Dicas para pacientes com paralisia facial


 
É bastante comum que o paciente receba orientação para fazer exercícios com movimentação exagerada e com força excessiva. No entanto, como esses exercícios não são específicos muitas vezes eles reforçam padrões de movimento inadequados. Instruções como "feche os olhos com toda força" ou "faça um sorriso exagerado" não iráo produzir o movimento desejado e com simetria que seria necessário para normalizar a função. O uso de exercícios com esforço máximo faz um recrutamento excessivo das unidades motoras, produzindo padrões que são muito diferentes da expressão facial normal, que é sutil e delicada.
Massagem com movimentos lentos e profundos também é recomendada. Essa massagem possibilita que o músculo continue macio e flexível enquanto diminuindo a contração e encurtamento do músculo.

Algumas dicas importantes:

-         Usar óculos escuros para proteger seus olhos de poeira, poluição e quando sair ao sol

-         Evitar ficar em lugares enfumaçados

-         Não tomar banhos de piscina e mar sem uma proteção para os olhos

-         Pingar colírio várias vezes ao dia conforme orientação médica

-         Proteger o olho com tampão para dormir – usar um esparadrapo antialérgico (transpore) cortado em tirinhas de mais ou menos 5 cm x 1 cm formando um "X" em cima do olho paralisado.

-         Matigar tudo devagar, dos dois lados e com a lingua limpar a cavidade bucal. Não colocar o dedo para retirar o alimento que pode ficar coletado entre os dentes e a gengiva.

-         Passar água de um lado para o outro da bochecha durante o banho e quando escovar os dentes. Se vazar pelo lado paralisado então fazer uma pinça com o polegar e o indicador e segurar os lábios.

-         Manter seus olhos bem abertos quando mastigar

Entorses no ombro



Devido a sua anatomia o ombro possui grande amplitude de movimento, porém isso tem um preço, pois para que esta articulação não sofra os músculos que a envolvem, principalmente os do manguito rotador, estabilizadores dinâmicos da articulação devem estar funcionando perfeitamente, especialmente nos movimentos em que o braço está acima da linha dos ombros, pois nessa posição as estruturas que formam o manguito rotador (músculo supra-espinhal, músculo subescapular, músculo infra-espinhal, músculo redondo menor e tendão da porção longa do bíceps) podem ser comprimidas. Essa compressão pode ser causada por um desequilíbrio muscular, uma articulação anatomicamente propensa (dependendo principalmente do tipo de acrômio: I, II ou III) ou até por excesso de uso. Esse trauma repetido estressa os tendões, músculos e a articulação como um todo (bursa, cápsula, ligamentos, etc.) podendo estabelecer uma patologia no tendão (tendinite ou tendinose com ruptura) e outras como a bursite.

Sintomas:

Dor inicialmente após atividades, tornando-se contínua com o decorrer dos treinos, depois dor durante e após as atividades e até dor noturna irradiando para o braço.

Tratamento:

A fisioterapia é sempre indicada, tanto em tratamentos conservadores como também em casos cirúrgicos no pré e pós-operatório.
De suma importância para a reabilitação dessa lesão, e de todas outras, devemos enfatizar o tratamento global, pois outros segmentos corporais podem influenciar, tais como a mobilidade, não só da articulação gleno-umeral (úmero e escápula), mas sim de todo o complexo articular do ombro (articulações acrômio clavicular, esterno clavicular, escapulo – torácica, etc.) e a coluna torácica e cervical, já que o movimento do ombro está intimamente relacionado com essas estruturas e todos os músculos que a cercam. Ex: Muitas vezes a perda de mobilidade da coluna torácica provoca uma hipermobilidade compensatória na gleno-umeral o que pode gerar compressão sobre o manguito rotador.
Esses e outros fatores devem ser tratados através de terapia manual (osteopatia, RPG, etc.) além da necessidade de um fortalecimento específico com cinesioterapia, fortalecimento no power plate, termoterapia, eletroterapia, hidrocinesioterapia, etc..

Entorse maltratada pode causar artrose prematura



UOL

A má conservação das calçadas e ruas cheia de buracos, aliada à moda feminina do salto alto e à prática de esporte com tênis inadequado contribuem para o surgimento de torções. Isso ocorre ao pisar num buraco, quebrar um salto, ou na prática esportiva ao se perder o equilíbrio e pisar mal. 

A torção ou entorse do tornozelo é uma lesão muito frequente, na qual os ligamentos são alongados até se romperem parcial ou totalmente. Ela pode ocorrer quando pisamos em falso num buraco ou degrau, fazendo com que o pé gire para dentro ou para fora devido ao peso do corpo, comprometendo os ligamentos do lado de fora que, em geral são os mais comprometidos, ou de dentro do tornozelo, que é mais raro e quase sempre vem acompanhado por uma fratura. Isso porque os ligamentos da porção interna do tornozelo são mais resistentes do que os de fora para que permita ao tornozelo uma maior mobilidade.

O tratamento depende da gravidade da entorse. Geralmente, as entorses leves são tratadas com um enfaixamento do tornozelo e do pé com faixa elástica ou esparadrapo, aplicação de gelo na região, elevação do tornozelo e, à medida que os ligamentos se curam, um aumento gradual das caminhadas e dos exercícios. 

Para as entorses moderadas, é utilizado um aparelho **gessado que permite a caminhada, o qual é mantido por três semanas. Esse aparelho imobiliza a perna, mas permite que a indivíduo ande com o tornozelo lesado. Para as entorses graves, pode ser necessária a realização de uma cirurgia. Por isso é imprescindível que o médico seja consultado para dizer se há indicação cirúrgica ou não.

A fisioterapia ajuda muito na recuperação dessas torções, seja leve, moderada ou grave, com a utilização de gelo, eletroterapia, acupuntura, fortalecimento muscular, treino de equilibro entre outras técnicas para amenizar a dor e restabelecer a função do tornozelo. 

Um tratamento fisioterapêutico, sucesso desde os anos 60, é a criocinética que consiste na utilização de um protocolo de crioterapia (terapia pelo frio) combinado com exercícios (sempre realizados com cautela sob a supervisão do fisioterapeuta) a fim de promover um retorno mais rápido às atividades e à cura. A duração do tratamento varia de acordo com o grau de lesão e tipo de técnica escolhida. A mais rápida é a criocinética, numa entorse leve dura entre duas e quatro semanas.

