Ausculta pulmonar



Conceito:

Ausculta é o método semiológico básico no exame físico dos pulmões realizada com o auxílio de um estetoscópio. A auscultação direta ou imediata, ou seja, colocando-se o ouvido na parede torácica, não se utiliza mais, embora por intermédio dela seja possível perceber também as vibrações da parede.

As principais fontes sonoras do tórax são o coração e os pulmões. Entretanto, a traqueia, os brônquios, a pleura, o pericárdio, os grossos vasos e o esôfago podem gerar sons.

O foco de ausculta de um som é a região da pele onde ele é ouvido com maior intensidade. Isso significa que entre essa região e fonte sonora existe um trajeto acústico com atenuação mínima.

Para sua realização exige-se silêncio, geralmente com o paciente sentado com o tronco bem vertical. Deve ser feita de maneira comparativa entre as regiões de cada lado do pulmão. O estetoscópio deve ser movimentado de um segmento pulmonar a outro em cada hemitórax.
          

Como fazer a ausculta:

Iniciar-se a ausculta, com o examinador colocando-se atrás ou lateralmente ao paciente
O paciente deve estar com o tórax despido para perfeito acoplamento do estétoscópio
Deve ser orientado a respirar pausada e profundamente, com a boca entreaberta, sem fazer ruído
A ausculta deve ser realizada em linhas horizontais comparando-se os sons de cada hemitórax
Evita-se colocar o estetoscópio sobre escápula, saliências ósseas ou as mamas
Ausculta-se as fossas supra e subclaviculares, onde ouve-se os sons dos ápices pulmonares.
Cada região deve ser examinada cuidadosamente

Sons de uma respiração normal:

A respiração produz turbulência aérea e vibração das estruturas pulmonares produzindo os sons da respiração. Observamos que ainda não existe uma unidade de conceitos e classificação desses sons.

SOM TRAQUEAL

É o som produzido na traquéia pela passagem do ar e é audível na região anterior do pescoço sobre a traquéia. Alguns autores dão o nome a este de som bronquial, uma vez que é muito semelhante e de praticamente mesma sonoridade.

SOM BRONQUIAL 

O som bronquial corresponde ao som traqueal audível na zona de projeção de brônquios de maior calibre, na face anterior do tórax, nas proximidades do esterno. È chamado de murmúrio brônquico.

SOM VESICULAR  

O som vesicular é formado pela passagem do ar pelo parênquima pulmonar (como dos bronquíolos para os alvéolos). .É caracterizado por uma inspiração de intensidade de duração maior, bem audível, suave, e, logo a seguir, uma expiração curta e pouco audível. È chamado de murmúrio vesicular e é ouvido normalmente na maior parte do tórax.

SOM BRONCOVESICULAR

Neste tipo de respiração, somam-se as características brônquicas com do murmúrio vesicular. Deste modo, a intensidade e a duração da inspiração e da expiração têm igual magnitude, ambas um pouco mais fortes que no murmúrio vesicular, mas sem atingir a intensidade da respiração brônquica. È chamado de murmúrio broncovesicular.

Ruídos adventícios (casuais)

Estertores secos  (Estertores são sons descontínuos que superpõem-se aos sons respiratórios normais.)

Ronco

O ronco é um ruido adventício predominantemente inspiratório, podendo ser audível também na expiração. Sua tonalidade é grave, intenso, semelhante ao ronco observado durante o sono, é modificado pela tosse.

Corresponde movimentação de muco e de líquido dentro da luz das vias aéreas (geralmente brônquios de grosso calibre) ou a presença de secreções espessas aderentes às paredes brônquicas com consequente diminuição de seu calibre. Indicam asma brônquica, bronquites, bronciectasias e obstruções localizadas.

Sibilo

São sons contínuos, musicais e de longa duração. Os sibílos têm sua origem nas vias aéreas e requerem o fechamento dos brônquios para serem produzidos. Os sibilos acompanham as doenças que levam à obstrução de fluxo aéreo, como a asma e DPOC, mas podem acontecer em inúmeras outras doenças que acometem as vias aéreas. É popularmente chamado de "Chiado" .

Podem ser subdivididos em Monofônicos e Polifônicos

SIBILOS MONOFÔNICOS; únicos ou múltiplos são um sinal clínico característico da asma
SIBILOS POLIFÔNICOS é produzido pela compressão dos brônquios centrais e é um sinal freqüente da maioria dos tipos de doença obstrutiva pulmonar crônica sibilo polifônico também pode aparecer em indivíduos normais, nos quais é chamado de sibilo da inspiração forçada. 

Estertores úmidos  

Os estertores com sons crepitantes podem ser explosivos, agudos e de curta duração, ocorrendo no final da inspiração. São gerados principalmente pela abertura dos alvéolos que se acham colapsados ou ocluídos por líquido viscoso.  Não se modificam com a tosse.

Podem ser classificados em crepitantes (finos) ou bolhosos (grossos) ou ainda de alto timbre e baixo timbre    ou ainda classificados em crepitações inspiratórias precoces e tardios.  

CREPITAÇÕES INSPIRATÓRIAS PRECOCES:

São características dos pacientes com obstrução severa das vias aéreas. Estas crepitações podem ser produzidas nas vias aéreas maiores e próximas. Elas são frequentemente  transmitidas à boca, são poucas numerosas, e ouvidas em uma ou ambas as bases pulmonares. Uma característica importante destas crepitações é que não desaparecem com a tosse nem com mudança de posição. Aparece nas seguintes doenças: Bronquite Crônica,  Asma e  Enfisema

CREPITAÇÕES INSPIRATÓRIA TARDIA:

São características dos pacientes com doença pulmonar restritiva. São normalmente mais numerosas que as precoces, variam com a posição do paciente e normalmente são transmitidas à boca. Parecem se originar nas vias aéreas periféricas, cada crepitação representando a abertura abrupta de uma única via aérea. Ocasionalmente, as crepitações inspiratórias tardias estão associadas com um sibilo curto no final da inspiração. Estas crepitações são vistas nas seguinte doenças: Fibrose Intersticial, Congestão Pulmonar da Insuficiência Cardíaca, Sarcoidose Pulmonar, Escleroderma,  Pulmão Reumatóide.

           Atrito pleural  

As camadas lisas e úmidas da pleura normal movimentam-se fácil e silenciosamente uma sobre a outra. Entretanto, quando a superfície está espessada por depósito de fibrina, por celulas inflamatórias ou neoplásicas, o deslizamento está impedido pela resistência de fricção. O  atrito de fricção foi comparado ao ranger de um couro velho.

Ruídos transmitidos

Egofonia Para obtenção da egofonia, o examinador deve manter a campânula de seu estetoscópio em cada ponto da parede torácica correspondente a um segmento broncopulmonar. Deve ser pedido para o paciente pronunciar a letra "E" várias vezes. Se um som parecido com "A" for percebido, o paciente tem egofonia.

Estridor Estridor é um som musical particularmente alto, de timbre constante, mais proeminente durante a inspiração, que pode ser ouvido muito bem a certa distância do paciente. Embora nada, a não ser a intensidade , distinga o estridor do sibilo monofônico, que não pode ser ouvido à distância, o termo é amplamente utilizado quando há suspeita ou conhecida obstrução de laringe ou de traquéia como fonte sonora.

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Prescrição de exercicios e artrose



A Osteoartrite e/ou Osteoartrose (Artrose) é conhecida como uma patologia degenerativa que apresenta sem causa definida, e que provoca dor articular com níveis variados de incapacidade motora, sendo uma patologia degenerativa na cartilagem articular, caracterizada como um distúrbio inicialmente assintomático, de evolução lenta, resultante em erosões focais que se transformam em ulcerações maiores e posteriormente em grandes áreas da cartilagem destruídas sobre a superfície articular. (ANDREOLI et al. 1989; COTRAN, KUMAR, COLLINS, 2000)

    De acordo com Beeson e McDermott (1977); Andreole et al (1989), a principal característica tecidual da osteoartrose é a formação de osteófitos nas margens das articulações afetas, provocando estreitamento do espaço articular interósseo e a esclerose subcondral.

    Supõe-se que a doença não resulta do processo de envelhecimento, embora alterações bioquímicas e estresses biomecânicos possam vir a afetar a cartilagem articular e que leva à incapacidade progressiva. (COIMBRA et al. 2002; VELOSA, TEODORO, YOSHINARI 2003).

