Grávida que fuma faz bebê receber menos nutrientes




Menor quantidade de oxigênio e nutrientes, problemas de formação e dificuldades de aprendizagem são algumas complicações que os bebês enfrentam quando suas mães fumam durante a gravidez. O cigarro nessa fase pode causar problemas para o resto da vida do bebê.

Segundo o obstetra Alberto d'Auria, do Hospital e Maternidade Santa Joana, em cada tragada são inaladas 4.600 substâncias tóxicas, incluindo o monóxido de carbono. Esse composto, que também é liberado pelo escapamento dos carros, destrói os glóbulos vermelhos, o que prejudica o transporte de oxigênio da mãe para o bebê.

Outras substâncias, como o alcatrão e a nicotina, são responsáveis por diminuir a quantidade de nutrientes que o feto recebe. Isso pode fazer com que o bebê nasça abaixo do peso considerado normal.

Para o obstetra Eduardo Cordioli, presidente da Comissão Nacional de Urgências Obstétricas da Febrasgo (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia), quanto maior a quantidade de cigarros fumados pela mãe e menor o tempo de gravidez, pior será para o bebê.

- Esse bebê pode ter problemas para o resto da vida. O cigarro aumenta as chances de ele ter obesidade, diabetes, hipertensão e dificuldades de aprendizagem.

Trimestre a trimestre

De acordo com D'Auria, o hábito de fumar nos primeiros três meses de gravidez compromete a formação do bebê e pode levar a abortamentos.

Já o vício no segundo trimestre da gestação leva a outros problemas de formação, como fenda palatina (abertura no céu da boca) e lábio leporino.

No terceiro trimestre, o principal problema é de insuficiência placentária. O feto reduz o ganho de peso, prejudicando a formação cerebral. Isso pode levar a dificuldades de aprendizado no futuro.

Diante desses riscos, d'Auria diz que é importante a mãe abandonar o tabaco assim que descobrir que está grávida.

- Largando o cigarro [no início da gravidez], há grandes chances de o bebê não ter nenhum prejuízo. Há tempo para isso.



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