Doença de Ménière



Caracterizada por vertigens, surdez e zumbidos, a Doença de Ménière, ou hidropsia endolinfática idiopática, é um problema de causa desconhecida, sem relação com outras afecções do ouvido interno. Sua incidência é maior em homens adultos com idade entre 20 e 60 anos, sendo raro em crianças.

Em 80% a 90% dos casos, a doença é unilateral, ou seja, atinge apenas um ouvido, e somente se torna bilateral após dois ou três anos de infecção. Ainda é especulativo o momento relacionado à crise labiríntica.

Diversos estudos procuram estabelecer o motivo da crise labiríntica. Pessoas que são ansiosas, possuem dificuldade de expressar raiva e angústia, apresentam uma relação maior com a doença. Mas o conceito de que a doença de Ménière é psicossomática não foi popularizado.


Formas de diagnóstico
Para realizar o diagnóstico da doença de Menière, o médico deve observar a história clínica do paciente e verificar se ocorreram os seguintes episódios:

  • vertigens: prostrações freqüentes, náuseas e vômitos durante 20 minutos nas últimas 24 horas (teoricamente), sinais neurológicos concomitantes, intolerância ao movimento, vertigem posicional e ataxia momentânea;
  • surdez: perda sensorioneural, tendência flutuante, progressiva e freqüentemente unilateral;
  • tinidos: freqüentemente subjetivos e dependentes da variação clínica.

Após verificar essas manifestações, dependendo da evolução da doença de Ménière, o médico fará exames de audiometria, audiometria eletrofisiológica, impedanciometria, teste de glicerol (para diminuir a hidropsia) e exames vestibulares (dependem da fase do doente).


Para solucionar o problema
O tratamento clínico é realizado com orientação nutricional, sedativos, que melhoram as manifestações de náuseas, diuréticos e depressores labirínticos. O tratamento radical é realizado com técnicas como a labirintectomia, neurectomia e químicas. Já o tratamento conservador utiliza a técnica da descompressão do saco endolinfático e a neurectomia vestibular. Com a evolução da doença, há a destruição do nervo acústico e, conseqüentemente, do labirinto. A perda total da audição, característica da doença de Ménière, faz com que desapareçam os sintomas de vertigem.

 Fonte: MedScape

O que é a difteria?



A difteria é moléstia infecto-contagiosa identificada pela formação de membranas na forma de placas na faringe e na laringe, alterando o tom de voz do doente, provocando sufocação. Pode também infectar qualquer membrana mucosa, inclusive a pele. A difteria também é conhecida pelo nome de crupe. O começo da doença se dá com estado febril, dor de cabeça, mal estar, dor de garganta, mau hálito, perda de apetite, pouca vontade para brincar, o que seria considerado uma indisposição passageira. Com o exame da garganta consegue-se identificar a moléstia. Ao fazer tal exame, se for constatada a existência de placas de cor branca ou cinzenta, torna-se necessário procurar serviço de saúde. A placa diftérica, além de se localizar na laringe, amídalas, palato, úvula, pode localizar-se no nariz ou na pele.


Modo de transmissão:
A transmissão da difteria se dá no contato direto com o infectado, esteja ele doente ou seja apenas um portador, através de objetos contaminados por suas secreções. Esta doença também pode ser transmitida através do leite.


Duração da doença:
Em geral, por duas semanas, podendo ser até menos. O contágio varia de duas a quatro semanas nas pessoas não tratadas e um a dois dias nas pessoas tratadas.


Quem deve ser vacinado?
· Crianças aos 2, 4 e 6 meses de vida, junto com a da coqueluche e a do tétano, recebendo uma quarta dose da vacina aos 18 meses;
· a partir da idade escolar, aos seis anos de idade, é dada uma quinta dose. Após isso, de cinco em cinco anos, juntamente com a de tétano.

Fonte: Medscape

O que você precisa saber sobre Colesterol?


"Colesterol, os médicos fazem um alerta à população sobre a necessidade de controlar seus níveis. O objetivo principal é detectar alterações e corrigi-las a tempo de evitar a ocorrência de doenças cardiovasculares, muitas vezes fatais.".

Introdução

O Dia Nacional de Combate ao Colesterol é um convite para mudanças de hábitos alimentares, a prática de atividades físicas, o abandono do tabaco e o controle de outras doenças, como diabetes e hipertensão arterial. A Sociedade Brasileira de Cardiologia, promove campanhas educativas em diversas capitais, nesta data, visando reduzir o número de vítimas da aterosclerose e do infarto do miocárdio.

Os Lipídios (Fosfolipídios, Triglicerídios e Colesterol)

Os chamados lipídios são substâncias produzidas pelo organismo, podendo também ser ingeridos através dos alimentos. Compreendem os fosfolipídios (fundamentais para a formação das membranas das células), os triglicerídios, (substâncias que armazenam energia no organismo), o colesterol, os glicolipídios, os poliisoprenóides e outros compostos. O colesterol é uma molécula que se comporta como gordura (embora sua composição bioquímica não seja de gordura e, sim de álcool complexo). Tem diversas funções: constituir a membrana das células, revestir as estruturas intracelulares, atuar na fabricação de hormônios e participar da composição da vitamina D (essencial para os ossos e para o crescimento).

Os lipídios são transportados na circulação sangüínea com auxílio das lipoproteínas, uma partícula que possui em seu interior gordura e colesterol. As lipoproteínas são divididas em diferentes classes, entre as quais estão o quilomícron, a VLDL, a LDL e a HDL. A mais conhecida é a LDL, uma lipoproteína de baixa densidade e considerada a "partícula ruim", e a HDL, de alta densidade e considerada a "partícula boa". É possível medir a quantidade de colesterol existente em cada uma dessas frações.

