Combatendo a tuberculose


A tuberculose tem sido identificada em esqueletos de mais de 6000 anos e, apesar dos grandes avanços da medicina nas últimas décadas, a tuberculose ainda é a doença infecciosa mais prevalente no mundo. No mês de setembro deste ano o Ministério da Saúde iniciou uma campanha contra a tuberculose, intitulada "Tuberculose tem remédio" com o objetivo de levar à população informações sobre a doença, como sintomas e tratamento. A meta da campanha publicitária é aumentar a detecção de casos, elevar o percentual de cura e reduzir o abandono do tratamento. Outras ações previstas são a qualificação das equipes que atendem os doentes e o reforço das atividades de diagnóstico.

Os números da Tuberculose

O microorganismo da tuberculose é estimado infectar 1.6 bilhões de pessoas em todo o mundo ou aproximadamente um terço da população do mundo e cerca de 15 milhões tem a doença clínica em algum momento da vida. A tuberculose mata aproximadamente 2-3 milhões de pessoas a cada ano, o que é maior que qualquer outra doença infecciosa bacteriana sozinha.

O Brasil integra o grupo dos 22 países que concentram 80% dos casos de tuberculose registrados no mundo. Segundo dados da Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS), do Ministério da Saúde, cerca de 6 mil pessoas morrem todos os anos no País em decorrência da tuberculose. Nos últimos anos, a média de detecção foi de 85 mil novos casos. Calcula-se que um novo doente infecta, em média, dez indivíduos antes de ser tratado.

Atualmente, o Brasil apresenta 73% de índice de cura dos casos tratados e cerca de 12% de abandono do tratamento. A meta do governo é curar 50,5 mil tuberculosos até 2005.

O Programa Nacional de Controle da Tuberculose conta, hoje, com o maior investimento dos últimos dez anos. Até 2007, serão aplicados R$ 119,5 milhões.

A doença

A tuberculose é uma doença infecciosa causada por um microorganismo chamado Mycobacterium tuberculosis, também conhecido como bacilo de Koch. Pode afetar diferentes órgãos, mas o comprometimento pulmonar é o mais freqüente.

A transmissão da tuberculose é quase que exclusivamente por vias aéreas. Através da tosse de uma pessoa com tuberculose pulmonar são eliminadas gotículas contendo o microorganismo e podem infectar uma pessoa em contato íntimo e prolongado. A ocorrência ou não da infecção dependerá também do estado imunológico da pessoa. A infecção poderá permanecer latente sem produzir sintomas ou desenvolver a doença. Cerca de 10% das infecções latentes se tornam ativas em algum momento da vida.

A maioria dos casos de tuberculose é causada pela reativação da infecção adquirida anos atrás, mais freqüentemente na infância, e é mais comum em adultos e jovens. O estímulo para a reativação pode ser a supressão do sistema de defesa do organismo, como ocorre na AIDS, ou outros fatores como a desnutrição e deficiência de vitamina D. Outras condições associadas com a reativação da tuberculose são doença renal grave, diabetes mellitus, silicose, cirurgia de estômago e transplantes.

As pessoas com tuberculose pulmonar apresentam tosse com quantidades variáveis de escarro, que podem ou não conter sangue, por três semanas ou mais. Podem apresentar também dor no peito e falta de ar, febre, sudorese noturna, perda de apetite e perda de peso. A doença primária não tratada irá progressivamente envolver todo o pulmão e também se disseminar. Os sintomas presentes nesse estágio podem ser graves, com tosse e escarro contínuos, falta de ar acentuada, febre alta, sudorese intensa, fraqueza e grande perda de peso.

Diagnóstico

Todas as pessoas que apresentam tosse com escarro por mais de três semanas, acompanhada ou não dos outros sintomas da doença devem ser investigadas para a infecção da tuberculose. Alterações nos raios-X de tórax também podem ser vistas na tuberculose pulmonar. O diagnóstico definitivo de tuberculose, entretanto, requer a identificação do microorganismo nas secreções ou tecidos do paciente, como o exame do escarro. O tratamento é frequentemente iniciado antes do diagnóstico definitivo, entretanto a identificação do microorganismo é importante inclusive para testar a sensibilidade às drogas.

Existe também um teste para rastrear a exposição à tuberculose, é o chamado teste de Mantoux, mais conhecido como PPD. É realizado através de uma injeção intradérmica e medido através do tamanho da área da reação 48 horas após a aplicação. O diâmetro menor que 5mm é considerado como negativo e significa que não houve contágio com o bacilo ou que a vacina está protegendo a criança. O diâmetro entre 5 e 9 significa que não houve contágio com o bacilo de Koch, mas a vacina BCG está protegendo a criança, e acima de 10 significa que houve o contágio, e que pode ser um contágio recente.

