Meditação e aumento da produção



Meditar é ficar parado ou sentado? Meditação tem a ver com religião? Estas dúvidas em relação à meditação são comuns. E não discordo de quem as têm, uma vez que a mídia a divulga com fotos de praticantes imóveis e de olhos fechados. Divulga também imagens de praticantes em ambientes ritualísticos religiosos. Voltaremos a estas questões mais abaixo.

Parar a mente o máximo possível, respirar sucessivas vezes, perceber e superar alguns incômodos físicos, oxigenar o cérebro e os pulmões, voltar ao "normal" revitalizado e com potencial aumentado. Como muitos sabem, a meditação é uma prática poderosa. Tanto pode ser feita de forma dinâmica como também de maneira mais serena.

Muitas empresas vêm adotando práticas de relaxamento para diminuir o estresse diário de seus funcionários, e, já perceberam que quanto mais o corpo e a mente trabalham em harmonia, menos pesado torna-se o trabalho, menos doenças e acidentes acontecem e a produtividade aumenta.

Curiosa é a matemática da produção!
Quanto mais atividade mais estresse, erros e baixas de resultados na produção.
Quanto mais meditação menos estresse, erros e baixas na produção.

Ora, o tempo gasto na meditação não é a diminuição do tempo da produção? Ela pode diminuir os resultados, diriam alguns. Pois é exatamente o contrário! Tenho duas práticas de meditação que comprovam o que mencionei. Na prática pessoal nas pequenas meditações diárias, consigo em 10 minutos livrar-me de dores nas costas, da respiração acelerada, de pensamentos misturados e do automatismo no meu trabalho. Ainda na prática pessoal faço meditações maiores com cerca de 1h de duração quase todos os dias, em algum horário mais elástico que tenha.

Na prática de psicólogo e instrutor tenho acompanhado algumas pessoas que estão começando, principalmente empresários que conseguem reorganizar-se e terem uma energia mais direcionada para cuidarem de suas equipes e dos seus negócios. Quando conseguem perceber a si próprios, dissociam-se por alguns momentos de suas preocupações, dão chance à manifestação de uma energia forte e esclarecedora, uma vez que o cérebro "limpou-se" de contaminações excessivas e, permite o aparecimento de novas ideias e soluções criativas, para os problemas do dia-a-dia.

Neste momento tudo é visto, por eles, com novos olhos e o poder pessoal é muito maior do que era há alguns minutos! A prática constante torna a meditação um hábito e, em muitos casos, uma necessidade saudável e próspera de resultados em todos os aspectos da vida.

Voltemos às questões do começo do texto.

Meditação tem a ver com religião?
A meditação está associada à algumas religiões como o budismo, por exemplo, embora esse não se defina como religião. Hoje a ciência comprova seus benefícios e não é à toa que vem sendo usada nos mais diversos segmentos. Quem tiver um interesse maior também sugiro a pesquisa em sites e na literatura sobre o assunto.

Meditar é ficar parado sentado?
Esta pode ser uma das posturas físicas, mas o importante é a mudança mental. Podemos meditar caminhando na rua, num corredor grande, dirigindo ou parados em um engarrafamento, no ônibus etc. Meus clientes começam com uma pequena familiarização à prática, na maneira tradicional e depois aprendem a meditar durante suas atividades diárias.

Quais os benefícios da meditação?
- No plano pessoal: diminuição da ansiedade e da insônia; expansão da capacidade respiratória; desenvolvimento da concentração; melhoria da autoconfiança; melhor capacidade para lidar com as angústias; diminuição marcante de medos e fobias; redução da frequência de doenças; maior capacidade afetiva.

- No plano profissional: aumento marcante da criatividade; geração de idéias, de organização, da capacidade de ouvir e de absorver as irritações próprias e dos outros. Desenvolvimento da autopecepção profissional e da equipe; diminuição de riscos desnecessários; maior identificação com a escolha profissional e expansão, de forma geral, de toda a vida profissional.


Fonte: rh.com.br

A importância da ergonomia para as empresas



O que é?

É uma ciência que estuda profundamente o funcionamento humano no trabalho, gerando conhecimentos e contribuindo para a concepção e a melhoria das situações e das condições de trabalho. A Ergonomia atua nos fatores que determinam o trabalho: formação, organização de trabalho, postos, equipamentos e ambiente.

 

Objetivos

Contribuição para garantir a integridade da saúde dos trabalhadores, assim como para a segurança e a produtividade. A Ergonomia possui métodos para descrever e avaliar as atividades realizadas pelos trabalhadores, de modo a gerar recomendações para a sua transformação.

 

Desafios

O desafio é buscar sinergia entre os sistemas técnico e social, assegurando uma visão antropométrica.

 

Dificuldades

• Organização do trabalho - por exemplo, na distância entre o que é previsto ou exigido nas normas e o que é possível ou realmente feito pelo trabalhador.
• Nas relações socioprofissionais - nem sempre saudáveis entre colegas, superiores e clientes.
• Nas condições de trabalho dadas ao trabalhador - estrutura física, equipamentos e instrumentos também nem sempre adequados à realização eficaz das tarefas.

 

Benefícios

O estudo ergonômico do trabalho visa à manutenção de uma saúde física e mental do trabalhador, além de uma melhor produtividade através de análises detalhadas.


Fonte: Rh.com.br

A eficácia da drenagem linfática caseira


Outro dia vi um vídeo no Youtube que ensina a fazer uma drenagem linfática em casa. Aparece uma modelo com a perna para cima, alisando esta perna e "realizando" a drenagem. 
 
Para se realizar a técnica perfeitamente, antes que qualquer movimento com a mão é necessário realizar a desobstrução dos linfonodos e assim começar o deslizamento ou toque de forma ordenada, com direção e movimentos certos. O profissional que faz a drenagem, utiliza toques suaves com as palmas das mãos e pontas dos dedos por todo o corpo, com o objetivo de movimentar a linfa em direção aos gânglios.
 
A drenagem linfática ajuda a desobstruir e limpar o sistema linfático, responsável pela drenagem de cerca de três litros de linfa (líquido que retira as impurezas do sangue) por dia. Algumas alterações no organismo podem diminuir ou interromper a circulação de linfa pelo nosso corpo, provocando a estagnação das impurezas em algumas regiões do corpo. Como resultado, inchaços e dores podem aparecer.
 
Se você fez uma cirurgia e está procurando instruções de como se fazer a drenagem para fazer em você mesma ou na vizinha, o cuidado que se deve ter é ainda maior. Movimentações erradas em momentos errados do pós operatório pode trazer piora do quadro, fazendo aumentar o edema e hematomas.
 
Além disso, a drenagem tem algumas contra-indicações como: casos de tumores, tuberculose, manchas e verrugas que alteram de tamanho, febre, gânglios doloridos, inflamação, distúrbios da tiróide, doenças infecciosas e degenerativas, cardiopatias e problemas respiratórios graves.
 
Fazer (auto) drenagem linfática caseira pode trazer reais malefícios a saúde, tanto quem está saindo de um pós operatório, como quem quer melhorar o aspecto das celulites.

Conhecendo o Bico de Papagaio


Conhecida popularmente por bico de papagaio, a osteofitose é uma formação óssea anormal muito freqüente, produzida na proximidade das articulações das vértebras. O problema é responsável por dores fortes na região afetada e limitações de movimentos. Atinge, em sua maioria, pessoas acima de 50 anos. 

"O bico de papagaio é uma formação óssea do organismo para absorver melhor a sobrecarga da articulação", comenta o ortopedista Lafayette Lage. Segundo o médico, toda vez que uma articulação sofre sobrecarga por excesso de peso ou por má postura, a superfície articular aumenta para diminuir a pressão sobre o joelho, por exemplo. 

Esse aumento resulta em uma formação óssea que, em exames de raio-X, se assemelha ao formato de um bico (daí o nome bico de papagaio). Essas articulações deformadas são o resultado de uma ausência completa da cartilagem que funciona como amortecedor entre os ossos. Com o tempo, isso gera más formações que podem ser visíveis ou palpáveis. "A presença de bico de papagaio significa a presença de uma artrose", comenta Lage. 

Segundo a especialista em quiropraxia Melina Borguetti, o bico de papagaio é o responsável por dores fortes e incômodo. "A deformação óssea pode reduzir os movimentos das articulações, gerar desequilíbrio na distribuição do peso e sobrecarga na coluna, deixando articulações, tendões e ligamentos sob tensão excessiva, causando muita dor", comenta. 