A ingestão de alimentos com muita gordura saturada (gordura sólida à temperatura ambiente) pode levar ao aumento do nível de LDL ("o colesterol ruim") no organismo. A gordura saturada não se transforma em colesterol. Na verdade, reduz a velocidade de eliminação do colesterol, facilitando assim sua deposição nos vasos sangüíneos. É a LDL que transporta a maior parte de colesterol pelo corpo. Cerca de 70% do colesterol que temos está "empacotado" na LDL. Já a HDL é uma partícula "ávida" por colesterol. Ela capta os lipídios deixados nos tecidos periféricos e os leva para o fígado, de onde serão eliminados. Por isso, é chamada de bom colesterol.

A Aterosclerose e o Infarto

A maior parte do colesterol presente em nosso organismo é produzida por ele próprio. Cerca de 25% do colesterol são provenientes da alimentação. Por defeito genético ou enzimático, o indivíduo pode produzir muito colesterol. "Ninguém vive sem colesterol. O importante é tê-lo na medida certa", define o coordenador do Setor de Lipídios, Aterosclerose e Biologia Vascular da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Francisco Fonseca.

Existe uma ampla reserva de colesterol no organismo e o excesso pode determinar o entupimento dos vasos. Um dos principais temores de pacientes com nível total de colesterol elevado é a aterosclerose. Trata-se do endurecimento dos vasos sangüíneos causado pela deposição de gordura em suas paredes. Uma predisposição genética combinada ao fumo, ao estresse, à vida sedentária, ao diabetes e à pressão arterial elevada podem contribuir para a ocorrência da enfermidade.

Os ateromas são formados quando uma determinada região da parede vascular começa a apresentar maior quantidade de células, que ficam cada vez mais repletas de partículas LDL ("colesterol ruim"). O excesso de gordura acumulada leva à morte das células e a uma reação inflamatória. Assim, aumentam-se os riscos da estrutura do vaso se romper. Com a ruptura, inicia-se um processo de coagulação, que leva ao entupimento do vaso, podendo ocasionar o infarto do miocárdio. Durante o Congresso Brasileiro de Cardiologia, no ano passado, em Belo Horizonte, foi apontada a ocorrência de 300 mil mortes por doenças cardiovasculares por ano no Brasil, o que equivale a 821 mortes por dia.

Importância das Campanhas

A importância de uma campanha para redução dos níveis de gordura saturada na alimentação é identificada através de uma projeção realizada com dados da população norte-americana. Se houvesse uma diminuição de apenas 2% no teor de gordura saturada nas dietas, poderiam ser evitados, por ano nos EUA, cerca de 100 mil infartos do miocárdio. A Finlândia registrava a maior taxa de mortalidade por doença coronária no mundo. Nos últimos 25 anos, o governo se esforçou para conscientizar a população com campanhas contra o fumo, pró-atividades físicas, a favor de alimentação saudável e de controle do colesterol. O resultado foi uma redução de 60% de mortes por doenças cardiovasculares.

Opções Terapêuticas

Dieta saudável, exercícios físicos e medicamentos são as formas terapêuticas mais utilizadas. O uso de medicamentos não é indicado para todos os pacientes.

É fundamental observar o teor de gordura na alimentação. Quanto mais gordura se come, maior tendência para o acúmulo de LDL ("colesterol ruim"). Um estudo evidenciou que 13% dos componentes da dieta diária dos norte-americanos são de gorduras saturadas, enquanto o ideal seria não ultrapassar 10%.

Alimentos que fazem subir o mau colesterol geralmente são os de origem animal, como as carnes vermelhas gordas (que apresentam gordura visível e invisível - nas tramas musculares), queijos gordurosos, miúdos, frutos do mar, ovos, embutidos (salame, salsicha, presunto e mortadela), banhas, torresmo, toucinho defumado, massas folhadas e doces recheados. Em uma dieta nutricional para redução de colesterol dá-se preferência para peixes e frangos sem pele. Seguir à risca uma dieta alimentar pode significar a redução de cerca de 15% do colesterol total.

Acredita-se que o ácido graxo ômega 3, um poliinsaturado, ajude a reduzir o mau colesterol. As fibras solúveis, como aveia, e frutas, como maçã , goiaba e parte branca da laranja, melhoram o processo de absorção de colesterol.

O exercício físico não faz baixar o colesterol LDL, mas ajuda a aumentar a produção da HDL. Estudos recentes do Instituto do Coração de São Paulo (Incor) mostram que pessoas que fazem atividade física regular aceleram a "lavagem" de colesterol ruim dentro dos vasos sangüíneos. A remoção da LDL é até quatro vezes maior entre os adeptos da atividade física em relação aos sedentários.

Levar uma vida saudável, com alimentação adequada, atividades físicas regulares, manutenção do peso e campanhas contra álcool e fumo, do ponto de vista de saúde pública, são os requisitos para afastar o nível alto de colesterol da sua vida.

Índices de Medida

Adulto sadio
Colesterol total ideal: até 200mg/dl
Limite aceitável: de 200mg/dl a 240mg/dl

Pessoas com fatores de risco
Colesterol total: até 130mg/dl

Pessoas com doenças coronarianas
Colesterol total: até 100mg/dl

Entenda a doença de Kienböck




"Com a necrose do osso semilunar, esse vai sendo reabsorvido e diminuindo de tamanho, com isso outros ossos mudam sua posição ocupando a antiga localização do osso afetado."

A doença de Kienböck é caracterizada por colapso (necrose) do osso semilunar, localizado no punho e por alterações vasculares de causa desconhecida, ou seja, idiopática. A maior incidência ocorre em homens jovens, mas não se sabe por quê.

Seu quadro clínico é caracterizado por dor e edema (inchaço) na região do punho, diminuição da força da mão, seguida de diminuição da mobilidade na região acometida.

