Saiba como se livrar do chulé



Sola dos pés na praia


Após um longo dia usando o mesmo sapato, é comum as pessoas sentirem um odor desagradável vindo dos pés. Popularmente conhecida como chulé, a bromidrose é o problema que atinge crianças, adultos e idosos. No verão, ela piora e é importante conhecê-la para poder solucioná-la.

"O chulé é causado pela ação das bactérias da pele sobre a queratina, substância presente na superfície da pele, que é umedecida pelo suor. Portanto, há dois elementos que favorecem o aparecimento do odor característico, o suor excessivo e a quantidade de bactérias", explica Fernanda Garcia, dermatologista da clínica Bibas, do Rio de Janeiro.

A endocrinologista Márcia Grieco, do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos, em São Paulo, esclarece a relação do chulé com o verão. "Nesta época do ano a bromidrose costuma ser agravada, especialmente em pessoas que apresentam excesso de suor nos pés, chamado de hiperidrose plantar. O suor não possui cheiro, pois é composto por água e sais minerais. O que causa o odor é a contaminação por fungos ou bactérias", avisa a médica.

"O chulé piora no verão porque há um aumento da sudorese neste período. Para contornar a situação, aconselhamos nunca repetir meias, secar bem entre os dedos dos pés após o banho e usar desodorantes, talcos ou gel para os pés", alerta Bárbara Uzel, dermatologista do Hospital Anchieta, de Taguatinga (DF). 

As especialistas alertam que há outros fatores que causam o suor malcheiroso. "O odor desagradável do suor pode piorar em função do estresse e de problemas hormonais. Alimentos como alho e cebola, quando consumidos em excesso, também podem agravar o cheiro do suor. O cigarro é outro elemento que pode ter o mesmo efeito", afirma a endocrinologista Márcia.

"Nos casos em que há deficiência de uma enzima no fígado, que é responsável por metabolizar substâncias presentes no peixe, nos ovos e outros alimentos, o cheiro do suor pode piorar e, consequentemente, do chulé também. Nestes casos, os pacientes apresentam odor de peixe no suor e também na urina", alerta a dermatologista Fernanda. "Pimenta e alimentos ricos em cevada também agravam o odor desagradável no suor", afirma Bárbara. Para acabar com a bromidrose, as médicas explicam que não se deve fazer automedicação. "É necessária uma visita ao médico, pois ele irá identificar os fatores do problema. Mas uma receita caseira que ajuda a eliminar o chulé é o uso do bicarbonato de sódio diluído em água. O permanganato de potássio também diluído em água ajuda a acabar com o problema", ensina Bárbara.

"Além disso, recomendo desodorantes para os pés e também talco de andriodermol para colocar nos sapatos após retirá-los, para que não acumulem fungos e bactérias. Há no mercado um gel que reduz a sudorese nos pés, que pode ser um complemento importante", sugere Fernanda. "Às vezes é necessário o uso de cremes à base de antibióticos e antifúngicos receitados por um dermatologista. Mas o mais importante é ter higiene local rigorosa com água e sabonete todos os dias para evitar o chulé" , explica Márcia.

Além de relacionado ao suor, o chulé ainda está diretamente ligado com a higiene. "A falta ou a má higienização dos pés e o calor retido nos calçados propiciam o crescimento bacteriano", esclarece a endocrinologista Márcia. "A bromidrose se agrava em pessoas que usam muito sapatos fechados, calçados de plástico ou de borracha e meias de tecido sintético", alerta a médica.

Acabar com o chulé exige diversos cuidados. "Primeiro é necessário saber o que causa o excesso de suor. Uma visita ao dermatologista irá identificar a causa e, se for hiperidrose, há medicamentos específicos. Caso não seja excesso de suor, indicamos o uso de antifúngicos locais e outros medicamentos que tenham atividade bactericida. A bromidose também pode estar associada a distúrbios hormonais e estresse. Para tanto, utilizamos um trabalho conjunto com o endocrinologista", explica a dermatologista Bárbara.

"O principal objetivo do tratamento é reduzir a quantidade de bactérias presentes nos pés. Isso se faz através de limpeza com sabonetes antissépticos e substâncias antibacterianas, na forma de sprays ou cremes, aplicados sobre a região. Também recomendamos o uso de antitranspirantes", indica a dermatologista Fernanda.

Além disso, Fernanda explica algumas medidas que ajudam a acabar com o chulé. "Nunca repita meias e seque bem entre os dedos dos pés após o banho. Para alguns pacientes recomendamos secar entre os dedos dos pés com jato frio do secador de cabelos", avisa a médica. "Uma boa opção para enxugar o meio dos dedos é usar papel higiênico, pois ele absorve a água de forma mais eficaz do que a toalha", ensina Márcia.

A transpiração é um mecanismo para regular a temperatura do corpo. Mas você sofre de suor excessivo? Saiba que o tratamento adequado pode acabar com a hiperidrose.


Como surge o esporão de calcanhar?




A cada ano, cerca de um milhão de brasileiros e 2,5 milhões de americanos procuram os consultórios de ortopedistas queixando-se de dores no calcanhar.

A maior parte desses pacientes apresenta um problema chamado fasceíte plantar, ou fascite plantar, uma inflamação no tecido que recobre os músculos da sola do pé, comumente chamada de esporão.

Para entender a origem do esporão de calcanhar é importante lembrar que a planta do pé é composta por estruturas elásticas (músculo) e rígidas (fáscia), que potencializam a força dos músculos flexores curtos dos dedos e funcionam como um braço de alavanca.

Na prática, essas estruturas aumentam a eficiência do impulso, que é acionado quando o calcanhar se distancia do solo.

"As pessoas mais suscetíveis ao problema são mulheres com idade entre 40 e 50 anos, praticantes de esportes como caminhada, corridas e maratonas".

Um estresse excessivo nesta região provoca um estiramento da fáscia, originando fissuras e inflamação. Entre as principais causas estão a retração do tendão calcâneo conhecido popularmente como tendão de Aquiles e pés com a curvatura acentuada, rígidos, pouco flexíveis ou pronados.

As pessoas mais suscetíveis ao problema são mulheres com idade entre 40 e 50 anos, praticantes de esportes como caminhada, corridas e maratonas.

Há, ainda, incidência significativa de casos entre as que trabalham em pé por longos períodos ou que sofrem com sobrepeso. O tratamento é principalmente clínico, realizado por meio de exercícios de alongamento do tendão de Aquiles e da fascia plantar.

Estudos revelam que 80% dos portadores de esporão de calcanhar melhoram após seis a oito semanas de tratamento.

Além da fisioterapia, medicamentos para amenizar as dores e conter a inflamação podem ser benéficos.