Sedentarismo, má postura, falta de cuidados com a coluna e sobrepeso são as causas mais comuns do bico de papagaio. No entanto, pessoas que sofreram fratura e ficaram com a articulação desalinhada são sérias candidatas a desenvolverem o problema. "Cuidar da postura é fundamental. Dormir de bruços, por exemplo, é errado e pode causar o bico de papagaio", alerta Lage. 

A osteofitose, que geralmente afeta pessoas com mais de 50 anos, se tratada corretamente e a tempo pode ter queda significativa nas dores e melhora na capacidade funcional e na qualidade de vida do paciente. "O tratamento pede uma readaptação postural, para que o quadro não avance e para que a pessoa não sinta mais dor. Mas não tem como recuperar a cartilagem perdida", comenta Melina. 

Possíveis causas do bico de papagaio: 
- Falta de cuidados com a postura 
- Fatores genéticos 
- Má postura 
- Sedentarismo 
- Sobrepeso 

Saiba prevenir: 
- Evite ficar muito acima do seu peso ideal 
- Exercite-se 
- Mantenha uma postura adequada

Anatomia do assoalho pélvico



A pélvis ("bacia") é a parte do corpo que fica entre a barriga e as pernas. Como nós andamos em duas pernas, essa bacia precisa ser bem forte para sustentar o peso de toda a parte de cima do corpo. Por isso temos uma musculatura forte que segura todos os órgãos da bacia no lugar certo, incluindo a bexiga, os intestinos, etc.. Nas mulheres isso é ainda mais importante, pois durante a gravidez ela ainda tem que suportar o peso do útero e do bebê. A parte de baixo dessa bacia é feita por músculos fortes, que formam um "assoalho".

Vejamos como funciona o assoalho pélvico: 
Os músculos do assoalho pélvico formam um oito (8) (Figura 5), sendo que o círculo de cima envolve a abertura da vagina e da uretra e o círculo de baixo envolve a abertura do ânus.

A saúde dos músculos pélvicos é fundamental para manter a integridade e o bom funcionamento da vagina e da uretra e a posição dos órgãos dentro da pélvis. Os músculos pélvicos controlam o fluxo de urina, a contração (aperto) da vagina e o bom fechamento do ânus. Tanto a uretra quanto o ânus têm um esfíncter (músculos especiais que funcionam como fechaduras) que garantem a retenção da urina e fezes. O assoalho pélvico é composto de várias camadas de músculos suspensos como uma "rede" pendurada em dois pontos, na frente e atrás da pélvis. Além dessa rede, os músculos também formam um triângulo (Figura 5).

Um assoalho pélvico saudável tem um bom tônus (firmeza) e elasticidade. Entretanto a idade, a falta de exercícios em geral, e mesmo a gravidez e parto (seja ele vaginal ou cesariana) fazem com que estes músculos fiquem mais fracos, e a "rede" fique "arriada".

Também é importante não ficar passando vontade de ir ao banheiro. Quando tiver vontade de urinar ou de defecar, vá logo "atender o chamado da natureza", como diziam os antigos. Segurar a urina provoca uma distensão muito grande na bexiga e força o esfíncter, facilitando a incontinência urinária e mesmo a infecção (cistite). Quando adiamos as fezes, elas vão secando no intestino, o que facilita o aparecimento da prisão de ventre, das hemorróidas e da dificuldade de segurar os gases.

No parto vaginal, quando a mulher foi cortada na vulva (episiotomia*) ou sofreu um fórceps, isso pode prejudicar mais ainda esses músculos. Antigamente acreditava-se que para preservar a vagina e a vulva, se deveria fazer episiotomia em todas as mulheres. Hoje sabe-se que na grande maioria das vezes, a episiotomia é mais prejudicial do que benéfica, e que deve ser evitada, pois piora o estado genital das mulheres ao invés de preservá-lo. Se você vai ter um parto, converse com seu profissional de saúde sobre prevenção da episiotomia (a liberdade de posição no parto é fundamental). 


Fonte: Tomasso, Giselle

Quando esses músculos se enfraquecem, a mulher pode ter os seguintes problemas:

  • Sentem que sua vagina está pouco firme para as relações sexuais - às vezes nem ela nem o companheiro sentem prazer; 
  • Dificuldades para segurar a urina (bexiga caída ou frouxa), quando ri ou tosse; 
  • O útero pode ficar muito perto da abertura da vagina (útero caído); 
  • Dificuldades de controlar os gases ou as fezes.
Na maioria das vezes, os exercícios pélvicos podem prevenir e tratar esses problemas. Quando iniciamos os exercícios, os músculos estão fraquinhos, mas eles aos poucos vão reagindo e ficando mais poderosos. Como todo exercício, esses também necessitam de regularidade, fé e constância, mas os resultados são excelentes, e podem mesmo evitar um tratamento por cirurgia. Para muitas mulheres, esses exercícios implicam em grande satisfação sexual, tanto na hora de fazê-los sozinha quanto depois na hora das relações. Aproveite, pois com o tempo pode ficar ótimo!
 

Tipos de luxação


Na luxação completa, os segmentos ósseos que constituem a articulação ficam completamente desunidos, enquanto que na denominada luxação incompleta ou subluxação, a união dos segmentos ósseos é muito reduzida. Embora, por vezes, a extremidade do osso deslocado fique no interior da cápsula articular (luxação intracapsular), existem casos em que fica no exterior da mesma (luxação extracapsular).

Em qualquer dos casos, o sintoma inicial é o aparecimento de dor, imediatamente após o acidente, que dificulta ou impede por completo qualquer tentativa de movimentar a articulação afectada. Ao fim de pouco tempo, a dor costuma diminuir de intensidade, voltando a aumentar de intensidade à medida que a inflamação da zona se desenvolve.

Por outro lado, o grau de deslocação do segmento ósseo e a sua posição pode impossibilitar a normal realização de algum ou até mesmo de qualquer movimento da articulação lesionada, pois pode estar deformada. Caso a luxação afecte uma articulação de um membro, por vezes a extremidade fica um pouco mais curta ou longa do que a saudável.

Poucos dias após a produção da luxação, é desencadeada uma reacção cicatricial com o intuito de reparar os tecidos moles lesionados. Caso se tenha realizado o tratamento adequado, esta cicatrização irá contribuir para a fixação das estruturas intra-articulares na sua normal posição. Por outro lado, caso não se tenha realizado o devido tratamento e o osso continue deslocado do seu sítio, a reacção cicatricial fixará a articulação numa posição anómala, proporcionando a adaptação das estruturas da zona a esta nova situação. Neste caso, que se denomina de luxação inveterada, a articulação permanecerá deformada e com uma limitação funcional mais ou menos significativa, consoante o caso.

Por vezes, como ocorre quando não se mantém a zona imobilizada após se proceder à redução da luxação, os elementos de sustentação não são adequadamente reparados, o que propicia uma certa instabilidade ao nível da articulação. Estes casos específicos, que se denominam de luxações habituais, costumam proporcionar o aparecimento de luxações recidivantes ou recorrentes perante traumatismos de pouca intensidade e até perante movimentos que impliquem uma brusca contracção muscular.


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Primeiros socorros em uma luxação




Nunca se deve tentar recolocar os ossos deslocados na sua posição normal, já que o incorrecto manuseamento pode piorar a situação ou até mesmo provocar complicações muito graves, como é o caso da ruptura dos vasos sanguíneos ou dos nervos da zona. Por essa razão, em caso de luxação, é necessário uma actuação profissional e o mais rápido possível, pois a redução da luxação é mais simples quando a lesão é recente, já que algumas horas após a reacção inflamatória, a sua deslocação não pode ser realizada através de manobras manuais, sendo necessário a realização de uma intervenção cirúrgica.

Enquanto se aguarda que o paciente receba a oportuna atenção médica ou durante a sua deslocação para um centro médico, convém manter a articulação na posição em que ficou, procedendo à sua imobilização, por exemplo, através de uma tala ou de uma faixa em caso de luxação do ombro ou ao segurar o membro afectado pela luxação sem forçá-lo.

