Os maiores problemas da saúde no Brasil



O maior problema do Sistema Único de Saúde (SUS) é a falta de médicos, de acordo com a pesquisa Sistema de Indicadores de Percepção Social (SIPS), divulgada nesta quarta-feira (9)pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Essa questão foi apontada por 58,1% dos entrevistados. Em segundo lugar ficou a "demora para ser atendido nos centros de saúde ou nos hospitais da rede pública" (35,4%), seguido por "demora para conseguir uma consulta com especialista" (33,8%). Os dados, de acordo com o Ipea, indicam que a população quer acesso "mais fácil, rápido e oportuno" à rede pública de saúde.

A demora para o atendimento em serviços de urgência e o período de espera para uma consulta médica, além da necessidade de contratação de mais especialistas, foram os itens mais sugeridos pelos entrevistados para a qualificação do SUS. O levantamento revela que a rapidez no atendimento é citada como a maior motivação para a busca pelos planos de saúde.

Para três tipos de serviço específicos - atendimento por especialistas, de urgência e emergência e centros e/ou postos de saúde - "aumentar o número de médicos" foi a sugestão mais mencionada, seguida pela redução do tempo de espera para uma consulta. "O aumento do número de médicos pode ser entendido pela população como uma solução para os problemas que vivencia, quando, na busca de serviços no SUS, ocorre demora para atendimento ou existe a necessidade de se chegar muito cedo ao local para conseguir marcar uma consulta ou utilizar outro tipo de serviço de saúde", diz o estudo.

No caso dos serviços prestados por médicos especialistas, 37,3% sugerem aumentar o número de profissionais no SUS e 34,1% falam em reduzir o tempo de espera entre o agendamento e a consulta. Para serviços de urgência e emergência, 33% propõem aumentar o número de médicos e 32% mencionam a diminuição no tempo de atendimento. No caso dos centros e postos de saúde, aumentar número de especialistas foi citado por 47% e tempo de atendimento, por 15,5%.

Quem tenta driblar o tempo de espera e recorre aos planos de saúde se depara com o preço da mensalidade, que foi apontado por 39,8% dos usuários consultados como o principal problema da rede suplementar.

As entrevistas foram feitas no período de 3 a 19 de novembro do ano passado. O questionário foi aplicado a 2.773 residentes em domicílios particulares em todos os Estados do país. A amostragem considerou sexo, faixa etária, faixas de renda e escolaridade de acordo com cada região.

Labio Leporino


A fissura labiopalatal, conhecida popularmente como lábio leporino, é uma abertura na região do lábio ou do palato decorrente do não fechamento dessas estruturas, que deveria ocorrer entre a quarta e a décima semana de gestação. Estas fendas podem atingir apenas um lado do lábio, os dois lados ou, ainda, lábio e palato. As fissuras no palato permitem uma ligação entre o canal oral e nasal.

O uso do álcool e cigarros; raios-X na região abdominal durante a gravidez; ingestão de alguns medicamentos; deficiências nutricionais e infecções podem acarretar no nascimento de uma criança com tais fissuras, que podem ser também causadas por fatores hereditários. Sua correção só é feita via cirurgias plásticas e maxilo-faciais.

Atualmente, em razão do avanço tecnológico, há como se diagnosticar as fissuras no período gestacional, via ultrassom e o lábio da criança pode ser operado aos três meses de idade. Entretanto, a cirurgia de palato só pode ser feita aos doze meses.

Cuidados na alimentação da criança são necessários – uma vez que podem surgir dificuldades quanto a este fato, e o aleitamento materno é imprescindível, pois auxilia na prevenção de infecções, combate a anemia e fortalecimento da musculatura da face e boca, além de manter a produção de leite da mãe.

Sem tratamento, as fissuras podem provocar seqüelas, tais como perda da audição, problemas na fala e déficit nutricional, além de problemas relativos à auto-estima. Infelizmente, nem todas as famílias têm condições financeiras de arcar com o tratamento, que é longo e envolve diversas cirurgias estéticas e corretivas.

Assim, há algumas organizações que procuram dar condições para que crianças com menores condições financeiras sejam beneficiadas, como a Operação Sorriso do Brasil, uma organização global de fundações e associações sob a marca da Operation Smile, que existe em 25 países situados na Ásia, África, Europa Oriental, América Latina e Oriente Médio.

Como cuidar da pele queimada após o sol?