Uma lesão maltratada ou um paciente indisciplinado pode ter sequelas, a função articular deficiente leva à patologia degenerativa chamada *artrose prematura e calcificações surgem por lesões recidivas (que reaparecem) em pacientes crônicos. 

Por isso é importante quando se tem uma entorse de tornozelo, tratar direito com médico e fisioterapia.

* Processo degenerativo de uma articulação

** O tradicinal gesso ou pode ser também as botinhas que são mais usadas hoje do que o gesso. Por isso usa-se este nome de "aparelho gessado", pois a bota faz o papel do gesso, com a facilidade de poder tirar para fazer fisioterapia.

Atividade Física em Gestantes



Curso online de Atividade Física para Gestantes. O curso Atividade Física para Gestantes por meio da Educação a Distância oferece ao profissional de Educação Física o conhecimento sobre Gestação, Atividade física, Gestantes e exercício, Saúde da gestante e muito mais. 

Objetivos específicos:

  • Capacitar profissionais e estudantes de Ed. Física no trabalho voltado às gestantes


Conteúdo Programático do curso online de Atividade Física para Gestantes


  • Ciclo Menstrual Feminino
  • Fase Proliferativa
  • Ovulação
  • Fase Lútea
  • Menstruação
  • Modificações no Organismo Materno durante a Gestação
  • Alterações Sistêmicas
  • Alterações Urogenitais
  • Alterações posturais
  • Assistência pré-natal
  • Avaliação Física
  • Aspectos nutricionais
  • Avaliação Postural
  • Vista anterior
  • Vista lateral
  • Ficha de Avaliação de Gestantes
  • Gravidez de Risco
  • Gestação de Alto Risco
  • Principais Complicações
  • Doença Cardíaca Materna
  • Doença Hipertensiva Específica da Gestação - DHEG, ECLÂMPSIA, DOENÇA VASCULAR
  • Drenagem linfática manual - DLM, DOENÇA ENDÓCRINA
  • Exercício Físico
  • Equipe Multiprofissional
  • Doença Renal


* Texto retirado da página do Parceiro
  • Distúrbios RespiratóriosDescolamento Prematuro de Placenta
  • Distúrbios Musculoesqueléticos
  • Contra-indicações
  • Adaptações ao Exercício Físico durante a Gravidez
  • Aspectos Nutricionais
  • Profissional da saúde e o Exercício Físico
  • Respostas Cardiovasculares ao Exercício
  • Durante a Gestação
  • Exercício Físico e Preparação para o Parto
  • Respostas placentárias ao exercício materno
  • Grupo de fisioterapia em gestantes
  • Tonificação e preparo do assoalho pélvico
  • Mecânica corporal e centro de gravidade
  • Possíveis benefícios do exercício durante a gravidez
  • Principais preocupações do exercício durante a gravidez
  • Recomendações de exercício durante a gestação
  • Os componentes do exercício devem incluir
  • Os cuidados a serem tomados
  • Gestantes podem continuar as aulas de exercícios aeróbicos.

Sedentarismo prolongado eleva risco de problemas de saúde


Hábitos ativos devem ser incorporados na rotina, dizem especialistas; efeitos do ócio em excesso não são revertidos com exercícios. 

Passar boa parte do dia inativo aumenta o risco de morte e de problemas de saúde, ainda que o indivíduo pratique algum tipo de atividade física formal. O alerta vem de dois artigos publicados neste mês.

O primeiro deles, assinado por médicos do Instituto Karolinska (Suécia) e divulgado no "British Journal of Sports Medicine", sugere que ficar sentado por períodos prolongados é "verdadeiramente danoso ao organismo", independentemente da prática sistematizada de exercícios -na academia, por exemplo.

Eles afirmam que estudos recentes estabelecem que ficar sentado por longos períodos e a falta de atividade muscular são fatores de risco independentes para doenças.

"É cada vez mais fundamentado pelos estudos que é preciso incorporar mais atividade física no dia a dia. O conforto da vida moderna é o grande vilão, porque trocamos muitas das atividades que poderíamos fazer pelo apertar de um botão", afirma a fisioterapeuta Gerseli Angeli, diretora-científica do Cemafe (Centro de Medicina da Atividade Física e do Esporte) da Universidade Federal de São Paulo.

É o que também mostra a pesquisa australiana publicada no periódico "Circulation", que analisou risco de mortalidade e tempo inativo. Após avaliarem 8.800 pessoas com mais de 25 anos durante seis anos, os pesquisadores constataram que cada hora passada em frente à TV aumenta em 11% o risco de morte por qualquer causa e em 18% o risco de morte por problemas cardiovasculares, mesmo após excluírem fatores de risco já conhecidos, como colesterol, tabagismo, gordura abdominal e prática moderada de exercícios.

No artigo, afirmam que "ainda que a ênfase para a prática de exercícios moderados ou intensos deva permanecer, os achados do estudo sugerem que reduzir o tempo em frente à TV ou de comportamento sedentário também ajuda a prevenir problemas cardiovasculares e morte prematura".

Os pesquisadores afirmam que é necessária uma investigação mais profunda para estabelecer os mecanismos que relacionam longos períodos de inatividade a uma saúde mais pobre. Uma das hipóteses é a ação de uma enzima que tem papel fundamental na regulação dos níveis de gordura no sangue -e que ficaria alterada nos longos períodos sedentários, podendo levar a mudanças metabólicas, como colesterol alto.

Por causa dessas respostas fisiológicas, dizem os cientistas, as mudanças no organismo após o excesso de ócio não são anuladas com o aumento de exercício físico. Por isso, é aconselhável não passar longos períodos inativo.

Gasto calórico

Segundo o cardiologista José Kawazoe Lazzoli, presidente da Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte, o gasto energético semanal acima de 2.000 calorias em atividades também é associado, em trabalhos científicos, a uma menor mortalidade geral.

"Isso equivale a 32 km percorridos a pé. Na academia, há uma chance razoável de chegar a isso, mas incorporar hábitos ativos no dia a dia eleva a probabilidade de alcançar a meta."

