Mitos e verdades sobre o tipo sanguineo




Apesar de assuntos ligados à tipagem sanguínea, como a doação de sangue, sempre sendo relembrado pela mídia, ainda o que se percebe é uma falta de informação da maior parte da sociedade sobre o tema.

O problema é que a desinformação leva ao aparecimento de várias crendices que mistificam o assunto e acabam sendo tomadas como verdade, prejudicando a saúde de muita gente e resultando em atitudes inadequadas. Fique por dentro do assunto e conheça mitos e verdades sobre tipo sanguíneo.

1. O tipo de sangue é o resultado da alimentação do indivíduo

Mito. O sangue pode ser qualificado de acordo com várias classificações, sendo as mais comuns o sistema ABO e o fator Rhesus (conhecido como Rh positivo e negativo), que são herdados dos pais. Na superfície da hemácia, que é a célula sanguínea, é possível encontrar proteínas específicas, que variam de acordo com a herança genética de cada pessoa. A presença e identificação de tipos específicos dessa proteína é o que classifica o indivíduo em determinado grupo sanguíneo.

Saiba mais sobre os tipos sanguíneos.

Por exemplo, pessoas com o sangue tipo A, possuem a proteína A na superfície de suas hemácias, enquanto as do tipo B possuem a proteína B. A exceção fica por conta dos indivíduos com sangue AB, que possuem tanto a proteína A como a B na superfície de suas células sanguíneas, e os do tipo O, que não possuem nenhuma proteína. O fator Rh é mais simples de ser classificado, e é considerado positivo (+) quando o paciente possui a proteína Rhesus na superfície celular, ou negativo (-), quanto esta não é encontrada.

2. Existem outras classificações sanguíneas

Verdade. Apesar da classificação ABO e Rh serem as mais usadas, existem outras 27 classes diferentes de proteínas na superfície da hemácia que também podem ser comparadas com outros tipos sanguíneos. Acontece que, na quase totalidade dos casos, essas outras classificações não possuem nenhuma importância clínica, de forma que, apesar de serem conhecidas, acabam nem sendo testadas.

O tipo sanguíneo é uma característica herdada. (Foto: divulgação)

3. Doenças podem ser transmitidas por determinados grupos sanguíneos

Mito. As proteínas de superfície, responsáveis por caracterizar os grupos sanguíneos, são incapazes de transmitirem doenças e servem apenas como um código que identifica a célula.

4. Pessoas com tipo sanguíneo diferente podem ser incompatíveis no relacionamento

Mito. É preciso desmistificar o termo "sangue incompatível", que acaba trazendo medo para muitos casais que pensam em ter filhos. Nada impede que pessoas de tipagem sanguínea diferente se relacionem e tenham filhos, pois não existem tipos sanguíneos incompatíveis entre si numa relação amorosa.

5. A mulher Rh negativa precisa ter mais cuidado durante a gestação

Verdade. O principal problema com relação à tipagem sanguínea ocorre em mulheres Rh negativas que casam com homens Rh positivos e gestam um bebê também Rh positivo. Em situações normais o sangue da mãe e do feto não se mistura, mas caso isso aconteça, a mulher desenvolve anticorpos contra o fator Rh, uma vez que o reconhece como uma substância estranha, atacando diretamente as células da criança.

Nessas situações diz-se que a mãe foi sensibilizada pelo sangue do bebê. Vale lembrar que com o acompanhamento pré-natal adequado, a sensibilização materna pode ser evitada e a gestação ocorre sem nenhuma intercorrência.

6. Seguindo uma dieta específica para meu tipo sanguíneo é possível emagrecer

Mito. A dieta do tipo sanguíneo é um dos grandes equívocos que foram considerados como verdade por muitos anos, mas que a ciência moderna desmascarou e provou ser algo sem respaldo científico.


Depois de conhecer alguns mitos e verdades sobre os tipos sanguíneos e ficar mais por dentro do assunto, será possível evitar equívocos, como dizer que as pessoas não podem se relacionar por terem sangues diferentes ou até mesmo acreditar em uma dieta baseada na classificação do sistema ABO de cada pessoa.

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