Atualmente duas teorias parecem explicar melhor a sua evolução, pelo menos na maioria dos casos: a teoria traumática e a teoria dismórfica (desigualdade do comprimento radioulnar distal - radio e ulna são os ossos do antebraço e fazem articulação com os ossos do carpo – punho - entre eles o osso semilunar.

Há diferentes estágios da doença, classificados de acordo com o comprometimento do osso semilunar e da articulação rádiocárpica. Com a necrose do osso semilunar, esse vai sendo reabsorvido e diminuindo de tamanho, com isso outros ossos mudam sua posição ocupando a antiga localização do osso afetado. Essa movimentação causa muita dor.

O tratamento para doença de Kienböck depende do estágio da doença. A fisioterapia ajuda muito, podendo variar o tipo de aparelho a ser utilizado, tipo de exercício e local (hidroterapia –"molhado"- ou fisioterapia convencional - "seco").

Após algumas sessões de fisioterapia, dependendo da evolução do caso, o paciente pode continuar sentindo dores ou tê-las diminuídas.

Na fase inicial, imobilização do punho pode ajudar. Em torno de 50% das pessoas com doença de Kienböck têm o rádio alongado, nessa situação, cirurgia com encurtamento do rádio pode ser benéfica ao paciente. Em estágios avançados, onde o osso semilunar não é mais viável, a cirurgia indicada é a artrodese (fusão dos ossos do punho) ou ressecção da primeira fileira dos ossos do carpo.

por Juliana Prestes Mancuso

Fatores que podem levar ao cancer de mama


Introdução

O câncer de mama é o câncer mais comum na mulher brasileira, acometendo mais mulheres do que o câncer de colo uterino. Estima-se que, nos Estados Unidos, são diagnosticados 200.000 novos casos por ano. Dados do Ministério da Saúde mostram que, no Brasil, em 2003 foram diagnosticados 33.590 casos de câncer de mama. É importante lembrar que, em nosso país, o câncer de mama é a principal causa de morte por câncer, em mulheres, desde 1980.

Apesar desses dados alarmantes, o câncer de mama é uma doença curável, quando descoberta precocemente. Por isso, é tão importante o rastreamento, que em nosso país consiste na consulta médica associada à realização de mamografia, em intervalos regulares e a partir de determinada idade. O auto-exame também é importante, pois pode sinalizar a existência de alguma anormalidade que mereça ser investigada.

Nem todas as mulheres vão desenvolver o câncer de mama, e muitos pesquisadores têm tentado identificar quais fatores estariam associados a um risco aumentado desse câncer. O conhecimento desses fatores de risco permitiria classificar as mulheres de acordo com o risco de câncer, definindo grupos nos quais o rastreamento deveria ser iniciado mais precocemente ou ser realizado mais frequentemente. Alguns fatores já foram identificados, mas devemos lembrar que a presença dos mesmos não indica que a mulher vai necessariamente desenvolver o câncer, apenas que ela tem um risco maior que as outras mulheres. Além disso, muitos casos de câncer de mama surgem em mulheres que não possuem nenhum dos fatores de risco conhecidos. Sabe-se, por exemplo, que as mulheres que não apresentam nenhum outro fator de risco que não o sexo e a idade possuem um risco de 10% a 15% de desenvolver o câncer de mama, caso elas vivam por mais de 80-90 anos. Porém, nesse caso, o risco de desenvolver um câncer mais agressivo é menor.

Alguns dos fatores de risco aumentam o risco mais do que os outros, por isso nesse artigo classificamos os fatores em três grupos. Por outro lado, é possível que existam diversos fatores identificáveis na mesma pessoa. O mais importante é a realização de um acompanhamento médico adequado, com realização do rastreamento e discussão a respeito desses fatores na determinação do risco de cada mulher, em especial. Independentemente da presença desses fatores, o rastreamento é fundamental.

Fatores de Risco Principais

Não existe um fator de risco principal e mais forte, como no caso de outros cânceres. Esses fatores foram classificados como principais porque estão associados a um maior aumento do risco. São eles:

Sexo Feminino: aproximadamente 99% ou mais dos cânceres de mama ocorrem em mulheres.

Idade Avançada: é um dos principais fatores de risco, na maioria das mulheres. Mais de 80% dos casos de câncer de mama, acomete mulheres com idade igual ou acima dos 50 anos. Em contraste, 5% dos casos ocorrem em mulheres com menos de 30 anos. Esse é o motivo pelo qual o rastreamento torna-se mais rigoroso com o avançar da idade.

História Familiar Positiva Forte: mulheres com pelo menos duas parentas de primeiro grau (mãe, irmã, filha) que apresentaram câncer de mama possuem um risco maior que de mulheres sem casos na família. Parece que essa relação está associada a mutações em dois genes importantes: o BRCA1 e o BRCA2. Vale lembrar, no entanto, que essas mutações são raras.

Passado de Câncer de Mama: pacientes que já apresentaram câncer de mama possuem risco aumentado de câncer na outra mama.

Fatores de Risco Moderados

São fatores associados a um aumento do risco, em um grau inferior ao dos fatores de risco principais. Podemos citar:

• História Familiar: são aquelas mulheres que possuem apenas uma parenta de primeiro grau com a doença, ou parentes distantes. O risco é maior do que o das mulheres sem parentes afetadas.

Exposição a Radiação: mulheres que precisaram ser submetidas a radioterapia, geralmente para tratamento de outro câncer na região torácica, podem apresentar um aumento do risco de câncer de mama.

Anormalidades à Mamografia: mulheres que já tiveram a menopausa e que apresentam, à mamografia, áreas nodulares e mais densas, apresentam maior risco do que as mulheres cujas mamografias revelam predominância de tecido gorduroso.

