doença progride, ela pode afetar outras áreas da memória, como as responsáveis pelas memórias mais antigas. Os estudos mostram que cerca de 2% da população entre 65 e 70 anos têm Alzheimer. Dos que tem de 70 a 75 anos, 4% tem a doença, Dos que tem entre 85 e 90 anos, cerca de 32% tem Alzheimer. E quase metade dos que tem acima de 90 anos tem a doença. A mensagem principal para combater a doença é manter a mente ativa, na tentativa de retardar o surgimento do Alzheimer.

Teste de Stroop
Criado por J. Ridley Stroop, o teste exercita os lóbulos frontais do cérebro responsáveis por nosso planejamento e ação. A pessoa precisa ler a cor do que está escrito, independentemente da palavra. Você consegue? Faça o teste!

Teste-memória (Foto:  )

Saiba como preparar sucos nutritivos e que fazem bem à saúde



Sucos naturais são nutritivos, saudáveis e fáceis de preparar. A nutricionista Andréia Naves e a chef de cozinha Tatiana Cardoso explicaram os benefícios da bebida e deram receitas saudáveis para fazer em casa.

Mas é preciso atenção na hora de comprar as frutas. A repórter Marina Araújo foi até o Ceagesp, maior centro atacadista da América Latina, e descobriu o "certificado de fruta doce". Segundo o engenheiro agrônomo Gabriel Bitencourt de Almeida, um aparelho chamado refratômetro mede o conteúdo sólido solúvel, ou seja, a doçura da fruta.

O sólido solúvel do suco representa a quantidade de açúcar que a fruta tem. A maioria das frutas tem entre 10% e 15% de açúcar. Mas algumas são mais ácidas e escondem o sabor doce, como o maracujá. Por exemplo, uma laranja boa tem 12% de açúcar. Então um copo com 300 ml de suco de laranja já tem cerca de 3 colheres de sopa de açúcar. É o mesmo que tem uma latinha de refrigerante, ou seja, não precisa adoçar o suco.

Arte Bem Estar Suco (Foto: Arte/G1)

O abacaxi é uma das frutas que as pessoas têm mais dificuldade de escolher no mercado ou na feira. A melhor maneira de conhecer o abacaxi é pela abertura da malha, então quando elas já estão bem achatadas e separadas, é um indicativo de que a fruta está boa. Outro ponto importante é que se o abacaxi for de uma região mais quente, ele tem dificuldade em pegar cor, então ele pode estar verde e bom.

Além do abacaxi, os feirantes deram dicas para escolher o melão, a melancia e o abacate. No caso do melão, o mais pesado é o melhor porque indica que tem bastante suco. A melancia não pode estar amassada na casca e precisa estar bem vermelha. Abacates brilhantes devem ser evitados, os ásperos são melhores.

Todas as receitas de sucos fazem bem ao organismo, mas cada uma tem uma função predominante. Os sucos preparados no Bem Estar foram: desintoxicante, digestivo, que protege o sistema imunológico, tonificante para a pele e antioxidante. Veja como prepará-los:


Desintoxicante
Pensando na combinação de vegetais e frutas extremamente hidratantes como a maçã, o salsão e o pepino, que nos auxiliam na eliminação de toxinas, temos uma ação desintoxicante. Somada à ação antiinflamatória do hortelã, temos um verdadeiro elixir desintoxicante.

Ingredientes:
2 maçãs
2 talos de salsão
1 pepino médio
1 colher de sopa de folhas de hortelã

Modo de preparo: bata todos os ingredientes no liquidificador com um pouco de água. Adicione gelo e sirva
Rendimento: 1 porção

Digestivo
A erva doce e a erva cidreira são suaves e têm poder digestivo. Quando acrescentamos abacaxi, temos uma bebida aromática.

Ingredientes
1 xícara de chá de erva doce ou camomila gelado
1 pedaço de 15 cm de erva cidreira
1 uma fatia de abacaxi

Modo de preparo: bata todos os ingredientes no liquidificador. Sirva com pedras de gelo

Protetor do sistema imunológico
Quando você adiciona a vitamina C presente na laranja e na acerola, as forças da clorofila presentes na salsinha e o poder do gengibre e mel, o suco vira um anti-gripal.