Ao persistir a doença, especialistas recomendam a terapia de ondas de choque extracopórea. Os tratamentos cirúrgicos costumam ser raros, cabendo a casos muito específicos.

Envelhecimento e preconceito


 

Não faz muito tempo percebia-se na forma de identificar as pessoas em relação à idade como crianças, jovens, adultos e velhos, sem subterfúgios, meias palavras, metáforas, ou eufemismos, principalmente em relação ao uso da expressão ou termo velho. No entanto, no tocante à forma de tratamento velho usada de forma direta tem sido trocada por outras expressões como adulto maduro, idoso, pessoa idosa, pessoa na meia-idade, maturidade, idade madura, maior idade, melhor idade, idade "legal" e, mais comumente, terceira idade.

Não é raro encontrar homens e mulheres pertencentes a este grupo, categoria ou classe social tidos como velhos, maduros ou idosos, que demonstram horror ao serem chamadas de velhos, idosos, maduros ou da "terceira idade", percebendo-se na fala de muitos destes bordões do tipo "velhice não existe", "velhice é um estado de espírito", "meu corpo é velho, mas meu espírito é jovem", entre outros.

Assim, para não ferir suscetibilidades, vão aparecendo expressões e formas de tratamento para se referir ao envelhecimento e à velhice, formas estas que parecem ser alimentadas pelo preconceito em relação à velhice, pois "[...] na base da rejeição ou da exaltação da acrítica da velhice, existe uma forte associação entre esse evento do ciclo vital com a morte, a doença, o afastamento e a dependência. Essa associação atravessou os séculos e, mesmo hoje – quando são tantos os recursos para prevenir doenças e para retardar o envelhecimento –, muitos temem a velhice. Além disso, o envelhecimento e a velhice estão vinculados à idéia de incapacidade"[4].

Sabe-se que há uma ideologia com importante papel de influência entre as classes sociais, ideologia caracterizada por um conjunto de idéias em que as representações constituem-se em diferentes formas de cada classe ver o mundo, e que influencia nas disparidades dos valores entre essas classes, fazendo existir, logicamente, uma classe que impõe ou sobrepõe seus valores sobre as outras, sendo que num país capitalista como o Brasil, uma das suas características está no foco que à temática do trabalho e sua relação direta com a produção a curto e longo prazo, estimulando a competição de uns com os outros, característica prevista no Artigo 193 da Constituição Federal onde se lê que a "[...] ordem social tem como base o primado do trabalho", o que leva a uma desvalorização da velhice que "[....] entra nessa relação de forma desgastada, pois, não só para a classe dominante, mas também para a dominada, o idoso está "velho", não possuindo valor por não participar da vida economicamente ativa do país. A ideologia da retirada do idoso da força de trabalho, para o devido descanso, é, na verdade, uma camuflagem"[5].

Essa característica da sociedade brasileira também presente em outras sociedades que adotam o modo de vida capitalista acaba por fomentar o tratamento preconceituoso em relação à velhice, incutindo na maioria desses homens e mulheres a sua identificação com a idéia de que são incapazes, transformando uma conseqüência do ciclo vital em um estigma.

Um exemplo claro de que como isso acontece de forma ideologicamente natural pode ser observada nas diversas matérias jornalísticas veiculadas através de jornais e telejornais há anos, onde ministros de governo e especialistas em economia, quando se referem à situação da previdência social brasileira, sempre pontuam que ela está "quebrada", apresenta um rombo bilionário, e os culpados são sempre os milhões de aposentados e aposentadas que pararam de produzir e agora vivem às custas do sistema previdenciário, onerando cada vez mais o órgão público criado em 1923.

O que chama a atenção neste fato sempre recorrente tem a ver com a disseminação da idéia, sempre nas entrelinhas, de que os idosos aposentados estão dando prejuízo ao país, levando-se à percepção de que a velhice é onerosa, causa prejuízos, é sinônimo de "rombos" milionários nos cofres do país, sendo útil sublinhar que a maioria desses aposentados recebe apenas um salário mínimo por mês, o que certamente não é suficiente para se garantir uma velhice tranqüila, fato que economistas e ministros de estado parecem ignorar, invertendo a lógica da previdência social, ou seja, "[...] a aposentadoria, então, é um direito adquirido pelo indivíduo de ser subvencionado pelo Estado; porém, ao invés de representar um caminho para retirar-se da correria competitiva e, conseqüentemente, desfrutar os próximos anos de vida com tranqüilidade ou mesmo um prêmio pelos tantos anos de trabalho, passa a ser um peso na vida do idoso, desencadeado rapidamente por um sentimento de inutilidade" [6].

É neste contexto de percepção da velhice como algo negativo, atrelada à idéia de incapacidade, de declínio, redundando numa realidade de desvalorização, de desmerecimento, de negativação da pessoa idosa, que surgem e prevalecem as expressões ou formas de referências à velhice e ao idoso que, ao soarem bem, acabam escondendo preconceitos, pois se essas "[...] palavras parecem assumir conotação negativa ou pejorativa, o problema não está nelas, mas nas razões pelas quais elas tiveram de seu significado modificado"[7].

Assim, nota-se um comportamento antagônico, conflitante, no seio das sociedades de modo de vida capitalista, inclusive a brasileira, onde o idoso é desvalorizado, reduzido à condição de incapaz mas, ao mesmo tempo, criam-se mecanismos, também na linguagem, para se esconder essa situação, mascarando preconceitos e agravando as condições de conhecimento do processo de envelhecimento, fazendo com que sua condição de curso normal do ciclo de vital de todo homem e mulher seja visto como algo penoso, indesejável, cruel, desnecessário e inútil, coexistindo então numa mesma sociedade ações diretas e objetivas que estigmatizam a velhice conflitando com ações de mascaramento desse comportamento, onde pessoas idosas perdem a sua dignidade, têm suas histórias de vida esquecidas, desmerecidas, são estereotipados, isto é, "[...] uma sociedade que estereotipa negativamente os idosos, na qual as discussões sobre velhice voltam-se sobretudo para o declínio de capacidade e para a deterioração psicofisiológica, acaba criando uma força capaz de destruir as crenças de auto-eficácia do indivíduo e de reduzir sua percepção de controle"[8].

Não é difícil encontrar ou identificar comportamentos sociais que estereotipam a velhice e o idoso, podendo-se exemplificar com alguns programas ou projetos de acompanhamento a idosos, onde cuidadores focam a imagem do "idoso gracinha", que ainda consegue nadar, correr, dançar, entre outras atividades, numa atitude de infantilização de homens e mulheres já velhos, tornando-os atração, mas tirando-lhes toda condição de controle e auto-controle sobre suas vidas, pois, "[...] ajuda desnecessária e elogios quando o idoso desempenha tarefas corriqueiras e insignificantes podem produzir um sentimento de redução do controle. Por outro lado, incentivar ou permitir a tomada de decisões, deixar o idoso assumir responsabilidades, sem tentar fazer tudo por ele, resultam num aumento da percepção de controle" [9].