Anormalidades à Biopsia: a biopsia é realizada quando detectada alguma anormalidade ao exame físico ou à mamografia. Quando esse exame revela um crescimento excessivo do tecido mamário, o risco de câncer de mama é aumentado. É importante pedir ao médico que ele explique com detalhes o resultado dos exames, caso ele não o faça.

Fatores de Risco Menores

São fatores que aumentam o risco de câncer de mama em pequeno grau. Muitos estão associados ao tempo de exposição aos estrogênios; e nenhum desses fatores de risco é muito forte.

• Terapia de Reposição Hormonal: a TRH pode ser utilizada, em mulheres na pós-menopausa, para melhorar os sintomas do climatério e reduzir a osteoporose. Porém, o uso de estrogênio combinado ao progestogênio (os hormônios femininos) compromete as alterações que a mama sofre com o avançar da idade, aumentando o risco de câncer de mama quando utilizada por tempo prolongado. A decisão de se iniciar a TRH deve ser tomada após decisão cuidadosa com seu médico assistente, pesando-se os prós e contras dessa terapia, a qual tem seus benefícios.

• Idade de Eventos da Vida Reprodutiva: o estrogênio é o hormônio responsável por estimular as células da glândula mamária a se reproduzir. Quanto maior o tempo que o organismo da mulher produz e está exposto a esse hormônio, maior o risco de câncer de mama. Por isso, as mulheres que apresentaram a primeira menstruação em idade mais precoce (época em que se inicia a produção de estrogênios), menopausa em idade mais avançada (época em que a produção de estrogênio declina significativamente), menor número de gestações (a gestação é um período de predominância da progesterona) e primeira gestação em idade mais tardia apresentam maior risco de câncer de mama.

• Uso de Anticoncepcionais Orais: o uso prolongado de anticoncepcionais orais (hormonais) antes da primeira gestação também aumenta o risco de câncer de mama.

• Altura e Peso: mulheres mais altas apresentam maior risco que mulheres mais baixas. O peso exerce um importante efeito, porque o tecido gorduroso afeta o metabolismo do estrogênio (aumentando seus níveis), por isso as mulheres obesas apresentam risco maior desse câncer do que as não-obesas.

• Consumo de Álcool: o consumo moderado de álcool aumenta o risco de câncer de mama, provavelmente porque leva ao aumento dos níveis de estrogênio. Quanto maior o consumo, maior o risco. Porém, parece que esse risco pode ser eliminado pela ingestão regular de ácido fólico (vegetais folhosos ou suplemento vitamínico).

• Outros Cânceres: as mulheres que já apresentaram outro câncer ginecológico (colo uterino, endométrio, ovário) ou até mesmo câncer de intestino grosso apresentam risco aumentado para câncer de mama.

• Fatores Diversos: fatores sócio-econômicos também afetam o risco de câncer de mama, de forma que mulheres de nível sócio-econômico mais elevado apresentam risco maior do que mulheres de nível mais baixo. Além disso, as mulheres que vivem nas cidades têm maior risco do que as que vivem no campo. A etnia também pode ser um fator definidor de risco, já que parece que mulheres negras apresentam maior risco desse câncer na idade inferior a 40 anos, enquanto mulheres brancas têm risco maior de câncer de mama em idade igual ou superior a 40 anos. Parece que o tabagismo também é um fator de risco para o câncer de mama.

Fatores que Reduzem o Risco

Finalizando, citaremos os fatores que parecem estar associados a um menor risco de câncer de mama. São eles:

• Mulheres nascidas na Ásia ou na África apresentam menor risco;
• Prática regular de exercício físico;
• Aleitamento materno;
• Mulheres que tiveram maior número de gestações;
• Remoção dos ovários: em algumas doenças é necessária a retirada dos ovários. Observou-se que as mulheres nas quais essa cirurgia foi realizada antes dos 35 anos apresentam menor risco de câncer de mama no futuro. Porém, essa remoção associa-se ao aumento do risco de outras doenças, como as cardiovasculares e a osteoporose.

Vale lembrar que os fatores relacionados à alimentação ainda não mostraram nenhuma relação com o risco de câncer de mama.

Fonte: Boa saúde

Saiba tudo sobre Hemorróidas


"Ao contrário do que muitos pensam, as hemorróidas são estruturas anatômicas normais, mas que podem trazer problemas como desconforto, irritação e sangramento anal quando alteradas. A doença hemorroidária está muito associada com a constipação intestinal, dentre outros fatores. Pode ser tratada com medidas conservadoras ou, quando mais graves, por cirurgia."

Introdução

A expressão hemorróidas é freqüentemente utilizada para definir as mais variadas afecções anorretais e seus sintomas. Na realidade as hemorróidas são estruturas anatômicas normais encontradas em todas as faixas etárias. São vasos sanguíneos que formam uma espécie de coxim localizadas no segmento anorretal (4cm distais do intestino).

As hemorróidas se tornam sintomáticas como resultado de atividades que aumentam a pressão venosa, resultando em distensão e ingurgitamento. A diarréia crônica, constipação intestinal, ficar sentado por tempo prolongado, gravidez, obesidade, e dieta pobre em fibras podem contribuir para seu aparecimento. Com o tempo, a distensão e o aumento desses coxins venosos podem resultar em sangramento ou protrusão das hemorróidas.

Quais os sintomas da doença hemorroidária?

Os principais problemas atribuídos à doença hemorroidária são o sangramento, eliminação de muco e desconforto anal.

O sangramento anal é geralmente vermelho vivo e sempre relacionado com as evacuações. A hemorragia é freqüentemente esporádica e em forma de raias nas fezes. Raramente leva a anemia. Quando presente em menor quantidade, é percebida apenas durante a higiene anal.

