Cuidados ao sofrer o estupro





Fui estuprada(o)? E agora?

A violência sexual expõe mulheres (ou meninas) e homens (ou meninos) ao risco de contrair DSTs (doenças sexualmente transmissíveis) e de engravidar ( as mulheres e meninas).

A violência e as ameaças à violência limitam a capacidade de negociar o sexo seguro. Além disso, estudos mostraram que a violência sexual na infância pode contribuir para aumentar as chances de um comportamento sexual de risco na adolescência e vida adulta.

Outra questão importante é que a revelação do status sorológico (estar com o HIV) para o parceiro ou outras pessoas também pode aumentar o risco de sofrer violência.

Cuidados após a violência sexual

Após a violência sexual, a vitima seja do sexo feminino ou do masculino pode contrair DSTs, como HIV/AIDS. As vitimas do sexo feminino ainda correm o risco de engravidar. Para prevenir essas ocorrências, o Ministério da Saúde emitiu uma Norma Técnica (disponível no site do Cfemea, em pdf) para orientar os serviços de saúde sobre como atender as vítimas de violência sexual.

A vítima deve ser encaminhada:

ao IML para realização de exame de corpo de delito, caso pretenda dar prosseguimento à persecução penal;
aos serviços de saúde que realizam prevenção de DSTs, inclusive HIV;
aos serviços de apoio psicossocial;
aos hospitais que mantêm serviço de atendimento às mulheres vítimas de violência sexual;
às casas-abrigo ou a outros centros de apoio à mulher em situação de violência; e
à defensoria pública.

Observação: As delegacias de polícia deverão entregar às vítimas uma lista dos endereços, com telefones e horários de funcionamento, das instituições de apoio à mulher.

Mas, se mesmo assim ocorrer a gravidez, a mulher pode recorrer a um serviço de aborto previsto em lei em hospital público. É um direito incluído no Código Penal (artigo 128) e regulamentado pelo Ministério da Saúde.




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