Neste sentido, para o enfrentamento dessas situações de preconceito em relação ao envelhecimento e à velhice, faz-se necessário apontar que a velhice existe sim, que a vida começa na concepção, no próprio ato da fecundação, e não aos 40, 50 ou 60 anos, pois nesta fase, ela continua, que envelhecimento é processo natural do ciclo vital que só é interrompido com a morte prematura, entre outros pontos.


Crysthoper Souza Faria[1]

Henrique Arantes Barbaresco[2]

Marcelo Silva de Oliveira[3]

[1] Concluinte do Curso de Educação Física do Instituto Luterano de Ensino Superior de Itumbiara, ILES-ULBRA.

[2] Concluinte do Curso de Educação Física do Instituto Luterano de Ensino Superior de Itumbiara, ILES-ULBRA.

[3] Concluinte do Curso de Educação Física do Instituto Luterano de Ensino Superior de Itumbiara, ILES-ULBRA.

[4] NERI, Anita Liberalesso; FREIRE, Sueli Aparecida. Apresentação: qual é a idade da velhice? In: NERI, Anita Liberalesso; FREIRE, Sueli Aparecida (orgs.) E por falar em boa velhice. Campinas-SP: Papirus, 2000. p. 8.

[5] SIMÕES, Regina. Corporeidade e terceira idade: a marginalização do corpo idoso. Prefácio de Wagner Wey Moreira. 3. ed. Piracicaba-SP: UNIMEP, 1998, p. 36.

[6] SIMÕES, Regina. Corporeidade e terceira idade: a marginalização do corpo idoso. Prefácio de Wagner Wey Moreira. 3. ed. Piracicaba-SP: UNIMEP, 1998, p. 39.

[7] NERI, Anita Liberalesso; FREIRE, Sueli Aparecida. Apresentação: qual é a idade da velhice? In: NERI, Anita Liberalesso; FREIRE, Sueli Aparecida (orgs.) E por falar em boa velhice. Campinas-SP: Papirus, 2000. p. 14.

[8] GOLDSTEIN, Lucila L. No comando da própria vida: a importância de crenças e comportamentos de controle para o bem-estar da velhice. In: NERI, Anita Liberalesso; FREIRE, Sueli Aparecida (orgs.) E por falar em boa velhice. Campinas-SP: Papirus, 2000. p. 61.

[9] GOLDSTEIN, Lucila L. No comando da própria vida: a importância de crenças e comportamentos de controle para o bem-estar da velhice. In: NERI, Anita Liberalesso; FREIRE, Sueli Aparecida (orgs.) E por falar em boa velhice. Campinas-SP: Papirus, 2000. p. 61.

Cuidado com a diabetes


Mesmo assim, as pessoas, principalmente aquelas que têm diabetes, devem dar mais importância a tais sinais, que podem indicar a chegada da dor neuropática periférica diabética (DNPD).

A doença é causada por vários fatores. O aumento das taxas de açúcar no sangue e a queda da insulina (hormônio produzido no pâncreas, responsável pela quebra da glicose no organismo) provocam modificações e até obstrução nos vasos que alimentam os nervos. Além disso, são observadas alterações que interferem na função e sobrevida dos nervos.

Geralmente, a doença atinge as extremidades das duas pernas e, num segundo momento, o paciente pode sentir agulhadas, sofrer mudanças nos nervos sensitivos e motores, além da dormência e formigamento constantes. Dependendo do caso, a neuropatia diabética pode atingir somente um nervo, por exemplo, o da pálpebra.

"Num estágio mais avançado, a DNPD causa dores exacerbadas no paciente, que pode ainda não sentir alguns estímulos. Deste modo, o vento batendo na pele causa a sensação de queimação, enquanto o algodão pode simplesmente não ser sentido quando deslizado no pé do paciente. Já o peso do lençol mais parece um choque elétrico", relata o neurocirurgião Edson Amâncio, pós-graduado pela UNIFESP e médico dos hospitais Albert Einstein e Nove de Julho, em São Paulo.

Para que as conseqüências da DNPD não atinjam tal nível de gravidade, é necessário dar atenção aos primeiros sintomas e procurar um neurologista ainda no estágio inicial da doença, quando o paciente percebe apenas leve formigamento, dormência ou a sensação de caminhar sobre bolhas. Até mesmo porque a dor e a incapacitação decorrentes da DNPD podem trazer outras complicações como agravamento ou mesmo desencadeamento de uma depressão.

"Até pouco tempo, não havia tratamento específico para a doença e os médicos precisavam recorrer a antidepressivos antigos, que causam efeitos sedativos e prisão de ventre, por exemplo. Outra alternativa eram os analgésicos, que atuam apenas localmente e têm efeito em curto prazo", lembra Amâncio. Porém, desde que a ANVISA, agência regulatória de medicamentos no Brasil, aprovou a indicação da duloxetina para o tratamento da DNPD, os pacientes puderam contar com uma opção de tratamento específico para a doença.

Inicialmente utilizado no tratamento da depressão, a duloxetina é um medicamento moderno que age diretamente sobre dois neurotransmissores (mensageiros químicos), a serotonina e a noradrenalina e apresenta poucos efeitos colaterais. Devido ao aumento dos níveis destes neurotransmissores em determinadas regiões do sistema nervoso central, existe um maior equilíbrio emocional e mudanças na percepção e sensibilidade dos pacientes à dor, permitindo maior tolerância aos estímulos dolorosos, ou seja, alívio dos sintomas.

Independentemente do tratamento da DNPD, o diabetes deve ser controlado com adoção de hábitos e tratamento e ter um acompanhamento clínico adequado, enquanto o paciente deve relatar ao médico qualquer sensação nova. Por mais comum que possa parecer.

Diversão com prevenção: DST não!



Apesar das campanhas anuais de prevenção às DST – doenças sexualmente transmissíveis – em todo o país, o problema persiste. Então, neste momento de carnaval, que é nossa principal festa popular e quando todos estão mais relaxados na diversão, é bom lembrar da responsabilidade e necessidade de se prevenir. Para a DST não existe barreira de sexo. Ela atinge a todos igualmente e com uma grande variedade de doenças. Algumas são mais conhecidas, como a Aids ou a hepatite B, mas a lista é extensa.