Inicialmente as hemorróidas são confinadas ao canal anal. Com o passar do tempo, elas podem crescer e prolapsar pelo canal anal, primeiramente o prolapso ocorre durante a evacuação e retorna espontaneamente, posteriormente podem permanecer cronicamente protuídas. As hemorróidas cronicamente protuídas podem resultar em produção excessiva de muco e conseqüente irritação e coceira anal.

O desconforto anal é, geralmente, decorrente do edema local e ingurgitamento venoso, observado mais freqüentemente em pessoas que fazem muito esforço evacuatório. Já a presença de dor anal às evacuações não é comum, aparecendo apenas na presença de complicações (hematoma perianal, trombose e tromboflebite hemorroidária), ou na associação com outras afecções anorretais, como abscesso e fissura anal.

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico deve ser suspeitado pela presença dos sintomas acima expostos. Deve ser lembrado que a doença hemorroidária raramente acomete crianças e adolescentes e portanto, a presença de sangramento anal nessa faixa etária não deve ser atribuída primariamente à hemorróida e, sim, à presença de pólipos ou à fissura anal.

O diagnóstico é confirmado pelo exame proctológico com retossigmoidoscopia, podendo ser necessária a realização de colonoscopia para excluir outras doenças associadas, como o câncer colorretal, especialmente nos pacientes com mais de 40 anos de idade.

Tratamento

Como citado anteriormente, as hemorróidas fazem parte da anatomia humana normal e, portanto, necessitam de tratamento apenas quando sintomáticas. A terapêutica a ser instituída dependerá do tipo de sintoma apresentado, da sua gravidade, assim como do grau de intensidade do prolapso. Inúmeros tratamentos clínicos ou cirúrgicos podem ser empregados na abordagem de pacientes com doença hemorroidária, cabendo ao proctologista experiente encontrar o mais eficiente para cada caso.

Tratamento conservador:

O tratamento clínico está indicado para aqueles pacientes com sintomas discretos e esporádicos, com longos períodos sem a presença dos sintomas, que não se constituem em problema sério para o paciente. Nas gestantes, principalmente no terceiro trimestre, quando exacerbados os sintomas dessa enfermidade, o tratamento deve ser conservador, exceção feita nos casos de complicações que não melhoram apesar da medicação instituída. As pessoas com outros problemas mais graves de saúde também devem ser manejadas de modo conservador.

Os principais princípios do tratamento da doença hemorroidária consistem em:

  • Medidas dietéticas: recomenda-se a ingestão de dieta rica em fibras (dose diária de 20 a 25g/dia), que inclua verduras cruas e cozidas, legumes, frutas, como mamão, laranja com bagaço, e farelo ou germe de trigo. Além do regime alimentar, é de extrema importância à ingestão de líquidos (1,5 a 2,0 litros/dia) e evacuar sempre que sentir o desejo de fazê-lo. A supressão do álcool, pimentas e condimentos, dada a sua ação irritante sobre as mucosas, e de alimentos constipantes (farináceos, banana-maçã, maçãs, pêra etc.) constitui medida necessária para evitar novas crises.

  • Cuidados locais: abolir o uso de papel higiênico, substituindo-o pela higiene através de banho de assento com água morna. Caso ocorra insucesso com as medidas alimentares adotadas para regularização do hábito intestinal, pode-se usar substâncias que aumentam o bolo fecal, como o psilium, fruto de sene, metilcelulose, semente de plantago ou outros preparados à base de sementes.

  • Uso de pomadas e supositórios anestésicos, para alívio temporário do desconforto local. Não devem ser utilizadas por períodos prolongados, pois pode causar irritação.

  • Uso de medicamentos, como a diosmina, que aliviam os sintomas locais, principalmente nas crises.

Nas hemorróidas que não respondem satisfatoriamente ao tratamento medicamentoso e às medidas higienodietéticas, outros métodos conservadores, porém invasivos, têm sido utilizados, como escleroterapia, ligadura elástica, crioterapia, fotocoagulação (Infrared) e diatermia bipolar.

Tratamento cirúrgico:

Atualmente, calcula-se que o tratamento cirúrgico seja reservado para cerca de 10% a 20% das pessoas com doença hemorroidária, sendo a maioria (80%-90%) adequadamente tratada pelas modalidades terapêuticas conservadoras – medidas clínicas, escleroterapia, ligadura elástica e outros.

A escolha pela conduta cirúrgica nos portadores de hemorróidas crônicas deve ser individualizada, baseando-se na intensidade dos sintomas e no impacto que os mesmos causam no estilo de vida do paciente, resposta às medidas conservadoras de tratamento, coexistência de outras afecções orificiais que apresentem indicação cirúrgica e aceitação do paciente ao método cirúrgico.

Fonte: Boa Saúde

O que é a dieta de Duncan, a nova dieta dos famosos?


A dieta de Duncan está ganhando popularidade rapidamente. Desde que surgiu, em 1975, o programa do médico francês Pierre Duncan conquistou diversos adeptos, como Gisele Bünchen, a cantora Jennifer Lopez e a atriz Penélope Cruz. Mais recentemente a dieta voltou a ser muito comentada na mídia devido ao casamento do Príncipe William e Kate Middleton. Kate e sua mãe seguiram a dieta de Duncan para perderem peso para o casamento e a princesa chegou a diminuir dois números do manequim.

A dieta de Duncan consiste em, basicamente, que a pessoa siga um plano alimentar semelhante ao que era seguido por nossos antepassados primitivos. O cardápio inclui 100 alimentos, sendo que 72 são de origem animal e 28 de origem vegetal. A idéia é que a pessoa possa comer a quantidade que quiser desses alimentos e ainda assim perder peso, já que a dieta propõe uma ingestão de quantidades pequenas de carboidratos e grandes quantidades de proteínas.