Um outro trabalho, diz Lazzoli, já mostrou que subir mais de 55 lances de escada por semana reduz a mortalidade em 23%. "Alguns cânceres têm ligação com gasto energético, como o de mama", acrescenta.

Por esse motivo, é indicado tornar a rotina mais ativa, preferindo a escada ao elevador e fazendo caminhadas curtas.

Fonte: Folha online

Tendinites no Ombro



Ombro doloroso é uma síndrome caracterizada por dor e impotência funcional de graus variados, que acomete estruturas responsáveis pela movimentação do ombro, incluindo as articulações, tendões e músculos, ligamentos e bursas.

A estes sintomas se agregam àqueles que caracterizam transtornos ou afecções locais ou a distância de implicações etiopatogênicas no aparecimento da síndrome.

As formas clínicas do ombro doloroso se classificam da seguinte forma:

• Quanto à intensidade dos sintomas;
• Quanto ao tempo do início da doença;
• Quanto ao exame radiológico.
E quanto ao aparecimento de sintomas como:
• Agudas;
• Subagudas;
• Crônicas;
• Com ou sem calcificações.

Os sintomas da forma aguda são: dor intensa na região da articulação escápulo-umeral agravada pelos movimentos; irradiação da dor para o pescoço, às vezes para o braço, inserção do deltóides e pontas dos dedos; limitação dos movimentos com dor extrema a ligeira abdução ou rotação; hiperalgesia na região do troquiter, apófise caracóide e sulco bicipital. Os sinais radiológicos são encontrados em 50% dos casos.

Na forma crônica encontramos os seguintes sintomas:

• Atrofia do deltóide supra-espinhoso;
• Incapacidade de movimentos articulação escápulo-umeral (abdução-rotação);
• Dor localizada ou irradiada de pouca intensidade;
• Hiperalgesia

Os sinais radiológicos são de atrofia da grande tuberosidade do úmero (calcificações).

Exame físico

É o principal meio utilizado. Localizam-se pontos de maior sensibilidade à simples pressão digital (inserção supra-espinhoso, longa porção do bíceps, articulação acrômio-clavicular, apófise coracóide, bolsa subacromial).

O arco doloroso de Simmonds (aparecimento da dor entre 70o e 120o de abdução) é freqüente. A abdução é dificultada na passagem da grande tuberosidade do úmero sob o acrômio. Importante é o exame em nível do tendão do supra-espinhoso, em que se instalam lesões mais graves. Elas se localizam em áreas correspondentes ao assoalho da bolsa subacromial, na qual o tendão do supra-espinhoso se adere totalmente a cápsula articular.

Classificação

Podemos dividir didaticamente o ombro doloroso em várias síndromes diferentes, entre elas se destacam:
• Síndrome do impacto;
• Tendinite bicipital;
• Tendinite calcárea;
• Capsulite adesiva;
• Artropatias;
• Originada em outros locais;
• Extrínsecas (neurites braquial, tumor Pancoast, síndrome ombro-mão, neoplasias, metástases, diabetes mellitus, hipo-hipertiroidismo, anquiloidoses).


Tendinite bicipital

A tendinite bicipital se manifesta geralmente por dor na região antero-superior do ombro. O tendão da cabeça longa do bíceps ao passar através do sulco bicipital pode inflamar devido a traumas repetidos como por exemplo em indivíduos envolvidos em atividades de arremesso devido ao movimento de desaceleração do bíceps . Nesta situação o bíceps age como um estabilizador importante do ombro tracionando a cabeça do úmero para dentro da fossa glenóide. Se os outros estabilizadores estiverem enfraquecidos (manguito rotador) o bíceps será mais exigido. A dor pode ser aguda, porém usualmente é crônica e é relacionada ao pinçamento do bíceps pelo acrômio. Pode ocorrer ruptura posterior em alguns casos. A palpação sobre o sulco bicipital se mostra dolorosa. É importante fazer a palpação bilateral para efeito de comparação. É muito comum sua associação com a tendinite do manguito rotador.
(http://img102.imageshack.us/img102/1343/image006yr2.jpg) (http://imageshack.us)
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Diagnóstico

• Dor na face anterior do braço e ombro localizada sobre o tendão, principalmente na corredeira bicipital.
• Para o diagnóstico é importante a palpação local e as movimentações especiais.
• Teste de Yergason: dor local quando o paciente faz supinação do antebraço contra-resistência numa posição de cotovelo fletido a 90º junto ao tronco.
• Teste de Speed: dor espontânea ou a palpação pela flexão do ombro contra resistência
• Diminuição da força e potência do músculo.
• Dor ao alongamento passivo da musculatura.

Tratamento

• Repouso.
• Fisioterapia.
• AINE, se necessário.
• Infiltração com corticosteróide: nos casos crônicos (deve-se levar em conta a possibilidade de ruptura do tendão após a infiltração, sendo assim indicada a realização por profissional especializado.


Tendinite de supra-espinhoso

As tendinites dos músculos rotatores, especialmente do bíceps e do supra-espinhoso, formam a maioria das incapacidades funcionais do ombro, e são importantes fatores na ruptura desses tendões. A tendinite do supra-espinhoso pode ser causada por relações anatômicas desfavoráveis, levando a isquemia local e degeneração. Exercício muscular excessivo, traumas e atividades repetitivas do braço podem levar ao quadro de tendinite. A tendinite bicipital pode ser encontrada como uma entidade isolada, mas freqüentemente é secundária a lesões nas bainhas dos rotatores.

Diagnostico

• Dor localizada na região antero-lateral do ombro, é mais intensa durante a noite a na posição de decúbito homolateral.
• A dor exacerba-se durante a abdução (elevação) do braço, particularmente na porção média deste movimento, e mais se for contrariada, isto é se o movimento for bloqueado por outro. Pode, nos casos mais graves, irradiar-se para o todo o membro superior.
• Teste de Apley e Jobe positivos.

Tratamento

Como na tendinite bicipital o tratamento é realizado com repouso, fisioterapia e antiinflamatórios.