O número de infectados anualmente por transmissão sexual no Brasil, segundo as estimativas da Organização Mundial de Saúde (OMS), são: sífilis: 937 mil, gonorreia: 1.541.800, c: 1.967.200, herpes genital: 640.900 e HPV: 685.400. Ou seja, é uma quantidade expressiva de pessoas que adoecem, das quais –com certeza- grande parte poderia ter evitado com ações preventivas.

As DSTs oferecem diferentes riscos à saúde, incluindo a esterilidade até a morte. Portanto, a recomendação é que a qualquer suspeita um médico seja procurado, em geral o ginecologista, o urologista ou um clínico geral. Estes profissionais farão exames clínicos e solicitarão exames laboratoriais para identificar a doença existente e ajudar a definir qual a melhor forma de tratamento. É fundamental que não se busque curar com indicações de amigos ou –mesmo- com remédios indicados no balcão da farmácia, sob o risco de agravar a doença com o aumento da resistência do elemento causador da doença no organismo.

A mais eficiente forma de se proteger das DSTs é com o uso de camisinha, masculina ou feminina, em todas as relações sexuais. Outra é jamais compartilhar seringas e outros objetos que furam ou cortam, incluído aqui tesourinha, alicate, cortador de unha, lixa de unha, lixa de pé, empurrador/espátula, palito, escovinha e toalha em salões de beleza, por exemplo. É preciso exigir material esterilizado ou descartável, sendo que o ideal é cada um ter o seu próprio kit.

O preservativo feminino é um saquinho feito de poliuretano, macio e transparente. Deve ser colocado antes da relação sexual para revestir a vagina e a parte externa da vulva, protegendo os grandes lábios. Dentro tem um anel, também em poliuretano, que fica solto e serve para  facilitar a sua colocação e fixação. Protege a vagina, o colo do útero e a parte da vulva do contato com o esperma.

O preservativo masculino ou condom é um saquinho de látex fino que deve ser colocado antes de qualquer contato sexual. Ele impede a passagem dos espermatozóides para o útero. Os dois preservativos são descartáveis e depois de serem usados uma só vez, devem ser jogados no lixo. Ambos são de fácil acesso e podem ser encontrados em farmácias, supermercados, postos de conveniência, além das distribuições públicas em postos de saúde e campanhas de rua. O ideal, para quem vai para a festa disposto a se divertir e- eventualmente- fazer sexo, é carregar seu preservativo na carteira.

Algumas doenças, como a candidíase (cândida) e o condiloma (crista de galo) podem ser evitadas ainda com a utilização de diafragma com espermicida, mas o método não é eficiente para outras DSTs.

Uma ótima fonte de informação para quem quer se proteger das DSTs é o site (http://www.aids.gov.br/) criado pelo Ministério da Saúde especificamente para abordagem do tema. O Departamento de DST foi criado em 1986 e tornou-se referência mundial no tratamento e atenção a aids e outras doenças sexualmente transmissíveis. É ligado à Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde.

É dele que extraio os principais sintomas das doenças mais comuns:

Sintomas: Corrimento pelo colo do útero e/ou vagina (branco, cinza ou amarelado), pode causar coceira, dor ao urinar e/ou dor durante a relação sexual, cheiro ruim na região.
DST prováveis: Tricomoníase, gonorreia, clamídia.

Sintomas: Corrimento pelo canal de onde sai a urina, que pode ser amarelo purulento ou mais claro – às vezes, com cheiro ruim, além de poder apresentar coceira e sintomas urinários, como dor ao urinar e vontade de urinar constante.
DST prováveis: Gonorreia, clamídia, tricomoníase, micoplasma, ureoplasma.

Sintomas: Presença de feridas na região genital (pode ser uma ou várias), dolorosas ou não, antecedidas ou não por bolhas pequenas, acompanhadas ou não de "íngua" na virilha.
DST prováveis: Sífilis, cancro mole, herpes genital, donovanose, linfogranuloma venéreo.

Sintomas: Dor na parte baixa da barriga (conhecido como baixo ventre ou "pé da barriga") e durante a relação sexual.
DST prováveis: Gonorreia, clamídia, infecção por outras bactérias.

Sintomas: Verrugas genitais ou "crista de galo" (uma ou várias), que são pequenas no início e podem crescer rapidamente e se parecer como uma couve-flor.
DST prováveis: Infecção pelo papilomavírus humano (HPV)

Portanto, vamos brincar, nos divertir, correr atrás dos blocos e escolas de samba. Mas, se rolar sexo em algum momento, lembre-se da prevenção. Não bote a saúde em risco por causa de um rompante, de uma imprevidência momentânea.

Ótimo carnaval e até a próxima sexta-feira, pois sei que na terça você ainda estará na festa.

 


Tipos de Conjuntivite




A conjuntivite é uma inflamação da conjuntiva, acompanhada de vermelhidão e produção de secreção. Elas podem ser: infecciosas, alérgicas ou químicas.

Conjuntivite infecciosa

É causada, mais frequentemente, por vírus ou bactérias, e pode ser contagiosa. O contágio se dá principalmente pelo contato.

Assim, estar em ambientes fechados com pessoas contaminadas, uso de objetos contaminados, contato direto com pessoas contaminadas ou até mesmo pela água da piscina são formas de se contrair a conjuntivite infecciosa. Quando ocorre uma epidemia de conjuntivite, é do tipo infecciosa.

As conjuntivites infecciosas virais, apresentam sintomas muito parecidos com as bacterianas. Portanto, é muito importante que em caso de dúvida, a criança seja examinada por um oftalmologista, para não corrermos o risco de medicá-la sem necessidade, ou medicá-la de maneira incorreta.

Conjuntivite alérgica

A conjuntivite alérgica é aquela que ocorre em pessoas predispostas a alergias (como quem tem rinite ou bronquite, por exemplo), e geralmente ocorre nos dois olhos. Esse tipo de conjuntivite não é contagiosa, apesar de que pode começar em um olho e depois apresentar-se no outro.

Pode ter períodos de melhoras e recidivas, sendo importante a descoberta da causa da conjuntivite alérgica, fazendo-se assim a sua prevenção.

Conjuntivite química

A conjuntivite química (ou tóxica) é causada por contato direto com algum agente químico, que pode ser algum colírio medicamentoso ou produtos de limpeza, fumaça de cigarro e poluentes industriais. Alguns outros irritantes capazes de causar conjuntivite tóxica são poluição do ar, sabão, sabonetes, spray, maquiagens, cloro e tintas para cabelo.

A pessoa com conjuntivite química deve se afastar do agente causador e lavar os olhos com água abundante. Se a causa for medicamentosa é necessário a suspensão do uso, sempre seguindo uma orientação médica.