AIDS e tuberculose

Aproximadamente 8 milhões de pessoas em todo o mundo são coinfectadas pelo HIV e pela tuberculose. No Brasil, 8% dos pacientes com tuberculose também têm Aids. Os pacientes HIV positivos são mais susceptíveis à infecção pelo M. tuberculosis, já que a infecção depende do estado do sistema imunológico que está suprimido nesses pacientes. Subseqüentemente, aproximadamente 50% das pessoas com as duas infecções irão desenvolver a tuberculose clínica, e as taxas de reativação podem ser até 20 vezes maior que em pessoas não HIV positivas. A tuberculose clínica está associada com uma menor sobrevivência das pessoas com AIDS.

Tratamento

Ao contrário do que muitos pensam, a tuberculose tem cura. Desde de 1944 se conhece os medicamentos capazes de curar a tuberculose. Mas para que haja um controle efetivo da doença é indispensável que se detecte a tuberculose ativa e se institua o tratamento correto.

O tratamento da tuberculose é prolongado, durando no mínimo seis meses, e na maioria dos casos não é necessária a hospitalização. O uso de medicamentos inadequados ou administrados irregularmente, ou em doses inadequadas é causa importante de não cura da doença. Além disso, com o tratamento inadequado, o microorganismo pode se torna resistente e eventualmente ser transmitido para outros indivíduos, sendo seu tratamento mais complexo e de custo elevado.

Os principais medicamentos utilizados no tratamento da tuberculose são a izoniazida, rifampicina e pirazinamida. Após duas semanas tomando o medicamento não ocorre mais a transmissão.

A tuberculose latente deve ser detectada e tratada preventivamente nos indivíduos que apresentam os fatores de risco para a reativação.

Prevenção

A prevenção da tuberculose consiste na vacinação infantil e na detecção e tratamento precoce das pessoas com tuberculose.

BCG é a vacina contra a tuberculose feita com um tipo de bacilo semelhante ao bacilo de Koch, que permite ao organismo criar defesas contra a tuberculose, sem causar a doença.

O BCG é indicado para todas as crianças de 0 a 4 anos e é aplicada na pele do braço direito. A vacina contra a tuberculose faz parte das vacinas obrigatórias para as crianças no Brasil. Estima-se que o BCG ofereça proteção à criança por um período em torno de 10 anos.

Alimentação no Rock in Rio


Está aberta a temporada de festivais. Além do Rock in Rio, outros grandes shows acontecerão até o final do ano no Brasil. Esqueça café e energético. O pique necessário para suportar a maratona e manter-se firme até a última música deve vir dos alimentos.

Manter o nível de glicose no sangue garante diversão sem fadiga ou cansaço, explica Flavia Cyfer, nutricionista funcional. Doces e carboidratos simples, porém, são contraindicados, alerta a especialista. Tais alimentos elevam a taxa de açúcar no organismo, mas provocam alterações repentinas.

"Pão branco, macarrão comum e açúcares refinados sobem bruscamente o nível de glicose, mas em pouco tempo essa taxa sofre uma queda brusca. O organismo tem um pico de euforia, mas depois decai."

Consumir carboidratos integrais e gorduras boas mantém a glicemia alta e garante 100% de aproveitamento do espetáculo. Abaixo, a pedido do iG Saúde, Flavia Cyfer e Marcelo Ferreira, nutricionista esportivo, propõem um cardápio energético e dicas para manter a adrenalina estocada durante o show:

Café da manha em dia de festival:
A oferta de álcool durante esses eventos é constante, por isso, vale redobrar os cuidados com seu estômago antes de sair de casa. A couve é um dos alimentos protetores do órgão e age blindando a mucosa. Combinada com a linhaça, que é um anti-inflamatório natural, e uma fruta garantem energia e saúde.

Pão integral com queijo branco e peito de peru. Alimentos leves, para que a digestão não fique lenta e pesada.

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Almoço:
É o grande responsável por armazenar a energia necessária durante a sequencia de shows. Priorize alimentos crus como legumes e folhas, pois são ricos em antioxidantes e protegem o organismo.

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"Durante os festivais, o corpo desgasta muito, produz muito radical livre, responsável pelo envelhecimento precoce. Ingredientes crus ajudam a combatê-lo e ainda liberam enzimas que auxiliam a digestão."