Tendinite calcária

A tendinite calcária e uma patologia caracterizada por um processo inflamatório crônico com fases de agudização que acomete o manguito rotador (principalmente o tendão supraespinhoso. As mudanças degenerativas que ocorrem no tendão do supra-espinhal durante o processo de envelhecimento, combinadas com esforço, podem causar inflamação crônica com depósitos de cálcio. Os depósitos de cálcio podem se romper dentro da bolsa que recobre o tendão do supra-espinhoso. Isso alivia temporariamente a situação mas pode causar bursite. Alternativamente, os depósitos podem desaparecer de maneira espontânea 2 a 3 semanas após sua formação, ou simplesmente continuar sem nenhum sintoma. Tem etiologia desconhecida, atinge pessoas geralmente acima de 50 anos, mas pode ocorrer em atletas relativamente jovens, entre 30 e 35 anos e com mais freqüência o sexo feminino, podendo ser bilateral em 20% dos casos. A fase aguda da doença se manifesta por dor intensa no ombro, provocando limitação da mobilização ativa e passiva do ombro e, ocasionalmente, eritema no local. Nos casos mais intensos o paciente pode evoluir para a capsulite adesiva.


Diagnóstico

• Exame de Raios X permite a visualização de calcificação na área do tendão que pode ser de diversos tamanhos, dependendo do caso.
• Outros exames como ultra-sonografia e ressonância magnética podem ser necessárias.

Tratamento

Sem sintomatologia:
- Não requer tratamento.

Com sintomatologia:
- Fisioterapia;
- AINE;
- Infiltração com corticóide (deve ser evitada).


Tratamento Fisioterapêutico

Fase de tratamento de inflamação aguda ou crônica:
Mesmo se os sintomas forem crônicos ou recorrentes, se houver inflamação a abordagem inicial de tratamento será colocada-la sob controle.

• Para controlar a inflamação, promover a cicatrização e alivio de dor deve se usar modalidades fisioterapêuticas como crioterapia, laser, ultra-som, infravermelho e TENS.
• Para reduzir o trauma repetitivo que cause o problema, é necessária a orientação do paciente e sua cooperação. O ambiente e os hábitos que provocam os sintomas devem ser modificados.
• Para manter a integridade e mobilidade dos tecidos, inicie a mobilização precocemente

- Inclua amplitude de movimento passiva, ativo, contrações isométricas. É de particular importância no ombro estimular a função estabilizadora da bainha rotadora, bíceps braquial e músculos escapulares na intensidade tolerado pelo paciente.

- Para controlar a dor e manter a integridade articular, use exercícios pendulares sem peso para causar separação articular e movimentos oscilatórios que inibem a dor.

- Durante os exercícios nesse estagio deve-se ter o cuidado de evitar posições que levem a compressão, que são geralmente o meio da amplitude da abdução ou o final da amplitude quando o músculo esta alongado.

Fase de Tratamento subaguda/ de cicatrização:
Quando os sintomas agudos estiverem sob controle, a ênfase principal ficara no uso da região envolvida em movimentos progressivos não prejudiciais.

• Cinesioterapia 
)
 Para recuperar a ADM, o equilíbrio no comprimento e força muscular da articulação do ombro e cintura escapular deve elaborar um programa que vá ao encontro especificamente das limitações do paciente.
• Progredir a função do ombro, à medida que o paciente desenvolver força nos músculos enfraquecidos, desenvolver equilíbrio de força em todo o ombro e nos músculos escapulares dentro da amplitude e tolerância de cada músculo.

Reabilitação durante a fase crônica

Logo que o paciente tenha desenvolvido controle da postura sem exacerbar os sintomas, inicie treinamento especifico para o resultado funcional desejado.
• Para aumentar a resistência à fadiga aumentar o numero de series.
• Realizar fortalecimento muscular.
• Na orientação do paciente, instrua-o sobre como progredir o programa após a alta e como prevenir recorrências. A prevenção deve incluir:
- Alongamento e exercícios antes do trabalho
- Realizar pausas durante a atividade, se for de natureza repetitiva.
- Manter um bom alinhamento postural.

Conscientização postural ajudando a combater dores na coluna



A imagem que cada um tem de seu próprio corpo e de seu movimento é modificada sem cessar, à medida que ela se exerce e que o corpo se modifica com o tempo. O momento essencial para a estruturação espacial é aquele em que essa imagem se forma.

Inicialmente, a imagem orientada é global, ela se diferencia e se torna precisa progressivamente, com a maturação e a experimentação.

A maturidade e a experimentação permitem cada vez mais dissociação, velocidade de reequilíbrio, tensão. O aumento da tensão seria conseqüência da aceleração que permite ao homem uma concentração cada vez mais importante, o que possibilitaria estruturas cada vez mais evoluídas e eventuais sínteses que permitem mudar certos estados em função da escolha e da reflexão.

Temos três planos para refletir: o mecânico, o espaço-tempo, a relação com o outro.

Se formos levados a considerá-los como solidários, é por experimentação. Na realidade, é fácil entender o aspecto global do movimento no recém-nascido, pois ela não diferencia "si próprio" e sua "mãe" e nem o objeto que seu reflexo de preensão lhe permite manter. No entanto, na reeducação de casos graves, no estágio em que o indivíduo não é mais capaz de constituir compensações que teriam sido imperceptíveis para nós, somos levados a perceber que a deterioração de um desses aspectos também deteriora os dois outros.

Postura é o termo usado para denotar o alinhamento dos segmentos corporais entre si e geralmente refere-se à posição em pé. No entanto, pode ser igualmente importante que o fisioterapeuta considere a "postura" na posição sentada e deitada, pois ela também podem apresentar diferenças do normal. Em certos casos, a postura anormal em pé pode não ser aparente quando o individuo está sentado ou deitado e isso pode indicar deformidade postural e não estrutural. É difícil prescrever uma postura normal, pois duas pessoas não têm as mesmas medidas em todas as dimensões dos braços, pernas e tronco. As pessoas da mesma estatura podem Ter variações no comprimento dos membros inferiores e do tronco. Além disso, há variações nas quantidades de tecido adiposo e sua distribuição, no volume muscular e em seu peso relativo e no peso dos ossos. Além dessas variações anatômicas, cada indivíduo usa o corpo de maneira diferente, dependendo da personalidade e das reações ao meio ambiente. Também é interessante notar as variações entre as diferenças raças e mesmo entre as pessoas que vivem em partes diferentes do mesmo pais. A postura das pessoas que vivem em regiões montanhosas pode ser diferente das pessoas que vivem nas cidades ou regiões planas.