Este tipo de conjuntivite é muito comum nos recém-nascidos, uma vez que o pediatra na sala de parto prescreve um colírio (Nitrato de Prata 1%), para prevenir a conjuntivite gonocócica. Este colirio pode causar a conjuntivite química ou tóxica. Apesar deste efeito colateral, essa é uma conduta obrigatória, já que a conjuntivite gonocócia pode levar à cegueira no periodo neonatal.

Saiba como socorrer uma vítima de queimadura


Em caso de queimadura, use água em abundância. Foto: Getty Images

Pessoas com queimaduras profundas podem correr sério risco de vida. Quanto maior a extensão, maiores os perigos para a vítima. Existem diferentes graus de lesão. Leve em conta que uma pessoa pode apresentar, ao mesmo tempo, queimaduras de terceiro, segundo e primeiro graus - e cada tipo de lesão pede um socorro específico.

É proibido
Passar gelo, manteiga ou qualquer coisa que não seja água fria no local, em qualquer caso. Também não se deve estourar bolhas ou tentar retirar a roupa colada à pele queimada.

O que não se deve fazer
-Passar pasta de dente, pomadas, ovo, manteiga, óleo de cozinha. Apenas água fria é permitida. Gelo também não pode;

-Furar as bolhas;

-Retirar a pele morta;

-Arrancar a roupa grudada na área queimada;

-Apertar o ferimento

Primeiro grau
As queimaduras deste tipo atingem apenas a epiderme, que é a camada mais superficial da pele. O local fica vermelho, um pouco inchado, e é possível que haja um pouco de dor. É considerada queimadura leve, e pede socorro médico apenas quando atinge grande extensão do corpo.

Como socorrer vítimas de queimadura de primeiro grau

1. Use água, muita água. É preciso resfriar o local. Faça isso com água corrente, um recipiente com água fria ou compressas úmidas. Não use gelo.

2. Depois de cinco minutos, quando a vítima estiver sentindo menos dor, seque o local, sem esfregar.

3. Com o cuidado de não apertar o local, faça um curativo com uma compressa limpa.

4. Em casos de queimadura de primeiro grau - e apenas nesse caso - é permitido e recomendável beber bastante água e tomar um remédio que combata a dor.

Segundo grau
Já não é superficial: epiderme e derme são atingidas. O local fica vermelho, inchado e com bolhas. Há liberação de líquidos e a dor é intensa. Se for um ferimento pequeno, é considerada queimadura leve. Nos outros casos, já é de gravidade moderada. É grave quando a queimadura de segundo grau atinge rosto, pescoço, tórax, mãos, pés, virilha e articulações, ou uma área muito extensa do corpo.

Como socorrer vítimas de queimadura de segundo grau

1. Use água, muita água. É preciso resfriar o local. Faça isso com água corrente, um recipiente com água fria ou compressas úmidas. Não use gelo.

2. Depois de cinco minutos, quando a vítima estiver sentindo menos dor, seque o local, sem esfregar.

3. Com o cuidado de não apertar o local, faça um curativo com uma compressa limpa.

4. Em casos de queimadura de primeiro grau - e apenas nesse caso - é permitido e recomendável beber bastante água e tomar um remédio que combata a dor.

Terceiro grau
Qualquer caso de queimaduras de terceiro grau é grave: elas atingem todas as camadas da pele, podendo chegar aos músculos e ossos. Como os nervos são destruídos, não há dor - mas a vítima pode reclamar de dor devido a outras quimaduras, de primeiro e segundo grau, que tiver. A aparência deste tipo de ferimento é escura (carbonizada) ou esbranquiçada.

Como socorrer vítimas de queimadura de terceiro grau

1. Retire acessórios e roupas, porque a área afetada vai inchar. Atenção: se a roupa estiver colada à área queimada, não mexa!

2. É preciso resfriar o local. Faça isso com compressas úmidas. Não use gelo.

3. Nas queimaduras de terceiro grau pequenas (menos de cinco centímetro de diâmetro) - só nas pequenas! - você pode usar água corrente ou um recipiente com água fria. Cuidado com o jato de água - ele não deve causar dor nem arrebentar as bolhas.

4. Atenção: a pessoa com queimadura de terceiro grau pode não reclamar de dor e, por isso, se machucar ainda mais - como dizer que o jato de água não está doendo, por exemplo.

5. Se a queimadura tiver atingido grande parte do corpo, tenha o cuidado de manter a vítima aquecida.

6. Com o cuidado de não apertar o local, faça um curativo com uma compressa limpa. Em feridas em mãos e pés, evite fazer o curativo você mesmo, porque os dedos podem grudar um nos outros. Espere a chegada ao hospital.

7. Não ofereça medicamentos, alimentos ou água, pois a vítima pode precisar tomar anestesia e, para isso, estar em jejum.

8. Não perca tempo em remover a vítima ao hospital. Ela pode estar tendo dificuldades para respirar.

Beber líquidos ajuda a prevenir pedra nos rins



Beber líquidos ajuda a previnir pedra nos rins

Neste período de temperaturas mais elevadas, a hidratação adequada, com ingestão frequente de líquidos, principalmente de água, é a principal arma contra a formação de cálculos renais.

O urologista Alcides Mosconi explica que 12% da população apresenta cálculo renal. Em 80% dos casos as pedras são expelidas naturalmente. Os demais pacientes apresentam dores fortes e outros problemas como infecções que precisam ser tratadas com medicamentos e procedimentos cirúrgicos.

Quer saber como se formam os cálculos? Todas as pessoas expelem grandes quantidades de sais de cálcio, ácido úrico e outras substâncias pela urina. Em algumas delas, estes cristais ficam saturados na urina, se acumulam e acabam depositados nos rins formando, em longo prazo, as pedras.

O Hospital do Homem listou algumas dicas para ajudar a população a evitar o problema durante o ano todo.

- Beba água. O ideal é consumir, no mínimo, dois litros ao longo do dia. Quem faz atividade física deve fazer reposição de líquidos durante a atividade. A indicação é tomar cerca de 600 ml de água a cada 40 minutos de exercícios.

- Aposte nas frutas cítricas. Sucos de abacaxi, limão e laranja contêm citrato, substância que inibe a formação de cálculos.

- Fuja das bebidas alcoólicas. Mesmo nos dias mais quentes é importante não abusar na ingestão de álcool. Este tipo de bebida desidrata as células e pode trazer outros problemas de saúde.

- Evite ingerir receitas caseiras. O conhecido chá de quebra-pedra é um mito. A mistura pode ser tóxica caso haja exagero na quantidade de ervas. Além disso, não são as folhas que desfazem os cálculos renais, mas sim a água do chá.

- Alerta: pacientes obesos estão mais propensos a desenvolverem o problema. O tabagismo também aumenta a chance de aparecimento dos cálculos. Praticar atividade física pelo menos três vezes por semana é importante para a saúde de todos os indivíduos.