O programa da dieta é dividido em quatro fases. A primeira, de ataque, permite apenas a ingestão de proteínas magras e dura 10 dias. A segunda, chamada de cruzeiro, é a fase em que acontece a maior perda de peso e termina apenas quando o paciente atinge o peso ideal. A terceira fase, de consolidação, é quando a pessoa aprende a manter o peso conquistado e sua duração depende do peso perdido na segunda fase. São dez dias para cada quilo perdido. Já a quinta fase é a de estabilização, que permite que a pessoa coma de tudo, mas sem abandonar o bom senso. A promessa da dieta é que a pessoa consegue perder peso rapidamente, comendo o quanto quiser e sem sofrer com o efeito sanfona depois.

Porém, dietas drásticas como a de Duncan oferecem alguns riscos para o organismo. A escassez de carboidratos pode causar diversas complicações, desde mau hálito e perda de memória a tonturas. Como a principal fonte de energia do cérebro é o carboidrato, em sua ausência o cérebro deve usar proteínas e gorduras, fazendo com que o órgão funcione mais lentamente e com menos eficácia, causando cansaço, mal estar e desânimo. E apesar de a dieta de Duncan afirmar que não existe o risco do efeito sanfona, esse problema é constante em pessoas que perderam muito peso em pouco tempo. A perda do esforço do regime não é o único mal que vêm com o efeito. A flutuação intensa do peso é agressiva, e pode prejudicar o organismo.

Nutricionistas alertam que em dietas muito restritivas ou que não oferecem um balanço entre nutrientes devem ser evitadas, já que podem causar carências. O ideal é que o emagrecimento aconteça através de reeducação alimentar e o abandono de hábitos insalubres. O carboidrato, muitas vezes visto como o vilão, é necessário para o bem estar do corpo. Seu consumo em excesso pode complicar a dieta, mas ao invés de bani-lo, a pessoa deve buscar conhecer os tipos mais saudáveis dessa substância e controlar as quantidades ingeridas.

O primeiro passo de qualquer programa de sucesso de emagrecimento é a consulta com um profissional. Antes de seguir uma dieta, discuta o programa com um nutricionista e avalie a suas necessidades pessoais. Assim você não correrá riscos desnecessários e chegará mais facilmente ao seu objetivo.

Fonte: Boa Saúde

Meia elástica compressiva na medida errada pode trazer mais problemas


A meia de compressão pode evitar doenças graves. Ela ajuda a bombear o sangue nas pernas com mais velocidade. "A meia melhora o retorno do sangue para coração. Ela não deixa a perna inchar porque ela se contrapõe ao inchaço, ela comprime", diz o cirurgião vascular Marcondes Figueiredo.

Médicos divulgaram novas recomendações para o uso da meia compressora em tratamentos de doenças vasculares, durante congresso médico realizado em São Paulo em outubro. O conjunto de orientações foi reunido após consulta a 142 especialistas, durante dois anos. O objetivo da Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV) ao revelar as recomendações é padronizar o atendimento médico que utilizar as meias elásticas.

A meia elástica é útil para fazer o sangue retornar ao coração e é indicada para pessoas que tenham varizes e inchaço nas pernas. Os especialistas afirmam que o uso das meia reduz as dores, mas não impede o aparecimento das marcas.

Uma das diretrizes prega que, para prescrever a meia elástica no tratamento de varizes, os médicos devem saber a compressão exata de que o paciente precisa, o melhor modelo (3/4, 7/8, meia tipo calça) e o tamanho da perna. Cada paciente precisa ter a sua própria indicação e os médicos rechaçam a prática de emprestar meias de outras pessoas.

Recomendações

Ficar muito tempo em pé ou andar bastante, requer cuidado e atenção. Principalmente pra quem já não consegue se livrar dessas situações que já viraram hábito por causa do trabalho. "Eu deveria usar porque sou dentista, mas incomoda muito, eu nunca consegui usar", afirma Andrea Carneiro, dentista.

Nunca compre a meia apenas pelo tamanho do pé. O melhor é procurar um médico e medir a circunferência da perna. "Tem fabricante que coloca a meia pelo tamanho do pé. É como um antibiótico. Você tem que dar qual é a compressão da meia, qual é o tamanho e o modelo, e por quanto tempo a pessoa vai usar", explica.

As meias exigem um tempo de adaptação. O ideal é colocá-las logo que você acorda. "Na primeira semana use até o meio-dia. Na segunda semana até às 14h. Na terceira até às 16h. E a partir da quarta semana é que a pessoa pode ficar o dia todo com ela", orienta.

Nunca se deve dormir com uma meia de compressão. "Ela comprime a circulação arterial quando você está deitada". E depois de alguns meses as meias precisam ser trocadas. "Se for usada diariamente ela dura quatro meses em méd. A borracha tem uma validade, depois ela perde aquele efeito de compressão", afirma o médico.

Não use a meia de outra pessoa. "O paciente fala assim: 'já usei da minha cunhada e não deu certo'. Esse é um dos grandes erros que se cometem em relação à meia", alerta.

Placebo



A palavra placebo tem sua origem no latim, sendo definida como uma substância inerte ou inativa (por exemplo uma pílula de açúcar), mas que se ingerida poderá produzir um efeito que suas propriedades não possuem, ou ainda, uma "falsa cirurgia", ou uma terapia, que muitas vezes cura ou auxilia o paciente na sua cura.

Os placebos apresentam-se na forma de tabletes, xaropes, drágeas, ou qualquer outra forma com aparência de medicação, onde, na verdade são substâncias inócuas, prescritas em lugar de preparados ativos, e utilizados também como agentes controladores em estudos experimentais sobre o efeito das drogas.

