Figado pode revelar nossa saúde




Se há obesos saudáveis, eles seguramente podem ser detectados pelo fígado. Por outro lado, se há magros com risco cardiovascular e de diabetes, eles também podem se revelar por alterações no fígado. O sinal que determina o risco hepático é o acúmulo de gordura no interior de suas células, a esteatose hepática. Essa descoberta foi discutida em um recente artigo de revisão publicado esta semana na revista Diabetes Care.


Nesse contexto, o fígado passou a ser estreitamente relacionado à endocrinologia e à cardiologia, na medida em que passamos a entender, que o maior risco inerente à presença de excesso de gordura no fígado não está em sua possível evolução para a cirrose ou câncer hepático, mas para a sua muito mais provável sinalização de doenças muito distantes do trato digestivo, como o diabetes e o infarto agudo do miocárdio.


Há vários estudos descritos na referida revisão que elegem a presença de gordura no fígado como o mais importante marcador de uma condição metabólica chamada resistência insulínica, que seria o denominador comum para a ocorrência de diabetes e para a aterosclerose das artérias coronárias e o infarto.


Apesar da obesidade ser um dos fatores mais importantes para a ocorrência de acúmulo de gordura no fígado, principalmente quando há ingestão de quantidades excessivas de carboidratos, recentemente foi encontrado um fator genético que predispõe a ocorrência do fígado gorduroso sem a presença de obesidade ou de outros sinais de resistência insulínica. Nesses casos, o risco maior seria pelo acúmulo de gordura dentro das células do fígado e sua evolução para a cirrose.

Seja qual for a progressão, o fígado passa a constituir um importante órgão de avaliação para a prevenção de diabetes e doenças cardiovascul

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