Ingredientes
200 ml de suco de laranja
½ xícara de acerola
1 pedaço de 3 cm de gengibre
Um tufo de folhas de ervas frescas à escolha (salsinha, hortelã, cidreira ou manjericão)
Mel a gosto

Modo de preparo: bata tudo no liquidificador e coe. Sirva com gelo
Rendimento: 1 porção

Tonificante para a pele
A ação hidratante da água de coco, do mamão papaia e do abacaxi já seriam por si só excelentes tônicos para a pele. Mas as fibras da couve intensificam o trabalho intestinal e fazem deste suco uma verdadeira fórmula para uma pele limpa, bonita e saudável.

Ingrediente
200 ml de água de coco ou água
½ xícara de mamão papaia
½ xícara de abacaxi
1 folha de couve

Modo de preparo: bata tudo no liquidificador e sirva com pedras de gelo
Rendimento: 1 porção

Antioxidante
Os polifenois presentes nas frutas vermelhas dão o poder antioxidante da bebida.

Ingredientes
¼ de xícara de polpa de açaí congelado
¼ de xícara de morango picado
¼ de xícara de uva escura

Modo de preparo: bata tudo no liquidificador e, se necessário, acrescente água.
Rendimento: 1 porção

Se você preferir, pode fazer cubinhos de gelo com as frutas e com a couve. As frutas com mais água são as mais indicadas para fazer este preparo nas formas de gelo, como melancia, maracujá, maçã e kiwi. O preparo é simples: lave a fruta ou a couve e pique no liquidificador com 100 ml de água. Deixe bater bastante até ficar numa consistência de suco grosso - não é necessário acrescentar mais água. Coloque nas forminhas de gelo no congelador e deixe gelar.

Segundo as especialistas, é importante consumir o suco imediatamente após o preparo e evitar consumi-lo no almoço e no jantar já que ele atrapalha a digestão. Em uma enquete no site do Bem Estar, os internautas mostraram que o suco preferido da maioria é o natural. Veja o resultado:

Enquete suco Bem Estar (Foto: G1)

Como fazer suco de aloe vera para controlar a pressão e emagrecer



Também conhecida como babosa e com aparência semelhante a um cactos, a aloe vera, planta que tem origem na África, possui um nutritivo gel em suas folhas, com fibras, zinco, cálcio e vitaminas C e E. Além de controlar a pressão arterial, ela ajuda a emagrecer.

Esse gel, presente no interior da folha, também ajuda a livrar o organismo das toxinas promovendo uma verdadeira limpeza. Também melhoram o trânsito intestinal e possuem efeito anti-inflamatório.

Entre outras vantagens, o ph presente no gel colabora com a produção do muco do estômago, refazendo a mucosa gástrica, o que ajuda a quem sofre de gastrite e úlcera.

Sem falar que pele, cabelo e unhas também são favorecidos pelo funcionamento do intestino. Vendida em feiras livres, a planta deve ser lavada, tirado os espinhos e descascada. A parte mais grossa pode ser ralada para dar o efeito da polpa mastigável.

A outra parte deverá ser batida no liquidificador junto com água mineral, mel e alguma fruta. Os sucos de fruta feitos em juicer são os melhores, nesse caso, dispensa-se o mel, porque a frutose fica acentuada.

O suco pode ser conservado em geladeira por até uma semana, mas quanto mais fresco, melhor.

Fortalecimento da atenção básica à saúde pode reduzir casos de tuberculose



Reduzir as taxas de incidência da tuberculose no Rio de Janeiro é fundamental para mudar o panorama da enfermidade no país, segundo avaliação do coordenador do Programa Nacional de Controle da Tuberculose do Ministério da Saúde, Draurio Barreira. Para ele, o fortalecimento do sistema de atenção básica, como a expansão das clínicas da família na capital fluminense, é o principal fator que pode contribuir para isso.A cada ano são notificados aproximadamente 11 mil casos da doença no estado, que lidera o ranking de incidência nacional da doença: mais de 70 ocorrências por 100 mil habitantes, quase o dobro da média nacional (37,7 casos por 100 mil habitantes).