Prefira proteína leves. Peixe, frango e ovo estão liberados. Evite a evitar carne vermelha: ela deixa o organismo pesado e demanda muito tempo para ser digerida.

Consuma, sempre, grãos integrais. Arroz, quinoa, amaranto, massa integral, arroz negro, vermelho, todos eles fazem a manutenção da glicemia, ou seja, mantém o corpo ativo o tempo todo.

Receita contra ressaca:
-Consuma alimentos que ajudam a recuperar a saúde do fígado - eles eliminam as toxinas das bebidas alcoólicas.

*Couve flor, repolho, brócolis – cozidos por três minutos ou crus – dão suporte ao órgão e ajudam a restabelecê-lo

*Alho-poró, rúcula, agrião e nabo são excelentes desintoxicastes

*Beba muita água: a urina é o principal meio para eliminar as toxinas

Dor de cabeça:
Receita 1: Chá de camomila, feito com erva seca. Adicione gengibre ralado para ajudar a combater enjôos.

Receita 2: Bata o chá de camomila com duas folhas de couve, hortelã e gengibre: a mistura combate a dor de cabeça, o enjôo, protege o fígado e o estômago.

Dicas úteis:

No caso do Rock in Rio, até domingo que vem, dia 2 de outubro, o festival vai liberar a entrada de alimentos trazidos de fora pelo público segundo notificação do DECON (Delegacia do Consumidor), então seguem dicas do que levar de casa:

Barras de cereais;
Frutas secas (desidratadas);
Castanhas (caju, Pará), amêndoas, amendoim;
Frutas in natura;
Biscoito integral, torradas;
Bebidas repositoras hidroeletrolíticas tipo gatorade, Sportdrink.

A entrada de alimentos não é proibida. Só não é permitido portar alimentos destinados ao comércio ou que representem riscos à segurança, como garrafas e latas, diz o pronunciamento da organização.

- Consuma a fruta sempre acompanhada de uma gordura - ela provoca picos de glicemia. As castanhas ou nozes evitam essa elevação brusca e mantêm o índice equilibrado.

- Os energético são compostos de cafeína e taurina. Sozinhos, promovem concentração e ânimo, mas misturados com o álcool fazem com que o organismo libere magnésio. Essa perda provoca fadiga, ansiedade, vontade de comer doces e cansaço.

- Durante o evento, procure alimentos mais leves ou de fácil digestão tipo combinados de carne com saladas ou sanduiche natural com suco de frutas;

- Evite alimentos gordurosos (dificultam a digestão);
- Lembre-se da hidratação durante o festival (água ou sucos);
- Evite longos períodos em jejum. Nos intervalos dos shows procure alimentar-se e hidratar-se.
- Não beba álcool para saciar a sede;
- Se for beber álcool, entre uma dose e outra, beba água;
- Coma algo antes de beber, a bebida pode demorar mais para ser absorvida

Trate a escoliose com exercícios físicos


Muito tempo em frente ao computador, horas no trânsito com o banco ajustado de qualquer jeito e muito peso nas costas, em bolsas ou mochilas cheias, são alguns dos hábitos que podem agravar o desenvolvimento de escoliose, desvio na coluna vertebral em forma de "C" ou de "S", comum de aparecer na fase de crescimento das crianças. "A curvatura pode ser para o lado direito ou esquerdo. As dores são mais comuns de aparecer na fase adulta, principalmente se não forem adotados hábitos e tratamentos adequados", afirma o quiropraxista Jason Gilbert, dono da rede que leva seu nome.

Mudar os hábitos e incluir exercícios físicos entre as atividades de rotina ajudam a amenizar esse problema e evitar dores. A orientação de um professor de Educação Física garante que os movimentos não só alinhem a coluna como fortaleçam os músculos capazes de deixá-la na posição certa.

Os exercícios campeões
Todos os exercícios que estimulam, igualmente, os dois lados do corpo são bem-vindos. Natação, ioga, pilates, caminhada, corrida, hidroginástica e, em alguns casos, musculação valem por remédio. "Eles trabalham a simetria e o desenvolvimento muscular de ambos os lados", esclarece Jason. Merece destaque a natação, que fortalece e alonga os músculos ao mesmo tempo. "É um ótimo esporte por não ter impacto, mobilizar o corpo todo e ser uma atividade aeróbica", afirma o fisioterapeuta Eduardo Benites, especialista em RPG.

Mas a natação não vai corrigir a curvatura. Para que isso aconteça, é preciso que o esporte faça parte do tratamento e seja acompanhado por um ortopedista ou por um fisiatra. No geral, o que todas essas atividades simétricas fazem é ajudar a evitar uma piora da escoliose. 

