Investimento brasileiro em saúde fica abaixo da média mundial, diz OMS





Um relatório publicado nesta quarta-feira (16) pela Organização Mundial da Saúde (OMS) revelou, entre outros aspectos, que o investimento em saúde cresceu na última década em todo o mundo, inclusive no Brasil.

Os investimentos do governo por habitante praticamente triplicaram no período. O dinheiro gasto pelos cofres públicos no setor para cada brasileiro saltou de US$ 107 (R$ 214, na conversão atual) por ano, em 2000, para US$ 320 (R$ 640), em 2009.

No mundo todo, o investimento estatal quase dobrou. Em 2000, os governos gastavam, por ano, em média US$ 280 (R$ 560), e em 2009, destinavam US$ 549 (R$ 1.098) por habitante.

Portanto, os investimentos do governo no Brasil cresceram mais rápido que no mundo como um todo, mas ainda não atingiram a média global.

Em comparação com os demais países de renda médio-alta, o governo brasileiro investe acima da média. Nesse grupo, do qual o Brasil faz parte, o investimento médio anual do governo por habitante passou de US$ 55 (R$ 110) em 2000 para US$ 177 (R$ 354) em 2009.

Considerando todos os gastos com a saúde, não apenas os governamentais, cada brasileiro tem US$ 734 (R$ 1.468) por anos para tratar a saúde. No mundo, a média anual é de US$ 900 (R$ 1.800).

Isso quer dizer que os gastos do governo brasileiro correspondiam a apenas 43,6% do dinheiro gasto com saúde em 2009. Na média mundial, esse número é de 59,1%.

A OMS considera impossível assegurar o acesso de todos aos cuidados mínimos de saúde com menos de US$ 44 (R$ 88) por habitante ao longo de um ano, independentemente da origem do dinheiro. Em 2009, 29 países estavam abaixo desse número. Em Luxemburgo, país com maior investimento, o gasto anual por habitante é foi de US$ 8.292 (R$ 16.584).



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