O Brasil tem até 2015 para contabilizar 25,8 casos por 100 mil habitantes, conforme um dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, estabelecidos pela Organização das Nações Unidas (ONU)


- A gente vê com bastante expectativa esse movimento de fortalecimento da atenção básica, como a expansão das clínicas da família, cujos profissionais conhecem de perto esse portador [da doença], os hábitos de vida, a casa. Eles têm a capacidade de interferir positivamente na relação dessa pessoa com seus hábitos de saúde.

Segundo ele, o Rio de Janeiro tem não só a maior incidência da doença, como concentra, em números absolutos, o maior número de casos do país.

- Então, se mudar a realidade do estado e do município, que concentra metade dos casos do estado, vai mudar o panorama da tuberculose no país.

De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde do Rio, foram inauguradas, nos últimos quatro anos, 56 clínicas da família, permitindo uma ampliação da cobertura de 3,5% para 31,6% nesse período, o que representa cerca de dois milhões de pessoas assistidas pela estratégia.
A superintendente de Unidades de Saúde da secretaria municipal, Betina Durovni, explica que o grande diferencial desse projeto, que integra o Programa Saúde da Família (PSF), do governo federal, é a proximidade dos profissionais e pacientes, que podem monitorar melhor a continuidade do tratamento.

- A expansão da atenção primária por meio das clínicas da família é um passo fundamental para o controle da tuberculose e de outras doenças. O papel dos agentes comunitários, da supervisão do tratamento e da proximidade [entre profissionais e pacientes] é fundamental para elevar os índices de cura da doença.

Para o diretor do Centro de Referência Professor Hélio Fraga, ligado à Fundação Osvaldo Cruz (Fiocruz), a redução nos índices da doença dependem de um acolhimento eficiente pelo serviço de saúde, o que inclui acesso facilitado e continuidade do tratamento, que leva em média seis meses, mas também da melhoria da qualidade de vida principalmente da população que vive em comunidades carentes.

- As clínicas da família ajudam porque com o tratamento adequado, evita-se que novas pessoas sejam contaminadas. Mas é preciso também que as populações vulneráveis, como as que moram em favelas, tenham melhorias na qualidade de vida. Os índices de maior incidência estão localizado em populações mais empobrecidas, de rua, e indígenas, por exemplo.

O coordenador da comissão de tuberculose da Sociedade de Pneumologia e Tisiologia do Estado do Rio, Marcos Conde, acrescentou que em regiões onde há bolsões de pobreza a busca ativa por pacientes contaminados é decisiva.

- Em geral, esses locais são pouco ventilados, há pouca entrada de luz solar e, por isso, são mais propícios aos casos de tuberculose. A busca por pacientes contaminados é importante porque numa situação de tantos problemas sociais, a tosse, um dos principais sintomas da doença, acaba sendo um problema menor para essa parcela da população, que acaba demorando para buscar atendimento e a doença vai se propagando.

Analgésicos podem aliviar a dor de um coração partido


A dor emocional pode ser apaziguada com analgésicos, diz estudo. Foto: Getty Images

A dor emocional pode ser apaziguada com analgésicos, diz estudo

Quem já teve o coração partido por qualquer razão (ou pessoa) sabe que a dor emocional pode, muitas vezes, ser física também. Agora, cientistas afirmam que aqueles com maior sensibilidade à dor realmente sofrem mais com dores "sociais". E, para aliviar o problema, os analgésicos comuns podem ser a solução, de acordo com a reportagem do jornal britânico Daily Mail.

Os pesquisadores descobriram que as dores física e emocional causam reações similares no cérebro - tão parecidas que os estudos mostraram que analgésicos comum poderiam, de fato, contribuir para aliviar a dor emocional. Os estudos foram realizados na Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos.

Os testes mostraram que a dor física tem dois componentes: a experiência sensorial e a parte intelectual, em que o cérebro decide quão ruim e estressante é aquela sensação. É este último componente que parece ser semelhante quando a dor é emocional. O estudo foi publicado no periódico Current Directions in Psychological Science, da Association for Psychological Science.