    A debilidade é prevalente em indivíduos acima de 50 anos, ou seja, na idade moderna, podendo levar à incapacidade funcional dos membros afetados com substancial influência no bem-estar cotidiano. (PIZZOMO, 1995)

    Stevens (2002), afirma que a gênese patológica tem como manifestação provinda de alterações bioquímicas com modificações no metabolismo da cartilagem ou como conseqüências intervenientes, por exemplo, desvios estruturais congênitos, do excesso de peso sobre as articulações dos membros inferiores ou maus hábitos posturais.

    A destruição da cartilagem articular, por processos bioquímicos e biomecânicos são fatores determinantes da fisiopatologia da osteoartrose, contudo citocinas e fatores de crescimento estão associados a esses processos (MANEK, LANE, 2000).

    Para Ehrlich (2003) quanto a sintomatologia, a osteoartrose possui um quadro clínico inconstante provido de dores ou não, dificultando assim seu diagnóstico precoce e muitas vezes não preocupando o paciente para a busca de terapias preventivas.

    Frente a este quadro clínico e informações contemporâneas, diversas terapias tem sido utilizadas para o tratamento da moléstia, contudo, parece que os exercícios físicos têm ganhado destaque por ser de fácil acesso e possuir baixos custos, entretanto constitui efeitos colaterais ainda pouco elucidados.

Objetivo

    Realizar um levantamento bibliográfico sobre as principais diretrizes para prescrições de diversos tipos de tratamento incluindo o exercício físico para portadores de osteoartose.

Tratamento

    Diversos estudos vêm investigando qual a metodologia adequada para o tratamento a ser utilizado com o paciente, com o objetivo de impedir e/ou até mesmo inibir o progresso degenerativo da cartilagem articular. Testes e avaliações permitem avaliar clinicamente o grau de severidade para a conduta de tratamento. (IMAMURA, IMAMURA, 1999; EHRLICH, 2003).

    De acordo com Andreoli et al (1989), se tratar de uma disfunção articular mecânica, com pouca inflamação e dor, é suficiente o uso de um agente analgésico e/ou antiinflamatório, casos mais avançados como perda progressiva e irreversível da função articular; dor noturna e menor capacidade de realizar com autonomia as atividades da vida diária podem requerer um controle cirúrgico.

    Para Archibeck, et al (2002), os avanços nas pesquisas apontam meios de alívio da dor, contudo, até o momento não existe nenhum medicamento, confirmado por estudo, capaz de reparar a estrutura da cartilagem danificada pela osteoartrose.

    O início do tratamento com diagnóstico precoce, e com correções de fatores de risco como a obesidade e deformidades articulares, (valgismo) podem retardar ou impedir a incapacidade. O tratamento da osteoartrose é de ordem multidisciplinar e visa a melhora funcional, mecânica e clínica. (HINTERHOLZ e MUHLEN, 2003).

Tratamento convencional não farmacológico

    O tratamento convencional parece estar baseado fundamentalmente nos programas educativos, esclarecimentos sobre a doença, que está relacionada com a incapacidade funcional, modificações de estilo de vida, reabilitação, uso adequado de calçados e atividade física. (ARCHIBECK et al, 2002; COIMBRA et al, 2002; HINTERHOLZ e MUHLEN, 2003; ALEJANDRO, YENIMA, JOSE MARIÑO, 2004).

Modificação do estilo de vida

    Segundo Alejandro, Yenima, Jose Marino (2004), a modificação do estilo de vida consiste em evitar atividades com alto impacto nas articulações afetadas, evitar trabalhos com demasiado esforço e ter repouso adequado para aliviar os sintomas;

Reabilitação

    Segundo Coimbra et al (2002), Alejandro, Yenima e Jose Marino (2004) o sucesso na reabilitação depende principalmente do grau de comprometimento e das expectativas do paciente, a combinação de aplicação de calor, hidroterapia, ultrassom e crioterapia deve ser em situação ajustada para cada paciente.

Calçados

    Segundo Alejandro, Yenima, Jose Marino (2004) deve-se dar preferência para aqueles calçados com sistema de amortecedor afim de reduzir o impacto nas articulações afetadas por osteoartrose dos membros inferiores.

Exercício Físico

    A prática da atividade física oferece estímulos às estruturas biomecânicas ativas e as respostas a esses estímulos são alterações e adaptações das estruturas do tecido conjuntivo.

    De acordo com Coimbra et al (2002), o indivíduo com osteoartrose deve ser esclarecido sobre a doença, motivado e envolvido como o agente ativo do seu programa de tratamento.

    O tratamento deve ser multidisciplinar, pois a prescrição medicamentosa isolada não é suficiente para o controle ideal da patologia. (COIMBRA et al, 2002)

    De acordo com (Coimbra et al, 2002) exercer alguma atividade física diária (compatível com a saúde e condicionamento físico) é extremamente importante.

    São indicados exercícios para manter o movimento das articulações, fortalecimento muscular, condicionamento físico, tal conduta melhora o sistema cardiovascular e força, sensação de bem estar, a função mental, reduz a ansiedade e depressão. (COIMBRA et al, 2002).

    Para Vuori, (2003) a atividade física regular, feita diariamente, visando a manutenção do peso ideal, constitui as bases necessárias para manter músculos alongados e funcionalidade das estruturas articulares. Essas qualidades, ajudam proteger as articulações de lesões, e de amplitudes limitadas do movimento, e ainda assegura a boa nutrição e lubrificação da cartilagem articular.

    Para (Baker e Mcalindon, 2000), os exercícios aeróbicos e alongamentos tem sido analisados como tratamento de osteoartrose com considerável variabilidade de resultados.

    A variabilidade pode ser devido aos diferentes tipos de estudos, de protocolos de exercícios e dos participantes das pesquisas. Embora ocorra variabilidade entre os estudos, é notável que a maioria dos resultados tem efeito positivo sobre a dor e a incapacidade. (BAKER e MCALINDON, 2000).

    Para Biasoli e Izola (2003), os exercícios físicos isométricos e dinâmicos com pouca carga e várias repetições, podem ser orientados para melhorar a reabilitação de paciente com osteoartrose.

    Os exercícios físicos relacionados à força são divididos em três classes: isométricos, isotônicos e isocinéticos. Os exercícios isométricos produzem contração muscular sem movimentar a articulação, potencializa a força e pode retardar a atrofia muscular por desuso.

    Os exercícios isotônicos e os isocinéticos são dinâmicos e podem ser utilizados níveis variados de intensidade e velocidade, favorece o aumento da massa muscular e melhora da resistência muscular localizada. Assim que o indivíduo estiver em condições físicas para suportar a carga de treinamento, pode-se ainda acrescentar ao programa técnicas de alongamento e correção postural, (BIASOLI e IZOLA, 2003).

    De acordo com Biasoli e Izola (2003) a hidroterapia seria uma outra técnica de exercícios físicos, por ser de fácil adaptação às condições físicas de debilidades variadas dos pacientes com osteoartrose.

Conclusão

    Conclui-se que através de diversos métodos pode-se melhorar a qualidade de vida, de pacientes portadores de osteoartrose. Entretanto parece-nos que o exercício físico têm uma inclinação de relevância, por ser de baixo custo, e ainda promover efeitos benéficos correlatos.Contudo, mais estudos sobre estas vertentes seriam de grande valia para elucidar tais fatos.



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Os benefícios do futebol feminino



Paixão nacional do brasileiro, o esporte tem tudo para ganhar também a preferência das mulheres que querem melhorar a performance cardiovascular e entrar em forma. Acostumadas a buscar atividades aeróbicas, elas podem se beneficiar mais dos dribles, arranques e chutes para ganhar fôlego, trabalhar a musculatura e fortalecer o sistema cardiovascular, ao mesmo tempo que se divertem pra valer. É o que acaba de comprovar um estudo realizado pela Universidade de Copenhague, na Dinamarca, com 100 voluntárias em idade fértil. O trabalho avaliou os be ne fícios obtidos com o futebol em comparação com a corrida. 