Por outro lado, convém que o paciente não coma até ser atendido pelo médico, já que muito provavelmente irá necessitar da aplicação de anestesia geral, de modo a reduzir a luxação. 


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Exercícios para Hérnia de Disco




Explicações de exercicios para hérnia de disco, principalmente lombar.

Crioterapia: um santo remédio para entorses


As aplicações do frio vem sendo utilizadas desde antes de Cristo. Quando gregos e romanos utilizavam gelo natural e neve para tratar problemas médicos, passando pelo século 19 quando compressas frias são reconhecidas como auxiliares nas cirurgias.

Hoje, século 21, aprimoramos técnicas, conhecemos fisiologicamente seus efeitos.

A seguir falaremos das diversas utilizações, sua fisiologia e atuação no campo da fisioterapia.



O que é Crioterapia?


Literalmente significa "Terapia com Frio", isto é, aplicação terapêutica de qualquer substância do corpo que remova o calor corporal, diminuindo a temperatura dos tecidos. Sendo assim, todas as técnicas que se utiliza do frio como massagem com gelo, criocirurgia, crioalongamento, colocação de uma queimadura sob água fria são consideradas Crioterapia.


Fisiologia da Crioterapia


O uso da Crioterapia produz anestesia, analgesia, diminui espasmo muscular, incrementa o relaxamento, permite mobilização precoce, incrementa o limite de movimentos, quebra do ciclo dor-espasmo-dor, diminui o metabolismo.

Isso ocorre devido ao metabolismo fisiológico da circulação e do sistema nervoso, pois é através dessas respostas que obteremos os resultados terapêuticos no uso da Crioterapia.

A característica mais importante da circulação é que ela constitui um circuito contínuo.

O sistema nervoso simpático controla o sistema vascular.

O sistema funciona como um acro reflexo simples, ou seja, pelo estímulo dado, o sistema interpreta e admite a resposta em forma de vasoconstrução ou vasodilatação.


Calor Quente e Calor Frio.

Considerações:

De acordo com a revisão da literatura sobre os efeitos do calor e do frio, fica evidente que obtemos efeitos semelhantes entre os dois extremos de temperatura. Já em outros casos o uso do frio produz efeito oposto ao do calor. Algumas reações ao uso do frio e do calor são semelhantes. O espasmo muscular secundário a patologias articulares ou esqueléticas, pode ser reduzida com eficácia por ambas modalidades.

Em lesões do neurônio motor superior com espasticidade, o frio é bastante eficaz na redução da espasticidade, um efeito com longa duração o que prove a ele um valor terapêutico. Apesar do calor também reduzir a espasticidade seu efeito é curto, porque o tônus muscular é rapidamente restaurado. O fluxo sangüíneo aumenta na musculatura resfriando o tecido aquecido.

A dor pode ser diminuída por ambas modalidades se ela for secundária a espasmos musculares. O limiar de dor é elevado pelo efeito direto do calor e do frio nas terminações nervosas livres e pelo efeito das fibras especiais de amortecimento da dor.

Outras reações mostram comportamento diferente quando os tecidos são expostos ao calor ou ao frio. O fluxo aumenta com aplicação do calor e diminui após a aplicação de frio. O edema resultante de trauma aumenta com aplicação de calor e diminui com o frio. O edema associado com reações inflamatórias reage da mesma forma. A rigidez articular diminui com aplicação de calor e aumenta com o frio.



Tempo e Temperatura do Frio

Existe uma correlação direta entre as temperaturas de superfície e subcutânea, sendo que a reação de tecidos subcutâneos é a mesma da pele, apenas diminuindo em magnitude. Após aplicação do frio sobre a pele, as temperaturas subcutâneas sofrem rápido decréscimo ficando cada vez menor até chegar ao platô. Devemos levar em consideração a temperatura ambiente e a atividade pré e pós aplicação do frio.

As temperaturas nos tecidos profundos não diminuem tão rápido e seu decréscimo vai estar relacionado com o tempo de aplicação.

A magnitude da mudança de temperatura em tecidos profundos (todos os níveis) e dependente da magnitude da aplicação do frio, isto é, quantidade de calor removido do corpo e relação com o tempo de aplicação.

Exemplo: Após 10´ de aplicação do gelo as mudanças de temperatura em tecidos profundos (4cm) é mais de duas vezes maior do que as aplicações com 5´.

Para cada técnica utilizaremos uma temperatura específica e um tempo determinado.

A seguir técnicas, tempo e temperaturas.

* Compressas Frias - Temperatura 0º 4ºC - A primeira toalha 30" e as demais 3´e 4´;

* Panquecas - Tempo Médio 20´a 30´;

* Imersão - 0º a 4ºC - Máximo 3´repetindo 7 a 8 vezes;

* Banho de Imersão - 0º a 1ºC. Tempo 7´a 15`;

Criomassagem em Pedra de Gelo durante 16´a 30´.




Criocinesioterapia

Trata-se de uma combinação de aplicações de frio para causar hipoestesia à área do corpo lesionadas combinada com exercícios ativo, graduado e progressivo. Pode ser usada para qualquer lesão músculo esquelética.

A Criocinesioterapia permite que a reabilitação comece muito antes do que a Termoterapia tradicional e pode reduzir o tempo de reabilitação em dias e até mesmo em semana.

Embora seja eficaz para tratar entorses articulares agudas, não é o melhor.

Nas distensões musculares agudas as distensões devem ser alongadas passivamente nos estágios iniciais da reabilitação. (chamado Crioalongamento - Frio e Alongamento Passivo).

Na Criocinesioterapia a aplicação do frio é para diminuir a dor e uma realização de exercícios ativos livre de dor.

A Criocinesiologia tem um dispositivo de segurança: a dor durante a hipoestesia induzida pelo frio indica que o exercício está forte e deve ser diminuído.




EFEITOS DA CRIOCINESIOTERAPIA:

* frio reduz a dor;

* exercício aumenta o fluxo sangüíneo;

* exercício restabelece a função neuro muscular.


VANTAGENS:

* Permite a realização de exercícios antes do que o tratamento convencional;

* Retarda a atrofia muscular e as inibições neurais;

* Reduz o edema pela ação da drenagem muscular;

* Tratamento barato.


DESVANTAGENS:

* Gelo é muito doloroso;


INDICAÇÕES:

* Entorses nos dedos;

* Entorses no ombro;

* Entorses em outras articulações.


CONTRA-INDICAÇÕES:

* Não realizar nenhum exercício ou atividade que cause dor;

* Não usar gelo em indivíduos hipersensíveis ao frio.


PRECAUÇÕES:

* A dor deve ser usada com critério;

* A dor pode aumentar em 04 (quatro) a 08 (oito) horas após tratamento.




Crioestimulação

É uma técnica utilizada para tratar pacientes com lesão central ou periférica, tendo como objetivo obter alguma contração muscular. Esta técnica é indicada em graus de força Ø.

O procedimento consiste em passar o gelo longitudinalmente até encontrar o ponto motor, neste momento ocorre uma leve contração muscular. O tempo é entre 10` a 30`.




Spray

Kraus sugeriu que a nebulização de Cloreto de Etila eleva o limiar da dor. Porém, mais tarde, afirmou que não havia explicação científica adequada para o fato de a anestesia superficial diminuir a dor em estruturas profundas. Outros estudiosos (Lorenze Ej, Ellis M., Mennell J.M., e Travell J.) atribuíram o sucesso dos Sprays refrigerantes à contra-irritação. A área do sistema nervoso central que recebe os impulsos dolorosos era sensibilizada com uma alta quantidade de impulsos frios que eles eram diminuídos e bloqueados. Os impulsos sensoriais de frio chegariam ao sistema nervoso central com maior rapidez que os dolorosos.

A contra-irritação, alívio da dor em um local pela irritação de outro, tem sido um dos métodos mais importantes no controle da dor. Compressas de água quente e gelo, vibração, sensação tátil, estimulação elétrica muscular e eletricidade estática são empregados como contra-irritantes. A depressão ou a inibição sensorial central são responsáveis pela diminuição da dor.

As aplicações terapêuticas de frio produz uma diminuição na transmissão nervosa. O alívio da dor deve-se a contra-irritação.


* Indicação e Contra-Indicações do Spray Refrigerante:

O Cloreto de Etila e o Fluorometano líquidos evaporam muito rápido quando aplicados ao corpo, retirando o calor da pele nesse processo. Como sua evaporação é veloz, os efeitos são muito superficiais. O fluorometano é o preferido; o Cloreto de Etila é inflamável e pode congelar a pele até que fique dura.