- Fique atento ao que você leva à mesa. A ingestão excessiva de alimentos gordurosos e industrializados pode acelerar ou provocar desequilíbrios no corpo e propiciar a formação dos cálculos. Não exagere no consumo de proteínas de origem animal (carnes, ovos, leite e derivados) e frutos do mar, que são ricos em cálcio e ácido úrico.

Por Jessica Moraes

Colesterol: como age e quando é um perigo à saúde


Um dos vilões em moda no final deste século é o colesterol. Popularizado em várias matérias jornalísticas, este elemento da nossa alimentação também tem seu valor e precisa ser entendido como age em nosso organismo. Ele é nada mais que uma gordura e pode ser recebido pelo nosso corpo de duas maneiras, pelos alimentos de origem animal e como um produto fabricado pelo próprio fígado.

Sua função é fundamental para a vida. Ele age na composição da membrana que envolve todas as nossas células, necessário para a formação dos nossos hormônios sexuais, ácidos biliares e vitamina D. Ele circula por todo o corpo e não é solúvel no sangue. Utiliza uma proteína, a lipoproteína, para se movimentar. Depois de fazer viagem do fígado para os tecidos o excesso deve ser eliminado.

Aí Está o Problema

O excesso ocorre se a pessoa ingere alimentos que contenham colesterol em demasia, como carnes gordas e ovos, quando o fígado o produz demais ou o somatório dos dois.

Este excesso pode se depositar nas artérias endurecendo a parede e formando placas que gradualmente as entopem. Esse processo é conhecido pois pode gerar doenças como a arteriosclerose, isquemia cerebral e obstrução das veias das pernas.

As pessoas sedentárias, obesas e que ingerem alimentos ricos em colesterol são mais propensas a ter níveis elevados. Os homens correm mais riscos do que as mulheres, já que o organismo feminino fica menos exposto devido à ação do hormônio estrógeno. Ele equilibra a proporção dos dois tipos de lipoproteínas que fazem o transporte do colesterol.

As altas taxas de colesterol no organismo não mandam avisos prévios. Os sintomas só aparecem depois que as placas já se formaram. Para evitar que isto ocorra o ideal é fazer exames periódicos para que se possa controlar o nível de colesterol no organismo.

Tratamentos

Em alguns casos apenas uma dieta específica e equilibrada, à base de alimentos que ajudam a diminuir a dosagem de colesterol, basta para manter os níveis aceitáveis de colesterol.

Exercícios físicos leves como, caminhadas e natação também auxiliam. Mas nem sempre é tão fácil corrigir o problema. Quando o aumento se deve a uma produção excessiva do fígado, há necessidade de uso de medicamentos indicados pelo endocrinologista.

Cuidados preliminares podem combater este risco do excesso. Exames periódicos a partir dos 20 anos de idade, correção de hábitos alimentares e uma melhor distribuição das refeições são fundamentais. Caso exista a necessidade de refeições fora de casa, o uso de pratos com pouca ou nenhuma gordura é o ideal.

Apenas um exame de sangue indica a taxa de colesterol no organismo. O nível considerado bom é de 200 mg/dl. A faixa limite é entre 200 mg e 240 mg/dl. Acima disto, o risco de ter obstruções nas artérias e problemas cardíacos aumenta.

A relação entre o risco de aterosclerose cardíaca e os níveis séricos de lipoproteínas encontra-se bem estabelecida. Níveis elevados de colesterol total e de colesterol de lipoproteína de baixa densidade (LDL-C), assim como níveis baixos de colesterol de lipoproteína de alta densidade (HDL-C), estão associados a um risco elevado.

Em algumas situações, tais como hiperlipoproteinemia combinada familiar (HLCF), disbetalipoproteinemia, e diabetes melito, níveis elevados de triglicerídeos são também um indicador do aumento do risco de doença cardiovascular.

Os níveis de colesterol devem ser obtidos de todos os adultos acima dos 20 anos. A presença de fatores de risco cardíaco não-lipídicos também deve ser determinada. O HDL-C também deve ser mensurado ao avaliar-se o colesterol. Um nível abaixo de 35 mg/dl é considerado baixo. HDL-C alto — acima de 60 mg/dl — pode ser protetor, sendo tratado como fator de risco negativo.

O LDL-C desejável é de até 130 mg/dl. Os pacientes nesse grupo devem receber informação geral sobre dieta e fatores de risco, e os níveis de colesterol total e de HDL-C devem ser reavaliados em 5 anos. O limite de alto risco do LDL-C é de 130 a 150 mg/dl. A presença de fatores de risco determina o tratamento posterior.

Atenção

  • Alimentos sem restrições: Cereais, legumes e verduras, frutas, iogurte desnatado, aveia, gelatina, farinhas em geral, pão, queijo branco e outros.

  • Alimentos com moderação: Sementes oleaginosas (nozes e amendoim), óleos (soja, milho e girassol) e margarina.

  • alimentos com alto risco: Carnes gordas, pele de frango, camarão, lagosta, carne de porco. miúdos embutidos, ovos, chocolate, leite integral, creme de leite, bacon, empanados, frituras, presunto, mortadela, salame, queijos amarelos e outros.
  • 6 hábitos comuns que prejudicam o coração


    Preocupar-se com cada calorias que ingere tende a aumentar seu nível de estresse, o que coloca pressão extra sobre o coração. Foto: Getty Images

    Patricia Zwipp

    Hábitos comuns podem prejudicar o coração sem que ao menos as pessoas desconfiem disso. Quer saber quais? Então, confira abaixo seis, listados pelo site Fitsugar, e descubra como também trazem problemas à saúde de maneira geral:

    1 - Beber vinho em excesso
    Apesar de o vinho tinto ter algumas propriedades saudáveis ao coração, o seu excesso significa muitas calorias e, portanto, aumento de peso. Ingerir álcool pode atrapalhar o sono, o que interfere na saúde do coração, e atrapalhar o ritmo natural do corpo.

    2 - Exercitar-se muito
    Praticar atividade física é algo positivo, mas seu excesso prejudica o coração, porque aumenta a frequência cardíaca de repouso para um ritmo não-saudável. Fora isso, muito exercício não permite que o corpo se recupere totalmente após o treino, crescendo as chances de lesões.

    3 - Dormir pouco
    Dormir pouco aumenta a pressão arterial. Vale acrescentar que, sem uma rotina de sono, a pessoa tende a comer mais e ficar mais irritada, além de apresentar enfraquecimento do sistema imunológico.