Lista negra
Handball, tênis, basquete e outros exercícios que exigem muito mais um lado do corpo do que o outro ocupam os últimos lugares da lista. "Esportes unilaterais, que favorecem mais um lado do corpo do que outro, podem piorar o problema e desgastar as articulações de um lado só", afirma Jason. Nada impede que esses esportes sejam praticados, mas é ideal pedir aconselhamento de um personal trainer para evitar dores pelo corpo. "Alternar essas atividades a outras, como caminhada e corrida, tende a ser uma boa saída para equilibrar o desenvolvimento muscular", indica o fisioterapeuta. Ele também pede cuidado ao carregar mochila, bolsa e sacolas apenas de um lado. "A dica é procurar sempre trocar o peso de ombro ou braço para não desalinhar ainda mais o corpo", diz.

Atenção a atividades de alto impacto
Quem optar por corrida, bicicleta e outras atividades aeróbicas também precisa estar atento a dois fatores importantes: o impacto dos movimentos nas articulações e o alongamento, que prepara os músculos para responder aos exercícios. Usar calçados adequados para a atividade, evitar solos rígidos ou muitos acidentados e treinar por um período que respeite as limitações do seu corpo ajuda a prevenir lesões ou agravar a escoliose. 

Musculação pode, mas com ressalvas
A musculação, feita com orientação de um fisioterapeuta ou de um professor de Educação Física especializado em desvios de coluna, complementa o tratamento de escoliose: isso porque os exercícios fortalecem os músculos do abdômen, que dão sustentação à coluna, e os próprios músculos das costas. Só evite usar cargas excessivas demais, evitando encurtar ainda mais as fibras, e jamais dispense o alongamento antes e depois dos exercícios. "Para cada hora de musculação, o ideal é praticar uma hora de alongamento", afirma o quiropraxista.

"No caso de exercícios específicos para as costas, a atenção tem de ser redobrada. Há o risco de aumentar ainda mais a compressão na coluna vertebral, provocando dor e e aumentando o grau de curvatura da escoliose", afirma o fisioterapeuta.

Balé também precisa de cuidados
O Balé clássico é uma das melhores opções para estimular a postura correta, com a coluna alinhada e o quadril encaixado. No entanto, essas aulas podem ser perigosas para a escoliose ao favorecer mais um lado do que o outro. E como isso pode acontecer? As bailarinas costumam começar sempre do mesmo lado ao fazerem exercícios na barra.

Geralmente, fazem a sequencia do lado direito primeiro e despendem uma força maior desse lado. Ao fazerem com o esquerdo, podem estar mais cansadas e exigirem menos esforço da musculatura. Como resultado, um lado do corpo pode ficar mais fortalecido. Para evitar esse risco, o melhor é alternar os lados para começar os exercícios: se começar com o direito, da próxima vez inicie com o esquerdo.

O mecanismo da febre


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A Febre ou pirexia, é a elevação da temperatura do corpo. É uma reação orgânica de múltiplas aplicações contra um mal comum, interpretada pelo meio médico como um simples sintoma. A reação descrita como um aumento na temperatura corporal nos seres humanos para níveis até 37,5 °C Celsius chama-se estado febril; ao passar dessa temperatura, já pode ser caracterizado como febre e é um mecanismo adaptativo próprio dos seres vivos. A febre é uma reação do corpo contra patógenos; a sensação ruim que sente a pessoa febril faz com que ela poupe energia e descanse, funcionando também através do maior trabalho realizado pelos linfócitos e macrófagos. Apesar da maior parte das febres ser causada por infecções, nem sempre febre é indicador de infecção. Mede-se tradicionalmente a temperatura corporal através da testa e pescoço (com a mão), da boca, da axila e do ânus (utilizando um termômetro, que pode ser eletrônico ou não.)

As crianças são mais afetadas pela febre porque, para o organismo delas, praticamente todos os vírus e bactérias são desconhecidos. Então, quando esse microorganismos invadem o corpo, ele logo produz a prostaglandina.

A febre geralmente ocorre em resposta a substância pirogênicas (o mais conhecido é a interleucina 1 a 6), que são secretados pelos macrófagos como resposta inflamatória. Essas substâncias pirogênicas agem proporcionando liberação de prostagladinas que agem no centro termorregulador , o hipotálamo anterior, reconfigurando o set point da termoregulação para uma temperatura mais alta, e ao fazê-lo, evoca os mecanismos de aumento de temperatura do corpo, fazendo-o aumentar a temperatura a níveis acima do normal (níveis homeostásicos)

O corpo tem várias técnicas para aumentar a temperatura:

  • Aumento da temperatura corporal - tremores, que envolvem movimentos físicos e que produzem calor
  • Diminuição da perda de calor - vasoconstrição, ou seja, a diminuição do fluxo sanguíneo da pele, reduzindo a quantidade de calor perdido pelo corpo.