A questão de cura, ou os efeitos benéficos que os placebos trazem, até hoje não estão totalmente esclarecidos, na verdade existem mais teorias que comprovadamente conclusões, porém acredita-se que a cura estaria na mente de cada indivíduo, e que normalmente os efeitos seriam psicológicos.

Como exemplos de placebos podemos citar: uma cirurgia espiritual substituindo a convencional, terapias alternativas como os florais, cristais, e radiestesia. Também são considerados como placebos a "cura pela fé", onde alcançam-se milagres através de orações, e as histórias das mamães e vovós para seus filhos e netos na hora de dormir para curar as dores.

O efeito Placebo

È o resultado mensurável e que se pode observar em uma única pessoa ou em um grupo de pessoas, diante do tratamento com administração  de um placebo. Alguns pesquisadores utilizam-se do modelo "duplo cego", ou seja, as pessoas envolvidas na pesquisa são divididas em dois grupos, onde à um deles administra-se o tratamento convencional e ao outro o tratamento do tipo placebo. O pesquisador não tem consciência de qual tratamento foi aplicado aos dois grupos, para não ser subjetivado, ele só saberá quando tiver em mãos os resultados para avaliação.

Efeitos benéficos ou maléficos dos Placebos

Benéficos

1) Opção de substituição de uma droga química, que tenha efeitos colaterais indesejáveis.

2) Quando o paciente acredita e tem esperança no medicamento que está tomando para ver-se livre de determinada doença, permitindo assim que o remédio faça efeito.

3) Confiança que o paciente deposita em seu médico e através de seu reconforto, cuidados e atenção causam um efeito placebo, resultando em cura..

4) Eficiente, segundo pesquisadores, em casos de stress, úlceras gástricas, artrites e outras doenças relacionadas ao sistema imunológico.

Maléficos

1) No caso de uso indiscriminado do placebo, ou quando torna-se uma dependência.

2) Quando o efeito do placebo mascara o avanço de uma doença e isso possa ser fatal.

3) Quando a opção pelo placebo ocorre de forma inadequada, por exemplo no lugar de uma droga química mais eficiente.

4) Quando o paciente não relata efeitos colaterais mesmo com os placebos, ou quando se auto-medica ou ainda aceita sugestões de outras pessoas não habilitadas para receitar.

5) Quando o paciente despende o seu tempo, seus recursos financeiros, com um tratamento do tipo placebo não recomendado para o seu caso.

6) Em determinados tipos de doença, acredita-se ser melhor o tratamento convencional. Porém, em todos os casos a orientação médica é o mais indicado.

7) Quando o tratamento com placebo é realizado por pessoas inescrupulosas, dando falsas esperanças de restauração e cura.

A ética do placebo

O placebo hoje, é um assunto fascinante e que causa controvérsias entre os profissionais da

área científica, pois seu uso correto ou incorreto pode significar o ganho ou a perda de uma vida, de uma vez que seus efeitos ainda não são completamente conhecidos. E em relação ao paciente, em que ponto é necessário ou recomendado que ele saiba que está sob um tratamento placebo?

Como podemos observar, muitas são as teorias e dúvidas, no entanto, não podemos negar que o tratamento com placebo pode ser controverso, mas em muitos casos, funciona.

Acredita-se que ações conjugadas como crenças, esperanças e sugestibilidade poderão resultar em experiências sensoriais causando efeitos bioquímicos significativos sobre o sistema neuroquímico, hormonal e imunológico, ou mesmo o efeito placebo controlando o comportamento, levando à um bem-estar físico,chegando-se à recuperação de lesões ou até a cura de doenças.

De qualquer forma, não existem dúvidas sobre a eficácia do efeito placebo, seja através do segmento psicológico, demonstração de cuidados e atenção pelo profissional da saúde ao paciente, ou até mesmo uma cura espontânea.

Partindo-se deste princípio, e cuidando-se para que o tratamento com placebo seja realizado de forma correta, ética, racional, e benéfica, é justo que o mesmo tenha liberdade de ser fornecido.

Fontes
● Nova Enciclopédia Ilustrada Folha Vol.II, dez 1996, pág.766
● Bibliomed, Inc., Vários autores, 23/Ago/2004
● The Skeptic¨s Dictionary, Carroll, Robert T., 24/Jun/2001

O fantasma da impotência


Vivemos ainda em uma sociedade muito machista, infelizmente para todos nós. Para os homens, em especial, existe uma pressão desenfreada para a atividade sexual predatória. O que caiu na rede é peixe! E existe, por sinal, um mito milenar de que os homens estão sempre aptos ao sexo, independente de qualquer outro fator. Devem sempre estar com desejo, devem ter plena ereção e não falhar jamais.

Essa situação é um peso muito grande para os ombros de qualquer um. A bem da verdade, qual o homem ao qual nunca lhe faltou potência?

Qual a mulher cujo parceiro já não perdeu a ereção alguma vez na vida?

É necessário desmistificar essa situação. A impotência (disfunção erétil) só se torna um problema ou uma doença quando ela predomina na vida sexual de um homem. Ou seja, quando há uma incapacidade persistente ou recorrente (repetida) de manter uma ereção até a conclusão da atividade sexual. Alguns se queixam de falta completa de rigidez para conseguir uma penetração. Outros conseguem ter o pênis rijo, mas na hora de introduzi-lo perdem a potência.

Atenção! a eventual ocorrência de perda de ereção não é considerada impotência.

O que causa a perda da ereção?

As pesquisas são contraditórias: algumas apontam que 90% da impotência tem causa emocional.
 

O estresse do dia-a-dia.
A discórdia conjugal.
A falta de atração pela parceira.
A ansiedade ou depressão.
O temor de não desempenhar o sexo adequadamente.
Conflitos emocionais antigos.
Culpa e repressões sexuais.

São algumas das causas psíquicas comuns.

