O que é a pulseira do equilibrio?



Você conhece as pulseiras Power Balance? Elas são a nova onda entre os jovens do mundo todo. E não são apenas pulseiras para fins estéticos. Elas ajudam no equilíbrio do corpo, alivia as dores, além de garantir que seu sangue tenha melhor circulação.

Você já deve ter visto-as, pois algumas celebridades usam, como Luciano Huck, o Rubinho, a Ana Maria Braga e o jogador Cristiano Ronaldo. Como a pulseira não tem registro na Anvisa, os comerciais do produto não são permitidos.

Essas pulseiras não tem efeito comprovado. Quem as usa provavelmente acredita nesses resultados terapêuticos que ela promete dar. Para saber tem que comprar mesmo para comprovar. Porém o preço delas já são de perder o equilíbrio: a mais barata custa cerca de 125 reais.

Cuidados ao sofrer o estupro



Fui estuprada(o)? E agora?

A violência sexual expõe mulheres (ou meninas) e homens (ou meninos) ao risco de contrair DSTs (doenças sexualmente transmissíveis) e de engravidar ( as mulheres e meninas).

A violência e as ameaças à violência limitam a capacidade de negociar o sexo seguro. Além disso, estudos mostraram que a violência sexual na infância pode contribuir para aumentar as chances de um comportamento sexual de risco na adolescência e vida adulta.

Outra questão importante é que a revelação do status sorológico (estar com o HIV) para o parceiro ou outras pessoas também pode aumentar o risco de sofrer violência.

Cuidados após a violência sexual

Após a violência sexual, a vitima seja do sexo feminino ou do masculino pode contrair DSTs, como HIV/AIDS. As vitimas do sexo feminino ainda correm o risco de engravidar. Para prevenir essas ocorrências, o Ministério da Saúde emitiu uma Norma Técnica (disponível no site do Cfemea, em pdf) para orientar os serviços de saúde sobre como atender as vítimas de violência sexual.

A vítima deve ser encaminhada:

ao IML para realização de exame de corpo de delito, caso pretenda dar prosseguimento à persecução penal;
aos serviços de saúde que realizam prevenção de DSTs, inclusive HIV;
aos serviços de apoio psicossocial;
aos hospitais que mantêm serviço de atendimento às mulheres vítimas de violência sexual;
às casas-abrigo ou a outros centros de apoio à mulher em situação de violência; e
à defensoria pública.

Observação: As delegacias de polícia deverão entregar às vítimas uma lista dos endereços, com telefones e horários de funcionamento, das instituições de apoio à mulher.

Mas, se mesmo assim ocorrer a gravidez, a mulher pode recorrer a um serviço de aborto previsto em lei em hospital público. É um direito incluído no Código Penal (artigo 128) e regulamentado pelo Ministério da Saúde.


O mal da barriga de chope



A gordura abdominal, conhecida também como: barriga de cerveja (ou de chopp), pochete, pneu, panceps, entre outras denominações populares, não é apenas um problema estético, mas um grande problema para a saúde da população. Recentemente o Ibge divulgou um estudo em que 50,1% dos homens e 48% das mulheres acima dos 20 anos estão acima do peso segundo o IMC (fórmula que usa peso e altura para estabelecer estado nutricional). Isso demonstra uma mudança no perfil nutricional da população. 

Antes o problema era a desnutrição infantil, agora, o problema é a obesidade infantil. E se a população agora adulta pertence ao período de um número maior de desnutrição infantil, é melhor nem imaginar o futuro das crianças obesas.

Com esta mudança de perfil nutricional, a expectativa de vida que só cresceu nos últimos 100 anos pode começar a cair, pois o excesso de peso acarreta problemas de saúde como: hipercolesterolemia, hipertrigliceridemia, diabetes, hipertensão arterial, infarto, entre outras doenças, que podem levar à morte mais precocemente. 

E uma grande vilã deste novo momento, é a gordura abdominal. A associação do sedentarismo com uma alimentação desbalanceada resulta em aumento de peso, que muitas vezes leva ao acúmulo de gordura na região abdominal. E esta gordura já é classificada como um fator de risco para doenças do coração.

