Sintomas do Alzheimer demoram mais a aparecer em pacientes bilíngues




Pesquisadores canadenses divulgaram um estudo com a conclusão de que o bilinguismo pode ajudar a atrasar em até cinco anos a aparição dos sintomas do Alzheimer, o que confirmaria pesquisas anteriores.

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A pesquisa, realizada por cientistas do instituto de pesquisa Rotman, de Toronto, no Canadá, foi publicada na mais recente edição da revista médica Neurology.

Os cientistas juntaram dados de 211 pacientes diagnosticados com provável mal de Alzheimer, dos quais 102 eram bilíngues e os 109 restantes falavam apenas um idioma.

- Averiguamos que os pacientes bilíngues foram diagnosticados 4,3 anos mais tarde e que registraram a aparição de sintomas 5,1 anos depois que os pacientes com um só idioma. Os dois grupos foram equivalentes em termos de níveis cognitivos.

Os cientistas também determinaram que não havia diferenças entre os pacientes de diferentes sexos. O estudo mostra que o bilinguismo não previne a aparição do Alzheimer, mas parece compensar parcialmente a perda de capacidade cerebral causada pela doença.

- O bilinguismo parece contribuir para a reserva cognitiva, que atua compensando os efeitos da neuropatologia acumulada.



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