Como funciona a mente das pessoas deprimidas




 
Imagine uma situação desfavorável, como chegar atrasado a uma reunião de trabalho e levar uma bronca do chefe. No cérebro de uma pessoa normal a reação é ruim. No cérebro de uma pessoa deprimida ou vulnerável à depressão, este é o gatilho para pensamentos extremos, como "faço tudo errado" ou "sou um fracasso". Um novo estudo publicado no "Archives of General Psychiatry", chegou à assinatura no cérebro que demarca esse mecanismo de culpa.

— Há duas regiões importantes que têm funcionamento anormal em indivíduos que têm ou tiveram depressão: o córtex temporal anterior, que representa conceitos sociais e o córtex subgenual, que responde a um cenário de culpa. Nas pessoas deprimidas essas duas regiões se comunicam de forma ineficiente — explica o neurocientista Jorge Moll, do Instituto D'Or, um dos autores do estudo.

Numa situação de culpa, segundo ele, o cérebro dispara o alarme mas não comunica direito e o córtex anterior ativa conceitos sociais negativos, daí o pensamento extremo que leva o deprimido a se autoflagelar.

O estudo de imagem funcional envolveu 25 pacientes em remissão de depressão e 22 controles de mesmo sexo, idade e nível de escolaridade. Ao entrar no aparelho de ressonância magnética, os pacientes eram apresentados a várias frases sobre conceitos sociais e isso já gerava uma resposta no cérebro que resultava em imagens coletadas e processadas em formas de mapas de ativação e conectividade cerebral do quanto uma região estava relacionada à outra.




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