A temperatura do corpo é mantida nesses níveis até que os efeitos dos pirógenos cessem.

Temperatura (axilar) do corpo
  • Normal - de 36,3 °C por volta das 6h; 37,0 °C por volta das 16h
  • Febre baixa - de 37,5 °C a 38 °C
  • Febre moderada - de 38,1 °C a 39 °C
  • Febre alta - acima de 39,1 °C

O que é e como se trata um resfriado?


É uma infecção simples do trato respiratório superior - acomete o nariz e a garganta, durando de poucos dias a poucas semanas (usualmente, menos de duas semanas). Neste tipo de infecção ocorre uma grande destruição do revestimento interno das vias respiratórias pelo vírus. As defesas do organismo do indivíduo afetado reagem, causando mais inflamação. Isso pode fazer com que bactérias que estejam nas vias respiratórias se aproveitem da situação, produzindo muco (catarro) purulento que pode ser expelido pelo nariz ou pela boca. Isto explica porque, em alguns casos, um simples resfriado por vírus pode levar uma pessoa a desenvolver uma pneumonia por bactérias.

O resfriado termina quando o revestimento interno lesado se regenera e, então, a infecção está resolvida.

Cinco famílias diferentes de vírus podem causar os resfriados. O vírus mais frequentemente envolvido é o rinovírus. Devido a grande variedade de vírus, não existem ainda vacinas para proteger as pessoas destas viroses.

Os resfriados são frequentes e estão entre as principais causas de falta ao trabalho. Os adultos, em média, têm de dois a quatro resfriados ao ano, e as crianças (especialmente os pré-escolares) de cinco a nove. Estas infecções são ainda mais frequentes nas creches. Apesar dos resfriados não terem tratamento específico, eles são auto-limitados. Independentemente de usar medicações ou não, dentro de poucos dias as pessoas melhoram. Após três a quatro dias, o resfriado deve melhorar, embora alguns sintomas possam persistir até duas semanas. Caso dure mais que isso, é importante a realização de uma consulta médica para investigar a possibilidade de que uma infecção bacteriana possa ter surgido após o resfriado – pneumonia, laringite (inflamação das cordas vocais), sinusite ou otite.

Não há tratamento para o combate do vírus causador da doença.

A orientação dada pelo médico visa atenuar os sintomas da doença e dar condições adequadas para que o organismo da pessoa afetada logo se recupere.

Para isso, é importante que a pessoa tome bastante líquido, como água e sucos, uma vez que a boa hidratação previne o ressecamento do nariz e da garganta, facilitando a eliminação das secreções contaminadas. Gargarejos com água morna e salgada várias vezes por dia ou tomar água morna com limão e mel pode ajudar a diminuir a irritação da garganta e aliviar a tosse.

Para ajudar no alívio dos sintomas do nariz, pode-se usar gotas salinas nasais. O fumo pode piorar a irritação da garganta e a tosse.

Para ajudar no alívio dos sintomas do nariz, pode-se usar spray nasal de oximetazolina (ou similar) em adultos ou gotas salinas nasais para adultos ou crianças. O fumo pode piorar a irritação da garganta e a tosse. Dentre os medicamentos para aliviar os sintomas, utiliza-se o acetaminofen ou algum antiinflamatório, como o ibuprofeno, que podem aliviar a dor. Devemos lembrar que o uso de antiinflamatórios para pacientes asmáticos ou com doenças como gastrite ou úlcera péptica deve ser desencorajado. Já para a congestão ou corrimento do nariz e para a tosse, existem medicamentos combinados que funcionam muito bem. Bebidas quentes (como sopas) e alimentos temperados podem ajudar a aliviar a irritação na garganta ou a tosse. Dentro da medicina alternativa, o mentol também é utilizado para dar uma sensação de alívio da congestão do nariz. Também o zinco pode ser utilizado com o intuito de encurtar o tempo de doença. Os homeopatas também podem fazer uso de outras substâncias para ajudar no controle dos sintomas da doença.

Como se previne um resfriado?



Como muitos vírus diferentes podem causar resfriados, ainda não se desenvolveram vacinas eficazes.