Para proporcionar uma postura balanceada, a linha de gravidade deve passar pela base de sustentação. O peso do corpo dever ser distribuído igualmente entre os dois lados da base e também entre as partes anterior e posterior. Se isso não ocorrer, o indivíduo tem que se ajustar para manter um equilíbrio com a distensão conseqüentes dos tecidos moles e músculo. O corpo está em equilíbrio se uma linha se uma linha vertical através do centro de gravidade cai dentro da base de sustentação e, quanto mais perto do centro da base, menor é a pressão sobre os músculos e outros tecidos moles.

Uma boa postura deve ser aquela em que todas as atividades do corpo possam ser realizadas com um mínimo de esforço e a partir da qual os sistemas do corpo (respiratório, circulatório, digestivo, etc.) possam funcionar normalmente.

Tem havido uma tendência para dar muita importância à postura do pé, quando, de fato, o individuo muito raramente fica parado em pé por algum período de tempo. Há um intercâmbio continuo de atividade entre os vários grupos musculares, de acordo com as posições assumidas. No entanto, é importante que o fisioterapeuta estude a postura na posição em pé, pois os desvios dos parâmetros normais provocam estresse nas posições de trabalho e ineficiência nas atividades de trabalho.

Os estudos interessantes no estudo das pessoas com relação ao trabalho que desenvolvem ou outras atividades físicas devem consultar alguns dos livros sobre ergonomia.

Existem muitos fatores que se inter-relacionam para controlar a postura do corpo. As contrações musculares para ajustar uma posição são geradas em resposta à entrada sensorial por mecanismos reflexos complexos. Os receptores sensoriais que retransmitem as alterações na posição do corpo estão situados em vários tecidos dentro do corpo e são relacionados para resposta necessária na atividade postural normal.

1. Receptores cutâneos, particularmente os de toque e pressão, respondem ao contato entre o corpo e outra superfície. São particularmente importantes nos pés, respondendo a variações de pressão e textura de superfícies em partes diferentes dos pés.

2. Os receptores articulares reagem a alterações na posição da articulação. As terminações do tipo 1, que são receptores de adaptação lenta nas estruturas capsulares, parecem ser importantes no sentido posicional estático e, portanto, no controle da postura.

3. Os órgãos neurotendinosos de Golgi respondem ao estiramento passivo dos tendões.

4. Olhos - os estímulos aferentes dos olhos passam para o cérebro para se integrarem com a informação recebida de outras fontes.

5. Labirintos dos ouvidos (canais semicirculares) - impulsos aferentes relativos à posição da cabeça são retransmitidos para o cérebro.

6. Fusos musculares - anteriormente, se pensava que os fusos musculares desempenhavam um papel importante no controle postural, mas agora parece provável que eles não estão envolvidos na apreciação da posição dos membros e estão mais relacionados com a monitorização da extensão da contração muscular.

Em certo tempo, pensava-se que não havia relaxamento completo de todas as unidades motoras em um músculo e que sempre havia uma atividade rotacional de algumas unidades motoras que resulta no "tono muscular". Contudo, agora foi demonstrado por estudos eletromiográficos que um músculo pode ficar completamente relaxado sem nenhuma atividade motora. No entanto, um músculo normal tem resistência à deformação, conferida por suas propriedades elásticas e viscosas e isso pode dar o chamado "tono", que é diferentes da textura de um músculo flácido.

É importante compreender que uma pessoa pode ser diferente em um dos sentidos que contribuem para o controle da postura e ainda ser capaz de manter uma postura normal. Isso requer a adaptação dos outros sentidos para compensar a perda. A eficiência dessa compensação varia de um indivíduo para outro.

A perda de uma parte do corpo, por exemplo, um braço ou perna, requer uma alteração na postura, para trazer a linha de gravidade para dentro da base de sustentação.

Exercícios na bola suiça para escoliose


Testes de Avaliação de lesões de punho e mão



Saber realizar testes para punho e dedos é fundamental para avaliar a dimensão ou consequencias de uma fratura na mão. Portanto, falaremos de testes para punho e dedos a fim de se saber o que uma lesão por fratura afetou ou não a mão do paciente.

Testes para Punho

- Phalen Invertido: paciente deve estender o punho; o terapeuta deve fazer uma compressão sobre o túnel do carpo. Formigamento nos dedos (polegar, indicador, médio e metade lateral do anular) pode indicar uma compressão do nervo medial do túnel do carpo pela inflamação do retináculo flexor, luxação do osso semilunar artríticas ou tenossinovite dos tendões flexores dos dedos.

- Phalen: flexionar ambos os punhos e encostá-los, mantendo por 60 segundos. Se o paciente sentir queimação, dor , ou parestesia nos 3 primeiros dedos, o terapeuta suspeitará de uma compressão do nervo mediano ( síndrome do túnel do carpo).

- Allen: para verificar a irrigação das artérias radial e ulnar, solicitar ao paciente que abra e feche a mão algumas vezes e liberar uma artéria de cada vez, observando a coloração da palma da mão.

- Finkelstein: testa o tendão abdutor longo do polegar e extensor curto do polegar. Fechar o punho e forçá-lo medialmente. Dor distal ao processo estilóide do rádio é indicativo de tenossinovite estenosante do tendão do polegar (doença de de Quervain).

- Tríade do túnel ulnar: inspecionar e palpar o punho do paciente, procurando dor à palpação em cima do túnel ulnar, garra do dedo anular e atrofia hipotenar. Se der positivo estes sinais, indicará compressão do nervo ulnar, possivelmente no túnel de Guyon ( síndrome de Guyon).

- Teste do pinçamento: pedir ao paciente para pinçar um pedaço de papel entre os dedos do polegar, indicador e médio por 1min. enquanto o terapeuta tenta tirá-lo. Com a compressão do nervo mediano, o paciente poderá, se o teste for positivo, referir entorpecimento e/ou caimbras dos dedos daquela região.