Os efeitos superficiais do Spray Refrigerante limitam seu uso às técnicas que se baseiam na estimulação do sistema nervoso simpático para tratar dor e espasmo muscular. Os Sprays Refrigerantes nunca devem ser utilizados quando o objetivo é diminuir a temperatura dos tecidos subjacentes.


CUIDADOS DURANTE A APLICAÇÃO DO SPRAY REFRIGERANTE:

* Manter a embalagem 30cm do corpo e liberar um jato moderadamente fino, fazendo ângulo com o corpo;

* Borrifar a área do corpo em movimento deslizante, na velocidade de cerca de dez cada por segundo;

* Aplicar em uma só direção e prosseguir ritmicamente até que toda a área lesada tenha sido coberta duas vezes;

* Tomar cuidado para não congelar a pele.


Bandagem com Spray Refrigerante:


Os Manguitos Cryomatic são bandagens de nylon com duas camadas que se adaptam às áreas selecionadas do corpo, como o tornozelo. O Spray Refrigerante é borrifado no envelope entre as camadas, proporcionando frio e compressão.


Conclusão:


A Crioterapia - o uso de frio, é uma das modalidades terapêuticas mais baratas e utilizadas para tratar e reabilitar lesões agudas.

Para que possamos aproveitar integralmente seus benefícios tanto no pronto atendimento quanto na reabilitação, precisamos dominar o processo inflamatório e termos sensibilidade para perceber todo o processo que envolve o período de reabilitação. Não devemos esquecer que teoria e prática andam juntas.

O que observamos com esse trabalho que o uso do gelo vai muito além de sua colocação imediata em alguma lesão na fase-inicial. É extremamente fascinante o quanto de procedimentos técnicos temos disponíveis utilizando o frio.

O que precisamos entender é que a Crioterapia é muito mais abrangente e complexas, sendo um recurso muito pouco estudado por nós Fisioterapêutas.

Fonte: www.fisioweb.com.br

Fisioterapia na hérnia de disco



Objetivos

    Recuperar a função, desenvolver um plano de assistência a saúde da coluna e orientar o paciente sobre como evitar recorrências de protusão de disco.

    Com a fisioterapia, Adquirimos liberação, relaxamento da musculatura contraturada, fortalecimento dos músculos abdominais e da região dorsolombar e desenvolvimento de apoio muscular ao redor da coluna.


Tratamento Passivo

  • Calor: utilizar calor superficial para preparo para a massagem.

  • Massagem: a massagem deve ser aplicada na região cervical, lombar e ombros. A massagem sub-aquática também é recomendada.

  • Eletroterapia: as correntes dinâmicas, as correntes de interferência e o ultra-som devem ser aplicados nesses pacientes.


Tratamento Ativo

    Pacientes que apresentam sintomas graves devem permanecer em repouso no leito e realizar apenas caminhadas curtas em intervalos regulares. A caminhada provoca uma extensão lombar e estimula o mecanismo dos líquidos, promovendo diminuição do edema no disco e nos tecidos conectivos. Se o paciente não conseguir permanecer ereto, deverá utilizar muletas, que melhoram a postura, evitando a postura inclinada para frente.

    Para pacientes que não conseguem realizar flexão repetida, devemos evitar esse movimento e enfatizar o tratamento em movimentos de extensão. Procedimentos: em decúbito ventral, colocar travesseiros no tórax do paciente e ir aumentando progressivamente a quantidade de travesseiros até o paciente conseguir se apoiar nos cotovelos. O paciente deve permanecer nessa posição de 5 a 10 minutos, para promover a extensão, permitindo o deslocamento do disco com subseqüente centralização ou diminuição dos sintomas. Se o paciente tolerar esse movimento, deverá realizá-lo várias vezes ao dia.

    Para corrigir desvios laterais, procedimento: "coloque o paciente em decúbito lateral, com o lado do desvio torácico para baixo. Um pequeno travesseiro ou rolo de toalha é colocado sob o tórax. O paciente permanece nessa posição até que a dor centralize; então vira para o decúbito ventral e começa a fazer extensão passiva com flexões de braço em decúbito ventral".

    Quando o paciente iniciar os movimentos de flexão, ele deve realizar exercícios de protusão anterior. Procedimento: em decúbito dorsal o paciente traz os joelhos até o tórax e mantém essa posição durante alguns minutos, essa posição deve ser repetida várias vezes e progredir, realizando o movimento sentado e em pé, esses exercícios de flexão da coluna diminuem a dor porque alargam os forames.

    "A tração pode ser tolerada pelo paciente durante o estágio agudo e tem a vantagem de alargar o espaço discal e possivelmente reduzir a protusão nuclear diminuindo a pressão no disco, ou colocando tensão no ligamento longitudinal posterior".

    Orientar o paciente sobre percepção postural, estabilização, exercícios de fortalecimento de tronco, e aumento da resistência à fadiga; além de recomendar exercícios de fortalecimento de membros inferiores para dar suporte ao corpo e para usar o mecanismo corporal. Também devem ser fortalecidos os membros superiores para desviar a sobrecarga do tronco.

    Avaliar as atividades de vida diária (AVDS) do paciente, e verificar se elas interferem na patologia, orientar o paciente a evitar posturas de flexão, mas se não for possível, a cada meia hora deverá realizar inclinação da coluna para trás, evitando a progressão dos sintomas.


Tratamento Contra Indicado

    Evitar posições ou exercícios que provocam dor, esses devem ser evitados ou substituídos por outros, progredindo gradativamente, respeitando o limite de dor e a evolução do paciente.

Fonte

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Condromalácia patelar



A Condromalácia patelar (também conhecida como síndrome da dor patelo-femoral, ou "joelho de corredor") consiste em uma patologia crônica degenerativa da cartilagem articular da superfície posterior da patela e dos côndilos femorais correspondentes, que produz desconforto e dor ao redor ou atrás da patela. É comum em jovens adultos, especialmente jogadores de futebol, ciclistas, jogadores de tênis e corredores.
A condromalácia patelar refere-se ao joelho que foi estruturalmente danificado, enquanto que o termo mais genérico síndrome da dor patelo-femural se refere aos estágios iniciais dessa condição, na qual os sintomas ainda podem ser completamente revertidos. Porém, eventualmente, mudanças causadas por reações inflamatórias internas da cartilagem produzem um dano estrutural muito mais difícil de ser tratado.

Classificação:
Segundo a classificação descrita por Outerbridge (1961), existem 4 níveis de condromalácia patelar, de acordo com o estágio de deterioração da cartilagem.
GRAUS E CARACTERÍSTICAS
I - amolecimento da cartilagem e edemas
II - fragmentação de cartilagem ou fissuras com diâmetro <> 1,3cm
IV - erosão ou perda completa da cartilagem articular, com exposição do osso subcondral
Sintomas
Os principais sintomas são: dor profunda no joelho ao subir e descer escadas, ao levantar-se de uma cadeira, ao correr, muitas vezes restringindo atividades físicas. Dores atrás ou ao redor da patela do joelho ocorrem principalmente se joelho é forçado quando flexionado - como ao subir escadas ou agachar-se, por exemplo. Uma ardência ou dor ao ficar com o joelho flexionado por longos períodos, mesmo sem forçá-lo, também é um sintoma comum na condromalácia patelar, além de crepitação e estalos, muitas vezes audíveis. É possível também a presença de derrame intra-articular (edema).

Causas:
A causa exata ainda permanece desconhecida, porém segundo a literatura, acredita-se que esteja ligada a fatores anatômicos, histológicos e fisiológicos, que resultam no enfraquecimento e amolecimento da cartilagem envolvida.
O fator mais comum é o traumatismo, seja por um trauma crônico por fricção crônica entre a patela e o sulco patelar do fêmur - por onde ela passa durante a flexão do joelho - em razão do uso inadequado de aparelhos de ginástica, exercícios em step, agachamentos ou leg press, bem como pela prática inadequada de esportes, com força excessiva aplicada na patela; ou por um trauma distinto, como uma pancada ou choque do joelho sobre um objeto, e lesão aguda da cartilagem femoropatelar, com impedimento da nutrição ideal dessa estrutura devido às rachaduras originadas.
As anomalias biomecânicas, como a super pronação dos pés, também podem resultar em incongruência entre a direção em que a patela é puxada pelo músculo do quadríceps e o formato do sulco patelo-femural por onde ela se desloca.