Em parte do estudo, 65 mulheres saudáveis, mas destreinadas, foram divididas em três grupos — um correu, outro bateu bola e o último não praticou nenhuma das atividades. Após quatro meses de treinos que ocorriam duas vezes por semana, todas foram submetidas a vários testes fisiológicos e psicológicos. Quem jogou futebol apenas de forma recreativa teve praticamente os mesmos ganhos em termos de saúde das corredoras. Mas o empate ficou por aí. As boleiras ainda levaram vantagem nos quesitos trabalho muscular, sobretudo dos membros inferiores, e capacidade de arranque, o sprint, como dizem os esportistas. "A constituição da musculatura e o fortalecimento dos ossos são importantes para a saúde da mulher no processo de envelhecimento", afirma o professor Peter Krustrup, coordenador do trabalho. "E o futebol demonstrou unir de forma mais efetiva os treinamentos aeróbico e de força." Por fim, os pesquisadores escandinavos concluíram que as adeptas da chuteira tendem a permanecer entusiasmadas com as disputas de bola e lances ao gol, praticando o esporte com maior regularidade. "Enquanto as corredoras se motivam mais pela ideia de emagrecer e melhorar a saúde, as jogadoras de futebol se interessam pelo jogo para se divertir e interagir com outras pessoas, o que parece mais motivante", conta Laila Ottesen, que também assinou o estudo. E, no final das contas, essa última tática ajuda a entrar em forma mais do que o pensamento fixo em peso e medidas. 

O que a pesquisa dinamarquesa demonstrou já é realidade no Esporte Clube Pinheiros, em São Paulo. Há quase um ano, a pedido das mães que levavam os filhos para a escolinha de futebol, o clube criou o time master feminino. Devidamente paramentadas, mulheres de 35 a 47 anos deixam o marido em casa ou nas arquibancadas para jogar com as amigas pelo menos duas vezes por semana. 

A advogada paulista Maria Célia Hungria de Luca, a Tuca, de 43 anos, foi uma das primeiras a aderir, logo depois da filha, Maria, de 13. "Já corria, mas queria algo que me estimulasse mais, e o futebol faz isso", conta Tuca. "Como via os benefícios e o prazer da minha filha, que leva a bola na mochila para onde vai, resolvi experimentar." 

Como o objetivo é aprimorar os fundamentos e se divertir, ninguém tem posição definida dentro do time enquanto sua a camisa. "Procuro alterná-las no ataque e na defesa, mesmo que já tenham alguma habilidade, só para mantê-las motivadas", diz Rodrigo Rocha, treinador do Pinheiros. "Acertar os fundamentos ou uma jogada traz tanta satisfação quanto um gol." 

Para começar a praticar futebol, no entanto, é importante tomar alguns cuidados. É fundamental que as sedentárias ou aquelas que estão há pelo menos dois anos paradas façam antes uma visita ao médico. "De acordo com a idade e o histórico de saúde, bastam um exame de sangue básico e um teste de esforço em esteira para detectar algum problema cardíaco", informa Daniel Gentil, fisiologista do Hospital das Clínicas de São Paulo. Além, é claro, da avaliação física. Com o aval dos especialistas de jaleco branco, tenha em mente que a evolução no campo deve ser gradual. "De dois a três meses é o tempo para uma adaptação física segura e também para o aprendizado dos principais fundamentos, como o passe e o cabeceio", calcula Rocha. Como o esporte envolve arranques e deslocamentos laterais, é importante que as mulheres façam paralelamente ao futebol um fortalecimento muscular para evitar lesões, principalmente de joelho e tornozelo, sem contar os alongamentos antes de cada treino. "Durante uma partida, 88% do esforço é trabalho aeróbico, aquele em que o corpo consome muito oxigênio, e 12% anaeróbico de alta intensidade, que exige muito dos músculos da perna", informa o preparador físico Carlos França, da Sociedade Esportiva Palmeiras. Com essas recomendações cumpridas e machismos deixados de lado, reúna o time e mostre que futebol também é coisa de mulher.

Fonte: Saúde é vital!


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7 fatores para se livrar das dores nas costas


1. LASER 
Uma dor nas costas pode ser apagada cinco minutos depois de o paciente se submeter a um raio de luz. Nada de mágica ou ficção científica. O laser de baixa potência é uma arma promissora contra as crises que afligem a coluna, como sustentam os experimentos conduzidos pelo grupo do professor Rodrigo Martins, do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo. Ele assina, ao lado de experts de outros países, uma revisão de estudos que avaliaram, no total, 820 pessoas. No trabalho, publicado na revista médica The Lancet, o time conclui que a laserterapia é eficaz para a dor cervical, aquela que dá o bote bem na altura do pescoço. "O laser pode ser indicado nos quadros crônicos, tanto para a dor cervical quanto para a lombar", afirma Martins. 

Antes, é preciso lembrar que qualquer dor nas costas exige investigação. "As causas são múltiplas: má postura, desgaste nas articulações, hérnias de disco", já avisa o ortopedista Elcio Landin, do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, em São Paulo. Às vezes o endereço do problema nem é a própria coluna. No entanto, quando a tortura mora mesmo ali, muita gente encara um desconforto persistente. É que, como consequência, a musculatura local passa a hospedar uma inflamação constante. Esse fenômeno, que semeia a agonia, é o alvo do raio laser. "Após ser absorvida pelo organismo, a luz inibe a produção de substâncias inflamatórias que sensibilizam a região à dor", explica Martins. "Ela também retardaria a fadiga muscular, melhorando o aporte de sangue." Assim, os músculos que amparam a coluna permanecem mais resistentes. A grande vantagem, porém, reside em outro ponto. "Quando administrado em dose adequada, o laser não surte efeitos adversos", diz o professor. Se pensarmos em dores crônicas, isso significa uma revolução. Afinal, o uso contínuo de drogas anti-inflamatórias oferece riscos ao estômago, ao fígado e aos rins. 

O paciente passaria por entre seis e 12 sessões, de acordo com a intensidade do problema. Cada uma dura de dez a 30 minutos. O laser não aquece a pele nem a machuca. No fim do tratamento — que não dispensa a identificação e a correção da causa da dor —, o suplício tende a ceder. "O laser não irá reverter uma hérnia de disco, mas pode controlar uma dor por vezes incapacitante", exemplifica o pesquisador. No Brasil ainda não há uma legislação específica para laserterapia, mas já existem diretrizes internacionais que orientam as aplicações. Martins defende que o método, já disponível em algumas clínicas particulares, deveria ser adotado pelo sistema público de saúde, uma vez que também pouparia milhões de reais aos cofres do país. 

2. IOGA 
Um estudo da Universidade de West Virginia, nos Estados Unidos, acaba de mostrar que o método presta um enorme serviço à região lombar. De 90 portadores de lombalgia recrutados para o trabalho, aqueles que se dedicaram à ioga duas vezes por semana durante seis meses relataram a remissão da dor. De onde vem a melhora? "A ioga diminui o estresse, relaxa os músculos tensos e fortalece os flácidos, além de restabelecer a postura", responde o educador físico e professor de ioga Marcos Rojo, da Universidade de São Paulo. É um antídoto para conter ou prevenir acessos de dor. A quem sofre do problema, o conselho é optar pelas linhas mais tradicionais. "Elas são as que mais favorecem o relaxamento, a postura e a concentração por meio de exercícios leves que respeitam as limitações de cada um", diz Rojo. 

3. TERAPIA POSTURAL 
No final do século 19, Frederick Alexander (1869-1955), um ator australiano que recitava Shakespeare, desenvolveu um método para banir a tensão que o fazia perder a voz no meio das apresentações. Décadas depois, a terapia batizada com o seu sobrenome ganha aval de uma pesquisa, publicada no respeitado British Medical Journal, para botar a coluna no eixo. Um time da Universidade de Southampton, na Inglaterra, atestou, após avaliar 579 pessoas, que a técnica Alexander melhora em até 40% os quadros de dor crônica. "A média de dias de sofrimento relatada pelos voluntários caiu de 21 para três por mês", conta o autor, Paul Little. As sessões são divididas em dois momentos. "No primeiro, o paciente fica deitado e o terapeuta usa as mãos para desfazer pontos de tensão", conta o educador físico Hélio de Oliveira, da Associação Brasileira da Técnica Alexander. "No segundo, na frente de espelhos, o indivíduo trabalha a postura e a respiração sentando- se e levantando-se." Essas lições são levadas para o dia a dia e ajudam a criar consciência corporal. "Elas visam aliviar a tensão muscular e corrigir a postura", diz Oliveira. Todo o aprendizado dura de seis meses a um ano. 