Testes para Dedos

- Teste de esforço em Varo e Valgo: testam a integridade dos ligamentos colaterais e da cápsula que rodeia as articulações. Com uma preensão em pinça, pegar a articulação suspeita (interfalangeana distal ou proximal) com uma mão. Com a mão oposta, pegar como pinça o osso adjacente e colocar um esforço em varo ou em valgo na articulação. Se dor for provocada (teste positivo), então uma entorse capsular, subluxação ou luxação da articulação serão suspeitadas; e uma frouxidão pode indicar uma ruptura na cápsula articular ou nos ligamentos colaterais, secundária a trauma.

- Teste do extensor comum dos dedos: com os dedos flexionados, instruir o paciente para estendê-los. Incapacidade de estender qualquer dos dedos, é indicadora de uma lesão desta porção particular do tendão extensor comum dos dedos.

Exercícios na paralisia facial


Os exercícios serão realizados sempre na frente de um espelho para respeitar o eixo de simetria da face.

O número de repetições, o tempo de manutenção e o tempo de repouso de cada exercício será orientado pela fisioterapeuta de acordo com o resultado do teste muscular e deverão ser respeitados.

Os músculos trabalhados não podem entrar em fadiga. Se você fizer os exercícios lentamente, conseguirá recrutar as fibras musculares, mesmo as mais distantes, virão para completar o movimento.

Mas, se ao contrário, você fizer rapidamente, apenas aquelas fibras musculares que estão mais próximas trabalharão. Por isso é fundamental que faça-os lentamente e conheça qual a capacidade de trabalho de seus músculos. Se você usar força nos seus exercícios, com certeza, logo aparecerão as sincinesias, que são aqueles movimentos indesejáveis desencadeados por movimentos voluntários, por exemplo: quando fechar os olhos o canto da boca do lado paralisado será repuxado para cima e para fora, ou falar e sorrir, fechará o olho paralisado.

Estas sincinesias não aparecerão se a reeducação for bem feita, orientada com precisão e equilíbrio, e também se o paciente não tiver se submetido a qualquer tipo de tratamento que utilize a eletroterapia ; pois sabemos que ela proporciona o aparecimento das hipertonias e mais tardiamente, das sincinesias.

Os sinais de reinervação são, na maioria dos casos, pequenos formigamentos ou comichões numa determinada área da face.

O indivíduo portador de paralisia facial fica muito ansioso por várias razões emocionais, familiares, profissionais, entre outras, e quer voltar a sorrir o mais breve possível. O sorriso é um movimento natural, espontâneo, que não devemos estimula-lo com exercícios, ainda que, os músculos do sorrizo fazem parte, segundo Dra.A-M Chevalier dos músculos ditos dilatadores e com conseqüência disto, são mais fortes que os músculos constrictores, aqueles que fazem o bico e fecham os olhos.

Existe uma ordem no trabalho muscular a ser seguida com muito rigor.

Temos que trabalhar primeiro os músculos mais fracos, (os constrictores) para depois trabalharmos os músculos mais fortes (dilatadores). Só assim conseguiremos a harmonia dos movimentos da face.

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É preciso se mexer


Computador, televisão, vídeo - game, carro. E as pessoas ficam, a cada dia, mais e mais sedentárias. O que tem maior valor, sempre, é o desenvolvimento cognitivo. As crianças - ou seus pais - abrem mão do esporte, do brincar na rua - seja por problemas de segurança, seja pela opção de moradia em apartamentos -, mas nunca das aulas de computação ou inglês. A vida cada vez com menos movimento envolve hábitos contra indicados, todos sabem. O problema é que a maioria das pessoas cada vez os incorpora de maneira mais efetiva. E reforçam um pensar onde o corpo continua sendo apenas um acessório do intelectual, mais valorizado em termos de sucesso, competência e respeitabilidade.

No outro extremo, não apenas entre os mais jovens mas também entre os adultos, o culto ao corpo, os freqüentadores de academia que não dispensam pelo menos uma hora diária de malhação.

Onde encontrar o meio termo? Qual o mínimo necessário em termos de atividade física que uma pessoa deve manter? Ou, até mesmo, o ideal?

Até algum tempo atrás, lembra a Profª. Regina Simões**, convivia-se com a idéia do corpo perfeito, a partir de modelo ideal de desenvolvimento físico. Hoje, trabalha-se o corpo possível, quebrando-se o paradigma da comparação. E é com corpo possível que todos podem se exercitar, seja o obeso, o diabético, o portador de deficiências. A mudança é tão real que os processos seletivos ao curso de educação Física aboliram a prova de aptidão física. "Sempre foi muito comum se ouvir comentários pejorativos como você, com esta barriga, é professor de Educação física? Ou seja, as pessoas faziam uma relação não com a competência mas com a aparência do corpo", comenta ela.

Mas, atualmente, pensar-se Educação Física ocorre a partir de um enfoque no movimento, na motricidade humana. Através do movimento que a criança diz estar viva, logo após o parto, e, até antes dele, na barriga da mãe. E é a capacidade de movimentar-se que a sociedade contemporânea, com seus hábitos e cultura, está tirando de cada um.

Para especialistas, as pessoas estão divididas, atualmente, em três grandes blocos. Veja em qual você se encaixa, e os principais conselhos a cada um deles:

típico sedentário: é aquele que serve de todas as facilidades do mundo moderno, especialmente o disque qualquer coisa: disk comida, disk vídeo, disk serviços. Desistiu de andar um quarteirão para realizar qualquer atividade, o carro é o principal instrumento cotidiano. A ele se sugere que volte a desenvolver pelo menos os afazeres domésticos, como empurrar o carrinho no supermercado, levar o cachorro para passear, lavar o quintal, subir as escadas. Nunca permanecer inativo por mais de uma ou duas horas, procurando sempre se movimentar no próprio ambiente com constância.

Os intermediários: são aqueles que têm a consciência que precisam exercitar-se, mas ainda mantêm hábitos dos sedentários. É a população-alvo dos programas de saúde, que buscam indicar que é necessário que as pessoas se organizem para ter rotina com, minimamente, uma hora de atividades físicas diárias, ou, pelo menos, três vezes por semana. Elas não serão suficientes para garantir-lhes um condicionamento físico, mas estimularão a função orgânica. O maior problema é que o grupo se caracteriza por pessoas que praticamente desconhecem o tipo de atividade adequada para desenvolver, sem ter clareza em como praticar determinado tipo de esporte. É o caso, por exemplo, de mulheres que realizam caminhadas de salto alto ou sandália.

grupo ideal: é o que pratica exercícios com regularidade, com orientação adequada, com acompanhamento de um profissional. Não se confundem com os atletas de fim de semana que, por exemplo, se dizem em forma por jogarem duas tardes continuadas de futebol.