Recomendações:
Excluir exercícios e esportes de alto impacto (futebol, vôlei, basquete, corrida, ciclismo) ou atividades suspeitas de causarem a lesão. Natação é um bom exercício para manter o condicionamento físico sem afetar o joelho.
Reforçar os músculos fracos, fazendo exercícios leves e de baixo impacto. É especialmente importante reforçar o músculo vasto medial para equilibrar as forças atuantes sobre a patela - fazendo extensão de cada perna separadamente, por exemplo.
É importante avaliar o limite de extensão e flexão do joelho durante os exercícios, para não agravar o quadro. Peça ao profissional para demonstrar. Evite a sobrecarga.
Alongar quadríceps, banda iliotibial (lateral), posterior da coxa, tendões e panturrilha regularmente. Não esquecer de alongar bem antes e depois dos exercícios.
Colocar gelo no joelho após os exercícios.
Evitar subir e descer escadas.
Garantir lugar suficiente para a perna no carro ou no seu lugar de trabalho, evitando manter o joelho flexionado mais de 90 graus por muito tempo.
Manter boa postura e evitar cruzar as pernas por longos períodos.
Quando estiver deitado, não deixar o peso do corpo pressionar ou mover a patela, usando um travesseiro para manter os joelhos levemente separados e as patelas no lugar.
Usar sapatos confortáveis, principalmente durante os exercícios.
Evitar aplicar peso excessivo na articulação afetada, perdendo peso se necessário.
É imprescindível fazer uma avaliação com um reumatologista, um ortopedista ou um fisiatra, para receber o tratamento correto. Jamais faça exercícios sem a assistência de um professor de educação física.

Diagnóstico e tratamento
O diagnóstico mais detalhado é feito, normalmente, através de um exame de Ressonância Magnética e em vários casos é recomendado o uso de anti-inflamatórios, fisioterapia e até mesmo cirurgia (casos mais graves).
Caso se trate de doença crônica, o tratamento baseia-se apenas na redução da dor. Não há um protocolo rígido de indicação de tratamento. É necessário estudar a forma mais eficaz para cada paciente de acordo com o grau da lesão adquirida, e que, principalmente, não cause dor.
O fortalecimento do quadríceps é primordial, e é preciso também recuperar a potência do membro inferior, executando exercícios com um grau de dificuldade progressiva, evitando uma sobrecarga na articulação fêmoro-patelar.

O que é a dermatoglifia e sua utilidade



Dermatoglifia é o estudo cientifico das impressões digitais pelo qual é possível analisar o potencial genético da pessoa, através desta analise é possível descobrir as aptidões esportivas e algumas patologias e defeitos do desenvolvimento, é realizado com três tipos de desenhos encontrados nas digitais dos dez dedos da pessoa, sendo eles já citados no texto que são o Arco, Presilha e Verticilo.

Para colher as digitais, o procedimento é igual ao utilizado para emissão da carteira de identidade. A combinação de três fatores é que determina o tipo de fibra muscular. Um deles é o tipo de desenho que as linhas formam. Os predominantes são: Presilha (L), Verticilo (W, S-Desenho), ou Arco (A). Outro fator é o índice Delta, definido pela congruência das linhas que formam o tipo de desenho. Também contam-se a quantidade de linhas que cada desenho contém. Através destes três parâmetros é que se faz a interpretação e análise e se chega a um diagnóstico do tipo de fibra muscular. Até pouco tempo, a definição do tipo de fibra somente era possível com uma biópsia (procedimento laboratorial, oneroso e dolorido).

Fibras - Existem, basicamente, dois tipos de fibra muscular: as lentas ou vermelhas e as rápidas ou brancas. As lentas se caracterizam por um predomínio da resistência, graças à grande quantidade de mitocôndrias, estruturas que geram energia dentro da célula por muito tempo e são resistentes à fadiga. As rápidas se caracterizam pela grande estrutura das fibras, capazes de gerar muita força e velocidade, mas entram em fadiga rápido.

Com a determinação do tipo de fibra é possível escolher o melhor exercício, também servir como fator de escolha do esporte que você queira praticar além da posição na quadra, ou o estilo e a tática de jogo que deve adotar.

Após o diagnóstico, se você possui uma musculatura com predominância de fibras rápidas você deverá priorizar o trabalho de musculação porque você hipertrofia os músculos e ganha força depressa. No caso de uma modalidade, você deve escolher aquela em que esteja envolvida grande potência (velocidade e força juntos) como corridas de velocidade, provas de natação de curtas distâncias, saltos, lançamento; no estilo de esporte se optar em jogar tênis, pode aproveitar a sua potência e jogar para ganhar os pontos no saque, pois esse é seu forte, como também treinar o seu ponto fraco que é a resistência.

No caso de possuir uma musculatura com predominância de fibras lentas, você deverá priorizar trabalho aeróbico, pois demora muito para cansar e consegue permanecer por muito tempo na atividade, escolhendo em participar de provas de longa duração como corridas, maratonas, travessias, jogos e treinar o seu ponto fraco que é a força.

A dermatoglifia vem sendo bastante utilizada na área do desporto pelo fato de que é possível analisar as qualidades físicas de um atleta através da digital, dessa forma é possível direcionar o atleta para a área ou posição que ele tem maior aptidão.

Para o desporto os desenhos das digitais tem os seguintes significados como as digitais que possui uma forma de Arco como mostra a figura abaixo, possui muita força porém baixo nível de coordenação motora, quem possui Presilhas possui velocidade e explosão e por ultimo que tem Verticilo o rodamoinho tem força, velocidade e resistência.

Diversas pesquisas estão sendo realizadas e chegam a conclusão de que a dermatoglifia é um importante fator para determinar o perfil adequado para diversas modalidades no esporte brasileiro entre elas: corredores de provas de longa distância, no futsal de alto rendimento, nos atletas profissionais de futebol de campo, ginástica olímpica, triatlo, natação em provas de meio-fundo e fundo.

Atividade física para deficientes físicos




Esse é um assunto pouco abordado aqui no blog. Esportes também pode acontecer para portadores de alguma deficiência e saber inicia-los é importantissimo para um bom desemepnho. Como para todos, os portadores de deficiências devem iniciar devagar, fazer três sessões de 10 minutos diariamente ou uma única sessão de 30 minutos. Pessoas sedentárias devem começar com intervalos de atividade entre 5 a 10 minutos e aumentar gradativamente.

Quanto mais exercícios físicos fizerem mais o corpo corresponde e o retorno será uma vida saudável, independente e prazerosa. Mesmo aqueles que precisem de auxílio para realizar exercícios, devem ter sempre em mente que ele é o responsável pelos cuidados com seu corpo.

Independentemente da modalidade escolhida é essencial fazer sempre algo que goste e que dê prazer ao realizá-lo. 

A prática de atividades físicas pelos portadores de deficiência proporcionará e poderá: 

- estimular a independência e autonomia;
- melhorar a socialização com outros grupos;
- melhorar a auto-valorização, a 
auto-estima e a auto-imagem;
- a melhoria das funções organo-funcionais (aparelho circulatório, respiratório, digestivo, reprodutor e excretor);
- melhoria na força e resistência muscular global;
- melhora no equilíbrio estático e dinâmico;
- manutenção e 
promoção da saúde;
- desenvolvimento de habilidades motoras e funcionais para melhor realização das atividades de vida diária;
- aprimoramento da coordenação motora global;
- superação de situações de frustração;
- experiência com suas possibilidades, potencialidades e limitações. 

Com tantos benefícios conheça agora algumas modalidades que poderão ser praticadas por você ou sugeridas para alguém que conheça:

Judô: segue as mesmas regras da Federação Internacional de Judô, com pequenas alterações por ser praticado por portadores dedeficiência visuais, sendo assim a punição por pisar fora do tatame não ocorre. No começo da luta a pegada é feita pelo juiz e o atleta não pode mais mudar de posição, e toda vez que acontecer a separação dos atletas o combate é interrompido. A prática deste esporte consiste em que saber utilizar a força do adversário é mais importante do que aplicar a própria força. 