4. TAI CHI 
Que tal enfrentar a dor nas costas praticando uma arte marcial? Não estamos falando de saltos e golpes, mas de uma técnica nascida na China que prioriza movimentos em câmara lenta, o tai chi chuan. Sua filosofia até prevê combates. Só que, para quem pretende usá-lo com fins terapêuticos, uma luta é coisa rara. Seu potencial para golpear lombalgias e afins está sendo mensurado por um trabalho da Universidade de Sydney, na Austrália. O interesse, é claro, vem da observação de que os praticantes raramente reclamam da coluna. "Os exercícios realizados se valem, por exemplo, de alongamentos e rotações", descreve Ângela Soci, diretora da Sociedade Brasileira de Tai Chi Chuan. "O tai chi permite que o indivíduo tome consciência de uma postura correta, fortalece a musculatura das costas e estimula um maior espaçamento entre as vértebras", explica. Por essas e outras, Ângela e sua equipe mantêm há quatro anos uma parceria de sucesso com o serviço de geriatria do Hospital das Clínicas de São Paulo. "Se houver acompanhamento médico e orientação de um instrutor, a técnica está liberada para jovens e idosos", afirma a especialista. 

5. EXERCÍCIO FÍSICO 
Aquela história de repouso absoluto para quem tem dores nas costas, sobretudo as musculares, não está mais com nada. É óbvio que ninguém em meio a uma crise deve correr por aí ou puxar ferro. Mas, quando a situação está sob controle, o exercício físico é fundamental. Depois de acompanhar 240 voluntários com lombalgias crônicas, pesquisadores da Universidade de Alberta, no Canadá, notaram o seguinte: quem frequentava a academia quatro vezes por semana apresentava um índice 28% menor de sintomas dolorosos. "Os exercícios aumentam a força, a elasticidade e a resistência dos músculos ao redor da coluna, permitindo que ela suporte cargas inevitáveis no dia a dia", explica o fisiatra e reumatologista José Maria Santarém, diretor do Instituto Biodelta, na capital paulista. A musculação, não custa frisar, requer mais do que nunca a instrução de um educador físico. "Os equipamentos, as cargas e os movimentos devem ser adaptados para cada pessoa", avisa Santarém. E um dos principais objetivos deve ser trabalhar o abdômen. "Quando sua musculatura está flácida, todo o esforço para sustentar as costas recai sobre a lombar", explica Ricardo Cury. As atividades aeróbicas, como caminhada, corrida e companhia, também cobram cuidados, mas são úteis porque atuam no controle do peso — e a barriga é inimiga da coluna. Esportes aquáticos são recomendáveis, por sua vez, porque sob a água o impacto é reduzido e cai a probabilidade de uma complicação. A academia só não é um ambiente ideal para alguns casos de hérnia de disco, em que o risco de um estrago maior não justifica o suor da camisa. Aliás, atenção: antes de se matricular em uma, vale consultar o médico. 

6. ACUPUNTURA 
As agulhas já estão no pelotão de elite para suprimir as aflições da coluna. E, agora, recebem o apoio de um estudo do Group Hea l th Research Institute, em Seattle, nos Estados Unidos, que analisou a terapia em mais de 600 pessoas com lombalgias e que nunca haviam recorrido às espetadas. "Ao final da experiência, notamos que, durante um breve período, o método reduziu as dores de um entre cinco voluntários", conta o líder do trabalho, Daniel Cherkin. "Um entre oito indivíduos relatou o controle da dor por pelo menos um ano", completa. O achado estimula o uso da técnica em adultos que padecem de quadros crônicos. "O tratamento tradicional tem melhores resultados quando aliado à acupuntura", observa o fisiatra Marcelo Saad, do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo. "Mas atenção: a acupuntura só é indicada quando o problema não é cirúrgico", avisa o médico acupunturista Ysao Yamamura, chefe do Grupo de Acupuntura da Universidade Federal de São Paulo. A duração da terapia depende da gravidade do problema e os intervalos entre as sessões costumam ser menores enquanto o paciente está em crise. Os pontos onde as agulhas são inseridas também variam: podem ser aplicadas nas costas, nas mãos, nos pés e nas orelhas. "Esses pontos promovem a liberação de endorfinas, substâncias que aliviam a dor e proporcionam sensação de bem-estar", explica Yamamura. Além disso, o tratamento ajuda a gerenciar o estresse, outro fator que contribui para perpetuar dores na coluna. Testes com ratos sugerem ainda que as agulhas teriam um efeito anti-inflamatório. 

7. SEM CIGARRO E BOM SONO 
Estamos cansados de ouvir que o tabagismo prejudica os pulmões e o coração. Os fumantes, porém, nem suspeitam que suas tragadas também conspiram contra a coluna — a deles e a de quem inala suas baforadas. É o que revela uma revisão de mais de 80 estudos realizada pelo Instituto Finlandês de Saúde Ocupacional. "Fumar pode ser um fator de risco para dores nas costas porque tem efeitos nocivos sobre a circulação do corpo inteiro", afirma um dos autores, Rahman Shiri. E a musculatura das costas, você já viu, carece de sangue para manter-se firme e forte. O surpreendente é que a influência do tabaco é ainda mais intensa entre os adolescentes. "Ainda não sabemos o porquê, mas eles podem ser mais sensíveis à nicotina", diz Shiri. É possível ainda que quem fuma seja mais sedentário, o que por si só aumenta o risco de panes nas costas. Há outros fatores relacionados ao estilo de vida que precisam ser considerados. A mesma entidade finlandesa também concluiu, em outro levantamento, que um sono de má qualidade patrocina ofensivas contra a coluna dos jovens, especialmente entre as meninas. Para a fisioterapeuta especialista em sono Silmara Bueno, de São Paulo, a explicação não estaria tanto nas horas em claro, mas nas posturas inadequadas quando pregamos os olhos. "Evite dormir de barriga para cima ou para baixo e na posição fetal", aconselha. "Para afastar dores na lombar, a melhor opção é a posição lateral." Dá até para adotar um travesseiro de corpo, um rolinho que é abraçado e posicionado entre os joelhos. O travesseiro para a cabeça, aliás, deve formar um ângulo de 90 graus entre a cachola e o ombro, o que bota para correr a dor cervical. Uma coluna saudável também demanda noites de paz.


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Cds e Dvds Universitários estréiam nova página




Depois de 5 anos no mercado, os Cds e Dvds Universitários estreiaram a nova versão de seu site, com ainda mais opções de assuntos para estudantes e profissionais de diversas áreas.

As áreas atendidas pelos Cds e Dvds Universitários são: Educação Física, Fisioterapia, Medicina, Enfermagem, Engenharia, Direito, Nutrição e os assuntos são os mais variados.

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Atividades físicas durante e após a gravidez


Em tempo de grandes investimentos na imagem pessoal, a gestação pode gerar ansiedade em algumas mulheres, especialmente naquelas que rotineiramente travam uma batalha com a balança. Com o nascimento do bebê, são deixados de 5 a 6 quilos para trás, mas os demais vão demandar alguns cuidados para desaparecer.

"Nesse aspecto, sempre largam na frente aquelas que mantiveram uma rotina de atividade física durante a gravidez", ressalta a professora de educação física Ana Cléia Fonseca, que atua numa rede de academias para mulheres.

Deu positivo

Logo após a confirmação, a gestante deve consultar o médico para verificar se pode realizar exercícios e que modalidades são indicadas para o seu caso. "Mesmo aquelas que já mantêm a prática regular devem ouvir seu obstetra", complementa. Uma vez liberados, os exercícios devem ser monitorados por um profissional de educação física, especialmente no primeiro trimestre da gravidez.

Usualmente são indicados 30 minutos de atividades, 5 vezes por semana. Os benefícios ultrapassam a manutenção do peso saudável: "Mulheres que se exercitam tendem a ter um melhor trabalho de parto. Além disso, o exercício melhora a circulação; reduz os riscos de diabetes gestacional, complicações obstétricas e trabalho de parto prematuro; e diminui a sensação de fadiga", destaca. Completam o rol de vantagens a melhora na autoestima e redução da ansiedade - típica dessa fase feminina.