Dicas para quem quer começar a praticar esportes

· A roupa pode ser de fundamental importância, dependendo da atividade física. No caso de caminhadas, é essencial que se escolha um calçado com solado com amortecedor, especialmente para os mais gordinhos, que os proteja do impacto. Nunca se deve caminhar de calças jeans, mas com roupas leves e arejadas. Sempre que estiver com sede, a pessoa deve ingerir líquido, já que a sede é sinônimo de que o corpo está necessitando de água.

· Escolha o esporte que lhe dá mais prazer. Inclusive o horário para praticá-lo. Não adianta sugerir para alguém que gosta de dormir, que faça caminhadas ao amanhecer. A atividade se tornará um peso, ao invés de um prazer.

· Cuidado com exercícios onde você busque apenas imitação de alguém, como no caso de revistas ou vídeos de televisão. Há casos de atividade física que requerem o acompanhamento ou a presença de um especialista que possa corrigir os erros. No caso da ginástica praticada em pé, por exemplo, a Profª. Eline Porto*** lembra que o joelho nunca deverá estar estendido para que não haja uma sobrecarga da coluna. Posturas inadequadas, neste caso, podem prejudicar as articulações do joelho, do tornozelo e lombares, ao invés de melhorar as condições físicas da pessoa.

· Desenvolva uma rotina para praticar pelo menos 30 minutos de atividade física. Não acredite, entretanto, que apenas isto poderá auxiliar num processo de perda de peso. A Profª. Eline também lembra que uma pessoa só começa a perder calorias depois do 30 minutos de exercícios de atividade aeróbica, ou praticando natação, esteira, caminhada ou bicicleta. Depois de adquirido certo grau de resistência, o período pode diminuir para 20 minutos. Não é adequado, também, que os exercícios excedam ao período de uma hora, quando grupos musculares já podem começar a apresentar fadiga.

· Para quem trabalha de dia e estuda à noite, a atividade física deve ser planejada para os intervalos, como no horário de almoço, ou mesmo após as aulas. É exatamente para se estender a este tipo de público que, atualmente, muitas academias funcionam 24 horas por dia. A atividade física noturna, em geral, não prejudica o descanso e o sono.

Qual o melhor esporte?

Melhor esporte é aquele que dá prazer, aquele se faz por opção, embora sejam evidentes os benefícios que alguns deles tragam isoladamente. A caminhada por exemplo, alia o benefício físico a um processo de relaxamento, já que o próprio fato da pessoa se afastar de ambientes fechados, poder estar próxima a natureza, leva seu pensamento a se afastar do conteúdo rotineiro. "A caminhada virou moda justamente porque se dá fora dos circuitos fechados em que a maioria das pessoas vive o seu cotidiano", lembra a Profª. Regina Simões. "Quando ela caminha, acaba se distraindo, canalizando o pensamento para outras situações".

O mais importante, entretanto, é que o esporte seja encarado como prazer, não trazendo consigo a exigência de você ter que produzir, ter uma resposta a ser dada a outros. " Ele pode e deve ser apenas, para a maioria das pessoas, um compromisso com a sua vida", acrescenta ela que ressalta, ainda, a dimensão profilática do esporte, que visa a prevenção de degenerações orgânicas e não um processo de reabilitação.

Apesar disto, ela admite que há algumas orientações quanto aos esportes que devam ser escolhidos, conforme a faixa etária. Para crianças, que se caracterizam pelo movimento - "o que elas mais gostam na escola, é sempre o recreio, onde podem se expandir"- o importante é proporcionar uma variedade de atividades corporais, para que elas possam escolher, quando adultas, o esporte de sua preferência. No Brasil, entretanto, isto é pouco observado, com esportivização precoce, quando criança é direcionada a apenas uma prática, o que reduz, inclusive, o seu desenvolvimento motor. "O importante é que, na fase até os 10 anos, o esporte mantenha sua dimensão lúdica", enfatiza Eline Porto.

Já na adolescência, entre os 10 e 17 anos, o aprendizado do esporte deve ser mais sistematizado, incluindo a observância de regras. No adulto, vale mesmo o que a pessoa puder desenvolver com maior satisfação. E para aqueles que se encontram na Terceira Idade, o importante é movimentar-se de maneira sistemática, inclusive para se evitar o atrofiamento muscular.

Fonte

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Cáries provocam 93% da perda de dentes dos adolescentes brasileiros


A cárie existe há pelo menos 500 mil anos é provocada por bactérias acumuladas pela má higienização e pela dieta inadequada (doces, balas, chocolates e refrigerantes). Estes dois fatores alteram o equilíbrio da boca, provocando buracos nos dentes que, se não forem tratados, provocam a perda dos mesmos.

 

As mães não costumam perceber que a cárie é transmissível e infecciosa e pode ser removida com cuidados simples como o uso da escova, pasta e fio dental. Um estudo da UFSC - Universidade Federal de Santa Catariana publicado na "Revista de Saúde Pública" garante que  40% dos adolescentes do Brasil, (15 e 19 anos), já perderam ao menos um dente e, em 93% das incidências, a cárie foi à responsável.

 

O dr. Sidnei Goldmann, dentista e especialista em implantondontia, alerta: "a perda de um dente pode implicar em diversos problemas para a saúde, como por exemplo: comprometer a mastigação, afetar a estética, causar periodontite (inflamação), além de desestruturar toda a dentição da mandíbula".

 

Veja as dicas que o dentista oferece para evitar a perda dos dentes:

 

·         Escovar os dentes no mínimo duas vezes por dia.

·         Escovar a gengiva e a língua.

·         Fazer a limpeza nos dentes após comer qualquer alimento, principalmente na escovação noturna. À noite, as bactérias são mais ativas, pois a salivação que ajuda na limpeza é menos intensa.

·         Evitar alimentos que contenham açúcar.

·         Tomar cuidado com certos antibióticos.

·         Fio dental ajuda evitar cárie entre os dentes.

·         Usar pasta de dente com flúor.

