Acupuntura ameniza os chatos efeitos da TPM



O nervosismo aumenta, o mau humor é evidente e as crises de choro são para lá de comuns. A tensão pré-menstrual, mais conhecida como TPM, teima em aparecer todos os meses. Além da instabilidade emocional que incomoda (e muito!) quem está por perto, traz cólicas, retenção de líquidos, dores de cabeça. A boa notícia às mulheres e, claro, aos maridos, namorados e filhos, é que a acupuntura promete amenizar esses problemas.

A técnica acredita na existência de uma circulação de energia vital pelo corpo e seu excesso ou falta ocasiona os incômodos. "Quando há excesso, a mulher pode sentir cólicas superficiais e ficar mais explosiva, por exemplo. No caso de falta, as dores são mais profundas e a pessoa fica mais introspectiva", disse o terapeuta em acupuntura Almir de Carvalho, proprietário da Reabilita Terapias Naturais, de Santo André, em São Paulo.

Para equilibrar a situação, de maneira geral, as agulhas são espalhadas por pontos específicos da barriga próximos ao umbigo, do pé, da cabeça e da orelha. Assim, a acupuntura busca regular o sistema nervoso, o funcionamento do fígado e os hormônios.

Carvalho sugere um tratamento de oito a dez sessões, sendo uma por semana. Depois, seria interessante a manutenção mensal, na semana anterior à menstruação. "É interessante que haja mudanças em alguns hábitos alimentares. Vale evitar enlatados e bebidas geladas. Devem preferir alimentos mais próximos do natural possível."

Fonte: Terra

Doença de Gaucher



A Doença de Gaucher é uma doença genética, progressiva, e a mais comum das doenças lisossômicas de depósito, que recebem esse nome devido ao acúmulo de restos de células envelhecidas depositadas nos lisossomos (pequenas estruturas celulares que contêm enzimas essenciais ao equilíbrio do organismo). Essas doenças fazem parte de um conjunto de mais de 40 enfermidades genéticas que têm como característica a deficiência de uma ou mais enzimas.

 
A célula de gaucher é a maior. Fonte: Blog Raras Doenças


Há três formas da doença de Gaucher:

Tipo 1 (não-neuropática) 
- Mais comum caracterizada pela falta de envolvimento neurológico primário;
- Começo da doença em qualquer idade;
- Expectativa de vida pode ser normal.
- A visceromegalia (aumento do baço e do fígado) é uma característica constante nesses pacientes.

Tipo 2 (forma neuropática aguda) 
- Envolvimento neurológico ocorre no início da progressão da doença; 
- A doença pode aparecer na infância ou adolescência;
- Expectativa de vida é baixa ( em média falecem antes dos dois anos de vida).

Tipo 3 (forma neuropática sub-aguda) 
- Comprometimento neurológico ocorre um pouco mais tarde nesse tipo; 
- O início da doença pode se apresentar na infância ou na adolescência; 
- Os pacientes com o tipo 3 podem sobreviver até a vida adulta. 

Sintomas

A doença de Gaucher Tipo 1 é caracterizada por diversos sintomas como: 
• Anemia – Níveis anormais baixos de glóbulos vermelhos resultam em fadiga crônica;
• Trombocitopenia – níveis anormalmente baixos de plaquetas resultam em hemorragias no nariz e nas gengivas; 
• Hepatomegalia – aumento do fígado; 
• Esplenomegalia – aumento do baço ;
• Lesões ósseas – dores ósseas, fraturas patológicas; 
• Para os tipos 2 e 3 da doença, há um envolvimento significativo do Sistema Nervoso Central (SNC). 

As células de Gaucher acumulam-se principalmente nos tecidos do fígado, do baço, do pulmão e da medula óssea. Também os rins, os gânglios e a pele podem ser afetados. Em menor escala registra-se o acúmulo nos tecidos do sistema nervoso central. Os órgãos que contêm tais células aumentam de tamanho, o que ocasiona manifestações clínicas de tipo e gravidade variáveis.

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Fraturas que não aparecem no raio x



Você se machucou, foi ao médico que fez um raio x e não diagnosticou fratura. Porém, um tempo se passou e a dor persiste.

Qual será o motivo? De acordo com o ortopedista chefe do grupo de ortopedia e traumatologia pediátrica da Santa Casa de São Paulo, Miguel Akkari, isso pode ser uma fratura incompleta, um tipo de fratura que muitas vezes não aparece inicialmente nos exames de radiografia.

Ele explica que a não detecção do problema em um primeiro momento pode ocorrer porque nesses casos o osso não desvia da posição, apenas sofre uma fissura. De acordo com ele, esse tipo de problema ocorre com mais frequência em crianças e idosos. E os motivos são simples: nas crianças ocorre em decorrência da presença das cartilagens de crescimento, localizada nas extremidades dos ossos longos, e também pela maior plasticidade do osso. Já os idosos já têm normalmente uma probabilidade maior de fraturas, principalmente no quadril. "Ela são facilitadas pela osteoporose. Nesta situação traumas de baixa energia poderiam produzir uma fratura que normalmente, em uma pessoa sem osteoporose, não ocorreria."

Segundo Akkari, em alguns casos a fratura pode ter uma evolução favorável, consolidando-se sem que a pessoa fique sabendo o que ocorreu. Mas, eventualmente pode ocorrer um desvio (quando o osso sai do lugar), o que pode exigir até mesmo uma cirurgia corretiva. "Por isso, é muito importante ficar atento aos sintomas".

No caso das crianças, que geralmente não conseguem explicar claramente o que estão sentindo, os pais devem ficar atentos a queixas de dor persistente de baixa e média intensidade após episódios de queda ou batidas.

Porém Akkari explica que após um incidente é normal sentir dor na região atingida por uma ou até duas semanas. No entanto, essa dor deve melhorar progressivamente, dia após dia. "Se a dor continuar e não diminuir de intensidade, é importante procurar um médico para realizar uma segunda avaliação. Muitas vezes a fratura que não apareceu no primeiro raio x aparece em um segundo exame, realizado dias depois", explica.

Nas crianças, as fraturas incompletas acontecem geralmente na região do punho, do cotovelo ou nas proximidades das cartilagens de crescimento, presentes em todos os ossos longos. De acordo com o médico, na maioria dos casos com crianças o tratamento é feito com imobilização com gesso.

Já nos idosos e principalmente em fraturas localizadas no fêmur o tratamento é cirúrgico na maioria dos casos.

O tempo de recuperação depende do tipo de fratura. "Uma fratura do punho em uma criança, geralmente, leva um mês para consolidar-se. Já em pacientes mais velhos este tempo é maior, um exemplo é o caso da fratura do colo do fêmur em um idoso, que pode levar mais de 4 meses para consolidar-se.", explica.

Fonte: Cyberdiet