É quase impossível não pegar um resfriado. Mas existem algumas atitudes que podem diminuir este risco. Dentre estes cuidados, estão:
 

Lavar freqüentemente as mãos e ensinar para as crianças a sua importância;
Se possível, evitar contatos íntimos com pessoas resfriadas;
Sempre lavar as mãos após contato com a pele de pessoas resfriadas ou com objetos tocados por estes;
Manter seus dedos longe dos seus olhos e nariz;
Não compartilhar mesmo copo com outras pessoas;
Manter limpos a cozinha e o banheiro, especialmente quando alguma pessoa da casa está resfriada.

Para que a doença não se dissemine é importante que a pessoa resfriada:
 

Cubra o nariz e a boca com um lenço ao tossir ou espirrar;
Lave suas mãos após tossir ou espirrar;
Se possível, ficar longe de outras pessoas nos primeiros três dias da doença, quando o contágio é maior.

Verdades e mentiras em relação ao resfriado:
 

Grandes doses de vitamina C não previnem nem curam resfriados. Contudo, podem ajudar
O uso de casacões no frio ajuda a prevenir o aparecimento de pneumonias, mas não gripes ou resfriados;
Trabalhar ou ir à escola resfriado provavelmente não prolonga a doença, mas certamente coloca outras pessoas em risco;
Uma canja quente é uma boa fonte de líquidos no tratamento, mas não tem efeitos curativos.
O alho pode ajudar na prevenção desta doença.

Alimentação ajuda a “turbinar” melhora


É possível melhorar a memória com a alimentação. A vitamina colina, que faz parte do complexo B, auxilia no funcionamento cerebral e é encontrada na leticina de soja. Duas colheres de sopa da leticina podem ser adicionada a sucos, sopas, salada ou frutas.

Submeter a mente a várias atividades ao longo do dia é prejudicial ao cérebro e causa falhas de memória. O estresse, segundo os neurologistas, é um dos maiores agentes que interferem na memória.

Isso acontece porque o cortisol, hormônio liberado em situações de estresse, interfere na produção de novas células neuronais.

Para testar a capacidade da memória são feitos testes. O médico pede para o paciente memorizar figuras, palavras ou histórias.

Depois de 30 minutos, após as informações serem memorizadas, o médico indaga ao pacientes dados sobre o que foi exibido a ele.

Até exames clínicos são realizados para confirmar se a falha de memória é ocasionada por estresse ou por algum problema clínico. Problemas na glândula tireóide, que produz hormônios que influenciam na memória, são diagnosticados por meio do exame de sangue.

Uma vez comprovado que a carência é na sua produção, o paciente é submetido a um tratamento de hormônio indicado para a glândula.

Rir realmente é o melhor remédio


Compartilhar uma boa gargalhada com amigos pode acabar com as dores graças a substâncias químicas, similares aos opiáceos, que invadem o cérebro quando rimos, revelou um estudo britânico que será publicado na edição desta quarta-feira (14) do periódico Proceedings of the Royal Society B, da Academia de Ciências da Grã-Bretanha.

Cientistas fizeram experimentos em laboratório nos quais os voluntários assistiam a clipes de comédia, como das séries "Mr. Bean" ou "Friends", ou a trechos de programas não-humorísticos, como uma partida de golfe ou programas sobre a vida selvagem, enquanto sua resistência à dor era monitorada.

Em outro teste, realizado no Festival 'Fringe' de Edimburgo - evento anual que inclui apresentações de comédia, dança, teatro e música -, voluntários assistiram ora a um número de comédia 'stand-up', ora a um drama teatral.

Em condições de laboratório, a dor foi provocada por gelo em contato com o braço dos voluntários e por um medidor de pressão que comprimiu o punho até o limite do suportável.

No Festival 'Fringe', pediu-se aos voluntários que se inclinassem contra um muro com as pernas em ângulo reto, como se fossem se sentar em uma cadeira de encosto reto, antes e imediatamente após o show para ver se o riso havia ajudado a reduzir a dor.

De acordo com o estudo, apenas 15 minutos de risadas aumentaram o nível de tolerância à dor em cerca de 10%.

Nas experiências laboratoriais, a programação não-humorística não demonstrou ter qualquer efeito de aliviar a dor, nem assistir a uma peça dramática no Festival 'Fringe'.

O estudo demonstrou, no entanto, duas importantes distinções. O único riso que funcionou foi aquele relaxado, não forçado, que faz os olhos apertarem, ao contrário do riso nervoso ou polido.

Este tipo de riso é muito mais provável de acontecer quando se está na companhia de outras pessoas do que sozinho.