Dormir a noite toda ajuda a emagrecer



Uma noite de sono não é capaz apenas de descansar o corpo e a mente, mas também de combater a obesidade. Segundo um estudo americano, o sono ajuda a emagrecer.

O estudo analisou pessoas que dormiam apenas quatro horas por noite e outras que dormiam até nove horas.

A conclusão foi que as que dormem menos ingerem em média 300 calorias a mais por dia do que as que passavam mais horas na cama.

A explicação é que durante o sono, o corpo busca energia e, nessa procura, as calorias da comida ingerida servem como combustível para o organismo.

Os médicos aconselham para aqueles que querem perder peso uma noite com oito horas de sono.

Monte um kit de Primeiros Socorros


Kit de primeiros socorros deve ser guardado longe do calor e da umidade. Foto: Shutterstock/Terra

Durante os três meses das férias de verão, o movimento nas estradas de todo o País provoca aumento no número de acidentes. Apenas na operação Natal e Ano Novo, finalizada já nos primeiros dias de 2012, foram registrados 316 acidentes no Sistema Anchieta-Imigrantes, composto pelas rodovias que ligam São Paulo ao litoral sul e Baixada Santista.

De olho nisso, vale lembrar que carregar um kit de primeiros socorros no carro pode ajudar nos cuidados iniciais em situações de ferimentos mais leves. "O kit contém itens usados para o primeiro cuidado, podendo evitar complicações", explica Telma Ribeiro da Silva, professora da área de Saúde Ocupacional do Centro Universitário Senac de São Paulo.

Vale lembrar que motoristas não são multados se viajarem sem a maleta de curativos e remédios, já que o código de trânsito brasileiro não a considera obrigatória. De qualquer maneira, tê-la por perto pode ser útil.

Montando o kit
Não é preciso ter uma maleta ou qualquer tipo de bolsa especial para carregar os itens de socorro. Um nécessaire limpo e higienizado pode armazenar os produtos, desde que seja mantido em local protegido do sol e da umidade.

Antes de ir até a farmácia, faça uma lista do que deve ser comprado para não ter erro. Para um kit básico adquira luva, gaze, atadura, esparadrapo, uma tesoura pequena e soro fisiológico. Além disso, curativos prontos, medicamentos e antiséptico de uso familiar também são eficazes. O soro fisiológico deve ser usado para lavar o ferimento, a gaze para cobri-lo e atadura ou bandagem para colocar sobre a gaze.

Mas atenção: para que o material de primeiros socorros não se transforme em problema, é preciso ter cuidado com o que está sendo usado. "Jamais ofereça medicamento de uso pessoal para quem não se conhece, pois pode gerar algum tipo de alergia", recomenda Marisa Amaro Malvestio, enfermeira do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência de São Paulo (SAMU).

Serviço de emergência
Vale lembrar que por mais completo que seja o kit de primeiros socorros, ele não atende todas as necessidades de um acidentado. Por isso, em casos mais graves, antes mesmo de fazer os procedimentos na vítima, chame o serviço de emergência. Assim, o atendimento profissional acontecerá de maneira rápida e eficiente.

Pelo telefone 193, do corpo de bombeiros, é possível acionar o resgate, em qualquer cidade do País. Já nas cidades com o serviço de SAMU, o atendimento pode ser solicitado também pelo número 192. "Em pequenos municípios, é importante pesquisar o contato de algum serviço desse tipo", lembra Marisa. Logo na entrada das rodovias brasileiras, uma placa informa o telefone de emergência do trecho. Portanto, fique atento e tome nota.

Causas da Leucemia


A causa exata da leucemia é desconhecida. Tal como acontece com outros tipos de tumores malignos, o tabagismo é considerado um fator de risco para a leucemia. Entretanto, muitas pessoas que nunca fumaram desenvolvem a doença, bem como muitos tabagistas também nunca a desenvolvem.

A exposição prolongada a substâncias químicas como benzeno ou formaldeído, normalmente no local de trabalho, é considerada um fator de risco para a leucemia, mas esse fator é responsável por poucos casos da doença.