A Diretriz Brasileira da Sociedade de Cardiologia recomenda que a circunferência abdominal (a fita métrica deva estar em cima da cicatriz umbilical) deve estar abaixo de 90 cm nos homens, e abaixo de 80 cm nas mulheres. E eu posso afirmar pela minha experiência em consultório que grande parte da população está bem acima do valor recomendado.

Sabendo que o problema da barriga proeminente é mais do que estético e sim um enorme risco pra saúde, podendo levar até mesmo a morte, qual a solução para resolver este problema?

Soluções - A regra para solucionar o problema é clara: mudança de estilo de vida. O que significa isso? Dieta adequada, atividade física e repouso adequado. A associação destes itens resulta em uma diminuição significativa da gordura abdominal e dos níveis sanguíneos de colesterol, triglicérides e glicose, além de melhorar os níveis de pressão arterial.

A dieta ideal segue as seguintes premissas:

  • pouca gordura animal: trocar leite integral pelo desnatado, não consumir
  • carnes gordas e jamais comer a gordura da picanha e a pele do frango;
  • rica em fibras: consumir pelo menos quatro porções de legumes, verduras e frutas por dia;
  • pobre em açúcar simples: evitar tudo que contenha açúcar em sua
  • composição como os doces, bolos, sorvetes.
  • pobre em ácidos graxos trans: não consumir alimentos indrustrializados que contenham gordura vegetal hidrogenada;
  • rica em ácidos graxos insaturados: que são os famosos ômega 3 (soja, canola, linhaça, peixes de águas frias) e ômega 6 (óleos vegetais de soja, milho e girassol);
  • rica em antioxidantes: encontrados nas frutas, legumes e verduras, grão, sementes, castanhas, ervas, chás.

    Associada a uma dieta adequada, é importante realizar atividade física de três a seis vezes por semana, de 30 minutos a uma hora. A atividade irá aumentar o consumo de calorias pelo corpo, o que resulta em emagrecimento. É sempre importante lembrar que antes de iniciar uma atividade física um médico deve ser consultado para a realização de exames que avaliam a condição física do praticante e indica a atividade liberada para cada pessoa.

    Seguindo estas dicas, quem sabe no próximo resultado do Ibge conseguiremos melhorar um pouco este valor assustador de metade da população acima do peso? Boa sorte e seja feliz.

  •     Fonte: WebRun

    As especialidades médicas


            As especialidades na área médica surgiram em função da evolução da medicina e passaram a exigir a criação de novos nomes. Nem sempre as denominações escolhidas foram as mais apropriadas. Uma vez aceitas, entretanto, desvinculam-se de suas origens, de suas raízes etimológicas, adquirem autonomia semântica e se revestem de uma conotação que lhes garante a sobrevivência. Muitas especialidades têm denominação insuficiente para indicar todo o seu campo de atuação.

            A gastroenterologia, por exemplo, não se restringe ao estômago e ao intestino, como o nome sugere; abrange outros órgãos do aparelho digestivo, como o esôfago, fígado, pâncreas, vias biliares.

            A cardiologia não cuida apenas do coração; do contrário os cardiologistas não poderiam tratar a hipertensão arterial.

            Os proctologistas, para não deixar dúvida quanto aos limites de seu feudo, decidiram antepor o colo à antiga denominação de sua especialidade, que passou a chamar-se coloproctologia.

            Os otorrinolaringologistas, apesar da extensão quilométrica do nome de sua especialidade, costumam acrescentar um subtítulo explicativo: "Doenças do nariz, ouvido e garganta", como a dizer quelárygx, em grego, além de laringe, quer dizer também garganta.

            Os ginecologistas, que em sua maioria também fazem partos, preferem manter acopladas as denominações de ginecologia e obstetrícia, como uma fruta inconha. Alguns abreviam para gineco-obstetrícia, de muito mau gosto.

            O sistema urinário deu origem a uma curiosa dicotomia: quando a abordagem é clínica, a especialidade se chama nefrologia; quando exercida por cirurgião, urologia, como se o clínico não tratasse uma cistite ou o cirurgião não operasse o rim.