Robin Dunbar, diretor do Instituto de Antropologia Social e Cultural da Universidade de Oxford, disse que poucas pesquisas têm sido feitas sobre por que rimos e qual o papel do riso na sociedade.

- Usando microfones, conseguimos gravar cada um dos participantes e descobrimos que em um show cômico eles riram por cerca de um terço do tempo e sua tolerância à dor aumentou como consequência.

Esta proteção derivou-se, aparentemente, da endorfina, uma substância química complexa que ajuda a transmitir mensagens entre os neurônios, mas também atenua os sinais de dor física e estresse psicológico.

As endorfinas são um produto famoso dos exercícios físicos. Elas ajudam a gerar o bem-estar que se segue à prática de atividades como corrida, natação, remo, ioga, etc.

No caso do riso, os cientistas acreditam que a liberação da substância ocorra devido a um esforço muscular repetido e involuntário que se dá quando a expiração não é seguida da tomada de fôlego. Exalar nos deixa exaustos e, consequentemente, leva à liberação das endorfinas.

Acredita-se que grandes símios também sejam capazes de rir mas, ao contrário dos humanos, eles inspiram tão bem quanto expiram quando riem.

Os cientistas acreditam que os experimentos ajudarão a compreender o mecanismo psicológico e social de como o riso é gerado. O grupo parece vital no desencadeamento do tipo certo de riso liberador de endorfina, afirmaram.

Estudos anteriores se concentraram mais em por que as pessoas riem e não em como elas o fazem. Uma hipótese é que o riso ajudaria a transmitir sinais de acasalamento ou de vínculos entre os indivíduos.

Outra ideia é que, em um grupo, o riso promove a cooperação social e a identidade coletiva. É, portanto, uma ferramenta evolutiva que ajuda a sobrevivência.

10 maneiras de evitar e controlar a pressão alta


A hipertensão arterial ou, simplesmente, pressão alta é gatilho certo para uma série de males -- e não só aqueles que envolvem o sistema circulatório. Normalmente, um paciente com pressão igual ou superior a 140/90mmHg é diagnosticado como hipertenso. São pessoas mais sujeitas a sofrer com falhas no coração, nos rins e até no cérebro.

A doença é crônica (não tem cura, mas pode ser controlada) e, por isso, é importante fazer exames regulares para detectar como andam seus batimentos cardíacos. Mas atenção: ter pressão alta não é sinônimo de ser hipertenso.

Para ser considerado hipertenso, o paciente tem de permanecer com a pressão mais alta do que o normal. Isso porque, momentaneamente, qualquer pessoa está sujeita a uma variação na freqüência cardíaca. Um esforço físico mais intenso ou momentos de estresse, por exemplo, alteram esses números.

Algumas atitudes, no entanto, ajudam não só a prevenir o problema como controlam níveis já elevados de pressão. Confira a seguir uma lista delas e imprima uma marca saudável ao seu dia a dia.

1. Manutenção do peso ideal
- o sobrepeso aumenta dificulta o esforço do coração para conseguir bombear o sangue. Na prática, o músculo é exigido demais. "Como o bíceps de quem levanta peso, o coração de uma pessoa obesa acaba hipertrofiado" , explica o cardiologista. Com um risco: as lesões causadas pelo esforço excessivo podem se tornar irrecuperáveis.

2. Prática de atividade física atividades físicas regulares, principalmente as aeróbias, contribuem para a melhora de todo o sistema circulatório e pulmonar. Só tome cuidado com os exageros: antes de começar qualquer treino, procure um especialista e faça uma avaliação geral.

3. Redução de sal - o excesso de sal na dieta leva à retenção de líquidos, acarretando a hipertensão. Por isso, maneire na hora de temperar a comida e diminua o consumo de enlatados e alimentos em conserva.

4. Evitar bebidas alcoólicas o álcool em grande quantidade é inimigo feroz da pressão sob controle. Corte as bebidas da sua dieta ou consuma com muita moderação.

5. Dieta saudável gorduras saudáveis e pouco sal são medidas indispensáveis na dieta de quem quer manter o coração saudável. Inclua ainda muitas frutas, verduras e legumes. Cortar a carne não é preciso, mas dê preferência aos cortes magros como filé mignon e músculo.

6. Medicamentos se o médico recomendou, não deixe de tomar. Mas nada de sair por aí imitando a receita alheia. Vale lembrar que alguns medicamentos podem elevar a pressão, como os antiiflamatórios e anticoncepcionais, ressalta o cardiologista.

7. Cigarro o tabaco, em conjunto às outras substâncias tóxicas do cigarro, eleva a pressão imediatamente além de comprometer toda sua saúde. Parar de fumar imediatamente é fundamental , alerta o professor de Cardiologia da Santa Casa de São Paulo, Ronaldo Rosa.