A exposição prolongada à radiação é um fator de risco, embora este, também, seja responsável por poucos casos de leucemia. As doses de radiação utilizadas para fins diagnósticos, tais como imagens de raios-X e de tomografia computadorizada não são exposições prolongadas nem submetem o paciente a doses elevadas que possam causar leucemia.

Outros fatores de risco para leucemia:

• Quimioterapia prévia: A quimioterapia, particularmente alguns dos agentes alquilantes e inibidores da topoisomerase, usados no tratamento de alguns tipos de tumores malignos, estão associados ao desenvolvimento posterior de leucemia. É provável que a radioterapia aumente o risco para o desenvolvimento da leucemia quando associada a determinados agentes quimioterápicos.

• Vírus linfotrópico de células T humanas tipo I (HTLV-1): A infecção por esse vírus está associada à leucemia de linfócitos T.

• Síndromes mielodisplásicas: Neste grupo incomum de doenças hematológicas, o desfecho é invariavelmente um processo mielocítico agudo.

• Síndrome de Down e outras doenças genéticas: Algumas doenças causadas por alterações cromossômicas podem aumentar o risco de leucemia.

• História familiar: Parentes de primeiro grau (pais, irmão, irmã ou filhos) com leucemia linfocítica crônica aumentam o risco de outro membro da família desenvolver a doença 4 vezes mais em comparação aos indivíduos sem casos desse tipo de câncer na família.

Benefícios de monitorar o açúcar no sangue


Saber se o nível de açúcar no seu sangue está alto, baixo ou ideal é o que vai indicar qual o tipo de dieta que você deve seguir, se você precisa ou não de medicação e de que maneira você pode se exercitar. Por exemplo, se a leitura mostrar que o nível de açúcar do seu sangue está baixo demais, você já vai saber que é hora de "mandar ver" em um alimento rico em carboidratos (ou tomar uma pílula de glicose, que você pode guardar junto ao seu medidor) para elevar seus níveis.

Se a leitura indicar que o açúcar no sangue está alto, isso significa que você precisa diminuir seus níveis de glicose para o normal. A maneira de fazer isso dependerá do seu tratamento pessoal de diabetes. Algumas medicações, tais como sulfoniluréias, diminuem os níveis de glicose, aumentando a produção de insulina. Outros medicamentos, tais como as glitazonas (TZDs) e a metformina, diminuem os níveis de glicose ao diminuir a resistência à insulina ou a produção de glicose pelo fígado.

Além do mais, ficar bem atento aos seus níveis de açúcar fornecerá ao seu médico informações essenciais para a escolha de quais tratamentos vão funcionar melhor para você. Por fim, saber que você está mantendo níveis saudáveis e adequados de açúcar no sangue garante alguma segurança com relação a algumas das complicações causadas pela diabetes.

Monitorar ou não monitorar

Você deve monitorar sua glicose? Se você está lendo esse artigo, então provavelmente a resposta é sim. A maioria dos especialistas concorda que o monitoramento é mais importante, tornando-se essencial, obrigatório para pessoas com diabetes tipo 1 e qualquer um com diabetes que tome insulina ou medicamentos para diminuir os níveis de insulina.

Para ser mais específico, a Associação Americana de Diabetes recomenda o controle da glicose para qualquer um que:

  • tome insulina ou remédio para diabetes.

  • esteja recebendo terapia intensiva com insulina.

  • esteja grávida.

  • tenha dificuldades para controlar os níveis de glicose.

  • esteja com níveis severamente baixos de glicose ou esteja produzindo cetonas devido aos altos níveis de glicose no sangue.

  • esteja com níveis muito baixos de glicose no sangue, sem sentir os sinais habituais de alerta.

No entanto, mesmo que nenhum desses perfis se aplique a você, você não gostaria de saber agora mesmo se o nível de açúcar no seu sangue está aumentando sem você saber? Checando sua glicose uma vez ao dia (o processo leva apenas três minutos), você consegue diagnosticar um problema antes que ele fique fora de controle. Fazer registro constante, outra parte essencial do controle dos níveis de glicose, aumenta em mais cinco minutos sua rotina de cuidados.