Outros trabalhos científicos relatam que a disfunção erétil nos homens é, na maioria dos casos, orgânica, principalmente quando o homem tem mais que 50 anos.
 

A deficiência de alguns hormônios masculinos como a testosterona.
Excesso de prolactina.
A presença de algumas doenças como o diabete melito.
O uso de medicações que combatem a hipertensão.
A anormalidade vascular peniana.

São fatores orgânicos importantes a serem levados em consideração na avaliação dessa disfunção sexual.

E tem cura?

Podemos pensar que há uma soma desses fatores orgânicos e emocionais na determinação da impotência. Para o tratamento, então, devemos combinar algumas técnicas terapêuticas para obtenção de maior sucesso.

Após alguns exames de rotina, detectamos a presença ou não de algum problema orgânico. Por exemplo, se há falta de testosterona, podemos repor através de uso de medicação. Se há problema vascular ou neurológico, podemos até indicar cirurgia ou colocação de prótese. Entretanto, tais métodos mais evasivos são de última escolha no tratamento da impotência, só utilizados quando quaisquer outros métodos já falharam completamente.

Quando não há muitos achados positivos nos exames, podemos empregar um tipo de tratamento psicológico, denominado psicoterapia cognitivo-comportamental, que é baseado em tarefas sexuais progressivas e orientação.

O uso concomitante de algumas medicações que provocam a ereção tem elevado o sucesso terapêutico em muitos casos. Entretanto, os mesmos nunca devem ser utilizados sem acompanhamento médico especializado.

Você pode estourar bolhas nos pés?



Ter bolhas nos pés pode parecer um problema simples, mas isso não faz dele menos incômodo. Basta o sapato novo não ter o formato ideal ou alguma mudança na rotina nos forçar a uma caminhada mais longa. No caso de esportistas, profissionais ou amadores, as bolhas podem representar um problema sério, com implicações no desempenho.

A orientação do dermatologista Agnaldo Mirandez, diretor da clínica Perffeta e membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), é "manter a área afetada em repouso e evitar novos traumas". Mas isso pode ser um luxo que nem todos têm o prazer – ou alívio – de desfrutar. Por isso, o médico preparou algumas dicas para cuidar das bolhas e reduzir o incômodo que elas provocam.

- É importante manter a região sempre limpa para evitar infecção;
- O ideal é manter a área afetada em repouso até sarar;
- Se o repouso não for possível, esvazie o conteúdo com uma agulha esterilizada. Serve agulha de injeção, comprada em farmácia;
- Nunca remova a pele da bolha. Mesmo se retirar o líquido interno, tente preservar o máximo de pele possível, pois ela age como proteção natural;
- Se você for maratonista ou corredor, provavelmente tem bolhas com frequência. Use um óleo ou vaselina para diminuir os atritos no local. Isso diminui a dor, mas não garante o mesmo desempenho;
- Toda bolha corre o risco de infeccionar e de formar pus. Se isso acontecer, o tratamento deve ser feito com antibiótico oral ou de uso local, mas sempre sob orientação médica;
- Para evitar bolhas, use calçados adequados a atividade física que pratica;
- Evite meias ásperas e dê preferência àquelas mais justas, pois a chances delas dobrarem e causarem uma bolha é menor;
- A maneira de correr também pesa muito na formação de bolhas. Procure um médico para verificar a sua pisada e, se houver uma incorreção grande, pode ser preciso adotar palmilha ortopédica.

Alongue antes de se exercitar



Alongar lenta e suavemente antes de iniciar uma atividade física intensa é essencial para aquecer o corpo e prevenir ou ao menos reduzir a possibilidade de lesões em músculos e tendões.

O alongamento é benéfico porque dá ao corpo tempo para se adaptar ao exercício que está prestes a começar. Além disso, ajuda a manter a flexibilidade.

A Academia Americana de Cirurgiões Ortopédicos orienta sobre a forma correta de alongar antes da malhação:

- Aqueça os músculos devagar começando a atividade aeróbica num ritmo bem calmo
- Faça movimentos suaves e lentos, lembrando de respirar e relaxar
- Segure cada posição de alongamento entre 10 e 30 segundos
- Nunca salte ou gire rapidamente enquanto alonga
- Alongue os músculos respeitando um nível mínimo de conforto e alivie o alongamento se eles começarem a doer

Dor de ouvido



Dores de ouvido são tão comuns como dolorosas e desagradáveis. Fatores que podem desencadear uma dor de ouvido são igualmente abundantes.

A Enciclopédia de saúde do ADAM menciona nove possíveis causas para a dor de ouvido, sendo elas

Alergia

Infecção no ouvido.

Sinusite.

Dor de dente ou infecção dentária.

Resfriado comum.

Artrite da mandíbula.

Danos ao ouvido provocados pela mudança da pressão atmosféria ou pela cera do ouvido ou ainda um objeto colocado na orelha.

Tímpano perfurado.

Síndrome da articulação temporomandibular.

Sintomas de cirrose



A cirrose é uma doença difusa do fígado, que altera as funções das suas células e dos sistemas de canais biliares e sanguíneos.

É o resultado de diversos processos, entre os quais, a morte de células do fígado e a produção de um tecido fibroso não funcionante. Isto prejudica toda a estrutura e o trabalho do fígado.

POde vir de uma doença viral ou do alcoolismo crônico, a cirrose ocorre quando as células do fígado estão danificadas, não podendo mais ser regeneradas.

Segundo a Academia Americana de Médicos da Família os sintomas mais comuns de cirrose são:
- Perda de peso
- Perda de apetite
- Sensação de fadiga, fraqueza ou confusão mental, ou ainda dificuldade de atenção
- Transpiração na região abdominal
- Pele sensível e vermelhidão nas palmas das mãos
- Icterícia (coloração amarelada da pele)
- Urina de cor escura