·         Visitar o dentista pelo menos duas vezes por ano para fazer limpeza da boca e aplicação de flúor.



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Attividade física e obesidade infantil



A Obesidade  é hoje uma doença crônica, considerada pela Organização Mundial da Saúde, um problema de saúde pública mundial comparando até a várias epidemias infecciosas. Com relação às crianças e adolescentes no Brasil, o número tem crescido assustadoramente devido a vários fatores relacionados ao estilo de vida. Em pesquisa realizada recentemente com crianças entre 10 e 13 anos de algumas escolas particulares e  públicas da cidade de São Paulo, constatou-se que 30% das crianças apresentam excesso de peso.

Segundo o Dr.Halpern (2000), quando o pai e a mãe são obesos a chance dos filhos serem obesos é  de 80% , sendo que quando um só sofre da doença a chance cai para 50%, contudo se os  dois têm peso normal, a probabilidade dos filhos tornarem-se  obesos  é inferior a 10%.

Entretanto as razões que levem o indivíduo à obesidade estão normalmente relacionadas à :

1. Ingestão exagerada e descontrolada de alimentação;

2. Gasto calórico muito baixo;

3. Lipogênese aumentada (facilidade em ganhar gordura);

4. Dificuldade em "queimar"  gorduras.

A obesidade infantil pode levar à criança a ter vários problemas. Muitas vezes os pais não os percebem no dia a dia e nem  as modificações de comportamento da criança, tais como:

Alterações psicológicas:

- Discriminação na escola ao participar das aulas de Educação Física, por parte dos colegas de classe.

- Muitas vezes têm problemas de relacionamento e são excluídas pelos amiguinhos nas brincadeiras da hora do recreio, sem dizer dos poucos amigos que compartilham o isolamento associado ao sedentarismo nas horas vagas. Neste aspecto, vale a pena ressaltar que as escolas particulares geralmente não têm programas para o atendimento individualizado nas aulas de Educação Física, para estes alunos que precisam de atividade física.

Contudo, normalmente, são crianças um tanto quanto depressivas,  angustiadas e com baixa auto-estima.

Alterações ortopédicas posturais:

Normalmente a criança obesa já apresenta algumas alterações posturais importantes como: geno valgo (joelhos projetados para dentro), desníveis pélvicos e alterações na coluna vertebral (hiperlordose lombar, cifose dorsal e escoliose), sem dizer da sobrecarga articular promovida pelo excesso de peso.

Alterações metabólicas:

As crianças com excesso de peso podem ainda ter hipertensão arterial precoce, distúrbios no sono, colesterol elevado e também tornarem-se adultos obesos. Quando  uma criança chega aos 13 e 14 anos obesa ela tem 40% de chance de vir a ser um adulto obeso e, se continuar e chegar aos 18 anos obesa, a probabilidade aumenta para 70% (Halpern,2000). É importante lembrar que as causas endócrinas responsáveis pelo problema, caracterizam-se em menos de 10% dos casos  (Halpern 2000).

Sem dúvida alguma a mudança de  hábitos alimentares, de preferência de toda família, e também na escola, a prática regular de atividades físicas, os hábitos reduzidos de assistir televisão e jogos de vídeo game e usar o computador  devem fazer parte de um novo estilo de vida destas crianças. Tentar eliminar o uso de controle remoto, usar as escadas em vez do elevador, passear com o cachorro, ajudar os pais nas compras de supermercado ou feira livre, ajudar a lavar o carro, ajudar os pais a mexerem no jardim, enfim, tornar-se mais ativo pelo menos 30 minutos por dia. Os pais devem ter bem claro quais são os seus objetivos com a criança, tentando ajudá-las, incentivá-las e motivá-las. A perda de peso saudável requer perseverança e paciência. Outro fator importante para os pais, com relação a alimentação, é não tratar o assunto de forma impertinente e obsessiva, porque, dependendo da forma que esta criança pode estar sendo tratada, poderá ter distúrbios alimentares futuros como anorexia e bulimia. A Escola, onde as crianças normalmente passam meio período e estão longe dos pais, seria o  local mais indicado para se ter programas preventivos, em salas de aula,  quadra de esportes e cantinas para, em conjunto, termos resultados positivos.

Treinamento físico

O programa de emagrecimento ou manutenção do peso desenvolvido para estas crianças e adolescentes deve ser preferencialmente multidisciplinar ( Ed. Física, Medicina, Nutrição e Psicologia) e deve envolver toda a família.

Para este trabalho deveremos ter:

1) Avaliação Física: 

· Exame médico (pediatra) análise da fisiopatologia do aparelho locomotor  da criança,

· Avaliação e orientação nutricional caso seja obeso ou com excesso de peso.

· Avaliação dos hábitos de saúde e atlético, medidas de circunferência, diâmetros, índice de massa corporal, condição postural, acompanhamento de estatura, peso  e testes de aptidão física global.

Após  a conclusão destas informações é importante saber quais as atividades físicas que a criança mais se  identifica através de um perfil psicológico e assim organizar a freqüência semanal e locais de treinamento para o desenvolvimento do trabalho buscando sempre motivação, orientação e educação.

2) Frequência Semanal:

· 3 a 5 vezes por semana.

3) Duração de treinamento:

· De 45 à  60 minutos diários.

4) Intensidade de treinamento:

· Leve/Moderada 

5) Modalidade de atividades: 

Após ter detectado qual a fase de aprendizagem motora na qual a criança se encontra (cognitiva, associativa ou autônoma) e qual o seu perfil e atividades físicas preferidas, organizar o programa.

- 06 a 10 anos: atividades que envolvam as qualidades físicas básicas: coordenação, equilíbrio, agilidade, ritmo; e que envolva trabalhos de manipulação, locomoção e equilíbrio.

- 11 a 14 anos: experiência e iniciação com várias modalidades esportivas.

- maior de 15 anos: atividades esportivas, musculação, trabalho cardiovascular, exercícios corretivos, alongamentos, atividades na píscina (natação, recreação, etc).

Precisamos entender que como pais, sempre buscamos o melhor para os nossos filhos, contudo nem sempre algumas condições de conforto que proporcionamos a eles são benéficos  a sua saúde. Digo isto por que, grande parte da culpa da criança estar obesa énossa....