É importante que a cliente informe à academia e ao instrutor que está grávida. Os exercícios devem ser adaptados a cada cliente. A gestante deve buscar também orientação nutricional. "Essa dobradinha é imbatível para quem quer viver a gravidez de maneira saudável", explica a professora.

Após o nascimento do bebê, o retorno à academia é muito importante para a correção da flacidez abdominal e do contorno do corpo, mas requer liberação médica. Normalmente ocorre em duas semanas após o parto normal e em seis semanas quando a paciente é submetida à cesariana. Seja qual for o procedimento, quanto antes a atividade física for retomada, mais rápida será a resposta.

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Beneficios da drenagem linfática



Modelos e atrizes não dispensam a drenagem linfática durante a gravidez. Muito mais que um simples modismo, a técnica permite diminuir o inchaço, tão comum nos noves meses de gestação e no pós-parto. 

Dois hormônios são responsáveis pela retenção de líquidos, que deixa, principalmente, as pernas e pés inchados. Na gravidez, é a progesterona. Na fase de amamentação, a prolactina. "A drenagem estimula o sistema linfático, eliminando as toxinas e ativando a microcirculação", explica a dermatologista Carla Góes Sallet, diretora da Clínica Sallet.

Através de massagens, com uma leve pressão, o profissional direciona o excesso de líquido para os gânglios linfáticos, que, por fim, é eliminado pela urina. "Além de desintoxicar e melhorar a circulação nos tecidos, a drenagem também relaxa e diminui os desconfortos que surgem na hora de dormir, como sensação de pernas pesadas e falta de posição ao deitar."


Escolha cuidadosa

A técnica começou na Alemanha, criada pelo fisioterapeuta Emil Vodder. Apesar de não ter nenhuma contra-indicação, mesmo para gestantes e lactantes, deve ser realizada sob orientação médica. Todo cuidado é pouco na escolha do profissional. "É importante procurar pessoas treinadas para atender mulheres grávidas (um fisioterapeuta ou um esteticista, orientados pelo obstetra) porque existem pontos específicos a serem tratados, e com a pressão certa."

"A drenagem malfeita pode estimular contrações uterinas, comprometer a circulação e até causar hematomas", adverte a Dra. Carla.

Atenção!
Para não correr riscos, procure um fisioterapeuta cadastrado na Sociedade Brasileira de Medicina Estética.


Manual ou com aparelhos?

Outra questão a ser definida, também junto com o profissional, é se a drenagem será manual ou pela dermotonia; técnica francesa que utiliza um aparelho de aspiração. Por ser mais profunda, ajuda na eliminação da gordura e na prevenção de celulite e estrias. "É importante falar que esse aparelho não prejudica a grávida nem o bebê."

"Por sua vez, tratamentos com corrente elétrica ou ultra-som nunca devem ser usados por gestantes nem por quem está amamentando", ressalta a dermatologista, que faz outro alerta: "Drenagem nas mamas está proibido, mesmo a manual."


Qual a freqüência?

Especialistas recomendam duas sessões semanais do tratamento, que pode começar no início da gestação e seguir até próximo ao parto. "Já tivemos caso de uma grávida famosa que, dois dias antes de o bebê nascer, fez uma última sessão conosco, para relaxar", conta a Dra. Carla.


Dever de casa

 Beba de dois a três litros de água por dia;

 Evite o excesso de sal, que ajuda a reter líquido no organismo. Uma dica é deixar o saleiro longe da mesa durante as refeições;

 Inclua no cardápio bastante legumes e frutas, como melancia e melão, que contêm muito líquido;

 Evite a carne vermelha, principalmente à noite. Substitua por peixe, que é rico em ômega 3, uma gordura saudável;

 Sob a orientação do seu médico, pratique atividades físicas, como a caminhada. Trabalhar fora o dia todo não é desculpa para o sedentarismo. Levante de 20 em 20 minutos, ande um pouco, dê uma espreguiçada. Isso tudo faz muito bem.

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Ligação entre estresse no trabalho e sedentarismo à obesidade



Pessoas que trabalham sentadas e têm uma ocupação de grande estresse correm mais risco de se tornarem obesas, segundo estudo da Universidade de Rochester, nos Estados Unidos. E, de acordo com os autores, nem uma dieta rica em frutas, verduras e legumes pode reverter os efeitos do estresse crônico no trabalho sobre o ganho de peso de pessoas sedentárias.

 

A análise de mais de 2,7 mil empregados de uma fábrica de Nova York indicou uma associação entre alta pressão no trabalho - com o medo das demissões e a falta de controle sobre as próprias atividades - e diversos problemas de saúde, incluindo doença cardiovascular, síndrome metabólica, depressão, exaustão, ansiedade e ganho de peso.

 

Os pesquisadores destacam que essa tendência pode ser aplicadas a diversas situações de trabalho, em qualquer lugar do mundo. "Ouvimos sempre a mesma história: após passar o dia sentado em reuniões estressantes ou em seus computadores, eles não podem esperar para chegar a suas casas e se jogarem em frente à TV". E os especialistas destacam que o comportamento sedentário, aliado ao estresse crônico, tem forte ligação com o ganho de peso


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Beber moderadamente pode ser benéfico contra artrite, sugere estudo


Alguns estudos vêm indicando, nos últimos anos, que o consumo moderado de bebidas alcoólicas pode ajudar a prevenir artrite reumatoide - doença inflamatória das articulações. E, agora, uma nova pesquisa realizada na Suíça associa esse hábito a uma progressão mais lenta da doença.

 

Acompanhando, por quatro anos, mais de 2,9 mil adultos com artrite - com a realização de exames de raio-x -, os pesquisadores do Hospital Universitário de Genebra descobriram que aqueles que bebiam leve ou moderadamente apresentavam uma progressão mais lenta dos danos nas articulações associados à doença, comparados àqueles que não bebiam - com efeitos mais significativos entre os homens . Por outro lado, aqueles que exageravam um pouco no álcool tinham maior progressão de desgaste articular.

 

De acordo com os autores, os resultados indicaram também que a diferença observada em relação a sintomas e incapacidade não foi significativa na comparação dos bebedores moderados e dos abstêmios. Mas, com uma progressão mais lenta da doença por muitos anos, aqueles que ingeriam álcool moderadamente poderiam ter uma vantagem neste sentido no futuro.

 

O estudo não explica as razões dessa relação ou se o álcool, por si só, retarda a progressão da doença. Além disso, devido aos riscos associados al álcool, os pesquisadores recomendam que as pessoas não comecem a beber para prevenir a doença reumática. Por outro lado, os resultados do estudo sugerem que os pacientes com artrite que já bebem moderadamente não devem ser incentivados a parar. Mais estudos são necessários.


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Infecção urinária



As infecções do trato urinário (ITU) são frequentes em homens e mulheres, apresentando sintomas diversos, com morbidade variável, podendo até mesmo ser a causa de mortalidade em situações extremas. 

A principal causa de ITU são as infecções bacterianas, normalmente bactérias que encontramos em nosso trato digestivo. A bactéria Escherichia coli é a principal responsável pela ITU, causando 85% das infecções não-hospitalares e 50% das infecções hospitalares. 

Em casos de exceção, infecções por fungos e vírus também podem atingir o trato urinário. Os sintomas mais comuns de ITU são: ardor ao urinar (disúria), urinar com baixo volume e várias vezes (polaciúria), desejo súbito e intenso de urinar (urgência miccional), dor suprapúbica, alteração da cor e/ou odor da urina, dor lombar, febre e presença de sangue na urina (hematúria). 

Em idosos, diabéticos, pesoas imunossuprimidas e crianças, pode-se notar queda de estado geral, apatia e até alteração do nível de consciência. 

O diagnóstico deve ser realizado por um médico através de exame de urina (urina tipo I e urocultura) e, se necessário, exames laboratoriais adicionais. As infecções do trato urinário (ITU) são resultado da interação entre o hospedeiro e o agente causador. A gravidade da infecção é determinada pela agressividade da bactéria causadora, volume de contaminação e inadequação dos mecanismos de defesa do hospedeiro.