Muita gente aproveita o início do ano para passar alguns dias na praia. No ritmo de férias, entretanto, a maioria dos veranistas esquece os cuidados fundamentais com a pele. "A falta de proteção, o uso inadequado do filtro solar ou exposição aos raios solares nos horários de maior intensidade têm um mesmo resultado: pele vermelha, ardência, inchaço e, algumas vezes, descamação", explica a dermatologista Annia Cordeiro Lourenço.

As queimaduras solares podem variar em intensidade, mas exigem o mesmo cuidado: muita hidratação. Além de hidratar a área queimada com abundância – vale até usar pomada de assadura de bebê -, é importante ingerir muito líquido. "Se o paciente estiver com muita dor, pode tomar analgésico, anti-inflamatório ou usar pomada com corticóide. Mas todas essas opções devem ser indicadas por um médico, pois têm efeitos colaterais", observa Dra. Annia.

Para diminuir a vermelhidão e ardência, devem ser usados cremes com babosa, corticóides tópicos – em gel, loção ou creme – e compressas frias, que podem ser feitas com camomila. "As compressas e também os hidratantes – de preferência em loção, por serem mais fáceis de espalhar – ajudam a aliviar aquela sensação de calor na pele. Outra opção são os banhos frios e mornos, se possível, de imersão com aveia na água", aconselha a dermatologista.

Se a pele começar a descascar, a principal orientação é não puxar a pele, nem acelerar a descamação. "Dependendo da área atingida e da intensidade da queimadura, a pele deve se recuperar em uma semana, em média. O paciente deve hidratar muito e esperar".

A dermatologista lembra que como qualquer inflamação, a exposição ao sol com a pele queimada ou descascada pode resultar em manchas, portanto, se for possível, deve ser isso deve ser evitado. "Mesmo que seja por pouco tempo ou nos horários seguros, o paciente deve proteger muito bem a pele, usando um filtro solar adequado em bastante quantidade. Quanto mais queimaduras a pessoa ao longo da vida, mais chances há em desenvolver um câncer de pele", ressalta Dra. Annia (com Literato Comunicação e Conteúdo).

Refrigerante diet pode aumentar chances de doenças vasculares



O consumo de refrigerante diet - que não tem açúcar na fórmula - pode trazer um risco muito maior de doenças vasculares em comparação com aqueles que não bebem refrigerante, de acordo com uma pesquisa apresentada na Conferência Internacional de Derrame de 2001, da Associação Americana de Derrame.

Em pesquisas envolvendo 2.564 pessoas no Northern Manhattan Study (NOMAS) da Universidade de Columbia, cientistas apontaram que pessoas que beberam refrigerante diet todos os dias apresentaram um risco 61% maior de doenças vasculares do que aqueles que relataram não beber refrigerante.

Sal. Em uma pesquisa separada com 2.657 participantes também no NOMAS, cientistas descobriram que a ingestão elevada de sal, independente da hipertensão, foi associada a um aumento significante no risco de acidente vascular cerebral isquêmico (quando um vaso sanguíneo é bloqueado e corta o fluxo de sangue para o cérebro).

Segundo o estudo, as pessoas que consumiram mais de 4.000 miligramas de sódio por dia tinham mais que o dobro do risco de AVC em comparação com aqueles que consomem menos de 1.500 mg por dia.

Fonte: Estadão



Idosas que fazem exercícios regularmente usam menos remédios



Mulheres idosas que fazem pelo menos duas horas e trinta minutos de caminhada moderada por semana consomem menos medicamentos do que as mulheres que não têm o mesmo hábito. Segundo levantamento da Secretaria Estadual de Saúde, a redução do uso de remédios pode chegar a 34% entre as mais ativas.

Em parceria com a Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), o Programa Agita São Paulo, vinculado à secretaria, analisou comportamento de 271 idosas do Estado. O resultado foi apresentado durante seminário na cidade de Toronto, no Canadá.

Pelo método de análise adotado, as mulheres que caminharam pelo menos 150 minutos por semana em intensidade moderada, que é a preconizada pelo Programa Agita São Paulo, apresentaram um consumo de medicamentos 34% menor que aquelas que não atingiram os mesmos minutos gastos.

O programa oferece caminhadas e aulas de atividade física com objetivo na melhora da força muscular, equilíbrio, flexibilidade e capacidade aeróbica.

De acordo com a secretaria, o levantamento pode auxiliar na elaboração de novas estratégias para aumentar o nível de atividade física da população idosa, com objetivo de reduzir o gasto financeiro com distribuição de medicamentos.

Para Timóteo Leandro Araújo, professor-coordenador do Programa Agita São Paulo, os gastos públicos com medicamentos são altos, "assim como é grande o impacto nas finanças de um idoso".

- Uma constatação destas é motivo de alegria por ser uma solução simples.