Natação: esta modalidade é voltada para amputados, portadores de paralisia cerebral, deficiências visuais, paraplégicos e outros. 
As competições são divididas de acordo com as deficiências dos atletas que são três: visuais, deficientes físicos e deficientes cerebrais. As regras são as mesmas utilizadas pela Federação Internacional de Natação com a diferença de o atleta ter a escolha de largar na plataforma ou dentro d'água em algumas provas. 

Tiro: para amputados, portadores de paralisia cerebral e cadeirantes.
Nesta modalidade os atletas atiram de posições diferentes daquelas determinadas pelas normas internacionais. Os atiradores podem praticar os seus disparos sentados ou em pé devido a um sistema que equipara as chances dos atletas.

Bocha: para portadores de paralisia cerebral.
Os jogadores precisam colocar suas bolas o mais perto possível da bola branca que é o alvo e também tirar de perto dela as bolas do adversário. É um jogo de precisão e estratégia e por ser praticado somente por deficientes cerebrais os jogadores podem receber orientações de seus treinadores, sendo esta feita de maneira acústica.

Vela: modalidade voltada para amputados, cadeirantes, portadores de deficiência visual, paralisia cerebral e outros.
Apenas duas classes são disputadas: a Sonar composta por três atletas e a pontuação varia de 1 a 7, dadas de acordo com o grau de deficiência. Cada uma das equipes não pode ultrapassar a marca de 12 pontos. A outra classe é a 2,4mR disputada por apenas um velejador em cada barco.

Dor de cabeça pode ser caso para odontologia



Bruxismo é um dos causadores do mal

Dores de cabeça durante o sono, ao acordar ou durante o período da manhã somadas à sonolência diurna são sintomas comuns em muitas pessoas. Remédios e soluções imediatas não resolvem, e o que muitos não sabem é que pode ser um problema tratado pelo dentista.

O bruxismo – ou ranger os dentes durante o sono – é um distúrbio que atinge homens e mulheres, e que pode ser uma das causas das dores de cabeça. "O esforço da mandíbula feito durante a noite causa o mal estar e as dores no dia seguinte", explica Dr. Eduardo Rollo Duarte, especialista em Odontologia do sono. "Durante o sono a pessoa pode apertar os dentes ou esfregá-los com força, causando uma fadiga muscular e dores na manhã seguinte". Além da dor de cabeça, o bruxismo causa desgaste dos dentes decorrente da pressão que eles sofrem. "Todo este processo pode causar inflamação e inchaço na gengiva", completa o especialista. 

O ranger de dentes ou a excessiva pressão da mandíbula é sinal de que algo não está certo nos hábitos do paciente. "Pode ser resultado de alguma pressão emocional", diz Dr. Eduardo. "O problema deve ser diagnosticado o quanto antes para que não vire um distúrbio crônico, e assim, muito mais difícil de se resolver".

O que leva ao bruxismo

- Ansiedade e stress;
- Fumo;
- Causas psicológicas – podem ser traumas ou acidentes;
- Distúrbios do sono como ronco e apneia;
- Fatores neurológicos – aumento da adrenalina;
- Fatores externos – medicação como antidepressivos;
- Drogas;
- Consumo exacerbado de álcool e cafeína;

Como prevenir

- Evitar bebidas alcoólicas, cigarros e drogas;
- Evitar ingestão de cafeína, álcool, refrigerante, chocolate e chá preto após às 18h;
- Evitar exercícios intensos – tanto físicos quanto mentais – de 2h30 a 3h antes de dormir.

Recomenda-se 

- A TV deve ficar na sala, evitar colocá-la no quarto. 
 
- A temperatura do quarto deve ser agradável;

- O quarto deve ficar escuro para que o sono possa ser mais tranquilo. 

Tratamento

Pode ser feito através de medicação, placa dental ou ainda fisioterapia orofacial. Esta fisioterapia pode ser feita pelo próprio dentista do sono. Não existe um tempo estimado para a duração do tratamento, isso varia de pessoa para pessoa. "O tratamento dependerá da causa da dor: que pode ser muscular ou articular. Este diagnóstico é feito pelo dentista do sono", completa Eduardo.

Dr. Eduardo Rollo Duarte é dentista formado em Odontologia pela Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo, em Bauru (FOB); Especialista em Periodontia também pela USP – Bauru; Mestre e Doutor em Prótese Dental pela USP – SP com aplicação em distúrbios do sono relacionados à Odontologia.  Dr. Eduardo atende em clínicas em São Paulo, Bauru e Curitiba. www.eduardorollo.com.br / www.dormirbem.zip.net - Clínica Bauru: (14) 3234-6030; Clínica São Paulo: 3034-5511 / 3518-8808

Importância de higienização das escovas de dentes



Quente, úmido e abafado – assim é o ambiente ideal para a proliferação de bactérias. E assim fica sua escova de dente quando você a guarda no armário do banheiro ou em estojo próprio. "Se não for feita a higienização correta da escova após o uso, ela se torna propícia à multiplicação das bactérias naturalmente presentes na boca e que, durante a escovação, alojam-se nas cerdas", explica o professor Paulo Nelson Filho, da Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto (FORP) da USP.
 
ImageNelson Filho é pesquisador na linha de "Prevenção em Odontologia - Estudos microbiológicos, clínicos e por microscopia eletrônica de varredura", da pós-graduação da FORP. Desde 1999, o grupo foca, principalmente, em análises e estudos relacionados à contaminação e desinfecção de itens como escovas de dente, chupetas e aparelhos ortodônticos. 

Ele explica que, na boca, se encontram cerca de 900 espécies de bactérias, capazes de viver até 24 horas entre as cerdas das escovas dentais, onde se multiplicam e tornam a entrar em contato com a boca na próxima escovação, colaborando para uma maior probabilidade de ocorrência de doenças como a cárie dental, alterações gengivais e lesões da mucosa bucal. "Hoje a preocupação maior do mercado odontológico é com o desenvolvimento de materiais e técnicas inovadoras, esquecendo-se muitas vezes da importância de cuidados básicos, como o armazenamento, troca e desinfecção das escovas", afirma. 

Apesar desses cuidados com a escova ajudarem a prevenir males causados por bactérias, a população não cultiva o hábito de higienizar itens que entram em contato com a boca – é o que aponta levantamento da FORP publicado recentemente na revista da Associação Brasileira de Odontologia. O pesquisador defende que a orientação deve partir dos profissionais, de modo que se torne parte da rotina dos pacientes. "Assim como ninguém reutiliza fio dental ou veste a mesma roupa por dias seguidos, a desinfecção desses itens é um hábito de higiene pessoal que deve ser adquirido", completa o especialista da FORP. 

Pesquisas, resultados e recomendações

Um dos principais estudos realizados pelo pesquisadores em prevenção na FORP é a análise de agentes antimicrobianos, que determinam quais deles são mais eficazes na eliminação de bactérias. São testados os componentes de produtos para esse fim já disponíveis no mercado. Nelson Filho afirma que, até agora, a clorexidina, em concentração de 0,12%, se mostrou o mais eficaz dos princípios ativos. 

Apesar de não existirem estudos comparativos entre indivíduos que desinfetam suas escovas e aqueles que as guardam sem qualquer procedimento higiênico, Paulo Nelson afirma que já foram detectados casos de pacientes cuja incidência de lesões na mucosa diminuiu depois de adotado o hábito de higienização. 

Como deve ser feita então a higienização das escovas? O professor da FORP recomenda a utililização de agentes antimicrobianos disponíveis no mercado (como enxaguantes bucais), acondicionados pelo próprio paciente em frascos de plástico ou vidro, em forma de spray. O produto deve ser borrifado nas cerdas e na cabeça da escova uma vez ao dia, após a escovação noturna. O professor complementa, ainda, que o próprio creme dental pode colaborar para a higienização da escova. Os mais indicados, segundo ele, são aqueles que contêm flúor e, mais especificamente, que apresentam "ação total ou global". 

Além disso, o usuário deve estar atento para a higienização em água corrente antes da próxima escovação, para retirar as bactérias mortas. "Depois do uso, deve-se bater o cabo da escova na pia, para eliminar o excesso de água, mas nunca secá-la em toalha de banho ou rosto", recomenda Paulo, que indica três meses, em média, como o tempo ideal entre a troca da escova velha por uma nova. 