Alguns fatores podem indicar e/ou facilitar a presença de ITU graves, chamadas no meio médico de ITU complicadas (e por consequência, mais graves), tais como: anormalidade funcional ou anatômica do sistema urinário (obstrução, refluxo, bexiga neurogênica, incontinência urinária, etc), gravidez, diabetes, idade avançada, imunossupressão, uso recente de antibióticos, uso de cateteres ou sonda vesical, manipulação cirúrgica do sistema urinário, internação hospitalar e sintomas persistentes por mais ou igual a 7dias. 

As infecções do trato urinário (ITU) também podem ser facilitadas por hidratação inadequada, uso de espermicida e queda nos níveis séricos de estrogênio. 

Em pacientes hospitalizados e/ou com necessidade de cuidados residenciais, alguns cuidados adicionais devem ser tomados: higiene do paciente e ambiente adequados, hidratação e nutrição adequadas, troca de sondas e cateteres regular, avaliação dos fatores de risco associados (comorbidades, status nutricional, tabagismo, uso de antibióticos e/ou drogas imunossupressoras e infecções em outras partes) e atenção especial a sintomas e sinais de ITU pela família, enfermagem e/ou cuidador. 

Em casos de infecções complicadas é necessário realizar exames radiológicos (ultrassonografia e/ou tomografia) para melhor avaliar a gravidade e presença de fatores agravantes da ITU. O tratamento é realizado com o uso de antibióticos, que na maioria dos casos pode ser administrado por via oral. 

O uso de antibiótico parenteral deve ser realizado em casos de ITU complicadas ou quando antibióticos orais não são eficazes/disponíveis, normalmente com necessidade de internação hospitalar. O tempo de uso do antibiótico deve ser baseado na gravidade, órgão atingido e comorbidades existentes. 

Em casos selecionados, procedimentos cirúrgicos são necessários para desobstrução do trato urinário, drenagem de abscesso ou mesmo, em casos extremos, extirpação do rim.

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Um sorriso largo garante uma vida longa


Quanto mais largo o sorriso e mais profundos os vincos em volta dos olhos quando se sorri, mais longa será a vida do indivíduo, revela um estudo publicado esta semana na revista Psychological Science.

Cientistas chefiados por Ernest Abel, da Universidade Wayne State, em Michigan, estudaram 230 fotos de jogadores da principal liga de beisebol americana que começaram a jogar antes de 1950 e as agruparam de acordo com os tipos de sorriso.

Os jogadores foram classificados segundo os critérios "sem sorriso" - quando apenas olhavam inexpressivamente para a câmera -, "sorriso parcial" - quando o sorriso envolvia apenas os músculos ao redor da boca - ou "sorriso total", quando o sorriso envolvia a boca, os olhos e ambas as bochechas pareciam levantadas.

As fotos foram tiradas do Registro de Beisebol de 1952, uma lista de informações profissionais com dados e estatísticas sobre os jogadores, como ano de nascimento, índice de massa corporal, estado civil e tempo de carreira, os quais refletem a forma física.

O volume de estatísticas permitiram aos cientistas controlar outros fatores que poderiam afetar a expectativa de vida dos jogadores.

Entre os jogadores falecidos a partir de 1º de junho do ano passado, os da categoria "sem sorriso" viveram uma média de 72,9 anos, os com "sorriso parcial", 75 anos, e os de "sorriso total" viveram, em média, 79,9 anos, demonstrou o estudo.

"Considerando que a intensidade do sorriso reflete uma disposição emocional interna, os resultados deste estudo correspondem aos de outros que demonstram que as emoções têm um vínculo positivo com a saúde mental, física e a longevidade", destacou.

No entanto, não ficou claro para os pesquisadores se os jogadores sorriram espontaneamente ou se o faziam a pedido de algum fotógrafo.

De qualquer forma, a proporção de indivíduos com sorriso largo - 23 - foi muito menor a daqueles com sorriso parcial ou sem sorriso (64 e 63, respectivamente), o que indica para os cientistas que mesmo que os sorrisos tenham atendido a um pedido, sua intensidade refletiu a "disposição geral interna" do jogador.



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10 exercícios para evitar a tendinite na mão



Quer ter mãos mais bonitas, finas, suaves e relaxadas? Se para você ter mãos belas significa apenas fazer as unhas, saiba que você pode se destacar dentre as que apenas cuidam das unhas dando atenção a seus dedos e, porque não, à sua mão inteira.

Em seu trabalho você faz movimentos repetitivos com os dedos das mãos ? é melhor começar a prevenir ou minimizar as dores da tendinite. Veja 10 exercícios que deixarão suas mãos bonitas, finas e relaxadas. Para que os exercícios tenham melhor efeito, passe um creme hidratante, de preferência para mãos, para facilitar os movimentos.

1 - Para tornar os dedos mais finos: Massageie cada dedo da ponta até a palma da mão.

2 - Para suavizar e afinar as mãos: Junte as extremidades dos dedos formando um "L" com o dedão. Pressione várias vezes, com força.

3 - Para fortalecer a mão: Estenda-a afastando os dedos ao máximo e faça punho fechando-a.

4 - Para descontrair as mãos: Basta levantá-las à altura da cabeça e agitá-las suavemente.

5 - Alongamento da base e o meio dos dedos: Pouse a mão numa superfície plana e levante os dedos uns após os outros.

6 - Alongamento e relaxamento entre os dedos. Junte as mãos e separe os dedos, par por par.

7 - Força e relaxamento: Pressione o polegar com cada um dos outros dedos, imitando o símbolo de "ok".

8 - Relaxamento do punho e tendões: Deixe as mãos relaxadas e segure o antebraço esquerdo com a mão direita e faça movimentos circulares com a mão esquerda. Repita com a outra mão.

9 - Aliviar a articulação do punho: Entrelace os dedos das duas mãos e com uma mão empurre a outra para trás e vice-versa.

10 - Relaxamento da palma da mão: Massageie a palma da mão com o dedão da outra mão, fazendo pressões suaves e circulares. Repita na outra mão.

Entorse de joelho em esportes de contato



Em geral, o peso está apoiado sobre o joelho, com o pé preso ou aderido no piso, e o joelho é forçado para dentro, com lesão das estruturas internas (mediais), podendo haver um componente de rotação, o que agrava o quadro.

Dependendo da força e da continuidade do movimento, vários graus de lesão podem ser originados, desde apenas a lesão do ligamento colateral medial, uma estrutura periférica e que é a primeira a estabilizar este movimento, passando pelo menisco medial, uma estrutura já dentro da articulação até chegar no ligamento cruzado anterior, o eixo central da articulação e que, quando lesado, origina um inchaço importante do joelho que pode ser acompanhado de um estalo audível.

Ligamento Colateral Medial: é uma estrutura fora da articulação e portanto, quando lesado, pode se regenerar pela cicatrização espontânea e fisioterapia, retornando o atleta à atividade após um período de 3 a 6 semanas, dependendo do grau de lesão do ligamento.

Menisco Medial: já é uma lesão mais grave, que afeta uma estrutura dentro da articulação, levando a um derrame (inchaço da articulação), necessitando de uma avaliação mais criteriosa, muitas vezes complementada através de ressonância magnética do joelho, e que pode, dependendo da lesão, necessitar de uma artroscopia (pequena cirurgia) para o seu tratamento, com um tempo de retorno variando de 2 a 3 meses.

Ligamento Cruzado Anterior: é uma lesão grave, que gera uma instabilidade do joelho em movimentos de rotação e mudança de direção, o que, em muitas situações exige o tratamento cirúrgico para a sua correção, reconstruindo o ligamento lesado com o uso de um enxerto vizinho (tendão patelar, tendão do semitendíneo, etc), afastando o atleta por mais de 6 meses de suas atividades.

Uma boa maneira de prevenir os traumas na articulação é manter uma musculatura bem condicionada, forte e alongada, evitar praticar esportes em excessiva fadiga e em pisos muito aderentes. De qualquer modo, se houver alguma lesão, a mesma deve ser avaliada e tratada precocemente, para o reestabelecimento integral do atleta antes do retorno à atividade física, pois muitas vezes encontramos lesões que são agravadas ou que levam a lesões secundárias decorrente de um não tratamento ou tratamento inadequado.