    4 - Contar calorias constantemente
    Preocupar-se com cada calorias que ingere tende a aumentar seu nível de estresse, o que coloca pressão extra sobre o coração. Fora isso, alguns alimentos de baixa caloria não são necessariamente saudáveis para o órgão. De maneira geral, a obsessão por cortar calorias pode induzir a uma alimentação deficiente em nutrientes.

    5 - Não sair com amigos
    Permanecer isolado eleva o estresse, o que causa aumento da pressão arterial. Muito tempo sozinho também tem como consequência a tensão e a depressão, que afetam tudo, desde os padrões de sono aos hábitos alimentares, A vida social é um ponto importante para o bem-estar emocional e a felicidade motiva a fazer escolhas saudáveis.

    6 - Depender de multivitamínicos
    As cápsulas de vitaminas não são resposta para tudo e é preciso ter certeza sobre seu conteúdo e se pode afetar o coração. Com a ingestão do produto, as pessoas também tendem a não fazer uma alimentação balanceada.

    O que toda mulher deve saber sobre sua saúde


     
    O exame papanicolau deve ser feito com regularidade. Foto: Getty Images

    Infelizmente não é só porque sua aparência está boa que a saúde anda bem. A sociedade coloca em ênfase a estética e por vezes esquece de se preocupar com o organismo em geral, até que surge a necessidade de procurar um médico.

    O site Madame Noire listou sete testes e exames que indicam a situação do corpo; veja a seguir.

    Verifique as marcas na pele
    Manchas e alterações na pele podem não ser tão inofensivos. A única maneira de ter certeza de que elas não são uma forma de câncer de pele é fazer exames de pele anualmente.

    Papanicolau anual
    Após os 21 anos de idade ou quando a mulher dá início à vida sexual, o exame papanicolau deve ser feito uma vez por ano. No teste, um cotonete é introduzido na vagina e são retiradas células do colo do útero. Depois, essas células são examinadas. O exame detecta câncer de ovário.

    Teste de HIV
    Fazer teste de HIV é muito importante para as mulheres que têm a vida sexual ativa. O vírus atinge mais pessoas a cada ano e o exame é um meio de descobrir a doença no início. Até mesmo para evitar a infecção de outras pessoas é preciso se certificar de sua situação. Alguns testes oferecem o resultado em até 30 minutos.

    Câncer de mama
    O câncer de mama é o tipo mais comum da doença entre as mulheres. Fazer um exame mensal em casa, ajuda a detectar o problema precocemente. Você pode fazer o teste em casa, no chuveiro, apenas apalpando os seios para verificar se existe algum caroço. No entanto, os médicos também recomendam exame com especialistas para um diagnóstisco mais apurado.

    Vitamina D
    A maioria das mulheres são deficientes em vitamina D e não sabem disso. A substância protege contra infecções e ajuda na conservação dos ossos. Falta de vitamina D pode aumentar as chances de osteoporose e câncer. Um simples exame de sangue pode medir os níveis de vitamina D no organismo.

    Colesterol
    Pessoas magras também podem estar com o colesterol alto. Independente do peso, as pessoas devem controlar o colesterol regularmente. As pessoas magras, por vezes, se preocupam menos com a qualidade de alimentos ingeridos e acabam alterando o nível do colesterol. É improtante fazer exames com regularidade.

    DST
    Aids não é a única doença transmitida sexualmente e outros problemas também podem comprometer a saúde do organismo. Informe o seu médico que você gostaria de testar todas as doenças sexualmente transmissíveis

    Bons amigos na infância pode aumentar sentimento de bem estar ao longo da vida



    Ter amigos por perto é uma das melhores maneiras de manter o nível de bem estar na infância, confirma uma pesquisa feita com meninos e meninas de idade média entre 10 e 11 anos.

    A presença "bons amigos" – como afirmaram os participantes – influenciou diretamente o modo como essas crianças enfretavam experiências negativas. Sentimentos de baixa autoestima e os níveis de estresse, como já se sabia anteriormente, dependem muito do ambiente social onde se está inserido.

    "Fazer uma grande amizade têm um impacto imediato na mente e na saúde física dessas crianças", diz Willian Bukowski, pesquisador da Universidade de Concórdia, nos EUA, e cujo estudo foi publicado no periódico Developmental Psychology.

    De acordo com os pesquisadores, as crianças mais isoladas e que se viam em alguma situação, como problemas com um professor ou uma briga verbal com um colega de classe, tinham maiores níveis de cortisol – o hormônio do estresse – no sangue e piores níveis de autoestima.

    Estes níveis elevados de estresse em crianças podem levar a diminuição da eficácia do sistema imunológico, problemas de formação óssea e influenciar outras questões relativas ao crescimento. Estudos anteriores também apontam que crianças em círculos de amizades de qualidade estão mais protegidas contra transtornos mentais e comportamento social no futuro.

    "Esses estudos nos levam a enxergar a forma como a identidade dos adultos é formada. Se sentimentos negativos fazem parte da infância com muita frequência, é possível que isso nos acompanhe na vida adulta", indicam os autores, apontando para a importância das boas amizades quando se é criança.

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    por Enio Rodrigo


    Leia mais: http://www.oqueeutenho.com.br/21409/bons-amigos-na-infancia-pode-aumentar-sentimento-de-bem-estar-ao-longo-da-vida.html#ixzz1lgfSHyfZ

    Exercícios com travesseiro ajudam a prevenir lesões



    Exercícios fortes como a corrida ou o spinning podem deixar dor e inchaço nas pernas. Mas exercícios fáceis e simples, que podem ser feitos em casa, com a ajuda de travesseiros, aliviam esses problemas.

    Bastam apenas de 5 a 15 minutos de alongamento antes de dormir.

    Veja quais são os exercícios que podem ser feitos para não só aliviar as dores musculares, como também para prepararem o corpo para uma ótima noite de sono:

    Agachamento

    Sentada em cima do travesseiro, fique agachado e mantenha os pés afastados a uma distância maior que a largura dos quadris. As mãos devem ficar na altura do peito.

    Abraçado ao travesseiro

    Ajoelhe o corpo e mantenha os joelhos separados. Abrace o travesseiro contra o corpo.

    Tronco torcido

    Deite de lado e encoste a cabeça abraçado ao travesseiro que deve estar na vertical. Repita o mesmo movimento para o outro lado depois de contar até 30 vezes.

    Pernas na parede

    Deite com o tronco em cima do travesseiro, levante as pernas e as encoste na parede.

    Costas

    Separe três travesseiros, deite com as costas neles em sentido vertical e relaxe.

    Saiba tudo sobre a Hipertensão Pulmonar Primária


    O que é?

    Ocorre quando há uma pressão sangüínea anormalmente elevada nas artérias que levam o sangue do coração para os pulmões.

    Essa pressão não é a mesma que é medida no consultório médico.