            Anestesista passou a ser simplesmente aquele que aplica a anestesia. Para elevar o status da especialidade e do especialista ao nível dos demais, foi necessário acrescentar o lógos grego, com sua magia - anestesiologia e, consequentemente, anestesiologista.

            O mesmo se deu em relação aos oculistas, que trocaram o latim pelo grego e passaram a oftalmologistas.

            Os dentistas não fizeram por menos; os que se prezam e têm diplomas na parede passaram a ser odontólogos.

            Os radiologistas já não se contentam com a antiga denominação vinculada aos ultrapassados raios-X e estão propondo um novo nome para a especialidade – imaginologia - para incluir outros métodos de imagem como a ultrassonografia, a tomografia computadorizada e a ressonância nuclear magnética. É óbvio, no entanto, que há outros tipos de imagem que pertencem a outras áreas, como a medicina nuclear e a endoscopia.

            Os pediatras e psiquiatras foram mais modestos. Dispensaram a marca da erudição e preferiram ser chamados de iatrós, no sentido clássico da práxis médica: aquele que trata, que cuida, que medica.

            Os geriatras seguiram o exemplo dos pediatras (afinal são os dois extremos da vida) e deixaram gerontologia para o ramo das ciências médicas que estuda o envelhecimento, embora em alguns países só se empregue gerontologia em ambos os sentidos.

            Algumas especialidades mais novas ainda não fizeram sua opção definitiva. É o caso da patologia clínica, para a qual têm sido sugeridas outras denominações, como medicina laboratorial oubiopatologia. O especialista em patologia clínica (patologista clínico) desfruta, a meu ver, de uma posição invejável; a de alguém cujo saber se estende da patologia à clínica; um misto de cientista e médico, capacitado a confirmar ou modificar uma hipótese diagnóstica. A troca do nome da especialidade para medicina laboratorial deixaria o especialista em desvantagem, que passaria a ser simplesmente médico laboratorista, ou então deveria ser chamado por um nome de mais alta hierarquia, como laboratoriologista (pobres das secretárias!) Biopatologia médica seria uma denominação correta e expressiva, não fosse o curso de biomedicina e biomédico, como sabemos, não é médico.  Biopatologista sugere antes uma especialização de biólogo. Enquanto aguardamos a decisão dos interessados, já se observa uma tendência para a opção por medicina laboratorial.
            Ultimamente tem sido empregada a expressão medicina diagnóstica englobando todos os exames auxiliares, como se não existisse o diagnóstico clínico e o médico dependesse  unicamente destes exames no exercício de sua profissão. 

    Importância do hemograma



    O hemograma é um exame que analisa as variações quantitativas e morfológicas dos elementos figurados do sangue. A afirmação do hematologista Dr. Marcelo Noce Rocha que explica ainda que, como todo exame, complementa dados clínicos para auxiliar o médico na formulação de uma hipótese diagnóstica.

    Segundo o hematologista , não há como quantificar as informações que um hemograma pode oferecer ao médico. O importante a salientar é a análise que o mesmo pode proceder aos elementos figurados do sangue. A série vermelha é constituída pelas hemácias e a sua análise quantitativa permite a observação dos quadros de anemias e das policitemias, que em conjunto com os índices a ela relacionados, trazem ao médico assistente, várias orientações importantes para as complementações propedêuticas.

    Na análise qualitativa das hemácias, sua morfologia, por vezes, é suficiente para confirmar alguma hipótese diagnóstica como nos casos de drepanocitose ou anemia falciforme, além de ressaltar vários cuidados importantes na condução do determinado quadro clínico, como por exemplo, o encontro de hemácias fragmentadas em hipótese de comprometimento da micro-circulação. 

    Importância

    O Dr. Marcelo Noce comenta também que a análise freqüente dos leucócitos permite ao médico assistente a confirmação de uma orientação proposta, de acordo com os dados achados no exame clínico. Um dos exemplos que mais freqüentemente poderíamos utilizar seria a hipótese de problema deabdome agudo que é a análise do leucograma. Associadas a outros exames laboratoriais e ultra-sonográficos, pode permitir ao médico uma decisão da correta orientação terapêutica. Enfim, uma decisão do tipo de tratamento e resolução final para um caso.