Em relação ao armazenamento, o professor aponta que a escova não deve ficar sobre a pia. "O banheiro é o local mais contaminado de uma casa. Temos pesquisas que comprovam a presença de coliformes fecais alojados em escovas, em função das descargas e da proximidade com o vaso sanitário", expõe ele. Portanto, o melhor é guardar a escova desinfetada no armário do banheiro. O próximo passo nas pesquisas do grupo é a análise de escovas, recém-lançadas no mercado, que apresentam ação antimicrobiana para reduzir o acúmulo de bactérias nas cerdas. 

Outro tema abordado na linha de pesquisa de prevenção em odontologia relaciona-se ao que o professor chama de "adequação do meio bucal". O especialista explica que, mais do que tratar os sintomas das doenças bucais, como a cárie dental, por exemplo, é necessário curar a doença em si. Assim, antes de fazer restaurações é preciso tornar a boca saudável, de uma maneira durável, controlando os agentes causadores de cárie. O grupo da FORP analisa quais são os materiais e técnicas mais eficientes a serem adotados no tratamento. 

Sobre o método de pesquisa e divulgação, o Nelson Filho explica que é essencial um intercâmbio com outras disciplinas e unidades do campus de Ribeirão Preto e demais universidades do Brasil e do exterior. "Depois, todos os resultados a que chegamos nas pesquisas são incorporados às aulas de graduação e de pós-graduação da faculdade, e divulgados ao meio científico por meio de teses e publicação de artigos em revistas especializadas, nacionais e internacionais", finaliza.

Recreação em academia de ginástica



O trabalho de recreação em academias é uma novidade para todos,porém algumas academias do Brasil já estão começando a explorar esse ramo de atividade,utilizando uma nova forma de adquirir mais alunos através de um trabalho de recreação, visando a qualidade de vida de seus praticantes. Esse método é inovador e com certeza trará grandes lucros para as academias, pois os alunos terão novas atrações dentro das aulas ou em atividades externas, o segredo não está em cobrar a mais por esse serviço, mas sim em trazer novos alunos para dentro das academias. 

Mas de que maneira utilizar a recreação nas academias?

A recreação se desenvolve de forma estruturada em datas especiais,como o aniversário da academia ou simplesmente no final de semana, buscando a integração de seus freqüentadores entre si e com a academia. Você poderá utilizar a recreação de diversas maneiras, em uma trilha, acampamentos e acantonamentos, viagens de excursão, caminhadas orientadas, enfim em diversas situações ficando a cargo da criatividade do organizador.Também pode acontecer no final de uma aula ou num dia escolhido aleatoriamente pelo professor.

O trabalho recreativo durante as próprias aulas atrai mais o público e descontrai o grupo, possibilitando uma melhor predisposição para a busca do desempenho.

As academias de ginástica e musculação buscam alcançar uma melhor performance dos alunos, porém aliada com a recreação pode propiciar também um trabalho de relaxamento mental, pois as qualidades de vida e o bem estar físico só estão completas quando os praticantes não ficam apenas preocupados com o corpo, mas também com a mente e o espírito.

Um outro ponto que devemos nos preocupar é com as diferenças de faixas etárias, pois todas elas estão representadas nas academias e devemos adaptar o trabalho para todas elas.

Os professores das academias podem estar preparados para o desenvolvimento das atividades recreativas, porém se necessário, poderá acontecer a contratação de recreacionistas profissionais ou empresas especializadas.

Os espaços a serem utilizados podem ser adaptados para a recreação, às salas de ginástica geralmente possuem um amplo espaço físico podendo ser desenvolvido um excelente trabalho de recreação, na falta de uma estrutura adequada, novamente a criatividade entra em cena, podendo o organizador utilizar piscinas, jardins, pequenas quadras, etc.

Dores no pescoço



A dor no pescoço tem muitas causas e é muito comum deparar-se com ela pelo menos uma vez na vida. Porém, em 90% dos casos ela se limita somente ao pescoço e desaparece sem nenhum tratamento. O primeiro passo para determinar qual o motivo da dor é percebe-la como intrínseca (vindo do próprio pescoço) ou extrínseca, vindo de alguma outra fonte.

A dor intrínseca pode ser dividida em: mecânica – vinda das articulações ou dos discos; radicular – dor advinda da raiz de um nervo; ou mielopática, dor advinda da coluna espinhal. A espinha é composta de segmentos que têm basicamente três junções: o disco na frente e duas articulações na parte de trás. Essas estruturas são muito resistentes a lesões nas duas primeiras décadas de vida, mas às vezes, entre os 20 e 30 anos, esses tecidos começam a apresentar desgaste. Isso chama-se doença degenerativa e é a causa mais comum das dores no pescoço. A degeneração acontece simultaneamente no disco e nas articulações. Essa condição é progressiva com a idade e, aos 60 anos, todos nós apresentamos evidências desse processo em exames de imagem como raios-x, RM e TC. Felizmente, nem sempre os sintomas se manifestam.

A degeneração de disco tem uma progressão fisiológica característica: as células dos discos e no centro do disco, que criam proteínas cruciais para o funcionamento mecânico do disco, ficam menos ativas metabolicamente. Com essa diminuição na sua atuação, elas criam menos proteínas, que seriam críticas para o funcionamento discal. Essa proteína é responsável por difusão da água ou fluído no disco, fornecendo o vigor mecânico que o disco necessita para funcionar. Essas proteínas também são críticas para a composição extra-celular do disco, chamada de matriz. Em um disco normal, a carga (compressão) é dividida entre a parte interna (núcleo) do disco e a parede externa do disco.

Com a degeneração e a perda de fluído do disco, a carga se transfere do centro para as paredes do mesmo. Eventualmente a parede externa do pode falhar, o que causa fissuras. Essas fissuras podem ser dolorosas. Se a parede do disco estiver muito enfraquecida, o disco pode romper ou herniar. Além disso, mudanças degenerativas também ocorrem nas articulações. As articulações são muito parecidos com outras articulações periféricas, como os joelhos. Eles têm cartilagens nas extremidades dos ossos, que colidem com a superfície das articulações. Um tecido, chamado Sinóvia, e uma estrutura ligamentosa larga, chamada cápsula, cercam as articulações. Essas estruturas são muito bem supridas por nervos. Assim como nossa cintura ou joelho podem ser atingidos pela artrite, as articulações também podem ser, e por isso eles contribuem para dores no pescoço.

O disco que se degenera é mais susceptível a danos, porque ele não é tão forte quanto um disco normal. Porém, é preciso lembrar que só porque um disco está em processo degenerativo isso não significa que ele necessariamente cause dor, mas sim que ele pode causar dor.

Dores advindas de nervos têm padrões característicos. Podemos dividir esses padrões em duas categorias: dor radicular se refere a dor advinda de uma raiz nervosa. É usualmente uma dor aguda, do tipo elétrico, que atinge a extremidade superior de uma maneira particular. Essa dor de tipo elétrico que atinge a extremidade de uma forma particular é chamada de dermátomos. Pode ser associada com dormência ou fraqueza na extremidade superior. Pode piorar ou melhorar com movimentos diferentes ou mudanças no posicionamento da cabeça ou pescoço.

Dor mielopática é ligada aos sintomas advindos da compressão da medula espinhal. Esse tipo de dor ocorre usualmente nos dois braços e pode inclusive atingir as pernas. Também é associada com dormência ou enfraquecimento dos braços e pernas. No início pode ser muito sutil, como dormência das mãos, e pode ir progredindo lentamente até pontos sensíveis que cada um tenha nos braços e pernas, eventualmente causando dificuldades de equilíbrio e, em última instância, perda do controle sobre as funções intestinais e da bexiga. Isso leva um longo tempo para acontecer, na maioria dos casos, e contrasta com a dor mecânica ou das articulaçõs, que é geralmente no pescoço e se irradia pelos músculos do pescoço ou dos ombros.

Podemos categorizar diferentes condições da espinha baseados na sua etiologia. As diferentes condições que podem causar dores mecânicas ou nervosas são as seguintes: doença degenerativa discal é a mais comum. Também é comum o trauma espinhal. Fraturas e deslocamentos da espinha podem causar dores mecânicas, dores nervosas ou ambas. Elas são usualmente associadas com esforços exagerados da coluna.