8. Estresse - ele aparece como resposta do organismo às sobrecargas físicas e emocionais, acarretando a hipertensão e doenças do coração. Controle suas emoções e procure incluir atividades relaxantes na sua rotina.

9. Exames médicos avaliações regulares não só ajudam a identificar o problema no começo, facilitando o tratamento, como servem para adequar o uso de medicamentos de forma mais eficaz.

10. Medir a pressão no mínimo uma vez por ano, todas as pessoas devem fazer isso. A recomendação é da Sociedade Brasileira de Hipertensão, que alerta para esse simples exame como uma forma de prevenir problemas mais sérios.

Carne vermelha pode aumentar risco de diabetes tipo 2


Saiba quais alimentos são vilões e quais são mocinhos no combate ao colesterol. Carne vermelha -  A carne vermelha é vilã porque contém grande .... Foto: Getty Images

Estudo publicado no American Journal of Clinical Nutrition relaciona o consumo de carne vermelha processada - salsichas, hambúrgueres costelas de porco, entre outros - ao diabetes tipo 2.

Pesquisadores da Universidade de Harvard analisaram dados de 200 mil homens e mulheres. Eles também fizeram uma avaliação mais ampla, que incluiu dados de outros estudos publicados anteriormente, num total de 442.101 participantes, 28.228 dos quais desenvolveram diabetes tipo 2 durante o período da pesquisa.

Após o ajuste para fatores de risco que contribuem para a doença, como idade, peso, hábitos de exercício físico, tabagismo, predisposições genéticas e outros fatores dietéticos, os pesquisadores descobriram uma forte associação entre comer carne vermelha processada e o risco de diabetes tipo 2.

Entre as descobertas:
- Cada porção de carne processada, incluindo salsichas, bacon, salame e outros frios, representou um aumento de 51% no risco de diabetes
- A porção de carne vermelha, como hambúrguer, bife de porco ou cordeiro, foi associada a um aumento de 19% no risco de diabetes
- Substituir uma porção de carnes vermelhas ou processadas por opções saudáveis, como nozes, cereais integrais e com baixo teor de gordura, foi responsável por uma redução de 16% a 35% no risco de diabetes

Os pesquisadores ainda não têm certeza do motivo pelo qual a carne vermelha pode contribuir para o risco de diabetes, mas o autor da pesquisa, Frank Hu, professor de nutrição e epidemiologia em Harvard, acredita que a grande quantidade de ferro em carnes vermelhas poderia ser responsável.

A doença
De acordo com a Sociedade Brasileira de Diabetes, o tipo 2 da doença possui um fator hereditário maior e relação com obesidade e sedentarismo. Estima-se que 60% a 90% dos portadores sejam obesos. A doença costuma atingir pessoas acima de 40 anos.

O diabetes tipo 2 se caracteriza pela produção contínua de insulina pelo pâncreas. Entretanto, as células musculares e adiposas não são capazes de absorver a substância. Com isso, as células não conseguem metabolizar a glicose na corrente sanguínea.

O diabetes tipo 2 é cerca de 8 a 10 vezes mais comum que o tipo 1 e pode ser tratado com dieta e atividades físicas. Em casos mais graves, a doença é tratada com medicamentos orais e insulina.

Fonte: Terra

Como lidar com a enxaqueca


Enxaqueca é uma condição neurológica complexa, episódica, caracterizada por uma dor intensa e dolorosa, latejante, de um lado só da cabeça.

Entre outros sintomas a pessoa pode sentir náuseas; distúrbio visual; sensação de agulhadas e alfinetadas de um lado do corpo; sensibilidade exagerada a som, luz e odores; pescoço rígido e dolorido; letargia e exaustão.

A enfermidade acomete mais o sexo feminino: pesquisas do Reino Unido apontam que uma entre cinco mulheres sofre com a dor. Mas os homens (um entre 12) e as crianças (uma entre nove) também são vítimas.

Não se sabe exatamente por que as enxaquecas acontecem, porém várias teorias têm sido propostas com base em genética, vasos sanguíneos (constrição e dilatação), sistema nervoso e até uma deficiência do coração.

Também existem fatores desencadeantes da enxaqueca: alimentação, bebidas alcoólicas, fumo, estresse, exercícios extenuantes, alterações no padrão do sono, luzes brilhantes, barulho, odores e alguns medicamentos.

Além do tratamento medicamentoso, com analgésicos, muito pode ser feito para aliviar o incômodo.