Sindrome de Algeman e a Fisioterapia



A Síndrome de Angelman (SA) é uma desordem neurológica na qual há dificuldade de aprendizado importante associado a comportamento e aspecto facial característicos, tendo sido primeiramente descrita pelo Dr. Harry Angelman, em 1965.  Atualmente se estima que a freqüência seja de 1:20000 crianças (Marcotte, 1997).

Inicialmente as crianças portadoras da SA receberam designação de "puppet" (marionete ou boneca) ou "happy puppet" devido a seu andar característico e aspecto sorridente. Por ter sido considerado um nome pejorativo, de uns anos pra cá essas crianças têm sido denominadas como sendo portadoras da SA. A partir de então, diversas crianças foram descritas como afetadas pela SA, sendo que a maior parte delas era anteriormente diagnosticada como autista (Fridman, 1995).

Existem alguns mecanismos genéticos conhecidos que resultam no fenótipo da SA, entre eles uma deleção no cromossomo 15 proveniente da mãe (Magenis et al, 1990).

O diagnóstico é em geral estabelecido pelo geneticista através do exame genético, ou pelo neurologista, baseado em elementos clínicos como o retardo no desenvolvimento neuropsicomotor, juntamente com a ocorrência de crises convulsivas e a presença de características físicas peculiares (Fridman, 1995).

Os portadores da SA apresentam: atraso grave do desenvolvimento neuropsicomotor (100%); deficiência na fala, com nenhum ou mínimo uso de palavras (98%); andar atáxico e tremor dos membros (100%); crises de riso facilmente motivadas e aparência feliz (96%); eletroencefalograma característico (92%); braquicefalia (90%); hipotonia (90%); distúrbios do sono (90%); convulsões (80%); macrostomia (75%); língua protusa (70%); dentes pequenos e espaçados (60%); pele, cabelos e olhos mais claros em comparação aos pais e irmãos, microcefalia (25%); hiperatividade e sialorréia (muita saliva) (Robb et al, 1989).

Sabe-se, portanto, que apesar de ainda não ter cura, a SA pode ter seus efeitos amenizados através da fisioterapia, sendo de extrema importância que o tratamento seja o mais precoce possível, garantindo assim um futuro melhor para seus portadores. Deste modo, com uma intervenção fisioterápica intensa, a criança portadora começa a superar os problemas mais graves e os progressos no desenvolvimento passam a ser visíveis.

O tratamento fisioterápico centra-se na redução dos sintomas e tem como objetivos principais: normalização de tônus muscular, facilitação dos padrões normais de movimento, estimulação de reações básicas de balanço e equilíbrio e prevenção de retrações musculares, contraturas e deformidades.

Na conduta fisioterápica devem ser utilizados a equoterapia, a hidroterapia e exercícios com bola de ginástica.

A equoterapia constitui um tratamento complementar de reabilitação física e mental que utiliza o cavalo como instrumento terapêutico. Sua prática se dá em pleno contato com a natureza, proporcionando formas de aplicação de exercícios de psicomotricidade, de recuperação e integração social (Machado, 1995).

O cavalo é utilizado com base nos benefícios de seu movimento natural "ao passo", movimento este resultante de reações tridimensionais (semelhante ao andar do ser humano). Dentre os benefícios é visado à reabilitação global e social, estimulando a autoconfiança, concentração, normalização do tônus muscular, melhora do equilíbrio e postura, controle do tronco e cabeça, coordenação, ritmo, orientação espacial, orientação temporal, alongamento e fortalecimento da musculatura, relaxamento e descontração (Machado, 1995).

A imersão na água pode ampliar o tratamento do paciente com SA apresentando benefícios terapêuticos, psicológicos e sociais. A hidroterapia pode dar ao individuo com pouca independência em ambiente seco, a capacidade de mover-se livremente e com confiança. Também apresenta uma atividade recreativa bastante apreciada (Stokes, 2000).

Smith (1990), citado por Stokes (2000), apresenta exemplos detalhados de procedimentos adequados de hidroterapia para a reabilitação neurológica, sendo eles: o alongamento muscular, reduzindo contraturas, a reeducação dos padrões motores, a reeducação das reações de balanço e equilíbrio, o treinamento da marcha e os exercícios respiratórios.

As bolas de ginásticas são usadas para proporcionar certo apoio ao paciente; as posições variam do paciente em decúbito dorsal com os pés apoiados na bola até o paciente sentado na bola, com os pés no chão. Ao usar a bola de ginástica, segue-se o principio de "ação-reação". Pede-se ao paciente para realizar uma ação especifica na bola, que resultara na reação desejada de movimento corporal.  (Stokes, 2000).

Assim sendo, este trabalho tem como finalidade demonstrar a importância de uma maior divulgação da Síndrome, visando alertar e informar à sociedade que convive com essas crianças sobre suas causas e tratamentos, e o auxilio na diminuição do preconceito, um grande problema no desenvolvimento de crianças portadoras.

Autora: Suélen Bergamasco

Aspiração Traqueobrônquica



A aspiração traqueobrônquica é um recurso mecânico simples e importante na rotina hospitalar. É amplamente utilizado em pacientes de unidade de terapia intensiva, sob ventilação mecânica ou não, ou em pacientes de leito hospitalar que não consegue expelir voluntariamente as secreções pulmonares. É um procedimento invasivo, intensamente utilizado pela fisioterapia respiratória, com o objetivo de remover secreções traqueobrônquicas e orofaríngeas, favorecendo a melhora na permeabilidade das vias aéreas e, com isso, melhorando a ventilação pulmonar.

A aspiração traqueobrônquica é indicada aos pacientes que não conseguem tossir ou expelir naturalmente o acúmulo de secreção pulmonar, como pacientes em coma ou mentalmente confusos, no pós- operatório, politraumatizados, em pacientes com doenças pulmonares, traqueostomizados ou com tubo endotraqueal.

Nas vias aéreas de pacientes com exaustão e fraqueza muscular respiratória que não estão respirando espontaneamente, a aspiração traqueobrônquica é necessária para suplementar seus esforços e promover a limpeza das secreções presentes. Outros pacientes, respirando espontaneamente, podem estar fracos ou incapazes de tossir, por confusão mental, dor ou fraqueza; nessas circunstâncias, a aspiração também é indicada, até mesmo para estimular o reflexo da tosse e favorecer a limpeza das secreções pulmonares. Além disso, a aspiração traqueobrônquica pode também evitar ou reverter uma atelectasia, aumentar a capacidade residual funcional (CRF) e facilitar as trocas gasosas.
 

Tipos de Aspiração 

A aspiração traqueobrônquica pode ser realizada através da boca (orotraqueal), nariz (nasotraqueal) ou traqueostomia (endotraqual).

Tanto a orotraqueal quanto a nasotraqueal causam desconforto para o paciente e só devem ser realizadas quanto absolutamente necessário, ou seja, quando o paciente esta impossibilitado de tossir de forma produtiva, incapaz de eliminar as secreções que obstruem suas vias aéreas, podendo sofrer um colapso pulmonar, com redução da complacências e riscos de infecção.

Estes dois tipos de aspiração (nasotraqueal e orotraqueal) são potencialmente mais perigosos do que a aspiração endotraqueal (através de um tubo traqueal), pois, se ocorrer um espasmo, os pulmões não podem ser rapidamente reexpandidos na tentativa de introduzir o cateter pela laringe. Em casos como este, pode ocorrer hipoxemia e até a morte. No entanto a aspiração traqueal pode ser particularmente importante quando a doença respiratória está associada a uma grande quantidade de secreção purulenta.

A técnica de aspiração orotraqueal ou nasotraqueal requer algumas condições e cuidados, como colocar o paciente em flexão de pescoço e hiperextensão de cabeça com a boca aberta e a língua para fora quando se trata da orotraqueal; sempre que necessário, o paciente devera estar com os braços fixados no leito. O fisioterapeuta devera usar luvas estéreis e tomar todo o cuidado para não contaminar a sonda ou cateter que será introduzido nas vias aéreas do paciente o mais rápido possível.

É comum haver um fechamento glótico impedindo que a sonda continue a ganhar trajeto na laringe e na traquéia; quando isso ocorre, aconselha-se aguardar o momento de uma inpiraçao (quando o paciente ira relaxar ou abrir a glote) para introduzi-la por completo. Deve-se aspirar o máximo possível de secreção e evitar ferimentos nas vias aéreas.