    Quando a causa deste distúrbio é o enfisema pulmonar ou uma doença do coração presente desde o nascimento, por exemplo, chamamos isto de hipertensão pulmonar secundária.

    Se nenhuma causa para isso é encontrada, chamamos de hipertensão pulmonar primária. A hipertensão pulmonar primária é uma doença rara que ocorre mais freqüentemente em adultos jovens, com uma discreta predominância no sexo feminino.

    Como se desenvolve?

    A pressão sangüínea nas artérias pulmonares pode estar elevada por muitas razões.

    Em algumas situações, nenhuma causa para tal aumento é encontrada. Quando isto ocorre, chamamos tal acontecimento de Hipertensão Pulmonar Primária. Nesta doença, normalmente, o que ocorre é uma alteração na parte interna dos vasos sangüíneos, que dificulta a passagem do sangue e faz com que o coração tenha mais trabalho para levar este até os pulmões.

    Com isso, a pressão nos vasos pulmonares torna-se elevada.

    A causa destas alterações nestes vasos sangüíneos é desconhecida.

    Quais são os sinais e sintomas?
     

    Encurtamento gradual da respiração que pode piorar com exercícios.
    Dor ou desconforto torácico.
    Fadiga.
    Inchaço nas pernas.
    Tosse persistente.
    Palpitações (sensação do batimento forte ou anormal do coração).
    Cianose (tom azulado da pele, principalmente nas mãos, pés e face).
    Tontura
    Desmaio (síncope).

    Como o médico faz o diagnóstico?

    Normalmente, a primeira pista para o diagnóstico desta doença é uma radiografia do tórax ou um eletrocardiograma que sugira uma hipertrofia do ventrículo direito (aumento do músculo do coração que bombeia o sangue para os pulmões).

    Mais comumente a pessoa, no início, se queixa de cansaço fácil e desconforto torácico.

    Através destas alterações narradas pelo paciente e do exame físico alterado, poderá o médico suspeitar da doença, devendo solicitar exames complementares.

    A determinação direta da pressão circulatória pulmonar quando se coloca um cateter (tubo que entra por um vaso sangüíneo, passa pelo coração e chega até os pulmões) no coração continua sendo o padrão-ouro, ou seja, o melhor exame para confirmar a doença.

    A ecocardiografia (uma ecografia do coração) pode sugerir a doença e é útil no acompanhamento e na determinação da resposta deste ao tratamento.

    Como se trata?

    A única cura para a hipertensão pulmonar primária é o transplante pulmonar para ambos os pulmões, sendo, às vezes, também necessário o transplante de coração.

    Medicamentos podem ser utilizados para a melhora dos sintomas e prolongamento da vida, mas não curam a doença. Devemos lembrar que os transplantes são cirurgias grandes e envolvem riscos significativos, como sangramento, infecções, e, até mesmo, o óbito do paciente.

    Além disso, o fenômeno de rejeição ao órgão transplantado é elevado, podendo chegar até 50% dos pacientes dentro de dois a três anos após o transplante.

    Após a realização do transplante, o uso de medicações para prevenir a rejeição é obrigatório por toda a vida, o que pode ocasionar diversos efeitos colaterais.

    Para o alívio dos sintomas, o oxigênio suplementar é a medida mais importante e quase sempre faz parte do arsenal do tratamento.

    Além disso, os vasodilatadores - medicações que dilatam os vasos para facilitar a passagem do sangue - podem, em um terço dos casos, auxiliar no tratamento.

    Várias medicações estão em fase de teste para ver se podem ajudar no tratamento e há outras já em uso na hipertensão pulmonar.

    Os anticoagulantes (medicações que combatem a coagulação do sangue) também têm sido empregados no tratamento, visto que eles parecem prolongar a vida dos pacientes. Além disso, eles evitam os casos de trombose nestes vasos pulmonares alterados.

    A hipertensão pulmonar primária é uma doença com mau prognóstico.

    Como se previne?

    Não existem maneiras de prevenir esta doença.

    O que são tumores cerebrais?


    São todas as lesões ou massas expansivas dentro do crânio que surgem devido a multiplicação desordenada de células normais ou anormais. Os tumores podem ser originários das células do próprio cérebro e estes são chamados de tumores de células gliais. Alguns outros são originários das membranas que recobrem o cérebro e são os tumores das meninges ou meningeomas. Pelo fato de termos nervos que saem do cérebro, podemos ter tumores das bainhas dos nervos que são chamados neuromas ou neurinomas. Por fim, temos os tumores que são originários de outros órgãos ou tecidos que podem se disseminar pelo sangue, que são os chamados tumores metastáticos.

    A medula também faz parte do sistema nervoso central e, portanto, pode apresentar o mesmo tipo de tumores descritos para o cérebro.

    Como se desenvolve?

    Não há uma causa única, mas diversas causas para o surgimento de tumores cerebrais.

    Foram identificados alguns genes que podem levar ao surgimento de tumores pelo corpo como no cérebro que são chamadas facomatoses. Outra causa de tumores são as radiações que são usadas para tratar tumores, mas que podem levar ao surgimento de outros.

    Algumas substâncias químicas também foram apontadas como prováveis indutoras de tumores cerebrais, mas até o momento não existe uma comprovação exata.

    A última hipótese é que alguns dos tumores cerebrais sejam induzidos por vírus, pois em alguns pacientes com gliomas houve positividade na sorologia do herpes vírus nestes pacientes.

    O que se sente?

    Os sintomas são bastante variáveis, porém de um modo geral são: cefaléia (preferencialmente pela manhã), vômitos em jato, perda de coordenação motora, tontura, perda de visão, perda de audição, dor no rosto, perda de força em um lado do corpo, perda de sensibilidade nos braços.

    Somente a correlação destes sintomas e da história clínica do paciente pode levar a suspeita de tumor cerebral, pois muitos destes sintomas são inespecíficos.

    Como o médico faz o diagnóstico?

    O médico neurologista faz o diagnóstico com o auxílio da história do paciente e exames neurológicos detalhados levam à suspeição de um tumor cerebral.

    O diagnóstico de certeza de um tumor cerebral é dado por exames complementares como a tomografia computadorizada e da ressonância nuclear magnética o eletroencefalograma e raios-X de crânio e/ou coluna.

    Como se trata?

    O tratamento dos tumores cerebrais é muito variado, pois existem vários tipos de tumores em lugares também distintos.

    Como regra geral os tumores cerebrais são de indicação cirúrgica. Caso sejam benignos, únicos, com a remoção completa poderá haver cura.

    Nos casos de tumores múltiplos (metástases), malignos e com ressecção incompleta, o tratamento pode ser cirurgia para diagnóstico com complementação de radioterapia e quimioterapia, quando necessário.