Dor crônica aflige 30% das mulheres




Estudo, divulgado nesta quinta-feira, dia 10, mapeou a dor em São Paulo e encontrou dados alarmantes. Três em cada 10 paulistanos convivem com o problema (28% no total) e a metade recorre à automedicação para sanar o problema, que ataca mais as regiões das pernas (22% das queixas), as costas (21%) e a cabeça (15%).

Entre os homens, 20% afirmaram sentir dor. No caso das mulheres, a situação é ainda pior: 34% delas têm dores crônicas, que podem comprometer o trabalho e as relações pessoais. O índice é maior entre as donas de casa: 33,3%. Elas só perdem para os aposentados (36%) e autônomos (35,7%).

A explicação para a liderança feminina na apresentação de dor é que nelas são encontrados maiores índices de obesidade – que alavancam o problema – e também porque sofrem mais de fibromialgia, doença de diagnóstico confuso, caracterizada pela dor em várias regiões do corpo.

O estudo também diagnosticou que quanto maior a escolaridade, menor a taxa de dor. Entre analfabetos, 33,7% apresentaram o problema contra 23,5% entre os com superior completo. De acordo com os pesquisadores, o conhecimento faz com que os pacientes busquem ajuda especializada, reduzindo o índice.

Só entraram na conta os que sofrem de dor crônica, ou seja, que experimentam sensações como desconforto, choques e pontadas por mais de três meses seguidos. O mapeamento da dor foi feito por meio de questionários aplicados em 2.446 paulistanos, com mais de 18 anos. A média de dor encontrada na cidade é semelhante à diagnosticada no mundo pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que aponta como taxa global do problema em 30%.



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