No tipo endotraqueal, para executar de forma correta a aspiração, deve-se abrir a ponta do papel deve-se abrir a ponta do papel da sonda estéril, adapta- la à conexão do vácuo e em seguida vestir a luva estéril, segurando- a com uma das mãos e com a outra desconectando o respirador, se for o caso. Em seguida, introduz-se o cateter na traquéia do paciente através do tubo endotraqueal ou traqueostomia. O cateter estará ligado a um sistema aspirador e, então, a aspiração é realizada quando a ponta do cateter estivar no interior da traquéia. O tempo de introdução da sonda deve ser o mais rápido possível. E a retirada deve ser cuidadosa permitindo a limpeza das secreções com o mínimo de dano à parede traqueal.

Este procedimento deve ser feito com uma duração não superior a 15 segundos, pois o fator tempo é um determinante muito importante na aspiração, podendo acarretar sérios problemas ao paciente, já que, juntamente com as secreções aspira-se ar. Neste momento, o conteúdo aéreo nos pulmões fica reduzido.

Pequenas quantidades de soro fisiológico (10-20 ml) podem ser instiladas intrabronquicamente para fluidificar e mobilizar as secreções estimulando a tosse e facilitando a remoção das secreções espessas. Quando há risco de formação de atelectasias, devido à rolha de secreção, associa-se a utilização do ambu, sempre seguindo os cuidados de assepsia indicados.

Existem falhas na manipulação e na escolha dos materiais utilizados. De preferência, devem ser sondas traqueais maleáveis, descartáveis, com três orifícios na extremidade distal, dispostos lateralmente e na ponta, para que não haja colabamento da traquéia, nem aspiração da mucosa traqueal, que poderia provocar ulcerações e sangramento. A introdução e retirada da sonda consiste em uma forma errônea da utilização dessa técnica, pois isso so favorece a erosão endotraqueal e acaba por não remover quantidades superiores de secreção. O suporte de oxigênio deve ser indicado de acordo com o quadro clínico do paciente.

 

Técnica

- Pocisione o paciente adequadamente

- Explique ao paciente o que você vai fazer

- Fixe o regulador da aspiração em 100 a 120 mmhg

- Usando técnica estéril, abra o pacote contendo o cateter de aspiração e coloque a luva.

- Com a mão enluvada, fixe o cateter ao tubo de aspiração

- Hiperoxigene o paciente (FiO2 = 100%)

- Passe o cateter de aspiração pela via aérea, sem vácuo, até que o reflexo da tosse seja provocado ou encontrar uma resistência.

- O cateter não deve permanecer na via aérea por mais de 15 segundos; o cateter é retirado gradualmente.

- Hiperoxigene (por uma bolsa auto-inflável ou mesmo pelo ventilador) o paciente antes de reintroduzir o cateter de aspiração na via aérea.

- A instalação na via aérea de 3 a 5 ml de água estéril pode ser útil para soltar secreções espessas.

- Fixe o oxigênio no valor pré-aspiração

- Enrole o cateter de aspiração ao redor dos dedos com a luva e então, remova a luva sobre ele.

- A aspiração pode ser fechada.

- Lave as mãos.

- Realizar higiene nasal e oral freqüente após a aspiração.

 

Resultados da aspiração 

- A ausculta pulmonar após a aspiração deve apresentar diminuição dos ruídos adventícios.

- A radiografia de tórax deve mostrar evolução positiva progressiva do quadro.

- O resultado da gasometria arterial deve indicar melhora na relação ventilação/perfusão do paciente.

- O aspecto da secreção (espessa, fluída, espumosa) aspirada indica o nível de hidratação e umidificação.

- A cor (clara, amarela, purulenta) e o resultado da amostra encaminhada para cultura indicam ausência ou melhora da infecção.

- A quantidade da secreção aspirada serve de parâmetro para prescrever a freqüência das próximas aspirações.

- A aspiração pode ser seguida de uma drenagem postural e técnicas manuais e o treinamento respiratório.

 

Complicações

A aspiração em pacientes sob ventilação mecânica expõe-nos a sérios riscos, devendo ser feita cuidadosa e criteriosamente para evitar complicações serias ao paciente. A aspiração é um procedimento importante e aparentemente simples para remoção de secreções. No entanto, ela é muitas vezes utilizada sem critérios e cuidados necessários, acabando por acarretar efeitos nocivos ao paciente, como hipoxemia, atelectasia, arritmias e infecções.

 

- Hipoxemia: a aspiração não somente interrompe a seqüência da ventilação artificial, mas, alem disso pode obstruir temporariamente a passagem se ar nas vias aéreas e aspirar gás intrapulmonar. Alem disso, tem sido demonstrado que a aspiração pode oxigenar um decréscimo significativo na oxigenação arterial (hipoxemia), constatado pela medida de pressão parcial de oxigênio (PaO2) após o procedimento de aspiração. Isso ocorre provavelmente porque o cateter capta tanto secreções como oxigênio das vias aéreas pulmonares. A hipoxemia produzida pela aspiração esta diretamente relacionada com a duração do procedimento; portanto, deve-se limitar este tempo a um total de 12 a 15 segundos, em média.

- Arritmia: a queda da PaO2 é um importante fator clinico, pois, nos pacientes que tem altoshunt pulmonar ou serio comprometimento cardiovascular, a hipoxemia pode causar arritmias cardíacas significativas. Com essas considerações, fica evidente que a hipoxemia e a estimulação traqueal podem ocorrer durante a aspiração e que ambas podem causar mudanças na função cardíaca, pois a estimulação traqueal em pessoas normais pode provocar aumento da atividade simpática, resultando em taquicardia e hipertensão arterial. Ao utilizar esse procedimento o fisioterapeuta ou qualquer profissional devera levar em conta varias características, como diagnostico, ajustes nos ventiladores e gases do sangue arterial antes da aspiração, evitando alterações fisiológicas importantes e nocivas aos pacientes. Outra característica é a idade dos pacientes; crianças e idosos com baixo volume do fechamento apresentam maior probabilidade de sofrer oclusão de pequenas vias aéreas. Alem da diminuição na PaO2 a aspiração traqueal acarreta diminuição na saturação de oxigênio. Assim, utilizando um oximetro de pulso, pode-se constatar redução na saturação de oxigênio sanguíneo durante a aspiração. Os métodos mais comuns para prevenir a dessaturacão e a hipoxemia pós-aspiracão, a fim de reverter os efeitos prejudiciais da aspiração, são hiperinsuflacão pulmonar através da conexão do ventilador durante a execução da técnica e aumento de FiO2 para 100% (hiperoxigenacão) antes, durante e depois da aspiração, como um meio de restituir o oxigênio. Outra variável que pode sofrer alterações como manobra de aspiração é a pressão arterial, que pode apresentar significativo aumento com repetição da manobra. Esse fato tem importância fundamental em pacientes neurológicos com hipertensão intracraniana, quando pode ocorrer piora do quadro clinico.

- Atelectasia: a aspiração também pode resultar em traumatismos mecânicos à arvore brônquica, podendo levar à atelectasia dependendo do cateter utilizado e do tempo de duração da aspiração. O grau de colapso pulmonar dependendo da pressão negativa utilizada para o procedimento, no qual, se forem utilizados altos valores de pressão negativa ou se o tubo for ocluido completamente pelo cateter, podem ocorrer maciças atelectasias, causando redução de volume total de oxigênio dos pulmões. Sendo assim justifica-se a utilização de um controle mais rigoroso da pressão e do tempo de duração do procedimento, pois a atelectasia pode ser causada tanto por aspiração forçada como prolongada. Os traumatismos mecânicos ocasionados pela aspiração traqueobrônquica podem acarretar alterações da mecânica pulmonar, apresentando eventuais mudanças na complacência pulmonar do paciente.

A aspiração é uma técnica simples, mas, além de ser desagradável para o paciente, provoca muitos efeitos adversos, incluindo-se os riscos de infecção, o que pode ser minimizado por uma correta escolha da técnica, do tamanho do cateter, da pressão negativa e da regulação do tempo de aspiração. A assepsia é fundamental na aspiração. 

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