Outras lesões traumáticas podem causar danos às articulações ou aos discos, mas não causam instabilidade da coluna cervical. Traumas na cabeça ou pescoço, lesões por levantamento ou por uso excessivo ou por má postura podem causar esse tipo de problema. Além disso, lesões por flexão/extensão, como a lesão "whiplash" da coluna cervical, causam Síndromes dolorosas significativas. Outra categoria seria condição inflamatória da espinha. Essa categoria inclui artrite reumatóide, infecção, neoplasia ou tumores, anormalidades congênitas da espinha e condições variadas, como a calcificação do ligamento posterior longitudinal (na qual os ligamentos se transformam em osso, causando compressão nos nervos), Siringomielia (um cisto na coluna espinhal) e doenças neurológicas com dores referidas ao pescoço. Um exemplo disso é a esclerose múltipla.

Condições extrínsecas que podem causar dores no pescoço incluem patologias como a síndrome do desfiladeiro torácico, compressões neuropáticas do nervo Ulnar e Mediano, e síndrome do túnel do carpo com compressão do nervo Mediano no cotovelo. Novamente, podem existir doenças neurológicas advindas do cérebro ou doenças neurológicas mais gerais, como neuropatias periféricas. Também podem ocorrer condições do sistema cardiovascular, como angina ou condições pulmonares como tumores pulmonares que podem se apresentar nos ombros ou no pescoço.

Como existem muitas causas para dor no pescoço, é muito importante que o médico faça um exame histórico e físico muito acurado da coluna cervical. O exame vai freqüentemente incluir o corpo inteiro, além do sistema neurológico e vascular, de forma a determinar exatamente a origem da dor. Além disso, o médico vai geralmente utilizar as técnicas mais atuais de imagem, e também injeções de contraste no pescoço ou no ombro ou extremidades superiores para buscar um diagnóstico específico. Quando a dor no pescoço persistir, é importante ter um diagnóstico particular para que o tratamento seja criado para combater o problema específico de cada paciente.


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Tratamento para hérnia de disco



a maioria dos casos, o tratamento sem cirurgia aliviara sua dor. O tratamento para a hérnia de disco no pescoço inclui: 

• Compressas quentes ou frias.

• Antiinflamatórios.

• Relaxantes musculares.

• Prescrição de analgésicos.

• Um aparelho para o pescoço para aliviar espasmos musculares.

• Massagem no pescoço e ombro.

• Tração, processo de tencionar músculos e ossos com um sistema de pesos e roldanas que evita que eles se movimentem ou alivia pressão sobre eles.

Para a hérnia de disco nas costas, o tratamento pode incluir:

• Deitar-se com a barriga para cima e as costas totalmente encostadas sobre uma cama com um colchão duro ou uma prancha rígida sob o colchão, ou deitar-se de bruços com um travesseiro sob o seu peito, qual for mais confortável.

• Relaxantes musculares.

• Antiinflamatórios.

• Prescrição de analgésicos.

• Compressas frias ou quentes, dependendo da preferência do seu médico.

• Tração.

• Massagem nas costas ou fisioterapia.

• Injeção de esteroides no espaço perto do disco comprometido para controlar a dor e a inflamação. 


Enquanto a sua dor diminui, seu médico determinara que você começa a realizar um programa de fisioterapia, pelo qual você se exercitara para fortalecer os músculos e articulações das costas. Recentemente, exercícios estabilizadores vem sendo usados com sucesso no tratamento de hérnia de disco. Essa terapia envolve aprender como controlar os movimentos da sua espinha em todas as atividades, recreacionais ou envolvendo trabalho.

Se os sintomas persistirem, você pode precisar sofrer uma cirurgia. Entretanto, a maioria das pessoas que possuem hérnia de disco não precisam sofrer cirurgia. 

Avaliação da coluna vertebral



A coluna divide-se em segmentos cervical, torácico, lombar e sacral.

O segmento cervical tem curvatura lordótica, isto é, de concavidade anterior e termina em C7, cujo processo espinhoso é o mais saliente da região e serve como reparo  anatômico. 

Patologias degenerativas senis tendem a aumentar a curva lordótica. Por outro lado, processos agudos dolorosos, principalmente, traumáticos podem provocar retificação da curvatura lordótica, por um mecanismo de contração muscular antálgica. Inclinações laterais permanentes da cabeça são mais freqüentemente cansadas por escolioses cervicais ou por torcicolos, sendo muito importante a palpação dos processos espinhosos e da musculatura ara o diagnóstico diferencial.
Coluna cervical curta, acompanhada ou não de restrição de movimentos pode ser causada por fusâo congênita de um ou corpos vertebrais (doença de Kippel-Feil).

Os movimentos da coluna cervical são: flexão, extensão, rotação direita, rotação esquerda, inclinação lateral direita e inclinação lateral esquerda. As flexões e extensões ocorrem principalmente no segmento C5-C6. Na flexão completa, o indivíduo deve ser capaz de tocar a região esternal com o queixo, mantendo a boca fechada. Os  movimentos de rotaçâo ocorrem mais no segmento atlas-áxis e suas restrições indicam patologia na porção superior da coluna. Na amplitude normal de rotação, o queixo deve quase alinhar-se com o ombro. 

A coluna torácica tem curvatura cifótica estimada radiologicamente em, no máximo, 40 graus. Processos senis, principalmente osteoporose, levam a aumento progressivo da curvatura (corcunda), provocando acentuação da prega transversal na transição do tórax com o abdômen, anteriormente. Esta cifose tipicamente é de grande raio, isto é, atinge todo o segmento torácico. No adolescente, o aumento progressivo da cifose torácica é diagnóstico de dorso curvo juvenil ou da cifose de Scheuermann. Estas duas condições devem ser prontamente reconhecidas e tratadas, antes do término do crescimento. Pode ocorrer cifose localizada, percebida semiologicamente pela saliência exagerada de um ou dois processos espinhosos adjacentes, e é devida a defeitos congênitos ou patologias adquiridas Como tumores de corpo vertebral ou processos infecciosos como
tuberculose.  A movimentação cIa coluna torácica é muito restrita, pois as vértebras estão amarradas às costelas e é pouco útil do ponto de vista semiológico. A palpação, tanto dos processos espinhosos, quanto da musculatura paravertebral, é realizada com o paciente em decúbito ventral e busca pontos dolorosos ou contratura muscular.

A coluna lombar tem curvatura lordótica que pode estar aumentada ou diminuída. Aumentos da lordose podem ser compensatórios de patologias do quadril, sendo obrigatório o exame desta articulação, nestas circunstâncias. A transição lombossacral é especialmente importante ao exame visto que nesta localização situam-se mais freqüentemente as variações anatômicas e os defeitos congênitos que provocam lombalgia. Nichos pilosos nesta região estão relacionados  com defeitos de fechamento do arco neural
(spina bífïda oculta etc.). A palpação segue os mesmos princípios da região torácica. O segmento lombar é o mais móvel e o responsável pela maior parte da mobilidade do tronco. A pesquisa da movimentação é feita com o indivíduo de pé sendo: flexão, extensão, inclinação lateral direita e esquerda, rotação (torção) direita e esquerda. Para a pesquisa destas últimas segura-se firmemente a pelve com as duas mãos, e pede-se ao paciente para torcer ou inclinar o tronco para um lado e, depois, para o outro. A flexão é a movimentação mais desenvolvida, sendo pesquisada com o paciente inclinando-se para frente e tentando tocar o assoalho com os dedos, como já referido.

Neste momento, além da amplitude da flexão, as regiões torácica e lombar devem ser examinadas atentamente para a presença de escoliose. Com o indivíduo mantendo a inclinação do tronco, o médico aproxima-se e examina a região dorsal e lombar à procura de desvios e verificando se há assimetria nas regiões paravertebrais. A saliência maior de uma das escápulas e/ou saliência localizada em uma região paravertebral (giba) indicam escoliose. Esta é a manobra mais acurada para o diagnóstico de tal patologia, pois a inclinação do tronco acentua tanto a curvatura escoliática, como a gibosidade.

As curvaturas da coluna em um mesmo plano são associadas, isto é, uma influencia a outra. Por exemplo, aumento da cifose provoca aumento compensatório das lordoses cervical e lombar. Uma curva escoliótica (curva primária) provoca outra curva em sentido contrário (curva secundária), em regiões adjacentes.