    A acurada análise morfológica dos leucócitos, de realização muitas vezes difícil, devido às múltiplas variações que podem sofrer de acordo com as patologias instaladas, serve para definir o divisor, entre uma simples virose ou uma patologia maligna, esclarece o médico .

    As plaquetas, segundo o hematologista Marcelo Noce, são as que completam os elementos figurados do sangue. Eles também, têm a sua importância analítica, quer seja qualitativa como quantitativamente, frisa.

    Na maioria dos casos, as alterações quantitativas permitem identificar patologias hemorrágicas, como por exemplo, as púrpuras, e por vezes orientar ao clínico uma pesquisa de outras patologias, relacionadas à imunidade, que apresentam como manifestação primária, a diminuição de número desses elementos. A análise qualitativa, muitas vezes negligenciada, talvez pela dificuldade em realizá-la, orienta para hipótese de patologias primárias das plaquetas. Como síntese, "a avaliação de um hemograma, pode ser o ponto inicial de uma formulação diagnóstica, e sua importância se relaciona a facilidade de sua realização e a análise pormenorizada de suas variantes", ratifica o hematologista. 

    Divisão

    O hematologista Marcelo Noce explica que com apenas uma pequena amostra de sangue obtida por punção venosa ou arterial, em anticoagulante específico (EDTA), pode-se obter os seguintes parâmetros com o hemograma: 

    - A série vermelha ou eritrocitária que é constituída pelos glóbulos vermelhos ou hemácias. Dentro desta série, segundo o médico, são avaliados os números de hemácias e a concentração de hemoglobina.
    - O hematócrito, que é a porcentagem da massa do eritrócito em relação ao volume sanguíneo. De posse desses dados, ele informa que são calculados os índices hematimétricos. 
    - A chamada série branca ou leucocitária é constituída pelos glóbulos brancos ou leucócitos. Dentro desta série, explica o especialista, acontece a avaliação do número de leucócitos, além disso, é feita a diferenciação celular. Na série plaquetária é avaliado ainda o número de plaquetas, como também, a sua morfologia.

    O hematologista Marcelo Noce explica que estes dados relacionados aos dados clínicos se mostram muitos importantes no acompanhamento de vários processos fisiológicos, como também patológicos. Eles são extremamente importantes para fornecer informações complementares que auxiliam o médico em várias determinações diagnósticas, além de ser, portanto um exame de fácil confecção e de grande resolução. 

    Sangue: item por item

    A extensão de um exame de sangue como também a sua abrangência vai além do que uma pessoa leiga possa imaginar. Neste tipo de exame poderão ser avaliados vários fatores, como o número de hemácias em milhões, hemoglobina, hematócritos em %, volumes e contagem global de hemácias em g/dl, os leucócitos, bastonetes, segmentados, eosinófilos, segmentados, basofilos, linfócitos típicos e monócitos e a contagem de plaquetas. Para cada um destes itens avaliados, existem valores de referência. Por exemplo, em uma pessoa adulta, estes valores variam entre o sexo feminino e masculino e os valores destes índices são padrões normalmente estabelecidos e padronizados. Por exemplo, os valores de referência em adultos, no caso do homem para as hemácias em milhões/mm3 varia de 4,10 a 5,70 e na mulher, este número varia entre 4,00 até 5,20. Um outro exemplo é a análise da hemoglobina em g/dl, cujo índice valor de referência varia de 14,0 a 18,0 para o homem e na mulher este índice poderá ir de 12,0 até 16,0.

    Entenda melhor o que é sangue

    O sangue é um tecido líquido que veicula os elementos indispensáveis à vida. No corpo humano circulam cerca de 5 litros de sangue. As células sanguíneas formam-se principalmente na medula óssea, sobretudo nos ossos chatos e extremidades dos ossos longos. O sangue humano é composto pelo plasma em 55%, sendo 2% de leucócitos e plaquetas e os 43% restantes correspondem aos eritrócitos.

    O sangue, segundo o médico possui várias funções como o transporte de hormônios e enzimas, a manutenção da temperatura do corpo, a remoção dos resíduos tóxicos, o transporte de oxigênio substâncias nutrientes e a defesa do organismo.

    Fonte: Boa Saúde - UOL