Para sua segurança, pergunte ao seu médico, ou a outro profissional do assunto, quando e com que freqüência você deve testar sua glicose. Enquanto não há regras estabelecidas para os pacientes tipo 2 que tomam medicamentos orais, os usuários de insulina são aconselhados a checar seu sangue pelo menos quatro vezes ao dia, preferencialmente antes de cada refeição e na hora de dormir. Embora a freqüência de teste não seja padronizada, é recomendada especialmente para que você obtenha informações para uma avaliação de possíveis mudanças de tratamento.

Por exemplo, você pode fazer o teste antes de uma refeição para avaliar sua glicose basal; duas horas após uma refeição para avaliar o efeito do alimento; antes, durante ou depois de exercitar-se para determinar o efeito dos exercícios sobre a glicose; e no meio da noite, caso você tenha preocupações em relação à hipoglicemia (baixo nível de açúcar). As gestantes que tomam insulina ou têm diabetes gestacional devem também testar seu sangue com freqüência. E há circunstâncias específicas nas quais é uma boa idéia monitorar o açúcar do sangue. Por exemplo, quando seu médico prescreve um remédio novo ou muda a dosagem.chakalat

Novo remédio diminui danos cerebrais provocados pelo AVC



Pesquisadores criaram um novo tratamento contra as sequelas do AVC (acidente vascular cerebral) com chances de ser eficiente em humanos. O feito é considerado muito difícil, e quase não há alternativas para enfrentar o problema hoje.

Em experimento com cinomolgos (macacos asiáticos que têm o sistema nervoso muito parecido com o de humanos), os cientistas tiveram sucesso em reduzir os danos cerebrais e outras sequelas após os derrames.

Os pesquisadores conseguiram inibir parcialmente a morte de neurônios que normalmente acontece depois de um problema desse tipo.




Para isso, eles injetaram nos bichos, algum tempo depois da isquemia, um inibidor da proteína PSD-95, que está ligada à morte de neurônios depois de um AVC. O efeito da droga foi medido com ressonância magnética.

Um dia após o AVC, os macacos que receberam esse inibidor até uma hora depois do derrame tiveram perda de tecido cerebral 55% menor do que os que receberam placebo. Ao se levar em conta os 30 dias subsequentes, a perda foi 70% menor.

O estudo, publicado na última edição da "Nature", também mostrou que os animais tiveram melhora nas funções cerebrais.

Os bichos tratados com a droga se saíram bem em testes de comportamento e de desenvolvimento feitos pelos pesquisadores.

DIFÍCIL

O AVC isquêmico é causado pela obstrução das artérias cerebrais. Ele pode lesionar áreas do cérebro e causar sequelas nos movimentos e em funções como a fala. Ele é uma das principais causas de morte e de afastamento do trabalho no mundo.

As tentativas de usar uma substância para reduzir os impactos do AVC no cérebro tiveram fracasso generalizado nos últimos anos.

Embora os cientistas tenham tido bastante sucesso em experiências com roedores, os mais de mil experimentos realizados nas últimas décadas não conseguiram replicar o êxito em seres humanos.

A alternativa disponível hoje é o tPA (ativador do plasminogênio tecidual), que atua desbloqueando os vasos sanguíneos. A droga, porém, só faz efeito se for ministrada até 90 minutos após a isquemia, o que limita bastante seu uso, uma vez que boa parte dos pacientes não consegue recebê-la a tempo.

O inibidor de PSD-95, no entanto, mostrou ser eficiente para evitar as sequelas mesmo se aplicado até três horas depois do acidente vascular cerebral.

O trabalho, conduzido por, Michael Tymianski e colegas do Instituto de Pesquisa do Hospital Ocidental de Toronto, no Canadá, é otimista quanto à aplicação da droga em seres humanos.

"A menos que existam diferenças fundamentais relevantes entre esses primatas [macacos cinomolgos] e humanos, que ainda são desconhecidas, a neuroproteção usando inibidores de PSD-95 em humanos também deve ser factível", diz o estudo.